11 de abr de 2007

"Abre as asas sobre nós"

"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam" (Santo Agostinho de Hipona)

Cada pessoa possui seu caminho.
Eu estou certa disso.
Por vezes, contudo, quando se quer bem ao outro, vê-se à média distância que aquele pegou certa estrada, e a angústia, por vezes, é inevitável.
Mas por quê?
Cada qual constrói o seu caminho.
Que amarra é essa que nos impede de ver o mundo em leque, ou mais, usando os olhos do outro?
Que certeza incerta é esta que nos leva a crer que somos infalíveis em nossos percepções?
Não é que porque somos altamente falíveis (o que de fato somos, apenas não é esta a melhor resposta a esta pergunta, ou nem sempre é o melhor momento para pensar-se assim), é que o mundo é uma casa de espelhos. O que nos proporciona (ou nos impõe?) este eterno mirar, olhar, olhar-se, supor, julgar, julgar-se, o que somos, o que é o outro. Somos escravos em nossa arrogância de seres pensantes, racionais; nossa mente, se por um lado nos liberta, de outro nos subjuga. Ou é o sentimento que faz isso. Quando se quer bem, se teme pelo outro. E este temor é uma pedra no caminho. Do outro. Mas o caminho não é nosso, é do outro. Tem que deixar que nele se ande à medida que se molda as pedras do chão.

Pensando isso tudo e a canção passando na mente:


Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu sou remo
Você âncora
No mar precisa coragem
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu canto na maré cheia
Você na maré vazante
Nada importa vamos nós
Brincando de navegantes
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem

(BRINCANDO - Alexandre Leão / Mabel Velloso)




Dois Irmãos - Fernando de Noronha

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