28 de mai de 2008

E agora?

"Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de trilhões de vidas após a morte. 'Você vai passar a eternidade perguntando: É você, mamãe?’, até finalmente encontrá-la. 'Não somos biologicamente tão superiores aos animais como imaginávamos 2 000 anos atrás. É uma arrogância humana', continuou meu amigo biólogo, 'achar que só nós merecemos uma segunda vida."


Trecho de artigo do Stephen Kanitz, publicado na Edição 2061 da Veja. Leia-o completo aqui.






E agora? Acredito em que, diante desta argumentação que me parece irrefutável?


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Dica: muito bons os artigos do Stephen Kanitz, e podem ser lidos não no site da Veja (que é exclusivo para assinantes), mas neste link seu que indiquei. Estão ordenados por tema aqui. Gosto daqueles sobre família, em especial. "A Escolha do seu Par", "Amor e Lealdade" e "O Cérebro Sexual", entre tantos. Está dada a dica. Depois me aventurarei nos outros temas.

Sonhos se realizam

Por muito muito tempo desejei que no Maio soassem automaticamente as canções que me vinham à cachola.

E agora, graças ao *salve salve* blog O Profeta (conheci hoje), o MAIO TÁ TOCANDO MUSIQUINHAS, AFINAL!

Foi um bom presente atrasadinho para este pobre blog tão pouco mimado por sua dona.

Deleitem-se com My Funny Valentine, com o Nouvelle Cousine, conforme indicou o Demas. Ok, Demas? Muito boa mesmo a versão.

Ah, e o provedor é o imeen. Anotem.

27 de mai de 2008

Apenas para ouvir

Tardiamente, pero sinceramente




Obrigada a todos pelos parabéns.

Os fogos são para vocês! Ah, tá bom, e também para mim e para o Maio!

22 de mai de 2008

Amigos

Tive uma juventude maravilhosa.

Desta juventude, alguns amigos ficaram, com os quais me entendo a um simples olhar, ou, nesses tempos de internet, a um simples "oi, pode falar agora?", no MSN.

Posso passar anos sem vê-los. Contudo, é incrível como, após alguns minutos de conversa, parece que estamos sentados no chão dos corredores da escola em que nos conhecemos, naqueles tempos em que o tempo não importava, e podíamos trocar impressões sobre tudo que nos ocorresse por horas e horas, até que a noite caísse e nos chamasse a atenção - enfim, o tempo existia. Isto tampouco incomodava, porque o dia seguinte viria, e nós estaríamos ali, mas uma vez... não, desta vez estaríamos junto ao lago, ao sol. Continuando "aquela conversa/que não terminamos ontem ficou pra hoje". O fato é: controlávamos o tempo. E a distância. Como isto era bom.

Tenho muita saudade daqueles tempos. Uma saudade quase latejante, muitas e muitas vezes. Algo tão bom, tão bom em uma vida, que só por não mais existir "daquele jeitinho mesmo" dói.

Isto pode parecer cafona e chinfrim para muitos. É porém tão importante para mim, que ofendem-me os que pensam desta forma. Nem me leiam mais, eu peço, se ao iniciar este texto murmurarem "lá vem notalgia de novo". Porque não consigo compreender um mundo que despreza e ridiculariza tal tipo de sentimento, e isto é definitivo (vou morrer assim, não tem mais jeito). Fodam-se os cínicos, que certamente jamais passaram por tal experiência. Acho que prefiro ser uma pessoa triste a ser alguém desligado de tudo isso. O que eu espero um dia poder alcançar é saber controlar e entender essa tristeza. Neste dia, posso morrer, cumpri meu destino.

Não quero fazer a Ode à Nostalgia, porque ninguém melhor que eu sabe quanto isto pode fazer mal. A vida precisa seguir. Prolongar momentos de saudade é doentio. Isto quer sempre me pegar e como sou vulnerável... Mas estou sobrevivendo. Pode estar empatado o jogo, mas sobrevivo.

Até mesmo prá honrar estes amigos da juventude, que podem olhar diretamente dentro dos meus olhos e saber que sofro, ou que rio, ou que choro ou que peno e os amo.

Para vocês dois. Si e Lu. Um beijo imenso no coração.


21 de mai de 2008

Extraordinário

Como foi possível esta linda moça ...





... transformar-se em Piaf ?





O cinema é mesmo ilusão.


A cena mais bela do filme é com certeza aquela em que Piaf descobre que Marcel (o boxeador Marcel Cerdan, com quem teve um romance) morreu em um acidente de avião e ela desesperada, transita pela casa e finda no palco ... Uma cena estupenda mesmo... Pena que não achei no Youtube...


Agora as duas, juntas.


17 de mai de 2008

Exame da Ordem

Amanhã é dia de Teste. Do tipo que eu não gosto.

Wish me luck! Prumode vou precisar de um tico...




Update - Parece que vai dar...

13 de mai de 2008

Mulheres no governo



Outro dia vi uma foto recente da Marina Silva e fiquei impressionada com o envelhecimento que ela demonstrava. Cabelo branco, aparência cansada. Estava péssima a criatura. Nesta foto ela ainda me parece bem (deve ser antiga)

Não me surpreendeu portanto ao ouvir hoje na CBN sobre seu pedido de demissão, mesmo sem estar acompanhando as crises pelas quais sua gestão tem passado (conflitos com bancadas ruralistas e posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente em contraponto à política desenvolvimentista, basicamente). A notícia me chamou a atenção por ser a Marina um dos poucos expoentes do Governo Lula que ainda me interessava, me passava completa confiança, não havia se dobrado, digamos, aos novos tempos. Adaptou-se com coerência. Uma biografia irrepreensível, resumindo. O comentarista falava sobre o perfil de credibilidade que ela dava a pasta do Meio Ambiente, e como será difícil substituí-la a altura, no cenário internacional, principalmente. Porque hoje em dia, embora o Brasil não reflita esta realidade externa, o Meio Ambiente tem toda influência nas questões econômicas e na dinâmica do mercado.

Uma pena, Seu Lula. A última moicana abandonou o barco.

Será que ela vai para a oposição?


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A outra criatura que me chamou atenção nos últimos tempos foi a Dilma Roussef. Claro, em sua bombástica aparição no Congresso, semana passada, que assisti na Tv Senado. Realmente sua firmeza impressiona. Ainda estou analisando o seu currículo, em minha tendência natural de apostar em mulheres no poder. Se ela for mesmo candidata, capaz de votar nela...


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E nessa onda de pensar em política (fazia tempo), também hoje ouvindo a CBN encontrei a Luciana Azevedo, minha vereadora. Será que ela se candidata esse ano? Prumode está na Fundarpe... E aí, voto em quem? Mulher, por favor!

Hum?

Estranho como podem haver coisas que claramente não são boas para você e você se prende a elas.

Por exemplo, um emprego que já não te trará nada de bom, é certo, contudo você sente falta dele, quando se afasta para correr atrás de novos horizontes (é o caso).

Medo do novo?

8 de mai de 2008

Rapidinhas (mais ou menos)

Após a-n-o-s fiz uma cama-de-gato.

Lembram? Aquela brincadeira a dois, com linha, que passava na novela.

Que novela? Não lembro. Tinha na abertura da novela. Um doce prá quem lembrar que novela era.

Pois é, foi filhota que me ensinou. Eu tentava ensiná-la a anos, só que tinha esquecido um pequeno detalhe.

Tão vendo aí a velhice? Começa quando os filhos começam a ensinar a gente as coisas.

Para completar, fui procurar no Youtube cama de gato e não achei a tradicional. Mas achei isso. Estão vendo como o mundo está louco?





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Será que vocês já sabem que Meu Filho mudou de lar? Meu Filho andava comendo muito, e como se alimenta apenas de comida fresca (frutas e verduras), tinha que ser reposta duas a três vezes ao dia. Quando a gente viajava, viagens curtas de dois dias (fazemos sempre), o pobre podia morrer de fome. Preferi morrer de saudades a matá-lo de fome, enfim.

Para lembrar meu filho. Não posso ver um melãozinho na geladeira que dá um nó no peito.





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Alucinação. Prefere qual?









Eu estou na dúvida.

(O goear perde a senha fácil? Prumode tive que criar novo, agora, tentando usar o usuário antigo...)

O azeite e as dificuldades da vida moderna

Viver está ficando muito difícil.



Fonte

Não, não vou falar sobre a morte, como pode supor a imagem (bonitinha, né? Só colei por isso, prumode ilustrar "o ovo" - tentativas de compor um post decente depois de anos!).

Vou falar do azeite.

Não bastasse o ovo, que agora não é mais vilão e pode ser comido, salvo engano, todos os dias (e fico eu numa encruzilhada porque ensinei a filhota que só se deve comer 2, no máximo, 3 vezes na semana), agora vem o azeite.

No passado, azeite era um item muito caro. Agora, mais popular, e sabidamente uótimo para a saúde (reduz o raio do colesterol ruim!), sofisticou-se também (um contrasenso, ademais, algo ser popular e ser complexo, coisas deste tempo que definitivamente não é mais o meu): agora só presta o azeite extra virgem. Não compre nenhum outro, não presta.

No passado, o único azeite que prestava era o Gallo. Ótimo. Caréssimo, lembram? Olha ele aí. Acho linda a embalagem, confesso. Deve ser o subconsciente que me diz isso, já que era um símbolo de riqueza consumir azeite Gallo.





Não existia Gallo Extra Virgem. Contudo, o mercado é implacável, teve pois o Gallo que modernizar-se, na corrida da concorrência. Resumindo: virou extra virgem. Taí.





Mas não é suficiente ser extra virgem, agora. Sabe por que? Por que o azeite tem que ser "extra virgem, primeira prensagem a frio". Ééééééé. Acabam de informar-me por email. "Procure o extra virgem, primeira prensagem a frio". Eu aguento?

Quer dizer, quem pode viver com tanta informação na cachola? Como se não bastasse eu ter que lembrar telefones, datas de aniversários, senhas, rotinas, legislações e horários de remédios, as pessoas inventam e fornecem cada vez mais informação para acumular. Tenho um amigo que lê os rótulos de tudo que compra. Prá que? Que loucura é essa?

Era da informação do escambau. Isso cansa.

Depois ninguém sabe porque estamos tantos fadados a envelhecer com Alzheimer. Nada me tira a idéia de que sobrecarregamos nosso cérebro com informação demais. Prevenir a doença mantendo "o cérebro ativo em atividades como leitura e trabalhos que exijam atenção e concentração"? Pois sim! Descanso para o cérebro, que é uma máquina como outra: congestionada, pifa! Quer não pifar? ESVAZIE-A.

O meu único problema é conseguir.

Ah, só mais essa: adoro azeite. Eu tinha que dizer.

3 de mai de 2008

Buenas

Eu andei pensando muito seriamente em parar este blog e até imaginei uma forma bem cinematográfica: o último post no dia 26 de maio próximo! Pobre! Fiquei até com peninha dele, do Maio, por ter tido tal idéia!

(quando a gente começa a tratar blog como gente significa dizer que os seus remedinhos estão desatualizados e o psi precisa rever a receita, anote-se)

Mas depois pensei.

Parar porque?
Porque parar?

Porque?
Ando sem assunto. Quando a gente começa a postar texto de Lya Luft é que o negócio tá sério.

Mas sabe que mais? Deixa ele aí. Quando der na telha apareço, viu? Vão não.


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A Lu escreveu um post sobre o pior filme que viu, o que me fez roubar a idéia: ando tão abusada com filmes, não gosto de mais nada, daí que talvez fosse bom escrever sobre o que desgosto dos filmes. Não é da minha natureza, prumode sou do bem, mas, vamos lá. À Procura da Felicidade. Puta merda, filme bom, mas triste prá cacete. Eu ia morrer se a criatura no final de toda fudilância não arrumasse o tal emprego. Ah, não. Por favor, me indiquem boas comédias, ou filme de aventura. De drama, de choro, não, faz favor.

Ah, lembrei, assisti outro dia Stardust e gostei. Mas estou preguiça para escrever direito. Basta vocês saberem que é bom.

Brrrrrrr. Ui. Relaxar é esquisito. O mundo é bom, Sebastião.