1 de ago de 2007

Sem palavras em demasia

Ando tão sem palavras. Que me sirvam as alheias. Pois que nada sou sem elas.

Algumas antigas e nunca ausentes.

"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias - no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.

Não sei se fico ou passo.
Sei que canto.
E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:— mais nada.
"
(Motivo - Cecília Meireles)

Um comentário:

eric disse...

É como você acordar pela manhã,entrar no carro, levar os filhos do mehlor amigo para escola, andar mais ,14 km e sem nuhuma esplicação, você adormece,bate em um poste de alta tensão e atravessa o muro do aeroporto.
E no seu leito de inconciência você ouve uma frase no meio do nada: "Eu acho que ele seta demasiando".