27 de abr de 2006

Aos Filhos de Áries

Nossa, falhei feiosamente com o zodíaco e os arianos desta feita. Sei, já estamos nos dias de Touro (vixe, vai ter mais chifre por aqui), foi mal, Bié... Lá vai... Taurinos , aguardem, que darei breve pausa para não ficar sem graça dois signos agarrados. Me alembrem, se for o caso...



"Áries o primeiro signo
Do carneiro apaixonado
Tem em Marte seu designo
E no fogo seu reinado
Nas estrelas seu delírio
Seu amor enciumado
Nos limites seu martírio
Seu mistério revelado
Louco signo das correntes
De emoções arrebatas
Ariana dos repentes
Explosões descontroladas
Ariana como o fogo
Nunca será dominada
Decisiva como o jogo
E a primeira namorada
Signo da sinceridade
Da vermelha cor do dia
Signo da velocidade
Da impulsão e eu nem sabia
Que era tanta madrugada
A derramar no coração
Como a rosa serenada
Se transforma e pinga ao chão
Derretendo ao fogo da paixão"


(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

I say Hi (eu disse HI, não HIGH)


(Fonte: Luísa Cortesão - Lindos!)

You say yes, I say no,
You say stop,
I say GO GO GO
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t why you say goodbye I say hello.
I say high, you say low.
You say why and I say I don’t know.
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello.
Why, why, why, why, why, why, do you
Say goodbye, goodbye, bye, bye.
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello.
You say yes, I say no (I say yes but I may mean no)
You say stop and I say go, go, go (I can stay till it’s time to go)
Oh, oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
Hello, hello, hello.
Hello, hello, hello.
Hela, heba, helloa.

(precisa dizer de quem ? Os Beatles, sô. Lennon & McCartney. Precisa de link?)

Dando as caras para minha querida meia dúzia de leitores...

Jôka, meu nêgo, 'guenta aí a letrinha de música!

18 de abr de 2006

Auto-ajuda, sim senhor

Muitas vezes, um texto brota na mente por mero descuido. É um vício de feroz descontrole este de disseminar idéias com palavras. Por isso os blogs (claro, na minha teoria eles também são terapia, mas isto vocês já sabem, mandem a notinha). Foi assim com o que está a seguir...

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Por que se fala tanto nos dias de hoje em auto-ajuda? Antes de mais nada, porque precisamos de ajuda, lógico. Mais óbvio ainda: é um mundo de mesquinheza e isolamento este que habitamos. Vivemos para nós mesmos – cada vez mais se faz rara a possibilidade de olhar ao lado e dizer: "olha, tenho este problema aqui, conversa comigo". Culpa nossa, diga-se de passagem, que tememos a procura. Mas também, como fazer isso? "Fulano se encontra afogado em crises, dá um tempo..." Um tempo, respondo, eu dou, o que não posso é viver bem no meio da ansiedade, depressão, baixa auto-estima, indecisão – estas pedras eficazes no caminho nosso de cada dia. Vamos nos auto-ajudar então, ora pois pois, que é o melhor a fazer para prosseguir em meio a selva. Sem exploração comercial, por favor. Botemos prá subir sozinhos mesmos.

Penso tais abobrinhas enquanto busco no velho e bom Google: "inteligência emocional". Meio batido, eu sei, o livro, a idéia, tudo bastante velho. Com certeza, saiu da crista da onda, faz tempo. Foi, contudo, o que ocorreu a esta velha aqui na tentativa de entender alguns realidades indesejáveis que tem constatado em sua existência de trinta e poucos anos. Aquela relativamente-recente-inadequação-profissional- corrosiva-dos-dias-contínuos. O antigo sentimento-súbito-de-solidão-sem-razão-aparente, que já não assusta tanto, mas ainda dá seus botes. Os demônios invisíveis, enfim. O "Poema em Linha Reta" a esbofetear com altivez os ouvidos da mente: "Nunca conheci quem tivesse levado porrada./Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. ". Que baita ilusão... Olho em torno e observo o vazio das minhas considerações tétricas. É tão simples. Auto-cacetadas, muito choro e vela, logo o espelho comenta: "Mas que otária..." Como é possível crer em tantos pensamentos pecaminosos sobra a incapacidade do ser? "É ilógico, minha filha, cadê ele o sentido?", continua. "Veja você, olhe ao redor... ". "Debrei, doida", diria o borracheiro (não aquele bobão da novela das 8). O fato singelo é que nós sabemos as respostas a tudo que indagamos. É tão simples, tão simples, que enjoa. Nós sabemos. A gente só quer um afago, ouvir a mamãe dizer: "não, meu amor, não é isso, olha só...". Mas como a mamãe também tem seus problemas...

Vocês dirão: isso é coisa de gente criada com vó (no meu caso, uma mãe tão doce quanto uma vó). É fato, é coisa de gente criada com vó, fazer o quê? Cada qual com seu qual. Mesmo nisso fomos privilegiados, a gente teve "vó". Mais uma razão para abandonar as choramingas. Mas, no fim, fazer o quê, se o corpo se ressente da falta de carinho? O fato é: apenas o carinho não está disponível todo tempo, ou o prazer, tem que correr atrás! A felicidade não vem correndo descabelada da rua e gritando: "Cheguei!". Agradecer o que se possui é sempre um bom começo, enxergar o que se fez, ver que tudo não passa de uma péssima impressão de um dia ruim. Como aquela de que se queixa o Chico na canção:

"Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu,
a gente estancou de repente
ou foi o mundo então que cresceu?
"
(Roda Viva – Chico Buarque)

Pois é, colegas, este versos seriam o único suspiro do post deste dia sorumbático que está findando melhorado. No fim das contas, eles apareceram aqui. Mas com uma função menos destrutiva, o que é sempre bom. Lamentar-se, perdoem a expressão os muitos pudicos, é uma boa duma porra, olha que sei do que falo. Então, como costumo dizer, vá fritar seu peixe, Dona Maria, que a fila tá andando. E você não tá fora dela, minha nêga, porque você está aqui, comendo do roçado...



Ui, que terminou desbocado o post...

17 de abr de 2006

Me explicando e rodando por aí

Muito bem, Brasil, voltemos a velha rotina após estes dias de lambança.

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Ando veramente preguiçosa de escrever por aqui, eis a verdade real sobre este blog. Quando penso em algo, nada ajuda: máquina, gente, ambiente. Tenham paciência, queridos.

Também não tenho lido nada, só estudando para as provas, findas antes do feriado e com não muito bons resultados. Filmes? Vi Cidade Baixa (minha velha mania por brasileiros...): bom e ruim. Filme sem final direito me chateia. Forte, pesado, tirem as crianças da sala. Bons atores, também, Lázaro Ramos e Wagner Moura (tá melhorando esse menino). De fato, porém, não uma excelente escolha para a páscoa.

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Para compensar um tico a ausência:

-postei na Cozinha, que anda um pouquinho abandonado. Também HP anda sem novidades...

-tenho sido um pouco mais assídua na leitura dos blogs amigos (vão lá ver nos vossos sitemeters). Prumode pegar inspiração. Vi lindas fotos de estátuas lá no Marcos, vão lá ver. Olhem esta e se animem a ver o resto:



Vera tem falado muito em índios, tema que também me encanta. Aquela mça no post de hoje é uma índia, não? Linda foto. E há artesanato Caigangue por lá também.

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Muito bem, o dever me chama...

10 de abr de 2006

Ilustrando


O umbu.


O umbuzeiro - a árvore da vida e da fartura de frutos.


O maxixe - a hortaliça, não a dança.

8 de abr de 2006

Sabáticas (como diria a Lu)

Falando no comentário da Mônica, que vocês comeram hoje? (ando tão preocupada com alimentos ultimamente, que doida...) Eis a dieta do sábado, para compensar os efeitos do excesso de búfalo nas artérias (como se fosse necessário, considerando isto aqui). Amanhã a gente retoma os trabalhos do último fimde:

Arroz integral
Feijão de soja (devidamente temperado como o nosso básico feijão mulatinho)
Peixe
Salada verde
Maxixe refogado (uma delícia, se quiserem Dona Lúcia passa a receita)
Suco de umbu (óbvio)

Porque diabos estou a contar isso não sei, os psicológos de loucos da internet que digam. Bom, mas para valer de alguma coisa, resta saber que tem valido a pena algumas mudanças alimentares. Perdi mais de 2 quilos sem sentir, só ruminando mais (ou seja, comendo mais grão, cereal e mato). Né bom? E de barriga cheia.

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Para Tua Aurinha, pelo seu aniversário:


Clica no presente, sô! (não dá para beber, comer ou cheirar, mas dá prá ler)

Beijo, linda!

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E complementando, tem gente nova aqui em casa. Ó só:



Ai, foi muito apelo... Ligações telefônicas diárias com a pergunta martelante: "quando eu vou ganhar meu bicho?" Pior que já tô encantada com as coisinhas, achando-as lindas só porque comem, argh... Sim, as coisinhas : loucura das loucuras, é um casal...

Os problemas também começaram cedo. Já perderam a Íris por cinco minutos dentro de casa. Ulalá...

Curioso... o Lêdo Ivo, poeta de que falei aí embaixo, parece um jabuti, não parece? Ê mundo doido... Não, eu não fumo nada, eu sei que parece, mas não fumo...

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Bom, talvez apareça um daqueles meus posts malucos e sorumbáticos daqui a pouco. Se der saco, pois a idéia já tá indo embora, depois de tanto lero-lero... Ainda sobre posts: gente, acho que cada vez mais serão fruto dos dias inúteis, não dos úteis. Sim, filtros, filtros... Como viver sem eles?

2 de abr de 2006

Desse bicho...



... é tudo bom de se comer...







O melhor é o último... ai, 'cabou, peninha...

Jôka, meus triglicerídeos estão em 59, LOL! Daí que, imagine o que acompanhou a bufalança (comilança de búfalo)?

Estou com remorsos, porém, ai, meus sais... Digo, meus açucares(gramáticos, está correto isto?)... Prumode tinha farofinha acompanhando, tb, e pão e afins churrasqueirais...

1 de abr de 2006

Bom sábado com Lêdo Ivo

Hoje amanheci comentadora de vossas senhorias, perceberam?

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Minha taxa de Glicose, em jejum de doze horas, deu 91, sendo o limite máximo 99, tá lá no exame. Diagnósticos? Algum diabético a vista dá uma dica? Eita, q tá ligado o hipocondômetro... Que chato, vou ter que levar o exame à doutora querida...

Muito mal isso, considerando que estou naquelas fases cozinhadeiras, de inventar modas: pão de queijo, umbuzada e despensa cheíssima... Até comprar trigo para kibe comprei (só não deu coragem ainda, hhehehe...)

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De manhã passava na Cultura um documentário sobre Lêdo Ivo, poeta que não conhecia até então, mas com quem , apesar de aparentar ser um velho bem chato (não mentirei), me identifiquei enquanto leitora de poesia, e, por que não dizer, poeta (fraquinha, mas poeta). Ó só:

"Condição para Aceitar

Que a morte me lembre
um mar transparente,
só assim a aceito:
silêncio final
dentro de meu peito,
perfeição de vagas
brancas e caladas,
paisagem abolida
no horizonte raso
do mar sem coqueiros,
vazio do mundo
após a palavra
que quis dizer tudo
e não disse nada
."

"Nasci num lugar anfíbio, de águas, lagoas e ilhas, num Nordeste de terras moles e peganhentas, de mangues e caranguejos, e de meninos barrigudos que comem barro. Este é o meu universo, aquele que procuro fixar por intermédio da arte e da linguagem." (O poeta é alagoano - terra que está se chegando...)

E para entrar em abril (lindo, lindo, lindo!)...

"SONETO DE ABRIL

Agora que é abril, e o mar se ausenta,
secando-se em si mesmo como um pranto,
vejo que o amor que te dedico aumenta
seguindo a trilha de meu próprio espanto.

Em mim, o teu espírito apresenta
todas as sugestões de um doce encanto
que em minha fonte não se dessedenta
por não ser fonte d'água, mas de canto.

Agora que é abril, e vão morrer
as formosas canções dos outros meses,
assim te quero, mesmo que te escondas:

amar-te uma só vez todas as vezes
em que sou carne e gesto, e fenecer
como uma voz chamada pelas ondas.
"


Ave Maria, não tenho nada desse homem aqui em casa. Dei um rolé no Google e num primeiro momento não vislumbro nada mais substancial, em termos de textos dele. Quem tiver, grite. A biblioteca vai me salvar em breve, deixem passar essas defesas indiretas de mérito e aulas. Aliás, não sei que faz aqui a conversar potocas, tenho provas na semana e amanhã é dia de branco, para mim...

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Vocês andam aborrecidos com tanta poesia por aqui, não andam não? Eu também. Fazer o quê, né? "Eu canto porque o instante existe/e a minha vida está completa./ Não sou alegre nem sou triste: sou poeta." (Motivo - Cecília Meireles) (olha ele aí de novo, o vício...)

O velho, para concluir:



Lindo, né? Tô apaixonada...