"A casa renascia de suas cinzas e eu navegava no amor de Degaldina com uma intensidade e uma felicidade que jamais conheci em minha vida anterior. Graças a ela enfrentei pela primeira vez meu ser natural enquanto transcorriam meus noventa anos. Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minha cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco"
Já que me faltam palavras (dez dias sem blog, estou enferrujada), uso as do Garcia Márquez (salve, salve!), que têm me encantado nos últimos dias.
25 de jun. de 2007
15 de jun. de 2007
Prá adoçar o azedume do dia...
... sorrisos, coisas fáceis...
Porque rir nem sempre é o melhor remédio, muitas vezes é o único ...

Sorriso comestível ou sorriso-comercial-de-escova-de-dente ou "o sorriso perfeito", como queiram.

Sorriso gato 1.

Sorriso gato 2, ulalá.

Sorriso cruz-credo. Credo em cruz, vixe...

Sorriso gat(inho) 3. Fofo.

Sorriso aparentemente lindo, mas no fundo no fundo enigmático. Observem a expressão de dor de barriga da linda criança. Observem o detalhe da rosinha escondendo a caquinha que tá escorrendo. Eca.

O sorriso da cabrita. Que linda, adorei. Pena que o meu filho-calango é lindo, mas não sorri. Será que se eu insistir bastante um dia aprende, tal como aprendeu a atender ao meu assobio?
E tu, já deu um sorriso hoje? Eu não. Tô começando agora.

E é?
Só não sorria alto demais, que isto muito irrita os mal-humorados, daí eles levam uma pá de horas para soltarem o primeiro sorriso...
Porque rir nem sempre é o melhor remédio, muitas vezes é o único ...

Sorriso comestível ou sorriso-comercial-de-escova-de-dente ou "o sorriso perfeito", como queiram.

Sorriso gato 1.

Sorriso gato 2, ulalá.

Sorriso cruz-credo. Credo em cruz, vixe...
Sorriso gat(inho) 3. Fofo.

Sorriso aparentemente lindo, mas no fundo no fundo enigmático. Observem a expressão de dor de barriga da linda criança. Observem o detalhe da rosinha escondendo a caquinha que tá escorrendo. Eca.

O sorriso da cabrita. Que linda, adorei. Pena que o meu filho-calango é lindo, mas não sorri. Será que se eu insistir bastante um dia aprende, tal como aprendeu a atender ao meu assobio?
E tu, já deu um sorriso hoje? Eu não. Tô começando agora.

E é?
Só não sorria alto demais, que isto muito irrita os mal-humorados, daí eles levam uma pá de horas para soltarem o primeiro sorriso...
10 de jun. de 2007
"Dançar, ora não dançar"
Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
-------------
Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
-------------
Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:

-------------
Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
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Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
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Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:
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Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
6 de jun. de 2007
De noite
Sonho de consumo:

Fonte: MSN.
Não é de hoje que sonho com isso. Nos últimos vinte anos, com certeza.
No teu coração paredes são aquários
e tudo em torno vive
quando parece dormir.
No teu coração estás só em teu aquário
e os peixes velam por ti e teu fascínio
de florestas e ninfas,
castelos, corais.
Faz uma data, cidadão... Não ponho o resto aqui, é teen em demasia.
-------------
O Ariano me tirou o sono ontem. Ia dormir quando o encontrei no Jô: imperdível. O Jô é apaixonado pelo Ariano, todos sabem. Eu também. Não me canso de ouvir suas besteiras (audácia!), desde o dia distante em que o vi falando numa colação de grau de uma amiga. De lá prá cá, tive a sorte de o ver ao vivo em outra ocasião, ao lado do mesmo Jô. Estou aqui já me coçando para ver A Pedra do Reino (não tem página na Globo.com ainda, não sei porque).
.
Pena que capotei no terceiro bloco.
O livro, eu já tive na mãos, mas impossibilitada de ler. Dia 12 de junho na noitada estréia, pois, A Pedra do Reino.

--------------
Falar em livros, presentinhos gostados demais. De pai e madrasta boa.


Fofos.

Fonte: MSN.
Não é de hoje que sonho com isso. Nos últimos vinte anos, com certeza.
No teu coração paredes são aquários
e tudo em torno vive
quando parece dormir.
No teu coração estás só em teu aquário
e os peixes velam por ti e teu fascínio
de florestas e ninfas,
castelos, corais.
Faz uma data, cidadão... Não ponho o resto aqui, é teen em demasia.
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O Ariano me tirou o sono ontem. Ia dormir quando o encontrei no Jô: imperdível. O Jô é apaixonado pelo Ariano, todos sabem. Eu também. Não me canso de ouvir suas besteiras (audácia!), desde o dia distante em que o vi falando numa colação de grau de uma amiga. De lá prá cá, tive a sorte de o ver ao vivo em outra ocasião, ao lado do mesmo Jô. Estou aqui já me coçando para ver A Pedra do Reino (não tem página na Globo.com ainda, não sei porque).
. Pena que capotei no terceiro bloco.
O livro, eu já tive na mãos, mas impossibilitada de ler. Dia 12 de junho na noitada estréia, pois, A Pedra do Reino.

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Falar em livros, presentinhos gostados demais. De pai e madrasta boa.


Fofos.
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5 de jun. de 2007
Da matina, apenas para relaxar
Verdade do dia: na monografia, quase tudo se copia, se combina. Triste, mas verídico. Veteranas e veteranas, aceito conselhos.
----------------
Conforme já dizia o Sérgio Reis, "panela velha é que faz comida boa". A lata véia é atacada, a bichinha, anda me dando momentos de aborrecimento, maiores que o da véia lata lerda. Isto porque estou necessitada como nunca de uma lata, seja ela como estiver, justo. Não estou podendo dispensar. Vou ter que aguentar suas crises de TPM sem esbofeteá-la até 16 de junho, rezem por mim. Aqui só quem pode ter sou eu.
----------------
O Emule é uma mula só por conta da minha conexão discada "plano-minutos-da- Telemar-navegue-sem-limites" (isto vai acabar, tem que acabar)? Tipo, encontra tudo e não baixa nada? Porque encontra, se não baixa? Não encontre, por favor, expectativa é o fim da picada. Detestável.
----------------
Depois de tantas poucas e boas, só mesmo o Zé Rodrix para me fazer rir. E eu ainda falo mal da mula. Detalhe: o único local no Google que me indicou a letra dessa música foi o sempre bom blog Sounds of Silence. Das antigas. Eu nem ia postar a letra, para não encher a telinha de vocês demais, mas, em homenagem ao Zé...
"Eu me perdi muito tempo
Dizendo bobagens, fazendo bobagem também
Eu gritava tão alto
E não pintava ninguém... Ninguém...
Mas como toda laranja cortada no meio
É feita de duas metades
Eu tinha certeza que um dia
Eu ia encontrar alguém
Enquanto isso eu fumava e bebia
E quebrava a cabeça
Batendo a cabeça nos muros
Eu deixei tantos furos
Que já nem dá prá entender
Mas você veio de longe
Pisando mansinho
Dizendo uma poucas verdades
Que eu hoje em dia só tenho olhos prá você
E você é o meu exército da salvação
Meu guarda- chuva
O Melhoral prá essa dor de cabeça
Minha estrada pro paraíso
Meu salva- vidas...
O meu juízo final...
Minha ressurreição
Meu exército da salvação"
(Exército da Salvação - Zé Rodrix/mais alguém?)
----------------
Conforme já dizia o Sérgio Reis, "panela velha é que faz comida boa". A lata véia é atacada, a bichinha, anda me dando momentos de aborrecimento, maiores que o da véia lata lerda. Isto porque estou necessitada como nunca de uma lata, seja ela como estiver, justo. Não estou podendo dispensar. Vou ter que aguentar suas crises de TPM sem esbofeteá-la até 16 de junho, rezem por mim. Aqui só quem pode ter sou eu.
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O Emule é uma mula só por conta da minha conexão discada "plano-minutos-da- Telemar-navegue-sem-limites" (isto vai acabar, tem que acabar)? Tipo, encontra tudo e não baixa nada? Porque encontra, se não baixa? Não encontre, por favor, expectativa é o fim da picada. Detestável.
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Depois de tantas poucas e boas, só mesmo o Zé Rodrix para me fazer rir. E eu ainda falo mal da mula. Detalhe: o único local no Google que me indicou a letra dessa música foi o sempre bom blog Sounds of Silence. Das antigas. Eu nem ia postar a letra, para não encher a telinha de vocês demais, mas, em homenagem ao Zé...
"Eu me perdi muito tempo
Dizendo bobagens, fazendo bobagem também
Eu gritava tão alto
E não pintava ninguém... Ninguém...
Mas como toda laranja cortada no meio
É feita de duas metades
Eu tinha certeza que um dia
Eu ia encontrar alguém
Enquanto isso eu fumava e bebia
E quebrava a cabeça
Batendo a cabeça nos muros
Eu deixei tantos furos
Que já nem dá prá entender
Mas você veio de longe
Pisando mansinho
Dizendo uma poucas verdades
Que eu hoje em dia só tenho olhos prá você
E você é o meu exército da salvação
Meu guarda- chuva
O Melhoral prá essa dor de cabeça
Minha estrada pro paraíso
Meu salva- vidas...
O meu juízo final...
Minha ressurreição
Meu exército da salvação"
(Exército da Salvação - Zé Rodrix/mais alguém?)
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2 de jun. de 2007
Corra, Lola, Corra
Sinceramente, já ouvira falar tudo de bom sobre este filme e nunca conseguira ver completo, o que me impedia de compreender do que se tratava (quem já o assistiu entende o que digo). Porém sempre que via aquelas cenas da moça de tatuagem na barriga e calça verde em corrida desabalada, pensava: que filme chato deve ser. Pura ignorância. Não é, é na verdade excepcional. Não falarei mais nada sobre ele, porque não é um filme muito fácil de ser comentado, muito menos no momento para mim (repleta, atolada em ocupações, até a tampa, nem perguntem o que estou fazendo aqui, o que fiz a pouco assistindo-o, enfim. Sou uma irresponsável). Recomendo fortemente.

Lola, em um raro momento de repouso.
Estranho. Só agora percebo a mensagem. No filme, Lola corre muito - mas, ao final, foi tudo desnecessário. Hum. Significativo?
Desculpem o spoiler. De qualquer maneira, esse filme já está tão batido que acho que todos já viram, portanto me sinto devidamente perdoada.

Lola, em um raro momento de repouso.
Estranho. Só agora percebo a mensagem. No filme, Lola corre muito - mas, ao final, foi tudo desnecessário. Hum. Significativo?
Desculpem o spoiler. De qualquer maneira, esse filme já está tão batido que acho que todos já viram, portanto me sinto devidamente perdoada.
30 de mai. de 2007
Na Cachola
Zé e josé eram amigos de fé e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos
na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não
tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez
(Zé e José - Zé Geraldo/Marcão Lima)
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos
na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não
tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez
(Zé e José - Zé Geraldo/Marcão Lima)
29 de mai. de 2007
O Dia do Cachorro Louco

"Eu não alimento nada duvidoso"
Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.
"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente"
Você já teve o seu?
"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"
Claro que teve.
"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"
E o que você faz nesses dias?
"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"
Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.
"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"
Não portar uma arma é a primeira lição.
"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"
Porque, depois, negar, não adianta.
Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".
E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".
(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)
28 de mai. de 2007
Ao que Chegou (porque a vida sempre chega)

O ovo
Oculta-se no ovo
a quentura do novo,
o avesso do frio,
o encanto macio
do sol fazendo "piu".
Entre a gema e a clara
A finura do fio
Da vida que não se viu.
Essa é minha e dela, ninguém tasca.
22 de mai. de 2007
Etel Frota
Tinha uma fita guardada no meu armário.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.
Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.
O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.

E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.

Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90
"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro
Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão
Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.
Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.
O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.

E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.

Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90
"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro
Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão
Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.
21 de mai. de 2007
Amenas
Estou com Oswaldo Montenegro por tudo que é lado, circulando. Derna o dia que o vi ao vivo e a cores, depois de o quê? Bem uma década. Uma foto, do show que assisti, não no dia que assisti.

Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).
--------------
O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.
-------------
A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.

Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).
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O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.
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A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.
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20 de mai. de 2007
O Cristo e o Chicletão
Já votou no Cristo? Não? Vote! Custa nada, gente. Confesso, porém, que fiquei me coçando para não votar nas Estátuas da Ilha de Páscoa. Ó céus, esta minha língua, que me impede de ser uma boa cabo eleitoral para o que ou quem quer que seja, humpf... Depois vou lá votar com outro email (sim, fica registrado um email no voto, humpf.)

O Cristo.

O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",

O Cristo.

O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",
Sobre gordos : uma breve teoria
Jôka escreveu um comment sobre gordos ao qual respondi, e depois fiquei pensando: muita gente não se diz gorda porque não sente que é gorda. Sente que está gorda, mas não que é gorda. Eu pelo menos sou assim (isso porque não sou gorda, "estou gordinha", kkkkkk, ;-P).
Sério.
Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.
Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.
A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.
Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...
Sério.
Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.
Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.
A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.
Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...
16 de mai. de 2007
22:11
"Tudo pode ser resolvido na conversa, menos a morte".
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
--------------
O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
--------------
Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
--------------
Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
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O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
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Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
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Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
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13 de mai. de 2007
Dona Judite
Dona Judite, venha cá. Bom dia, mãe. Espere. Não levante ainda, só porque chamei. Esqueceu? Não tenho mais cinco anos, até eu já parei de atender sua neta tão prontamente, e ela já vai fazer nove. Está frio ainda. São cinco e trinta da manhã. Não gostamos muito de dormir, você sabe (a genética é implacável).
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?

Para todas vocês também.
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?

Para todas vocês também.
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10 de mai. de 2007
Baracho, Lia, ciranda e povo
Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:

Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.

Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.

O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:
Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.

Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.

O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
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9 de mai. de 2007
Minha nova "ídala"

Recomendo aos pequenos. Ótimo também aos maiores que tenham o estranho hábito masoquista de só escolher médicos que tenham o estranho hábito sádico de deixar seus pacientes por duas, três horas esperando. Não, eu não tenho nenhum, mesmo que leve, retardo mental - diagnosticado, pelo menos, não! - eu juro.
25 de abr. de 2007
Baby, It´s cold outside
Cinelândia: fazia bastante tempo que não criava coragem para assistir filme de boxe, derna os tempos em que ainda se ia ao São Luiz, para ser exata, e eu lá fui a um "Rocky" desses da vida (um dos últimos). Sim, isto aconteceu a coisa de quase duas décadas atrás. Sim, falo daqueles trocentos filmes de boxe do Stallone. Por acaso, peguei A Luta pela Esperança do começo na HBO, um para o qual, confesso, sempre fazia muxoxo ao ver na prateleira. Não me arrependi. Lindo filme, impecável nos itens que mais me atraem: elenco e fotografia. Com um belo enredo, forte e tocante. É, nada como o velho e bom cinemão americano para uma criatura como eu que ultimamente anda muito interessada nos alternativos (filmes, claro).
Bem que o Russel Crowe mereceria uma foto aqui, porém não encontrei nenhuma a altura. Vai uma do Paul Giamatti, que não limpa a vista, é verdade, e é preferível falante e em ação, mas enfim, sua atuação é excepcional no filme (melhor que a do Russel, em minha opinião). Presença merecida no Maio. Por sinal, taí um ator que me agrada, sempre, sempre.
Bem que o Russel Crowe mereceria uma foto aqui, porém não encontrei nenhuma a altura. Vai uma do Paul Giamatti, que não limpa a vista, é verdade, e é preferível falante e em ação, mas enfim, sua atuação é excepcional no filme (melhor que a do Russel, em minha opinião). Presença merecida no Maio. Por sinal, taí um ator que me agrada, sempre, sempre.
24 de abr. de 2007
14 anos

Aldeia.
Não de índios, de quase índios, ou de seres que desejariam ser índios, como nós.
Uma capela. Um som de flauta e tambores.
Uma alegria forte e segura no ar, no céu e no verde que cercava a gente.
E esse laço insolúvel, que não veio apenas desta terra.
Eu estou certa.
Amor que foi feito prá durar.
18 de abr. de 2007
Senhoras
Comediante não deveria morrer. Não só no Brasil, concordo, Conde. Sim, precisamos de alegria. Principalmente num dia em que morrem 22 em tiroteios no Rio, trinta e poucos em uma faculdade americana. Dirão que todos os dias há crimes de morte, carnificinas, maldade e terror, mas eu pretendo continuar a sofrer e indignar-me com isso. Melhor ter que mudar de canal para que o dia termine bem, que assistir sem sentir. Sim, melhor seria fazer algo, mas ainda não tenho tal ferramenta.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.

-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.

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Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
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