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6 de fev. de 2009

A propósito de sugadores...

Foi por conta de posts do Jôka e da Kênia que me lembrei dessa historinha postável.

Em casa que tem adolescente - não sei se acontece em muitos lares, mas neste aqui, sim - vivemos muito em torno destas não-mais-pequenas novas pessoas que surgem. Ê povinho espaçoso o tal do 'aborrescente'.

Nessa onda, a história do momento por cá está em torno de Crepúsculo (Twilight). Isso, isso, isso, aquela historinha de vampiro. Jantamos e almoçamos Crepúsculo (e só não tomamos Crepúsculo porque não fica bem dizer isso). Ouço gritos muitas vezes por semana porque o livro chegou ou porque não chegou e quer ver de novo o filme mas não pode levar para a escola, já são onze horas da noite e a tal da Alice disse não sei quê.

Ai meus sais.

Dito tudo isso, verifico que não disse nada, porque não disse que Crepúsculo conta o romance de uma mocinha apaixonada por um vampiro, que no livro dois fica gostando de um lobisomem (mas que péssimo gosto tem essa garota, é só o que penso) e que no três, pelo que captei, tem dois dilemas a resolver: um, com qual dos dois monstros ficar; dois, quer se transformar em vampiro e o namorado não quer. Afe!

Assim, diante de tal catálogo de emoções, não havia como ser diferente, está certo. Mesmo assim chocou-me ouvir a minha até então menininha afirmar categórica:

-Deve ser massa ser vampiro!

O que faz uma mãe que jamais deu trabalho algum quando adolescente e não merece, portanto, nada disso, em tal situação?

Ah, que saudade de Harry Potter!




Fonte.

15 de set. de 2009

XMen X Crepúsculo




(Re)Vendo ontem na telona "XMen - O Confronto Final", me ocorreu que foi uma "chupada" violenta na Marvel Comics o que a Stephanie Meyer fez conferindo a alguns de seus vampiros da série "Crepúsculo" poderes especiais, né verdade?

Seriam XVampires?

Vampiros mutantes?


17 de ago. de 2006

Crepúsculo

A tarde
invade a
tarde
que invade a
noite que
invade a
tarde.
A tarde é teia que
desce
azul
tecendo a bruma.
A casa inteira
imersa em sombras.
À noite
a tarde finda
e arde,
instalada em matéria outra
mais densa, aquosa e íntima.



Ao som deste rio.

1 de jan. de 2005

Chegou!!!!!!!!!



Que 2005 flua como a música deste poema para todos vocês. Feliz Ano Novo!

Campo
(Cecília Meireles)

Vem ver o dia crescer entre o chão e o céu,
o aroma dos verdes campos ir sendo orvalho na alta lua.

Os bois deitados olham a frente e o longe, atentamente,
aprendendo alma futura nas harmonias distribuídas.

O mesmo sol das terras antigas lavra nas pedras estrelas claras.
Nem as nuvens se movem. Nem os rios se queixam.
Estão deitados, mirando-se, dos seus opostos lugares,
e amando-se em silêncio, como esposos separados.

Neste descanso imenso, quem te dirá que viveste em tumulto,
e houve um suspiro em teu lábio, ou vaga lágrima em teus dedos?

Morreram as ruas desertas e os seus ávidos habitantes
ficaram soterrados pelas paixões que o consumiam.

A brisa que passa vem pura, isenta, sem lembrança.
Tece carícia e música nos finos fios de arrozal.

Em tua mão quieta, pousrão borboletas silenciosas.
Em teu cabelo flutuarão coroas trêmulas de sombra e sol.

Tão longe, tão mortos, jazem os desesperos humanos!
E os corações perversos não merecem o convívio sereno das plantas.

Mas teus pés andarão por aqui entre flores azuis,
e o seu perfume te envolverá como um largo céu.

O crepúsculo que cobre a memória, o rosto, as árvores,
inclinará teu corpo, docemente, em sua alfombra.

Acima do lodo dos pântanos, verás desabrochar o vôo branco das graças.
E acima do teu sono, o vôo sem tempo das estrelas.