30 de out de 2006

Dias de Luta

Estou naqueles dias de "queroquevocêmeaqueçanesseinvernoequetudomaisváproinferno". Mas é para ir mesmo, sem passagem de volta. Muito, muito, muito bom.

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Gostei muito da vitória do Lula, sim, algum problema? E da vitória do Eduardo Campos, de quebra. Não dá mais para vestir bandeira e pintar a cara, e nem acho que será possível tão cedo, mas enfim, ser feliz importa. Muito. Quem preferir que fique pensando e falando mal, que eu vou ali sorrir para as margaridas, combinado?

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Tudo isso deve vir disto. Ah, tão delícia. Nem quero pensar no espanto que é ver como nosso país mudou, meu Deus. Com toda desgraça, éramos felizes e não sabíamos. Porque deu tudo tão errado? Tinha tudo para dar certo (não, não tinha, senão, tinha dado). Não existia programinha da MTV chamado "A Fila Anda". Não existia Orkut (essa loucura obtusa, neurótica, histérica, graças a Deus abandonei essa merda), a Cicarelli não existia. O Manoel Carlos não existia, e O Profeta não era essa criatura loura-e-inexpressiva-com-cara-de-anjo, mas o Carlos Augusto Strasser (lembram?). Todos eram sinceros, autênticos e tentavam ser felizes. Não se sobrevivia, se vivia. Sabe do que mais? Essa espécie está fadada à extinção. Tente salvar-se e amar aos seus enquanto não chegamos lá. Ainda é possível.

25 de out de 2006

Conselhos ao findar da tarde

Se conselho fosse coisa que prestasse, se vendia, mas vamos lá. A Sweet é confiável.

Uma foto para eternizar o momento, como seria nos piores cartões de amor.



Tenha prazer ao alimentar-se, isto é muito importante. Só quem já perdeu a fome sabe a importância que há nesta faculdade humana. Animais comem por necessidade. Não comemos por necessidade apenas. Ter paladar é estar vivo, é não ser um suicida.

Durma. Pelo amor de Deus, durma. "A noite foi feita para dormir”, dizia um filósofo que conheci (“Nem tudo em torno do buraco é beira", ele também dizia). Não dormir é degradar tudo que Deus nos concedeu. A noite não é escura à toa. Não dormir é afronta e açoite. Uma atitude nada bela, e devoradora. Os bichos sabem disso; nós, bestas humanas, é que desaprendemos a lição. Por isso, se precisar, tome remedinho (mas não acostume), mas durma. Lembre como mamãe ensinou quando você era bebê. Crianças não sabem dormir, muitas. Ficam numa excitação de dar dó. Tem que ficar calma. Respirar. Luz apagada. Tem que ter mão quentinha, sentir a lembrança da respiração materna, recorde a dela. Ainda não tem para vender, mas arranjem uma penseira*. Fictícia que seja, mas arranjem. Essa parte é essencial.

Jamais se prive daquilo que lhe agrada em benefício de livrar-se de sentimentos indesejáveis. Entenderam? Melhor que sim, porque não vou explicar mais que isso. O fato é que essa estratégia não funciona, simplesmente. Acaba você sem fazer nada que goste, e para quê? Punir-se, o que é uma bosta. Deixe isso pro povo da Opus Deis, pela mãe do guarda.

Este negócio de internet, cá entre nós, é coisa de doido, e paranóico. Se ainda puderem, esqueçam. Blog, nem pensar. Com o tempo, você vai aprendendo mais, e vai se afundando, pode crer. Eu ando meio arrependida de tudo isso. Como eu disse, isso é conselho. Que eu dou para mim mesma, muitas vezes. Querendo, aproveitem.

Agora, se não tiver mais jeito (eu disse que blog é coisa de louco, continuam a ler por própria conta e risco), leiam a Fal. A Fal e Os Malvados. E a Ithildin também. Tutti buona gente.

Arranje um bicho para observar. Nem que seja seu filho. Eu ando a dias maluca com a idéia de ver meu passarinho chegando aqui ao galho (o danadinho continua solteiro - segundo alguém que mora comigo e entende tudo de aves, conforme reza a lenda - quando alguma passarinha lhe der mole ele sumirá, o ingrato). Mas não tenho aquelas câmeras supimpas da Discovery Channel para postar na varanda, e tenho mais que fazer todo dia após as dezessete. A propósito, alguém sabe a hora exata em que os passarinhos dormem? Porque eles acordam às quatro e meia da matina, eu já contei no relógio.

Não tenho mais nenhum conselho para dar. Ainda bem, né? Podem respirar agora.


*Aos não iniciados na literatura potteriana: penseira é o objeto mágico onde Dumbledore deposita seus pensamentos e memórias, para organizá-los. É uma bacia mágica, sacumé? Meu sonho de consumo mais precioso, cá entre nós... Até já sonhei que um dia inventarão um chip que fará algo assemelhado...


A Penseira.

Está expondo

O Jôka está expondo aqui e não posso deixar de divulgar, certo?

Parabéns, Dom Jôka!

24 de out de 2006

Muito bem, senhores e senhoras...

... agora me respondam firmemente, e desta mesma firmeza envolvam a menina dos olhos ao fitarem essa fuça pálida (o sol, o sol não chega): o que vocês fazem aqui? Pegando urucubaca internáutica?

O que as pessoas procuram num blog? Procuram o que? O que eu faço aqui, eu sei. Vocês, não sei.

Vamos lá, circulando, circulando. A Sweet anda sem inspiração para nada que não seja fungar, tossir, espirrar, gastar dinheiro com remédio e aborrecer-se com médicos. Atchim!



Minto. Entre um cochilo e outro, a única coisa para que me restou tempo foi assistir este aqui: O Mercador de Veneza. Um belo diálogo sobre clemência e justiça, na cena do julgamento. A família toda gostou. Não percam.

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Mais um mistério orkutiano a ser decifrado: na minha página consta que existem 9 recados, mas, acessando o link, tem apenas um lá. Aquele gato amarelo passou por ali e comeu 8 recados?

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Tem mais. O blogger agora se recusa a publicar de imediato os posts. Não sei quanto tempo depois entram no ar as mensagens. Bom, né?

20 de out de 2006

Este blog está doente.

Desculpem.

Voltem mais tarde.

(letras do Elomar no sub-title)

17 de out de 2006

Manda quem pode ou prefere; obedece-se, mas pera lá

Ser pau-mandado é da minha natureza, é correto.

Mas tem dias que isso cansa, blergh.

Pior ainda quando se observa gente sendo mandada de forma pior que aquela que te aplicam, sem justificativa e, pior, sem autoridade moral.

Pau-mandada sou, porque prefiro ser. Curvar-me, curvo-me. Mas demais, não. Senão, se mostra os fundos, dizia vovó (ou sei lá quem), o que não é de minha natureza, definitivamente. Mandem, mas mandem com juízo, delicadeza, sapiência, espírito de equipe. E pelo amor de Deus, mandem podendo mandar, olhando nos olhos. Senão, baby, fica difícil, e a porca torce o rabo, ah, se torce. Tem aprendido a torcer. O que é muito mais fácil quando a porca não tem o rabo preso (thanks, God).

Orkutem, digo não Orkutem

Cuma se apaga todos os recados de uma só vez nessa joça de Orkut aonde ainda estou? Sem ir de um por um?

A última aborrescência foi uma mensagem de uma moça com camisa do Brasil e calcinha me dizendo que a minha foto fora selecionada para a comunidade Sexo entre Amigos do Orkut. Daí que eu podia remover o trem da foto, era só clicar aqui. Ai, meus sais. A culpa é minha, que ainda não saí da joça.

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Update - Não perguntem como: apareceu uma opção para apagar tudo na tela de recados do meu orkut. Sinistro.

16 de out de 2006

Cadê a blogueira que tava aqui?



O gato comeu.

(Sim, conheço o ditado correto, mas sou contra roedores e recuso-me a postar fotos desses seres imprestáveis aqui no Maio. Ademais, Deus me livre de ser comida por um.)

9 de out de 2006

Algumas

Descobri a poucos dias o Blog do Zé Dirceu. Blergh. Achei muito ruim. E chato. Ah, sim, esperei algo bom ao entrar lá.

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Outubro é um mês de nome muito lindo. Porque será que gosto? Vem simplesmente do fato de ser o oitavo mês do ano. Deve ser porque sou dos pares 4 e 8. (É definitivo: falta-me assunto, falta-me assunto, falta-me assunto, mas, ó, como adoro escrever aqui).

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Revi Feitiço da Lua neste final de semana. Um filme perfeito, delicioso. Um filme de atores, comediantes de linha. Amo em especial Olympia Dukakis e sua matrona italiana, ainda capaz de apetites masculinos. Cher e Nicholas Cage são coadjuvantes, para mim. Claramente Cher possui seu brilho próprio ostentado nas longas pernas finas sobre sapatos de veludo vermelho, e aquela capa linda, negra, cabelos imensos e aquela cara fenomenal (fenomenal e indescritível, exótica demais para ser dita)... mas, enfim, não há comparação...

"-Não importa o que você faça, Cosmo, você vai morrer como todos nós.
-Obrigada, Rose.
"

Um brinde a Rose!



Sabe onde queria vê-la? Em HP. Ela estaria bem em qualquer papel. Porque não lembraram dela?

Ah, sim, ia esquecendo: a lua esteve em alta por aqui neste final de semana. É verdade. "Que bella luna!" (corrijam o italianês, se for o caso!)

Aos Filhos de Libra (Balança Universal)




"Era de libra como a lua vista assim é de cor de sal
era de libra como a luz das sete estrelas
forma algum sinal
era de libra quando dá um passo atrás
pra caminhar legal
era a balança universal
era harmonia como o ritmo da vida e o carnaval
era de libra como a brisa quando passa
e ondula o trigal
mas tinha medo de saber que o jogo da verdade
era fatal
era a balança universal
era de libra e amava a paz e a justiça natural
era de libra pra poder unir a idéia
ao seu material
o simbolismo da figura da mulher
paixão arterial
era a balança universal
era de libra como a valsa, o antigo Egito e afinal
era de libra e tem a crença da beleza
e do encanto geral
a natureza da firmeza e oscilação
a simpatia e tal
era a balança universal"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

Elementos de libra estão a minha volta todo o tempo. Não consigo definir que são eles para mim. São amigos ou rivais, não sei. Sei que são, estão. Reconheço suas referências nestas páginas de vida que escrevo ao longo dos dias, decerto. São exemplos e contra-exemplos, decerto. Como a realidade, que é sempre boa e má, todo o tempo.

Este post está dedicado a seu expoente maior. Ela nunca saberá, mas tudo bem, isto realmente não faz diferença.

7 de out de 2006

Praia, luar, amigos...




... e um amor-amigo permanente, consistente, amante, acompanhante...

Um amor que eu devo merecer.

Ao mundo que me foi ofertado, devo desmesuradamente. Devo um agradecimento imprescindível, que permaneça aqui nestas palavras, e através do sempre...

"Nós que revidamos a tristeza juntos
e alimentamos a beleza juntos
pra progredirmos em fazer amor.
Nós que agradecemos à emoção traçada,
conjeturando em sensações caladas
pelos tributos do sorriso e dor.
Eu, que divulguei a minha mão na tua,
pra ter em ti a salvação tão nua
que me agasalha neste espanto a sós.
Tu, que respondestes ao que eu tinha em mente
pra alimentar meu ar, meu ambiente
e me aceitou por complemento a nós...
Ah, nós
!"
(Johnny Alf)

Palpi, o caminho está sempre muito perto de nós. Não esqueça. E vamos ser felizes, que Deus é pai, não é padrasto, mulher.

Um bom final de sábado para todos.

5 de out de 2006

Musicais



Me gusta. Don´t know why?, kkkkkkkkkkk

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Ela me lembra um pouco a cantorinha de High School Musical. Não mintam que não conhecem High School Musical. A filhota é fissurada. Eu aprovo o namoro. Melhor que namorar um Rebelde. Só não aprovei a versãobrasileiraaecsãopaulo que já surgiu. Muito fraquinha, não sei quem são os responsáveis.

3 de out de 2006

Tô cansada de ser chata por aqui.

Sugestões?

Eu sinto que isso pode me melhorar, dentro de minha velha teoria de ser o blog terapia, porque não tô me aguentando mais .

Chutar o pau da barraca é uma boa idéia?

Rir demais chegando ao limite do desespero (só ao limite, sem ultrapassar...)?

Aguardo no comments seus palpites (lembrou-me a Palpiteira; vou lá ver se ela me dá um bom...).

Uma bom sorriso para começar:



(mas pelo menos eu tento)

Hoje

Por que as pessoas ficam se enganando? Será solidão demais? Por que eu não consigo entender isso? Por que eu não consigo enganar ninguém? Consigo?

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É triste que criem uma comunidade no Orkut chamada "Já tomei banho de chuva" e só se fale nela sobre a Cicarelli.

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Hoje estou sentindo mais uma vez uma saudade fudida dos meus amigos. Tenho muitos poucos. Perder os poucos que existem dá uma sensação de buraco, funda como não-sei-quê.

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Recebi um texto do Carta Capital com entrevista do Chico Buarque sobre o Lula e o PT de que acho que gostei. Mente flutuante não consegue saber se gosta de nada, no máximo fica no achar.

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Não consigo perceber quando faço mal às pessoas e quando não faço. Que coisa estranha. Eu que sempre me percebi alguém bom. E sempre vivo a pedir desculpas por tudo. Mas sou muito grossa tantas vezes, eu sei. E quanto mais confusa a mente, mais cruel, de forma imperceptível. É defesa, também.

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Ó céus, essa sessão analítica que não cessa nunca. Sinceramente, eu não sei como vocês me aguentam. Quem precisa me aguentar é quem eu pago para que me aguente. E enquanto isso, a vida passa, como um rio, com suas pontes cobertas nas pequenas telas noturnas, seus dias quentes, suas buscas, seus blogs, perdas e renúncias; e eu, postada, observando a passagem da correnteza, como a garça sobre o mastro reto à saída do Capibaribe. A face muda. Ainda bem que ainda não esqueci minhas asas. Por enquanto, elas prosseguem coladas ao corpo.