30 de set de 2005

Para quem não sabia, como eu



Dá para ouvir o disco novo da Maria Rita no Uol . Aqui. Clica no segundo link.

29 de set de 2005

Danou-se

BBC Brasil - Google faz parceria com programa espacial americano

A gigante da internet Google assinou uma parceria com a Nasa, a agência espacial americana, com a intenção de desenvolver novas tecnologias para melhorar os programas espaciais. A Google vai montar um novo complexo de escritórios na sede do instituto de pesquisas da Nasa na Califórnia, perto de sua própria sede no Vale do Silício. A cooperação abrangerá áreas como soluções de tecnologia da informação, gerenciamento de dados e nanotecnologia. A Nasa disse que o projeto visa ainda "trazer empreendedores ao programa espacial".


Que se pode esperar de tudo isso? Hein, hein? O GoogleUniverse, heheheheheh? Ou o GoogleGalaxy?

Isto me lembrou um filme que sempre achei que seria péssimo, razão pela qual nunca assistira, e afinal só o fiz semana passada porque não percebi de imediato que era ele. Quando descobri que era Cowboys do Espaço (também, que raio de nome foi esse que arranjaram?), já estava me distraindo com a história. Com Clint Eastwood, Tommy Lee Jones, Donald Sutherland e James Garner. Do Adoro Cinema: "Um piloto da Força Aérea Americana aposentado (Clint Eastwood), que chegou a trabalhar na NASA durante certo período de sua carreira, é chamado às pressas para consertar no espaço um antigo satélite que está com problemas em seu funcionamento. Ele é a única pessoa com a experiência necessária para realizar esta missão, mas para aceitá-la impõe apenas uma condição: que possa levar consigo três amigos como parte da tripulação"".

Não vão esperar muito, obviamente, mas, no final, é perfeitamente passável e divertido...

A frase do dia

"O primeiro sintoma de que as coisas vão melhorar é que elas param de piorar."
Da Querida.

Qualquer semelhança com a eleição de Aldo Rebelo é mera coincidência. Até por causa disto. A frase é que é boa mesmo.

Ah, poxa...

... fiquei triste... Dela, só tenho um cd (o primeiro), mas quando escutava dava viajar para muito longe... Foi tocar para São Pedro e os anjinhos...

Olha ela aqui. Que bom que tem no Uol...



Último Segundo - Morreu hoje em Campo Grande (MS) uma das maiores instrumentistas brasileiras, a violeira Helena Meirelles. Aos 81 anos, a compositora foi vítima de pneumonia crônica aguda. Helena Meirelles só foi descoberta pelo grande público aos 70 anos. Gravou o primeiro disco em 1994, pela gravadora Eldorado. A violista ainda lançou mais dois álbuns pelo mesmo selo, em 1996 e 1997.

Conhecida como a Dama da Viola, Helena Meirelles nasceu numa sexta-feira 13 de agosto de 1924, em uma fazenda no pantanal do Mato Grosso do Sul. Analfabeta e autodidata, aprendeu a tocar aos nove anos, fascinada pelas violas caipiras. Como era proibida de tocar pelos pais, que não admitiam mulher artista na família, escondia-se para ouvir as reuniões musicais organizadas pelo avô. Tempos depois, já animava bailes, festas juninas e noitadas em bordéis freqüentados por boiadeiros como a primeira violeira da região. Desde então, iniciou uma trajetória fascinante, tanto na música quanto na vida pessoal.

Compositora, cantora, violeira, empregada doméstica, passou boa parte da vida tocando em bordéis. Foi casada três vezes e teve 11 filhos, os quais deu à luz sozinha. A união com seu último marido, Constantino Machado, durou 42 anos, até o fim de sua vida.

A família ficou sem notícias suas até o início da década de 1990, quando sua irmã a encontrou bastante doente e a levou para São Paulo. Três anos depois, seu sobrinho enviou uma fita demo para a revista norte-americana Guitar Player. Isto lhe rendeu o prêmio Spot Light Artist.

Primeiro CD em 1994 - Helena é a única brasileira que está na lista das "100 mais palhetas do século" da publicação, por tocar violas de 6, 8, 10 e 12 cordas, ao lado de artistas como Eric Clapton e George Benson. Só então gravou seu primeiro CD Helena Meirelles (1994) pela gravadora Eldorado. A partir daí, com quase 70 anos, começou a lucrar com seu trabalho, até então feito por diversão. Gravou mais dois CDs, Flor de Guavira (1996) e Raiz Pantaneira (1997), também com o selo Eldorado. O último, De Volta ao Pantanal (2002), foi uma gravação pirata feita sem autorização da instrumentista.

Mendigas?

MSN Notícias - Para Valentino, Julia Roberts e Cameron Diaz lembram mendigas

BERLIM (Reuters) - As atrizes Julia Roberts e Cameron Diaz parecem mendigas se comparadas com as glamourosas estrelas do passado, disse o estilista Valentino em entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Hoje você vê Julia Roberts e Cameron Diaz andando por aí desarrumadas com calças de agasalho, elas parecem mendigas. No passado, não se via isso", afirmou Valentino, segundo a publicação


Acho tão engraçado esses "costureiros". E agora entendo quem é que o Ronaldo Esper imita, heheheheheh... Sacumé, aquelas frescuras de não gostar de sandálias, unhas do pé pintadas e dos jeans das atrizes? Deve ser inveja, né?

28 de set de 2005

Xuxu, apaga a luz...



Hoje eu faço meu apagão. É isso aí. "O Procon-Recife e entidades do Estado programaram para às 18h desta quarta um apagão de protesto contra o aumento na tarifa energética.". Do JC. Se liga, e apaga a luz...

O melhor dos blogs...

.. num giro de 10 minutos:

- A nova onda blogal é o Blog ter uma Comunidade no Orkut, associada. Tipo, compre o livro-vejaofilme-ouçaodisco. É assim: digamos que o blog da Sweet, o Maio, 26, tem uma comunidade orkutiana chamada Maio, 26. Hein? É. Foi lendo a Cacau que descobri... Clica na arvorezinha animada que tem lá. Alguns blogs que já possuem comunidades no Orkut, além do da Cacau: Pensar Enlouquece, Objeto Abjeto e Eu, por eu mesma, da Polly.

Eu não sabia dessa, vocês sabiam? Também, eu nem sabia que o Maluf tinha adoecido. "Ando meio desligada"... Mas que o Golias morreu, sim, eu sabia... Precisa colocar link?

- Já foi num show da Perla? Não? Pois experimente um tiquinho dessa emoção lendo a Vilmetes. Conhece não? Conheça!

- A foto da Madona das Rochas que tanto procurei ao ler O Código da Vinci e quem achou foi o Marcus! Agora vou espiar de novo o livro, que não me lembro de mais nada do que ele especula sobre a pintura!

- Testes, testes, sempre queridos. Vindo lá do querido Belas Imagens.

27 de set de 2005

Tocando na cachola...

"O cara nais underground que eu conheço é o diabo
Que no inferno toca cover das canções celestiais
Com sua banda formada só por anjos decaídos
A platéia pega fogo quando rolam os festivais

Equanto isso deus brinca de gangorra no playground
Do céu com os santos que já foram homens de pecado
de repente os santos falam "Toca, Deus um som maneiro!"
E deus fala "Aguenta! Vou rolar um som pesado!"

A banda cover do diabo acho que já tá por fora
O mercado tá de olho é no som que Deus criou
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor
"

(Heavy Metal do Senhor - Zeca Baleiro)

Será?

Site do Senado Federal - Ministro prevê redução de tarifa básica de telefone

Trinta e cinco milhões de brasileiros poderão ser beneficiados com a redução do preço da assinatura básica dos telefones fixos, segundo previsão feita nesta terça-feira (27) pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao final de uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação (CE) sobre a implantação da televisão digital no Brasil.

A tarifa, segundo informou, deverá ser reduzida em 50% para os assinantes que tenham renda de até três salários mínimos. A decisão, de acordo com o ministro, poderá ser anunciada ao final de uma reunião que ele terá nesta quarta-feira (28) com representantes das empresas nacionais de telefonia.

- Atualmente o que existe na telefonia fixa é quase uma barbaridade, pois o pobre paga pelo telefone do rico, uma vez que praticamente só recebe chamadas - afirmou.



Complemento o ministro: o pobre tá usando telefonia fica de cartão, tô certa? Acabaram os créditos, acabou-se o telefone...

O "rico" tá parcelando as contas. Adeus interurbano ou ligações para celular.

Bah!

Às armas?

Faltando menos de um mês para o referendo pelo desarmamento, sobre o dia 23 de outubro apenas sei uma coisa: vou trabalhar nas eleições. Em que votar, nem,nem... Ainda, sinceramente, não sei. E essa indecisão começou a me preocupar essa semana, depois de receber esse texto por email. Estranho que, imaginando não ser eu a única indecisa de plantão, o TSE resolva reduzir o tempo de propaganda destinado a discussão no assunto na sociedade. Quanto mais se fale do assunto melhor, acredito.

Importante observar do que trata o denominado "Referendo do Desarmamento". O erro começa pelo uso da expressão DESARMAMENTO. De fato, é sobre o comércio das armas de fogo que iremos decidir. O senado federal organizou um site interessante sobre o assunto (que infelizmente intitula-se "Site sobre o Desarmamento"). Vindo de lá:

"Referendo

O referendo é outra forma de consulta popular sobre matéria de acentuada relevância, na qual o povo manifesta-se sobre uma lei após ela estar constituída. Assim,o cidadão apenas ratifica ou rejeita o que lhe é submetido.

É isso que ocorrerá em outubro deste ano com o Estatuto do Desarmamento. O povo será chamado a se manifestar quanto ao art. 35 da lei que diz: “É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei” (rol dos agentes que podem portar arma de fogo).

Como este artigo causará um impacto sobre a indústria brasileira de armas, a população dirá se concorda ou não com ele. Caso a população, em maioria simples, referende esse artigo, isto significará, em última instância, um desarmamento total do cidadão comum."


O site, obviamente, defende o "desarmamento". Apesar de minha tendência natural pelo "sim" achei isto bem ruim, porque é um contrasenso que se consulte a população de maneira parcial, induzida. Afinal, não se quer promover o debate?

Em tese, eu sempre votaria contra o comércio de armas (embora esteja meio que convencida de que não será esta a preferência da população). Se não ouvisse ninguém, se não lesse nada, se atendesse apenas a meu coração, não haveriam dúvidas. Já tive armas em casa e já detestei tê-las. Consegui não tê-las mais, pretendendo que prossiga assim ad eternum. Ademais, sou fã do Michal Moore, adorei Tiros em Columbine (vejam). Infelizmente, porém, no país em que vivemos, fica sempre difícil crer nas boas intenções de quem quer que seja. A pulga não sai nunca de detrás da orelha do bom matuto...

Pois é, resumindo, estou esperando ser convencida. Considerem aberta a temporad... ops, a ciranda!

25 de set de 2005

Pode ser primavera...

... só que o Maio tá é verão...



Domingão básico em família na praia. Banho, sal, menino enfarinhado. Peixe, cerva, sol e mar. Comida de ambulante, pipa, costas assadas, maresia. E o torpor de depois.

Tá certo é o Gil.

Tomar pé na maré desse verão
Esperar pelo entardecer
Mergulhar na profunda sensação
De gozar desse bom viver

Bom viver graças ao calor do Sol,
Benfeitor dessa região
Natural, da jangada do coqueiral,
Do pescador,
De cor azul,
Bela visão, cartão postal,
Sabor do mel , vigor do sal
Cores da pena de pavão
Cenas de uma vibração total

Cores vivas,
Eu penso em nós
Pobre mortais,
Quantos verões
Verão nossos
Olhares fãs,
Fãs desses céus tão azuis?

(Cores Viva - Giblerto Gil)



23 de set de 2005

Para rir, depois dessa:

ASSALTANTE PARAIBANO
Ei, bichim...
Isso é um assalto...
Arriba os braços e num se bula, num faça munganga... Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim, se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teus bofe pra fora ... Perdão meu Padim Ciço, mas é que eu tô com uma fome da moléstia.

ASSALTANTE BAIANO
Ô meu rei... ( pausa)
Isso é um assalto... ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não...(outra pausa )
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ...Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa pra pausa)
Num repara se o berro está sem bala, masé pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, (pausa)
Vou deixar teus documentos na encruzilhada ...

ASSALTANTE MINEIRO
Ô sô, prestenção ...
issoé um assarto, uai.
Levanta os braço e fica quetin quêssetrem na minha mão tá cheio de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje e vai andando, uai !
Tá esperando o quê, uai !!

ASSALTANTE CARIOCA
Seguiiiinnte, cara...
Tu tá ferrado. Isso é um assalto ...
Passa a grana e levanta os braços rapá ... Não fica de bobeira que
eu atiro muito.... Vai andando e se olhar pra traz vira presunto ...

ASSALTANTE PAULISTA
Ôoo, meu .
Isso é um assalto, meu!
Alevanta os braços, meu ...
Passa a grana logo, meu ...
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pacomprar o ingresso do jogo do Curintia, meu. Pô, se manda, meu ...

ASSALTANTE GAÚCHO
O gurí, ficas atento ...Báh, isso é um assalto.
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade,tchê.
Passa as pilas prá cá !E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.

ASSALTANTE DE BRASÍLIA
Querido povo brasileiro,estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês,aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, licenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, CMS, PIS,COFINS...Mas não se preocupe: tudo vai dar certo...

22 de set de 2005



Vou confessar mais uma heresia: fiquei com pena do Severino por esses dias, e nem vi ontem o discurso de renúncia. Mas fazer o que, se, como diz o ditado, até os canalhas envelhecem...

De tudo isso, uma coisa é certa: agora todo mundo sabe que existe uma cidade chamada João Alfredo no mapa, heheheheh.. Eu, que sou pernambucana, não sabia. Até Festival de Cultura que tem lá sai no jornal agora! Ó só...

21 de set de 2005

O Dia (ou A Manhã, talvez...)

Cansei de esperar o Unkymoods voltar, perceberam? O i-eu não é tão bonitinho, mas "selve". Como sei ser ingrata, se alguém tiver um mais bonitinho por favor me indique.

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A frase do dia: "Pensando bem, Fora do ar não era um nome de programa, era uma profecia." (Da Querida, sobre o encerramento do programa do SBT com Hebe Camargo, Cacá Diegues, Kajuru e 'La' Galisteu. Eu gostava).

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Ainda "tevelisão": a Record está abrindo concurso para roteiristas de novela. Achei uma baita novidade. Peguei lá na Vera, blogueira recentemente lida e que tá prá entrar nos links do Maio...

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Tocando na cachola : Desde que o samba é samba, com Cae e Gil.

20 de set de 2005

E eu fui conhecer o Rio

Hoje devo estar batendo o meu recorde de posts no mesmo dia. Isso é bom; mas é ruim, porque sei (como leitora de blogs que sou) que a maioria dos leitores de blogs não tem muito tempo e/ou paciência para "descer" as páginas e ler tudo, em geral. Normalmente a gente se detêm nos dois mais recentes posts, né? De qualquer maneira vai mais um. Uma música que eu queria a tempo postar. Porque fala de uma Cidade Maravilhosa que quis por muito anos conhecer (uma adolescência toda, para ser exata), e conheci! E me deu medo e me encantou. Como hoje é dia de um aniversariante que pelo pouco que conheço me parece ser a cara dessa cidade, vai para ele a música do Renato Teixeira - um caipira que se deslumbrou como eu com a Maravilhosa. É prá tu, visse, Jôka? E é linda essa música, escute, viu?

A primeira vez que eu fui ao Rio
(Renato Teixeira)

Certa manhã
Quando o sol mostrou a cara
Nós pegamos nossas malas
E eu fui conhecer o Rio
Eu e meu pai,
Numa rural já bem usada
Nos pusemos pela estrada
Muito longa, que nos leva
Para o Rio de Janeiro.
Eu tinha lá
Meus 15 anos de idade
E era tanta ansiedade
Que eu nem consegui dormir.
A noite que,
Precedeu nossa viagem
Foi noite de vadiagens
Pela imaginação,
Fala baixo coração.
Nos hospedamos
Num hotel muito elegante
Em plena Praça Tiradentes
Pois meu pai quis me mostrar
Primeiro a parte da cidade
Que é cigana
Depois sim Copacabana
Onde eu fui vestindo um terno
Passear em frente ao mar.
A noite a gente
Conheceu a Cinelândia,
Com todo nosso recato
Fomos só apreciar.
Antes do sono
Nós ficamos conversando
Sobre o medo que se sente
No bondinho,
Um jeito muito
Carioca de voar.
Foi muito curto
O nosso tempo de estadia
Mas valeu por muitos dias
De coisas pra se contar
Pra gente que,
Leva uma vida mais tranqüila,
De um jeito quase caipira
Ir ao Rio de Janeiro
É o mesmo que flutuar...

Utilidade pública

Recebido por email:

BRASÍLIA. Procons de todo o país se uniram para montar um cadastro inédito que poderá ser acessado, na internet, pelo consumidor brasileiro. O Ministério da Justiça lançou ontem o site (www.mj.gov.br/dpdc/sindec) do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), por meio do qual será possível saber se há registro de determinada empresa em algum Procon. O objetivo é permitir que o cidadão escolha, de forma mais consciente, a compra de seus produtos ou a contratação de um serviço. Além do histórico das empresas, o site informará quais são as firmas com o maior número de consultas.

- A partir de agora, os procedimentos de um registro no Acre serão os mesmos de um na Bahia. O objetivo do sistema é conseguirmos o controle mais adequado e correto de todo o mercado de consumo - explicou o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita.


Notícia completa aqui.

A consulta de fornecedores está neste link. Selecionem a opção "Listagem - Fornecedor".

Atchim!

A camada de ozônio toda lascada e o povo aqui do trabalho ainda a tacar Bom-ar nas salas. Eu aguento?

"A sorte comumente favorece os corajosos"

Foi o que Fly, cão pastor fêmea que é mãe adotiva do Porco, em Babe, O Porquinho Atrapalhado Na Cidade, disse ao "protagonista" a fim de convencê-lo a ir com sua dona até a cidade. Assistido na sessão das oito do Disney Channel dia desses com a filhota. O dono do Porco se acidenta e o banco vai tomar sua fazenda. A mulher resolve levar o Porco para uma exposição, a fim de levantar dinheiro. Mas Babe não quer ir para a cidade. Afinal, quem o convence a ir é Alexandre, heheheheh...



Filme genial. Frase genial. Já disse isso aqui, né? Sempre vale repetir....

Divulgando, divulgando, divulgando

A pedidos. E porque gosto muito dela.

Livrinhos para as crianças dia 12

Promoção no site Submarino, livrinhos por 10,00. Lá tem coisinhas como:

-Títulos de Monteiro Lobato, entre eles "A Pílla Falante", "As Jabuticabas", "Narizinho Arrebitado" e "O Nascimento do Visconde";

-"Animais Fantásticos e onde Habitam" da Rowling;

-Livrinhos da Ediouro, da minha infância/adolescência, como: "Memórias de um Fusca" e "Confissões de um viralata" (Orígenes Lessa) ; "O irmão que tu me deste", "Rosa, Vegetal de Sangue: uma Tragédia Carioca" e "Uma história de amor" (Carlos Heitor Cony); e "Um presente para Cláudia" (nossa, eu adorei esse, lembro!);

-Além de clássicos como "As viagens de Gulliver", "As aventuras de Tom Sawier" e "Romeu e Julieta" (na versão de Ganymedes José, outro escritor que também esteve em minhas primeiras leituras).

Dia das crianças chegando, não deixa de ser uma dica boa e econômica!

19 de set de 2005

Tocando na cachola...

... por conta desse dia tão maravilhosamente de verão.



"Dia de luz
Festa de sol
E um barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
Vai saindo desse mar e o sol
Beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
É a vontade de cantar
Céu tão azul ilhas do sul
E o barquinho, coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão e então
O barquinho vai
A tardinha cai
O barquinho vai..
"
(O barquinho - Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli)

Religiões, tsc, tsc...

Numa rua tranquila, em um bairro central, entre residencial e comercial, da cidade do Recife. Uma casa branca, de bom aspecto. Numa localidade onde há muitas clínicas médicas, parecia mais uma, com seus confortáveis cadeirões na varanda. Uma placa: "Sukyo Mahikari - Purificação e Elevação Espiritual". Com uma chamada dessas, quem não tem vontade de entrar?

Fiquei curiosa. Adivinhem o o que dizia o primeiro link que o Google me indicou...
Alguém mais além de mim tendo problemas com o GMail depois do tal aproveitamento dos cadastros pelo Orkut? Primeiro: o Orkut, que já era cute-cute, agora fecha inexplicavelmente quando a gente manda gravar um recado ou um comentário em tópico de comunidade. Depois: fui entrar no GMail, que já apresentava mensagens de congestionamento, e ele me responde: "O Gmail não está disponível no momento. Com os dedos cruzados, tente novamente daqui a alguns minutos. Pedimos desculpas pelo transtorno causado". Hein?

Você sabe o que é?

Crédito de carbono?

Foi minha amiga-engenheira-florestal (chiquérrima) quem primeiro me falou disto. Pude parcamente captar algo com minha obtusa mente pouco dada à lida dos temas em "economiquês" e em "ecologiquês", mas ainda não sei traduzir, então segue a melhor explicação que encontrei na rede "A grande inovação do protocolo (de Kyoto!) foi fixar limites legais e metas de emissões para os países signatários (que países? Lá embaixo) e criou dispositivos para que isso seja alcançado. Um dos principais e mais comentados é o sistema de crédito de carbono, pelo qual um país que não conseguir atingir suas metas poderá "comprar" cotas de outros que poluem menos. Espera-se, com isso, criar um fluxo financeiro dos países desenvolvidos para as nações mais pobres, tanto em termos de investimentos diretos em projetos de desenvolvimento sustentável quanto na compra dos créditos de carbono"

Porém, li no Consultor Jurídico que a política na verdade favorece mais ao mercado que ao meio ambiente em si. Segundo o diretor da Nuclen, Joaquim Francisco de Carvalho "Na verdade, os créditos de carbono são apenas papéis, transacionados de um lado para o outro, enquanto os grandes poluidores continuam a lançar na atmosfera, diariamente, milhões de toneladas de gás carbônico e outros gases de estufa. Por outras palavras, mediante o chamado ‘Mecanismo de Desenvolvimento Limpo’, a compra de créditos de carbono confere aos países desenvolvidos e densamente industrializados o direito de poluir e continuar poluindo, mas o que é urgente é que a poluição seja drasticamente reduzida". Hummm...

Para completar, o texto que a Brígida me enviou neste fim-de-semana e que deu o pontapé inicial para este post:

"BOLSA DO RIO DE JANEIRO COMEÇA A OPERAR COM CRÉDITOS DE CARBONO NO PAÍS - Aos poucos o Rio de Janeiro vai retomando a sua condição de importante mercado financeiro do país, devido ao adiantado processo de revitalização da Bolsa de Valores (BVRJ) que vem contando com o apoio do Governo do Estado. Depois de ter tido suas ações reiniciadas em 2004 pela governadora Rosinha Garotinho, com os "pregões" da Cultura, e de ter ativado recentemente os leilões de energia elétrica de curto prazo, a instituição prepara para o próximo dia 15 o seu ingresso no mercado de "créditos de carbono". O pregão será o primeiro do gênero entre os chamados "países emergentes", transformando projetos de redução de gases que causam o aumento da temperatura média do planeta em ativos financeiros.
(...)
Os pregões a serem realizados na BVRJ permitirão a entrada em vigor do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões, levando o Rio de Janeiro a transformar-se num pólo gerador desse tipo de negócio. "O intuito é oferecer, numa primeira etapa, um banco de dados de projetos, já validados ou em fase final de execução, e organizar a negociação dos créditos de carbono, procurando dar maior visibilidade para os investidores e possíveis compradores de RCEs (Reduções Certificadas de Emissões)", diz o secretário Wagner Victer.
- Texto completo aqui.

Pois é, depois de ler uma notícia dessas eu tinha que falar sobre os créditos de carbono da Brígida...

As metas para os principais poluidores:

União Européia -8%
Estados Unidos -7% (que piada...)
Canadá, Hungria, Japão e Polônia -6%
Croácia -5%
Nova Zelândia, Rússia e Ucrânia - 0
Noruega - 1%
Austrália - 8%
Islândia - 10% (putz, a Islândia, hein?)

16 de set de 2005

Só me faltava mesmo...

..., numa sexta-feira dessas, saber que fui um "carroceiro que nasceu no ano de 1622 d.C. na região onde hoje fica a Irlanda" numa vida passada. Tsc tsc... Foi aqui que disseram (testezinho, pessoas)... E foi a Cássia quem contou

Prá melhorar o dia

"Olha para o céu, tira teu chapéu
pra quem fez a estrela nova que nasceu
traz o teu sorriso, novo, espacial
pra quem fez a estrela, artificial.

Eu sei que agora a vida, deixa de ser vã
pois há mais luz na avenida, e mais um astro na manhã
quem volta do seu campo ao sol poente vem dizer
que a estrela é diferente e fez o trigo aparecer,

Olha para o céu, tira teu chapéu
pra quem fez a estrela nova que nasceu
não é pra São Jorge e nem pra São João
pois não é outra lua e nem é balão.

Quem mora no Oriente, não vai se incomodar
ao ver que no Ocidente, a estrela quer passar
não há mais abandono, nem reino de ninguém
Se a terra já tem dono, o céu ainda não tem,
por isso vem.

Deixa o cansaço, apressa o passo e vem correndo
pro terraço e abre os braços
para o espaço que houver
quem não quiser deixar a terra em que vivemos
pelos astros onde iremos
vai ouvir ver e contar
tantas estrelas quantas forem nossas naves
noutros mares mais suaves a voar, voar, voar

(Espacial - Belchior)


Tô igualzinha a ele, hoje. Nem parece que acabou agosto...

15 de set de 2005

Eita, ladroagem

Roubei lá da Mary, que fez um post-confissão também, gente! Uai, 'mocionei!

Aí me deu vontade de responder este...

Se fosse uma flor - do campo
Se fosse um brinquedo - boneca de papel
Uma música - dos Beatles
Uma cor - azul
Um filme - As Pontes de Madison
Uma comida - sopa com pão e presunto e queijo
Uma bebida - suco de limão
Um disco - um vinil
Uma maquiagem - lápis preto
Um periférico do PC - gravador de dvd
Um programa de tv - Anos Incríveis (te imitei, Mary)
Um cômodo da casa - varanda
Um objeto - livro
Uma árvore - mangueira
Uma fruta - umbu
Um bicho - peixe
Um lugar - Noronha
Uma estação do ano - primavera

Update - Não percam o "Se o Harry (Potter) fosse ... seria..." que a Mary postou lá na Cozinha. Hilário!

O pedido de Bush

Essa eu tive que parar de trabalhar para postar...


(clique na foto e leia a notícia)

Fiquei até duvidando, mas como consta que foi uma repórter da Reuters quem tirou... Vou acreditar.

Roubada do Marcelo. Falta de tempo, gente...

E tô aqui doida para saber o que o Michael Moore vai dizer disso. O cara vai enlouquecer...

14 de set de 2005

Sendo rápida

Horário de verão dia 16 de outubro. Significa para nós, nordestinos, acordar de madrugada, com as galinhas, e dormir tarde, pela desorientação proporcionada pelos horários da Grobo....

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Voltou a estar na tela inicial do Blogger sessão para explorar os blogs mantidos pelo serviço. Bom para conhecer novos coleguinhas. Tem link para o GoogleSearch. O Blogger também é do Google e eu não sabia?

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Lendo Anjos e Demônios, afinal. Pensei que ia custar para ler, mas pelo jeito, não: tô engolindo o filmelivro. O detalhe é que já tem livrinho sobre o livrinho.

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Ando atrasadíssima com a leitura dos blogs amigos, vão desculpando aê...


Ess Google não pára. Roubei da Querida.

10 de set de 2005

Réu confesso

Eu já comi comida que caiu no chão.
Já espiei uma pessoa escondida no carro
e já sai de noite atrás de outra.
Já comi do prato depois de achar cabelo.
Já chorei com comercial,
já fiz bolo "solar",
já fui filha rebelde,
e já vi bem de perto alguns cigarros de algumas coisas, já, mas odeio fumaça.
Já chupei cabelo molhado,
já dancei balançando a cabeça,
já virei noite estudando, farrando,
lendo e navegando,
mas nunca trabalhando,
que Deus é pai, não é padrasto.
Já cortaram meu ponto,
já tirei zero,
já tirei dez,
já joguei no trabalho,
já estourei cartão,
já estraguei almoço,
já peguei no pé,
levei empurrão,
cai de moto,
salvei vida,
bati carro,
dei tapão na cara, sabe bofetada?
Taquei um livrão numa cabeça,
certa feita.
Roubei caneta,
lavei motor que não podia,
me fiz de vítima.
Esqueci torneira ligada,
esqueci chave por fora,
esqueci de fechar a porta,
(filha no carro, porta abrindo, carro rodando),
esqueci, esqueci, esqueci.
Perdi carteira,
perdi cartão,
perdi filha na praia,
perdi, perdi, perdi.
Derrubei do carrinho,
devolvi fósforo aceso a sua caixa.
Pus fogo em bolo de aniversário.
E namorei em alguns lugares improváveis,
sim, eu namorei, mas quem não fez?
Me embriagar, precisa falar?
Chorar sentada e bêbada na calçada, precisa?
Só uma vez.
Tive crise de riso com "Débi e Lóide", "Corra que a polícia vem aí", não cheguei na metade, entre outros, de "O Mundo de Sofia" e "O Senhor dos Anéis", sem falar que vi todos os filmes mas não gostei mesmo de nenhum.
E não, não passei ainda do Nível 8 no Clue Side.
E, sim, eu tiro catota. Muita.
Mas nunca, nunca atendi celular no cinemateatroreunião.
Só na aula, pouquíssimas datas.
Escrevi poema,
escrevi letra,
escrevi canção,
plantei árvore,
fiz blog e fiz filho.
Mas não posso morrer,
deve ser pelo livro.
Mergulhei com peixinho
e tubarão, literalmente,
essa não pode faltar.
Voei de ultra-leve,
desmaiei por anemia,
mas nunca quis me matar,
não, não, não, não,
considero um privilégio.
Já fui bem mazinha,
tenho cara de chata,
tenho quadril muito grande,
tenho cara de índia (ou de hindu, talvez),
tenho amor platônico,
fiz milhões de listas,
um milhão de feiras,
um milhão de dívidas,
greve, passeata,
e também 'tava nas "diretas-já",
na carreata do impeachment,
e, sim, votei três vezes no Lula,
e, sim, ainda não acredito em "voto em branco".
E, ainda, devo confessar, estraçalhei alguns corações,
poucos, não por mal,
em troca já me dei mal com o rapazinho das asas, pode crer.
Já dei grito em menino,
já dei palmada em menino,
já menti prá menino,
pus de castigo mesmo meus sobrinhos,
e pus menino prá dormir mais cedo para ver o filme das dez, isso eu fiz.
E menti para ladrão, isso faz mal?
Mentir socialmente já menti.
Mentir por causa nobre já menti.
Mentir descaradamente não menti,
devo confessar.
Não faço escova mais de uma vez por semestre,
não faço as unhas mais de uma vez por mês,
e lavo cabelo dia sim dia não,
mas jamais passaria oito dias sem lavá-lo por uma escova,
perdoem-me as vaidosas.
Adoro e não sei dançar.
Adoro e sei nadar.
Adoro e sei cantar, mas estou perdendo a voz.
E odeio celular.
Pari de parto normal e dei de mamar.
Fiz sobrancelha só depois dos trinta.
Não depilo com cera, viva a lâmina.
Tenho celulite, sobrepeso,
mas estrias não, muito menos na barriga
mas isso (barriga), tenho, sim,
daquelas que faz dobrinha.
Tenho inveja, sentimento de posse e ciúme.
Compulsão alimentar.
Pronto.
Podemos começar a sessão?

9 de set de 2005

Que se faz do vazio?




C O R E S


"Tem dias que eu acordo meio estranho
As flores brilham quando eu as apanho
E o sol me bate de um jeito novo
Lá fora o mundo é tão perigoso

Depois daquele morro tem um rio
E pelo rio vai seguindo meu rebanho
Não ia lá, tinha medo, tinha frio
Agora eu entro no riacho e tomo banho

E assim nós vamos indo pouco a pouco
Rio abaixo a correnteza nos levando
E a vida faz com que eu me sinta meio louco
E eu vou nadando, vou nadando, vou nadando...

Rio abaixo
Tem que nadar com a multidão
Rio abaixo
Olha o ladrão
O cidadão e o figurão
Rio abaixo
Alô João!
Tem que nadar com a multidão
Rio abaixo
Pro oceano
Tem que nadar pro oceano
Pro oceano, oceano, oceano, oceano
Rio abaixo
É o rio do rebanho
O oceano, oceano, oceano, oceano"

(Rio Abaixo - Renato Teixeira)

8 de set de 2005

Eu adoro esse cara

"Você tem alguma idéia de onde estão todos os nossos helicópteros? É o quinto dia do Furacão Katrina e milhares continuam ilhados em New Orleans a espera de resgate. Pra que lugar deste planeta você conseguiu extraviar todos os nossos helicópteros militares? Você precisa de ajuda para achá-los? Uma vez, perdi meu carro num estacionamento da Sears. Cara, foi um saco.
(...)
Na quinta passada, eu estava no sul da Flórida. Depois de alguns instantes, o olho do Furacão Katrina passou sobre a minha cabeça. Só era um furacão de categoria 1, mas já estava bem feio. Onze pessoas morreram e até hoje havia casas sem energia elétrica. Naquela noite, o meteorologista disse que a tempestade estava a caminho de New Orleans. Isso foi na quinta-feira! Alguém te falou alguma coisa? Eu sei que você não queria interromper as suas férias e eu sei o quanto você não gosta de receber más notícias. Ainda mais porque você tinha que comparecer a eventos e havia mães de soldados mortos para ignorar. Você sem dúvida ensinou algo a elas!

O que mais admiro no seu comportamento diante da situação é como no dia após o furacão, em vez de voar para Louisiana, você voou para San Diego para se divertir com os seus amigos empresários. Não deixe que as pessoas te critiquem por isso – afinal, o furacão já tinha passado e que diabos você poderia fazer, colocar o seu dedo no dique?
"

(carta pública de Michael Moore para George W. Bush ) - vá até o post de 03 de setembro para ler tudo.

5 de set de 2005

Rápido revival da Segunda Fútil

O que o povo não faz para aparecer. Não me admira se isso não foram os próprio marketeiros da moça que puseram ...

Mais música

Para minorar os efeitos sobre os nervos depois de tanto furacões, incêndios, mensalões, enfim...

"Quero cantar pra você
Segunda-feira de manhã
Pelo seu rádio de pilha tão docemente
E te ajudar a encarar esse dia mais facilmente

Quero juntar minha voz matinal
Aos restos dos sons noturnos
E aos cheiros domingueiros que ainda boiam
Na casa e em você
Para que junto com o café e o pão se dê
O milagre de ouvir latir o coração
Ou quem sabe algum projeto, uma lembrança
Uma saudade à toa
Venha nascendo com o dia numa boa

E estar com você na primeira brasa do cigarro
No primeiro jorro da torneira
Nos primeiros aprontos de um guerreiro de manhã
Para que saias com alguma alegria bem normal
Que dure pelo menos até você comprar e ler
O primeiro jornal."


(O Primeiro Jornal - Abel Silva/Sueli Costa).

Como diria o Zé Mário Austregésilo: Bom dia, mas bom dia mesmo.

Ah, ia sisquecendo. Essa vai especialmente para a Lu, que está aniversariando, mas andou lendo jornal demais neste fimde. Lê menos, menina. E parabéns!!!!!!!!!

4 de set de 2005

Fito Paez



Conhece não? Pois conheça, cabra. O Herbert conhece, Caetano também. Eu estou pretendendo conhecer mais, ele está lá na minha listinha de Sonhos de Consumo, hehehehhe...

"Te vi
Juntabas margaritas del mantel
Ya sé que te traté bastante mal
No sé si eras un angel o un rubí
O simplemente te vi

Te vi
Saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron outra vez
La llave de Mandala se quebró
O simplemente te vi

Todo lo que diga está de más
Las luces siempre encienden en el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender
Es solo un rato no más
Tendría que llorar o salir a matar
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba a nadie y te vi

Te vi
Fumabas unos chinos en Madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
No hacías outra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi

Me fui
Me voy de vez en cuando a algún lugar
Ya sé, no te hace gracia este país
Tenías un vestido y un amor
Yo simplemente te vi"
(Um vestido y un amor)

2 de set de 2005

Texto grandão

Desde o início da semana quero postar este texto recebido por email. Não conheço o autor, não posso confirmar a fonte, mas vou colocar aqui como recebi . Não tive muita coragem antes porque muito grande (sim, me preocupo com os olhinhos dos leitores daqui). Pensei em novo post ao estilo O Melhor dos blogs..., de ontem; iria junto à outro da Rosana, este do Frei Betto encontrado no Primado do Opinante, porém daí ela veio (a coragem).

O mensalão de todos nós
Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo

Numa tarde de sexta-feira, recebi um telefonema de um amigo me convidando para ir a um churrasco na sua casa. O churrasco seria a despedida de um outro amigo nosso que havia sido transferido de cidade.

Acontece que na naquela noite eu tinha que dar aula na faculdade. Melhor, eu tinha que dar quatro aulas na faculdade e, por isso, não poderia ir ao churrasco de despedida do amigo. O problema é que eu queria ir ao churrasco e, também, não queria dar as aulas que eu tinha que dar. Instalou-se, então, um conflito. De um lado gritava o desejo de não dar aula e de estar junto dos amigos em uma comemoração e de outro reinava a obrigação que deveria ser cumprida. Como solucionar o problema de uma forma que eu ganhasse nas duas frentes era o que eu tinha que fazer. Mas, como?

Bem, eu agi como, geralmente, todos nós agimos: fiz de conta que estava cumprindo com a minha obrigação quando, na verdade, fui de encontro à satisfação do meu prazer e me menti várias vezes dizendo aos amigos que havia deixado os alunos estudando na biblioteca da faculdade. Parecia que eu queria me convencer transformando em verdade uma mentira que eu sabia que era mentira, já que tinha sido eu o seu protagonista.

O churrasco iria começar às oito horas da noite e a aula às sete e meia. Ora, fui para a faculdade, registrei a aula, fiz a chamada e inventei uma aula de leitura na biblioteca com a desculpa (ou melhor, mentira) que eles (os alunos) precisavam ler mais e mandei que se dirigissem à biblioteca, abandonando a turma. Depois, fui à outra turma (a que iria assistir aula depois do intervalo) e fiz a mesma coisa. Depois disso, saí para o churrasco querendo acreditar que havia cumprido religiosamente com o meu dever de professor.

No churrasco, fiquei numa mesa com o dono da casa, que é médico, o amigo que estava sendo homenageado, que é policial, um amigo do homenageado que é advogado e político e a sua esposa que é universitária e estuda no período da noite. Entre muita cerveja e pouca carne o assunto era um só: a roubalheira dos nossos políticos e a assividade da sociedade (todos nós) mediante a podridão do episódio do mensalão. Todos nós estávamos revoltados e propondo soluções para o melhor funcionamento da máquina pública e para o resgate da ética entre a classe política.

O dono da casa receitou para o país o seguinte tratamento: "precisamos renovar a classe política. Há trinta anos que no Brasil os políticos são os mesmos e há trinta anos que eles fazem as mesmas coisas". Lógico, que todos nós concordamos e assinamos em baixo da sua receita mostrando-lhe apoio e solidariedade.

Depois disso, surge no grupo o plano da universitária. Segundo ela, "ou resgatamos os valores morais da sociedade ou estaremos condenados, para sempre, ao subdesenvolvimento". Mais uma vez, todos nós concordamos e quase aplaudimos. Principalmente eu, que "sou professor".

Lá para tantas, o policial homenageado decretou: "o problema do Brasil é a impunidade. Os políticos roubam e nada acontece com eles". Nesse momento todos nós falamos, citando exemplos, que corroboravam com a verdade falada pelo amigo militar deixando claro que acreditávamos que ele estava com a mais pura razão.

Depois disso, falou o político. Começou defendendo a classe, dizendo que "nem todos os políticos são corruptos, mas que alguém deveria, sim, promover uma limpeza nas instituições nacionais e em todos os níveis para o bem geral da nação". Em tese, ele aperfeiçoou a receita do amigo anfitrião.

Num dado momento, o telefone do dono da casa tocou e ele se afastou um pouco para atender. Não deu para ouvir o que ele falava, mas era notório que ele vociferava bravo. Cerca de um minuto depois ele retornou à mesa e, com raiva, falou que "não dava para trabalhar com certas pessoas".

O telefonema que ele havia recebido era do hospital. Naquela noite ele estava de plantão, mas ele já havia passado no trabalho e, para o meu consolo, havia usado a mesma tática usada por mim na faculdade. Chegou cedo no hospital, visitou alguns pacientes e leu "por cima", os prontuários dos outros. Depois de uma hora foi para casa e deixou a seguinte recomendação: "só me liguem em caso de extrema emergência ou se aparecer pacientes particulares". Sendo assim, era um absurdo a enfermeira lhe telefonar só porque chegara um senhor de sessenta e quatro anos de idade com suspeita de infarto. "Se, ao menos ele estivesse sido diagnosticado, ela poderia me
ligar", desculpou-se.

Ele "receitou" alguns medicamentos pelo telefone e disse que a enfermeira podia retornar a ligação (se ela tivesse coragem para isso), caso acontecesse alguma coisa.

Na tentativa de aliviar o clima, perguntei ao amigo que estava recebendo a homenagem se ele já havia feito a sua mudança. Ele respondeu que sim e, satisfeitíssimo, contou que a mesma não tinha lhe custado nada. Intrigado, pois sabia que ele estava indo morar em uma localidade distante quase quinhentos quilômetros da nossa cidade, perguntei como isso havia acontecido.

Segundo ele, o dono de uma transportadora lhe havia retribuído "um favor", já que ele, meses antes, tinha "resolvido" uns probleminhas de multas nos seus carros que poderiam lhe custar a habilitação e, até mesmo, a sua empresa!

De repente, a esposa do político liga para uma colega que estava assistindo aula para saber se tinha dado certo "aquele plano". Ou seja, o plano da colega responder a chamada por ela enquanto ela estava no churrasco, pois ela já estava "pendurada nas faltas" na disciplina em questão e não poderia, "por nada", ser reprovada. E, toda feliz, sorriu com a assertiva da colega.

O plano havia dado certo. Mais feliz, porém, fiquei eu, pois a faculdade que ela devia estar assistindo aula era a mesma que eu devia estar lecionando. Portanto, eu estava diante de uma companheira de enganação.

Em um outro momento, o anfitrião pergunta ao político como iria ficar o caso de uma determinada pessoa. Apenas isso. E ele respondeu que tudo estava indo bem. O único problema era que na secretaria almejada já havia alguém concursado ocupando cargo que tal pessoa pleiteava, mas que ele não se preocupasse, pois estavam estudando uma medida legal (?) para transferir o "dito cujo" de função ou de setor para a vaga "do fulano" ser ocupada por ele. "Ele é um que não pode ficar de fora, pois foi comprometido com a gente até o fim", finalizou.

Em meio a tudo isso, não deixávamos de falar das CPI's, da corrupção dos políticos e da cumplicidade da sociedade que, apática, não movia uma palha para mudar nada.

Chegando em casa fui pensar naquela noite e em tudo o que havia presenciado. De repente, me dei conta que o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro está certo quando diz que "nós vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade e que esse negócio de dizer que as elites são corruptas mas que o povo é honesto é conversa fiada.

Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável".

O melhor era que eu não precisava pesquisar em nenhuma fonte bibliográfica para concordar com o escritor. A sua afirmação estava magistralmente retratada no meu comportamento e no comportamento dos meus amigos naquela noite e naquele churrasco que eu havia freqüentado.

Para começar, eu roubei o povo ao fazer de conta que estava dando aula quando na verdade não estava. Da mesma forma, como professor, eu estou surrupiando (roubando) a sociedade quando adoto como metodologia de ensino os tão conhecidos seminários apenas para não dar aulas com a mentira disfarçada de desculpa bem intencionada de que os alunos precisam treinar a arte de expressar bem as suas idéias. Isso pelo fato dessa afirmação não ser verdade, mas parte de uma verdade maior.

É lógico que os alunos precisam treinar a arte de bem expressar as suas idéias, mas depois de serem ensinados e conduzidos pelo professor que, por sinal, é pago para fazer isso. A verdade inteira é que, quase sempre por motivos pessoais, o professor acaba transformando o que seria uma, de várias técnicas de ensino, em sua prática regular de ensino e o resultado é uma enorme massa de estudantes "transfigurados", da noite para o dia, em professores dos professores que deviam ensinar, mas não ensinam.

E o que dizer do anfitrião da festa? Do médico que estava "tirando plantão" e que, portanto, estava ganhando o seu salário e reclamou por ser incomodado, apenas porque um senhor de idade estava com suspeita de infarto? Somos tão imersos na nossa convicção de que somos bons, quando na verdade não somos, que o médico chegou a dizer que, se ao menos o ancião tivesse sido diagnosticado por um profissional, então ele se sentiria na obrigação de ir atendê-lo. Ele só esqueceu de um detalhe: se o plantonista do hospital que, por sinal era ele, estivesse cumprindo o seu plantão, o senhor de sessenta e quatro anos de idade, casado, pai de seis filhos, aposentado e que trabalhava desde os doze anos de idade e contribuía com a previdência há trinta, talvez tivesse sido atendido por um profissional e não tivesse
sofrido um derrame cerebral.

É interessante vermos, também, o caso da universitária, a defensora dos valores morais. E, aqui eu pergunto: quais valores seriam esses? O valor que nós damos ao "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?" O valor que depositamos nos nossos desejos pessoais e nas nossas vontades de uma maneira tão absoluta e absurda que, simplesmente, esquecemos que não vivemos sozinhos "nesse mundão de meu Deus?" O valor que damos ao famoso jeitinho brasileiro que, não custa lembrar, só virou instituição nacional porque nós lhe damos vida com as nossas atitudes?

Sim, porque se formos honestos e verdadeiros com nós mesmos, somos obrigados a admitir que, no geral, esses são os nossos valores porque é assim que nós somos e é assim que nós fazemos, com raríssimas exceções. Os valores que almejamos como ideais, infelizmente, só existem no mundo das nossas idéias e/ou como metas a serem atingidas pelos outros e não por nós.

No caso do policial, ele me mostrou uma coisa bastante óbvia: que é fácil fazer favores com o esforço que não é nosso para sermos merecedores de créditos que também não nos pertencem, para depois declararmos que o nosso país é o país da impunidade, pois os outros, e não nós, são larápios da coisa pública. Por isso que ele resolveu alguns problemas de um amigo onerando o erário, para ser recompensado depois. Ou seja, roubou o coletivo para ser beneficiado no particular.

A mesma coisa se aplica ao político que, lembrando mais uma vez, é também advogado, defensor da lei e da justiça. Pode? Vergonhosamente, pode sim. E, a prova de que isso é verdade está na própria justiça que fazemos. Uma justiça que liberta uma jovem que confessa o planejamento e o assassinato dos pais baseado em um argumento que ninguém sabe qual é e que, por mais legal que possa ser, é imoral e totalmente fora do bom senso; uma justiça que prende as pessoas que filmaram e denunciaram um esquema de corrupção nos correios enquanto deixa em liberdade o corrupto que foi filmado recebendo propina; uma justiça que manda para as cadeias apenas os pobres e os negros; uma justiça que sempre solta os ricos que são presos (quando são) e que é
extremamente distante do povo que a mantém; uma justiça, enfim, injusta e, porque não dizer, muitas vezes criminosa.

Acredito que mais uma vez o Brasil passa por uma oportunidade de ouro para rever-se como país e sair crescido e melhorado de toda essa crise. O grande problema está nas pessoas. Em mim, em você, nos nossos familiares, colegas, amigos e inimigos, parentes e aderentes. Isso, porque, se quisermos realmente uma nação melhor temos que assumir que nós também somos recebedores do mensalão e que, portanto, cada um de nós também é merecedor de sentar nas cadeiras da CPI.

Recebemos o mensalão quando sonegamos imposto, quando matamos aula e inventamos uma justificativa para não levarmos falta, quando faltamos ao trabalho e fazemos de conta que não faltamos (como eu fiz) ganhando o que é indevido, quando copiamos ou compramos CD's piratas, quando pagamos propinas ao guarda de trânsito para ele não nos aplicar uma multa que ele deveria aplicar, enfim, todos nós, cada um a seu modo e com o seu preço, também é culpado, pessoalmente, por tudo isso que está acontecendo no nosso país.

Finalizando, é bom não esquecermos que os nossos políticos não vieram de marte; não vieram de uma outra galáxia ou do céu, mas do nosso meio, um meio que é corrompido por nós, pois somos, também, corruptos e corruptores. É bom não esquecermos, de igual modo, que esse é o real motivo para a sociedade (nós) assistir apática a toda essa decadência, pois no fundo, não é apatia, mas cumplicidade. Nenhum de nós toma uma atitude de mudança porque acreditamos (ou temos a certeza) que se um dia estivermos no lugar dos políticos, faremos a mesma coisa que eles fazem, aumentando o nosso mensalão. Como disse Freud, "seríamos bem melhores se não quiséssemos ser
tão bons", e ele estava certo. Bom seria se tivéssemos a honradez de olhar
para essa verdade constantemente.

Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo
Psicólogo Clínico, Psicopedagogo e Professor Universitário de Psicologia e
Sociologia.

A ponto de vomitar...

...com determinada comunidade orkutiana em que cheguei sem querer. Promoção da "Força dos Brancos". 500 membros. Pelo menos sete outras comunidades relacionadas com títulos e conteúdo assemelhados. Argh, eu tenho que postar. A gente sabe que existe tudo isso na internet, mas, como não procura, quando encontra, fica chocado. Fiquei. Por isso que coisas assim ainda acontecem nesse mundão véio sem porteira.

1 de set de 2005

Rua Ramalhete

Recebido na lista M-musica do Yahoogroups. Deu uma nostalgia danada. Pois é, "sem querer fui me lembrar"... Recordam a música?



Veio daqui. O site do Tavito. Ah, eu adoro as músicas dele do "meu tempo".

E eu nem sabia que tinha uma rua com esse nome. No link News do site do artista tem a história.

Rua Ramalhete

Sem querer fui me lembrar
De uma rua e seus ramalhetes
O amor anotado em bilhetes
Daquelas tardes

No muro do Sacré-Coeur
De uniforme e olhar de rapina
Nossos bailes no clube da esquina
Quanta saudade

Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar no seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido
Vamos deixar tudo rolar
E o som dos Beatles na vitrola
Será que algum dia eles vêm aí
Cantar as canções que a gente quer ouvir

(Ney Azambuja e Tavito)

O melhor do blogs...

.. num giro de 10 minutos:

- Do Café Preto - Músicas de desenhos animados. Supimpa!

- Da Rosana Hermann - Antes e depois do Katrina. Trágico, mas interessante.

- Do Cinzas de Batalha - Porque disse o que eu queria dizer.

- Uma viagem no mar de imagens do blog todo da Palpiteira.

- O post sobre o SOL neste blog da Gueixa em que estreio como leitora. Porque era o que eu queria ouvir e o que precisava desde ontem.
"Ora, bolas, não me amole com esse papo de emprego. Não está vendo? Não estou nessa. O que eu quero é sossego..."
(Tim Maia - Sem link, vocês sabem quem é...)