25 de fev de 2007

The question is

O medo é um dado importante de nossa personalidade. Já disseram (e quanto): "o medo protege". Mas sua ausência também nos permite alcançar algumas estrelas às quais o acesso é limitado. E então, estaremos eternamente sujeitos à superfície terrestre? E presos à velha pendenga "somos homens... somos ratos..." ?

A decisão pela renúncia ao medo é, como todas as demais com que nos surpreende a vida, contudo, pessoal. Por mais que possa doer a alguns, e tantas vezes a nós mesmos.

Uma vez, quando tudo era muito nublado, eu decidi ser feliz, conscientemente. Decidir pela felicidade é uma constante em minha existência, devo adiantar. Mas nunca fora tão deliberada a decisão, porque, em mim, até então, só o sentido de preservação e sobrevivência poderia ativar tal consciência. Fugindo da bruma, da morte, do terror, da dor e da doença, eu disse: eu serei feliz. Porque em meus olhos eu via que não nascera para a morte. Quem quer que tenha me feito, em mim colocara a alegria, como, afinal, acredito que o fez em todas suas criaturas este criador. Apenas para alguns é um tanto, ou muito mais, difícil perceber esta verdade - tudo fruto desta vilã, a Ignorância, a quem detesto.

Não houve afronta ao medo, naquele dia. O que havia a perder não era meu ainda. Hoje, eu sei, há; e nem por isto me abandona a serenidade. De qualquer forma, este mundo é repleto e meu também.

Às vezes, sobreviver é também seguir a corrente que chega e não somente bebê-la; banhar-se em suas águas e ser purificado. Com a corrente, a vida vem, e passa. Ou vamos ou ficamos. Vamos.

Um belo domingo para todos vocês.




"Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que fazer com eles, cabe a você resolver" (Quem poderia ter escrito? Adivinhem? Está logo ao lado a resposta...)

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