Hoje é dia da poesia, descobri entrando no BBB pra saber quem está no paredão (a propósito, Alan e Karla). Os BBB´s passaram os últimos dias a declamar poemas, prova do Big Boss. Eu não vi, mas gostei da idéia.
Sobre ela, uma de que gosto muito, do Drummond:
Procura da Poesia
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
É isso. Viva Drummond. Bom dia para vocês.
14 de mar. de 2005
13 de mar. de 2005
Três filmes com a letra A
Venho de um relativamente longo inverno de algumas semanas, em que praticamente não assisti a nenhum filme salvo o I am Sam comentado aqui a uns dias. Então esse final de semana posso dizer que foi ensolarado, com os dois filmes que rolaram.
Ontem foi o levíssimo e interessante Alguém tem que ceder. Muitas pessoas já haviam me indicado esse filme, do gênero comédia romântica de que tanto gosto. Acho que o filme é um pouco mais que isso. Digamos que quer ser um filme-cabeça, mas só quer "parecer querer ser" mesmo, não quer mesmo-mesmo ser, apenas tem uns insights. O clássico desfecho "final feliz" considerei bem menos emocionante do que merecia ser, dentro que se espera para o gênero: é insosso. Entretanto há lances legais (nossa, que coisa mais Dudu França de se dizer), como o romance que acontece entre a protagonista, Diane Keaton, que interpreta uma dramaturga de sucessoporém sem êxito no amor, e um homem mais jovem. Além do médico gatíssimo, Keanu Reeves, que fica tarado por ela, também está na história Jack Nicholson, claro. A trama tem como gancho o enfarte de Nicholson, que é namorado da filha de Diane e nunca se relacionara com uma mulher de sua idade, mas acaba por ela se apaixonando. Diane, por sua vez, acaba preferindo o pap-anjo em lugar do gatíssimo. O infarte mexe com o comportamento normal de Nicholson, que passa a chorar e desmaiar toda hora, além de conseguir dormir melhor e passar a interessar-se por "panela velha que faz comida boa". Um parênteses, antes de mais nada: devo dizer que reconheço serem os dois atores principais tipos que interpretam sempre o mesmo personagem. Ocorre que sou enjoada com o Nicholson mas morro de amor pela Diane, desde o tempo em que ela andava engafinhada com Woody Allen. Voltando ao filme, sobre o qual não incluirei aqui mais nenhum spoiler (perdoem os que não viram e leram): gostei de quanto ele trata ainda que levemente sobre a questão da maturidade masculina, mostrando que ela pode realizar-se, mesmo que tardiamente e em casos considerados perdidos.
Também falando sobre processo de maturidade, porém de forma muitíssimo mais profunda, pesada, e difícil de se ver, foi Aos Treze, que acabei de assistir a pouco. Bem mais marcante, porém. Pode ser considerado bastante batido o tema (o problema das drogas e da sexualidade precoce na adolescência dos dias de hoje) que esta estréia da diretora Catherine Hardwicke vem trazer, entretanto me pareceu bem genuína a intenção claramente didática da diretora de mostrar com todos os pingos nos is como este processo se dá. Desestruturação familiar é o grosso do caldo, na lente de Catherine. Excelente, quem tem filhos deve ver, quem não tem também. Holly Hunter está muito, muito bem, no papel da mãe problemática, desorientada, totalmente perplexa, mas a estrela para mim foi mesmo Evan Rachael Wood, que protagoniza o enredo. A foto abaixo é de uma das melhores cenas do filme, sem dúvida: todas as máscaras caem, mãe e filha se encontram na dor. Muito atual a pespectiva lançada sobre o tema, e muito crua também, real, autêntica.

Quanto ao terceiro filme, trata-se de O Alfaiate do Panamá, que não vi porque apenas lembrei que ia passar na Globo tarde demais: iam pela metade ambos, ele e Alguém tem que ceder ao recordar-me. Depois me contem como é. Eu sei, eu sei, falaram-me mal dele, continuo curiosa entretanto.
Ontem foi o levíssimo e interessante Alguém tem que ceder. Muitas pessoas já haviam me indicado esse filme, do gênero comédia romântica de que tanto gosto. Acho que o filme é um pouco mais que isso. Digamos que quer ser um filme-cabeça, mas só quer "parecer querer ser" mesmo, não quer mesmo-mesmo ser, apenas tem uns insights. O clássico desfecho "final feliz" considerei bem menos emocionante do que merecia ser, dentro que se espera para o gênero: é insosso. Entretanto há lances legais (nossa, que coisa mais Dudu França de se dizer), como o romance que acontece entre a protagonista, Diane Keaton, que interpreta uma dramaturga de sucessoporém sem êxito no amor, e um homem mais jovem. Além do médico gatíssimo, Keanu Reeves, que fica tarado por ela, também está na história Jack Nicholson, claro. A trama tem como gancho o enfarte de Nicholson, que é namorado da filha de Diane e nunca se relacionara com uma mulher de sua idade, mas acaba por ela se apaixonando. Diane, por sua vez, acaba preferindo o pap-anjo em lugar do gatíssimo. O infarte mexe com o comportamento normal de Nicholson, que passa a chorar e desmaiar toda hora, além de conseguir dormir melhor e passar a interessar-se por "panela velha que faz comida boa". Um parênteses, antes de mais nada: devo dizer que reconheço serem os dois atores principais tipos que interpretam sempre o mesmo personagem. Ocorre que sou enjoada com o Nicholson mas morro de amor pela Diane, desde o tempo em que ela andava engafinhada com Woody Allen. Voltando ao filme, sobre o qual não incluirei aqui mais nenhum spoiler (perdoem os que não viram e leram): gostei de quanto ele trata ainda que levemente sobre a questão da maturidade masculina, mostrando que ela pode realizar-se, mesmo que tardiamente e em casos considerados perdidos.
Também falando sobre processo de maturidade, porém de forma muitíssimo mais profunda, pesada, e difícil de se ver, foi Aos Treze, que acabei de assistir a pouco. Bem mais marcante, porém. Pode ser considerado bastante batido o tema (o problema das drogas e da sexualidade precoce na adolescência dos dias de hoje) que esta estréia da diretora Catherine Hardwicke vem trazer, entretanto me pareceu bem genuína a intenção claramente didática da diretora de mostrar com todos os pingos nos is como este processo se dá. Desestruturação familiar é o grosso do caldo, na lente de Catherine. Excelente, quem tem filhos deve ver, quem não tem também. Holly Hunter está muito, muito bem, no papel da mãe problemática, desorientada, totalmente perplexa, mas a estrela para mim foi mesmo Evan Rachael Wood, que protagoniza o enredo. A foto abaixo é de uma das melhores cenas do filme, sem dúvida: todas as máscaras caem, mãe e filha se encontram na dor. Muito atual a pespectiva lançada sobre o tema, e muito crua também, real, autêntica.

Quanto ao terceiro filme, trata-se de O Alfaiate do Panamá, que não vi porque apenas lembrei que ia passar na Globo tarde demais: iam pela metade ambos, ele e Alguém tem que ceder ao recordar-me. Depois me contem como é. Eu sei, eu sei, falaram-me mal dele, continuo curiosa entretanto.
12 de mar. de 2005
Minha terra tem palmeiras
Onde cantam bemtevis. Há muitos bemtevis em Recife. No pé de mulungu que há ao lado da minha varanda tinha um casal de rolinhas que por alguns anos vinham sempre ficar sob as folhas no inverno. Outro dia chovia, e vimos apenas uma, trêmulazinha de frio. Perguntamo-nos se seria uma daquelas que nos visitava sempre.

Acho que posso mais ou menos resumir como sinto como é Recife no que escrevi um dia:
Bom dia III
Cinzotunarmente,
desperta o dia.
Os insones adormecem.
Primeiras bicicletas
comandam a neblina.
Ladrares, cantares, motores.
Veículo que utiliza
- útil dia –
corta a brisa.
Solidão de caminhante.
Profusão de passarinhos.
Difusão de luz na nuvem,
bandeirolas iluminadas,
bandeirolas dançarinas.
Passa o cantor da matina,
passa o cãozinho e seu dono.
Vingou a manhã:
bom dia.
Feliz aniversário, cidade linda.
Felicidades, cidade irmã, Olinda.
Completo, pedindo: leiam a coluna do Samarone, cronista do JC. Merecida homenagem à cidade.

Acho que posso mais ou menos resumir como sinto como é Recife no que escrevi um dia:
Bom dia III
Cinzotunarmente,
desperta o dia.
Os insones adormecem.
Primeiras bicicletas
comandam a neblina.
Ladrares, cantares, motores.
Veículo que utiliza
- útil dia –
corta a brisa.
Solidão de caminhante.
Profusão de passarinhos.
Difusão de luz na nuvem,
bandeirolas iluminadas,
bandeirolas dançarinas.
Passa o cantor da matina,
passa o cãozinho e seu dono.
Vingou a manhã:
bom dia.
Feliz aniversário, cidade linda.
Felicidades, cidade irmã, Olinda.
Completo, pedindo: leiam a coluna do Samarone, cronista do JC. Merecida homenagem à cidade.
11 de mar. de 2005
Comprou briga...
... o César Maria com sua campanha atacando o governo Lula. Taí no que deu. Para mim ao menos é o que parece.
10 de mar. de 2005
9 de mar. de 2005
Aberta a temporada de caça

Com a divulgação pela editora da Rowling (nunca mais entrei nesse site, não sei a quantas andam as "portas da percepção", nem nunca mais fui a comunidade do Orkut que me abastecia de novas, a Grimauld Place, nº 12) das capas do novo livro de Harry Potter, HP and the Half Blood Prince, entra em polvorosa mais uma vez o mundo dos pottermaníacos, e eu junto. Nunca vi marketeiros tão bons como esses da Bloomsbury, da Warner, sei lá de onde... Deixam-me apatetada, esse povo, afe...
Vocês não adoraram essa capa da versão adulta que a editora britânica lançará? Sou louca por elas, as versões adultas, um dia terei dinheiro para comprá-las todas, se ainda existirem (devem ter tiragem limitada). Para animar um pouco o Maio, que ultimamente anda muito só letrinhas, postei a foto... Ah, e esse livro aí da capa, parecido com o diário de Tom Riddle, o que significará?
-------
Update - Quem quiser ver a foto da capa comentada clique aqui. Os nomes do livro e do autor podem ser lidos.
Minha flor, meu bebê
Adivinhem meu presente do Dia Internacional da Mulher? Não foi rosa, nem cartão, foi coisa muito melhor... Vai no MaisEna e descobre...
8 de mar. de 2005
Post Mulherzinha
Como genuína mulher do século XXI que sou, no Dia Internacional da Mulher não tive tempo prá quase nada a não ser trabalho, muito menos para blogar. Agora, 16 horas e 58 minutos, abro o Blogger e estou diante da tela vazia. Pensei um pouco antes no que dizer, abri alguns sites. Cá me encontro, entre desconexos pensamentos mil.
Logo cedo, no meio da maremoto do dia, pensei em não postar nada. "Prá quê?", pensei. Não tenho esse hábito de comemorar tudo aqui no blog. Ademais, até a pouco ninguém tinha me dado ainda os parabéns. Ah, sim: a dois dias atrás minha filha disse que iríamos fazer uma festa de noite, eu, ela e a tia. Eu, seca, expliquei sem perda de tempo que Dia da Mulher não é como Natal, Ano Novo, Carnaval ou Páscoa, aquele auê. Coitadinha da minha filha, depois preciso reparar o malfeito. Não vai ser difícil : a inocência ainda prevalece em sua cabecinha.
No meio da tarde, ganhei um chocolate e uma folha de papel com um texto. Bom, hummmm, o chocolate. Legal o texto. Bem melhor do que esperaria. Alguém me lembrou de um tempo em que haviam algumas comemorações das datas festivas aqui no trabalho. Era o tempo em que eu gostava de organizar coisas assim, antes de enjoar, de ser enjoada pelos fatos. Era eu que organizava aquilo que a pessoa lembrou. Fiquei feliz.
Primeiro pensei em postar uma música. É, música ou poema é legal. Se você achar um bom; e é rápido. Vieram duas a mente: uma péssima, do Erasmo Carlos, que ele fez para a esposa, na época. Não, coitada, não era tão mal,a canção. Mas não era o que eu queria. Lembrei outra, que adoro:
"Tu és mulher
Tu és um ser
Que pode ser mais do que é
Um passarinho fruta qualquer
Pode ser doce
O fel até
Pode não ser como quiser
Mas serás a guerra e a paz
Serás o bem e não será demais
O mal me quer
Ser se quiseres"
Fagner. É bonito, né? Mas não gostei muito do final da letra. Deixa prá lá.
Entrei no Google, minha musa inspiradora preferida (vai musa, muso acho que não existe, logo o Google é minha "ferramenta de busca" preferida, heheheheheheh). Achei isso. Ó, que bonitinho.

Por fim, nada mais 'mulherzinha' que Avaliação de Peso Ideal online, correto? Eu adoro. 99% das mulheres adoram. Que mal há? Só não foi muito bom o resultado: descobrir que estou no limiar do peso ideal para a saúde, no limiar do IMC ideal. Nunca, jamais confessaria o peso, o IMC. É assim, nada mais mulher que isso. Conforme-mo-nos.
Essa frase última levou-me a uma idéia idiota: "ser mulher é conformar-se". Mas sei, no fundo de meu mau humor, que não é. Estou lendo um livro incrível, sobre mulheres incríveis. Paula, Isabel Allende. Leiam. Este é um verdadeiro presente, garotas, não esqueçam.
Bom, mas deixemos de lero-lero, que o dever me chama. A sirene toca. Farei jus ao meu salário, afinal, foi prá isto que tantos lutamos, quá-quá-rá-quá-quá. Sejam felizes, mocinhas, meninas, velhinhas, quarentonas, trintonas. Ser mulher é massa e não troco por nada.
Logo cedo, no meio da maremoto do dia, pensei em não postar nada. "Prá quê?", pensei. Não tenho esse hábito de comemorar tudo aqui no blog. Ademais, até a pouco ninguém tinha me dado ainda os parabéns. Ah, sim: a dois dias atrás minha filha disse que iríamos fazer uma festa de noite, eu, ela e a tia. Eu, seca, expliquei sem perda de tempo que Dia da Mulher não é como Natal, Ano Novo, Carnaval ou Páscoa, aquele auê. Coitadinha da minha filha, depois preciso reparar o malfeito. Não vai ser difícil : a inocência ainda prevalece em sua cabecinha.
No meio da tarde, ganhei um chocolate e uma folha de papel com um texto. Bom, hummmm, o chocolate. Legal o texto. Bem melhor do que esperaria. Alguém me lembrou de um tempo em que haviam algumas comemorações das datas festivas aqui no trabalho. Era o tempo em que eu gostava de organizar coisas assim, antes de enjoar, de ser enjoada pelos fatos. Era eu que organizava aquilo que a pessoa lembrou. Fiquei feliz.
Primeiro pensei em postar uma música. É, música ou poema é legal. Se você achar um bom; e é rápido. Vieram duas a mente: uma péssima, do Erasmo Carlos, que ele fez para a esposa, na época. Não, coitada, não era tão mal,a canção. Mas não era o que eu queria. Lembrei outra, que adoro:
"Tu és mulher
Tu és um ser
Que pode ser mais do que é
Um passarinho fruta qualquer
Pode ser doce
O fel até
Pode não ser como quiser
Mas serás a guerra e a paz
Serás o bem e não será demais
O mal me quer
Ser se quiseres"
Fagner. É bonito, né? Mas não gostei muito do final da letra. Deixa prá lá.
Entrei no Google, minha musa inspiradora preferida (vai musa, muso acho que não existe, logo o Google é minha "ferramenta de busca" preferida, heheheheheheh). Achei isso. Ó, que bonitinho.

Por fim, nada mais 'mulherzinha' que Avaliação de Peso Ideal online, correto? Eu adoro. 99% das mulheres adoram. Que mal há? Só não foi muito bom o resultado: descobrir que estou no limiar do peso ideal para a saúde, no limiar do IMC ideal. Nunca, jamais confessaria o peso, o IMC. É assim, nada mais mulher que isso. Conforme-mo-nos.
Essa frase última levou-me a uma idéia idiota: "ser mulher é conformar-se". Mas sei, no fundo de meu mau humor, que não é. Estou lendo um livro incrível, sobre mulheres incríveis. Paula, Isabel Allende. Leiam. Este é um verdadeiro presente, garotas, não esqueçam.
Bom, mas deixemos de lero-lero, que o dever me chama. A sirene toca. Farei jus ao meu salário, afinal, foi prá isto que tantos lutamos, quá-quá-rá-quá-quá. Sejam felizes, mocinhas, meninas, velhinhas, quarentonas, trintonas. Ser mulher é massa e não troco por nada.
7 de mar. de 2005
Indignada
É assim que a gente fica quando lê uma coisa dessas:
"Ao tentar entrar no supermercado, fui abordado pelo vigia, que não me permitiu entrar. Naquele momento me identifiquei como juiz de Direito e ele me disse que eu poderia ser juiz lá no foro, mas ali eu não iria entrar. Depois de alguma insistência, o gerente veio e permitiu minha entrada. O vigia me acompanhou e me destratou algumas vezes enquanto me dirigia às compras. Tentei chamar a Polícia e o adverti que poderia mandar prendê-lo. Em seguida houve um bate-boca e a arma acabou disparando acidentalmente".
Depoimento do juiz que assassinou um vigia de supermercado em Sobral, Ceará. Publicado no Diário do Nordeste, segundo o Espaço Vital
"Ao tentar entrar no supermercado, fui abordado pelo vigia, que não me permitiu entrar. Naquele momento me identifiquei como juiz de Direito e ele me disse que eu poderia ser juiz lá no foro, mas ali eu não iria entrar. Depois de alguma insistência, o gerente veio e permitiu minha entrada. O vigia me acompanhou e me destratou algumas vezes enquanto me dirigia às compras. Tentei chamar a Polícia e o adverti que poderia mandar prendê-lo. Em seguida houve um bate-boca e a arma acabou disparando acidentalmente".
Depoimento do juiz que assassinou um vigia de supermercado em Sobral, Ceará. Publicado no Diário do Nordeste, segundo o Espaço Vital
Conforme prometido
"Se um dia acordar invocado, mudo para João Alfredo e passo a blogar de lá.
A vida real está longe de Brasília, muito longe.
Ou melhor: Brasília tem vida real, mas ela se manifesta pouco na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.
O que se passa nesses dois lugares é pura encenação, puro teatro, embora destinado a produzir graves consequências na vida de todos nós - para o bem ou para o mal.
É tudo ensaiado para interessar à mídia - e, por meio dela, ao distinto público. Cada um conhece bem o seu papel. Como a mídia não gosta ou não quer comer poeira, contentem-se, pois, com o espetáculo do poder - mas saibam que ele não passa de um espetáculo.
A Broadway é aqui. Uma Broadway menos glamurosa, mas uma Broadway.
Escrevo sobre as peças em cartaz desde que aqui cheguei em 1982.
Mas gostaria mesmo era de escrever sobre os pobres circos de lona rasgada, o mamulengo, o reizado, a cavalhada.
Gostaria de resgatar o jornalismo do corpo-a-corpo com pessoas simples que dizem o que de fato pensam e que falam sobre as coisas como elas de fato se lhes parecem.
Notei que muitos de vocês ficaram chocados com o Severino que se exibiu por inteiro em João Alfredo no último fim de semana.
Tenham paciência com ele.
Severino é o político típico do Brasil que o Brazil finge desconhecer. Ou finge que não existe. Ou não conhece.
Nós, jornalistas, fomos incapazes de esboçar até aqui pelo menos um perfil razoável de Severino.
Quem o fez foi ele próprio quando falou para seus eleitores na noite do último sábado (vejam, abaixo, a nota "Arraial do Severino: E ele conta tudo!")
Mas relaxem as almas mais sensíveis e aqueles que Severino chamou de "intelectuais da imprensa".
O Severino de João Alfredo cederá a vez ao Severino da Praça dos Três Poderes, o substituto do presidente da República na ausência do vice.
Está sendo treinado para isso, como tantos outros foram. E daqui a pouco estará à altura do Brazil.
Mr. Bill Cavalcanti vem por aí."
Mandou ver o Noblat...
------
Update - Sei que vocês devem estar de saquinho cheio com as aventuras do Noblat em João Alfredo. Mas o causo é que não posso deixar de comentar o relato que ele fez do discurso de Severino. Imperdível!
A vida real está longe de Brasília, muito longe.
Ou melhor: Brasília tem vida real, mas ela se manifesta pouco na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.
O que se passa nesses dois lugares é pura encenação, puro teatro, embora destinado a produzir graves consequências na vida de todos nós - para o bem ou para o mal.
É tudo ensaiado para interessar à mídia - e, por meio dela, ao distinto público. Cada um conhece bem o seu papel. Como a mídia não gosta ou não quer comer poeira, contentem-se, pois, com o espetáculo do poder - mas saibam que ele não passa de um espetáculo.
A Broadway é aqui. Uma Broadway menos glamurosa, mas uma Broadway.
Escrevo sobre as peças em cartaz desde que aqui cheguei em 1982.
Mas gostaria mesmo era de escrever sobre os pobres circos de lona rasgada, o mamulengo, o reizado, a cavalhada.
Gostaria de resgatar o jornalismo do corpo-a-corpo com pessoas simples que dizem o que de fato pensam e que falam sobre as coisas como elas de fato se lhes parecem.
Notei que muitos de vocês ficaram chocados com o Severino que se exibiu por inteiro em João Alfredo no último fim de semana.
Tenham paciência com ele.
Severino é o político típico do Brasil que o Brazil finge desconhecer. Ou finge que não existe. Ou não conhece.
Nós, jornalistas, fomos incapazes de esboçar até aqui pelo menos um perfil razoável de Severino.
Quem o fez foi ele próprio quando falou para seus eleitores na noite do último sábado (vejam, abaixo, a nota "Arraial do Severino: E ele conta tudo!")
Mas relaxem as almas mais sensíveis e aqueles que Severino chamou de "intelectuais da imprensa".
O Severino de João Alfredo cederá a vez ao Severino da Praça dos Três Poderes, o substituto do presidente da República na ausência do vice.
Está sendo treinado para isso, como tantos outros foram. E daqui a pouco estará à altura do Brazil.
Mr. Bill Cavalcanti vem por aí."
Mandou ver o Noblat...
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Update - Sei que vocês devem estar de saquinho cheio com as aventuras do Noblat em João Alfredo. Mas o causo é que não posso deixar de comentar o relato que ele fez do discurso de Severino. Imperdível!
Segunda-fútil
Afanada do delicioso-como-o-nome Drops da Fal: o pessoal do Pânico disse a frase definitiva sobre o casamentório mais-falado-de-2005-até-agora (Ronaldo e Dona Cica): "Se era pra dar barraco, pra que ir casar num castelo?"
QUÁQUÁRÁQUÁQUÁ!!!!!!!!
-----
Afanada 2 - Do Marcelo, que leu no Ancelmo (O Globo): Outro dia, na Praia do Forte, em Cabo Frio, RJ, um guri fazia pirraça quando a mãe berrou: "Quieto, senão chamo a Nazaré pra te pegar!"
Rapaz, essa 'gostosa' vai ficar prá história!
------
Leio agora de novo no Marcelo (ê, ladrona), que a Cica tem seis dedos. Adivinhem quem descobriu: o Vesgo. Ô, coitada, o que vão pegar no pé da pobrezinha agora...
------
Ó, senhor, livrai-me do desejo de comer os bem-casados que o rapaz da Xerox vende, livrai-me...
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Semana passada tivemos aqui em Recife o concurso de Miss Pernambuco. Sinceramente: fazia tempo que não tinha visto tanta mulher feia junta. Veja se eu não digo a verdade (vejam antes que apaguem a página, porque a chamada principal já voou do DP). Parece que o fato de ser um concurso de beleza realçava mais ainda o péssimo gosto que transpareceu na escolha das "misses". Talvez seja porque o evento está tão em baixa : as garotas bonitas preferem ser modelos, rainhas, princesas do Carnaval, e similares. Daí só sobram mesmo as 'menos bonitas', digamos assim, para sermos mais simpáticos. Uma emissora local transmitiu o concurso, de um clube antigo e tradicional de Recife, o Internacional, que está em franca decadência como quase todos os clubes tradicionais daqui, aliás. É aquele mesmo onde o Severino Cavalcanti se reuniu com seu povo sexta-feira. Durante a transmissão, de uma janela se via os ônibus passando na Benfica, patético... Ô gente, né por isso que essa figuras como o Noblat postam essas maravilhas sobre nós? Mas como diria Juraildes da Cruz: 'Nóis é Jace mas é Jóia'. Ah, a propósito, o comentário aí sobre o Noblat não é sinal de que eu não tenha feito as pazes com ele. Gostei muito do aparentemente conclusivo post de sua epopéia em João Alfredo. Vou reproduzi-lo mais adiante...
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Já votou na Mulher-Maravilha?
QUÁQUÁRÁQUÁQUÁ!!!!!!!!
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Afanada 2 - Do Marcelo, que leu no Ancelmo (O Globo): Outro dia, na Praia do Forte, em Cabo Frio, RJ, um guri fazia pirraça quando a mãe berrou: "Quieto, senão chamo a Nazaré pra te pegar!"
Rapaz, essa 'gostosa' vai ficar prá história!
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Leio agora de novo no Marcelo (ê, ladrona), que a Cica tem seis dedos. Adivinhem quem descobriu: o Vesgo. Ô, coitada, o que vão pegar no pé da pobrezinha agora...
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Ó, senhor, livrai-me do desejo de comer os bem-casados que o rapaz da Xerox vende, livrai-me...
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Semana passada tivemos aqui em Recife o concurso de Miss Pernambuco. Sinceramente: fazia tempo que não tinha visto tanta mulher feia junta. Veja se eu não digo a verdade (vejam antes que apaguem a página, porque a chamada principal já voou do DP). Parece que o fato de ser um concurso de beleza realçava mais ainda o péssimo gosto que transpareceu na escolha das "misses". Talvez seja porque o evento está tão em baixa : as garotas bonitas preferem ser modelos, rainhas, princesas do Carnaval, e similares. Daí só sobram mesmo as 'menos bonitas', digamos assim, para sermos mais simpáticos. Uma emissora local transmitiu o concurso, de um clube antigo e tradicional de Recife, o Internacional, que está em franca decadência como quase todos os clubes tradicionais daqui, aliás. É aquele mesmo onde o Severino Cavalcanti se reuniu com seu povo sexta-feira. Durante a transmissão, de uma janela se via os ônibus passando na Benfica, patético... Ô gente, né por isso que essa figuras como o Noblat postam essas maravilhas sobre nós? Mas como diria Juraildes da Cruz: 'Nóis é Jace mas é Jóia'. Ah, a propósito, o comentário aí sobre o Noblat não é sinal de que eu não tenha feito as pazes com ele. Gostei muito do aparentemente conclusivo post de sua epopéia em João Alfredo. Vou reproduzi-lo mais adiante...
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Já votou na Mulher-Maravilha?
Foi prá galera...
6 de mar. de 2005
A Vida imita a Arte... não, a Novela
O povo brasileiro definitivamente vê novela demais. Amanda devia estar acompanhando os últimos capítulos de Senhora do Destino, onde a Naza vinha planejando o sequestro da sua "neta falsa", tendo ontem começado a executar o dito. A Naza teve uns ataques de gravidez psicológica a bordo do taxi que seguia para a maternidade, depois pagou uma bufunfa prá uma enfermeira, transformou em múmia uma outra que apagou com alguma coisa que devia ser cheirosa e seguiu para o espelho, chamar a si mesma de "gostosa", pela milésima vez. Poderosa. A novela acabou ela azucrinando a primeira roubadinha na mesa de operação, findando com o reconhecimento e o desmaio da recém-parida. A Amanda não deve ter visto, certo? Teve outras ocupações...
5 de mar. de 2005
I am Sam
-Fã que se preza dos Beatles;
-chorona de cinema inveterada;
-mãe dessas coruja e com alguns pequenos complexos de culpa...
... eu tinha que me apaixonar por esse filme.

Sean Penn tá prá se lascar de bom. Mas que titulozinho ridículo ganhou no Brasil, não? Ah, a cena mais linda é aquela em que ele vai visitá-la na casa dos novos "pais" e está tocando You´ve Got To Hide Your Love Away. A frase mais linda : "Você é o vermelho nos quadros dela."
Chorei prá valer, pessoal.
Valeu, Naomi!
-chorona de cinema inveterada;
-mãe dessas coruja e com alguns pequenos complexos de culpa...
... eu tinha que me apaixonar por esse filme.

Sean Penn tá prá se lascar de bom. Mas que titulozinho ridículo ganhou no Brasil, não? Ah, a cena mais linda é aquela em que ele vai visitá-la na casa dos novos "pais" e está tocando You´ve Got To Hide Your Love Away. A frase mais linda : "Você é o vermelho nos quadros dela."
Chorei prá valer, pessoal.
Valeu, Naomi!
A festa sobre a festa II
Uma coisa que me surpreendeu, lendo o último post do Arraial do Severino, é o ar de ingenuidade misturado a ineditismo com que o Noblat descreve os "dotes de palanque" do Severino Cavalcanti. Uai, nunca leu Jessier Quirino não, foi?
Comício de Beco Estreito
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma gambiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha e essa:
Três promessa por minuto.
(...)
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente.
(Jessier Quirino)
Você lê esse inteiro aqui.
Comício de Beco Estreito
Pra se fazer um comício
Em tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um F-4000
Ou qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado má feito
Cruzando em dez posição.
Um locutor tabacudo
De converseiro comprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido.
Uma gambiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrito qualquer dizer
Dois pistom e um taró
Pode até ficar melhor
Uma torcida pra torcer.
Aí é subir pra riba
Meia dúzia de corruto
Quatro babão cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
E a pisadinha e essa:
Três promessa por minuto.
(...)
E terminada a campanha
Faturada a votação
Foda-se povo, pistom
Foda-se caminhão
Promessa, meta e programa...
É só mergulhar na brahma
E curtir a posição.
Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otário
A foto num calendário
Bem família, bem decente:
Ele, um diabo sério, honrado
Ela, uma diaba influente
Bem vestido e bem posado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose, sem protocolo
Um diabozinho inocente.
(Jessier Quirino)
Você lê esse inteiro aqui.
4 de mar. de 2005
A festa sobre a festa
Noblat está fazendo a festa com a festa do Severino Cavalcanti, em sua primeira vinda a Pernambuco após a eleição para presidente da Câmara. Podia estar sendo muito boa a cobertura - esperei que assim fosse quando li sobre o blog coisas como tratar-se de "um blog sobre política de excelente qualidade editorial"(1 ). Aliás, a princípio eu até achei graça, confesso. Muito menos estou discordando de que é um "blog sobre política de excelente qualidade editorial". Pode até ser que seja: ainda não li o suficiente e não quero ser precipitada. Mas me parece que o Noblat não está conseguindo perceber o tipo de preconceito que insufla quando faz comentários como "Entre uma sala e outra, há um móvel com o que existe de melhor na casa: um potente equipamento de som Aiwa, um aparelho de tv a cores de 20 polegadas, um litro de Old Eight e uma garrafa de cinco litros de um espumante chamado Piagentini". Referindo-se a um cabo eleitoral do Severino. Leiam os comentários, por favor. Até aí tudo mais ou menos bem, afinal, já diz o povo, quem aos porcos se junta, farelo come. Outra: "A oficina fechou porque Nego Di foi almoçar em casa e descansar um pouco. E o quico? A única explicação plausível para mim é que Noblat quer fazer graça com o nome do tal fabricante de portões. Além do mais, prá que, senhor, estará ele a citar o nome das bandas que vão tocar na festa? Aiaiaiai, tenha santa paciência - e olhe que detesto brega ... Deselegante, Noblat, deselegante... Em minha leiga e humilde opinião, o povo de João Alfredo, pobre e inculto, é só uma vítima dos poderosos super-heróis que você batizou...
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Update: Prá não dizer que não sei elogiar, reproduzo essa que, sim, desfez até a má impressão:
Arraial do Severino: voadores (15)
Não convidem para a mesma mesa o deputado Severino Cavalcanti e os comerciantes Manoel Veloso, vendedor de carro, e Manoel Moura, dono de um armazém.
Veloso guarda dois cheques sem fundo, no valor de R$ 12 mil cada um, emitidos por Severino, em 1996. Moura guarda um de R$ 17 mil, datado de 2002.
Os dois comerciantes moram em João Alfredo e pretendem manter distância da recepção que a cidade oferecerá, amanhã, ao seu filho mais notável.
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Update: Prá não dizer que não sei elogiar, reproduzo essa que, sim, desfez até a má impressão:
Arraial do Severino: voadores (15)
Não convidem para a mesma mesa o deputado Severino Cavalcanti e os comerciantes Manoel Veloso, vendedor de carro, e Manoel Moura, dono de um armazém.
Veloso guarda dois cheques sem fundo, no valor de R$ 12 mil cada um, emitidos por Severino, em 1996. Moura guarda um de R$ 17 mil, datado de 2002.
Os dois comerciantes moram em João Alfredo e pretendem manter distância da recepção que a cidade oferecerá, amanhã, ao seu filho mais notável.
1 de mar. de 2005
Velho Maroto

Faz dias que estou com essa música na cabeça.
Prá ser exata desde que soube do novo cd da Bethânia.
Acho maravilhosa essa onipresença que as grandes personalidades possuem, que as faz sempre estar ressurgindo, seja na voz de um intérprete, num livro que as referencia, no filme que conta sua vida. De tudo isso, só posso concluir uma verdade: seres humanos podem mesmo ser incríveis. E as exceções apenas confirmam a regra.
Buscando sobre o poeta, conheci a pouco o site, que imagino ser oficial, do Vinícius. A página, a primeira visita, pareceu-me bastante completa, com uma novidade especial: um tópico chamado "Faça sua Antologia", em que aparentemente (ainda não testei) você seleciona os poemas que mais gosta. A abertura me comoveu, com os acordes iniciais de Pela Luz dos Olhos Teus, aquela mesma que está na abertura da novela Laços de Família, em reprise desde ontem na Globo (infelizmente no horário da tarde, que me é impróprio). Cresci ouvindo Vinícius, por conta disso conheço de cor muitas de suas músicas. Tive minha época de ser apaixonada por Pela Luz dos Olhos Teus, por exemplo. Dos poucos poemas que sei declamar de memória, a maioria também é dele. Conjugação da ausente ("Tua graça caminha pela casa"), Ausência ("Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces" ), e, obviamente, Soneto de Fidelidade ("De tudo, ao meu amor serei atento"). Eram, em geral, aqueles que tinhamos em casa recitados pelo próprio poeta, em discos de vinil. Vinícius declamava absurdamente bem seus poemas, como é o usual, aliás, entre os agraciados pelo dom da poesia: em geral é o autor que sabe mehor como dizer seu texto, no tom correto, na aspereza ou maciez precisa. Vinícius era um dos maiores mestres nesta arte também.
Estranho como há paixões que nunca passam, apenas ficam adormecidas. Passei muitos anos sem ouvir Vinícius, até julgava-me mesmo enjoada dele. Outro dia achei um cd, uma coletânea que nem mesmo comprei, foi um brinde em uma compra. Que delícia reviver aquelas canções. É muito Vinícius demais prá uma brasileira, gente!
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Update - Leio a pouco no Marcelo que é hoje o aniversário do Rio de Janeiro. Nada mais carioca que o autor de Garota de Ipanema, não?
A dança das zeros
Tão grande era, que até hoje não sei se recebi aquele aumento de 0,01% noticiado em novembro último e sobre o qual postei aqui. Acho que não recebi, diante disto: "O índice proposto pelo projeto de lei é o mais baixo já concedido na administração petista. Em 2003, os servidores tiveram 1% de aumento. No ano passado, não houve reajuste geral.". Pois é, lá estão eles a falar agora em 0,1%. Melhoramos uma casa decimal! E constato que nem enganados fomos em 2004; espero que meu "querido" sindicato esteja atento a isto, embora desconfie que não, já que eles andam no fuzuê das eternamente infrutíferas eleições internas.
E ainda vem o Lula-lá dizer-se "cansado" com tudo isso. Palavras do presidente: "Eu estou cansado de ler, de ver e de ouvir críticas a salários de servidores públicos e, ao mesmo tempo, estou cansado de ver servidores de indústrias privadas, não mais qualificados do que aqueles que estão sendo criticados, ganhar três ou quatro vezes mais do que aquele que está na máquina pública". Ê, governinho esquizofrênico, sô...
E ainda vem o Lula-lá dizer-se "cansado" com tudo isso. Palavras do presidente: "Eu estou cansado de ler, de ver e de ouvir críticas a salários de servidores públicos e, ao mesmo tempo, estou cansado de ver servidores de indústrias privadas, não mais qualificados do que aqueles que estão sendo criticados, ganhar três ou quatro vezes mais do que aquele que está na máquina pública". Ê, governinho esquizofrênico, sô...
28 de fev. de 2005
Eu e o Oscar, o Oscar e eu
Enquanto leio nos blogs amigos todo o povo a falar dele, faço minha triste constatação: dos filmes premiados, só vi até agora Desventuras em Série (maquiagem), O Homem Aranha 2 (efeitos especiais) e Os Incríveis (longa de animação e edição de som). Ó, senhor, ser mãe é padecer no paraíso dos "sem direito a cinema adulto"...
Segunda-fútil
Agora que a novela das 8 está acabando, foi pro beleléu de vez os cuidados da Globo quanto a história não se passar em 2005, mas na década de 90: semana passada o Giovanni "Wilker" chamou Shao Lin de Bob Esponja, que só veio a fazer sucesso aqui no Brasil nos últimos anos.
Aliás, já que é dia de fofoca: que foi aquilo do Giovanni e Ducarmo na cama com gelo seco por todo quarto????!!!!???? Valei-me, foi demais!
-------
Esta foi roubada do Jogando Conversa Fora. O povo do Ceará decretou, sobre a "Natália BBB" : no Ceará não tem disso não! "Apesar das campanhas que as emissoras de rádio de Fortaleza fazem para que a modelo cearense Natália Nara permaneça no BBB 5, uma enquete do jornal "O Povo" aponta que os cearenses querem mesmo é que ela seja a eliminada no paredão de hoje". A notícia foi de terça passada, mas a Natália é tão chatinha que ainda está em foco aqui no Maio...
-------
Tá pouco fútil essa segunda, gente, tá é muito trabalhosa. E sei que o assunto da vez ainda deve ser a tal Cicarelli no Faustão, mas não vi, felizmente. Vamos ver se o vesgo consegue dar uma melhorada nesse causo...
Aliás, já que é dia de fofoca: que foi aquilo do Giovanni e Ducarmo na cama com gelo seco por todo quarto????!!!!???? Valei-me, foi demais!
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Esta foi roubada do Jogando Conversa Fora. O povo do Ceará decretou, sobre a "Natália BBB" : no Ceará não tem disso não! "Apesar das campanhas que as emissoras de rádio de Fortaleza fazem para que a modelo cearense Natália Nara permaneça no BBB 5, uma enquete do jornal "O Povo" aponta que os cearenses querem mesmo é que ela seja a eliminada no paredão de hoje". A notícia foi de terça passada, mas a Natália é tão chatinha que ainda está em foco aqui no Maio...
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Tá pouco fútil essa segunda, gente, tá é muito trabalhosa. E sei que o assunto da vez ainda deve ser a tal Cicarelli no Faustão, mas não vi, felizmente. Vamos ver se o vesgo consegue dar uma melhorada nesse causo...
25 de fev. de 2005
Ah, que vontade de dizer mais palavrão!!!
Sinceramente: existe alguma justificativa plausível para que uma merda dessa aconteça? VAI TOMAR NO FIOFÓ, Michael Jackson!!!!!! E fique feliz que sou educada... Não tem foto sua hoje não, nem nunca ...
Hoje estou toda musical

Vai ter show da Cátia de França amanhã no Pátio de São Pedro, ah, como eu queria ir. Mas vai ser difícil acontecer, eu já sei. Vc sabe sim quem é a Cátia de França, quem disse que você não sabe? E se não conhece, VÁ CONHECER !
Tem mais: é uma pena que não tenha cd dela no Submarino, queria por na minha Wishlist...
Coito das Araras
(Cátia de França)
Papagaio da asa amarela
Corre e leve esse recado meu pra ela
Minha saudade não se rebate
Vai no grito estrangulado do meu canto
No Coito das Araras
Quem passa por lá não pára
No Coito das Araras
Tudo está como sempre foi
O gado pasta no Berra Boi ê ê ê
Tudo está como sempre foi ê ê ê
No Coito das Araras
É o araçá das almas
O Zé que cantava
É o sete casacas
É a sombra do touro êia
Peroba baião ê ê ê
É a sombra do touro êa
Timborna sertão
Ainda trago na boca, nos olhos
A visão da tua imagem
Despenteada, sorrindo
Correndo pela rodagem
Meia distância, meia légua
Légua e meia á á
No fim apanhei restou a peia
Légua e meia á á
Você correndo pela rodagem
Légua e meia á á
Despenteada, sorrindo
Légua e meia
Mamã África, Mawaca, o moço da banca e minha péssima capacidade de comerciar
Junto da lotérica tem uma banca de revista. Lembrei de ver se tinha a Caras, que só leio normalmente quando vou fazer as unhas, mas estava querendo a tempos comprar por conta da coleção A Música do Mundo. Dei sorte: tinha justo o cd que me interessou desde o início, de música africana. Bem bom! De imediato me chamou a atenção as quatro faixas do grupo Mawaca, do qual já ouvira falar (bem). Também não negarei a razoável decepção que tive ao descobrir que este grupo é na verdade formado por músicos brasileiros (poxa, Caras!). A qualidade entretanto é inegável, e recomendo, tanto o cd, quanto a visita ao site. O grupo é formado por sete cantoras e sete instrumentistas, de formações que variam da música popular à erudita. Instrumentos: acordeom, violino, baixo, violoncello, flauta, sax soprano, alto e tenor, vibrafone, pandeirões, djembé, tablas, congas e cítara japonesa (koto). Pareceu-me que realizam um excelente trabalho de pesquisa. Curiosidade: a expressão mawaka, segundo os africanos do norte da Nigéria, refere-se aos músicos 'que recorrem ao poder mágico da palavra cantada para atrair o poder dos espíritos'. Lindo, não?
Outro site que contêm boas informações sobre o Mawaca é o mantido por minha amiguinha Mari-Ceceu, o Entrecantos. Busquem em Artistas.
Prá findar o post: quando me entregou a revista, o moço da banca disse:
- Você tem interesse no cd da Irlanda?
Claro que eu tinha. Lembrei logo de Mull of Kintyre e de Em Nome do Pai.
- Você tem aí?
- Tenho, uma pessoa esqueceu de pegar.
- E quanto é?
O danado sorriu e disse depois de pensar:
-Cinco reais.
-Ué, mas a revista custa 5,90! Três reais, tá bom?
-Não, três não dá não.
-Então tá, tchau.
Péssima, concordam?
Outro site que contêm boas informações sobre o Mawaca é o mantido por minha amiguinha Mari-Ceceu, o Entrecantos. Busquem em Artistas.
Prá findar o post: quando me entregou a revista, o moço da banca disse:
- Você tem interesse no cd da Irlanda?
Claro que eu tinha. Lembrei logo de Mull of Kintyre e de Em Nome do Pai.
- Você tem aí?
- Tenho, uma pessoa esqueceu de pegar.
- E quanto é?
O danado sorriu e disse depois de pensar:
-Cinco reais.
-Ué, mas a revista custa 5,90! Três reais, tá bom?
-Não, três não dá não.
-Então tá, tchau.
Péssima, concordam?
24 de fev. de 2005
Não sei se é bom, não sei se é ruim
Mal iniciou hoje o compartilhamento de terminais eletrônicos entre Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, já tem mais gente na fila. É, o Bradesco também quer entrar na panela. Ou seja, acho que literalmente vai ter mais gente nas filas dos terminais, certo? E até parece que esse povo não é o que cada vez maiores lucros tem obtido neste país nos últimos anos, os bancos... Ainda ficam buscando economizar e aproveitam para enrolar que isto reduzirá as tarifas para os clientes. Ora, me poupem... Ah, e aos animadinhos com novidades: não esqueçam que após 90 dias os serviços serão cobrados ...
22 de fev. de 2005
Palavras não se dispensa
Fiquei preocupada com o Marcelo comentando que a "nurse" parecia uma boneca (mas não é que parece mesmo!), então esclarecemos: a foto abaixo pode ser considerada histórica, penso eu, foi tirada em 15 de agosto de 1945, dia da rendição japonesa, fim da Segunda Guerra Mundial, na Times Square, no meio do oba-oba da festa! Eu tinha uma edição especial da Times (acho que era a Times, revista americana famosíssima só pode ser a Times, né?) comemorativa de não sei quantos anos dela (e isso já faz uns 10 a 15 anos pelo menos, cidadão...), com uma série das melhores fotos, e desde então me apaixonei por este beijo... Ah, salvo engano, os dois beijoqueiros não se conheciam, se estou errada me corrijam...
21 de fev. de 2005
Segunda-fútil
Daí que ontem os braços de Morfeu estavam mais cálidos que a promessa de diversão com o paredão (isso de BBB é como novela, na metade começa a enjoar), e não assisti a edição domingueira do programa. Fiquei surpresa com o resultado: Natália e Jean disputam esta semana. Mais surpresa ainda deixou-me o que li no Babado, sobre: Jean, Pink e Grazzi choraram "quando souberam que havia um complô para colocar Jean e Pink no paredão". Pru mode acharam "que não tinha mais isso aqui". Depois, lendo o resto da nota, entendi menos ainda vendo o placar da votação: Jean, Pink, Sammy e Grazi votaram na Natália. Uai, como é que pode, teacher? Que foi isso? Telepatia, transmimento de pensação?
A custo, começo a desconfiar que o PA está certo: esse baiano, além de batedor de bombo dos bons, é o melhor jogador dessa edição... Ou não... Pior que sou tão abusada com o jeito-falsinho-tatibitati dessa Natália que fica o professor mesmo, fazer o quê...
------
Testezinho só para as meninas: Madeira, metal, água, fogo, terra - Que tipo de mulher é você? Mas adianto que o bicho é fraquinho: meu resultado deu Metal (nunquinha!!!!!), dá uma espiada:

Você é ambiciosa, energética e trabalha incansavelmente para atingir os objetivos que estabeleceu para si própria. As pessoas gostam de sua companhia porque é confiável e perspicaz. Mas a persistência, sua marca registrada, também pode se transformar em teimosia. Você tende a ser um pouco inflexível, ter uma mentalidade tacanha e até mesmo austera demais. Não relaxa com facilidade e entre seus colegas provavelmente sua fama é de ser uma viciada em trabalho.
Viiiixxxxxeeeeeee, tudo errado. Taí uma qualidade que não tenho: persistência. Viciada em trabalho? Graças a Deus, NÃO!!!!
------
E o barraco-fazedor-de-mídia prossegue: ontem, no Fantástico, a tal galega foi dizer que desculpava a bocuda. Ainda afirmando que ficou surpresa com a repercussão, a tolinha... Sabe o que fiquei pensando sobre isso: mas rico é diferente e mau-educado mesmo, né? Fosse uma pobrezinha aguentava a outra até o fim do casamentório. Ai, eu queria ver o que a Eufrásia falou disso, queria...
A custo, começo a desconfiar que o PA está certo: esse baiano, além de batedor de bombo dos bons, é o melhor jogador dessa edição... Ou não... Pior que sou tão abusada com o jeito-falsinho-tatibitati dessa Natália que fica o professor mesmo, fazer o quê...
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Testezinho só para as meninas: Madeira, metal, água, fogo, terra - Que tipo de mulher é você? Mas adianto que o bicho é fraquinho: meu resultado deu Metal (nunquinha!!!!!), dá uma espiada:

Você é ambiciosa, energética e trabalha incansavelmente para atingir os objetivos que estabeleceu para si própria. As pessoas gostam de sua companhia porque é confiável e perspicaz. Mas a persistência, sua marca registrada, também pode se transformar em teimosia. Você tende a ser um pouco inflexível, ter uma mentalidade tacanha e até mesmo austera demais. Não relaxa com facilidade e entre seus colegas provavelmente sua fama é de ser uma viciada em trabalho.
Viiiixxxxxeeeeeee, tudo errado. Taí uma qualidade que não tenho: persistência. Viciada em trabalho? Graças a Deus, NÃO!!!!
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E o barraco-fazedor-de-mídia prossegue: ontem, no Fantástico, a tal galega foi dizer que desculpava a bocuda. Ainda afirmando que ficou surpresa com a repercussão, a tolinha... Sabe o que fiquei pensando sobre isso: mas rico é diferente e mau-educado mesmo, né? Fosse uma pobrezinha aguentava a outra até o fim do casamentório. Ai, eu queria ver o que a Eufrásia falou disso, queria...
17 de fev. de 2005
15 de fev. de 2005
14 de fev. de 2005
Mais tocante
Legal essa enquete realizada na Inglaterra, por um canal de televisão: qual a cena mais tocante da história do cinema? 700 mil pessoas elegeram a despedida do menino e de ET no filme de Spielberg. É boa mesmo essa.
Fiquei tentando pensar qual eu escolheria, e recordei uma que amo: em As Pontes de Madison, quando eles se cruzam (ou se despedem, não lembro mais) numa avenida e os carros vão se afastando. Dá até vontade de ver o filme de novo só de lembrar. Só não posso dizer se é a minha preferida mesmo: são muitos e muitos os filmes que adoro...

Aê a lista dos 20 filmes mais citados na tal pesquisa:
1. ET, o Extraterrestre
2. À Espera de um Milagre
3. Titanic
4. A Felicidade Não se Compra
5. Ghost - Do Outro Lado da Vida
6. Bambi
7. Um Sonho de Liberdade
8. O Campeão
9. Campo dos Sonhos
10. Meu Primeiro Amor
11. Forrest Gump - O Contador de Histórias
12. Amigas para Sempre
13. Blackadder
14. E O Vento Levou
15. Uma Grande Aventura
16. Laços de Ternura
17. Conta Comigo
18. Desencanto
19. A Escolha de Sofia
20. Sociedade dos Poetas Mortos
E você, escolhe qual?
Notícia lida aqui.
Fiquei tentando pensar qual eu escolheria, e recordei uma que amo: em As Pontes de Madison, quando eles se cruzam (ou se despedem, não lembro mais) numa avenida e os carros vão se afastando. Dá até vontade de ver o filme de novo só de lembrar. Só não posso dizer se é a minha preferida mesmo: são muitos e muitos os filmes que adoro...

Aê a lista dos 20 filmes mais citados na tal pesquisa:
1. ET, o Extraterrestre
2. À Espera de um Milagre
3. Titanic
4. A Felicidade Não se Compra
5. Ghost - Do Outro Lado da Vida
6. Bambi
7. Um Sonho de Liberdade
8. O Campeão
9. Campo dos Sonhos
10. Meu Primeiro Amor
11. Forrest Gump - O Contador de Histórias
12. Amigas para Sempre
13. Blackadder
14. E O Vento Levou
15. Uma Grande Aventura
16. Laços de Ternura
17. Conta Comigo
18. Desencanto
19. A Escolha de Sofia
20. Sociedade dos Poetas Mortos
E você, escolhe qual?
Notícia lida aqui.
Segunda-fútil
Li que Ronaldinho e Cicarelli (ô casalzinho antipático, né?) se casam hoje no castelo de Chantilly e por breves segundos acreditei que era de chantilly mesmo o tal castelo. Daquele, branquinho, docinho. Hoje em dia a gente vê tanta coisa que nada mais parece impossível... Essa notícia do pequeno motorista é requentada, lá do Emerson...
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Fui votar no PA e apareceu lá na palavra-chave que a gente digita para votar: ilimite. Ilimitado eu conheço, mas ilimite? O Priberam diz que isso não existe. Aí agora eu não sei mais se votar no BBB é ou não cultura...
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Pessoas! Preciso urgente parar com isso. Tô pensando em ir no salão da Pink, aqui em Nova Descoberta. Para quem não sabe, fica em uma das regiões mais populares, tradicionais e populosas de Recife, Casa Amarela... Eu preciso mesmo cortar o cabelo. Se não prestar eu conto...
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Update - Essa não pode estar fora da segunda-fútil. Conhece a expressão "riu que se mijou"? Pois bem. Agora podem chamar aquela boboquinha Natália do BBB5 de Nat Mijona. Acreditem se quiser: a menina, no meio de uma sessão de palhaçada do grupo, num 'guentou e fex pipi nas calças. Rapaz, quem já passou por isso que o diga : é ruim demais da conta. Ieu q eu sei (mas não se animem, aconteceu a mi-lê-ni-os atrás). Só que ao vivo e a cores deve ser bem pior...
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Fui votar no PA e apareceu lá na palavra-chave que a gente digita para votar: ilimite. Ilimitado eu conheço, mas ilimite? O Priberam diz que isso não existe. Aí agora eu não sei mais se votar no BBB é ou não cultura...
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Pessoas! Preciso urgente parar com isso. Tô pensando em ir no salão da Pink, aqui em Nova Descoberta. Para quem não sabe, fica em uma das regiões mais populares, tradicionais e populosas de Recife, Casa Amarela... Eu preciso mesmo cortar o cabelo. Se não prestar eu conto...
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Update - Essa não pode estar fora da segunda-fútil. Conhece a expressão "riu que se mijou"? Pois bem. Agora podem chamar aquela boboquinha Natália do BBB5 de Nat Mijona. Acreditem se quiser: a menina, no meio de uma sessão de palhaçada do grupo, num 'guentou e fex pipi nas calças. Rapaz, quem já passou por isso que o diga : é ruim demais da conta. Ieu q eu sei (mas não se animem, aconteceu a mi-lê-ni-os atrás). Só que ao vivo e a cores deve ser bem pior...
12 de fev. de 2005
Não acredito que ligo a TV para ver a Beija-Flor desfilar (escola prá sempre do meu coração, herança da infância que não se perde) e tá passando a Salgueiro, ela que é uma das duas que eu assisti toda (a outra foi Mocidade Independente de Padre Miguel - mas que nome lindo, né, tem que escrever todo), depois de anos. E o Marcelo disse que ela é a última, putz... Vou 'guentar não, é certo...
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Definitivamente, se eu quiser fazer com que esse blog ande de verdade preciso mudar o esquema dele. Preciso mesmo. Mas nem sempre a idéia me empolga. Tenho conhecido tanto blog bom ultimamente que me sinto a própria enxerida. Qué que eu tô fazendo aqui, meu?
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Definitivamente, se eu quiser fazer com que esse blog ande de verdade preciso mudar o esquema dele. Preciso mesmo. Mas nem sempre a idéia me empolga. Tenho conhecido tanto blog bom ultimamente que me sinto a própria enxerida. Qué que eu tô fazendo aqui, meu?
10 de fev. de 2005
Noveleira e BBBzeira eu sou - II
Já que tá na onda falar mal do Gê do BBB (nem vou colar o link do programa, todo mundo já sabe o endereço; perceberam que tô com preguiça, certo?), vamos lá.
O "doutorzinho" (plagiando a Eufrásia), no fim do programa em que foi escorraçado (92%, quase que acerto!), declarou-se um jogador, que estava jogando todo o tempo, e que entrou prá isso.
Mas que jogadorzinho peba(*), hein? Prá quem gastou os pouquíssimos neurônios na tentativa de ser um bom jogador, se deu mal o doutor. Não assistiu nenhuma das outras edições do programa nunca não, ele? Não sabe que todo mundo detesta quem faz jogo safado? Eu, hein! Povinho burro...
(*) - pros não-nordestinos: peba é o mesmo que ruim, fraco... Não tem no dicionário on line que eu uso, mas que é isso, é, eu garanto... O nome deve vir do bichinho aí em cima, o tatu-peba (prá quem não conhecia, tá apresentado)...
ECA!
Uma notícia dessa me dá nojo mesmo, né brinquedo não. Sente só o clima:
Ameaçado no Ibope pelo SBT, o infantil "Sítio do Picapau Amarelo", da Globo, sairá do ar neste mês e voltará em abril totalmente reformulado. (...) Os personagens de Monteiro Lobato continuarão. Mas nomes estranhos à obra entrarão para modernizar e agitar a trama. Emília, por exemplo, ganhará uma rival, a boneca Paty Pop, que se transformará em gente.
Essa é requentada, li lá no Jogando Conversa Fora. Não achei a notícia na Folha On line, mas achei essa aqui. Vai aí uma foto da boneca mais arretada que já houve na história da televisão brasileira. Aí que saudade que dá...
Ameaçado no Ibope pelo SBT, o infantil "Sítio do Picapau Amarelo", da Globo, sairá do ar neste mês e voltará em abril totalmente reformulado. (...) Os personagens de Monteiro Lobato continuarão. Mas nomes estranhos à obra entrarão para modernizar e agitar a trama. Emília, por exemplo, ganhará uma rival, a boneca Paty Pop, que se transformará em gente.
Essa é requentada, li lá no Jogando Conversa Fora. Não achei a notícia na Folha On line, mas achei essa aqui. Vai aí uma foto da boneca mais arretada que já houve na história da televisão brasileira. Aí que saudade que dá...
6 de fev. de 2005
Entrei na Campanha da Bruna
Faça o Gê bater o goleiro! 95% nele! Eu tô apostando nesse índice de rejeição. E você?
Ai, não vou colar fotinha do coisa aqui não, merece não...
Ai, não vou colar fotinha do coisa aqui não, merece não...
4 de fev. de 2005
Noveleira e BBBzeira eu sou
Tive crise de riso hoje com Eufrásia (aquela que desbancou o Clô) chamando de "véia" a Shirley da novela das oito (aquela, que segundo ela é uma bebum, não sai do bar, onde fica tomando choppinho - "não trabalha, não?" - e todos os menininhos novos do bairro querem comer, o "dos cachinhos" e o dono do bar). A Eufrásia disse que a "véia" tá que nem a Escrava Isaura, que todo mundo quer traçar: "o sinhôzinho, o moço da novela, o velho dos dente podre, o camera-man...". Depois, me embolei de rir com ela dizendo que o PA do BBB é "consultor o quê? Espiritual?"
Ô vida besta, sô...
Tô de férias não, tirei o dia pru mode a festa de Clara da escola e o expediente hoje foi de momo depois das 13...
Ô vida besta, sô...
Tô de férias não, tirei o dia pru mode a festa de Clara da escola e o expediente hoje foi de momo depois das 13...
2 de fev. de 2005
Biito
Em homenagem às cachoeiras de Bonito, o Maio ganhou mais um amiguinho. Cliquem aqui para conhecer meu novo brinquedinho: um fotoblog no UOL.
Tem mais foto de cachoeiras por lá.
Tem mais foto de cachoeiras por lá.
31 de jan. de 2005
O sono é inimigo do cinéfilo
Domingo não é dia, mas ontem cheguei bem tarde e a rotina já tava desmantelada mesmo. Daí comecei a assistir o filminho no Cine Band Clássicos, que delícia! Mesmo sem saber o título, captei logo que era coisa do Hemingway quando o protagonista falou "ah, eu vou prá Espanha ver umas touradas!" e porque ele se chamava Jake, não me pergunte porque. Depois apareceu a mocinha, que de mocinha não tinha nada, era somente a Ava Gardner e fazendo papel de uma ninfomaníaca! Isso só soube lendo hoje a sinopse do filme, pru mode na parte que um impotente Tyrone Power começou a ficar irado com ela dormi, humpf... Mas ela só parecia mesmo uma moça que gostava muito de dançar, e eu nunca pensei que uma ex-enfermeira de guerra viúva pudesse ser ninfomaníaca... Tão engraçados os filmes antigos... Taí a peste de freira, ó...
28 de jan. de 2005
Desventuras - O filme
Afinal fui assistir Desventuras em Série. Presentinho prá mim mesma por ter tido uma semana de corno.
Pior que teria sido um presente mesmo só prá mim, não fossem alguns poréns, apesar da idéia inicial ter sido prencher mais uma tarde de férias da Clara: chegando para comprar o ingresso bem antes da hora, fui informada pela atenciosa atendente que o filme era legendado. Àqueles que não fazem idéia sobre o que estou falando, explico: um filme ser legendado, para a mãe de uma pirralha de 6 anos recém alfabetizada, significa ter que explicar para a pequena criatura todos os "prumode" da história, aiaiaiaiai... Quase todos, melhor disser, porque as criancinhas de 6 anos de hoje já não são as que fomos, são muito espertas. Mas também, onde que eu ia parar prá ver se um filmes desses era ou não dublado, aqui em Recife? Isso é um verdadeiro milagre nessa terra, filme infantil não dublado na telona!
Impasse a postos, deixei ela resolver. "Quer ver mesmo o filme? É legendado." É claro que ela quis, mãe é um bicho besta mesmo, hein? Só fiz gastar crédito de telefone em vão. Mais tarde lá estávamos nós no escurinho do cinema, empaturrando-nos de salgadinho Torcida, guaraná e MM.
Uma primeira impressão do filme (e atenção, quase todas “primeiras impressões” ficaram como únicas, já que a melhor apreensão que poderia haver obtido ficou prejudicada pela função de tradutora que precisei desempenhar): gostei muito da forma de narração escolhida, apresentando o próprio Lemony Snicket enquanto datilografa a hitória como em geral ele se mostra, ou seja, sem mostrar o rosto, chápeu ou sombra encobrindo-o. No filme, sugere-se que o autor está a investigar os casos, o que não sei se veio da série literária, já que li apenas o primeiro volume, mas, mesmo que não tenha sido, a idéia é ótima. O filme baseia-se nos três primeiros livros, e, neste tópico creio que o roteiro apenas foi feliz até certo ponto: no final a história se perde um pouco, o que não deixa entretanto de ser natural num filme em que a história não acabou mesmo (salvo engano a série já está no décimo livro e não sei se acabou...). Talvez também a confusão tenha sido minha, porque da metade do filme em diante o frio no cinema passou a quase insuportável (e eu esquecera os casacos, claro) e as minhas "leituras" começaram a deixar Clara meio impaciente. Normalmente não me apetecem mudanças na história, mas o fato é que desta vez gostei da amarração feita jogando-se um episódio do livro um para o final: ficou bom.
Visualmente, o filme é perfeito, amei os ambientes recriados e também a atuação do elenco, obviamente com olhos mais felizes sobre as crianças, que estão muitíssimo bem. A Sunny está uma gracinha à parte, com seus coerentes pensamentos mal formulados. Junto com o Conde Olaf de Jim Carrey, é responsável pela maior parte das risadas do público. Ele, como sempre, exagerou um pouquinho na dose caricatural, mas para o filme ficou bem, considerando que o conde é um ator. E Meryl Streep, conforme previsto, só não rouba a cena porque competir com um bebêzinho lindo daqueles é sacanagem... Pra complementar, não deixem de ver a animação nos créditos finais. Muito legal...
Pior que teria sido um presente mesmo só prá mim, não fossem alguns poréns, apesar da idéia inicial ter sido prencher mais uma tarde de férias da Clara: chegando para comprar o ingresso bem antes da hora, fui informada pela atenciosa atendente que o filme era legendado. Àqueles que não fazem idéia sobre o que estou falando, explico: um filme ser legendado, para a mãe de uma pirralha de 6 anos recém alfabetizada, significa ter que explicar para a pequena criatura todos os "prumode" da história, aiaiaiaiai... Quase todos, melhor disser, porque as criancinhas de 6 anos de hoje já não são as que fomos, são muito espertas. Mas também, onde que eu ia parar prá ver se um filmes desses era ou não dublado, aqui em Recife? Isso é um verdadeiro milagre nessa terra, filme infantil não dublado na telona!
Impasse a postos, deixei ela resolver. "Quer ver mesmo o filme? É legendado." É claro que ela quis, mãe é um bicho besta mesmo, hein? Só fiz gastar crédito de telefone em vão. Mais tarde lá estávamos nós no escurinho do cinema, empaturrando-nos de salgadinho Torcida, guaraná e MM.
Uma primeira impressão do filme (e atenção, quase todas “primeiras impressões” ficaram como únicas, já que a melhor apreensão que poderia haver obtido ficou prejudicada pela função de tradutora que precisei desempenhar): gostei muito da forma de narração escolhida, apresentando o próprio Lemony Snicket enquanto datilografa a hitória como em geral ele se mostra, ou seja, sem mostrar o rosto, chápeu ou sombra encobrindo-o. No filme, sugere-se que o autor está a investigar os casos, o que não sei se veio da série literária, já que li apenas o primeiro volume, mas, mesmo que não tenha sido, a idéia é ótima. O filme baseia-se nos três primeiros livros, e, neste tópico creio que o roteiro apenas foi feliz até certo ponto: no final a história se perde um pouco, o que não deixa entretanto de ser natural num filme em que a história não acabou mesmo (salvo engano a série já está no décimo livro e não sei se acabou...). Talvez também a confusão tenha sido minha, porque da metade do filme em diante o frio no cinema passou a quase insuportável (e eu esquecera os casacos, claro) e as minhas "leituras" começaram a deixar Clara meio impaciente. Normalmente não me apetecem mudanças na história, mas o fato é que desta vez gostei da amarração feita jogando-se um episódio do livro um para o final: ficou bom.
Visualmente, o filme é perfeito, amei os ambientes recriados e também a atuação do elenco, obviamente com olhos mais felizes sobre as crianças, que estão muitíssimo bem. A Sunny está uma gracinha à parte, com seus coerentes pensamentos mal formulados. Junto com o Conde Olaf de Jim Carrey, é responsável pela maior parte das risadas do público. Ele, como sempre, exagerou um pouquinho na dose caricatural, mas para o filme ficou bem, considerando que o conde é um ator. E Meryl Streep, conforme previsto, só não rouba a cena porque competir com um bebêzinho lindo daqueles é sacanagem... Pra complementar, não deixem de ver a animação nos créditos finais. Muito legal...
Como foi mesmo que a Glória Pires falou pro padre, na igreja, em O Quatrilho? "O inferno também existe pros padres"... Era isso?
Dia de matrícula atrasada na faculdade deles... Tô um caco não, virei um...
Dia de matrícula atrasada na faculdade deles... Tô um caco não, virei um...
27 de jan. de 2005
Olho-tonto
Assistia um filme bobinho na madrugada global quando encontrei meu Olho-tonto Moody ideal. Para quem não sabe quem é, Olho-tonto é o professor de Defesa contra a Arte das Trevas no quarto livro. No filme foi escolhido o ator Brendan Gleeson, que não achei nadica parecido com a descrição do personagem feita pela J.K.Rowling. Coisa de fã, gente...
Será que ninguém pensou no Peter O'toole para o papel? Ou será porque ele está muito velhinho?
Mas aí é que ia ficar bom, nem precisava de muita maquiagem (sem um pingo de maldade, é só a verdade). Ademais ele é quase inglês: nasceu na Irlanda.
Será que ninguém pensou no Peter O'toole para o papel? Ou será porque ele está muito velhinho?
Mas aí é que ia ficar bom, nem precisava de muita maquiagem (sem um pingo de maldade, é só a verdade). Ademais ele é quase inglês: nasceu na Irlanda.
26 de jan. de 2005
O Ray e o Rei
Eu sei que você sabe da importância do Luiz Gonzaga para a música brasileira, e que ele tinha um filho chamado Gonzaguinha, hoje reconhecidamente um dos maiores artistas que nossa música produziu, e que no início eles não se davam muito bem, e que ele fez uma das mais famosas obras do cancioneiro nacional, Asa Branca, mas... você sabia que Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram as linhas gerais do xote No Meu Pé de Serra nos primeiros dez minutos em que se conheceram, em 1945, no escritório de Humberto, que era advogado? E que o Véio Lua gravou em 1971 a belíssima No dia em que eu vim-me embora ("No dia em que eu vim-me embora/minha mãe chorava em ai/minha irmã chorava em ui/e eu nem olhava pra trás"), de Caetano Veloso e Gilberto Gil?
Daí você vai me perguntar: mas que diabo tem isso tem a ver com Ray Charles (o Ray aí do título)?
Tem que o filme Ray, de Taylor Hackford (também diretor de O Advogado do Diabo), indicado esta semana a 6 Oscars, conta a história de um grande artista americano, coisa normal na maior indústria cinematográfica do mundo. E eu estava justamente pensando no porquê de ainda não haverem os cineastas brasileiros atentado para realizar um filme sobre alguém com uma biografia dessas quando entrei no Imdb a cata de informações e havia uma imensa chamada pro filme do Taylor Hackford!
Bom dizer uma coisita mais apenas: tudo isso começou com o Yuga... Ah, também: clica no Ray aí em cima que tem mais sobre o filme. Fico devendo o link pro Lua, viu, povinho do cinema nacional?
Depos do Código, o Ateliê
É isso mesmo que vocês estão pensando: até que se prove o contrário, pesquisadores encontraram no convento de Santíssima Annunziata, em Florença, Itália, o atêlie de Leonardo da Vinci. No dito cujo, além de afrescos, há uma sala secreta onde supostamente o artista realizava dissecação de cadáveres. Gente, esse homem deve estar se revirando no túmulo, hein? Quanto lêlê pro lado dele! Lê aqui a matéria completa.
Mamãe eu quero!!!!!
Na onda de tantos blogs amigos, resolvi fazer minha lista particular de sonhos de consumo...Coisinhas que quero, quero, quero... Livros, cds, filmes, aquelas maravilhas que fazem a vida da gente mais feliz. Ah, sim, o natal já passou, mas não me importo não de ganhar um presente de carnaval, páscoa, são joão, viu? Qualquer festejo tá valendo... Além do quê, meu aniversário é em maio, não se esqueçam, heheheheheheh...
Clica aí, ó, prá ver a listinha. Depois ela vai pro cantinho da página...
Clica aí, ó, prá ver a listinha. Depois ela vai pro cantinho da página...
24 de jan. de 2005
Trio de Desventuras
A quem interessar possa, o Submarino está com promoção dos três primeiros volumes da série de Lemony Snicket. E eu, que burrei e comprei o volume 1 já, perdi essa. Se bem que, com o frete, não sei não se ia ser vantagem prá mim. Morar nas brenhas é triste, sô...
23 de jan. de 2005
Essa é uma das cachoeiras que há em Bonito, onde estive na semana que passou. Se as fotos que tirei ficarem boas coloco aqui em breve. Ê lugar bão de se ver, gente!
A dica extra que dou sobre a viagem é a do Engenho Verde. Pousada que ocupa um antigo engenho projetada pelo mesmo engenheiro do Teatro Santa Isabel, Louis Léger. Entrem no site do engenho e confiram. Não fiquei lá porque não sabia que existia, mas da próxima não escapa. Fica bem na região das cachoeiras e é um lugar muito agradável mesmo!
17 de jan. de 2005
Malandragem dá um Tempo
José Bezerra da Silva nasceu no Recife (PE), em 1927. Aos nove anos já tocava zabumba e cantava coco. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, clandestinamente em um navio, e morou no Morro do Cantagalo. Trabalhou na construção civil como pintor de paredes.
Em 1950, começou na música, influenciado por Jackson do Pandeiro. Tocou tamborim, surdo e instrumentos de percussão na Rádio Clube e em 1960 integrou a Orquestra da Copacabana Discos. Em 1969 gravou seu primeiro compacto pela Copacabana e seis anos depois seu primeiro LP.
Cês sabiam que Bezerra da Silva era recifense? Eu, não. Engraçado que passei parte da manhã com o refrão dos maconheiros na cabeça hoje de manhã. “Vou apertar/mas não vou acender agora” (o título desse post é o da música, para quem não sabe). Devo ter ouvido quando fui ao centrão (provavelmente tocada em alguma rádio) no meu tour anual de compras para o carnaval: fantasia azul de passista prá combinar com a tiara da bandeira de Pernambuco que Clara ganhou da avó, máscara de La Ursa, retalho para fazer a roupa da ursa. Para mim, máscara de papel-marchê.
Lê mais sobre o Bezerra da Silva aqui. Ele morreu hoje, aos setenta e sete anos de idade.
16 de jan. de 2005
É lindo ver o dia amanhecer
Último Regresso
(Getúlio Cavalcanti)
Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver, o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil
Tá certo, confesso: me empolguei. Mas não é lindo demais? Tem mais frevo aí, ó. E vai só mais uma fotinha, só uma...
(Getúlio Cavalcanti)
Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver, o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil
Tá certo, confesso: me empolguei. Mas não é lindo demais? Tem mais frevo aí, ó. E vai só mais uma fotinha, só uma...
Não tem prá ninguém
Votem no Recife para Capital Cultural do Brasil, no Globo Online. 'Cês vão na metade da página que tá lá o link. Dica da Cássia, que votou no Rio de Janeiro, mas o problema é que Sou do Recife com orgulho e com saudade... Ah, meu Deus, carnaval tá chegando, e a secura de frevo junto... E Viva Antônio Maria!
O tempo é inexorável!!!!!!
Caminhos como a palma dessa mão
Vontade de chegar, e olha eu chegando
E vem essa cigana no meu peito
Já querendo ir cantar n’outro lugar”
Acordei com essa música na cabeça, manhã de domingo, cinco e quarenta e cinco da matina. Sonhei com um amigo que a tempos não vejo. Que nunca foi mesmo amigo, de verdade... Foi uma dor que passamos juntos, e porque dor de gente jovem sempre dói com estardalhaço, criou-se um carinho, esquisito, porque sem profundeza, mas carinho. Ele se casou com uma amiga, amiga de amizade igual, nascida da mesma dor. Mas acho que não estão mais juntos. Sonhei que nos encontrávamos e ele dizia que ela estava em BSB.
Ô velhinha patética tô me tornando. Não cabem mais nos dedos as vezes que desperto na madrugada só lembrando da vida. Dia de domingo, principalmente. Ô coisinha de velho, sô...
Quer mais sintomas? Ontem liguei para a polícia. Foi. Porque num bar aqui quase em frente de casa 'tava uma barulheira infernal de "boyzinho" gritando depois de muitas cervejas. Clara não conseguia dormir. Isso não é coisa de velho, ligar reclamando do barulho?
Também me lembrei de outro amigo que tinha grande amizade nesta casa, e que a amizade ficou esquisita por conta de erros cometidos. Erros sim. Não pretendidos. As pessoas do outro lado não entenderam isso. Ficou uma mágoa esquisita querendo se resolver, que não se resolve. Dói. Dói aí também?
Seguindo a trilha, pensei no colega de faculdade de meu cunhado, que ele encontrou quando levamos as crianças para passear. Que sensação sem pé nem cabeça. O cara era professor, de Física, quando eu tinha 13 anos, e já era velho na época. São tempos estranhos.
Agora vou acordar esse povo para tomar banho de mar, que é o melhor que eu faço. E esse post tá muito chato mesmo.
15 de jan. de 2005
Uai?
Ó só, quem souber responde: o Orkut saiu de férias? Pru mode aqui em casa ele agora só entra quando quer, e ele não anda querendo não, num sabe...
10 de jan. de 2005
Snicket e a Leitora Paupérrima
Mas que safado esse tal de Lemony Snicket? Suas Desventuras em Série já lhe pegam antes que você abra o livro!
"Caro Leitor,
Sinto muito dizer que o livro que você tem em mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem imãs que atraíssem desgraças."
(...)
E por aí vai. Isso é o que está escrito na traseira (eu sei que há um nome melhor para esta parte, só não lembro qual é, caramba) do livro primeiro da série, Mau Começo. Comprei ontem, lá na chiquérrima, nunca antes vista, Livraria Cultura, de Recife, que afinal fui conhecer. Comprei também O Saci prá Clarinha, segundo da sua coleção lobatiana (ela já tem o Histórias de Tia Anastácia, que a vó deu). Fui prá boca do caixa com A Cor da Magia debaixo do braço, mas daí lembrei daquela folhinha amarela que é a lista de material escolar da moça, esquecida em outra bolsa, e o deixei na primeira prateleira que vi, antes de cometer mais uma gastação tresloucada. Essa Livraria Cultura é mesmo uma acinte a minha pobreza, aijisus. Graças a Deus, não tinha nenhumzinho livro da Diana Wynne Jones por lá, heheheheh, graças a Deus pelo menos por agora...
O texto da capa de Mau Começo termina assim: "É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere."
E eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso: SAFADO!
"Caro Leitor,
Sinto muito dizer que o livro que você tem em mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem imãs que atraíssem desgraças."
(...)
E por aí vai. Isso é o que está escrito na traseira (eu sei que há um nome melhor para esta parte, só não lembro qual é, caramba) do livro primeiro da série, Mau Começo. Comprei ontem, lá na chiquérrima, nunca antes vista, Livraria Cultura, de Recife, que afinal fui conhecer. Comprei também O Saci prá Clarinha, segundo da sua coleção lobatiana (ela já tem o Histórias de Tia Anastácia, que a vó deu). Fui prá boca do caixa com A Cor da Magia debaixo do braço, mas daí lembrei daquela folhinha amarela que é a lista de material escolar da moça, esquecida em outra bolsa, e o deixei na primeira prateleira que vi, antes de cometer mais uma gastação tresloucada. Essa Livraria Cultura é mesmo uma acinte a minha pobreza, aijisus. Graças a Deus, não tinha nenhumzinho livro da Diana Wynne Jones por lá, heheheheh, graças a Deus pelo menos por agora...
O texto da capa de Mau Começo termina assim: "É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere."
E eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso: SAFADO!
7 de jan. de 2005
Amélia Cláudia Garcia Colares
De férias, enquanto a meninada bagunçava por aqui, consegui assistir um pouco de televisão em tarde de dia útil: coisa boba, comum, mas que me remete a um tempo em que eu tinha tempo para fruir a vida, o que me deixa feliz, me dá uma paz, não perguntem porque: sou assim mesmo, pequenas simplicidades me satisfazem. No que me deparei com um programa de um radialista daqui de Recife do qual nunca gostei muito, e a entrevistada era ela. Resolvi assistir.
Ela começou a contar coisas legais da sua vida, eu fui escutando. Que saiu de Fortaleza, que 'debutou' no mundo artístico no seu encontro com Vinícius. Que sua família toda era muito ligada a música, que aconteciam muitos saraus na sua casa. Que tinha uma tia que virou freira por imposição familiar, que costuma dizer que era para ter sido cantora. Que teve dois filhos com Zé Ramalho. O cara perguntou se eles era amigos, ela disse que eles se falavam. Ela cantava Elomar desde o tal encontro com o poetinha, e eu não sabia, a trinta anos atrás (ah, era esse o mote da entrevista, os seus trinta anos de carreira artística, neste ano de 2005). Cantou um trecho de Seresta Sertaneza. Vou te dizer. Ela não é mulher bonita não, mas quando abre a boca, fica linda. E a Gal que me desculpe, mas a verdade é que, com a idade, a voz de Amelinha não mudou, diria que está muito melhor, firme, bela e poderosa.
Não resisto a colar umas preciosidades que ela canta. De um tempo em que o Fagner ainda fazia coisa que prestava. Estão de uma coletânea que tenho, Amelinha 20 Super Sucessos, altamente recomendável. Tem também o volume 2, quero comprar.
Santo e Demônio(Fagner / Ricardo Torres)
Sou a avenida cheia
De gente rápida e feia
Sou colorida inteira, concorrida e meia
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente rua
Sou um sol brilhante
De um dia incandescente
Sou luz calor calante
Bruxa de um chão doente
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, lua
Sou toda gente em mim
Santo demônio em mim
Deus e o diabo em mim
Céu e inferno em mim
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, tua.
Flor de Paisagem
(Robertinho do Recife/Fausto Nilo)
Teus oio é a flor da paisagem
Sereno fim da viagem
Teus oio é a cor da beleza
Sorriso da natureza
Azul de prata, meu litoral
Dois brincos de pedra rara
Riacho de água clara
Roupa com cheiro de mala
Zoinho assim são mais belo
Que renda branca
Que renda branca
Que renda branca na sala
Quem vê não enxerga a praia
Nós num lençol
Nós num lençol
Nós num lençol de cambraia
Teus oio o fim da viagem
Amor de papel de seda
Teus oio clareia o roçado
Reluz teu cordão colado
Depende
(Fagner/Abel Silva)
O olho por fora,
O dente por dentro:
Meu riso na cara do tempo.
O olho por dentro,
O dente por fora:
Meu riso na boca do vento.
Conheço a cor dos seus cabelos,
conheço a cor dos olhos teus.
É verde, azul, é negro, como uma noite sem lua,
É claro.
Como a frase não dita: é dessa cor.
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Aprender a voar
(Beto Mello)
Olhos no chão
Eu vou prendendo os meus papéis pela manhã
Eu vou montando a minha própria solidão
Com os olhos presos na parede
as minhas mãos
vão arrancando em cada corda uma verdade
Essas cordas não mentem
Essas cordas
não sentem o sufocar do tédio e do medo
o sufocar do tédio e do medo
O chão ruim,
o peso dessa melodia aflita
o peso dessa, aflito
Só me resta juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
Até a aprender
Até a aprender
Até a aprender
A voar
Ela começou a contar coisas legais da sua vida, eu fui escutando. Que saiu de Fortaleza, que 'debutou' no mundo artístico no seu encontro com Vinícius. Que sua família toda era muito ligada a música, que aconteciam muitos saraus na sua casa. Que tinha uma tia que virou freira por imposição familiar, que costuma dizer que era para ter sido cantora. Que teve dois filhos com Zé Ramalho. O cara perguntou se eles era amigos, ela disse que eles se falavam. Ela cantava Elomar desde o tal encontro com o poetinha, e eu não sabia, a trinta anos atrás (ah, era esse o mote da entrevista, os seus trinta anos de carreira artística, neste ano de 2005). Cantou um trecho de Seresta Sertaneza. Vou te dizer. Ela não é mulher bonita não, mas quando abre a boca, fica linda. E a Gal que me desculpe, mas a verdade é que, com a idade, a voz de Amelinha não mudou, diria que está muito melhor, firme, bela e poderosa.
Não resisto a colar umas preciosidades que ela canta. De um tempo em que o Fagner ainda fazia coisa que prestava. Estão de uma coletânea que tenho, Amelinha 20 Super Sucessos, altamente recomendável. Tem também o volume 2, quero comprar.
Santo e Demônio(Fagner / Ricardo Torres)
Sou a avenida cheia
De gente rápida e feia
Sou colorida inteira, concorrida e meia
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente rua
Sou um sol brilhante
De um dia incandescente
Sou luz calor calante
Bruxa de um chão doente
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, lua
Sou toda gente em mim
Santo demônio em mim
Deus e o diabo em mim
Céu e inferno em mim
Sou diariamente a dor que me passeia
A dor que me anseia ser
Particularmente, tua.
Flor de Paisagem
(Robertinho do Recife/Fausto Nilo)
Teus oio é a flor da paisagem
Sereno fim da viagem
Teus oio é a cor da beleza
Sorriso da natureza
Azul de prata, meu litoral
Dois brincos de pedra rara
Riacho de água clara
Roupa com cheiro de mala
Zoinho assim são mais belo
Que renda branca
Que renda branca
Que renda branca na sala
Quem vê não enxerga a praia
Nós num lençol
Nós num lençol
Nós num lençol de cambraia
Teus oio o fim da viagem
Amor de papel de seda
Teus oio clareia o roçado
Reluz teu cordão colado
Depende
(Fagner/Abel Silva)
O olho por fora,
O dente por dentro:
Meu riso na cara do tempo.
O olho por dentro,
O dente por fora:
Meu riso na boca do vento.
Conheço a cor dos seus cabelos,
conheço a cor dos olhos teus.
É verde, azul, é negro, como uma noite sem lua,
É claro.
Como a frase não dita: é dessa cor.
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende da cor da tarde morena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Depende do amor de minha pequena (Conheço a cor dos seus cabelos)
Aprender a voar
(Beto Mello)
Olhos no chão
Eu vou prendendo os meus papéis pela manhã
Eu vou montando a minha própria solidão
Com os olhos presos na parede
as minhas mãos
vão arrancando em cada corda uma verdade
Essas cordas não mentem
Essas cordas
não sentem o sufocar do tédio e do medo
o sufocar do tédio e do medo
O chão ruim,
o peso dessa melodia aflita
o peso dessa, aflito
Só me resta juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
juntar os restos
Rastejar
juntar os rastros
Rastejar
Até a aprender
Até a aprender
Até a aprender
A voar
6 de jan. de 2005
Viva Tim Maia!
A Festa Do Santo Reis
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Ele chegam tocando
Pandeiro e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes
É os bodes da gente
É os bodes da gente, né
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Hoje é o dia do santo reis!
Anda meio esquecido
mas é o dia
da festa do santo reis!
Ele chegam tocando
Pandeiro e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes
É os bodes da gente
É os bodes da gente, né
1 de jan. de 2005
Chegou!!!!!!!!!
Que 2005 flua como a música deste poema para todos vocês. Feliz Ano Novo!
Campo
(Cecília Meireles)
Vem ver o dia crescer entre o chão e o céu,
o aroma dos verdes campos ir sendo orvalho na alta lua.
Os bois deitados olham a frente e o longe, atentamente,
aprendendo alma futura nas harmonias distribuídas.
O mesmo sol das terras antigas lavra nas pedras estrelas claras.
Nem as nuvens se movem. Nem os rios se queixam.
Estão deitados, mirando-se, dos seus opostos lugares,
e amando-se em silêncio, como esposos separados.
Neste descanso imenso, quem te dirá que viveste em tumulto,
e houve um suspiro em teu lábio, ou vaga lágrima em teus dedos?
Morreram as ruas desertas e os seus ávidos habitantes
ficaram soterrados pelas paixões que o consumiam.
A brisa que passa vem pura, isenta, sem lembrança.
Tece carícia e música nos finos fios de arrozal.
Em tua mão quieta, pousrão borboletas silenciosas.
Em teu cabelo flutuarão coroas trêmulas de sombra e sol.
Tão longe, tão mortos, jazem os desesperos humanos!
E os corações perversos não merecem o convívio sereno das plantas.
Mas teus pés andarão por aqui entre flores azuis,
e o seu perfume te envolverá como um largo céu.
O crepúsculo que cobre a memória, o rosto, as árvores,
inclinará teu corpo, docemente, em sua alfombra.
Acima do lodo dos pântanos, verás desabrochar o vôo branco das graças.
E acima do teu sono, o vôo sem tempo das estrelas.
28 de dez. de 2004
Mãe faz cada uma!
A Clara pediu prá papai-noel pantufas. Lá em casa é assim: tem o presente do papai-e-da-mamãe-de-verdade e tem o do papai-noel, que surge, como de praxe, sob a árvore de natal, na manhã de 24 de dezembro (as regras lá em casa são um pouco adaptadas, heheheheheheh...). Aproveitando a deixa das pantufas, "papai-noel" providenciou um acompanhamento para elas, já que "ele" sabe de tudo que a moça precisa : uma roupinha para dormir, linda, tudo combinando, inclusive com a caixa onde foram os presentes embalados.
Dia seguinte, 25 de dezembro, veio a pergunta fatal:
-Ô, mãe, como é que papai noel me deu uma roupa da Sonharte*, hein ? Ele não faz os presente na fábrica dele!?!!?!!?!
*Sonharte é a marca da tal roupa e pantufas!!!!!!!!!
Dia seguinte, 25 de dezembro, veio a pergunta fatal:
-Ô, mãe, como é que papai noel me deu uma roupa da Sonharte*, hein ? Ele não faz os presente na fábrica dele!?!!?!!?!
*Sonharte é a marca da tal roupa e pantufas!!!!!!!!!
O Natal que a gente quer
Voltei ontem da Paraíba e ainda estou em clima de sertão. Foi um natal como todo natal deveria ser, e poucos como este tenho vivido nos últimos anos. Espero que seja sempre assim, de agora por diante. Queria que todos pudessem estar vivenciando a paz que está reinando em meu coração, depois desses dias de sol e renovação.
O Menino e os Carneiros
(G.Azevedo-C.Fernando)
('Menino com Carneiros' - Portinari - desenho c/ grafite/lápis cor
Clique na imagem para ver em tamanho maior)
No tempo que eu era menino
Brincava tangendo(chiqueirando) carneiros
Fim de tarde na rede sonhava
Belo dia seria um vaqueiro
Montaria de pêlos castanhos
Enfeitados de prata os arreios
Minha vida hoje é pé no mundo
Sem temer a escuridão
Jogo laço, quebro tudo
Meu amigo é meu irmão
Sou a sede de boa palavra
Sou a vida, raios de sol
Tenho tudo, não tenho nada
Tenho fé, tenho paixão
Tenho tudo não tenho nada
Tenho fé no coração
Só que isso tudo
Era no tempo que nós era menino...
23 de dez. de 2004
Santa Claus
Essa eu vou copiar descaradamente da Naomi só por causa de duas pessoinhas : meus sobrinhos. Que vão ter acesso a computador nesse dia 24 de dezembro. A Clara vai estar no sertão do Cariri, lá tem micro não sinhô (quer dizer, deve ter, mas prá casa onde vai não tem, e que eu saiba em São João do tigre ainda não tem cyber-cafe, heheheheheh). Bom, vamos 'aos finalmente', como diria Odorico Paraguaçu: faz cinquenta anos que a NORAD (conforme a própria se descreve, "organização militar binacional do Canadá e Estados Unidos responsável pela defesa do espaço aéreo das duas nações", que diabos isso significa não me pergunte) faz o rastreamento da passagem do papai noel na véspera natalina. Vão lá, meninos, mas não esqueçam de ter no micro o Real Player básico. Cliquem no papai noel aí embaixo para começar a aventura!
22 de dez. de 2004
21 de dez. de 2004
Não deixa de ser presente de natal. Outro.
Nos últimos dias tenho recebido algumas notícias sobre decisões do Governo Lula que tem me deixado assim, assim, menos triste com ele. Não dá para voltar a defender, mas não deixa de ser uma luz no fim do túnel.
Vou colar a notícia, já que acho que poucos terão assinatura do DP:
Livro e distribuidores livres de taxas
RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar hoje a lei que isenta a produção, comercialização e importação de livros do pagamento do PIS-Cofins-Pasep, o que varia entre 3,65% a 9,25%. Com a medida, editores, livreiros e distribuidores deixam de pagar qualquer tipo de taxa ou imposto sobre operações com livro, que, segundo a Constituição, goza de imunidade tributária.
Estimativas do Ministério da Cultura indicam que a medida deve provocar dois tipos de impactos imediatos no mercado editorial brasileiro. O primeiro deles é a retomada dos investimentos de editoras e livrarias, inclusive de grupos estrangeiros, para o lançamento de novos selos editoriais e abertura de pontos de venda já a partir do primeiro semestre de 2005, o que deve provocar um crescimento superior a 15% no setor no ano. Outra conseqüência é uma redução nos preços dos livros, o que deve começar a acontecer já em janeiro e chegar a 10% no período de três anos.
A reivindicação para se acabar definitivamente com impostos e taxas sobre livros foi apresentada pelas principais entidades do setor ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no último dia 10 de novembro. Na mesma data, o próprio presidente Lula não só autorizou como também pediu ao presidente do Senado, José Sarney, que se encarregasse para garantir uma tramitação rápida da matéria no Congresso para que ela pudesse entrar em vigor ainda este ano.
Vou colar a notícia, já que acho que poucos terão assinatura do DP:
Livro e distribuidores livres de taxas
RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sancionar hoje a lei que isenta a produção, comercialização e importação de livros do pagamento do PIS-Cofins-Pasep, o que varia entre 3,65% a 9,25%. Com a medida, editores, livreiros e distribuidores deixam de pagar qualquer tipo de taxa ou imposto sobre operações com livro, que, segundo a Constituição, goza de imunidade tributária.
Estimativas do Ministério da Cultura indicam que a medida deve provocar dois tipos de impactos imediatos no mercado editorial brasileiro. O primeiro deles é a retomada dos investimentos de editoras e livrarias, inclusive de grupos estrangeiros, para o lançamento de novos selos editoriais e abertura de pontos de venda já a partir do primeiro semestre de 2005, o que deve provocar um crescimento superior a 15% no setor no ano. Outra conseqüência é uma redução nos preços dos livros, o que deve começar a acontecer já em janeiro e chegar a 10% no período de três anos.
A reivindicação para se acabar definitivamente com impostos e taxas sobre livros foi apresentada pelas principais entidades do setor ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, no último dia 10 de novembro. Na mesma data, o próprio presidente Lula não só autorizou como também pediu ao presidente do Senado, José Sarney, que se encarregasse para garantir uma tramitação rápida da matéria no Congresso para que ela pudesse entrar em vigor ainda este ano.
Presente de natal: as vestes de gala de Harry e Rony e ... O Príncipe Bastardo!!!!!!!!!!!!!!!
Momento teen : como ficou lindinho o Potter em sua roupitcha ... preta??!!!??!? Não era verde no livro? A propósito: estou relendo O Cálice de Fogo, nas horas de "meditação". Nas horas de ser gente grande, vai O Povo Brasileiro (é bom, não é chato!) e na fila estão também Decodificando o Código e Memórias das Trevas. Sim, este último é aquele, sobre ACM. Tudo emprestadinho. Preciso inclusive lembrar de renovar na biblioteca, entre uma festinha de natal aqui, uma festinha de ano novo acolá, tsc, tsc, tsc...
Update (passada coisa de uma hora) - Gente, entendam: é da idade... A velhota aqui anda de mal a pior. Sim, é isso : junto ao link sobre a foto acima, no site Omelete referenciado, estava a notícia da divulgação da data de lançamento do livro 6, mas passou batido prá essa vista "rodada"... Pois é, crianças nascidas em todas as décadas, é dia 16 de julho a data mágica... Isso sim é presente de natal!!!!!!!!
14 de dez. de 2004
Unfortunate Events
Foi a Bruna que deu a dica, faz um ano (salvo engano), mas o fato é que será agora, em 17 de dezembro, o lançamento de A Series of Unfortunate Events, filme baseado na obra de Lemony Snicket, aqui no Brasil chamada Desventuras em Série. Ainda não li nenhum destes, mas confesso que estou curiosíssima para saber quando chegará na terrinha. Essa sombra aí no poster é de Jim Carrey, interpretando o Conde Olaf. Na minha opinião, entretanto, a estrela desse filme deverá ser mesmo a Meryl Streep, como Tia Josephine... Ah, clicando na foto você chega na página de Desventuras em Série no Imdb...
10 de dez. de 2004
A vida é a vida: o resto é meleca.
Update - tirei o link da foto, porque a Veja mudou o conteúdo e não tô achando a notícia sobre essa criança que passou 10 dias soterrada e sobreviveu. Sonhei e materializei a foto não, eu juro...
8 de dez. de 2004
Friiiiiooooo....
Nesse feriado da santa (sim, sim, subi o morro na segunda, estou ficando mesmo devota), aproveitei para levar Clara para ver O Expresso Polar. Acabamos de voltar. Apesar da badalação toda em torno dessa produção (a qualidade técnica é realmente espantosa, o filme usou uma técnica ultra-ultra-moderna, na qual os atores atuam com sensores de movimento presos ao corpo, o negócio é caríssimo), pense num filminho chato... Uma decepção, até ela achou assim-assim... Além do mais, não consigo ver graça em desenho animado que não parece desenho animado, sabe? Só me amarrei em uma coisa: a mocinha que está na foto aí em cima. No mais, o filme é uma geleira...
6 de dez. de 2004
Diga aí, se isso não tá fora de moda? Nem o Lula fala mais de dívida externa, sô, que coisa antiga!!!!! Ô, besteirada... Me lembra inclusive essa outra besteirada da Coca-Cola e da Dolly na Câmara, eu, hein... Até parece que vai dar em alguma coisa...
OAB entra hoje no STF com ação para auditar dívida externa
(Advocacia - 06.12.2004)
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, vai protocolar hoje, no STF, uma ação na forma de argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), para tentar obrigar o Congresso Nacional a realizar auditoria da dívida externa do País, conforme previsto no artigo 26 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição.
O artigo 26 do ADCT da Constituição Federal, promulgada em outubro de 1988, estabelece que no prazo de um ano, a contar da promulgação, o Congresso Nacional promoveria, “através de comissão mista, exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro”. Passados 16 anos, completados no dia 5 de outubro último, aquele dispositivo não foi cumprido e a OAB entende que o Congresso Nacional deve ser acionado judicialmente para efetivá-lo.
Lê tudo aqui, ó...
OAB entra hoje no STF com ação para auditar dívida externa
(Advocacia - 06.12.2004)
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, vai protocolar hoje, no STF, uma ação na forma de argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), para tentar obrigar o Congresso Nacional a realizar auditoria da dívida externa do País, conforme previsto no artigo 26 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição.
O artigo 26 do ADCT da Constituição Federal, promulgada em outubro de 1988, estabelece que no prazo de um ano, a contar da promulgação, o Congresso Nacional promoveria, “através de comissão mista, exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro”. Passados 16 anos, completados no dia 5 de outubro último, aquele dispositivo não foi cumprido e a OAB entende que o Congresso Nacional deve ser acionado judicialmente para efetivá-lo.
Lê tudo aqui, ó...
3 de dez. de 2004
"Como é que papai-noel não esquece de ninguém?"
Confesso que estou louca para entrar no clima de natal, mas cadê? Nem a arrumação da decoração de casa conseguiu melhorar a coisa. Por isso adorei o visual da JK, todo fofinho de pinheiros e neve na janela da porta secreta. Acho que estou é precisando assistir "Esqueceram de Mim". Vai aí uns papais-noéis prá alegrar o Maio. Ah, eu juro que continuo de bom-humor...
Notinhas:
* Hoje tem especial Harry Potter no SBT Repórter. Meia-noite.
* Dias 19 (às 18h), 23 e 25 (às 20h), no Marco Zero não tem Sandy e Junior não, tem O Baile do Menino Deus. Recomendo.
Update- Completando a dica do comentário da minha irmãzinha (Festival de Bonecos em Olinda, 11 e 12 de dezembro), hoje a noite, e amanhã também, às 19:00h, dentro da programação do Arte em Toda Parte (em Olinda, até amanhã, muito bom, fui sábado, não percam) tem Seresta, saindo da Praça de São Pedro, percorrendo as ruas da cidade alta. Lindo demais, eu quero ir. Turistas: tem traslado gratuito do Shopping Tacaruna para o Sítio Histórico, das 15h as 21h.
42,74% !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É o que eu pago do meu salário pro governo, em impostos, tá lá nesse site. Mas calcula hoje não, deixa prá segunda, prá não estragar a sexta-feira, tá? (ainda bem que tô de bom humor hoje).
27 de nov. de 2004
Recomendo
Tentei a pouco colar aqui (sem sucesso, infelizmente) umas imagens de um site lindo, lindo, que tenho de recomendar
Exposições Virtuais - Juliana Duclós
Imagens da artista acompanhadas de poemas, dentre outros, de Neruda e Cecília Meireles...
Fiquei apaixonada...
Exposições Virtuais - Juliana Duclós
Imagens da artista acompanhadas de poemas, dentre outros, de Neruda e Cecília Meireles...
Fiquei apaixonada...
Relembrança
Toda vez que eu olho o desengano
Nas frases do canto fosco
Dessa juventude
Sinto meu sorriso magro
Meu rosto suado se encarquilhar
Quando franzo a testa e sério
Suo o rosto
Cor de madrugada
Quando me deprimo
E curvo os ombros prá pensar
Penso nos martírios
Todos os delírios loucos
Que vivenciamos
E vejo por quantos anos
Nos aventuramos
Querendo voar
Voar pra sair de perto
De todo o deserto desses abandonos
E constatando o desengano
Se despedaçar
Desfeito em pedaços
Sigo no encalço destes sonhos
Sinto meu sorriso largo
Coração amargo se atrapalhar
Quando frazo a testa e sério
Suo o rosto
Cor de madrugada
Quando abro os olhos
Olhos claros para o mar
(Desengano, do Lula Côrtes e Tito Lívio)
*Grata ao Edu por esta
25 de nov. de 2004
21 de nov. de 2004
Antes de vir prá cá, enquanto fazia sanduíche de queijo na cozinha, ouvia, vindo da sala, o Fantástico, que a família assiste.
Obladi-oblada foi eleita a música mais chata do mundo (fiquei com a sensação de terem sido os ingleses, né? Inglês é chaaaaaato! Mas não tenho certeza, não estou achando nenhum link decente com a notícia ). Daí que o Fantástico aproveitou para eleger a pior música brasileira também.
Precisa? O fato é que, quem quer que tenha votado nessa pesquisa, nunca deve ter ouvido a "Eguinha Pocotó", tô certa? Minha candidata.
Obladi-oblada foi eleita a música mais chata do mundo (fiquei com a sensação de terem sido os ingleses, né? Inglês é chaaaaaato! Mas não tenho certeza, não estou achando nenhum link decente com a notícia ). Daí que o Fantástico aproveitou para eleger a pior música brasileira também.
Precisa? O fato é que, quem quer que tenha votado nessa pesquisa, nunca deve ter ouvido a "Eguinha Pocotó", tô certa? Minha candidata.
18 de nov. de 2004
Salário II
Acredite se quiser: Palocci diz que pode corrigir IR (link do DP, restrito a assinantes)
Update - Para quem não tem DP.
Update - Para quem não tem DP.
"O que eu que quero é sossego!!!!!"
Será que o Tim Maia tá "incorporando" no Lula?
O irrisório aumento linear de 0,01% tirou o humor de servidores federais, que qualificaram o índice como uma brincadeira. Para evitar o risco de ações na Justiça, o Ministério do Planejamento decidiu na terça-feira enviar para a Casa Civil medida provisória estabelecendo o percentual simbólico, que será concedido no salário de novembro, pago em dezembro.
O irrisório aumento linear de 0,01% tirou o humor de servidores federais, que qualificaram o índice como uma brincadeira. Para evitar o risco de ações na Justiça, o Ministério do Planejamento decidiu na terça-feira enviar para a Casa Civil medida provisória estabelecendo o percentual simbólico, que será concedido no salário de novembro, pago em dezembro.
17 de nov. de 2004
Não tô ganhando nada, mas...
... continuando no assunto telona, fuçando lá sobre o Willy Wonka, cheguei não lembro como nessa promoção Leve 2 Pague 1 da 2001 Vídeo. Prá quem tá com grana sobrando (não é o meu caso, hehehehehe) e gosta de bom cinema, veja alguns dos títulos anunciados: A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971), As Pontes de Madison, Juventude Transviada, Verão de 42, Sete Noivas Para Sete Irmãos, Meu Ódio Será sua Herança, Fama, As Bruxas de Eastwick, Advogado do Diabo. Gostaram?
Promete
É isso. Ao menos no cinema, 2005 promete. E não estamos falando só de Harry Potter e o Cálice de Fogo. Veja lá.
Depois que li no Cinzas de Batalha que Tom Hanks será o Robert Langdon na versão cinematográfica de O Código da Vinci, caiu a ficha que esta versão para a telona já foi anunciada para 2005. Já tá até no Imdb.
E também já está neste site a ficha de Charlie and the Chocolate Factory. Isso, isso, isso, é o nome que terá a nova versão para A Fantástica Fábrica de Chocolate, de 1971. Novíssima colhida no super-legal blog No Limite da Razão (sim, já tá aí de ladinho). Acreditem se quiser, neste feriado consegui convencer Clarinha a assisti-lo, e, diga-se de passagem, ela adorou. O novo Sr. Wonka será nada mais nada menos que Johnny Depp. "O nervoso" agora vai ser esperar ver a cara dos Oompa Loompas, né? Mas pelo menos o poster já tá na rede, e ficou lindo, não ficou?
Notaram que a fonte, se não é igual, é muito parecida com a do poster do filme com Gene Wilder?
-------
Update - gafe, gafe, gafe: acabei de ler que Charlie and the Chocolate Factory é o nome do livro que deu origem aos filmes. Foi mal...
Depois que li no Cinzas de Batalha que Tom Hanks será o Robert Langdon na versão cinematográfica de O Código da Vinci, caiu a ficha que esta versão para a telona já foi anunciada para 2005. Já tá até no Imdb.
E também já está neste site a ficha de Charlie and the Chocolate Factory. Isso, isso, isso, é o nome que terá a nova versão para A Fantástica Fábrica de Chocolate, de 1971. Novíssima colhida no super-legal blog No Limite da Razão (sim, já tá aí de ladinho). Acreditem se quiser, neste feriado consegui convencer Clarinha a assisti-lo, e, diga-se de passagem, ela adorou. O novo Sr. Wonka será nada mais nada menos que Johnny Depp. "O nervoso" agora vai ser esperar ver a cara dos Oompa Loompas, né? Mas pelo menos o poster já tá na rede, e ficou lindo, não ficou?
Notaram que a fonte, se não é igual, é muito parecida com a do poster do filme com Gene Wilder?
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Update - gafe, gafe, gafe: acabei de ler que Charlie and the Chocolate Factory é o nome do livro que deu origem aos filmes. Foi mal...
12 de nov. de 2004
Kevin Arnold
Para quem for fã como eu: saibam que a série Anos Incríveis está de volta a Tv Cultura, diariamente, as 18:30h (aqui em Recife, 17:30h). Só fiquei sabendo porque uma gripe que me atormenta a uma semana prendeu-me em casa hoje, e a surpresa foi grata...
Sobre a série: "Um dos maiores sucessos da TV americana no Brasil, o seriado nos Incríveis (The Wonder Years) é uma premiada produção de 1988 que traz as aventuras de Kevin Arnold, um garoto de 12 anos, inteligente e sensível, de uma típica família de classe média norte-americana dos anos 60. A maior parte da ação se passa na vizinhança de classe-média ou na escola do protagonista da série. Todas as descobertas são narradas com humor por Kevin já adulto, que faz comentários engraçados sobre si mesmo e situa os importantes acontecimentos da década de 60. Anos Incríveis conta ainda uma trilha sonora muito bem elaborada, interpretada por Joe Cocker, Debbie Gibson, Julian Lennon, Carole King e Van Morrison."
A trilha de Anos Incríveis é uma das coisas mais deliciosas que há. E confesso que chorei quando assisti ao último episódio.
Sobre a série: "Um dos maiores sucessos da TV americana no Brasil, o seriado nos Incríveis (The Wonder Years) é uma premiada produção de 1988 que traz as aventuras de Kevin Arnold, um garoto de 12 anos, inteligente e sensível, de uma típica família de classe média norte-americana dos anos 60. A maior parte da ação se passa na vizinhança de classe-média ou na escola do protagonista da série. Todas as descobertas são narradas com humor por Kevin já adulto, que faz comentários engraçados sobre si mesmo e situa os importantes acontecimentos da década de 60. Anos Incríveis conta ainda uma trilha sonora muito bem elaborada, interpretada por Joe Cocker, Debbie Gibson, Julian Lennon, Carole King e Van Morrison."
A trilha de Anos Incríveis é uma das coisas mais deliciosas que há. E confesso que chorei quando assisti ao último episódio.
7 de nov. de 2004
Fallujah
Ah, e por falar em Deus:
"Os ataques destruíram um pequeno centro médico, um armazém utilizado pelo hospital central da cidade e dezenas de casas. Um pequeno hospital fundado por uma organização assistencial saudita no distrito central de Nazzal foi reduzido a escombros. Apenas a fachada ficou em pé.
Um armazém utilizado pelo principal hospital de Fallujah para estocagem de medicamentos também foi destruído, afirmaram as testemunhas. Os militares americanos disseram que os bombardeios, executados depois da meia-noite, destruíram "abrigos usados pelos insurgentes".
Precisa dizer mais alguma coisa?
"Os ataques destruíram um pequeno centro médico, um armazém utilizado pelo hospital central da cidade e dezenas de casas. Um pequeno hospital fundado por uma organização assistencial saudita no distrito central de Nazzal foi reduzido a escombros. Apenas a fachada ficou em pé.
Um armazém utilizado pelo principal hospital de Fallujah para estocagem de medicamentos também foi destruído, afirmaram as testemunhas. Os militares americanos disseram que os bombardeios, executados depois da meia-noite, destruíram "abrigos usados pelos insurgentes".
Precisa dizer mais alguma coisa?
Deus
-Deus é feito um fantasma? Uma alma?
- (...) Bom, ninguém sabe direito como é Deus, então cada um acredita que ele é de um jeito. Tem gente que acredita que é como uma alma, um espírito, tem gente que pensa que ele é como uma energia...
- Você acha o quê? (juro que me neste momento compreendi perfeitamente o pai da Mafalda)
- (...) Eu não sei muito be...
- Eu acho que ele nem é uma alma nem energia. Acho que Deus é tudo.
- (...) É, eu gostei do que você disse, eu também acho isso.
- Sabia que quando a gente tá conversando com as plantas a gente tá conversando com Deus?
- Sabia. Quem te disse?
- Ah, mãe, eu sei muitas coisas!
- Ah, é, porque se Deus é tudo, então cada coisa é um pedacinho dele, né? Até as plantas.
- É... Mãe, que pedacinho você é, o braço?
4 de nov. de 2004
2 de nov. de 2004
Código
Para quem findou O Código da Vinci como eu e está tipo sedento por mais informações e imagens: visitem o Arte Digital do IG e cliquem no link do Especial sobre o livro, onde na verdade novos dados não há, mas ao menos dá para viajar um pouco visualmente na história. Sim, há inclusive uma versão do "criptex". A página é bem bonita.
A propósito, sobre o livro, eu devo concordar com algumas opiniões que ouvi, não gostei muito do final. Pouca ação em comparação ao enredo... O que realmente me impressionou neste livro, além das teorias que defende, é o contexto turístico-histórico que revela...
Prazo de Validade
Agora nóis tem, né legal?
Faça o teste e saiba o seu, o problema vai ser se precisarmos andar com essa informação no nosso rótulo...
Dica do Tadeu Nogueira em seu blog.
Sobre meu resultado, devo protestar, pois duvido que eu não passe dos 77, a tirar pela idade e saúde dos velhinhos da minha família... A não ser que seja de morte matada ou doença fora do sério, mas aí não vale, né? Vôte, toc toc toc, deixa eu bater na madeira, conversa esquisita prá um dia de finados...
Faça o teste e saiba o seu, o problema vai ser se precisarmos andar com essa informação no nosso rótulo...
Dica do Tadeu Nogueira em seu blog.
Sobre meu resultado, devo protestar, pois duvido que eu não passe dos 77, a tirar pela idade e saúde dos velhinhos da minha família... A não ser que seja de morte matada ou doença fora do sério, mas aí não vale, né? Vôte, toc toc toc, deixa eu bater na madeira, conversa esquisita prá um dia de finados...
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