Logo cedo, no meio da maremoto do dia, pensei em não postar nada. "Prá quê?", pensei. Não tenho esse hábito de comemorar tudo aqui no blog. Ademais, até a pouco ninguém tinha me dado ainda os parabéns. Ah, sim: a dois dias atrás minha filha disse que iríamos fazer uma festa de noite, eu, ela e a tia. Eu, seca, expliquei sem perda de tempo que Dia da Mulher não é como Natal, Ano Novo, Carnaval ou Páscoa, aquele auê. Coitadinha da minha filha, depois preciso reparar o malfeito. Não vai ser difícil : a inocência ainda prevalece em sua cabecinha.
No meio da tarde, ganhei um chocolate e uma folha de papel com um texto. Bom, hummmm, o chocolate. Legal o texto. Bem melhor do que esperaria. Alguém me lembrou de um tempo em que haviam algumas comemorações das datas festivas aqui no trabalho. Era o tempo em que eu gostava de organizar coisas assim, antes de enjoar, de ser enjoada pelos fatos. Era eu que organizava aquilo que a pessoa lembrou. Fiquei feliz.
Primeiro pensei em postar uma música. É, música ou poema é legal. Se você achar um bom; e é rápido. Vieram duas a mente: uma péssima, do Erasmo Carlos, que ele fez para a esposa, na época. Não, coitada, não era tão mal,a canção. Mas não era o que eu queria. Lembrei outra, que adoro:
"Tu és mulher
Tu és um ser
Que pode ser mais do que é
Um passarinho fruta qualquer
Pode ser doce
O fel até
Pode não ser como quiser
Mas serás a guerra e a paz
Serás o bem e não será demais
O mal me quer
Ser se quiseres"
Fagner. É bonito, né? Mas não gostei muito do final da letra. Deixa prá lá.
Entrei no Google, minha musa inspiradora preferida (vai musa, muso acho que não existe, logo o Google é minha "ferramenta de busca" preferida, heheheheheheh). Achei isso. Ó, que bonitinho.

Por fim, nada mais 'mulherzinha' que Avaliação de Peso Ideal online, correto? Eu adoro. 99% das mulheres adoram. Que mal há? Só não foi muito bom o resultado: descobrir que estou no limiar do peso ideal para a saúde, no limiar do IMC ideal. Nunca, jamais confessaria o peso, o IMC. É assim, nada mais mulher que isso. Conforme-mo-nos.
Essa frase última levou-me a uma idéia idiota: "ser mulher é conformar-se". Mas sei, no fundo de meu mau humor, que não é. Estou lendo um livro incrível, sobre mulheres incríveis. Paula, Isabel Allende. Leiam. Este é um verdadeiro presente, garotas, não esqueçam.
Bom, mas deixemos de lero-lero, que o dever me chama. A sirene toca. Farei jus ao meu salário, afinal, foi prá isto que tantos lutamos, quá-quá-rá-quá-quá. Sejam felizes, mocinhas, meninas, velhinhas, quarentonas, trintonas. Ser mulher é massa e não troco por nada.
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