"Quando chego ao último nível, procuro um bem-estar que não vem".
Madalena repetiu a frase mentalmente, debruçada sobre sua solidão. Restava-lhe pouco a realizar agora, dentro de seu ritual contínuo de dor. Desejar ser outra pessoa. Aguardar. Ouvir os sons que a cercavam, distantes. Carros, alguns. Vozes dos passantes. Crianças no quarto. Passos que correm. Televisão. Alguma música inteligível.
O desejo de ser completa por si mesma persistindo em estar. A necessidade alheia pairando sua atmosfera. Mesmo do desejo de nada ser não dispor. Necessitar estar viva, necessitar estar bem. Necessitar aguardar. Necessitar estar a postos.
Ainda ontem foi lhe dito: precisa achar como soltar os podres. Os males. Os bichos, as mágoas. Mas renega a capacidade masculina de recompor-se. Junto à mesa, às garrafas, às conversas sempre as mesmas. Breve irá erguer-se, sonambulamente caminhar a casa, como se se tivessem apagado as luzes. Mecânica e monotóna cumprir seus ritos, dos quais se exaure.
Há dores profundíssimas porém, extensíssimas.
"Sou um barco sem rumo que navega um mar de sofrimento. Nestes longos meses, fui descascando como uma cebola, camada após camada, mudando, deixei de ser a mulher que era, minha filha me deu a oportunidade de olhar para dentro e descobrir os espaços interiores, grandes vazios escuros e estranhamente aprazíveis, que eu nunca havia explorado. São lugares sagrados e, para atingi-los, preciso percorrer um caminho estreito e cheio de obstáculos, vencer as feras da imaginação que saltam diante de mim. Quando o terror me paralisa, fecho os olhos e me abandono, com a sensação de submergir em águas agitadas, por entre os golpes furiosos das ondas. Acho que estou morrendo entre instantes que, na verdade, são eternos, mas pouco a pouco percebo que continou viva apesar de tudo, porque, no torvelinho feroz, há um resquício de misericórdia que me permite respirar. Deixo-me arrastar sem opor resistência e, aos poucos, o medo retrocede. Flutuando, penetro uma gruta submarina e lá descanso por algum tempo, a salvo dos dragões das desgraças. Choro sem soluçar, perdida por dentro, como talvez chorem os bichos, mas nessa altura o sol acaba de surgir e a gata se aproxima, pedindo comida." (In Paula”, Isabel Allende)
1 de abr. de 2005
31 de mar. de 2005
Fazer o quê...
Saiu o campeão estadual pernambucano de futebol de 2005...
Recuso-me a revelar o nome, vocês descubram por conta própria (vai ser fácil)...
Pelo menos meus sobrinhos ficarão felizes, aqueles tricolorezinhos chatinhos...
Mas que coisa ridícula é a alegria alheia. De são consciência, eu jamais acharia normal ficar escutando narrações de gol seguidas do hino do meu time... O hino até vai, mas a narração fora de jogo... É isso mesmo, hoje estou péssima...
Recuso-me a revelar o nome, vocês descubram por conta própria (vai ser fácil)...
Pelo menos meus sobrinhos ficarão felizes, aqueles tricolorezinhos chatinhos...
Mas que coisa ridícula é a alegria alheia. De são consciência, eu jamais acharia normal ficar escutando narrações de gol seguidas do hino do meu time... O hino até vai, mas a narração fora de jogo... É isso mesmo, hoje estou péssima...
30 de mar. de 2005
Amor com Dinheiro se Paga
Apesar do título, não acreditem que sou contrária ao que este rapaz alega. Mas o fato é que a idéia, a princípio, me assusta. Enfim, assim é o tempo que protagonizamos. O segredo em vivê-lo é que urge descobrir...
"Recurso do pai condenado por abandono de filho será decidido pelo STF
(Família - 16.03.2005)
Por haver discussão de matéria constitucional, o recurso de um pai que foi condenado a indenizar o filho por abandono será apreciado pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão é da 4ª Turma do STJ, que atendeu pedido da defesa do pai.
O caso que reconhece dano moral por abandono paterno é o segundo no País e teve origem em Minas Gerais. O direito à reparação financeira foi estabelecido em segunda instância. Em primeiro grau, o juiz entendeu não haver a comprovação do dano ao filho.
Caso semelhante já havia acontecido, poucos meses antes, na comarca de Capão da Canoa (RS). A sentença de procedência da ação de filha ajuizada contra o pai não foi atacada por apelação - e reansitou em julgado.
No caso mineiro, o Tribunal de Alçada reconheceu que o abandono trouxe dano moral, psíquico, que poderia ser reparado, de forma simbólica, com o pagamento de indenização. O jovem deixou de conviver com o pai quando tinha seis anos, em razão da separação matrimonial entre os progenitores. Sempre recebeu pensão alimentícia, mas alegou que "só queria do pai o amor e o reconhecimento como filho".
A ação baseou-se, entre outros, em princípios constitucionais, especialmente o artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece como "dever da família assegurar à criança e ao adolescente, (...) , o direito à convivência familiar". O valor da reparação foi o equivalente a 200 salários mínimos (hoje, R$ 52 mil), atualizados monetariamente."
Leia completo aqui.
"Recurso do pai condenado por abandono de filho será decidido pelo STF
(Família - 16.03.2005)
Por haver discussão de matéria constitucional, o recurso de um pai que foi condenado a indenizar o filho por abandono será apreciado pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão é da 4ª Turma do STJ, que atendeu pedido da defesa do pai.
O caso que reconhece dano moral por abandono paterno é o segundo no País e teve origem em Minas Gerais. O direito à reparação financeira foi estabelecido em segunda instância. Em primeiro grau, o juiz entendeu não haver a comprovação do dano ao filho.
Caso semelhante já havia acontecido, poucos meses antes, na comarca de Capão da Canoa (RS). A sentença de procedência da ação de filha ajuizada contra o pai não foi atacada por apelação - e reansitou em julgado.
No caso mineiro, o Tribunal de Alçada reconheceu que o abandono trouxe dano moral, psíquico, que poderia ser reparado, de forma simbólica, com o pagamento de indenização. O jovem deixou de conviver com o pai quando tinha seis anos, em razão da separação matrimonial entre os progenitores. Sempre recebeu pensão alimentícia, mas alegou que "só queria do pai o amor e o reconhecimento como filho".
A ação baseou-se, entre outros, em princípios constitucionais, especialmente o artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece como "dever da família assegurar à criança e ao adolescente, (...) , o direito à convivência familiar". O valor da reparação foi o equivalente a 200 salários mínimos (hoje, R$ 52 mil), atualizados monetariamente."
Leia completo aqui.
Agora sim, BBB
Causas Nobres - Na página do BBB, consta uma mini-entrevista com os participantes. Disse o vencedor (em resposta a pergunta O que você vai fazer com o prêmio de R$ 1 milhão, caso vença o programa?):
A primeira coisa que vou fazer é produzir uma peça de teatro, coisa que prometi para uma amiga minha, que é atriz. Pretendo comprar meu próprio apartamento, uma casa para minha mãe e também investir na área de cultura, em projetos que possam gerar muitos empregos. Mas o mais importante é aproveitar esta exposição para promover minha carreira como escritor. Estou com dificuldade para reeditar meu primeiro livro e queria muito lançar um segundo.
O Jean é escritor, tá explicado. Será que presta? O tempo dirá.
-------
"Os Inacreditáveis surgiu porque eu os observava e pensava que era inacreditável eles estarem tramando aquilo tudo. Qualquer pessoa sabia que não ia dar certo." Da editora-chefe do BBB5, Fernanda Scalzo. Aqui.
Uma das coisas mais legais para mim no programa deste ano foi a série animada criada pela produção, Os Inacreditáveis. Boa sacada, além do mais crianças e adultos gostavam (sim, sou uma mãe relapsa, Clara via BBB, mea culpa, mea maxima culpa...). Não consegui imagens dela na rede, queria colar aqui. Em minha opinião, a brincadeira foi um dos principais fatores para o sucesso de audiência do programa, um dos melhores dentre os cinco já produzidos.
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Outra fala interessante da moça: "Nós combinamos as pessoas, mas não sabemos o bicho que vai dar entre eles.". Ou seja, embora seja mera probabilidade, sou levada a crer que é considerada uma certa previsão dos resultados da interação entre as pessoas na processo de escolha dos participantes. Coisas como, juntar gente com valores possivelmente opostos, com possibilidades de confrontação (rapazes fortinhos ligados a malhação, moças classe-média preocupadas em ser 'miss', homossexuais intelectualizados, moças de periferias pobres, etcs...), para ver no que dá. Não deixa de lembrar um laboratório comportamental...
Sobre o assunto, ainda, leiam o Bial, em sua avaliação da quinta edição: "o que ocorreu nesta última edição foi a formação logo de cara de uma dupla – Rogério e PA – que provocou uma explosão dentro da casa. A eles se juntaram Giulliano e Alan e a partir de então a maioria se uniu em torno de um líder carismático, que era o Doutor Gê, contra um só inimigo, o Jean. Mais do que preconceito, foi uma clara demonstração de homofobia.".
Muitas dúvidas surgem diante desta colocação. A primeira, preconceituosa, mas que não posso negar: será que o Bial é gay? Péssima, eu sei. Ademais, cosnta que ocorre o contrário quanto a ele, seria até mulherengo. A segunda: fica clara a simpatia do Bial pelo Jean. As matérias todas do site falam em "vitória da ética" ao se referirem ao Jean. Todos sabemos que o Bial não é apenas um apresentador de programa, é um artista/intelectual relativamente completo, é jornalista, poeta, escritor, cineasta. Fico a me perguntar até que ponto ele influencia nos destinos do programa. É fato que muitíssimas vezes houve a aparência de facilitação para a trajetória do Jean no jogo, como na prova que exigia conhecimentos de cultura geral, em que foi líder em momento decisivo. Pergunto-me se não houve a intenção da Globo em fazer vencer um participante que pregasse princípios de boa conduta, éticos. Estou especulando, meramente. De toda maneira, se for assim, melhor que seja desta forma. Se for para manipular, que seja para uma finalidade nobre. Mas como meu cérebro nunca pára, vem a dúvida suscitada pela máxima: os fins justificam os meios?
A primeira coisa que vou fazer é produzir uma peça de teatro, coisa que prometi para uma amiga minha, que é atriz. Pretendo comprar meu próprio apartamento, uma casa para minha mãe e também investir na área de cultura, em projetos que possam gerar muitos empregos. Mas o mais importante é aproveitar esta exposição para promover minha carreira como escritor. Estou com dificuldade para reeditar meu primeiro livro e queria muito lançar um segundo.
O Jean é escritor, tá explicado. Será que presta? O tempo dirá.
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"Os Inacreditáveis surgiu porque eu os observava e pensava que era inacreditável eles estarem tramando aquilo tudo. Qualquer pessoa sabia que não ia dar certo." Da editora-chefe do BBB5, Fernanda Scalzo. Aqui.
Uma das coisas mais legais para mim no programa deste ano foi a série animada criada pela produção, Os Inacreditáveis. Boa sacada, além do mais crianças e adultos gostavam (sim, sou uma mãe relapsa, Clara via BBB, mea culpa, mea maxima culpa...). Não consegui imagens dela na rede, queria colar aqui. Em minha opinião, a brincadeira foi um dos principais fatores para o sucesso de audiência do programa, um dos melhores dentre os cinco já produzidos.
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Outra fala interessante da moça: "Nós combinamos as pessoas, mas não sabemos o bicho que vai dar entre eles.". Ou seja, embora seja mera probabilidade, sou levada a crer que é considerada uma certa previsão dos resultados da interação entre as pessoas na processo de escolha dos participantes. Coisas como, juntar gente com valores possivelmente opostos, com possibilidades de confrontação (rapazes fortinhos ligados a malhação, moças classe-média preocupadas em ser 'miss', homossexuais intelectualizados, moças de periferias pobres, etcs...), para ver no que dá. Não deixa de lembrar um laboratório comportamental...
Sobre o assunto, ainda, leiam o Bial, em sua avaliação da quinta edição: "o que ocorreu nesta última edição foi a formação logo de cara de uma dupla – Rogério e PA – que provocou uma explosão dentro da casa. A eles se juntaram Giulliano e Alan e a partir de então a maioria se uniu em torno de um líder carismático, que era o Doutor Gê, contra um só inimigo, o Jean. Mais do que preconceito, foi uma clara demonstração de homofobia.".
Muitas dúvidas surgem diante desta colocação. A primeira, preconceituosa, mas que não posso negar: será que o Bial é gay? Péssima, eu sei. Ademais, cosnta que ocorre o contrário quanto a ele, seria até mulherengo. A segunda: fica clara a simpatia do Bial pelo Jean. As matérias todas do site falam em "vitória da ética" ao se referirem ao Jean. Todos sabemos que o Bial não é apenas um apresentador de programa, é um artista/intelectual relativamente completo, é jornalista, poeta, escritor, cineasta. Fico a me perguntar até que ponto ele influencia nos destinos do programa. É fato que muitíssimas vezes houve a aparência de facilitação para a trajetória do Jean no jogo, como na prova que exigia conhecimentos de cultura geral, em que foi líder em momento decisivo. Pergunto-me se não houve a intenção da Globo em fazer vencer um participante que pregasse princípios de boa conduta, éticos. Estou especulando, meramente. De toda maneira, se for assim, melhor que seja desta forma. Se for para manipular, que seja para uma finalidade nobre. Mas como meu cérebro nunca pára, vem a dúvida suscitada pela máxima: os fins justificam os meios?
Gostei

Fofo o logo do Google hoje. Clicando nele, na página, sai as consultas do buscador sobre o pintor Van Gogh. Pensei até que hoje seria alguma data comemorativa (nascimento ou morte), mas nada encontrei. Gostei da iniciativa. Peguei a mania dos logos do Google com a Bruna, que também postou. Sobre Jean Wyllys falo já já.
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Update - Van Gogh nasceu em 30 de março de 1853. Daqui.
28 de mar. de 2005
Suspenso
Tiraram o Portal Detonando do ar. Uma pena, principalmente agora que faltam apenas alguns meses para sair o novo livro da série Harry Potter, e foi lá no Portal que muita gente obteve as famosas cópias traduzidas por fãs no período que intermediou o lançamento do último livro, HP e a Ordem do Fênix, em inglês, e a saída da versão em português. Além de livros como o Código da Vinci, que eles tinham, e Anjos e Demônios, segundo soube, e que eu esperava baixar (o último, o primeiro eu já o fizera)... Agora nem-nem...
Segunda Sizuda
Entrei no Ig em busca das futilidades da vida para compor o post nosso de cada segunda, mas me deparei com essas duas notícias. Desse jeito, fica difícil comentar a saída do Alan do BBB, a invisibilidade do Ronaldinho no jogo da seleção ontem de tarde, ou a chegada triunfal de Pink a terra natal. A musiquinha infantil avisava: "de dia tá quente/de noite faz frio"... Vida louca vida...
23 de mar. de 2005
Velhinhos

Se não estou louca ou surda, deu no Jornal Nacional de hoje que, apesar do Brasil ter uma população de apenas 2 milhões de velhinhos com mais de oitenta anos, a previdência tem 3,5 milhões de velhinhos cadastrados como beneficiários nesta faixa de idade. Ou seja, tem um milhão e meio de velhinhos brincando de esconde-esconde por aí. Velhinhos danados...
ps.: não estou louca, tó 'qui, ó.
Muitos ovinhos, muitos ovinhos!

Tô eu e o coelho maluco da Alice, correndo. Mas não posso deixar de desejar Boa Páscoa para todo mundo que lê o Maio! E não exagerem no chocolate, crianças!
21 de mar. de 2005
Dan Brown na berlinda
*** Atenção, contêm spoiler, se você não leu o Código está avisado ***

Um debate se realizará na Catedral de Manchester, nesta segunda a noite, entre teólogos e Dan Brown, autor de O Código da Vinci, sobre o falado livro.
Acerca do assunto, digo apenas uma coisa: fiquei bem animadinha com as teorias conspiratórias de O Código, mas depois de ler Decodificando Da Vinci, de Amy Welborn, em que ela combate a tese de Brown com argumentos coerentes e embasados, confesso que de certa forma o encanto se quebrou. Não me declaro totalmente "desconvencida" das idéias "profanas" apregoadas por Brown, como a de que Jesus foi casado com Maria Madalena, porque não é de meu feitio acreditar nas coisas que todos repetem, mas que fica difícil discutir com as colocações da moça historiadora, fica.
Queria estar neste debate.
Ainda: ridículo essa da igreja desaconselhar a leitura do best-seller. Porque a igreja sempre faz esse tipo de contra-propaganda de si mesma? Falta de bons marketeiros?

Um debate se realizará na Catedral de Manchester, nesta segunda a noite, entre teólogos e Dan Brown, autor de O Código da Vinci, sobre o falado livro.
Acerca do assunto, digo apenas uma coisa: fiquei bem animadinha com as teorias conspiratórias de O Código, mas depois de ler Decodificando Da Vinci, de Amy Welborn, em que ela combate a tese de Brown com argumentos coerentes e embasados, confesso que de certa forma o encanto se quebrou. Não me declaro totalmente "desconvencida" das idéias "profanas" apregoadas por Brown, como a de que Jesus foi casado com Maria Madalena, porque não é de meu feitio acreditar nas coisas que todos repetem, mas que fica difícil discutir com as colocações da moça historiadora, fica.
Queria estar neste debate.
Ainda: ridículo essa da igreja desaconselhar a leitura do best-seller. Porque a igreja sempre faz esse tipo de contra-propaganda de si mesma? Falta de bons marketeiros?
Dia do Blogeiro
Foi ontem, mas eu não sabia, não peguei em micro no domingo. Prá comemorar, leiam o Branco Leone, com sua safra de posts por encomenda. As duas primeiras (sobre blogs e blogueiros, blogueiras, para ser mais exata) estão impagáveis.
Segunda-fútil
Começo o Segunda-fútil dizendo que sei que anda meio abandonadinho o Maio, por problemas de acesso e de tempo. Estou em pré-período de provas, e essa semana é feriado, cês sabem. Não prometo muita atualização, portanto...
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Ah, que coisa, não vi o paredão de ontem. Deve ter sido bão. Agora vai esquentar o BBB, que andava morno, morno: Jean e Pink na parede. Acho que dá o Jean, com aperto... Li agora no site da Globo que o Jean falou de novo em preconceito, mas
creio que dessa vez não vai colar...
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Mas as pessoas fazem tudo, tudo mesmo para aparecer nos dias de hoje. Olha a palhaçada: aquele figurinha do Marcos Mion (que homenzinho insurpotável) levou o cachorrinho pro seu próprio casório (com uma criatura que desconheço, uma tal Suzana Gullo).
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Acho feio julgar os outros, mas o fato é que não consigo achar normal essa idéia apresentada ontem no Fantástico, sobre as técnicas mais recentes de retardamento da maternidade, pela qual a mulher que está chegando à idade-limite para engravidar (segundo a reportagem, 35 anos) pode congelar seus óvulos para uso no momento em que encontre um parceiro (já que homem anda difícil, isso é verdade, gente). Tive problemas para engravidar (antes dos 30) e sei que é injusto da minha parte sentir assim, mas é fato.
São tempos esquisitos. Outro dia li uma reportagem sobre o problema da distribuição populacional na China. Lá, o controle da natalidade, que impede as pessoas de terem mais de um filho, levou a um aumento considerável do número de homens, já que começaram a ocorrer muitos abortos e mesmo infanticídios nos casos em que os bebês eram meninas, por razões culturais, ligadas a valorização excessiva do sexo masculino. O governo já começa a preocupar-se com os índices de criminalidade e a possibilidade de formação de grupos revolucionários, porque sem mulher ao lado, é sabido, o homem só pensa em exercitar a testosterona...
Mas o caso lá é diferente daqui, onde o governo não está nem-nem para o problema da natalidade. Os machinhos do Brasil é que só pensam em ficar no bem-bom da casa da mamãe e na vida de de farras, não pensam em perpetuar a espécie (onde foi parar o instinto natural da prevalência das características genéticas que tanto estudamos no ginásio, pessoas?). E as mulheres também, cá entre nós, não querem mais saber de muito compromisso não... Claro, tudo isso também vem da crise financeira. Tudo bem que a vida anda difícil (e eu que o diga, por isso também ainda não tive o segundo filho - e já sei que vou ouvir depois deste post), mas isso das pobres meninas precisarem fazer como a música entoa ("o que é bom tá guardado/o que é bom tá guardado") é demais ...
Nossa, isso dava um post individual, me empolguei... Ademais, não tem nada fútil no que escrevi , tem? Só mesmo uma ou outra abobrinha...
Foi daqui que veio o mote... E sobre os chineses, leia aqui.
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Relaxando. Sabem qual o nome da cachorra da minha empregada (da cachorrinha que ela cria mesmo, gente, sem duplo sentido, trata-se de um huskie, ou husky, - sei lá o certo, achei os dois no Google - siberiano; digo, talvez não tão siberiano assim): Cicarella. Não sei se com um ou dois "l", mas vou sugerir com dois.
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Ah, que coisa, não vi o paredão de ontem. Deve ter sido bão. Agora vai esquentar o BBB, que andava morno, morno: Jean e Pink na parede. Acho que dá o Jean, com aperto... Li agora no site da Globo que o Jean falou de novo em preconceito, mas
creio que dessa vez não vai colar...
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Mas as pessoas fazem tudo, tudo mesmo para aparecer nos dias de hoje. Olha a palhaçada: aquele figurinha do Marcos Mion (que homenzinho insurpotável) levou o cachorrinho pro seu próprio casório (com uma criatura que desconheço, uma tal Suzana Gullo).
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Acho feio julgar os outros, mas o fato é que não consigo achar normal essa idéia apresentada ontem no Fantástico, sobre as técnicas mais recentes de retardamento da maternidade, pela qual a mulher que está chegando à idade-limite para engravidar (segundo a reportagem, 35 anos) pode congelar seus óvulos para uso no momento em que encontre um parceiro (já que homem anda difícil, isso é verdade, gente). Tive problemas para engravidar (antes dos 30) e sei que é injusto da minha parte sentir assim, mas é fato.
São tempos esquisitos. Outro dia li uma reportagem sobre o problema da distribuição populacional na China. Lá, o controle da natalidade, que impede as pessoas de terem mais de um filho, levou a um aumento considerável do número de homens, já que começaram a ocorrer muitos abortos e mesmo infanticídios nos casos em que os bebês eram meninas, por razões culturais, ligadas a valorização excessiva do sexo masculino. O governo já começa a preocupar-se com os índices de criminalidade e a possibilidade de formação de grupos revolucionários, porque sem mulher ao lado, é sabido, o homem só pensa em exercitar a testosterona...
Mas o caso lá é diferente daqui, onde o governo não está nem-nem para o problema da natalidade. Os machinhos do Brasil é que só pensam em ficar no bem-bom da casa da mamãe e na vida de de farras, não pensam em perpetuar a espécie (onde foi parar o instinto natural da prevalência das características genéticas que tanto estudamos no ginásio, pessoas?). E as mulheres também, cá entre nós, não querem mais saber de muito compromisso não... Claro, tudo isso também vem da crise financeira. Tudo bem que a vida anda difícil (e eu que o diga, por isso também ainda não tive o segundo filho - e já sei que vou ouvir depois deste post), mas isso das pobres meninas precisarem fazer como a música entoa ("o que é bom tá guardado/o que é bom tá guardado") é demais ...
Nossa, isso dava um post individual, me empolguei... Ademais, não tem nada fútil no que escrevi , tem? Só mesmo uma ou outra abobrinha...
Foi daqui que veio o mote... E sobre os chineses, leia aqui.
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Relaxando. Sabem qual o nome da cachorra da minha empregada (da cachorrinha que ela cria mesmo, gente, sem duplo sentido, trata-se de um huskie, ou husky, - sei lá o certo, achei os dois no Google - siberiano; digo, talvez não tão siberiano assim): Cicarella. Não sei se com um ou dois "l", mas vou sugerir com dois.
18 de mar. de 2005
Daniel Boone
15 de mar. de 2005
Pros não-pernambucanos, obviamente
Vivo recebendo dicionário de pernambuquês, nordestinês, por email, nem os leio mais. Só que achei aqui, bããããão! Vale ler. Olha a amostra:
Acochado – Destemido, valente
Afolozado - Folgado
Aí dento – O mesmo que “vai te lascar”, “Vai te foder”
Avia – Apressa, agiliza (Avia logo com esse serviço, menino!)
Boga - Cu, ânus
Borrego – Filhote de cabra
Cabrita – Menina-moça, moça sapeca
Corta-jaca – Intermediário de namorados
Cu-de-ferro – Diz-se da pessoa dedicada, estudiosa
Fuleiro – Usa-se para classificar objeto sem valor ou pessoa que não cumpre o prometido;
Goga – Empáfia, soberba
Góia – Resto, ponta de cigarro
Lambisgóia – Mulher magra, esquelética; mulher namoradeira
Pacaia – Cigarro feito com palha e fumo de rolo
Pindaíba – Estado de pobreza
Nebrina - Sereno --------- aqui meu aparte: todo mundo sabe que é sereno? É o friozinho da manhãzinha cedo, ou da noitinha. As mães gritam: "menino, sai desse serno senão você fica gripado!"
Timbugar – Mergulhar na água de um rio ou açude
Tinindo – Estado de perfeição (depois do conserto, o trator ficou tinindo, até parece novo)
Vuco-vuco – Casa que comercializa objetos usados ------ novo aparte. Vuco-vuco, no Recife, se chama ao centrão antigo da cidade, na área da Rua das Calçadas, Rua Direita], e por ali vai...
Xêxo - Calote
Do Pernambuco de A/Z
Acochado – Destemido, valente
Afolozado - Folgado
Aí dento – O mesmo que “vai te lascar”, “Vai te foder”
Avia – Apressa, agiliza (Avia logo com esse serviço, menino!)
Boga - Cu, ânus
Borrego – Filhote de cabra
Cabrita – Menina-moça, moça sapeca
Corta-jaca – Intermediário de namorados
Cu-de-ferro – Diz-se da pessoa dedicada, estudiosa
Fuleiro – Usa-se para classificar objeto sem valor ou pessoa que não cumpre o prometido;
Goga – Empáfia, soberba
Góia – Resto, ponta de cigarro
Lambisgóia – Mulher magra, esquelética; mulher namoradeira
Pacaia – Cigarro feito com palha e fumo de rolo
Pindaíba – Estado de pobreza
Nebrina - Sereno --------- aqui meu aparte: todo mundo sabe que é sereno? É o friozinho da manhãzinha cedo, ou da noitinha. As mães gritam: "menino, sai desse serno senão você fica gripado!"
Timbugar – Mergulhar na água de um rio ou açude
Tinindo – Estado de perfeição (depois do conserto, o trator ficou tinindo, até parece novo)
Vuco-vuco – Casa que comercializa objetos usados ------ novo aparte. Vuco-vuco, no Recife, se chama ao centrão antigo da cidade, na área da Rua das Calçadas, Rua Direita], e por ali vai...
Xêxo - Calote
Do Pernambuco de A/Z
Uai
Parece que o pessoal de marketing do Submarino não entende muito de anos 80. Hoje recebi de lá um email promocional cujo título era assim: "Anos 80: reviva a época da brilhantina". Até interessante a proposta, tratava de produtos que se reportam a década de 80. Deve ter sido feito por algum menino de 20 anos, entretanto, penso eu. . Pru mode até onde sei brilhantina foi moda mesmo, e assim era chamada, nas década de 50 e 60. E se ainda continuou muito usada, virou gel a partir da "mudernidade", digo, a ultimamente tão cantada e decantada década de 80, que vivi, falo com ciência pois. A confusão provavelmente se deu em razão do filme do Travolta, com Olivia Newton-John, de 78 (ou seja, nem década de 80 era ainda), Grease, que aqui no Brasil ganhou o sub-título "Nos Tempos da Brilhantina. Isso porque o musical se passa na década de 50. Esses meninos bem podiam se interessar mais o pouquinho sobre aquilo que fazem, ver uns filminhos (Grease é ótimo), ler o blog da titia para irem aprendendo...
Condenada e Condenados
A TELEMAR, por trabalho degradante, em ACP (Ação Civil Pública) impetrada pelo Ministério Públco do Trabalho no Rio de Janeiro. A indenização de 24 milhões, por dano moral coletivo determinada pelo juiz Bruno de Paula Vieira Manzini, da 2ª Vara do Trabalho de Petrópolis, uma das maiores já fixadas no Brasil para dano moral. Lido aqui.
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Por homicídio do policial civil Walter Ayala o ex-deputado federal e Coronel da PM Hildebrando Pascoal, após passar pelo Tribunal do Júri de Brasília. Pena de 25 anos, mas Hildebrando está preso desde 1999, já são 6 anos, logo não deverá passar tantos anos mais na cadeia diante das benesses de nossa legislação penal. A Hildebrando também se atribui mais de 60 assassinatos, além de formação de quadrilha, tráfico de drogas e roubo de cargas. Leio no Espaço Vital: "O bando era conhecido pela crueldade com que executava suas vítimas. Algumas tinham olhos e língua arrancados, ou membros cortados com motosserra".
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Quarenta e cinco imigrantes indonésios, bengalis, tailandeses e chineses, na Malásia, por trabalho ilegal. Os condenados receberão entre uma e duas chicotadas (!). Também lido no Espaço Vital.
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Por homicídio do policial civil Walter Ayala o ex-deputado federal e Coronel da PM Hildebrando Pascoal, após passar pelo Tribunal do Júri de Brasília. Pena de 25 anos, mas Hildebrando está preso desde 1999, já são 6 anos, logo não deverá passar tantos anos mais na cadeia diante das benesses de nossa legislação penal. A Hildebrando também se atribui mais de 60 assassinatos, além de formação de quadrilha, tráfico de drogas e roubo de cargas. Leio no Espaço Vital: "O bando era conhecido pela crueldade com que executava suas vítimas. Algumas tinham olhos e língua arrancados, ou membros cortados com motosserra".
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Quarenta e cinco imigrantes indonésios, bengalis, tailandeses e chineses, na Malásia, por trabalho ilegal. Os condenados receberão entre uma e duas chicotadas (!). Também lido no Espaço Vital.
14 de mar. de 2005
Segunda-fútil
Quase não sai esse Segunda-fútil de 14.03.2005. Está pobre de bobagens e muito séria a segunda-feira. Não dá para se muito fútil no Dia da Poesia! Vejamos o que temos:
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Essa é mesmo de abestelhar qualquer um, e vou te dizer, acreditem se quiser: ainda antes de ontem eu conversava com meu marido sobre por onde andaria o Clô. Pois não é que a bicha já reapareceu? Taí, ó! Clô estará na G Magazine, poooooddddeeeeeeee? Quem vai querer ver essa criatura nua, pelamordedeus!
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O final de Senhora do Destino ficou bem aquém do esperado, vocês não acharam? Eu achei. Fraquinho, embolado, acho que a fama subiu à cabeça do Aguinaldo Silva (diretor do folhetim). Tem mais: a audiência podia ter sido melhor... Ridícula aquela de colocar a Naza em assentamento sem-terra, péssima! O cúmulo da mentira também foi o roubo do bebê, onde que aquela cestinha rosa não ia chamar a atenção da matutada, gente? Até a Naza se auto-entitulando "raposa loura" foi péssima... Fora a palhaçada do casamento da "anta" nordestina, qual é... Mais ridículo ainda o Pink e Grazzi chorando com a novela, que foi aquilo...
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E hoje começa a nova novelita das oito, certo? Vamos ver no que vai dar...
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Essa é mesmo de abestelhar qualquer um, e vou te dizer, acreditem se quiser: ainda antes de ontem eu conversava com meu marido sobre por onde andaria o Clô. Pois não é que a bicha já reapareceu? Taí, ó! Clô estará na G Magazine, poooooddddeeeeeeee? Quem vai querer ver essa criatura nua, pelamordedeus!
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O final de Senhora do Destino ficou bem aquém do esperado, vocês não acharam? Eu achei. Fraquinho, embolado, acho que a fama subiu à cabeça do Aguinaldo Silva (diretor do folhetim). Tem mais: a audiência podia ter sido melhor... Ridícula aquela de colocar a Naza em assentamento sem-terra, péssima! O cúmulo da mentira também foi o roubo do bebê, onde que aquela cestinha rosa não ia chamar a atenção da matutada, gente? Até a Naza se auto-entitulando "raposa loura" foi péssima... Fora a palhaçada do casamento da "anta" nordestina, qual é... Mais ridículo ainda o Pink e Grazzi chorando com a novela, que foi aquilo...
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E hoje começa a nova novelita das oito, certo? Vamos ver no que vai dar...
Dia dela
Hoje é dia da poesia, descobri entrando no BBB pra saber quem está no paredão (a propósito, Alan e Karla). Os BBB´s passaram os últimos dias a declamar poemas, prova do Big Boss. Eu não vi, mas gostei da idéia.
Sobre ela, uma de que gosto muito, do Drummond:
Procura da Poesia
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
É isso. Viva Drummond. Bom dia para vocês.
Sobre ela, uma de que gosto muito, do Drummond:
Procura da Poesia
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
É isso. Viva Drummond. Bom dia para vocês.
13 de mar. de 2005
Três filmes com a letra A
Venho de um relativamente longo inverno de algumas semanas, em que praticamente não assisti a nenhum filme salvo o I am Sam comentado aqui a uns dias. Então esse final de semana posso dizer que foi ensolarado, com os dois filmes que rolaram.
Ontem foi o levíssimo e interessante Alguém tem que ceder. Muitas pessoas já haviam me indicado esse filme, do gênero comédia romântica de que tanto gosto. Acho que o filme é um pouco mais que isso. Digamos que quer ser um filme-cabeça, mas só quer "parecer querer ser" mesmo, não quer mesmo-mesmo ser, apenas tem uns insights. O clássico desfecho "final feliz" considerei bem menos emocionante do que merecia ser, dentro que se espera para o gênero: é insosso. Entretanto há lances legais (nossa, que coisa mais Dudu França de se dizer), como o romance que acontece entre a protagonista, Diane Keaton, que interpreta uma dramaturga de sucessoporém sem êxito no amor, e um homem mais jovem. Além do médico gatíssimo, Keanu Reeves, que fica tarado por ela, também está na história Jack Nicholson, claro. A trama tem como gancho o enfarte de Nicholson, que é namorado da filha de Diane e nunca se relacionara com uma mulher de sua idade, mas acaba por ela se apaixonando. Diane, por sua vez, acaba preferindo o pap-anjo em lugar do gatíssimo. O infarte mexe com o comportamento normal de Nicholson, que passa a chorar e desmaiar toda hora, além de conseguir dormir melhor e passar a interessar-se por "panela velha que faz comida boa". Um parênteses, antes de mais nada: devo dizer que reconheço serem os dois atores principais tipos que interpretam sempre o mesmo personagem. Ocorre que sou enjoada com o Nicholson mas morro de amor pela Diane, desde o tempo em que ela andava engafinhada com Woody Allen. Voltando ao filme, sobre o qual não incluirei aqui mais nenhum spoiler (perdoem os que não viram e leram): gostei de quanto ele trata ainda que levemente sobre a questão da maturidade masculina, mostrando que ela pode realizar-se, mesmo que tardiamente e em casos considerados perdidos.
Também falando sobre processo de maturidade, porém de forma muitíssimo mais profunda, pesada, e difícil de se ver, foi Aos Treze, que acabei de assistir a pouco. Bem mais marcante, porém. Pode ser considerado bastante batido o tema (o problema das drogas e da sexualidade precoce na adolescência dos dias de hoje) que esta estréia da diretora Catherine Hardwicke vem trazer, entretanto me pareceu bem genuína a intenção claramente didática da diretora de mostrar com todos os pingos nos is como este processo se dá. Desestruturação familiar é o grosso do caldo, na lente de Catherine. Excelente, quem tem filhos deve ver, quem não tem também. Holly Hunter está muito, muito bem, no papel da mãe problemática, desorientada, totalmente perplexa, mas a estrela para mim foi mesmo Evan Rachael Wood, que protagoniza o enredo. A foto abaixo é de uma das melhores cenas do filme, sem dúvida: todas as máscaras caem, mãe e filha se encontram na dor. Muito atual a pespectiva lançada sobre o tema, e muito crua também, real, autêntica.

Quanto ao terceiro filme, trata-se de O Alfaiate do Panamá, que não vi porque apenas lembrei que ia passar na Globo tarde demais: iam pela metade ambos, ele e Alguém tem que ceder ao recordar-me. Depois me contem como é. Eu sei, eu sei, falaram-me mal dele, continuo curiosa entretanto.
Ontem foi o levíssimo e interessante Alguém tem que ceder. Muitas pessoas já haviam me indicado esse filme, do gênero comédia romântica de que tanto gosto. Acho que o filme é um pouco mais que isso. Digamos que quer ser um filme-cabeça, mas só quer "parecer querer ser" mesmo, não quer mesmo-mesmo ser, apenas tem uns insights. O clássico desfecho "final feliz" considerei bem menos emocionante do que merecia ser, dentro que se espera para o gênero: é insosso. Entretanto há lances legais (nossa, que coisa mais Dudu França de se dizer), como o romance que acontece entre a protagonista, Diane Keaton, que interpreta uma dramaturga de sucessoporém sem êxito no amor, e um homem mais jovem. Além do médico gatíssimo, Keanu Reeves, que fica tarado por ela, também está na história Jack Nicholson, claro. A trama tem como gancho o enfarte de Nicholson, que é namorado da filha de Diane e nunca se relacionara com uma mulher de sua idade, mas acaba por ela se apaixonando. Diane, por sua vez, acaba preferindo o pap-anjo em lugar do gatíssimo. O infarte mexe com o comportamento normal de Nicholson, que passa a chorar e desmaiar toda hora, além de conseguir dormir melhor e passar a interessar-se por "panela velha que faz comida boa". Um parênteses, antes de mais nada: devo dizer que reconheço serem os dois atores principais tipos que interpretam sempre o mesmo personagem. Ocorre que sou enjoada com o Nicholson mas morro de amor pela Diane, desde o tempo em que ela andava engafinhada com Woody Allen. Voltando ao filme, sobre o qual não incluirei aqui mais nenhum spoiler (perdoem os que não viram e leram): gostei de quanto ele trata ainda que levemente sobre a questão da maturidade masculina, mostrando que ela pode realizar-se, mesmo que tardiamente e em casos considerados perdidos.
Também falando sobre processo de maturidade, porém de forma muitíssimo mais profunda, pesada, e difícil de se ver, foi Aos Treze, que acabei de assistir a pouco. Bem mais marcante, porém. Pode ser considerado bastante batido o tema (o problema das drogas e da sexualidade precoce na adolescência dos dias de hoje) que esta estréia da diretora Catherine Hardwicke vem trazer, entretanto me pareceu bem genuína a intenção claramente didática da diretora de mostrar com todos os pingos nos is como este processo se dá. Desestruturação familiar é o grosso do caldo, na lente de Catherine. Excelente, quem tem filhos deve ver, quem não tem também. Holly Hunter está muito, muito bem, no papel da mãe problemática, desorientada, totalmente perplexa, mas a estrela para mim foi mesmo Evan Rachael Wood, que protagoniza o enredo. A foto abaixo é de uma das melhores cenas do filme, sem dúvida: todas as máscaras caem, mãe e filha se encontram na dor. Muito atual a pespectiva lançada sobre o tema, e muito crua também, real, autêntica.

Quanto ao terceiro filme, trata-se de O Alfaiate do Panamá, que não vi porque apenas lembrei que ia passar na Globo tarde demais: iam pela metade ambos, ele e Alguém tem que ceder ao recordar-me. Depois me contem como é. Eu sei, eu sei, falaram-me mal dele, continuo curiosa entretanto.
12 de mar. de 2005
Minha terra tem palmeiras
Onde cantam bemtevis. Há muitos bemtevis em Recife. No pé de mulungu que há ao lado da minha varanda tinha um casal de rolinhas que por alguns anos vinham sempre ficar sob as folhas no inverno. Outro dia chovia, e vimos apenas uma, trêmulazinha de frio. Perguntamo-nos se seria uma daquelas que nos visitava sempre.

Acho que posso mais ou menos resumir como sinto como é Recife no que escrevi um dia:
Bom dia III
Cinzotunarmente,
desperta o dia.
Os insones adormecem.
Primeiras bicicletas
comandam a neblina.
Ladrares, cantares, motores.
Veículo que utiliza
- útil dia –
corta a brisa.
Solidão de caminhante.
Profusão de passarinhos.
Difusão de luz na nuvem,
bandeirolas iluminadas,
bandeirolas dançarinas.
Passa o cantor da matina,
passa o cãozinho e seu dono.
Vingou a manhã:
bom dia.
Feliz aniversário, cidade linda.
Felicidades, cidade irmã, Olinda.
Completo, pedindo: leiam a coluna do Samarone, cronista do JC. Merecida homenagem à cidade.

Acho que posso mais ou menos resumir como sinto como é Recife no que escrevi um dia:
Bom dia III
Cinzotunarmente,
desperta o dia.
Os insones adormecem.
Primeiras bicicletas
comandam a neblina.
Ladrares, cantares, motores.
Veículo que utiliza
- útil dia –
corta a brisa.
Solidão de caminhante.
Profusão de passarinhos.
Difusão de luz na nuvem,
bandeirolas iluminadas,
bandeirolas dançarinas.
Passa o cantor da matina,
passa o cãozinho e seu dono.
Vingou a manhã:
bom dia.
Feliz aniversário, cidade linda.
Felicidades, cidade irmã, Olinda.
Completo, pedindo: leiam a coluna do Samarone, cronista do JC. Merecida homenagem à cidade.
11 de mar. de 2005
Comprou briga...
... o César Maria com sua campanha atacando o governo Lula. Taí no que deu. Para mim ao menos é o que parece.
10 de mar. de 2005
9 de mar. de 2005
Aberta a temporada de caça

Com a divulgação pela editora da Rowling (nunca mais entrei nesse site, não sei a quantas andam as "portas da percepção", nem nunca mais fui a comunidade do Orkut que me abastecia de novas, a Grimauld Place, nº 12) das capas do novo livro de Harry Potter, HP and the Half Blood Prince, entra em polvorosa mais uma vez o mundo dos pottermaníacos, e eu junto. Nunca vi marketeiros tão bons como esses da Bloomsbury, da Warner, sei lá de onde... Deixam-me apatetada, esse povo, afe...
Vocês não adoraram essa capa da versão adulta que a editora britânica lançará? Sou louca por elas, as versões adultas, um dia terei dinheiro para comprá-las todas, se ainda existirem (devem ter tiragem limitada). Para animar um pouco o Maio, que ultimamente anda muito só letrinhas, postei a foto... Ah, e esse livro aí da capa, parecido com o diário de Tom Riddle, o que significará?
-------
Update - Quem quiser ver a foto da capa comentada clique aqui. Os nomes do livro e do autor podem ser lidos.
Minha flor, meu bebê
Adivinhem meu presente do Dia Internacional da Mulher? Não foi rosa, nem cartão, foi coisa muito melhor... Vai no MaisEna e descobre...
8 de mar. de 2005
Post Mulherzinha
Como genuína mulher do século XXI que sou, no Dia Internacional da Mulher não tive tempo prá quase nada a não ser trabalho, muito menos para blogar. Agora, 16 horas e 58 minutos, abro o Blogger e estou diante da tela vazia. Pensei um pouco antes no que dizer, abri alguns sites. Cá me encontro, entre desconexos pensamentos mil.
Logo cedo, no meio da maremoto do dia, pensei em não postar nada. "Prá quê?", pensei. Não tenho esse hábito de comemorar tudo aqui no blog. Ademais, até a pouco ninguém tinha me dado ainda os parabéns. Ah, sim: a dois dias atrás minha filha disse que iríamos fazer uma festa de noite, eu, ela e a tia. Eu, seca, expliquei sem perda de tempo que Dia da Mulher não é como Natal, Ano Novo, Carnaval ou Páscoa, aquele auê. Coitadinha da minha filha, depois preciso reparar o malfeito. Não vai ser difícil : a inocência ainda prevalece em sua cabecinha.
No meio da tarde, ganhei um chocolate e uma folha de papel com um texto. Bom, hummmm, o chocolate. Legal o texto. Bem melhor do que esperaria. Alguém me lembrou de um tempo em que haviam algumas comemorações das datas festivas aqui no trabalho. Era o tempo em que eu gostava de organizar coisas assim, antes de enjoar, de ser enjoada pelos fatos. Era eu que organizava aquilo que a pessoa lembrou. Fiquei feliz.
Primeiro pensei em postar uma música. É, música ou poema é legal. Se você achar um bom; e é rápido. Vieram duas a mente: uma péssima, do Erasmo Carlos, que ele fez para a esposa, na época. Não, coitada, não era tão mal,a canção. Mas não era o que eu queria. Lembrei outra, que adoro:
"Tu és mulher
Tu és um ser
Que pode ser mais do que é
Um passarinho fruta qualquer
Pode ser doce
O fel até
Pode não ser como quiser
Mas serás a guerra e a paz
Serás o bem e não será demais
O mal me quer
Ser se quiseres"
Fagner. É bonito, né? Mas não gostei muito do final da letra. Deixa prá lá.
Entrei no Google, minha musa inspiradora preferida (vai musa, muso acho que não existe, logo o Google é minha "ferramenta de busca" preferida, heheheheheheh). Achei isso. Ó, que bonitinho.

Por fim, nada mais 'mulherzinha' que Avaliação de Peso Ideal online, correto? Eu adoro. 99% das mulheres adoram. Que mal há? Só não foi muito bom o resultado: descobrir que estou no limiar do peso ideal para a saúde, no limiar do IMC ideal. Nunca, jamais confessaria o peso, o IMC. É assim, nada mais mulher que isso. Conforme-mo-nos.
Essa frase última levou-me a uma idéia idiota: "ser mulher é conformar-se". Mas sei, no fundo de meu mau humor, que não é. Estou lendo um livro incrível, sobre mulheres incríveis. Paula, Isabel Allende. Leiam. Este é um verdadeiro presente, garotas, não esqueçam.
Bom, mas deixemos de lero-lero, que o dever me chama. A sirene toca. Farei jus ao meu salário, afinal, foi prá isto que tantos lutamos, quá-quá-rá-quá-quá. Sejam felizes, mocinhas, meninas, velhinhas, quarentonas, trintonas. Ser mulher é massa e não troco por nada.
Logo cedo, no meio da maremoto do dia, pensei em não postar nada. "Prá quê?", pensei. Não tenho esse hábito de comemorar tudo aqui no blog. Ademais, até a pouco ninguém tinha me dado ainda os parabéns. Ah, sim: a dois dias atrás minha filha disse que iríamos fazer uma festa de noite, eu, ela e a tia. Eu, seca, expliquei sem perda de tempo que Dia da Mulher não é como Natal, Ano Novo, Carnaval ou Páscoa, aquele auê. Coitadinha da minha filha, depois preciso reparar o malfeito. Não vai ser difícil : a inocência ainda prevalece em sua cabecinha.
No meio da tarde, ganhei um chocolate e uma folha de papel com um texto. Bom, hummmm, o chocolate. Legal o texto. Bem melhor do que esperaria. Alguém me lembrou de um tempo em que haviam algumas comemorações das datas festivas aqui no trabalho. Era o tempo em que eu gostava de organizar coisas assim, antes de enjoar, de ser enjoada pelos fatos. Era eu que organizava aquilo que a pessoa lembrou. Fiquei feliz.
Primeiro pensei em postar uma música. É, música ou poema é legal. Se você achar um bom; e é rápido. Vieram duas a mente: uma péssima, do Erasmo Carlos, que ele fez para a esposa, na época. Não, coitada, não era tão mal,a canção. Mas não era o que eu queria. Lembrei outra, que adoro:
"Tu és mulher
Tu és um ser
Que pode ser mais do que é
Um passarinho fruta qualquer
Pode ser doce
O fel até
Pode não ser como quiser
Mas serás a guerra e a paz
Serás o bem e não será demais
O mal me quer
Ser se quiseres"
Fagner. É bonito, né? Mas não gostei muito do final da letra. Deixa prá lá.
Entrei no Google, minha musa inspiradora preferida (vai musa, muso acho que não existe, logo o Google é minha "ferramenta de busca" preferida, heheheheheheh). Achei isso. Ó, que bonitinho.

Por fim, nada mais 'mulherzinha' que Avaliação de Peso Ideal online, correto? Eu adoro. 99% das mulheres adoram. Que mal há? Só não foi muito bom o resultado: descobrir que estou no limiar do peso ideal para a saúde, no limiar do IMC ideal. Nunca, jamais confessaria o peso, o IMC. É assim, nada mais mulher que isso. Conforme-mo-nos.
Essa frase última levou-me a uma idéia idiota: "ser mulher é conformar-se". Mas sei, no fundo de meu mau humor, que não é. Estou lendo um livro incrível, sobre mulheres incríveis. Paula, Isabel Allende. Leiam. Este é um verdadeiro presente, garotas, não esqueçam.
Bom, mas deixemos de lero-lero, que o dever me chama. A sirene toca. Farei jus ao meu salário, afinal, foi prá isto que tantos lutamos, quá-quá-rá-quá-quá. Sejam felizes, mocinhas, meninas, velhinhas, quarentonas, trintonas. Ser mulher é massa e não troco por nada.
7 de mar. de 2005
Indignada
É assim que a gente fica quando lê uma coisa dessas:
"Ao tentar entrar no supermercado, fui abordado pelo vigia, que não me permitiu entrar. Naquele momento me identifiquei como juiz de Direito e ele me disse que eu poderia ser juiz lá no foro, mas ali eu não iria entrar. Depois de alguma insistência, o gerente veio e permitiu minha entrada. O vigia me acompanhou e me destratou algumas vezes enquanto me dirigia às compras. Tentei chamar a Polícia e o adverti que poderia mandar prendê-lo. Em seguida houve um bate-boca e a arma acabou disparando acidentalmente".
Depoimento do juiz que assassinou um vigia de supermercado em Sobral, Ceará. Publicado no Diário do Nordeste, segundo o Espaço Vital
"Ao tentar entrar no supermercado, fui abordado pelo vigia, que não me permitiu entrar. Naquele momento me identifiquei como juiz de Direito e ele me disse que eu poderia ser juiz lá no foro, mas ali eu não iria entrar. Depois de alguma insistência, o gerente veio e permitiu minha entrada. O vigia me acompanhou e me destratou algumas vezes enquanto me dirigia às compras. Tentei chamar a Polícia e o adverti que poderia mandar prendê-lo. Em seguida houve um bate-boca e a arma acabou disparando acidentalmente".
Depoimento do juiz que assassinou um vigia de supermercado em Sobral, Ceará. Publicado no Diário do Nordeste, segundo o Espaço Vital
Conforme prometido
"Se um dia acordar invocado, mudo para João Alfredo e passo a blogar de lá.
A vida real está longe de Brasília, muito longe.
Ou melhor: Brasília tem vida real, mas ela se manifesta pouco na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.
O que se passa nesses dois lugares é pura encenação, puro teatro, embora destinado a produzir graves consequências na vida de todos nós - para o bem ou para o mal.
É tudo ensaiado para interessar à mídia - e, por meio dela, ao distinto público. Cada um conhece bem o seu papel. Como a mídia não gosta ou não quer comer poeira, contentem-se, pois, com o espetáculo do poder - mas saibam que ele não passa de um espetáculo.
A Broadway é aqui. Uma Broadway menos glamurosa, mas uma Broadway.
Escrevo sobre as peças em cartaz desde que aqui cheguei em 1982.
Mas gostaria mesmo era de escrever sobre os pobres circos de lona rasgada, o mamulengo, o reizado, a cavalhada.
Gostaria de resgatar o jornalismo do corpo-a-corpo com pessoas simples que dizem o que de fato pensam e que falam sobre as coisas como elas de fato se lhes parecem.
Notei que muitos de vocês ficaram chocados com o Severino que se exibiu por inteiro em João Alfredo no último fim de semana.
Tenham paciência com ele.
Severino é o político típico do Brasil que o Brazil finge desconhecer. Ou finge que não existe. Ou não conhece.
Nós, jornalistas, fomos incapazes de esboçar até aqui pelo menos um perfil razoável de Severino.
Quem o fez foi ele próprio quando falou para seus eleitores na noite do último sábado (vejam, abaixo, a nota "Arraial do Severino: E ele conta tudo!")
Mas relaxem as almas mais sensíveis e aqueles que Severino chamou de "intelectuais da imprensa".
O Severino de João Alfredo cederá a vez ao Severino da Praça dos Três Poderes, o substituto do presidente da República na ausência do vice.
Está sendo treinado para isso, como tantos outros foram. E daqui a pouco estará à altura do Brazil.
Mr. Bill Cavalcanti vem por aí."
Mandou ver o Noblat...
------
Update - Sei que vocês devem estar de saquinho cheio com as aventuras do Noblat em João Alfredo. Mas o causo é que não posso deixar de comentar o relato que ele fez do discurso de Severino. Imperdível!
A vida real está longe de Brasília, muito longe.
Ou melhor: Brasília tem vida real, mas ela se manifesta pouco na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.
O que se passa nesses dois lugares é pura encenação, puro teatro, embora destinado a produzir graves consequências na vida de todos nós - para o bem ou para o mal.
É tudo ensaiado para interessar à mídia - e, por meio dela, ao distinto público. Cada um conhece bem o seu papel. Como a mídia não gosta ou não quer comer poeira, contentem-se, pois, com o espetáculo do poder - mas saibam que ele não passa de um espetáculo.
A Broadway é aqui. Uma Broadway menos glamurosa, mas uma Broadway.
Escrevo sobre as peças em cartaz desde que aqui cheguei em 1982.
Mas gostaria mesmo era de escrever sobre os pobres circos de lona rasgada, o mamulengo, o reizado, a cavalhada.
Gostaria de resgatar o jornalismo do corpo-a-corpo com pessoas simples que dizem o que de fato pensam e que falam sobre as coisas como elas de fato se lhes parecem.
Notei que muitos de vocês ficaram chocados com o Severino que se exibiu por inteiro em João Alfredo no último fim de semana.
Tenham paciência com ele.
Severino é o político típico do Brasil que o Brazil finge desconhecer. Ou finge que não existe. Ou não conhece.
Nós, jornalistas, fomos incapazes de esboçar até aqui pelo menos um perfil razoável de Severino.
Quem o fez foi ele próprio quando falou para seus eleitores na noite do último sábado (vejam, abaixo, a nota "Arraial do Severino: E ele conta tudo!")
Mas relaxem as almas mais sensíveis e aqueles que Severino chamou de "intelectuais da imprensa".
O Severino de João Alfredo cederá a vez ao Severino da Praça dos Três Poderes, o substituto do presidente da República na ausência do vice.
Está sendo treinado para isso, como tantos outros foram. E daqui a pouco estará à altura do Brazil.
Mr. Bill Cavalcanti vem por aí."
Mandou ver o Noblat...
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Update - Sei que vocês devem estar de saquinho cheio com as aventuras do Noblat em João Alfredo. Mas o causo é que não posso deixar de comentar o relato que ele fez do discurso de Severino. Imperdível!
Segunda-fútil
Afanada do delicioso-como-o-nome Drops da Fal: o pessoal do Pânico disse a frase definitiva sobre o casamentório mais-falado-de-2005-até-agora (Ronaldo e Dona Cica): "Se era pra dar barraco, pra que ir casar num castelo?"
QUÁQUÁRÁQUÁQUÁ!!!!!!!!
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Afanada 2 - Do Marcelo, que leu no Ancelmo (O Globo): Outro dia, na Praia do Forte, em Cabo Frio, RJ, um guri fazia pirraça quando a mãe berrou: "Quieto, senão chamo a Nazaré pra te pegar!"
Rapaz, essa 'gostosa' vai ficar prá história!
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Leio agora de novo no Marcelo (ê, ladrona), que a Cica tem seis dedos. Adivinhem quem descobriu: o Vesgo. Ô, coitada, o que vão pegar no pé da pobrezinha agora...
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Ó, senhor, livrai-me do desejo de comer os bem-casados que o rapaz da Xerox vende, livrai-me...
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Semana passada tivemos aqui em Recife o concurso de Miss Pernambuco. Sinceramente: fazia tempo que não tinha visto tanta mulher feia junta. Veja se eu não digo a verdade (vejam antes que apaguem a página, porque a chamada principal já voou do DP). Parece que o fato de ser um concurso de beleza realçava mais ainda o péssimo gosto que transpareceu na escolha das "misses". Talvez seja porque o evento está tão em baixa : as garotas bonitas preferem ser modelos, rainhas, princesas do Carnaval, e similares. Daí só sobram mesmo as 'menos bonitas', digamos assim, para sermos mais simpáticos. Uma emissora local transmitiu o concurso, de um clube antigo e tradicional de Recife, o Internacional, que está em franca decadência como quase todos os clubes tradicionais daqui, aliás. É aquele mesmo onde o Severino Cavalcanti se reuniu com seu povo sexta-feira. Durante a transmissão, de uma janela se via os ônibus passando na Benfica, patético... Ô gente, né por isso que essa figuras como o Noblat postam essas maravilhas sobre nós? Mas como diria Juraildes da Cruz: 'Nóis é Jace mas é Jóia'. Ah, a propósito, o comentário aí sobre o Noblat não é sinal de que eu não tenha feito as pazes com ele. Gostei muito do aparentemente conclusivo post de sua epopéia em João Alfredo. Vou reproduzi-lo mais adiante...
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Já votou na Mulher-Maravilha?
QUÁQUÁRÁQUÁQUÁ!!!!!!!!
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Afanada 2 - Do Marcelo, que leu no Ancelmo (O Globo): Outro dia, na Praia do Forte, em Cabo Frio, RJ, um guri fazia pirraça quando a mãe berrou: "Quieto, senão chamo a Nazaré pra te pegar!"
Rapaz, essa 'gostosa' vai ficar prá história!
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Leio agora de novo no Marcelo (ê, ladrona), que a Cica tem seis dedos. Adivinhem quem descobriu: o Vesgo. Ô, coitada, o que vão pegar no pé da pobrezinha agora...
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Ó, senhor, livrai-me do desejo de comer os bem-casados que o rapaz da Xerox vende, livrai-me...
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Semana passada tivemos aqui em Recife o concurso de Miss Pernambuco. Sinceramente: fazia tempo que não tinha visto tanta mulher feia junta. Veja se eu não digo a verdade (vejam antes que apaguem a página, porque a chamada principal já voou do DP). Parece que o fato de ser um concurso de beleza realçava mais ainda o péssimo gosto que transpareceu na escolha das "misses". Talvez seja porque o evento está tão em baixa : as garotas bonitas preferem ser modelos, rainhas, princesas do Carnaval, e similares. Daí só sobram mesmo as 'menos bonitas', digamos assim, para sermos mais simpáticos. Uma emissora local transmitiu o concurso, de um clube antigo e tradicional de Recife, o Internacional, que está em franca decadência como quase todos os clubes tradicionais daqui, aliás. É aquele mesmo onde o Severino Cavalcanti se reuniu com seu povo sexta-feira. Durante a transmissão, de uma janela se via os ônibus passando na Benfica, patético... Ô gente, né por isso que essa figuras como o Noblat postam essas maravilhas sobre nós? Mas como diria Juraildes da Cruz: 'Nóis é Jace mas é Jóia'. Ah, a propósito, o comentário aí sobre o Noblat não é sinal de que eu não tenha feito as pazes com ele. Gostei muito do aparentemente conclusivo post de sua epopéia em João Alfredo. Vou reproduzi-lo mais adiante...
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Já votou na Mulher-Maravilha?
Foi prá galera...
6 de mar. de 2005
A Vida imita a Arte... não, a Novela
O povo brasileiro definitivamente vê novela demais. Amanda devia estar acompanhando os últimos capítulos de Senhora do Destino, onde a Naza vinha planejando o sequestro da sua "neta falsa", tendo ontem começado a executar o dito. A Naza teve uns ataques de gravidez psicológica a bordo do taxi que seguia para a maternidade, depois pagou uma bufunfa prá uma enfermeira, transformou em múmia uma outra que apagou com alguma coisa que devia ser cheirosa e seguiu para o espelho, chamar a si mesma de "gostosa", pela milésima vez. Poderosa. A novela acabou ela azucrinando a primeira roubadinha na mesa de operação, findando com o reconhecimento e o desmaio da recém-parida. A Amanda não deve ter visto, certo? Teve outras ocupações...
5 de mar. de 2005
I am Sam
-Fã que se preza dos Beatles;
-chorona de cinema inveterada;
-mãe dessas coruja e com alguns pequenos complexos de culpa...
... eu tinha que me apaixonar por esse filme.

Sean Penn tá prá se lascar de bom. Mas que titulozinho ridículo ganhou no Brasil, não? Ah, a cena mais linda é aquela em que ele vai visitá-la na casa dos novos "pais" e está tocando You´ve Got To Hide Your Love Away. A frase mais linda : "Você é o vermelho nos quadros dela."
Chorei prá valer, pessoal.
Valeu, Naomi!
-chorona de cinema inveterada;
-mãe dessas coruja e com alguns pequenos complexos de culpa...
... eu tinha que me apaixonar por esse filme.

Sean Penn tá prá se lascar de bom. Mas que titulozinho ridículo ganhou no Brasil, não? Ah, a cena mais linda é aquela em que ele vai visitá-la na casa dos novos "pais" e está tocando You´ve Got To Hide Your Love Away. A frase mais linda : "Você é o vermelho nos quadros dela."
Chorei prá valer, pessoal.
Valeu, Naomi!
A festa sobre a festa II
Uma coisa que me surpreendeu, lendo o último post do Arraial do Severino, é o ar de ingenuidade misturado a ineditismo com que o Noblat descreve os "dotes de palanque" do Severino Cavalcanti. Uai, nunca leu Jessier Quirino não, foi?
Comício de Beco Estreito
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma gambiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha e essa:
Três promessa por minuto.
(...)
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente.
(Jessier Quirino)
Você lê esse inteiro aqui.
Comício de Beco Estreito
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma gambiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha e essa:
Três promessa por minuto.
(...)
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente.
(Jessier Quirino)
Você lê esse inteiro aqui.
4 de mar. de 2005
A festa sobre a festa
Noblat está fazendo a festa com a festa do Severino Cavalcanti, em sua primeira vinda a Pernambuco após a eleição para presidente da Câmara. Podia estar sendo muito boa a cobertura - esperei que assim fosse quando li sobre o blog coisas como tratar-se de "um blog sobre política de excelente qualidade editorial"(1 ). Aliás, a princípio eu até achei graça, confesso. Muito menos estou discordando de que é um "blog sobre política de excelente qualidade editorial". Pode até ser que seja: ainda não li o suficiente e não quero ser precipitada. Mas me parece que o Noblat não está conseguindo perceber o tipo de preconceito que insufla quando faz comentários como "Entre uma sala e outra, há um móvel com o que existe de melhor na casa: um potente equipamento de som Aiwa, um aparelho de tv a cores de 20 polegadas, um litro de Old Eight e uma garrafa de cinco litros de um espumante chamado Piagentini". Referindo-se a um cabo eleitoral do Severino. Leiam os comentários, por favor. Até aí tudo mais ou menos bem, afinal, já diz o povo, quem aos porcos se junta, farelo come. Outra: "A oficina fechou porque Nego Di foi almoçar em casa e descansar um pouco. E o quico? A única explicação plausível para mim é que Noblat quer fazer graça com o nome do tal fabricante de portões. Além do mais, prá que, senhor, estará ele a citar o nome das bandas que vão tocar na festa? Aiaiaiai, tenha santa paciência - e olhe que detesto brega ... Deselegante, Noblat, deselegante... Em minha leiga e humilde opinião, o povo de João Alfredo, pobre e inculto, é só uma vítima dos poderosos super-heróis que você batizou...
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Update: Prá não dizer que não sei elogiar, reproduzo essa que, sim, desfez até a má impressão:
Arraial do Severino: voadores (15)
Não convidem para a mesma mesa o deputado Severino Cavalcanti e os comerciantes Manoel Veloso, vendedor de carro, e Manoel Moura, dono de um armazém.
Veloso guarda dois cheques sem fundo, no valor de R$ 12 mil cada um, emitidos por Severino, em 1996. Moura guarda um de R$ 17 mil, datado de 2002.
Os dois comerciantes moram em João Alfredo e pretendem manter distância da recepção que a cidade oferecerá, amanhã, ao seu filho mais notável.
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Update: Prá não dizer que não sei elogiar, reproduzo essa que, sim, desfez até a má impressão:
Arraial do Severino: voadores (15)
Não convidem para a mesma mesa o deputado Severino Cavalcanti e os comerciantes Manoel Veloso, vendedor de carro, e Manoel Moura, dono de um armazém.
Veloso guarda dois cheques sem fundo, no valor de R$ 12 mil cada um, emitidos por Severino, em 1996. Moura guarda um de R$ 17 mil, datado de 2002.
Os dois comerciantes moram em João Alfredo e pretendem manter distância da recepção que a cidade oferecerá, amanhã, ao seu filho mais notável.
1 de mar. de 2005
Velho Maroto

Faz dias que estou com essa música na cabeça.
Prá ser exata desde que soube do novo cd da Bethânia.
Acho maravilhosa essa onipresença que as grandes personalidades possuem, que as faz sempre estar ressurgindo, seja na voz de um intérprete, num livro que as referencia, no filme que conta sua vida. De tudo isso, só posso concluir uma verdade: seres humanos podem mesmo ser incríveis. E as exceções apenas confirmam a regra.
Buscando sobre o poeta, conheci a pouco o site, que imagino ser oficial, do Vinícius. A página, a primeira visita, pareceu-me bastante completa, com uma novidade especial: um tópico chamado "Faça sua Antologia", em que aparentemente (ainda não testei) você seleciona os poemas que mais gosta. A abertura me comoveu, com os acordes iniciais de Pela Luz dos Olhos Teus, aquela mesma que está na abertura da novela Laços de Família, em reprise desde ontem na Globo (infelizmente no horário da tarde, que me é impróprio). Cresci ouvindo Vinícius, por conta disso conheço de cor muitas de suas músicas. Tive minha época de ser apaixonada por Pela Luz dos Olhos Teus, por exemplo. Dos poucos poemas que sei declamar de memória, a maioria também é dele. Conjugação da ausente ("Tua graça caminha pela casa"), Ausência ("Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces" ), e, obviamente, Soneto de Fidelidade ("De tudo, ao meu amor serei atento"). Eram, em geral, aqueles que tinhamos em casa recitados pelo próprio poeta, em discos de vinil. Vinícius declamava absurdamente bem seus poemas, como é o usual, aliás, entre os agraciados pelo dom da poesia: em geral é o autor que sabe mehor como dizer seu texto, no tom correto, na aspereza ou maciez precisa. Vinícius era um dos maiores mestres nesta arte também.
Estranho como há paixões que nunca passam, apenas ficam adormecidas. Passei muitos anos sem ouvir Vinícius, até julgava-me mesmo enjoada dele. Outro dia achei um cd, uma coletânea que nem mesmo comprei, foi um brinde em uma compra. Que delícia reviver aquelas canções. É muito Vinícius demais prá uma brasileira, gente!
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Update - Leio a pouco no Marcelo que é hoje o aniversário do Rio de Janeiro. Nada mais carioca que o autor de Garota de Ipanema, não?
A dança das zeros
Tão grande era, que até hoje não sei se recebi aquele aumento de 0,01% noticiado em novembro último e sobre o qual postei aqui. Acho que não recebi, diante disto: "O índice proposto pelo projeto de lei é o mais baixo já concedido na administração petista. Em 2003, os servidores tiveram 1% de aumento. No ano passado, não houve reajuste geral.". Pois é, lá estão eles a falar agora em 0,1%. Melhoramos uma casa decimal! E constato que nem enganados fomos em 2004; espero que meu "querido" sindicato esteja atento a isto, embora desconfie que não, já que eles andam no fuzuê das eternamente infrutíferas eleições internas.
E ainda vem o Lula-lá dizer-se "cansado" com tudo isso. Palavras do presidente: "Eu estou cansado de ler, de ver e de ouvir críticas a salários de servidores públicos e, ao mesmo tempo, estou cansado de ver servidores de indústrias privadas, não mais qualificados do que aqueles que estão sendo criticados, ganhar três ou quatro vezes mais do que aquele que está na máquina pública". Ê, governinho esquizofrênico, sô...
E ainda vem o Lula-lá dizer-se "cansado" com tudo isso. Palavras do presidente: "Eu estou cansado de ler, de ver e de ouvir críticas a salários de servidores públicos e, ao mesmo tempo, estou cansado de ver servidores de indústrias privadas, não mais qualificados do que aqueles que estão sendo criticados, ganhar três ou quatro vezes mais do que aquele que está na máquina pública". Ê, governinho esquizofrênico, sô...
28 de fev. de 2005
Eu e o Oscar, o Oscar e eu
Enquanto leio nos blogs amigos todo o povo a falar dele, faço minha triste constatação: dos filmes premiados, só vi até agora Desventuras em Série (maquiagem), O Homem Aranha 2 (efeitos especiais) e Os Incríveis (longa de animação e edição de som). Ó, senhor, ser mãe é padecer no paraíso dos "sem direito a cinema adulto"...
Segunda-fútil
Agora que a novela das 8 está acabando, foi pro beleléu de vez os cuidados da Globo quanto a história não se passar em 2005, mas na década de 90: semana passada o Giovanni "Wilker" chamou Shao Lin de Bob Esponja, que só veio a fazer sucesso aqui no Brasil nos últimos anos.
Aliás, já que é dia de fofoca: que foi aquilo do Giovanni e Ducarmo na cama com gelo seco por todo quarto????!!!!???? Valei-me, foi demais!
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Esta foi roubada do Jogando Conversa Fora. O povo do Ceará decretou, sobre a "Natália BBB" : no Ceará não tem disso não! "Apesar das campanhas que as emissoras de rádio de Fortaleza fazem para que a modelo cearense Natália Nara permaneça no BBB 5, uma enquete do jornal "O Povo" aponta que os cearenses querem mesmo é que ela seja a eliminada no paredão de hoje". A notícia foi de terça passada, mas a Natália é tão chatinha que ainda está em foco aqui no Maio...
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Tá pouco fútil essa segunda, gente, tá é muito trabalhosa. E sei que o assunto da vez ainda deve ser a tal Cicarelli no Faustão, mas não vi, felizmente. Vamos ver se o vesgo consegue dar uma melhorada nesse causo...
Aliás, já que é dia de fofoca: que foi aquilo do Giovanni e Ducarmo na cama com gelo seco por todo quarto????!!!!???? Valei-me, foi demais!
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Esta foi roubada do Jogando Conversa Fora. O povo do Ceará decretou, sobre a "Natália BBB" : no Ceará não tem disso não! "Apesar das campanhas que as emissoras de rádio de Fortaleza fazem para que a modelo cearense Natália Nara permaneça no BBB 5, uma enquete do jornal "O Povo" aponta que os cearenses querem mesmo é que ela seja a eliminada no paredão de hoje". A notícia foi de terça passada, mas a Natália é tão chatinha que ainda está em foco aqui no Maio...
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Tá pouco fútil essa segunda, gente, tá é muito trabalhosa. E sei que o assunto da vez ainda deve ser a tal Cicarelli no Faustão, mas não vi, felizmente. Vamos ver se o vesgo consegue dar uma melhorada nesse causo...
25 de fev. de 2005
Ah, que vontade de dizer mais palavrão!!!
Sinceramente: existe alguma justificativa plausível para que uma merda dessa aconteça? VAI TOMAR NO FIOFÓ, Michael Jackson!!!!!! E fique feliz que sou educada... Não tem foto sua hoje não, nem nunca ...
Hoje estou toda musical

Vai ter show da Cátia de França amanhã no Pátio de São Pedro, ah, como eu queria ir. Mas vai ser difícil acontecer, eu já sei. Vc sabe sim quem é a Cátia de França, quem disse que você não sabe? E se não conhece, VÁ CONHECER !
Tem mais: é uma pena que não tenha cd dela no Submarino, queria por na minha Wishlist...
Coito das Araras
(Cátia de França)
Papagaio da asa amarela
Corre e leve esse recado meu pra ela
Minha saudade não se rebate
Vai no grito estrangulado do meu canto
No Coito das Araras
Quem passa por lá não pára
No Coito das Araras
Tudo está como sempre foi
O gado pasta no Berra Boi ê ê ê
Tudo está como sempre foi ê ê ê
No Coito das Araras
É o araçá das almas
O Zé que cantava
É o sete casacas
É a sombra do touro êia
Peroba baião ê ê ê
É a sombra do touro êa
Timborna sertão
Ainda trago na boca, nos olhos
A visão da tua imagem
Despenteada, sorrindo
Correndo pela rodagem
Meia distância, meia légua
Légua e meia á á
No fim apanhei restou a peia
Légua e meia á á
Você correndo pela rodagem
Légua e meia á á
Despenteada, sorrindo
Légua e meia
Mamã África, Mawaca, o moço da banca e minha péssima capacidade de comerciar
Junto da lotérica tem uma banca de revista. Lembrei de ver se tinha a Caras, que só leio normalmente quando vou fazer as unhas, mas estava querendo a tempos comprar por conta da coleção A Música do Mundo. Dei sorte: tinha justo o cd que me interessou desde o início, de música africana. Bem bom! De imediato me chamou a atenção as quatro faixas do grupo Mawaca, do qual já ouvira falar (bem). Também não negarei a razoável decepção que tive ao descobrir que este grupo é na verdade formado por músicos brasileiros (poxa, Caras!). A qualidade entretanto é inegável, e recomendo, tanto o cd, quanto a visita ao site. O grupo é formado por sete cantoras e sete instrumentistas, de formações que variam da música popular à erudita. Instrumentos: acordeom, violino, baixo, violoncello, flauta, sax soprano, alto e tenor, vibrafone, pandeirões, djembé, tablas, congas e cítara japonesa (koto). Pareceu-me que realizam um excelente trabalho de pesquisa. Curiosidade: a expressão mawaka, segundo os africanos do norte da Nigéria, refere-se aos músicos 'que recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos'. Lindo, não?
Outro site que contêm boas informações sobre o Mawaca é o mantido por minha amiguinha Mari-Ceceu, o Entrecantos. Busquem em Artistas.
Prá findar o post: quando me entregou a revista, o moço da banca disse:
- Você tem interesse no cd da Irlanda?
Claro que eu tinha. Lembrei logo de Mull of Kintyre e de Em Nome do Pai.
- Você tem aí?
- Tenho, uma pessoa esqueceu de pegar.
- E quanto é?
O danado sorriu e disse depois de pensar:
-Cinco reais.
-Ué, mas a revista custa 5,90! Três reais, tá bom?
-Não, três não dá não.
-Então tá, tchau.
Péssima, concordam?
Outro site que contêm boas informações sobre o Mawaca é o mantido por minha amiguinha Mari-Ceceu, o Entrecantos. Busquem em Artistas.
Prá findar o post: quando me entregou a revista, o moço da banca disse:
- Você tem interesse no cd da Irlanda?
Claro que eu tinha. Lembrei logo de Mull of Kintyre e de Em Nome do Pai.
- Você tem aí?
- Tenho, uma pessoa esqueceu de pegar.
- E quanto é?
O danado sorriu e disse depois de pensar:
-Cinco reais.
-Ué, mas a revista custa 5,90! Três reais, tá bom?
-Não, três não dá não.
-Então tá, tchau.
Péssima, concordam?
24 de fev. de 2005
Não sei se é bom, não sei se é ruim
Mal iniciou hoje o compartilhamento de terminais eletrônicos entre Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, já tem mais gente na fila. É, o Bradesco também quer entrar na panela. Ou seja, acho que literalmente vai ter mais gente nas filas dos terminais, certo? E até parece que esse povo não é o que cada vez maiores lucros tem obtido neste país nos últimos anos, os bancos... Ainda ficam buscando economizar e aproveitam para enrolar que isto reduzirá as tarifas para os clientes. Ora, me poupem... Ah, e aos animadinhos com novidades: não esqueçam que após 90 dias os serviços serão cobrados ...
22 de fev. de 2005
Palavras não se dispensa
Fiquei preocupada com o Marcelo comentando que a "nurse" parecia uma boneca (mas não é que parece mesmo!), então esclarecemos: a foto abaixo pode ser considerada histórica, penso eu, foi tirada em 15 de agosto de 1945, dia da rendição japonesa, fim da Segunda Guerra Mundial, na Times Square, no meio do oba-oba da festa! Eu tinha uma edição especial da Times (acho que era a Times, revista americana famosíssima só pode ser a Times, né?) comemorativa de não sei quantos anos dela (e isso já faz uns 10 a 15 anos pelo menos, cidadão...), com uma série das melhores fotos, e desde então me apaixonei por este beijo... Ah, salvo engano, os dois beijoqueiros não se conheciam, se estou errada me corrijam...
21 de fev. de 2005
Segunda-fútil
Daí que ontem os braços de Morfeu estavam mais cálidos que a promessa de diversão com o paredão (isso de BBB é como novela, na metade começa a enjoar), e não assisti a edição domingueira do programa. Fiquei surpresa com o resultado: Natália e Jean disputam esta semana. Mais surpresa ainda deixou-me o que li no Babado, sobre: Jean, Pink e Grazzi choraram "quando souberam que havia um complô para colocar Jean e Pink no paredão". Pru mode acharam "que não tinha mais isso aqui". Depois, lendo o resto da nota, entendi menos ainda vendo o placar da votação: Jean, Pink, Sammy e Grazi votaram na Natália. Uai, como é que pode, teacher? Que foi isso? Telepatia, transmimento de pensação?
A custo, começo a desconfiar que o PA está certo: esse baiano, além de batedor de bombo dos bons, é o melhor jogador dessa edição... Ou não... Pior que sou tão abusada com o jeito-falsinho-tatibitati dessa Natália que fica o professor mesmo, fazer o quê...
------
Testezinho só para as meninas: Madeira, metal, água, fogo, terra - Que tipo de mulher é você? Mas adianto que o bicho é fraquinho: meu resultado deu Metal (nunquinha!!!!!), dá uma espiada:

Você é ambiciosa, energética e trabalha incansavelmente para atingir os objetivos que estabeleceu para si própria. As pessoas gostam de sua companhia porque é confiável e perspicaz. Mas a persistência, sua marca registrada, também pode se transformar em teimosia. Você tende a ser um pouco inflexível, ter uma mentalidade tacanha e até mesmo austera demais. Não relaxa com facilidade e entre seus colegas provavelmente sua fama é de ser uma viciada em trabalho.
Viiiixxxxxeeeeeee, tudo errado. Taí uma qualidade que não tenho: persistência. Viciada em trabalho? Graças a Deus, NÃO!!!!
------
E o barraco-fazedor-de-mídia prossegue: ontem, no Fantástico, a tal galega foi dizer que desculpava a bocuda. Ainda afirmando que ficou surpresa com a repercussão, a tolinha... Sabe o que fiquei pensando sobre isso: mas rico é diferente e mau-educado mesmo, né? Fosse uma pobrezinha aguentava a outra até o fim do casamentório. Ai, eu queria ver o que a Eufrásia falou disso, queria...
A custo, começo a desconfiar que o PA está certo: esse baiano, além de batedor de bombo dos bons, é o melhor jogador dessa edição... Ou não... Pior que sou tão abusada com o jeito-falsinho-tatibitati dessa Natália que fica o professor mesmo, fazer o quê...
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Testezinho só para as meninas: Madeira, metal, água, fogo, terra - Que tipo de mulher é você? Mas adianto que o bicho é fraquinho: meu resultado deu Metal (nunquinha!!!!!), dá uma espiada:

Você é ambiciosa, energética e trabalha incansavelmente para atingir os objetivos que estabeleceu para si própria. As pessoas gostam de sua companhia porque é confiável e perspicaz. Mas a persistência, sua marca registrada, também pode se transformar em teimosia. Você tende a ser um pouco inflexível, ter uma mentalidade tacanha e até mesmo austera demais. Não relaxa com facilidade e entre seus colegas provavelmente sua fama é de ser uma viciada em trabalho.
Viiiixxxxxeeeeeee, tudo errado. Taí uma qualidade que não tenho: persistência. Viciada em trabalho? Graças a Deus, NÃO!!!!
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E o barraco-fazedor-de-mídia prossegue: ontem, no Fantástico, a tal galega foi dizer que desculpava a bocuda. Ainda afirmando que ficou surpresa com a repercussão, a tolinha... Sabe o que fiquei pensando sobre isso: mas rico é diferente e mau-educado mesmo, né? Fosse uma pobrezinha aguentava a outra até o fim do casamentório. Ai, eu queria ver o que a Eufrásia falou disso, queria...
17 de fev. de 2005
15 de fev. de 2005
14 de fev. de 2005
Mais tocante
Legal essa enquete realizada na Inglaterra, por um canal de televisão: qual a cena mais tocante da história do cinema? 700 mil pessoas elegeram a despedida do menino e de ET no filme de Spielberg. É boa mesmo essa.
Fiquei tentando pensar qual eu escolheria, e recordei uma que amo: em As Pontes de Madison, quando eles se cruzam (ou se despedem, não lembro mais) numa avenida e os carros vão se afastando. Dá até vontade de ver o filme de novo só de lembrar. Só não posso dizer se é a minha preferida mesmo: são muitos e muitos os filmes que adoro...

Aê a lista dos 20 filmes mais citados na tal pesquisa:
1. ET, o Extraterrestre
2. À Espera de um Milagre
3. Titanic
4. A Felicidade Não se Compra
5. Ghost - Do Outro Lado da Vida
6. Bambi
7. Um Sonho de Liberdade
8. O Campeão
9. Campo dos Sonhos
10. Meu Primeiro Amor
11. Forrest Gump - O Contador de Histórias
12. Amigas para Sempre
13. Blackadder
14. E O Vento Levou
15. Uma Grande Aventura
16. Laços de Ternura
17. Conta Comigo
18. Desencanto
19. A Escolha de Sofia
20. Sociedade dos Poetas Mortos
E você, escolhe qual?
Notícia lida aqui.
Fiquei tentando pensar qual eu escolheria, e recordei uma que amo: em As Pontes de Madison, quando eles se cruzam (ou se despedem, não lembro mais) numa avenida e os carros vão se afastando. Dá até vontade de ver o filme de novo só de lembrar. Só não posso dizer se é a minha preferida mesmo: são muitos e muitos os filmes que adoro...

Aê a lista dos 20 filmes mais citados na tal pesquisa:
1. ET, o Extraterrestre
2. À Espera de um Milagre
3. Titanic
4. A Felicidade Não se Compra
5. Ghost - Do Outro Lado da Vida
6. Bambi
7. Um Sonho de Liberdade
8. O Campeão
9. Campo dos Sonhos
10. Meu Primeiro Amor
11. Forrest Gump - O Contador de Histórias
12. Amigas para Sempre
13. Blackadder
14. E O Vento Levou
15. Uma Grande Aventura
16. Laços de Ternura
17. Conta Comigo
18. Desencanto
19. A Escolha de Sofia
20. Sociedade dos Poetas Mortos
E você, escolhe qual?
Notícia lida aqui.
Segunda-fútil
Li que Ronaldinho e Cicarelli (ô casalzinho antipático, né?) se casam hoje no castelo de Chantilly e por breves segundos acreditei que era de chantilly mesmo o tal castelo. Daquele, branquinho, docinho. Hoje em dia a gente vê tanta coisa que nada mais parece impossível... Essa notícia do pequeno motorista é requentada, lá do Emerson...
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Fui votar no PA e apareceu lá na palavra-chave que a gente digita para votar: ilimite. Ilimitado eu conheço, mas ilimite? O Priberam diz que isso não existe. Aí agora eu não sei mais se votar no BBB é ou não cultura...
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Pessoas! Preciso urgente parar com isso. Tô pensando em ir no salão da Pink, aqui em Nova Descoberta. Para quem não sabe, fica em uma das regiões mais populares, tradicionais e populosas de Recife, Casa Amarela... Eu preciso mesmo cortar o cabelo. Se não prestar eu conto...
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Update - Essa não pode estar fora da segunda-fútil. Conhece a expressão "riu que se mijou"? Pois bem. Agora podem chamar aquela boboquinha Natália do BBB5 de Nat Mijona. Acreditem se quiser: a menina, no meio de uma sessão de palhaçada do grupo, num 'guentou e fex pipi nas calças. Rapaz, quem já passou por isso que o diga : é ruim demais da conta. Ieu q eu sei (mas não se animem, aconteceu a mi-lê-ni-os atrás). Só que ao vivo e a cores deve ser bem pior...
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Fui votar no PA e apareceu lá na palavra-chave que a gente digita para votar: ilimite. Ilimitado eu conheço, mas ilimite? O Priberam diz que isso não existe. Aí agora eu não sei mais se votar no BBB é ou não cultura...
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Pessoas! Preciso urgente parar com isso. Tô pensando em ir no salão da Pink, aqui em Nova Descoberta. Para quem não sabe, fica em uma das regiões mais populares, tradicionais e populosas de Recife, Casa Amarela... Eu preciso mesmo cortar o cabelo. Se não prestar eu conto...
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Update - Essa não pode estar fora da segunda-fútil. Conhece a expressão "riu que se mijou"? Pois bem. Agora podem chamar aquela boboquinha Natália do BBB5 de Nat Mijona. Acreditem se quiser: a menina, no meio de uma sessão de palhaçada do grupo, num 'guentou e fex pipi nas calças. Rapaz, quem já passou por isso que o diga : é ruim demais da conta. Ieu q eu sei (mas não se animem, aconteceu a mi-lê-ni-os atrás). Só que ao vivo e a cores deve ser bem pior...
12 de fev. de 2005
Não acredito que ligo a TV para ver a Beija-Flor desfilar (escola prá sempre do meu coração, herança da infância que não se perde) e tá passando a Salgueiro, ela que é uma das duas que eu assisti toda (a outra foi Mocidade Independente de Padre Miguel - mas que nome lindo, né, tem que escrever todo), depois de anos. E o Marcelo disse que ela é a última, putz... Vou 'guentar não, é certo...
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Definitivamente, se eu quiser fazer com que esse blog ande de verdade preciso mudar o esquema dele. Preciso mesmo. Mas nem sempre a idéia me empolga. Tenho conhecido tanto blog bom ultimamente que me sinto a própria enxerida. Qué que eu tô fazendo aqui, meu?
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Definitivamente, se eu quiser fazer com que esse blog ande de verdade preciso mudar o esquema dele. Preciso mesmo. Mas nem sempre a idéia me empolga. Tenho conhecido tanto blog bom ultimamente que me sinto a própria enxerida. Qué que eu tô fazendo aqui, meu?
10 de fev. de 2005
Noveleira e BBBzeira eu sou - II
Já que tá na onda falar mal do Gê do BBB (nem vou colar o link do programa, todo mundo já sabe o endereço; perceberam que tô com preguiça, certo?), vamos lá.
O "doutorzinho" (plagiando a Eufrásia), no fim do programa em que foi escorraçado (92%, quase que acerto!), declarou-se um jogador, que estava jogando todo o tempo, e que entrou prá isso.
Mas que jogadorzinho peba(*), hein? Prá quem gastou os pouquíssimos neurônios na tentativa de ser um bom jogador, se deu mal o doutor. Não assistiu nenhuma das outras edições do programa nunca não, ele? Não sabe que todo mundo detesta quem faz jogo safado? Eu, hein! Povinho burro...
(*) - pros não-nordestinos: peba é o mesmo que ruim, fraco... Não tem no dicionário on line que eu uso, mas que é isso, é, eu garanto... O nome deve vir do bichinho aí em cima, o tatu-peba (prá quem não conhecia, tá apresentado)...
ECA!
Uma notícia dessa me dá nojo mesmo, né brinquedo não. Sente só o clima:
Ameaçado no Ibope pelo SBT, o infantil "Sítio do Picapau Amarelo", da Globo, sairá do ar neste mês e voltará em abril totalmente reformulado. (...) Os personagens de Monteiro Lobato continuarão. Mas nomes estranhos à obra entrarão para modernizar e agitar a trama. Emília, por exemplo, ganhará uma rival, a boneca Paty Pop, que se transformará em gente.
Essa é requentada, li lá no Jogando Conversa Fora. Não achei a notícia na Folha On line, mas achei essa aqui. Vai aí uma foto da boneca mais arretada que já houve na história da televisão brasileira. Aí que saudade que dá...
Ameaçado no Ibope pelo SBT, o infantil "Sítio do Picapau Amarelo", da Globo, sairá do ar neste mês e voltará em abril totalmente reformulado. (...) Os personagens de Monteiro Lobato continuarão. Mas nomes estranhos à obra entrarão para modernizar e agitar a trama. Emília, por exemplo, ganhará uma rival, a boneca Paty Pop, que se transformará em gente.
Essa é requentada, li lá no Jogando Conversa Fora. Não achei a notícia na Folha On line, mas achei essa aqui. Vai aí uma foto da boneca mais arretada que já houve na história da televisão brasileira. Aí que saudade que dá...
6 de fev. de 2005
Entrei na Campanha da Bruna
Faça o Gê bater o goleiro! 95% nele! Eu tô apostando nesse índice de rejeição. E você?
Ai, não vou colar fotinha do coisa aqui não, merece não...
Ai, não vou colar fotinha do coisa aqui não, merece não...
4 de fev. de 2005
Noveleira e BBBzeira eu sou
Tive crise de riso hoje com Eufrásia (aquela que desbancou o Clô) chamando de "véia" a Shirley da novela das oito (aquela, que segundo ela é uma bebum, não sai do bar, onde fica tomando choppinho - "não trabalha, não?" - e todos os menininhos novos do bairro querem comer, o "dos cachinhos" e o dono do bar). A Eufrásia disse que a "véia" tá que nem a Escrava Isaura, que todo mundo quer traçar: "o sinhôzinho, o moço da novela, o velho dos dente podre, o camera-man...". Depois, me embolei de rir com ela dizendo que o PA do BBB é "consultor o quê? Espiritual?"
Ô vida besta, sô...
Tô de férias não, tirei o dia pru mode a festa de Clara da escola e o expediente hoje foi de momo depois das 13...
Ô vida besta, sô...
Tô de férias não, tirei o dia pru mode a festa de Clara da escola e o expediente hoje foi de momo depois das 13...
2 de fev. de 2005
Biito
Em homenagem às cachoeiras de Bonito, o Maio ganhou mais um amiguinho. Cliquem aqui para conhecer meu novo brinquedinho: um fotoblog no UOL.
Tem mais foto de cachoeiras por lá.
Tem mais foto de cachoeiras por lá.
31 de jan. de 2005
O sono é inimigo do cinéfilo
Domingo não é dia, mas ontem cheguei bem tarde e a rotina já tava desmantelada mesmo. Daí comecei a assistir o filminho no Cine Band Clássicos, que delícia! Mesmo sem saber o título, captei logo que era coisa do Hemingway quando o protagonista falou "ah, eu vou prá Espanha ver umas touradas!" e porque ele se chamava Jake, não me pergunte porque. Depois apareceu a mocinha, que de mocinha não tinha nada, era somente a Ava Gardner e fazendo papel de uma ninfomaníaca! Isso só soube lendo hoje a sinopse do filme, pru mode na parte que um impotente Tyrone Power começou a ficar irado com ela dormi, humpf... Mas ela só parecia mesmo uma moça que gostava muito de dançar, e eu nunca pensei que uma ex-enfermeira de guerra viúva pudesse ser ninfomaníaca... Tão engraçados os filmes antigos... Taí a peste de freira, ó...
28 de jan. de 2005
Desventuras - O filme
Afinal fui assistir Desventuras em Série. Presentinho prá mim mesma por ter tido uma semana de corno.
Pior que teria sido um presente mesmo só prá mim, não fossem alguns poréns, apesar da idéia inicial ter sido prencher mais uma tarde de férias da Clara: chegando para comprar o ingresso bem antes da hora, fui informada pela atenciosa atendente que o filme era legendado. Àqueles que não fazem idéia sobre o que estou falando, explico: um filme ser legendado, para a mãe de uma pirralha de 6 anos recém alfabetizada, significa ter que explicar para a pequena criatura todos os "prumode" da história, aiaiaiaiai... Quase todos, melhor disser, porque as criancinhas de 6 anos de hoje já não são as que fomos, são muito espertas. Mas também, onde que eu ia parar prá ver se um filmes desses era ou não dublado, aqui em Recife? Isso é um verdadeiro milagre nessa terra, filme infantil não dublado na telona!
Impasse a postos, deixei ela resolver. "Quer ver mesmo o filme? É legendado." É claro que ela quis, mãe é um bicho besta mesmo, hein? Só fiz gastar crédito de telefone em vão. Mais tarde lá estávamos nós no escurinho do cinema, empaturrando-nos de salgadinho Torcida, guaraná e MM.
Uma primeira impressão do filme (e atenção, quase todas “primeiras impressões” ficaram como únicas, já que a melhor apreensão que poderia haver obtido ficou prejudicada pela função de tradutora que precisei desempenhar): gostei muito da forma de narração escolhida, apresentando o próprio Lemony Snicket enquanto datilografa a hitória como em geral ele se mostra, ou seja, sem mostrar o rosto, chápeu ou sombra encobrindo-o. No filme, sugere-se que o autor está a investigar os casos, o que não sei se veio da série literária, já que li apenas o primeiro volume, mas, mesmo que não tenha sido, a idéia é ótima. O filme baseia-se nos três primeiros livros, e, neste tópico creio que o roteiro apenas foi feliz até certo ponto: no final a história se perde um pouco, o que não deixa entretanto de ser natural num filme em que a história não acabou mesmo (salvo engano a série já está no décimo livro e não sei se acabou...). Talvez também a confusão tenha sido minha, porque da metade do filme em diante o frio no cinema passou a quase insuportável (e eu esquecera os casacos, claro) e as minhas "leituras" começaram a deixar Clara meio impaciente. Normalmente não me apetecem mudanças na história, mas o fato é que desta vez gostei da amarração feita jogando-se um episódio do livro um para o final: ficou bom.
Visualmente, o filme é perfeito, amei os ambientes recriados e também a atuação do elenco, obviamente com olhos mais felizes sobre as crianças, que estão muitíssimo bem. A Sunny está uma gracinha à parte, com seus coerentes pensamentos mal formulados. Junto com o Conde Olaf de Jim Carrey, é responsável pela maior parte das risadas do público. Ele, como sempre, exagerou um pouquinho na dose caricatural, mas para o filme ficou bem, considerando que o conde é um ator. E Meryl Streep, conforme previsto, só não rouba a cena porque competir com um bebêzinho lindo daqueles é sacanagem... Pra complementar, não deixem de ver a animação nos créditos finais. Muito legal...
Pior que teria sido um presente mesmo só prá mim, não fossem alguns poréns, apesar da idéia inicial ter sido prencher mais uma tarde de férias da Clara: chegando para comprar o ingresso bem antes da hora, fui informada pela atenciosa atendente que o filme era legendado. Àqueles que não fazem idéia sobre o que estou falando, explico: um filme ser legendado, para a mãe de uma pirralha de 6 anos recém alfabetizada, significa ter que explicar para a pequena criatura todos os "prumode" da história, aiaiaiaiai... Quase todos, melhor disser, porque as criancinhas de 6 anos de hoje já não são as que fomos, são muito espertas. Mas também, onde que eu ia parar prá ver se um filmes desses era ou não dublado, aqui em Recife? Isso é um verdadeiro milagre nessa terra, filme infantil não dublado na telona!
Impasse a postos, deixei ela resolver. "Quer ver mesmo o filme? É legendado." É claro que ela quis, mãe é um bicho besta mesmo, hein? Só fiz gastar crédito de telefone em vão. Mais tarde lá estávamos nós no escurinho do cinema, empaturrando-nos de salgadinho Torcida, guaraná e MM.
Uma primeira impressão do filme (e atenção, quase todas “primeiras impressões” ficaram como únicas, já que a melhor apreensão que poderia haver obtido ficou prejudicada pela função de tradutora que precisei desempenhar): gostei muito da forma de narração escolhida, apresentando o próprio Lemony Snicket enquanto datilografa a hitória como em geral ele se mostra, ou seja, sem mostrar o rosto, chápeu ou sombra encobrindo-o. No filme, sugere-se que o autor está a investigar os casos, o que não sei se veio da série literária, já que li apenas o primeiro volume, mas, mesmo que não tenha sido, a idéia é ótima. O filme baseia-se nos três primeiros livros, e, neste tópico creio que o roteiro apenas foi feliz até certo ponto: no final a história se perde um pouco, o que não deixa entretanto de ser natural num filme em que a história não acabou mesmo (salvo engano a série já está no décimo livro e não sei se acabou...). Talvez também a confusão tenha sido minha, porque da metade do filme em diante o frio no cinema passou a quase insuportável (e eu esquecera os casacos, claro) e as minhas "leituras" começaram a deixar Clara meio impaciente. Normalmente não me apetecem mudanças na história, mas o fato é que desta vez gostei da amarração feita jogando-se um episódio do livro um para o final: ficou bom.
Visualmente, o filme é perfeito, amei os ambientes recriados e também a atuação do elenco, obviamente com olhos mais felizes sobre as crianças, que estão muitíssimo bem. A Sunny está uma gracinha à parte, com seus coerentes pensamentos mal formulados. Junto com o Conde Olaf de Jim Carrey, é responsável pela maior parte das risadas do público. Ele, como sempre, exagerou um pouquinho na dose caricatural, mas para o filme ficou bem, considerando que o conde é um ator. E Meryl Streep, conforme previsto, só não rouba a cena porque competir com um bebêzinho lindo daqueles é sacanagem... Pra complementar, não deixem de ver a animação nos créditos finais. Muito legal...
Como foi mesmo que a Glória Pires falou pro padre, na igreja, em O Quatrilho? "O inferno também existe pros padres"... Era isso?
Dia de matrícula atrasada na faculdade deles... Tô um caco não, virei um...
Dia de matrícula atrasada na faculdade deles... Tô um caco não, virei um...
27 de jan. de 2005
Olho-tonto
Assistia um filme bobinho na madrugada global quando encontrei meu Olho-tonto Moody ideal. Para quem não sabe quem é, Olho-tonto é o professor de Defesa contra a Arte das Trevas no quarto livro. No filme foi escolhido o ator Brendan Gleeson, que não achei nadica parecido com a descrição do personagem feita pela J.K.Rowling. Coisa de fã, gente...
Será que ninguém pensou no Peter O'toole para o papel? Ou será porque ele está muito velhinho?
Mas aí é que ia ficar bom, nem precisava de muita maquiagem (sem um pingo de maldade, é só a verdade). Ademais ele é quase inglês: nasceu na Irlanda.
Será que ninguém pensou no Peter O'toole para o papel? Ou será porque ele está muito velhinho?
Mas aí é que ia ficar bom, nem precisava de muita maquiagem (sem um pingo de maldade, é só a verdade). Ademais ele é quase inglês: nasceu na Irlanda.
26 de jan. de 2005
O Ray e o Rei
Eu sei que você sabe da importância do Luiz Gonzaga para a música brasileira, e que ele tinha um filho chamado Gonzaguinha, hoje reconhecidamente um dos maiores artistas que nossa música produziu, e que no início eles não se davam muito bem, e que ele fez uma das mais famosas obras do cancioneiro nacional, Asa Branca, mas... você sabia que Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram as linhas gerais do xote No Meu Pé de Serra nos primeiros dez minutos em que se conheceram, em 1945, no escritório de Humberto, que era advogado? E que o Véio Lua gravou em 1971 a belíssima No dia em que eu vim-me embora ("No dia em que eu vim-me embora/minha mãe chorava em ai/minha irmã chorava em ui/e eu nem olhava pra trás"), de Caetano Veloso e Gilberto Gil?
Daí você vai me perguntar: mas que diabo tem isso tem a ver com Ray Charles (o Ray aí do título)?
Tem que o filme Ray, de Taylor Hackford (também diretor de O Advogado do Diabo), indicado esta semana a 6 Oscars, conta a história de um grande artista americano, coisa normal na maior indústria cinematográfica do mundo. E eu estava justamente pensando no porquê de ainda não haverem os cineastas brasileiros atentado para realizar um filme sobre alguém com uma biografia dessas quando entrei no Imdb a cata de informações e havia uma imensa chamada pro filme do Taylor Hackford!
Bom dizer uma coisita mais apenas: tudo isso começou com o Yuga... Ah, também: clica no Ray aí em cima que tem mais sobre o filme. Fico devendo o link pro Lua, viu, povinho do cinema nacional?
Depos do Código, o Ateliê
É isso mesmo que vocês estão pensando: até que se prove o contrário, pesquisadores encontraram no convento de Santíssima Annunziata, em Florença, Itália, o atêlie de Leonardo da Vinci. No dito cujo, além de afrescos, há uma sala secreta onde supostamente o artista realizava dissecação de cadáveres. Gente, esse homem deve estar se revirando no túmulo, hein? Quanto lêlê pro lado dele! Lê aqui a matéria completa.
Mamãe eu quero!!!!!
Na onda de tantos blogs amigos, resolvi fazer minha lista particular de sonhos de consumo...Coisinhas que quero, quero, quero... Livros, cds, filmes, aquelas maravilhas que fazem a vida da gente mais feliz. Ah, sim, o natal já passou, mas não me importo não de ganhar um presente de carnaval, páscoa, são joão, viu? Qualquer festejo tá valendo... Além do quê, meu aniversário é em maio, não se esqueçam, heheheheheheh...
Clica aí, ó, prá ver a listinha. Depois ela vai pro cantinho da página...
Clica aí, ó, prá ver a listinha. Depois ela vai pro cantinho da página...
24 de jan. de 2005
Trio de Desventuras
A quem interessar possa, o Submarino está com promoção dos três primeiros volumes da série de Lemony Snicket. E eu, que burrei e comprei o volume 1 já, perdi essa. Se bem que, com o frete, não sei não se ia ser vantagem prá mim. Morar nas brenhas é triste, sô...
23 de jan. de 2005
Essa é uma das cachoeiras que há em Bonito, onde estive na semana que passou. Se as fotos que tirei ficarem boas coloco aqui em breve. Ê lugar bão de se ver, gente!
A dica extra que dou sobre a viagem é a do Engenho Verde. Pousada que ocupa um antigo engenho projetada pelo mesmo engenheiro do Teatro Santa Isabel, Louis Léger. Entrem no site do engenho e confiram. Não fiquei lá porque não sabia que existia, mas da próxima não escapa. Fica bem na região das cachoeiras e é um lugar muito agradável mesmo!
17 de jan. de 2005
Malandragem dá um Tempo
José Bezerra da Silva nasceu no Recife (PE), em 1927. Aos nove anos já tocava zabumba e cantava coco. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, clandestinamente em um navio, e morou no Morro do Cantagalo. Trabalhou na construção civil como pintor de paredes.
Em 1950, começou na música, influenciado por Jackson do Pandeiro. Tocou tamborim, surdo e instrumentos de percussão na Rádio Clube e em 1960 integrou a Orquestra da Copacabana Discos. Em 1969 gravou seu primeiro compacto pela Copacabana e seis anos depois seu primeiro LP.
Cês sabiam que Bezerra da Silva era recifense? Eu, não. Engraçado que passei parte da manhã com o refrão dos maconheiros na cabeça hoje de manhã. “Vou apertar/mas não vou acender agora” (o título desse post é o da música, para quem não sabe). Devo ter ouvido quando fui ao centrão (provavelmente tocada em alguma rádio) no meu tour anual de compras para o carnaval: fantasia azul de passista prá combinar com a tiara da bandeira de Pernambuco que Clara ganhou da avó, máscara de La Ursa, retalho para fazer a roupa da ursa. Para mim, máscara de papel-marchê.
Lê mais sobre o Bezerra da Silva aqui. Ele morreu hoje, aos setenta e sete anos de idade.
16 de jan. de 2005
É lindo ver o dia amanhecer
Último Regresso
(Getúlio Cavalcanti)
Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver, o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil
Tá certo, confesso: me empolguei. Mas não é lindo demais? Tem mais frevo aí, ó. E vai só mais uma fotinha, só uma...
(Getúlio Cavalcanti)
Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver, o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil
Tá certo, confesso: me empolguei. Mas não é lindo demais? Tem mais frevo aí, ó. E vai só mais uma fotinha, só uma...
Não tem prá ninguém
Votem no Recife para Capital Cultural do Brasil, no Globo Online. 'Cês vão na metade da página que tá lá o link. Dica da Cássia, que votou no Rio de Janeiro, mas o problema é que Sou do Recife com orgulho e com saudade... Ah, meu Deus, carnaval tá chegando, e a secura de frevo junto... E Viva Antônio Maria!
O tempo é inexorável!!!!!!
Caminhos como a palma dessa mão
Vontade de chegar, e olha eu chegando
E vem essa cigana no meu peito
Já querendo ir cantar n’outro lugar”
Acordei com essa música na cabeça, manhã de domingo, cinco e quarenta e cinco da matina. Sonhei com um amigo que a tempos não vejo. Que nunca foi mesmo amigo, de verdade... Foi uma dor que passamos juntos, e porque dor de gente jovem sempre dói com estardalhaço, criou-se um carinho, esquisito, porque sem profundeza, mas carinho. Ele se casou com uma amiga, amiga de amizade igual, nascida da mesma dor. Mas acho que não estão mais juntos. Sonhei que nos encontrávamos e ele dizia que ela estava em BSB.
Ô velhinha patética tô me tornando. Não cabem mais nos dedos as vezes que desperto na madrugada só lembrando da vida. Dia de domingo, principalmente. Ô coisinha de velho, sô...
Quer mais sintomas? Ontem liguei para a polícia. Foi. Porque num bar aqui quase em frente de casa 'tava uma barulheira infernal de "boyzinho" gritando depois de muitas cervejas. Clara não conseguia dormir. Isso não é coisa de velho, ligar reclamando do barulho?
Também me lembrei de outro amigo que tinha grande amizade nesta casa, e que a amizade ficou esquisita por conta de erros cometidos. Erros sim. Não pretendidos. As pessoas do outro lado não entenderam isso. Ficou uma mágoa esquisita querendo se resolver, que não se resolve. Dói. Dói aí também?
Seguindo a trilha, pensei no colega de faculdade de meu cunhado, que ele encontrou quando levamos as crianças para passear. Que sensação sem pé nem cabeça. O cara era professor, de Física, quando eu tinha 13 anos, e já era velho na época. São tempos estranhos.
Agora vou acordar esse povo para tomar banho de mar, que é o melhor que eu faço. E esse post tá muito chato mesmo.
15 de jan. de 2005
Uai?
Ó só, quem souber responde: o Orkut saiu de férias? Pru mode aqui em casa ele agora só entra quando quer, e ele não anda querendo não, num sabe...
10 de jan. de 2005
Snicket e a Leitora Paupérrima
Mas que safado esse tal de Lemony Snicket? Suas Desventuras em Série já lhe pegam antes que você abra o livro!
"Caro Leitor,
Sinto muito dizer que o livro que você tem em mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem imãs que atraíssem desgraças."
(...)
E por aí vai. Isso é o que está escrito na traseira (eu sei que há um nome melhor para esta parte, só não lembro qual é, caramba) do livro primeiro da série, Mau Começo. Comprei ontem, lá na chiquérrima, nunca antes vista, Livraria Cultura, de Recife, que afinal fui conhecer. Comprei também O Saci prá Clarinha, segundo da sua coleção lobatiana (ela já tem o Histórias de Tia Anastácia, que a vó deu). Fui prá boca do caixa com A Cor da Magia debaixo do braço, mas daí lembrei daquela folhinha amarela que é a lista de material escolar da moça, esquecida em outra bolsa, e o deixei na primeira prateleira que vi, antes de cometer mais uma gastação tresloucada. Essa Livraria Cultura é mesmo uma acinte a minha pobreza, aijisus. Graças a Deus, não tinha nenhumzinho livro da Diana Wynne Jones por lá, heheheheh, graças a Deus pelo menos por agora...
O texto da capa de Mau Começo termina assim: "É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere."
E eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso: SAFADO!
"Caro Leitor,
Sinto muito dizer que o livro que você tem em mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem imãs que atraíssem desgraças."
(...)
E por aí vai. Isso é o que está escrito na traseira (eu sei que há um nome melhor para esta parte, só não lembro qual é, caramba) do livro primeiro da série, Mau Começo. Comprei ontem, lá na chiquérrima, nunca antes vista, Livraria Cultura, de Recife, que afinal fui conhecer. Comprei também O Saci prá Clarinha, segundo da sua coleção lobatiana (ela já tem o Histórias de Tia Anastácia, que a vó deu). Fui prá boca do caixa com A Cor da Magia debaixo do braço, mas daí lembrei daquela folhinha amarela que é a lista de material escolar da moça, esquecida em outra bolsa, e o deixei na primeira prateleira que vi, antes de cometer mais uma gastação tresloucada. Essa Livraria Cultura é mesmo uma acinte a minha pobreza, aijisus. Graças a Deus, não tinha nenhumzinho livro da Diana Wynne Jones por lá, heheheheh, graças a Deus pelo menos por agora...
O texto da capa de Mau Começo termina assim: "É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere."
E eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso: SAFADO!
7 de jan. de 2005
Amélia Cláudia Garcia Colares
De férias, enquanto a meninada bagunçava por aqui, consegui assistir um pouco de televisão em tarde de dia útil: coisa boba, comum, mas que me remete a um tempo em que eu tinha tempo para fruir a vida, o que me deixa feliz, me dá uma paz, não perguntem porque: sou assim mesmo, pequenas simplicidades me satisfazem. No que me deparei com um programa de um radialista daqui de Recife do qual nunca gostei muito, e a entrevistada era ela. Resolvi assistir.
Ela começou a contar coisas legais da sua vida, eu fui escutando. Que saiu de Fortaleza, que 'debutou' no mundo artístico no seu encontro com Vinícius. Que sua família toda era muito ligada a música, que aconteciam muitos saraus na sua casa. Que tinha uma tia que virou freira por imposição familiar, que costuma dizer que era para ter sido cantora. Que teve dois filhos com Zé Ramalho. O cara perguntou se eles era amigos, ela disse que eles se falavam. Ela cantava Elomar desde o tal encontro com o poetinha, e eu não sabia, a trinta anos atrás (ah, era esse o mote da entrevista, os seus trinta anos de carreira artística, neste ano de 2005). Cantou um trecho de Seresta Sertaneza. Vou te dizer. Ela não é mulher bonita não, mas quando abre a boca, fica linda. E a Gal que me desculpe, mas a verdade é que, com a idade, a voz de Amelinha não mudou, diria que está muito melhor, firme, bela e poderosa.
Não resisto a colar umas preciosidades que ela canta. De um tempo em que o Fagner ainda fazia coisa que prestava. Estão de uma coletânea que tenho, Amelinha 20 Super Sucessos, altamente recomendável. Tem também o volume 2, quero comprar.
Santo e Demônio(Fagner / Ricardo Torres)
Sou a avenida cheia
De gente rápida e feia
Sou colorida inteira, concorrida e meia
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente rua
Sou um sol brilhante
De um dia incandescente
Sou luz calor calante
Bruxa de um chão doente
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, lua
Sou toda gente em mim
Santo demônio em mim
Deus e o diabo em mim
Céu e inferno em mim
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, tua.
Flor de Paisagem
(Robertinho do Recife/Fausto Nilo)
Teus oio é a flor da paisagem
Sereno fim da viagem
Teus oio é a cor da beleza
Sorriso da natureza
Azul de prata, meu litoral
Dois brincos de pedra rara
Riacho de água clara
Roupa com cheiro de mala
Zoinho assim são mais belo
Que renda branca
Que renda branca
Que renda branca na sala
Quem vê não enxerga a praia
Nós num lençol
Nós num lençol
Nós num lençol de cambraia
Teus oio o fim da viagem
Amor de papel de seda
Teus oio clareia o roçado
Reluz teu cordão colado
Depende
(Fagner/Abel Silva)
O olho por fora,
O dente por dentro:
Meu riso na cara do tempo.
O olho por dentro,
O dente por fora:
Meu riso na boca do vento.
Conheço a cor dos seus cabelos,
conheço a cor dos olhos teus.
É verde, azul, é negro, como uma noite sem lua,
É claro.
Como a frase não dita: é dessa cor.
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Aprender a voar
(Beto Mello)
Olhos no chão
Eu vou prendendo os meus papéis pela manhã
Eu vou montando a minha própria solidão
Com os olhos presos na parede
as minhas mãos
vão arrancando em cada corda uma verdade
Essas cordas não mentem
Essas cordas
não sentem o sufocar do tédio e do medo
o sufocar do tédio e do medo
O chão ruim,
o peso dessa melodia aflita
o peso dessa, aflito
Só me resta juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
Até a aprender
Até a aprender
Até a aprender
A voar
Ela começou a contar coisas legais da sua vida, eu fui escutando. Que saiu de Fortaleza, que 'debutou' no mundo artístico no seu encontro com Vinícius. Que sua família toda era muito ligada a música, que aconteciam muitos saraus na sua casa. Que tinha uma tia que virou freira por imposição familiar, que costuma dizer que era para ter sido cantora. Que teve dois filhos com Zé Ramalho. O cara perguntou se eles era amigos, ela disse que eles se falavam. Ela cantava Elomar desde o tal encontro com o poetinha, e eu não sabia, a trinta anos atrás (ah, era esse o mote da entrevista, os seus trinta anos de carreira artística, neste ano de 2005). Cantou um trecho de Seresta Sertaneza. Vou te dizer. Ela não é mulher bonita não, mas quando abre a boca, fica linda. E a Gal que me desculpe, mas a verdade é que, com a idade, a voz de Amelinha não mudou, diria que está muito melhor, firme, bela e poderosa.
Não resisto a colar umas preciosidades que ela canta. De um tempo em que o Fagner ainda fazia coisa que prestava. Estão de uma coletânea que tenho, Amelinha 20 Super Sucessos, altamente recomendável. Tem também o volume 2, quero comprar.
Santo e Demônio(Fagner / Ricardo Torres)
Sou a avenida cheia
De gente rápida e feia
Sou colorida inteira, concorrida e meia
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente rua
Sou um sol brilhante
De um dia incandescente
Sou luz calor calante
Bruxa de um chão doente
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, lua
Sou toda gente em mim
Santo demônio em mim
Deus e o diabo em mim
Céu e inferno em mim
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, tua.
Flor de Paisagem
(Robertinho do Recife/Fausto Nilo)
Teus oio é a flor da paisagem
Sereno fim da viagem
Teus oio é a cor da beleza
Sorriso da natureza
Azul de prata, meu litoral
Dois brincos de pedra rara
Riacho de água clara
Roupa com cheiro de mala
Zoinho assim são mais belo
Que renda branca
Que renda branca
Que renda branca na sala
Quem vê não enxerga a praia
Nós num lençol
Nós num lençol
Nós num lençol de cambraia
Teus oio o fim da viagem
Amor de papel de seda
Teus oio clareia o roçado
Reluz teu cordão colado
Depende
(Fagner/Abel Silva)
O olho por fora,
O dente por dentro:
Meu riso na cara do tempo.
O olho por dentro,
O dente por fora:
Meu riso na boca do vento.
Conheço a cor dos seus cabelos,
conheço a cor dos olhos teus.
É verde, azul, é negro, como uma noite sem lua,
É claro.
Como a frase não dita: é dessa cor.
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Aprender a voar
(Beto Mello)
Olhos no chão
Eu vou prendendo os meus papéis pela manhã
Eu vou montando a minha própria solidão
Com os olhos presos na parede
as minhas mãos
vão arrancando em cada corda uma verdade
Essas cordas não mentem
Essas cordas
não sentem o sufocar do tédio e do medo
o sufocar do tédio e do medo
O chão ruim,
o peso dessa melodia aflita
o peso dessa, aflito
Só me resta juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
Até a aprender
Até a aprender
Até a aprender
A voar
6 de jan. de 2005
Viva Tim Maia!
A Festa Do Santo Reis
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Ele chegam tocando
Pandeiro e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes
É os bodes da gente
É os bodes da gente, né
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Ele chegam tocando
Pandeiro e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes
É os bodes da gente
É os bodes da gente, né
1 de jan. de 2005
Chegou!!!!!!!!!
Que 2005 flua como a música deste poema para todos vocês. Feliz Ano Novo!
Campo
(Cecília Meireles)
Vem ver o dia crescer entre o chão e o céu,
o aroma dos verdes campos ir sendo orvalho na alta lua.
Os bois deitados olham a frente e o longe, atentamente,
aprendendo alma futura nas harmonias distribuídas.
O mesmo sol das terras antigas lavra nas pedras estrelas claras.
Nem as nuvens se movem. Nem os rios se queixam.
Estão deitados, mirando-se, dos seus opostos lugares,
e amando-se em silêncio, como esposos separados.
Neste descanso imenso, quem te dirá que viveste em tumulto,
e houve um suspiro em teu lábio, ou vaga lágrima em teus dedos?
Morreram as ruas desertas e os seus ávidos habitantes
ficaram soterrados pelas paixões que o consumiam.
A brisa que passa vem pura, isenta, sem lembrança.
Tece carícia e música nos finos fios de arrozal.
Em tua mão quieta, pousrão borboletas silenciosas.
Em teu cabelo flutuarão coroas trêmulas de sombra e sol.
Tão longe, tão mortos, jazem os desesperos humanos!
E os corações perversos não merecem o convívio sereno das plantas.
Mas teus pés andarão por aqui entre flores azuis,
e o seu perfume te envolverá como um largo céu.
O crepúsculo que cobre a memória, o rosto, as árvores,
inclinará teu corpo, docemente, em sua alfombra.
Acima do lodo dos pântanos, verás desabrochar o vôo branco das graças.
E acima do teu sono, o vôo sem tempo das estrelas.
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