15 de out. de 2008
I believe in angels
Mamma Mia. No Dia do Professor, foi uma aula de alegria!
Recomendo!
Tá faltando mesmo mais disso no mundo. Falo da perda da noção do ridículo, entende? Inocente, desmedida, do tipo não-tô-nem-aí-para-o-que-você-pensa - que é definitivamente das coisas mais cansativas desses nossos dias, essa preocupação desenfreada com aquilo que vêem em mim. Essa esquizofrenia coletiva pela perfeição, que se apodera da alma sem que a gente se aperceba. Como já alardeava o Pessoa, "Nunca conheci quem tivesse levado porrada." (Poema em linha reta). Você conhece algum perdedor? Eu não!
Começa com a beleza. Você precisa ser lindo. Seja lindo, por favor, senão te boto fogo! Nem que te custe a saúde e todas as economias. Não, não. Minto: SEJA SAUDÁVEL. Não é permitido não o ser. Não peques na alimentação, não falte ao médico, ao dentista, não coma sal, açucar, carboidratos, gordura. Não seja sedentário. Contudo, se algo der errado na lipo, é perfeitamente perdoável. Para toda regra há exceção, ora bolas.
Seja educado. Por favor, grosseria não. Pois é um sintoma de falta de inteligência, e isto é outro requisito inafastável do teu currículo, a inteligência. Aqui, um dado interessante: se não és inteligente, podes aparentar ser. É suficiente e socialmente aceitável. Podes atá ficar muito rico desta forma.
Ser rico é bom, mas também podes fingir ser. Não é tão difícil, basta que pratiques bem o Manual do Bem Endividado. Viva bem sendo um endividado! Olha aí, eu poderia ficar rica com um título deste e algumas besteiras editadas. Como posso estar postando isto publicamente? Agora vão roubar-me a idéia!
Pratique sexo, bem, muito, jamais sejas um ser assexuado, por gentileza. Dê um jeito para que seja assim, ok? Não estamos falando aqui de satisfação pessoal, prazer, pelamordeus, estamos falando mais uma vez em seguir uma regra, o que rigorosamente nada tem a ver com felicidade, jamais esqueças. O que importa é que todos saibam que você é uma pessoa sexualmente feliz, criativa e práfrentex, pronto.
Bom, é isso. Checando: lindo, saudável, educado, sabido, rico e gostoso. Voilá! És um ser ideal.
Bah!
Ideal é a Meryl Streep caindo do teto de pernas pro ar em um velho colchão numa casa de cabras! E logo em seguida o Pierce Brosnan desafinando, ou vestido de Elvis!
E Viva o Abba!
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Só faltou mesmo esta no filme. Que gafe.
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14 de out. de 2008
Cláudia
Porque fui comentar na Fal sobre seu novo livro (Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite), findei no site da Cláudia (porque na edição de outubro tem a Fal na seção sobre livros), respondendo este teste, que revelou-me:
Qual é o seu perfil profissional?
"Você é ou está próxima de ser uma pessoa que buscará sua receita em investimentos, usando como ponto de partida o empreendedorismo."
O que casou perfeitamente com o comentário que sobre mim fizeram outro dia, sobre eu ter uma atitude de quem poderia ter seu próprio negócio.
Não é a toa que não me adapte nunca, por mais que o tempo passe, com as mazelas do serviço público...
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E eu já ia esquecendo, entre tantas associações, o objetivo do post: eu já leio Cláudia a uns 25 anos, posso dizer que sou uma leitora fiel. A nostalgia das minhas leituras adolescentes (mamãe era assinante) tal foi que assinei a revista também, recentemente, por 3 anos. Aliás, é minha nova mania, revistas (assinei 5), que me afastou dos livros, infelizmente. Não dá tempo para tudo.
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Que post maluco...
Qual é o seu perfil profissional?
"Você é ou está próxima de ser uma pessoa que buscará sua receita em investimentos, usando como ponto de partida o empreendedorismo."
O que casou perfeitamente com o comentário que sobre mim fizeram outro dia, sobre eu ter uma atitude de quem poderia ter seu próprio negócio.
Não é a toa que não me adapte nunca, por mais que o tempo passe, com as mazelas do serviço público...
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E eu já ia esquecendo, entre tantas associações, o objetivo do post: eu já leio Cláudia a uns 25 anos, posso dizer que sou uma leitora fiel. A nostalgia das minhas leituras adolescentes (mamãe era assinante) tal foi que assinei a revista também, recentemente, por 3 anos. Aliás, é minha nova mania, revistas (assinei 5), que me afastou dos livros, infelizmente. Não dá tempo para tudo.
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Que post maluco...
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10 de out. de 2008
J.K. Rowling - A Year in the Life
Assisti ontem, no GNT, graças ao Con, que me avisou, e à filhota, que programou para mim (senão eu esquecia...), o documentário com a J.K. Rowling, e amei.
Não imaginava que ela fosse tão triste. Digo, sabia de toda sua difícil história de mãe solteira, antes de virar a criadora de HP, mas sabe o que sempre imaginamos não é? O sucesso apaga todas as feridas - não é assim, isto é certo...
Adorei mais ainda a J.K.Rowling depois disso. Por que a tristeza é sempre tão bela? Não que a alegria seja feia, mas a tristeza... a tristeza tem mistério, seduz. Toca. A fragilidade expõe a alma, e quando a alma é bela, ela, mostrando-se inteira, é uma verdadeira paisagem!
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Joanne contou que está escrevendo um "conto de fadas político". E eu fiquei a pensar se, de certa forma, ela já não ensaiou, ao menos, este feito, em Harry Potter, com sua Dolores Umbridge hitleriana...
8 de out. de 2008
Passadas as Eleições...
Pobre Pink, não chegou lá...
Mas até "triscou" (encostou, chegou perto - leitores de outras paragens). 4256 votos - nada mal.
Vale uma fotinha no Maio este feito! Dos seus tempos de BBB:

Melhor que a Gretchen, que só fez 343 eleitores. Que fiasco, mulher! Melhor pensar em outro ganha-pão, rápido...
--------------
Faz tempo não posto na-da sobre o mundo jurídico por aqui - afinal, este é um lugar de ócio, terapia e diversão. Só que hoje recebi esta notícia por email - altamente "postável" (?). Vejam a observação incluída na sentença de um apelação recebida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão:
"Data da Movimentação 12/08/2008 00:00:00
Tipo Julgamento - ÓRGÃOS JULGADORES - CÂMARAS
Observação "UNANIMEMENTE, REJEITARAM AS PRELIMINARES SUSCITADAS, E NO MÉRITO, EM PARCIAL ACORDO COM O PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO, CONHECERAM E DERAM PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO VOTO DA DESEMBARGADORA RELATORA. OUTROSSIM, POR INICIATIVA DO DESEMBARGADOR JAIME FERREIRA DE ARAÚJO, FICA DETERMINANDO AINDA O ENCAMINHAMENTO DE CÓPIA DOS AUTOS À CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA COM A RECOMENDAMENDAÇÃO QUE O MAGISTRADO DE BASE SEJA INSCRITO, EX OFÍCIO, NA ESCOLA DA MAGISTRATURA, DISCIPLINA DIREITO PROCESSUAL CIVIL, EM ESPECIAL NO MÓDULO DE RECURSOS (COISA JULGADA), DEVENDO O DIGNO CORREGEDOR DE JUSTIÇA COMUNICAR À CÂMARA, APÓS O TÉRMINO DO CURSO DE QUE SE TRATA, BEM COMO SE HOUVE APROVEITAMENTO POR PARTE DO JUIZ EM CAUSA."
Uau!
Não sei ainda o que pensar da questão, só sei que vai dar sopa esse caldo! Se a moda pegar...
(Detalhe: no link do TJ-MA, clique em aqui e digite "0229572007")
Mas até "triscou" (encostou, chegou perto - leitores de outras paragens). 4256 votos - nada mal.
Vale uma fotinha no Maio este feito! Dos seus tempos de BBB:
Melhor que a Gretchen, que só fez 343 eleitores. Que fiasco, mulher! Melhor pensar em outro ganha-pão, rápido...
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Faz tempo não posto na-da sobre o mundo jurídico por aqui - afinal, este é um lugar de ócio, terapia e diversão. Só que hoje recebi esta notícia por email - altamente "postável" (?). Vejam a observação incluída na sentença de um apelação recebida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão:
"Data da Movimentação 12/08/2008 00:00:00
Tipo Julgamento - ÓRGÃOS JULGADORES - CÂMARAS
Observação "UNANIMEMENTE, REJEITARAM AS PRELIMINARES SUSCITADAS, E NO MÉRITO, EM PARCIAL ACORDO COM O PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO, CONHECERAM E DERAM PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO VOTO DA DESEMBARGADORA RELATORA. OUTROSSIM, POR INICIATIVA DO DESEMBARGADOR JAIME FERREIRA DE ARAÚJO, FICA DETERMINANDO AINDA O ENCAMINHAMENTO DE CÓPIA DOS AUTOS À CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA COM A RECOMENDAMENDAÇÃO QUE O MAGISTRADO DE BASE SEJA INSCRITO, EX OFÍCIO, NA ESCOLA DA MAGISTRATURA, DISCIPLINA DIREITO PROCESSUAL CIVIL, EM ESPECIAL NO MÓDULO DE RECURSOS (COISA JULGADA), DEVENDO O DIGNO CORREGEDOR DE JUSTIÇA COMUNICAR À CÂMARA, APÓS O TÉRMINO DO CURSO DE QUE SE TRATA, BEM COMO SE HOUVE APROVEITAMENTO POR PARTE DO JUIZ EM CAUSA."
Uau!
Não sei ainda o que pensar da questão, só sei que vai dar sopa esse caldo! Se a moda pegar...
(Detalhe: no link do TJ-MA, clique em aqui e digite "0229572007")
7 de out. de 2008
O Maio também é utilidade pública!
Por isso divulga a nova sessão Enquete Betty Faria da Kênia "Leite de Cobra"!
Afinal, você "faria" ou não faria o Christopher Meloni? Não sabe quem sois? Vai lá descobrir e dar sua nota ao bofe da semana!
Eu não só já comentei como até sugeri, adivinhem quem? Ok, ok, não vou dizer senão perde a graça, só sei que começa com Wolve...
--------------
A pergunta que não quer calar é: seria fazível o HellBoy? Não o Ron Perlman, o HellBoy... Estou na dúvida...
Afinal, você "faria" ou não faria o Christopher Meloni? Não sabe quem sois? Vai lá descobrir e dar sua nota ao bofe da semana!
Eu não só já comentei como até sugeri, adivinhem quem? Ok, ok, não vou dizer senão perde a graça, só sei que começa com Wolve...
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A pergunta que não quer calar é: seria fazível o HellBoy? Não o Ron Perlman, o HellBoy... Estou na dúvida...
3 de out. de 2008
| Which Character of Wuthering Heights Are You? |
| CATHY LINTON Although you have a tendency toward headstrong behavior, impetuousness, and occasional arrogance. You are the perfect combination of free-spiritedness and gentle nature. You are also a gentle and compassionate creature. But your innocence may tempt others to take advantage of you and try to manipulate you. |
| Fun quizzes, surveys & blog quizzes by |
Lá da Lu.
Como foi que não vi isto antes?
Apenas divagando, por puro vício da escrita...
Ó, vício maldito...
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Num fim de tarde, no último dia útil de uma semana repleta, é macio dirigir pelas ruas mais antigas da cidade, sempre cheias de gente. Tem uma poesia incoerente nisto, eu sei. Mas é a sensação de pertencer a um lugar, de estar em casa, de saber aonde vai, o que está fazendo, que há um lar que te espera, alguém que te espera. É tão poderosamente básico isto para minha felicidade interna, que chego a temer pela possível, ainda que improvável, futura ausência de qualquer destes elementos. Paranóia? Paranóia. Está diagnosticado (este meu desejo intrigante de me descascar é que ainda não está).
A sexta-feira é e sempre será o melhor dia do mundo.
-----------
É muito estranho perceber que alguém que observou sua dor em algum momento antigo, e que agora passa por algo assemelhado, procura seu olhar para silenciosamente dizer "olhe, estou passando por isso, o que eu faço?".
Eu ainda não aprendi a reagir corretamente nestas situações. Desconheço a medida ideal. Não há meio termo para minha sinceridade ingênua e desfocada. Por mais que tente podar-me, é inútil, e se insisto me perco. Não sou ouvinte, sou centro. Não sou alguém para os outros, sou alguém para mim mesma, o que é terrível e comprova minhas muitas lacunas: ainda volto muito para este planeta, podem crer. O monstruoso em tudo está que internamente uma voz me diz "você está certa". E estou tão plenamente convicta desta realidade de concreto armado, é o ó do borogodó...
-----------
Estou muito confessional, concordo. Foi quanto a consulta? Como você não disse nada, pode me dar um desconto?
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Só para alegrar um pouco o ambiente, um comentário desconexo, sobre cinema brasileiro (uma das especialidades do Maio, como sabem): assisti Bezerra de Menezes e achei muito chato, o que é bem incomum para mim, uma apreciadora dos filmes brasileiros, mesmo os mais cabeça (que palavra antiquada, senhor). Para completar, eu o assisti numa noite de sábado, na sessão saideira, o que acho algo muito chato para se fazer numa noite de sábado. Quer dizer: na realidade eu a muito não fizera, e tinha uma certa curiosidade por rever a sensação. E, por fim, resumo o resultado: vai demorar muuuuuuito para que eu volte a fazer.
Mas, voltando ao filme: é muito estranho que eu não consiga aqui extrair dele nenhum elemento interessante, porque, digamos, sou uma verdadeira devota ao nosso cinema. Sempre encontro algo bom em qualquer filme brasileiro. Neste, contudo, só posso dizer uma coisa: é um filme do Carlos Vereza, interpretando... ele mesmo. Que é uma personalidade muito legal, mas que, enfim, é apenas ele mesmo. Bem que eu preferi ver HellBoy 2 (esta não é uma boa crítica, mas quero vê-lo de todo jeito), mas meu voto foi vencido... Del Toro vai ter que me esperar mais um pouco...
Outro na fila é Ensaio sobre a Cegueira (não precisa link, precisa? Tô numa preguiça...). Mas este tenho que escolher um dia muito bom para assistir, pelo que li por aí...
Tasco aqui o trailler de HellBoy II. Ai que vontade que dá!
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Num fim de tarde, no último dia útil de uma semana repleta, é macio dirigir pelas ruas mais antigas da cidade, sempre cheias de gente. Tem uma poesia incoerente nisto, eu sei. Mas é a sensação de pertencer a um lugar, de estar em casa, de saber aonde vai, o que está fazendo, que há um lar que te espera, alguém que te espera. É tão poderosamente básico isto para minha felicidade interna, que chego a temer pela possível, ainda que improvável, futura ausência de qualquer destes elementos. Paranóia? Paranóia. Está diagnosticado (este meu desejo intrigante de me descascar é que ainda não está).
A sexta-feira é e sempre será o melhor dia do mundo.
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É muito estranho perceber que alguém que observou sua dor em algum momento antigo, e que agora passa por algo assemelhado, procura seu olhar para silenciosamente dizer "olhe, estou passando por isso, o que eu faço?".
Eu ainda não aprendi a reagir corretamente nestas situações. Desconheço a medida ideal. Não há meio termo para minha sinceridade ingênua e desfocada. Por mais que tente podar-me, é inútil, e se insisto me perco. Não sou ouvinte, sou centro. Não sou alguém para os outros, sou alguém para mim mesma, o que é terrível e comprova minhas muitas lacunas: ainda volto muito para este planeta, podem crer. O monstruoso em tudo está que internamente uma voz me diz "você está certa". E estou tão plenamente convicta desta realidade de concreto armado, é o ó do borogodó...
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Estou muito confessional, concordo. Foi quanto a consulta? Como você não disse nada, pode me dar um desconto?
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Só para alegrar um pouco o ambiente, um comentário desconexo, sobre cinema brasileiro (uma das especialidades do Maio, como sabem): assisti Bezerra de Menezes e achei muito chato, o que é bem incomum para mim, uma apreciadora dos filmes brasileiros, mesmo os mais cabeça (que palavra antiquada, senhor). Para completar, eu o assisti numa noite de sábado, na sessão saideira, o que acho algo muito chato para se fazer numa noite de sábado. Quer dizer: na realidade eu a muito não fizera, e tinha uma certa curiosidade por rever a sensação. E, por fim, resumo o resultado: vai demorar muuuuuuito para que eu volte a fazer.
Mas, voltando ao filme: é muito estranho que eu não consiga aqui extrair dele nenhum elemento interessante, porque, digamos, sou uma verdadeira devota ao nosso cinema. Sempre encontro algo bom em qualquer filme brasileiro. Neste, contudo, só posso dizer uma coisa: é um filme do Carlos Vereza, interpretando... ele mesmo. Que é uma personalidade muito legal, mas que, enfim, é apenas ele mesmo. Bem que eu preferi ver HellBoy 2 (esta não é uma boa crítica, mas quero vê-lo de todo jeito), mas meu voto foi vencido... Del Toro vai ter que me esperar mais um pouco...
Outro na fila é Ensaio sobre a Cegueira (não precisa link, precisa? Tô numa preguiça...). Mas este tenho que escolher um dia muito bom para assistir, pelo que li por aí...
Tasco aqui o trailler de HellBoy II. Ai que vontade que dá!
1 de out. de 2008
Belchior / Drummond
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Nova canção do exílio - Drummond)
Fiquei meio besta quando vi que em minha saraivada no emule cacei algumas preciosidades de um trabalho que desconhecia, este As Várias Caras do Drummond. Digamos que eu o percebi como um sonho de consumo realizado, que contudo eu sequer me permitira sonhar existir. Foi assim mesmo o sentimento.
Mais informações no link em riba. Inclusive sobre os desenhos, todos feitos pelo próprio Belchior.

E o poema eu posto como se fosse uma imagem. Está vendo o sabiá, a palmeira e "o longe"? Que imagem fantástica não? Só Drummond mesmo, sô...
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
(Nova canção do exílio - Drummond)
Fiquei meio besta quando vi que em minha saraivada no emule cacei algumas preciosidades de um trabalho que desconhecia, este As Várias Caras do Drummond. Digamos que eu o percebi como um sonho de consumo realizado, que contudo eu sequer me permitira sonhar existir. Foi assim mesmo o sentimento.
Mais informações no link em riba. Inclusive sobre os desenhos, todos feitos pelo próprio Belchior.
E o poema eu posto como se fosse uma imagem. Está vendo o sabiá, a palmeira e "o longe"? Que imagem fantástica não? Só Drummond mesmo, sô...
25 de set. de 2008
Brincando de boneca...
23 de set. de 2008
Vereadora?
Como manda a boa tradição estou a procura de uma candidata a vereadora em quem votar dia 5.
Vereadora, eu disse, está correto. Tenho um pacto interno comigo mesma, sempre voto em mulheres, quando possível. Mas não vou votar na Pink, pelamordedeus. "É Pink, é pink, é pink, é pink, é pink/é hora, é hora, é hora de votar", afe.
Ainda não apareceu A candidata. Estou quase votando em uma criatura do PSTU, acreditem, e isto está sinceramente me preocupando. Então me ajudem, caso tenham alguma indicação.
Já estou quase sem candidato a prefeito, preciso salvar pelo menos parte do meu voto (como se isso tudo não fosse só oba-oba...)
Vereadora, eu disse, está correto. Tenho um pacto interno comigo mesma, sempre voto em mulheres, quando possível. Mas não vou votar na Pink, pelamordedeus. "É Pink, é pink, é pink, é pink, é pink/é hora, é hora, é hora de votar", afe.
Ainda não apareceu A candidata. Estou quase votando em uma criatura do PSTU, acreditem, e isto está sinceramente me preocupando. Então me ajudem, caso tenham alguma indicação.
Já estou quase sem candidato a prefeito, preciso salvar pelo menos parte do meu voto (como se isso tudo não fosse só oba-oba...)
22 de set. de 2008
Memória musical
Porque na Ana Maria Braga (não vou mais chamá-la de Brega, afinal virei sua cliente, e isto seria uma deselegância...) passou o Washington Olivetto e seu clássico e perfeito o primeiro Valisére a gente nunca esquece, quando vi (essas associaçôes intermináveis que só a internet nos proporciona, afe), estava no Youtube procurando outro clássico da propaganda, "Todo floresta vira uma festa/quando o iogurte é Parmalat". E... não achei. Isso, isso, isso. O que me fez concluir que minha memória musical talvez seja diferenciada da imensa maioria das pessoas, só talvez. Afinal, não há como minha mente não recorrer imediatamente a esta canção quando se fala em Mamíferos da Parmalat. Eu não lembro de "o elefante é fã de Parmalat", ora bolas (digo, lembro, mas não é a memória primeira, capisce?).
Onde é que estava esta gente toda a, sei lá, 10, 15 anos atrás?
Tudo isto me fez sentir como naquele filme em que a mocinha está numa loja e de repente não há mais ninguém ali. Ela pega o carro para chegar em casa e as ruas estão vazias. Ui.
Já que estou aqui e no Youtube, vai aí outra gracinha. Chuá, chuá!
Onde é que estava esta gente toda a, sei lá, 10, 15 anos atrás?
Tudo isto me fez sentir como naquele filme em que a mocinha está numa loja e de repente não há mais ninguém ali. Ela pega o carro para chegar em casa e as ruas estão vazias. Ui.
Já que estou aqui e no Youtube, vai aí outra gracinha. Chuá, chuá!
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18 de set. de 2008
"She holds you captivated in her palm"
Hummm, adoro...
Desde este aqui...
Que eu também adoro...
Da lista dos que vejo sempre que passa...
17 de set. de 2008
Coisinhas desse bicho na minha frente - o micro
Para gente devagar como eu, acerca da mula vai uma dica - atirar para todos os lados. Muito. Isso. Em claro português: se quer baixar algo no Emule, bote para baixar tudo que aparecer na frente. Claro que esta é uma ação de risco, mas se não deseja risco saia do Emule agora.
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E já que estou falando disso, caso alguém tenha por acaso Brasileiramente Linda do Belchior favor enviar para o maio26@gmail.com. Tento a muitos séculos e séculos amém obter esta na mula, mas tá difícil. Acabei de dar uma saraivada por lá mas sei não...
Update - Não mais necessário, a mula cumpriu sua função. Isso muitas vezes ocorre comigo, quando expresso desejos por pequenas soluções, elas surgem. Do nada. É legal. Pena não ser assim com as grandes também, mas não se pode ter tudo, fazer o quê?
---------------
Nestas paragens do informatiquês, todos os dias pipocam siglas, nomenclaturas curiosas, algumas ameaçadoras. Para gente preguiçosa como eu, principalmente, de maneira que em geral passo ao largo das criaturas. Sabe aquele movimento assemelhado ao de fazer que não viu na rua um desafeto? Algo assim. Contudo, como a toda regra corresponde uma exceção, por uma razão misteriosa entrei neste link e descobri que, afinal, O3B não é uma nova tecnologia de absorventes íntimos internos, senhores, mas sim uma constelação de satélites que a Google pretende lançar a partir de 2010. Prumode "trazer acesso à Internet para aquelas partes do mundo que precisam mais." Como por exemplo a África, está lá no texto. Pois sim, quanta generosidade.
(Acordei ácida, deu para perceber? Tipieme. In english, por favor.)
As duas críticas a que me remete a notícia são: porque não investem num plano de diminuir a fome e a miséria naquele continente? Infomação na internet tem gosto de quê?
Segunda crítica: ninguém se apercebe dos males desta tal globalização? Afinal, não precisa raciocinar demais para entender isto, basta escutar a CBN nesta semana de quebradeira de bancos (leia-se Lehman), e bolsas (de valores) todas na mesma correnteza. Não é assim a ladainha? "Eu te emprestei dinheiro, tu quebrou, tu não me pagas! E eu devo a seu Zezinho da esquina! Que deve a Seu Joaquim do Pinto Torto! Ó céus! Acabou-se a economia mundial!"
Ok, ok, muito boa a conversinha mas vou ali fazer uns exercícios ortópticos. Hasta la vista.
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Update - Não mais necessário, a mula cumpriu sua função. Isso muitas vezes ocorre comigo, quando expresso desejos por pequenas soluções, elas surgem. Do nada. É legal. Pena não ser assim com as grandes também, mas não se pode ter tudo, fazer o quê?
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Nestas paragens do informatiquês, todos os dias pipocam siglas, nomenclaturas curiosas, algumas ameaçadoras. Para gente preguiçosa como eu, principalmente, de maneira que em geral passo ao largo das criaturas. Sabe aquele movimento assemelhado ao de fazer que não viu na rua um desafeto? Algo assim. Contudo, como a toda regra corresponde uma exceção, por uma razão misteriosa entrei neste link e descobri que, afinal, O3B não é uma nova tecnologia de absorventes íntimos internos, senhores, mas sim uma constelação de satélites que a Google pretende lançar a partir de 2010. Prumode "trazer acesso à Internet para aquelas partes do mundo que precisam mais." Como por exemplo a África, está lá no texto. Pois sim, quanta generosidade.
(Acordei ácida, deu para perceber? Tipieme. In english, por favor.)
As duas críticas a que me remete a notícia são: porque não investem num plano de diminuir a fome e a miséria naquele continente? Infomação na internet tem gosto de quê?
Segunda crítica: ninguém se apercebe dos males desta tal globalização? Afinal, não precisa raciocinar demais para entender isto, basta escutar a CBN nesta semana de quebradeira de bancos (leia-se Lehman), e bolsas (de valores) todas na mesma correnteza. Não é assim a ladainha? "Eu te emprestei dinheiro, tu quebrou, tu não me pagas! E eu devo a seu Zezinho da esquina! Que deve a Seu Joaquim do Pinto Torto! Ó céus! Acabou-se a economia mundial!"
Ok, ok, muito boa a conversinha mas vou ali fazer uns exercícios ortópticos. Hasta la vista.
11 de set. de 2008
Aparecida Silvino
Essa é uma amiga linda que a internet me trouxe a tantos, tantos anos, e que é artista afinadíssima com sua verdade, sensibilidade e expressão mais pura.
Aparecida Silvino. Apá Silvino.
No vídeo aí em riba interpretando com Bárbara Rodrix Curta a Vida, de sua autoria (´dorei sua letra, Apá!), .
Aí ela. Linda, né? Ô cantora porreta! Ouça mais a moça aqui.
9 de set. de 2008
De noite
A partir de janeiro de 2009 não saberei mais português. Por causa dessa tal temida Reforma Ortográfica. Eu confesso, ando me lascando de medo dela.
Aqui, um guia prático das mudanças que virão a ser implementadas pela reforma. Tem 32 páginas, mas as letras são grandes...
--------------------
Esses meus 15 dias de "do lar" em meio tempo (problemas domésticos sem solução levaram-me a tal) coincidiram, adivinhem com quê? Com esse novo reality show (não sabia? Em geral eu também não saberia) da Globo, SuperChef. Isso mesmo, da Ana Maria Brega. Já estou me viciando, como nos bons tempos do BBB. Pior que o talzinho, como não é assim uma Brastemp, fica disponível ao vivo na net, de grátis, no link indicado. Já comecei com peninha dos que não identificaram direito o sabor das coisas na primeira prova do líder. Teve ainda aquela cena repugnante da líder "tirando time", porque será que isso sempre me enoja? Argh. Mas gostei da mocinha que ganhou a prova, alagoana que mora em Fortaleza. Alinhais, tá cheio de nordestino no programa, incluindo uma recifense, por quem por bairrismo vou torcer, óbvio...
Aqui, um guia prático das mudanças que virão a ser implementadas pela reforma. Tem 32 páginas, mas as letras são grandes...
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Esses meus 15 dias de "do lar" em meio tempo (problemas domésticos sem solução levaram-me a tal) coincidiram, adivinhem com quê? Com esse novo reality show (não sabia? Em geral eu também não saberia) da Globo, SuperChef. Isso mesmo, da Ana Maria Brega. Já estou me viciando, como nos bons tempos do BBB. Pior que o talzinho, como não é assim uma Brastemp, fica disponível ao vivo na net, de grátis, no link indicado. Já comecei com peninha dos que não identificaram direito o sabor das coisas na primeira prova do líder. Teve ainda aquela cena repugnante da líder "tirando time", porque será que isso sempre me enoja? Argh. Mas gostei da mocinha que ganhou a prova, alagoana que mora em Fortaleza. Alinhais, tá cheio de nordestino no programa, incluindo uma recifense, por quem por bairrismo vou torcer, óbvio...
HP - Novo trailler... oficial?
No MSN Video está rolando um novo (ao menos para mim) trailler de HP e o Enigma do Príncipe. Pelo menos é o primeiro que me pareceu ter cenas realmente novas do novo filme a ser lançado em julho/2009... Também não estou certa sobre ser oficial, mas a tirar pelas novas cenas...
Uma pequena observação apenas aparentemente crítica: achei o Voldemort menino-orfão mais ingênuo do que esperei. Recordo de não ter sido a percepção que tive sobre sua personalidade ao ler o livro. Mas até que não ficou ruim...
Se não estiver mais na tela inicial do site basta fazer uma busca (harry potter enigma príncipe) que você encontra o vídeo. Tentei postar aqui diretamente mas não consegui com o MSN Vídeo e ando perguiçosa com essas coisas... Sorry...
Postado também na Cozinha.
Uma pequena observação apenas aparentemente crítica: achei o Voldemort menino-orfão mais ingênuo do que esperei. Recordo de não ter sido a percepção que tive sobre sua personalidade ao ler o livro. Mas até que não ficou ruim...
Se não estiver mais na tela inicial do site basta fazer uma busca (harry potter enigma príncipe) que você encontra o vídeo. Tentei postar aqui diretamente mas não consegui com o MSN Vídeo e ando perguiçosa com essas coisas... Sorry...
Postado também na Cozinha.
O que você tem a dizer? Se der vontade, lógico...
Quando se tem filhos beirando a adolescência (ou talvez já nela, você é que tenta se enganar de que não, isto não aconteceu), as perguntas que não querem calar são:
-meu filho(a) sobreviverá razoavelmente ileso(a)?
-e nós, sobreviveremos?
Alguém aí indica uma leitura útil? Algo que tenha um título sugestivo como "Aprendendo a não meter um tabefe no seu adolescente" ou "Guia Prático para Pais de Adolescente de 1a Viagem". Por favor, não vale Içami Tiba, não ando com muito saco para algumas de suas teorias, como por exemplo aquela do "quarto-caverna-do-adolescente-onde-não-se-pode-mexer-sob-risco-de-alterar-a personalidade-da-criatura-para-todo-o-sempre". Seu Içami desconhece a capacidade de filhota para empilhar livros, revistas, pastas, guardar desenhos de cinco anos atrás, misturar roupas sujas com limpas, sem falar no apego que tem a pedaços de brinquedos. Seu Içami é homem, também não se pode esquecer este detalhe...
-meu filho(a) sobreviverá razoavelmente ileso(a)?
-e nós, sobreviveremos?
Alguém aí indica uma leitura útil? Algo que tenha um título sugestivo como "Aprendendo a não meter um tabefe no seu adolescente" ou "Guia Prático para Pais de Adolescente de 1a Viagem". Por favor, não vale Içami Tiba, não ando com muito saco para algumas de suas teorias, como por exemplo aquela do "quarto-caverna-do-adolescente-onde-não-se-pode-mexer-sob-risco-de-alterar-a personalidade-da-criatura-para-todo-o-sempre". Seu Içami desconhece a capacidade de filhota para empilhar livros, revistas, pastas, guardar desenhos de cinco anos atrás, misturar roupas sujas com limpas, sem falar no apego que tem a pedaços de brinquedos. Seu Içami é homem, também não se pode esquecer este detalhe...
4 de set. de 2008
Exercício Gramatical
Transpor.
Transcender.
Emergir.
Desligar.
Em todas as conjugações há verbos de não alcançar.
-----------------
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
(Olavo Bilac)
Transcender.
Emergir.
Desligar.
Em todas as conjugações há verbos de não alcançar.
-----------------
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
(Olavo Bilac)
2 de set. de 2008
Confesso, adorei...
| What kind of mythical creature are you? Unicorn You would be a Unicorn! Before you get angry, at least hear me out. The Unicorn is the noblest of all mythical creatures as well as the purest at heart. You have a kind heart and are very generous. Unicorns are very respectable creatures and do not tolerate evil. You have the gift of healing. The Unicorn's major element is Water. You should be proud! If you are a guy, your creature would be a Pegasus, which is the picture below this description. A Unicorn looks the same except without the wings. |
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Três Filmes
Tive, como a muito tempo não ocorria, um final de semana cinematográfico, recheados de filmes românticos e musicais. Gostei de todos, adianto.
O primeiro da leva foi escolhido por mero acaso, enquanto zapeava na tv a cabo. Conversation with Other Womem, que aqui no Brasil ganhou um título ao meu ver bem insosso, Nosso amor do Passado. Lembra aquele com a Barbra Streisand, Nosso Amor de Ontem, bem mais bonito, e bem melhor o filme, claro. O título em inglês também para mim não fez muito sentido dentro do contexto da história, realmente só pode ser alguma piada que não interessa a nós, brasileiros.
Um casal se encontra num casamento e acaba indo para a cama. Só lá descobrimos que eles já foram casados e ela ... fugiu do casamento! Final infeliz, informo. Só assista se gostar de filmes românticos com este tipo de desfecho (tem gente que odeia).
O segundo (por sinal, passou logo depois do primeiro, o que me deu uma grande zonzeira, pois eu tinha que ver) foi Across The Universe. Esse eu estava louca para assistir e inclusive procurara nas locadoras, sem encontrar. Findei comprando na sky. Visualmente lindo, mas só veja se : for fã dos Beatles; for fã dos anos 60; for fã de musicais. Nestes quesitos o filme é ótimo. Gostei sim de todas as versões, todos os cantores são muito bons, sem exceção, com destaque para For The Benefit of Mr Kite e If I fell, interpretado pela bonitinha Evan Rachel Wood. Conforme consta no Adoro Cinema, a bonitinha gravou de primeira a cena. Lindíssima voz.
Mas o melhor clip (sim, o filme a mim pareceu me um apanhado de clips, vê-los individualmente via youtube também tá valendo, salvo se você for fã dos Beatles, mas isso já disse) com certeza é o de For the Benefit. Merece até reprodução.
Quem é este cantor/ator, hein? Não consegui descobrir?
O terceiro filme foi Shop Girl, com a Claire Danes, de quem descobri que gosto muito enquanto atriz assistindo a este. E que lindo nome, ademais. É um filme de Steven Martin, eu diria, embora não o tenha dirigido: o roteiro é dele, baseado em livro também de sua autoria. Tem seu "estilo". Não é um ator que agrade a todos, estou certa, mas eu gosto do bichinho. Ele está bem sério nestá comédia romântica que em determinado momento transforma-se quase em não-comédia, bem comportada, comedida, com um ar até mesmo etéreo. Muito, muito romântico. Sem final feliz também, porém ... bonitinho (seja lá o que isto signifique, sendo porém tudo que me ocorre dizer).
O primeiro da leva foi escolhido por mero acaso, enquanto zapeava na tv a cabo. Conversation with Other Womem, que aqui no Brasil ganhou um título ao meu ver bem insosso, Nosso amor do Passado. Lembra aquele com a Barbra Streisand, Nosso Amor de Ontem, bem mais bonito, e bem melhor o filme, claro. O título em inglês também para mim não fez muito sentido dentro do contexto da história, realmente só pode ser alguma piada que não interessa a nós, brasileiros.
Um casal se encontra num casamento e acaba indo para a cama. Só lá descobrimos que eles já foram casados e ela ... fugiu do casamento! Final infeliz, informo. Só assista se gostar de filmes românticos com este tipo de desfecho (tem gente que odeia).
O segundo (por sinal, passou logo depois do primeiro, o que me deu uma grande zonzeira, pois eu tinha que ver) foi Across The Universe. Esse eu estava louca para assistir e inclusive procurara nas locadoras, sem encontrar. Findei comprando na sky. Visualmente lindo, mas só veja se : for fã dos Beatles; for fã dos anos 60; for fã de musicais. Nestes quesitos o filme é ótimo. Gostei sim de todas as versões, todos os cantores são muito bons, sem exceção, com destaque para For The Benefit of Mr Kite e If I fell, interpretado pela bonitinha Evan Rachel Wood. Conforme consta no Adoro Cinema, a bonitinha gravou de primeira a cena. Lindíssima voz.
Mas o melhor clip (sim, o filme a mim pareceu me um apanhado de clips, vê-los individualmente via youtube também tá valendo, salvo se você for fã dos Beatles, mas isso já disse) com certeza é o de For the Benefit. Merece até reprodução.
Quem é este cantor/ator, hein? Não consegui descobrir?
O terceiro filme foi Shop Girl, com a Claire Danes, de quem descobri que gosto muito enquanto atriz assistindo a este. E que lindo nome, ademais. É um filme de Steven Martin, eu diria, embora não o tenha dirigido: o roteiro é dele, baseado em livro também de sua autoria. Tem seu "estilo". Não é um ator que agrade a todos, estou certa, mas eu gosto do bichinho. Ele está bem sério nestá comédia romântica que em determinado momento transforma-se quase em não-comédia, bem comportada, comedida, com um ar até mesmo etéreo. Muito, muito romântico. Sem final feliz também, porém ... bonitinho (seja lá o que isto signifique, sendo porém tudo que me ocorre dizer).
25 de ago. de 2008
Satisfaction Guaranteed
Segunda-feira em meio a um estranho surto beatlemaníaco.
Porque é satisfação garantida...
Pensando que não vi este ainda...
Porque é satisfação garantida...
Pensando que não vi este ainda...
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23 de ago. de 2008
Ai

Fonte: Querido Leitor.
Deu gosto.
Parabéns, meninas do Vôlei Feminino.
Essa alegria, para quem tem mais de trinta, realmente veio do fundo do baú.
Só quem tem que sabe.
22 de ago. de 2008
19 de ago. de 2008
Ordem se obedece
Como se não fosse um grande prazer responder a testes...
Eu não sei porque, sinto que já respondi este alguma vez por aqui, mas lá vai, vício a gente alimenta.
1. Quais são as três últimas coisas que você comprou?
- um notebook (sim, uau!)
- uma saia
- algumas camisas para trabalhar
2. Quais são as três últimas músicas que você fez download?
- Vilarejo da MM
- Músicas da Piaf
- Músicas da Fernanda Takai do disco novo
Média de 1 por mês. Pouquíssimo.
3. Quais são os três últimos lugares que você visitou?
- Bonito
- Gravatá
- Caruaru
Viajando pouquíssimo tb, voilá.
4. Quais são seus três filmes preferidos?
Huhuhuhu
Essa eu me recuso a responder, impossível! A pergunta do outro teste foi melhor (quatro filmes que eu assisto sempre que passam)
Ok, respondo, mas não dá para dizer que é uma resposta correta!:
- Contatos Imediatos do 3º grau.
- Auto da Compadecida
- You've got mail
5. Quais as três coisas que você tem que mais gosta?
- minha casa
- minha samambaia
- meu livro da Mafalda
6. Quais são as três coisas que você não pode viver sem? (definitivamente eu já
respondi esse, só não estou achando para linkar)
- quarto escuro para dormir
- comida
- meu catálogo interno de canções
7. Se você pudesse fazer três desejos, quais seriam?
- viajar toda hora que quisesse para onde quisesse
- um sítio com cachoeira, cheio de plantas e animais
- um mergulho pelo mar de Noronha, por horas e horas e horas
8. Quais são as três coisas que você ainda não fez e quer fazer?
- Voltar a me exercitar
- Ir para alguns lugares como Chapada da Diamantina, Pantanal e Europa
- Comprar um sítio
9. Quais são os seus três pratos preferidos?
- caldo verde
- pão (quente com manteiga)
- polvo cozido na água sal e cebola, com molho especial
10. Quais são as três celebridades com quem você gostaria de andar?
Caramba, nenhuma. Eu ia ficar boboca.
Andar, não, conhecer.
Ok.
- Adélia Prado (poetisa)
- Elomar
- Gilberto Gil
11. Diga três coisas que te assustam.
- violência urbana
- energia negativa das pessoas
- o futuro para os mais jovens
12. Se você pudesse se descrever em três palavras, quais seriam elas?
- sincera
- babaca
- do bem
13. Diga três coisas não usuais que você faz bem.
- gerir a vida alheia
- dizer coisas que fazem as pessoas rir (qdo a tpm permite)
- ser pontual
14. Diga três coisas que você têm cobiçado.
- uma TV LCD
- um sítio (eu já disse isso, não foi?)
- um óculos escuro que preste
15. Quais são os três blogs que você gostaria de indicar para responder também?
-A todos que queiram brincar
Eu não sei porque, sinto que já respondi este alguma vez por aqui, mas lá vai, vício a gente alimenta.
1. Quais são as três últimas coisas que você comprou?
- um notebook (sim, uau!)
- uma saia
- algumas camisas para trabalhar
2. Quais são as três últimas músicas que você fez download?
- Vilarejo da MM
- Músicas da Piaf
- Músicas da Fernanda Takai do disco novo
Média de 1 por mês. Pouquíssimo.
3. Quais são os três últimos lugares que você visitou?
- Bonito
- Gravatá
- Caruaru
Viajando pouquíssimo tb, voilá.
4. Quais são seus três filmes preferidos?
Huhuhuhu
Essa eu me recuso a responder, impossível! A pergunta do outro teste foi melhor (quatro filmes que eu assisto sempre que passam)
Ok, respondo, mas não dá para dizer que é uma resposta correta!:
- Contatos Imediatos do 3º grau.
- Auto da Compadecida
- You've got mail
5. Quais as três coisas que você tem que mais gosta?
- minha casa
- minha samambaia
- meu livro da Mafalda
6. Quais são as três coisas que você não pode viver sem? (definitivamente eu já
respondi esse, só não estou achando para linkar)
- quarto escuro para dormir
- comida
- meu catálogo interno de canções
7. Se você pudesse fazer três desejos, quais seriam?
- viajar toda hora que quisesse para onde quisesse
- um sítio com cachoeira, cheio de plantas e animais
- um mergulho pelo mar de Noronha, por horas e horas e horas
8. Quais são as três coisas que você ainda não fez e quer fazer?
- Voltar a me exercitar
- Ir para alguns lugares como Chapada da Diamantina, Pantanal e Europa
- Comprar um sítio
9. Quais são os seus três pratos preferidos?
- caldo verde
- pão (quente com manteiga)
- polvo cozido na água sal e cebola, com molho especial
10. Quais são as três celebridades com quem você gostaria de andar?
Caramba, nenhuma. Eu ia ficar boboca.
Andar, não, conhecer.
Ok.
- Adélia Prado (poetisa)
- Elomar
- Gilberto Gil
11. Diga três coisas que te assustam.
- violência urbana
- energia negativa das pessoas
- o futuro para os mais jovens
12. Se você pudesse se descrever em três palavras, quais seriam elas?
- sincera
- babaca
- do bem
13. Diga três coisas não usuais que você faz bem.
- gerir a vida alheia
- dizer coisas que fazem as pessoas rir (qdo a tpm permite)
- ser pontual
14. Diga três coisas que você têm cobiçado.
- uma TV LCD
- um sítio (eu já disse isso, não foi?)
- um óculos escuro que preste
15. Quais são os três blogs que você gostaria de indicar para responder também?
-A todos que queiram brincar
16 de ago. de 2008
Sábado Olímpico
Usaim Bolt.
Os oito homens mais rápidos do mundo são negros.
Michel Phelps.
O melhor nadador do mundo é branco.
Curioso.
----------------
O novo lançamento de Paulo Coelho tem um título que, nestes tempos de Olimpíadas, me deixou a matutar por toda semana: O vencedor está só. Muito bom, o título, provavelmente melhor do que o livro, pelo que li (um thriller com serial killer...). Só que esta máxima não se aplica aos campeões nos esportes, ao que me parece. Há tanta alegria nas comemorações. Ou será que sim? Será que para vencer é necessária tanta disciplina, devoção e empenho que o coração se distancia? Hein? Hein?
Muito cedo para tantas dúvidas.
-------------
E conseguimos ganhar dos africanos nas quartas-de-finais. Foi um ufa geral, fala a verdade. Não assisti, ontem, o jogo que classificou a seleção feminina às semifinais, mas me parece que ela vai melhor, mais tranquila, que a seleção masculina. Sofre menos pressão, claro. Longe de mim estar torcendo contra (os homens - sinceramente), mas não dá para conter o pensamento de que haveria certa graça em ganharmos um ouro olímpico no futebol primeiramente com as mulheres. É inevitável, sorry...
Os oito homens mais rápidos do mundo são negros.
Michel Phelps.
O melhor nadador do mundo é branco.
Curioso.
----------------
O novo lançamento de Paulo Coelho tem um título que, nestes tempos de Olimpíadas, me deixou a matutar por toda semana: O vencedor está só. Muito bom, o título, provavelmente melhor do que o livro, pelo que li (um thriller com serial killer...). Só que esta máxima não se aplica aos campeões nos esportes, ao que me parece. Há tanta alegria nas comemorações. Ou será que sim? Será que para vencer é necessária tanta disciplina, devoção e empenho que o coração se distancia? Hein? Hein?
Muito cedo para tantas dúvidas.
-------------
E conseguimos ganhar dos africanos nas quartas-de-finais. Foi um ufa geral, fala a verdade. Não assisti, ontem, o jogo que classificou a seleção feminina às semifinais, mas me parece que ela vai melhor, mais tranquila, que a seleção masculina. Sofre menos pressão, claro. Longe de mim estar torcendo contra (os homens - sinceramente), mas não dá para conter o pensamento de que haveria certa graça em ganharmos um ouro olímpico no futebol primeiramente com as mulheres. É inevitável, sorry...
14 de ago. de 2008
Mais um
A minha aura é...

Dourada!
Ulalá!
Mas o que será "dourado-amoroso", catzo?
"Dourado-Provedor
Dedicação, determinação, sociabilidade e sensibilidade. Você percebe as necessidades mais profundas dos outros sem que eles precisem falar. É a cor das pessoas que gostam de ajudar. Cuide para não deixar suas próprias exigências de lado, ok?
Dourado-Amoroso
Abstração, gentileza e generosidade. Sua mente está sempre fervilhando de idéias, mas você sente dificuldade em colocar tudo no papel e priorizar tarefas. Procure não se envolver em mais compromissos do que consegue cumprir.
Isso significa que você tem mais de uma camada de cor com a mesma intensidade. Sinal de que está em conflito e precisa descobrir quem realmente é."
Eu não durmo hoje com tanto ouro ao meu redor...
Aqui.
Dourada!
Ulalá!
Mas o que será "dourado-amoroso", catzo?
"Dourado-Provedor
Dedicação, determinação, sociabilidade e sensibilidade. Você percebe as necessidades mais profundas dos outros sem que eles precisem falar. É a cor das pessoas que gostam de ajudar. Cuide para não deixar suas próprias exigências de lado, ok?
Dourado-Amoroso
Abstração, gentileza e generosidade. Sua mente está sempre fervilhando de idéias, mas você sente dificuldade em colocar tudo no papel e priorizar tarefas. Procure não se envolver em mais compromissos do que consegue cumprir.
Isso significa que você tem mais de uma camada de cor com a mesma intensidade. Sinal de que está em conflito e precisa descobrir quem realmente é."
Eu não durmo hoje com tanto ouro ao meu redor...
Aqui.
13 de ago. de 2008
Quarta-feira, 13
Tenho um amigo, grande amigo, morando em BSB a algum tempo (quanto tempo mesmo faz?), isso depois de ter passado dois anos nas Oropa. De meses em meses ele volta e tentamos marcar um encontro - grupo de 5 pessoas - e nunca dá certo. As agendas nunca batem.
Uma pode de noite, não de dia.
Outra pode almoçar, não jantar.
Outra pode aqui, mas ali não.
Via de regra, a criatura aqui em alguns contatos busca o denominador comum impossível, até que ploft: o saquinho enche geral, obrigando ao uso daquele expediente mais extremo de todos, ou seja, combinar com o amigo que tá fora e quem puder que compareça. Se o horário é o melhor para mim? Claro que é! Me deixaram secretariar porque quiseram, :-P.
Sou uma megera?
------------
Filmes mais recentes na videoteca: O Bom Ano, com Russell Crowe e, adivinhem quem? Marion Cottilard, sim Piaf. Que nem está estes balaios todos neste, faça-se constar. O filme também não é exatamente uma Brastemp, embora divertido e gostoso de assistir, só porque se passa na França e tem um item especial: a trilha sonora. Essa musiquinha de fundo aqui é dele.

É isto, estes cineastas definitivamente me enrolam com trilha sonora boa.
O outro foi, pasmem, A Guerra dos Mundos (sem link, né? Não precisa). Na Grobo, me fazendo de boba, Tela Quente. Talvez porque não assista filme de terror e raramente ficção científica, fiquei encantada com a mistura. Muito, muito esquisito. Que trash aquelas plantas de raízes vermelhas, e as naves espaciais explodindo em sangue, divertidíssimo. Salve, salve, Spielberg!
Uma pode de noite, não de dia.
Outra pode almoçar, não jantar.
Outra pode aqui, mas ali não.
Via de regra, a criatura aqui em alguns contatos busca o denominador comum impossível, até que ploft: o saquinho enche geral, obrigando ao uso daquele expediente mais extremo de todos, ou seja, combinar com o amigo que tá fora e quem puder que compareça. Se o horário é o melhor para mim? Claro que é! Me deixaram secretariar porque quiseram, :-P.
Sou uma megera?
------------
Filmes mais recentes na videoteca: O Bom Ano, com Russell Crowe e, adivinhem quem? Marion Cottilard, sim Piaf. Que nem está estes balaios todos neste, faça-se constar. O filme também não é exatamente uma Brastemp, embora divertido e gostoso de assistir, só porque se passa na França e tem um item especial: a trilha sonora. Essa musiquinha de fundo aqui é dele.
É isto, estes cineastas definitivamente me enrolam com trilha sonora boa.
O outro foi, pasmem, A Guerra dos Mundos (sem link, né? Não precisa). Na Grobo, me fazendo de boba, Tela Quente. Talvez porque não assista filme de terror e raramente ficção científica, fiquei encantada com a mistura. Muito, muito esquisito. Que trash aquelas plantas de raízes vermelhas, e as naves espaciais explodindo em sangue, divertidíssimo. Salve, salve, Spielberg!
6 de ago. de 2008
De hoje
Conhecer-se é uma arma estranha, única e poderosa.
E um caminho tortuoso.
Sem volta.
Pense nisso.
(Que insight estranho, eu hein).
----------------
Perdoem os patrulhadores, pois confesso: a-do-rei os dois últimos capítulos da novela das 8. Das 9, digo. Nada como uma boa no-ve-la, com closes e caras e bocas, heroínas e vilãs, filhas desprezando mães, mulheres encharcadas na chuva, loucos ao volante, gritos, gente no hospital, enfim, um fuzuê digno de Janete Clair. Isso, isso, isso. Bota prá rachar na concorrência, Dona Globo.
Coisa esquisita de se dizer, mas enfim...
O único problema é se o autor (cujo nome nem sei, realmente) vai conseguir manter o pique sem enjoar o público. Quase impossível, de fato.
---------------
Hoje, numa breve pausa interjornadas, ocorreu-me uma dúvida existencial : que espécie de coisa define o temperamento? Genética? Vidas passadas? História de vida?
Só porque conversei um pouquinho sobre maternidade, com alguém que disse sonhar ter muitos filhos derna muito pirrotota (não vou explicar o que é, por favor, entendam), e não os teve (ficou no sagrado dois) por expressa falta de tempo (não de fazer os meninos, obviamente, de criá-los). Tanto que já acordou chorando de alegria ao sonhar que estava grávida do terceiro. Contou-me que só brincava de boneca quando era criança.
O que me fez lembrar uma amiguinha de filhota que por anos foi obcecada por um bebezão-boneco, que carregava para onde ia: escola, casa dos outros, shopping; enfim, uma agonia. O bebezão tinha bolsa, fralda (de verdade), mamadeira, carrinho, de vez em quando ela levava tudo para a escola.
Nem precisa dizer que, para mim - que quando criança nunca fui adepta destes seres estranhos, as bonecas - tudo isso realmente parece que se passou em marte. Os leitores mais antigos do blog talvez recordem este traço da minha personalidade - feminina, mas nem tanto. Bonecas para mim eram as de papel, por quem eu era apaixonada. E olhem lá, não foram por muitos anos que durou essa paixão.
Então, diante de tantas diferenças que nos assolam, só me restou o velha dilema: por que somos tão diferentes? O que é que nos define?
E você, que corrente segue? Biológica? Reencarnation ? Sociológica? Ou um mix de tudo isso?
E um caminho tortuoso.
Sem volta.
Pense nisso.
(Que insight estranho, eu hein).
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Perdoem os patrulhadores, pois confesso: a-do-rei os dois últimos capítulos da novela das 8. Das 9, digo. Nada como uma boa no-ve-la, com closes e caras e bocas, heroínas e vilãs, filhas desprezando mães, mulheres encharcadas na chuva, loucos ao volante, gritos, gente no hospital, enfim, um fuzuê digno de Janete Clair. Isso, isso, isso. Bota prá rachar na concorrência, Dona Globo.
Coisa esquisita de se dizer, mas enfim...
O único problema é se o autor (cujo nome nem sei, realmente) vai conseguir manter o pique sem enjoar o público. Quase impossível, de fato.
---------------
Hoje, numa breve pausa interjornadas, ocorreu-me uma dúvida existencial : que espécie de coisa define o temperamento? Genética? Vidas passadas? História de vida?
Só porque conversei um pouquinho sobre maternidade, com alguém que disse sonhar ter muitos filhos derna muito pirrotota (não vou explicar o que é, por favor, entendam), e não os teve (ficou no sagrado dois) por expressa falta de tempo (não de fazer os meninos, obviamente, de criá-los). Tanto que já acordou chorando de alegria ao sonhar que estava grávida do terceiro. Contou-me que só brincava de boneca quando era criança.
O que me fez lembrar uma amiguinha de filhota que por anos foi obcecada por um bebezão-boneco, que carregava para onde ia: escola, casa dos outros, shopping; enfim, uma agonia. O bebezão tinha bolsa, fralda (de verdade), mamadeira, carrinho, de vez em quando ela levava tudo para a escola.
Nem precisa dizer que, para mim - que quando criança nunca fui adepta destes seres estranhos, as bonecas - tudo isso realmente parece que se passou em marte. Os leitores mais antigos do blog talvez recordem este traço da minha personalidade - feminina, mas nem tanto. Bonecas para mim eram as de papel, por quem eu era apaixonada. E olhem lá, não foram por muitos anos que durou essa paixão.
Então, diante de tantas diferenças que nos assolam, só me restou o velha dilema: por que somos tão diferentes? O que é que nos define?
E você, que corrente segue? Biológica? Reencarnation ? Sociológica? Ou um mix de tudo isso?
30 de jul. de 2008
Porque não resisto a listas (peguei na Lu)
Quatro empregos que eu já tive:
01. professora de reforço
02. monitora de laboratório
03. técnica de telecomunicações
04. técnica de informática
Quatro filmes que eu assisto sempre que passam:
01. Tubarão I e II (por causa do Dreyfuss)
02. Contatos Imediatos do 3º grau. (Viva Spielberg)
03. Auto da Compadecida
04. Como se fosse a primeira vez
Quatro lugares que eu já morei:
01. Itabuna/BA
02. Ilhéus/BA
03. Fortaleza/CE
04. Recife/PE
Quatro programas de tv que eu gosto:
01. Zoombido, no Canal Brasil
02. A Favorita (eu confesso)
03. Altas Horas
04. Pesca Mortal
Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
01. Lula
02. Guga
03. Popo
04. Queque
Quatro coisas que você faz todo dia sem falta:
01. como
02. durmo
03. boto filhota prá dormir
04. revejo lembretes no celular
Quatro comidas favoritas:
01. polvo cozido na água sal e cebola, com molho especial
02. pão
03. costeleta de porco no forno
04. ervilhas frescas
Quatro lugares onde eu gostaria de estar:
01. Chapada da Diamantina
02. Maceió
03. num sítio
04. em Santiado do Chile
Quatro pessoas que eu desafio a postar isso:
Quáquer um.
01. professora de reforço
02. monitora de laboratório
03. técnica de telecomunicações
04. técnica de informática
Quatro filmes que eu assisto sempre que passam:
01. Tubarão I e II (por causa do Dreyfuss)
02. Contatos Imediatos do 3º grau. (Viva Spielberg)
03. Auto da Compadecida
04. Como se fosse a primeira vez
Quatro lugares que eu já morei:
01. Itabuna/BA
02. Ilhéus/BA
03. Fortaleza/CE
04. Recife/PE
Quatro programas de tv que eu gosto:
01. Zoombido, no Canal Brasil
02. A Favorita (eu confesso)
03. Altas Horas
04. Pesca Mortal
Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
01. Lula
02. Guga
03. Popo
04. Queque
Quatro coisas que você faz todo dia sem falta:
01. como
02. durmo
03. boto filhota prá dormir
04. revejo lembretes no celular
Quatro comidas favoritas:
01. polvo cozido na água sal e cebola, com molho especial
02. pão
03. costeleta de porco no forno
04. ervilhas frescas
Quatro lugares onde eu gostaria de estar:
01. Chapada da Diamantina
02. Maceió
03. num sítio
04. em Santiado do Chile
Quatro pessoas que eu desafio a postar isso:
Quáquer um.
Tipos 2 – A Abandonada
A sala de espera do consultório é pequena. Sete mulheres nos exatos sete lugares dos dois sofás existentes. Ela surgiu algumas vezes na porta de vidro, sorriu ou exclamou rapidamente para a atendente loura e sisuda. "Vou dar uma volta, é tão grande o hospital". "A senhora pode se sentar, eu não vou entrar agora". Os cigarros se sucedem.
Entra e senta afinal, cruza as pernas brancas e flácidas, de quem perdeu e ganhou peso várias vezes. Camiseta clara, composta, saia jeans. Alta, magra. Cabelos descuidados cortados à altura dos ombros. Olheiras. Uma face perfeitamente esquecível. Mas fala muito, o que chama atenção.
"Como está frio o dia".
"Mas como essa moça – e aponta a revista que tem nas mãos - está gorda, não é?”
Em algum momento incerto a narrativa de sua história se inicia.
O marido trabalha em outra capital. E ela não sabe muito bem por quê, um dia, após trinta anos de casada, ele disse "Olhe, eu não quero mais morar com você".
O porquê, contudo, tem grossos cabelos, um corpo pequeno e moreno, "realmente", enlouquecedor - e segura as própria ancas e seios para demonstrar. "Uma coisa é verdade, ela nunca me incomodou. Esta mulher nunca me telefonou".
E, apesar de tudo, não, ele não saiu de casa. Retorna nos finais de semana, deitam-se juntos na cama e não se tocam. "E nos feriados, também. Natal, ano novo, ele sempre está em casa". Mas a filha casou, e ela está muito só. "Já faz quatro anos". "Não, nunca fui à Fortaleza".
Não sorri em momento algum. Tampouco esboça lágrimas ou pesar.
"Sim, eu vou ao psicólogo. A doutora é ótima".
Relata suas doenças, seus achaques. Diz onde mora. Não, nunca trabalhou. Fala da sogra. "Como ela me detesta". Mas foi ela quem a salvou quando teve seu enfarte, parece que esqueceu!
"Uma coisa é verdade, em minha casa nunca faltou nada".
Outro dia o marido chegou de Fortaleza reclamando "Que dor no pescoço" – e ela mostra onde doeu, mão espalmada. Foram ao médico. "Estou precisando de sapatos", ele diz. Ela o leva ao shopping.
Quando ela entra no consultório, eu a vejo à janela do prédio em que mora, entre espirais de fumaça do cigarro.
Quando sai, está sorrindo.
"Boa sorte."
"Para você também, querida".
Entra e senta afinal, cruza as pernas brancas e flácidas, de quem perdeu e ganhou peso várias vezes. Camiseta clara, composta, saia jeans. Alta, magra. Cabelos descuidados cortados à altura dos ombros. Olheiras. Uma face perfeitamente esquecível. Mas fala muito, o que chama atenção.
"Como está frio o dia".
"Mas como essa moça – e aponta a revista que tem nas mãos - está gorda, não é?”
Em algum momento incerto a narrativa de sua história se inicia.
O marido trabalha em outra capital. E ela não sabe muito bem por quê, um dia, após trinta anos de casada, ele disse "Olhe, eu não quero mais morar com você".
O porquê, contudo, tem grossos cabelos, um corpo pequeno e moreno, "realmente", enlouquecedor - e segura as própria ancas e seios para demonstrar. "Uma coisa é verdade, ela nunca me incomodou. Esta mulher nunca me telefonou".
E, apesar de tudo, não, ele não saiu de casa. Retorna nos finais de semana, deitam-se juntos na cama e não se tocam. "E nos feriados, também. Natal, ano novo, ele sempre está em casa". Mas a filha casou, e ela está muito só. "Já faz quatro anos". "Não, nunca fui à Fortaleza".
Não sorri em momento algum. Tampouco esboça lágrimas ou pesar.
"Sim, eu vou ao psicólogo. A doutora é ótima".
Relata suas doenças, seus achaques. Diz onde mora. Não, nunca trabalhou. Fala da sogra. "Como ela me detesta". Mas foi ela quem a salvou quando teve seu enfarte, parece que esqueceu!
"Uma coisa é verdade, em minha casa nunca faltou nada".
Outro dia o marido chegou de Fortaleza reclamando "Que dor no pescoço" – e ela mostra onde doeu, mão espalmada. Foram ao médico. "Estou precisando de sapatos", ele diz. Ela o leva ao shopping.
Quando ela entra no consultório, eu a vejo à janela do prédio em que mora, entre espirais de fumaça do cigarro.
Quando sai, está sorrindo.
"Boa sorte."
"Para você também, querida".
23 de jul. de 2008
Hum
"Não existe ex-blogueiro".
Ui.
Será uma praga, um carma, uma maldição?
Ok, não digo mais se for embora, não digo mais quando fico, agora é com o vento.
(Sweet, pensando em Jerry Lewis derna ontem, quando vi uns pedaços da história deles, Martin & Lewis. Aquilo sim era Sessão da Tarde. Tais pensamentos me fazem pensar que hoje, nesses dias, não se produz mais nada que será eterno, salvo raras exceções como, talvez, Harry Potter. O que também pode ser tão somente velhice dessa que vos escreve).
Curtam. Porque tem algumas coisas na vida que são únicas, ninguém nunca fará igual.
(Detalhe: quem canta a nova trilha do Maio é o Martin, Dean Martin. Não se assustem com a introdução, "That´s Amore" é sempre in, embora esta introdução seja mesmo tétrica. E, ah, como ele, dançava bem...)
Ui.
Será uma praga, um carma, uma maldição?
Ok, não digo mais se for embora, não digo mais quando fico, agora é com o vento.
(Sweet, pensando em Jerry Lewis derna ontem, quando vi uns pedaços da história deles, Martin & Lewis. Aquilo sim era Sessão da Tarde. Tais pensamentos me fazem pensar que hoje, nesses dias, não se produz mais nada que será eterno, salvo raras exceções como, talvez, Harry Potter. O que também pode ser tão somente velhice dessa que vos escreve).
Curtam. Porque tem algumas coisas na vida que são únicas, ninguém nunca fará igual.
(Detalhe: quem canta a nova trilha do Maio é o Martin, Dean Martin. Não se assustem com a introdução, "That´s Amore" é sempre in, embora esta introdução seja mesmo tétrica. E, ah, como ele, dançava bem...)
17 de jul. de 2008
Sinceramente, ando sem o mínimo interesse nisto aqui.
Até qualquer dia, então, caso o desejo volte. Ou não. Talvez dê uma saudade quando pensar muito em uma canção, mas enfim, era mais esta a função que este blog vinha tendo mesmo: expor-me em momentos em que a emoção transbordava um pouco as minhas medidas. Se disto derivou interatividade, que bom. Nunca foi sua principal razão de ser. Bjs de até não sei quando ou talvez nunca mais.
O que não significa que pararei de ler os linkados ;-)
Até qualquer dia, então, caso o desejo volte. Ou não. Talvez dê uma saudade quando pensar muito em uma canção, mas enfim, era mais esta a função que este blog vinha tendo mesmo: expor-me em momentos em que a emoção transbordava um pouco as minhas medidas. Se disto derivou interatividade, que bom. Nunca foi sua principal razão de ser. Bjs de até não sei quando ou talvez nunca mais.
O que não significa que pararei de ler os linkados ;-)
13 de jul. de 2008
A amora não é miúda, é miura (ou miúra?)
Fonte: Globo Rural
Para ler.
Vai aí uma cházinho?
(o vídeo aqui em casa rodou meia-boca, insistam....)
9 de jul. de 2008
Para você, que é meu amor
Não sei, não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus, que me pôs no peito
O rosário de penas que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto às andorinhas, ai
E deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei o que canto
Um misto de ventura, saudade, ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando, sinto o mesmo que quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz ao firmamento e deu o azul
Ás ondas do mar
Foi Deus, que me pôs no peito
O rosário de pemas que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o roxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à Primavera, ai
E deu-me esta voz a mim.
Porque canto o fado neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus, que me pôs no peito
O rosário de penas que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto às andorinhas, ai
E deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei o que canto
Um misto de ventura, saudade, ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando, sinto o mesmo que quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz ao firmamento e deu o azul
Ás ondas do mar
Foi Deus, que me pôs no peito
O rosário de pemas que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o roxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à Primavera, ai
E deu-me esta voz a mim.
Bolo da Clarota
Ficou meio misturado, porque o painel foi com o Daniel Radcliffe "de hoje" e o bolo, como vêem, com o menininho Harry Potter que ele foi a alguns anos atrás... Mas, enfim... Deu tudo certo.
E estava uma delícia.
Esta vela do lado esquerdo da foto é que foi uma loucura, a danada começa a tocar "Parabéns para Você' e só pára depois de três dias, segundo Antônio, o garçom. Claro que não quis fazer o teste, dei um jeito chegando em casa...
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Não consigo mais editar comments no haloscan, alguém sabe prumode?
5 de jul. de 2008
Desculpem, mas...
... que frio chato da porra!
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Lista suja dos responsáveis que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas, por decisão irrecorrível do TCE-Pernambuco, nos 05 (cinco) anos anteriores ao pleito de 05/10/2008.
Você precisa ler.
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Lista suja dos responsáveis que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas, por decisão irrecorrível do TCE-Pernambuco, nos 05 (cinco) anos anteriores ao pleito de 05/10/2008.
Você precisa ler.
3 de jul. de 2008
2 de jul. de 2008
Da noite
Não sou do tipo de pessoa que gosta de ter pensamentos ruins sobre as pessoas. Simplesmente não suporto. Raiva, é algo que não suporto. Estranho, mas definitivo este ser assim.
Aquela catarse de ódio pela qual tantos transitam com tanta desenvoltura, e quando acaba... ah, aquela expressão de alívio que os envolve... que inveja...
Seria melhor sentir, centenas e centenas de vezes.
-----------
O pior disso tudo é como interpretam esta faceta. Obviamente, a imensa maioria e a maioria imensa crê tratar-se de pura falsidade. A débil aqui que se vire para lidar com os olhares oblíquos, o ar de desdém, o olho gordo. Sim, o olho gordo. Gente que tem raiva de tudo odeia quem não consegue sentir raiva.
Pior que tudo isso só mesmo o fato de que compreendo perfeitamente o que os outros pensam de pessoas como eu. É entender que é esta mesmo a mensagem que eu passo, ainda que não seja a verdade. Por que gente assim... putz... dá muita raiva...
Eu hein...
Pessoas como eu só entendem o que os outros pensam delas quando se deparam com pessoas piores do que elas, naquele aspecto... Sacumé? Gente boazinha demais...
Meu deus, que raiva que dá... Dá vontade de dizer: dá licença de sair de cima do muro?
Ok, ok, relevem este post... É pura conversa de mesa de bar, o único detalhe é que não bebo mais e isto é um blog.
Aquela catarse de ódio pela qual tantos transitam com tanta desenvoltura, e quando acaba... ah, aquela expressão de alívio que os envolve... que inveja...
Seria melhor sentir, centenas e centenas de vezes.
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O pior disso tudo é como interpretam esta faceta. Obviamente, a imensa maioria e a maioria imensa crê tratar-se de pura falsidade. A débil aqui que se vire para lidar com os olhares oblíquos, o ar de desdém, o olho gordo. Sim, o olho gordo. Gente que tem raiva de tudo odeia quem não consegue sentir raiva.
Pior que tudo isso só mesmo o fato de que compreendo perfeitamente o que os outros pensam de pessoas como eu. É entender que é esta mesmo a mensagem que eu passo, ainda que não seja a verdade. Por que gente assim... putz... dá muita raiva...
Eu hein...
Pessoas como eu só entendem o que os outros pensam delas quando se deparam com pessoas piores do que elas, naquele aspecto... Sacumé? Gente boazinha demais...
Meu deus, que raiva que dá... Dá vontade de dizer: dá licença de sair de cima do muro?
Ok, ok, relevem este post... É pura conversa de mesa de bar, o único detalhe é que não bebo mais e isto é um blog.
1 de jul. de 2008
Da tarde
Eita, cidadão, fazia uma data que não me via numa tarde de terça-feira tão livre até mesmo para estar postando por aqui.
Livre, livre, livre. Para escrever abobrinha sem culpa. Aleluia irmão.
Não é férias, mas é quase.
Afinal,
após 14 anos em um determinado posto de trabalho inaguentável (mudei, mudei, mudei, "como é bom mudar!", cantava a brisa);
6 anos de faculdade;
5 meses assombrada pela 'tal da oab' (o resultado não saiu, mas, ah... dane-se!)
parece que tiraram uma "coisa" das minhas costas...
Ui, sai prá lá tribufu...
----------------
Viram esse?
Nossa, adorei... Deu até vontade de comprar, vixe...
-------------------
Pergunta-se: amora miúda emagrece?
-------------------
Ultimamente tenho chegado a umas conclusões positivas sobre a criatura que sou. Por exemplo: sou irresponsável. Posso ser. Sei ser. Dá prá ser um pouquinho, de vez em quando. Ninguém vai morrer, se eu for. O mundo não vai se acabar, nem vai voltar a existir esquerda, se eu for.
Eu nem estou sendo. Mas enfim, este post é a cara desta nova idéia. O mundo é bom, Sebastião. Argh.
Livre, livre, livre. Para escrever abobrinha sem culpa. Aleluia irmão.
Não é férias, mas é quase.
Afinal,
após 14 anos em um determinado posto de trabalho inaguentável (mudei, mudei, mudei, "como é bom mudar!", cantava a brisa);
6 anos de faculdade;
5 meses assombrada pela 'tal da oab' (o resultado não saiu, mas, ah... dane-se!)
parece que tiraram uma "coisa" das minhas costas...
Ui, sai prá lá tribufu...
----------------
Viram esse?
Nossa, adorei... Deu até vontade de comprar, vixe...
-------------------
Pergunta-se: amora miúda emagrece?
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Ultimamente tenho chegado a umas conclusões positivas sobre a criatura que sou. Por exemplo: sou irresponsável. Posso ser. Sei ser. Dá prá ser um pouquinho, de vez em quando. Ninguém vai morrer, se eu for. O mundo não vai se acabar, nem vai voltar a existir esquerda, se eu for.
Eu nem estou sendo. Mas enfim, este post é a cara desta nova idéia. O mundo é bom, Sebastião. Argh.
26 de jun. de 2008
Fim de linha
O causo é que a filhota completa 10 anos mês vindouro.
E escolheu que tema prá festa?
Harry Potter, óbvio. É cobra criada.
E o causo é que não tem mais papel de arroz do Harry Potter no mercado local.
Acreditam?
A moçoila da loja aqui em frente (eu tenho sorte, moro no paraíso, tem tudo perto, até loja de itens de festa) disse que devolveu os que tinha ao fornecedor, pois não está mais tendo saída.
Numa das maiores loja de produtos de festa do Recife que eu conheço não encontrei. Na verdade não só não havia papel de arroz, não havia nada HP para festas. Copinho, guardanapo, convite, chapéu, saquinho de bombons. Um desastre.
Resta ir ao centro da cidade, tarefa a qual estou tangenciando com a melhor cara-de-pau que possuo. Já falei para filhota que há uma ma-ra-vi-lho-sa torta Floresta Negra, que representará nada mais nada menos que a Floresta Proibida. "Ah, mãe, então a gente bota o Castelo de Hogwarts nela né?" Tsc tc, aí já são outros quinhentos... Minha habilidade para mimos como estes é Nota 0, ela já devia estar acostumada.

E aí, rola um "papel de arroz" HP na internet? Prumode já fui no Buscapé, no Submarino, Mercado Livre e Arremate. Nem nem.
Acabou-se Harry Potter, minha gente. Agora as coisas só se animam em novembro.
O jeito é explicar a fihota que estamos na entressafra. E longa. E das últimas.
E escolheu que tema prá festa?
Harry Potter, óbvio. É cobra criada.
E o causo é que não tem mais papel de arroz do Harry Potter no mercado local.
Acreditam?
A moçoila da loja aqui em frente (eu tenho sorte, moro no paraíso, tem tudo perto, até loja de itens de festa) disse que devolveu os que tinha ao fornecedor, pois não está mais tendo saída.
Numa das maiores loja de produtos de festa do Recife que eu conheço não encontrei. Na verdade não só não havia papel de arroz, não havia nada HP para festas. Copinho, guardanapo, convite, chapéu, saquinho de bombons. Um desastre.
Resta ir ao centro da cidade, tarefa a qual estou tangenciando com a melhor cara-de-pau que possuo. Já falei para filhota que há uma ma-ra-vi-lho-sa torta Floresta Negra, que representará nada mais nada menos que a Floresta Proibida. "Ah, mãe, então a gente bota o Castelo de Hogwarts nela né?" Tsc tc, aí já são outros quinhentos... Minha habilidade para mimos como estes é Nota 0, ela já devia estar acostumada.
E aí, rola um "papel de arroz" HP na internet? Prumode já fui no Buscapé, no Submarino, Mercado Livre e Arremate. Nem nem.
Acabou-se Harry Potter, minha gente. Agora as coisas só se animam em novembro.
O jeito é explicar a fihota que estamos na entressafra. E longa. E das últimas.
25 de jun. de 2008
20 de jun. de 2008
18 de jun. de 2008
Questões
Porque há dias em que falta tanta beleza que se torna insuportável concluir as horas?
Ou será que não falta beleza?
Faltará apenas a lente do simples? (onde a perdi?)
Porque não poderá ser a vida tão somente um ciclo contínuo de notícias que se repetem de forma cômoda, estável, descansada, desprovida de desassossegos?
Por que não repousar mente, alma, coração? Como um corpo que deita na areia e espera moldar-se ao chão?
Clímax prá que?
Excesso prá que?

"Queria ser uma árvore velha
Com mais de mil anos
Não ter coração
Somente folhas, não
Folhas, paciência e grandes raízes"
(Amauri Falabella)
Ou será que não falta beleza?
Faltará apenas a lente do simples? (onde a perdi?)
Porque não poderá ser a vida tão somente um ciclo contínuo de notícias que se repetem de forma cômoda, estável, descansada, desprovida de desassossegos?
Por que não repousar mente, alma, coração? Como um corpo que deita na areia e espera moldar-se ao chão?
Clímax prá que?
Excesso prá que?
"Queria ser uma árvore velha
Com mais de mil anos
Não ter coração
Somente folhas, não
Folhas, paciência e grandes raízes"
(Amauri Falabella)
17 de jun. de 2008
Canjica para Lu, (Mungunzá prá Vilma)
Lu, Canjica.
Canjica, Lu.

Se prestasse eu te mandava pelo correio... A canjica está ótima, mas eu preferiria pamonha, só que não tinha mais...

Foto colhida no excelente blog Come-se, onde está a receita da
dita cuja com fotos do passo-a-passo inclusive. Uma maravilha.
E viva São João... Aqui anda um frio que argh... O que é bem São João, na verdade, mas para minhas narinas (que nome feio) um tanto delicadas está um pouco demais...
----------
UPDATE:
Vilma, mungunzá.
Mungunzá, Vilma

Aqui no São João em regra você TEM que comer pamonha e canjica, o mungunzá é mais opcional, sendo possivelment dos três o meu predileto... Talvez só porque se coma quente, já que uma boa pamonha é também imbatível.
Além do que, come-se também em outras ocasiões (pamonha e canjica é que são exclusivos do período, porque, acredito, se faz com o milho in natura, enquanto o milho para munguzá se vende o ano todo no supermercado). Por exemplo, minha mãe tem o hábito de fazê-lo no ano novo, e nós TEMOS que comer, senão ela fica triste. Isso é tradição, crendice, e outras coisas mais, adiante-se. Eu não faço a menor questão, já que gosto muito da iguaria, como e ficamos as duas felizes, eu e ela.
Bom, como vou para o interior no sábado e só volto depois de pular fogueira, o certo é que comerei de "um tudo", daí quem sabe decido qual o melhor, hehehehe... Voltarei certamente com alguns quilos a mais (já que se trata de uma espécie de 'spa ao contrário'), mas feliz, porque talvez seja a época do ano que prefira, em termos de comilanças...
Bjokas com gosto de milho e cor de palha.
Canjica, Lu.
Se prestasse eu te mandava pelo correio... A canjica está ótima, mas eu preferiria pamonha, só que não tinha mais...

Foto colhida no excelente blog Come-se, onde está a receita da
dita cuja com fotos do passo-a-passo inclusive. Uma maravilha.
E viva São João... Aqui anda um frio que argh... O que é bem São João, na verdade, mas para minhas narinas (que nome feio) um tanto delicadas está um pouco demais...
----------
UPDATE:
Vilma, mungunzá.
Mungunzá, Vilma

Aqui no São João em regra você TEM que comer pamonha e canjica, o mungunzá é mais opcional, sendo possivelment dos três o meu predileto... Talvez só porque se coma quente, já que uma boa pamonha é também imbatível.
Além do que, come-se também em outras ocasiões (pamonha e canjica é que são exclusivos do período, porque, acredito, se faz com o milho in natura, enquanto o milho para munguzá se vende o ano todo no supermercado). Por exemplo, minha mãe tem o hábito de fazê-lo no ano novo, e nós TEMOS que comer, senão ela fica triste. Isso é tradição, crendice, e outras coisas mais, adiante-se. Eu não faço a menor questão, já que gosto muito da iguaria, como e ficamos as duas felizes, eu e ela.
Bom, como vou para o interior no sábado e só volto depois de pular fogueira, o certo é que comerei de "um tudo", daí quem sabe decido qual o melhor, hehehehe... Voltarei certamente com alguns quilos a mais (já que se trata de uma espécie de 'spa ao contrário'), mas feliz, porque talvez seja a época do ano que prefira, em termos de comilanças...
Bjokas com gosto de milho e cor de palha.
Diálogo interno 1
-Você quer escrever algo muito muito bonito?
-Quero.
-Então ok. Vai prá varanda ... E aí, chegou?
-Cheguei.
-E aí, olhou o mulungu?
-Tô olhando.
-Achou algum passarinho?
...
-É de noite, tá chovendo.
-Hum.
...
-Ei, você escreveu alguma coisa ontem, lembra?
-Foi.
-Pega, criatura!
-Foram só duas linhas.
-Pega!
...
-E aí?
-Hum.
-Péssimo, né?
-Hum.
...
-Tem certeza que não tem nenhum passarinho?
-Quero.
-Então ok. Vai prá varanda ... E aí, chegou?
-Cheguei.
-E aí, olhou o mulungu?
-Tô olhando.
-Achou algum passarinho?
...
-É de noite, tá chovendo.
-Hum.
...
-Ei, você escreveu alguma coisa ontem, lembra?
-Foi.
-Pega, criatura!
-Foram só duas linhas.
-Pega!
...
-E aí?
-Hum.
-Péssimo, né?
-Hum.
...
-Tem certeza que não tem nenhum passarinho?
14 de jun. de 2008
Memorial Globo
Ok, ok.
A canção no subtitle se deve a minha visita ao site Memorial Globo, que tão logo vi sendo anunciado tive vontade de conhecer. Aí, fui lá... viajei claro, em outros tempos. E não pode faltar a busca à novela Paraíso, em que eu era fis-su-ra-da nos meus 12 anos. Crianças, vocês não estão entendendo: eu era verdadeiramente enlouquecida pela Santinha e o Filho do Diabo, tal e qual a geração atual se dilacera com High Schooll Musical. Que menudos o quê! Eu adorava era a novela!

Olha a Santinha aí!
No site da Globo, dá para ver a abertura da novela. Pena que não dê para transportar para cá. Menino, que coisa michuruca! E o pior é que só aparece o Kadu Moliterno andando de moto para cima e para baixo, o que era aquilo? O homem era peão de rodeio!
Ah, não lembro mesmo se fazia algum sentido aquela abertura. Só sei que quando o Ney começava "Quem sabe um coração...", eu entrava em transe, hahahaha... Boas lembranças! Sinceramente, já não fazem mais novelas como antigamente...
Ando bem noveleira ultimamente, notaram, né... Humpf.
Memorial Globo, irei mais vezes. Quem sabe visitar o Concertos para a Juventude... Pena que não liberem trechos dos programas... Libera, Mãe Globo!
Jôka tá com sorte que não achei no Imee a música do Ney, senão ia prá trilha do Maio. HAHAHAHAHAH
A canção no subtitle se deve a minha visita ao site Memorial Globo, que tão logo vi sendo anunciado tive vontade de conhecer. Aí, fui lá... viajei claro, em outros tempos. E não pode faltar a busca à novela Paraíso, em que eu era fis-su-ra-da nos meus 12 anos. Crianças, vocês não estão entendendo: eu era verdadeiramente enlouquecida pela Santinha e o Filho do Diabo, tal e qual a geração atual se dilacera com High Schooll Musical. Que menudos o quê! Eu adorava era a novela!
Olha a Santinha aí!
No site da Globo, dá para ver a abertura da novela. Pena que não dê para transportar para cá. Menino, que coisa michuruca! E o pior é que só aparece o Kadu Moliterno andando de moto para cima e para baixo, o que era aquilo? O homem era peão de rodeio!
Ah, não lembro mesmo se fazia algum sentido aquela abertura. Só sei que quando o Ney começava "Quem sabe um coração...", eu entrava em transe, hahahaha... Boas lembranças! Sinceramente, já não fazem mais novelas como antigamente...
Ando bem noveleira ultimamente, notaram, né... Humpf.
Memorial Globo, irei mais vezes. Quem sabe visitar o Concertos para a Juventude... Pena que não liberem trechos dos programas... Libera, Mãe Globo!
Jôka tá com sorte que não achei no Imee a música do Ney, senão ia prá trilha do Maio. HAHAHAHAHAH
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13 de jun. de 2008
Ultimamente
Vou ver sites de notícias: não encontro nada, nada postável. Sério, sério mesmo. Faz tempo que nada vale a pena ou é engraçado.
Filmes. Gostei de Juno, vcs viram? De-li-ci-o-so. Muitíssimo inverossímel, sim, mas delicioso. Confesso que fiquei sua fã (da Juno). Quando eu crescer quero ser igual a ela.

Juno, em pose típica, e seu sapo.
Anturdia, emprestaram-me um filme chamado "Desafiando Gigantes", filme de auto-ajuda e coisa e tal. Ok, foi feito de boa intenção, o empréstimo. Mas o filme, fala sério, é uma boa merda. Quer dizer, como cinema. Como mensagem do Senhor, aí é outra estória.
Enquanto mensagem positiva, "Juno" ganhou.
Desculpe, Senhor, creio em Deus, mas não gosto desta coisa excessivamente expositiva da fé entre os muito religiosos. De levantar as mãos aos céus e dizer "Eu louvo o Senhor". Sim, é preconceito, já confessei e já assumi. Estou envelhecendo e visualizando meus podres. E não é apenas contra evangélicos. É contra católicos também e umbandistas. Até agora, só não tive essa sensação em relação aos espíritas e budistas, que enxergo como seres mais coerentes em suas expressões de fé.
Não que eu não os inveje. Os que tem fé.
Percebem como este blog permanece uma exposição estranha sobre aquilo que gosto ou não. Interessa?
Bas noite. Chove.
Filmes. Gostei de Juno, vcs viram? De-li-ci-o-so. Muitíssimo inverossímel, sim, mas delicioso. Confesso que fiquei sua fã (da Juno). Quando eu crescer quero ser igual a ela.
Juno, em pose típica, e seu sapo.
Anturdia, emprestaram-me um filme chamado "Desafiando Gigantes", filme de auto-ajuda e coisa e tal. Ok, foi feito de boa intenção, o empréstimo. Mas o filme, fala sério, é uma boa merda. Quer dizer, como cinema. Como mensagem do Senhor, aí é outra estória.
Enquanto mensagem positiva, "Juno" ganhou.
Desculpe, Senhor, creio em Deus, mas não gosto desta coisa excessivamente expositiva da fé entre os muito religiosos. De levantar as mãos aos céus e dizer "Eu louvo o Senhor". Sim, é preconceito, já confessei e já assumi. Estou envelhecendo e visualizando meus podres. E não é apenas contra evangélicos. É contra católicos também e umbandistas. Até agora, só não tive essa sensação em relação aos espíritas e budistas, que enxergo como seres mais coerentes em suas expressões de fé.
Não que eu não os inveje. Os que tem fé.
Percebem como este blog permanece uma exposição estranha sobre aquilo que gosto ou não. Interessa?
Bas noite. Chove.
10 de jun. de 2008
Pintura
Andaram pintando as paredes por cá, por isto sumi. Micro encostado.
Agora está tudo cor-de-areia ao meu redor e eu voltei.
Voilá.
-----------
Sim, eu gostei da novela das oito. Não, eu não assisti tudo, só os primeiros capítulos. Eu só não entendi muito bem quem é A Favorita, mas tudo bem.
Adorei a canção do Lenine que acompanha a heroína. Que heroína sortuda, aliás, não? Mal sai da cadeia e logo um lindo homem apaixona-se por ela, vivendo alguns idílicos dias de tórrida paixão. Oferecendo-lhe ademais casa, comida e roupa lavada. Para quem chorava de noite sob a chuva numa escadaria nada mal. Não obstante, a heroína foge sem deixar vestígios. Kkkkk. Só em novela mesmo. Ah, eu tinha esquecido, deve ser por ser a heroína a Patrícia Pilar, tsc tsc...
-----------
Já ouviram a Fernanda Takai cantando "Diz que fui por aí"? Lindo, lindo, fofinho igual a ela (gosto muito de sua voz). Do cd Onde Brilhem os Olhos Seus, em que gravou apenas sucessos da Nara Leão e que, pelas duas faixas que escutei, é possivelmente um disco bem legal. Está na trilha sonora da casa. Aproveitem.
Agora está tudo cor-de-areia ao meu redor e eu voltei.
Voilá.
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Sim, eu gostei da novela das oito. Não, eu não assisti tudo, só os primeiros capítulos. Eu só não entendi muito bem quem é A Favorita, mas tudo bem.
Adorei a canção do Lenine que acompanha a heroína. Que heroína sortuda, aliás, não? Mal sai da cadeia e logo um lindo homem apaixona-se por ela, vivendo alguns idílicos dias de tórrida paixão. Oferecendo-lhe ademais casa, comida e roupa lavada. Para quem chorava de noite sob a chuva numa escadaria nada mal. Não obstante, a heroína foge sem deixar vestígios. Kkkkk. Só em novela mesmo. Ah, eu tinha esquecido, deve ser por ser a heroína a Patrícia Pilar, tsc tsc...
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Já ouviram a Fernanda Takai cantando "Diz que fui por aí"? Lindo, lindo, fofinho igual a ela (gosto muito de sua voz). Do cd Onde Brilhem os Olhos Seus, em que gravou apenas sucessos da Nara Leão e que, pelas duas faixas que escutei, é possivelmente um disco bem legal. Está na trilha sonora da casa. Aproveitem.
28 de mai. de 2008
E agora?
"Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de trilhões de vidas após a morte. 'Você vai passar a eternidade perguntando: É você, mamãe?’, até finalmente encontrá-la. 'Não somos biologicamente tão superiores aos animais como imaginávamos 2 000 anos atrás. É uma arrogância humana', continuou meu amigo biólogo, 'achar que só nós merecemos uma segunda vida."
Trecho de artigo do Stephen Kanitz, publicado na Edição 2061 da Veja. Leia-o completo aqui.

E agora? Acredito em que, diante desta argumentação que me parece irrefutável?
-----------
Dica: muito bons os artigos do Stephen Kanitz, e podem ser lidos não no site da Veja (que é exclusivo para assinantes), mas neste link seu que indiquei. Estão ordenados por tema aqui. Gosto daqueles sobre família, em especial. "A Escolha do seu Par", "Amor e Lealdade" e "O Cérebro Sexual", entre tantos. Está dada a dica. Depois me aventurarei nos outros temas.
Trecho de artigo do Stephen Kanitz, publicado na Edição 2061 da Veja. Leia-o completo aqui.
E agora? Acredito em que, diante desta argumentação que me parece irrefutável?
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Dica: muito bons os artigos do Stephen Kanitz, e podem ser lidos não no site da Veja (que é exclusivo para assinantes), mas neste link seu que indiquei. Estão ordenados por tema aqui. Gosto daqueles sobre família, em especial. "A Escolha do seu Par", "Amor e Lealdade" e "O Cérebro Sexual", entre tantos. Está dada a dica. Depois me aventurarei nos outros temas.
Sonhos se realizam
Por muito muito tempo desejei que no Maio soassem automaticamente as canções que me vinham à cachola.
E agora, graças ao *salve salve* blog O Profeta (conheci hoje), o MAIO TÁ TOCANDO MUSIQUINHAS, AFINAL!
Foi um bom presente atrasadinho para este pobre blog tão pouco mimado por sua dona.
Deleitem-se com My Funny Valentine, com o Nouvelle Cousine, conforme indicou o Demas. Ok, Demas? Muito boa mesmo a versão.
Ah, e o provedor é o imeen. Anotem.
E agora, graças ao *salve salve* blog O Profeta (conheci hoje), o MAIO TÁ TOCANDO MUSIQUINHAS, AFINAL!
Foi um bom presente atrasadinho para este pobre blog tão pouco mimado por sua dona.
Deleitem-se com My Funny Valentine, com o Nouvelle Cousine, conforme indicou o Demas. Ok, Demas? Muito boa mesmo a versão.
Ah, e o provedor é o imeen. Anotem.
27 de mai. de 2008
Tardiamente, pero sinceramente
Obrigada a todos pelos parabéns.
Os fogos são para vocês! Ah, tá bom, e também para mim e para o Maio!
22 de mai. de 2008
Amigos
Tive uma juventude maravilhosa.
Desta juventude, alguns amigos ficaram, com os quais me entendo a um simples olhar, ou, nesses tempos de internet, a um simples "oi, pode falar agora?", no MSN.
Posso passar anos sem vê-los. Contudo, é incrível como, após alguns minutos de conversa, parece que estamos sentados no chão dos corredores da escola em que nos conhecemos, naqueles tempos em que o tempo não importava, e podíamos trocar impressões sobre tudo que nos ocorresse por horas e horas, até que a noite caísse e nos chamasse a atenção - enfim, o tempo existia. Isto tampouco incomodava, porque o dia seguinte viria, e nós estaríamos ali, mas uma vez... não, desta vez estaríamos junto ao lago, ao sol. Continuando "aquela conversa/que não terminamos ontem ficou pra hoje". O fato é: controlávamos o tempo. E a distância. Como isto era bom.
Tenho muita saudade daqueles tempos. Uma saudade quase latejante, muitas e muitas vezes. Algo tão bom, tão bom em uma vida, que só por não mais existir "daquele jeitinho mesmo" dói.
Isto pode parecer cafona e chinfrim para muitos. É porém tão importante para mim, que ofendem-me os que pensam desta forma. Nem me leiam mais, eu peço, se ao iniciar este texto murmurarem "lá vem notalgia de novo". Porque não consigo compreender um mundo que despreza e ridiculariza tal tipo de sentimento, e isto é definitivo (vou morrer assim, não tem mais jeito). Fodam-se os cínicos, que certamente jamais passaram por tal experiência. Acho que prefiro ser uma pessoa triste a ser alguém desligado de tudo isso. O que eu espero um dia poder alcançar é saber controlar e entender essa tristeza. Neste dia, posso morrer, cumpri meu destino.
Não quero fazer a Ode à Nostalgia, porque ninguém melhor que eu sabe quanto isto pode fazer mal. A vida precisa seguir. Prolongar momentos de saudade é doentio. Isto quer sempre me pegar e como sou vulnerável... Mas estou sobrevivendo. Pode estar empatado o jogo, mas sobrevivo.
Até mesmo prá honrar estes amigos da juventude, que podem olhar diretamente dentro dos meus olhos e saber que sofro, ou que rio, ou que choro ou que peno e os amo.
Para vocês dois. Si e Lu. Um beijo imenso no coração.
Desta juventude, alguns amigos ficaram, com os quais me entendo a um simples olhar, ou, nesses tempos de internet, a um simples "oi, pode falar agora?", no MSN.
Posso passar anos sem vê-los. Contudo, é incrível como, após alguns minutos de conversa, parece que estamos sentados no chão dos corredores da escola em que nos conhecemos, naqueles tempos em que o tempo não importava, e podíamos trocar impressões sobre tudo que nos ocorresse por horas e horas, até que a noite caísse e nos chamasse a atenção - enfim, o tempo existia. Isto tampouco incomodava, porque o dia seguinte viria, e nós estaríamos ali, mas uma vez... não, desta vez estaríamos junto ao lago, ao sol. Continuando "aquela conversa/que não terminamos ontem ficou pra hoje". O fato é: controlávamos o tempo. E a distância. Como isto era bom.
Tenho muita saudade daqueles tempos. Uma saudade quase latejante, muitas e muitas vezes. Algo tão bom, tão bom em uma vida, que só por não mais existir "daquele jeitinho mesmo" dói.
Isto pode parecer cafona e chinfrim para muitos. É porém tão importante para mim, que ofendem-me os que pensam desta forma. Nem me leiam mais, eu peço, se ao iniciar este texto murmurarem "lá vem notalgia de novo". Porque não consigo compreender um mundo que despreza e ridiculariza tal tipo de sentimento, e isto é definitivo (vou morrer assim, não tem mais jeito). Fodam-se os cínicos, que certamente jamais passaram por tal experiência. Acho que prefiro ser uma pessoa triste a ser alguém desligado de tudo isso. O que eu espero um dia poder alcançar é saber controlar e entender essa tristeza. Neste dia, posso morrer, cumpri meu destino.
Não quero fazer a Ode à Nostalgia, porque ninguém melhor que eu sabe quanto isto pode fazer mal. A vida precisa seguir. Prolongar momentos de saudade é doentio. Isto quer sempre me pegar e como sou vulnerável... Mas estou sobrevivendo. Pode estar empatado o jogo, mas sobrevivo.
Até mesmo prá honrar estes amigos da juventude, que podem olhar diretamente dentro dos meus olhos e saber que sofro, ou que rio, ou que choro ou que peno e os amo.
Para vocês dois. Si e Lu. Um beijo imenso no coração.
21 de mai. de 2008
Extraordinário
Como foi possível esta linda moça ...

... transformar-se em Piaf ?
O cinema é mesmo ilusão.
A cena mais bela do filme é com certeza aquela em que Piaf descobre que Marcel (o boxeador Marcel Cerdan, com quem teve um romance) morreu em um acidente de avião e ela desesperada, transita pela casa e finda no palco ... Uma cena estupenda mesmo... Pena que não achei no Youtube...
Agora as duas, juntas.
... transformar-se em Piaf ?
O cinema é mesmo ilusão.
A cena mais bela do filme é com certeza aquela em que Piaf descobre que Marcel (o boxeador Marcel Cerdan, com quem teve um romance) morreu em um acidente de avião e ela desesperada, transita pela casa e finda no palco ... Uma cena estupenda mesmo... Pena que não achei no Youtube...
Agora as duas, juntas.
17 de mai. de 2008
Exame da Ordem
Amanhã é dia de Teste. Do tipo que eu não gosto.
Wish me luck! Prumode vou precisar de um tico...

Update - Parece que vai dar...
Wish me luck! Prumode vou precisar de um tico...
Update - Parece que vai dar...
13 de mai. de 2008
Mulheres no governo
Outro dia vi uma foto recente da Marina Silva e fiquei impressionada com o envelhecimento que ela demonstrava. Cabelo branco, aparência cansada. Estava péssima a criatura. Nesta foto ela ainda me parece bem (deve ser antiga)
Não me surpreendeu portanto ao ouvir hoje na CBN sobre seu pedido de demissão, mesmo sem estar acompanhando as crises pelas quais sua gestão tem passado (conflitos com bancadas ruralistas e posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente em contraponto à política desenvolvimentista, basicamente). A notícia me chamou a atenção por ser a Marina um dos poucos expoentes do Governo Lula que ainda me interessava, me passava completa confiança, não havia se dobrado, digamos, aos novos tempos. Adaptou-se com coerência. Uma biografia irrepreensível, resumindo. O comentarista falava sobre o perfil de credibilidade que ela dava a pasta do Meio Ambiente, e como será difícil substituí-la a altura, no cenário internacional, principalmente. Porque hoje em dia, embora o Brasil não reflita esta realidade externa, o Meio Ambiente tem toda influência nas questões econômicas e na dinâmica do mercado.
Uma pena, Seu Lula. A última moicana abandonou o barco.
Será que ela vai para a oposição?
-------------
A outra criatura que me chamou atenção nos últimos tempos foi a Dilma Roussef. Claro, em sua bombástica aparição no Congresso, semana passada, que assisti na Tv Senado. Realmente sua firmeza impressiona. Ainda estou analisando o seu currículo, em minha tendência natural de apostar em mulheres no poder. Se ela for mesmo candidata, capaz de votar nela...
-------------
E nessa onda de pensar em política (fazia tempo), também hoje ouvindo a CBN encontrei a Luciana Azevedo, minha vereadora. Será que ela se candidata esse ano? Prumode está na Fundarpe... E aí, voto em quem? Mulher, por favor!
Hum?
Estranho como podem haver coisas que claramente não são boas para você e você se prende a elas.
Por exemplo, um emprego que já não te trará nada de bom, é certo, contudo você sente falta dele, quando se afasta para correr atrás de novos horizontes (é o caso).
Medo do novo?
Por exemplo, um emprego que já não te trará nada de bom, é certo, contudo você sente falta dele, quando se afasta para correr atrás de novos horizontes (é o caso).
Medo do novo?
8 de mai. de 2008
Rapidinhas (mais ou menos)
Após a-n-o-s fiz uma cama-de-gato.
Lembram? Aquela brincadeira a dois, com linha, que passava na novela.
Que novela? Não lembro. Tinha na abertura da novela. Um doce prá quem lembrar que novela era.
Pois é, foi filhota que me ensinou. Eu tentava ensiná-la a anos, só que tinha esquecido um pequeno detalhe.
Tão vendo aí a velhice? Começa quando os filhos começam a ensinar a gente as coisas.
Para completar, fui procurar no Youtube cama de gato e não achei a tradicional. Mas achei isso. Estão vendo como o mundo está louco?
---------
Será que vocês já sabem que Meu Filho mudou de lar? Meu Filho andava comendo muito, e como se alimenta apenas de comida fresca (frutas e verduras), tinha que ser reposta duas a três vezes ao dia. Quando a gente viajava, viagens curtas de dois dias (fazemos sempre), o pobre podia morrer de fome. Preferi morrer de saudades a matá-lo de fome, enfim.
Para lembrar meu filho. Não posso ver um melãozinho na geladeira que dá um nó no peito.
---------
Alucinação. Prefere qual?
Eu estou na dúvida.
(O goear perde a senha fácil? Prumode tive que criar novo, agora, tentando usar o usuário antigo...)
Lembram? Aquela brincadeira a dois, com linha, que passava na novela.
Que novela? Não lembro. Tinha na abertura da novela. Um doce prá quem lembrar que novela era.
Pois é, foi filhota que me ensinou. Eu tentava ensiná-la a anos, só que tinha esquecido um pequeno detalhe.
Tão vendo aí a velhice? Começa quando os filhos começam a ensinar a gente as coisas.
Para completar, fui procurar no Youtube cama de gato e não achei a tradicional. Mas achei isso. Estão vendo como o mundo está louco?
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Será que vocês já sabem que Meu Filho mudou de lar? Meu Filho andava comendo muito, e como se alimenta apenas de comida fresca (frutas e verduras), tinha que ser reposta duas a três vezes ao dia. Quando a gente viajava, viagens curtas de dois dias (fazemos sempre), o pobre podia morrer de fome. Preferi morrer de saudades a matá-lo de fome, enfim.
Para lembrar meu filho. Não posso ver um melãozinho na geladeira que dá um nó no peito.
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Alucinação. Prefere qual?
Eu estou na dúvida.
(O goear perde a senha fácil? Prumode tive que criar novo, agora, tentando usar o usuário antigo...)
O azeite e as dificuldades da vida moderna
Viver está ficando muito difícil.

Fonte
Não, não vou falar sobre a morte, como pode supor a imagem (bonitinha, né? Só colei por isso, prumode ilustrar "o ovo" - tentativas de compor um post decente depois de anos!).
Vou falar do azeite.
Não bastasse o ovo, que agora não é mais vilão e pode ser comido, salvo engano, todos os dias (e fico eu numa encruzilhada porque ensinei a filhota que só se deve comer 2, no máximo, 3 vezes na semana), agora vem o azeite.
No passado, azeite era um item muito caro. Agora, mais popular, e sabidamente uótimo para a saúde (reduz o raio do colesterol ruim!), sofisticou-se também (um contrasenso, ademais, algo ser popular e ser complexo, coisas deste tempo que definitivamente não é mais o meu): agora só presta o azeite extra virgem. Não compre nenhum outro, não presta.
No passado, o único azeite que prestava era o Gallo. Ótimo. Caréssimo, lembram? Olha ele aí. Acho linda a embalagem, confesso. Deve ser o subconsciente que me diz isso, já que era um símbolo de riqueza consumir azeite Gallo.

Não existia Gallo Extra Virgem. Contudo, o mercado é implacável, teve pois o Gallo que modernizar-se, na corrida da concorrência. Resumindo: virou extra virgem. Taí.

Mas não é suficiente ser extra virgem, agora. Sabe por que? Por que o azeite tem que ser "extra virgem, primeira prensagem a frio". Ééééééé. Acabam de informar-me por email. "Procure o extra virgem, primeira prensagem a frio". Eu aguento?
Quer dizer, quem pode viver com tanta informação na cachola? Como se não bastasse eu ter que lembrar telefones, datas de aniversários, senhas, rotinas, legislações e horários de remédios, as pessoas inventam e fornecem cada vez mais informação para acumular. Tenho um amigo que lê os rótulos de tudo que compra. Prá que? Que loucura é essa?
Era da informação do escambau. Isso cansa.
Depois ninguém sabe porque estamos tantos fadados a envelhecer com Alzheimer. Nada me tira a idéia de que sobrecarregamos nosso cérebro com informação demais. Prevenir a doença mantendo "o cérebro ativo em atividades como leitura e trabalhos que exijam atenção e concentração"? Pois sim! Descanso para o cérebro, que é uma máquina como outra: congestionada, pifa! Quer não pifar? ESVAZIE-A.
O meu único problema é conseguir.
Ah, só mais essa: adoro azeite. Eu tinha que dizer.
Fonte
Não, não vou falar sobre a morte, como pode supor a imagem (bonitinha, né? Só colei por isso, prumode ilustrar "o ovo" - tentativas de compor um post decente depois de anos!).
Vou falar do azeite.
Não bastasse o ovo, que agora não é mais vilão e pode ser comido, salvo engano, todos os dias (e fico eu numa encruzilhada porque ensinei a filhota que só se deve comer 2, no máximo, 3 vezes na semana), agora vem o azeite.
No passado, azeite era um item muito caro. Agora, mais popular, e sabidamente uótimo para a saúde (reduz o raio do colesterol ruim!), sofisticou-se também (um contrasenso, ademais, algo ser popular e ser complexo, coisas deste tempo que definitivamente não é mais o meu): agora só presta o azeite extra virgem. Não compre nenhum outro, não presta.
No passado, o único azeite que prestava era o Gallo. Ótimo. Caréssimo, lembram? Olha ele aí. Acho linda a embalagem, confesso. Deve ser o subconsciente que me diz isso, já que era um símbolo de riqueza consumir azeite Gallo.
Não existia Gallo Extra Virgem. Contudo, o mercado é implacável, teve pois o Gallo que modernizar-se, na corrida da concorrência. Resumindo: virou extra virgem. Taí.
Mas não é suficiente ser extra virgem, agora. Sabe por que? Por que o azeite tem que ser "extra virgem, primeira prensagem a frio". Ééééééé. Acabam de informar-me por email. "Procure o extra virgem, primeira prensagem a frio". Eu aguento?
Quer dizer, quem pode viver com tanta informação na cachola? Como se não bastasse eu ter que lembrar telefones, datas de aniversários, senhas, rotinas, legislações e horários de remédios, as pessoas inventam e fornecem cada vez mais informação para acumular. Tenho um amigo que lê os rótulos de tudo que compra. Prá que? Que loucura é essa?
Era da informação do escambau. Isso cansa.
Depois ninguém sabe porque estamos tantos fadados a envelhecer com Alzheimer. Nada me tira a idéia de que sobrecarregamos nosso cérebro com informação demais. Prevenir a doença mantendo "o cérebro ativo em atividades como leitura e trabalhos que exijam atenção e concentração"? Pois sim! Descanso para o cérebro, que é uma máquina como outra: congestionada, pifa! Quer não pifar? ESVAZIE-A.
O meu único problema é conseguir.
Ah, só mais essa: adoro azeite. Eu tinha que dizer.
3 de mai. de 2008
Buenas
Eu andei pensando muito seriamente em parar este blog e até imaginei uma forma bem cinematográfica: o último post no dia 26 de maio próximo! Pobre! Fiquei até com peninha dele, do Maio, por ter tido tal idéia!
(quando a gente começa a tratar blog como gente significa dizer que os seus remedinhos estão desatualizados e o psi precisa rever a receita, anote-se)
Mas depois pensei.
Parar porque?
Porque parar?
Porque?
Ando sem assunto. Quando a gente começa a postar texto de Lya Luft é que o negócio tá sério.
Mas sabe que mais? Deixa ele aí. Quando der na telha apareço, viu? Vão não.
-------------
A Lu escreveu um post sobre o pior filme que viu, o que me fez roubar a idéia: ando tão abusada com filmes, não gosto de mais nada, daí que talvez fosse bom escrever sobre o que desgosto dos filmes. Não é da minha natureza, prumode sou do bem, mas, vamos lá. À Procura da Felicidade. Puta merda, filme bom, mas triste prá cacete. Eu ia morrer se a criatura no final de toda fudilância não arrumasse o tal emprego. Ah, não. Por favor, me indiquem boas comédias, ou filme de aventura. De drama, de choro, não, faz favor.
Ah, lembrei, assisti outro dia Stardust e gostei. Mas estou preguiça para escrever direito. Basta vocês saberem que é bom.
Brrrrrrr. Ui. Relaxar é esquisito. O mundo é bom, Sebastião.
(quando a gente começa a tratar blog como gente significa dizer que os seus remedinhos estão desatualizados e o psi precisa rever a receita, anote-se)
Mas depois pensei.
Parar porque?
Porque parar?
Porque?
Ando sem assunto. Quando a gente começa a postar texto de Lya Luft é que o negócio tá sério.
Mas sabe que mais? Deixa ele aí. Quando der na telha apareço, viu? Vão não.
-------------
A Lu escreveu um post sobre o pior filme que viu, o que me fez roubar a idéia: ando tão abusada com filmes, não gosto de mais nada, daí que talvez fosse bom escrever sobre o que desgosto dos filmes. Não é da minha natureza, prumode sou do bem, mas, vamos lá. À Procura da Felicidade. Puta merda, filme bom, mas triste prá cacete. Eu ia morrer se a criatura no final de toda fudilância não arrumasse o tal emprego. Ah, não. Por favor, me indiquem boas comédias, ou filme de aventura. De drama, de choro, não, faz favor.
Ah, lembrei, assisti outro dia Stardust e gostei. Mas estou preguiça para escrever direito. Basta vocês saberem que é bom.
Brrrrrrr. Ui. Relaxar é esquisito. O mundo é bom, Sebastião.
29 de abr. de 2008
Canção dos Homens
Que quando chegar do trabalho
ela largue por um instante o que estiver fazendo
- filho, panela ou computador -
e venha me dar um beijo como os de antigamente.
Que quando nos sentarmos à mesa para jantar
ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos.
E se for uma profissional, trabalhar fora,
que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.
Que se estiver cansado demais para fazer amor,
ela não ironize nem diga que "até que durou muito"
o meu desejo ou potência.
Que quando quero fazer amor
ela não se recuse demasiadas vezes,
nem fique impaciente ou rígida,
mas cálida como foi anos atrás.
Que não tire nosso bebê dos meus braços
dizendo que homem não tem jeito pra isso,
ou que não sei segurar a cabecinha dele,
mas me ensine docemente se eu não souber.
Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças,
mas sirva de ponte entre nós
quando me distancio ou me distraio demais.
Que ela não me humilhe
porque estou ficando calvo ou barrigudo,
nem comente nossas intimidades com as amigas,
como tantas mulheres fazem.
Que quando conto uma piada para ela
ou na frente de outros,
ela não faça um gesto de enfado dizendo
"Essa você já me contou umas mil vezes".
Que ela consiga perceber
quando estou preocupado com trabalho,
e seja calmamente carinhosa,
sem me pressionar para relatar tudo,
nem suspeitar de que já não gosto dela.
Que quando precisar ficar um pouco quieto
ela não insista o tempo todo
para para que eu fale ou a escute,
como se silêncio fosse falta de amor.
Que quando estou com pouco dinheiro
ela não me acuse de ter desperdiçado
com bobagens em lugar de prover minha família.
Que quando eu saio para o trabalho de manhã
ela se despeça com alegria,
sabendo que mesmo de longe
eu continuo pensando nela.
Que quando estou trabalhando
ela não telefone a toda hora
para cobrar alguma coisa que esqueci
de fazer ou não tive tempo.
Que não se insinue com minha secretária ou colega
para descobrir se tenho amante.
Que com ela eu também
possa ter momentos de fraqueza e de ternura,
me desarmar, me desnudar de alma,
sem medo de ser criticado ou censurado:
que ela seja minha parceira,
não minha dependente nem meu juiz.
Que cuide um pouco de mim como minha mulher,
mas não como se eu fosse uma criança tola
e ela a mãe, a mãe onipotente,
que não me transforme em seu filho.
Que mesmo com o tempo, os trabalhos,
os sofrimentos e o peso do cotidiano,
ela não perca o jeito terno e divertido
que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.
Que eu não sinta que me tornei
desinteressante ou banal para ela,
como se só os filhos e as vizinhas
merecessem sua atenção e alegria.
E que se erro,
falho,
esqueço,
me distancio,
me fecho demais,
ou a machuco consciente ou inconscientemente,
Ela saiba me chamar de volta
com aquela ternura que só nela eu descobri,
e desejei que não se perdesse nunca,
mas me contagiasse e me tornasse mais feliz,
menos solitário, e muito mais humano.
(Lya Luft, em "Pensar é Transgredir")
ela largue por um instante o que estiver fazendo
- filho, panela ou computador -
e venha me dar um beijo como os de antigamente.
Que quando nos sentarmos à mesa para jantar
ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos.
E se for uma profissional, trabalhar fora,
que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.
Que se estiver cansado demais para fazer amor,
ela não ironize nem diga que "até que durou muito"
o meu desejo ou potência.
Que quando quero fazer amor
ela não se recuse demasiadas vezes,
nem fique impaciente ou rígida,
mas cálida como foi anos atrás.
Que não tire nosso bebê dos meus braços
dizendo que homem não tem jeito pra isso,
ou que não sei segurar a cabecinha dele,
mas me ensine docemente se eu não souber.
Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças,
mas sirva de ponte entre nós
quando me distancio ou me distraio demais.
Que ela não me humilhe
porque estou ficando calvo ou barrigudo,
nem comente nossas intimidades com as amigas,
como tantas mulheres fazem.
Que quando conto uma piada para ela
ou na frente de outros,
ela não faça um gesto de enfado dizendo
"Essa você já me contou umas mil vezes".
Que ela consiga perceber
quando estou preocupado com trabalho,
e seja calmamente carinhosa,
sem me pressionar para relatar tudo,
nem suspeitar de que já não gosto dela.
Que quando precisar ficar um pouco quieto
ela não insista o tempo todo
para para que eu fale ou a escute,
como se silêncio fosse falta de amor.
Que quando estou com pouco dinheiro
ela não me acuse de ter desperdiçado
com bobagens em lugar de prover minha família.
Que quando eu saio para o trabalho de manhã
ela se despeça com alegria,
sabendo que mesmo de longe
eu continuo pensando nela.
Que quando estou trabalhando
ela não telefone a toda hora
para cobrar alguma coisa que esqueci
de fazer ou não tive tempo.
Que não se insinue com minha secretária ou colega
para descobrir se tenho amante.
Que com ela eu também
possa ter momentos de fraqueza e de ternura,
me desarmar, me desnudar de alma,
sem medo de ser criticado ou censurado:
que ela seja minha parceira,
não minha dependente nem meu juiz.
Que cuide um pouco de mim como minha mulher,
mas não como se eu fosse uma criança tola
e ela a mãe, a mãe onipotente,
que não me transforme em seu filho.
Que mesmo com o tempo, os trabalhos,
os sofrimentos e o peso do cotidiano,
ela não perca o jeito terno e divertido
que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.
Que eu não sinta que me tornei
desinteressante ou banal para ela,
como se só os filhos e as vizinhas
merecessem sua atenção e alegria.
E que se erro,
falho,
esqueço,
me distancio,
me fecho demais,
ou a machuco consciente ou inconscientemente,
Ela saiba me chamar de volta
com aquela ternura que só nela eu descobri,
e desejei que não se perdesse nunca,
mas me contagiasse e me tornasse mais feliz,
menos solitário, e muito mais humano.
(Lya Luft, em "Pensar é Transgredir")
23 de abr. de 2008
De cristal
Amanhã completaremos 15 anos de união oficial.
Eu não terei tempo porque você chegará, e não desejarei roubar de mim mesma momentos ao seu lado. Escrevo hoje, portanto.
Súbito desejei escrever um imenso tratado sobre tudo que somos, mas não sei o quanto será possível, considerando que mal começo chega a vontade de chorar. Talvez porque o mundo não seja redondinho como parece no atlas... E afinal, você sabe a manteiga derretida que sou, sempre serei, não há jeito.
Paro. Respiro. De novo. Já passa. Demora apenas mais um pouco porque não posso abraçar a pele que faz com que passe mais rápido. Já passa.
Não vou narrar aqui nossa história, embora muita gente adoraria ler. Porque este não é exatamente seu estilo, então contenho-me. Limito-me, portanto, a contar: meu amor, estas nossas bodas são de cristal. Que a força, portanto, dos cristais transforme-nos e permita-nos ser cada vez mais aquilo que somos: dois, mas tantas vezes um.
Parabéns ao que fomos, ao que somos e ao que seremos.
Te amo.
Eu não terei tempo porque você chegará, e não desejarei roubar de mim mesma momentos ao seu lado. Escrevo hoje, portanto.
Súbito desejei escrever um imenso tratado sobre tudo que somos, mas não sei o quanto será possível, considerando que mal começo chega a vontade de chorar. Talvez porque o mundo não seja redondinho como parece no atlas... E afinal, você sabe a manteiga derretida que sou, sempre serei, não há jeito.
Paro. Respiro. De novo. Já passa. Demora apenas mais um pouco porque não posso abraçar a pele que faz com que passe mais rápido. Já passa.
Não vou narrar aqui nossa história, embora muita gente adoraria ler. Porque este não é exatamente seu estilo, então contenho-me. Limito-me, portanto, a contar: meu amor, estas nossas bodas são de cristal. Que a força, portanto, dos cristais transforme-nos e permita-nos ser cada vez mais aquilo que somos: dois, mas tantas vezes um.
Parabéns ao que fomos, ao que somos e ao que seremos.
Te amo.
22 de abr. de 2008
Da varanda de casa
Domingo, umas oito horas da noite.
Moro numa esquina bem movimentada, salvo em alguns feriados mais mortos, como este 21 de abril. A antiquíssima lanchonete Zooburger não estava cheia, como é normal depois de jogos dos times locais, mas havia alguns cara-pálidas por ali. Eu, já de pijama, espiava a noite. Marido via tv na sala. Filhota no computador. Todos meio ressacados da estrada e da modorra de uma véspera de segunda-feira sem compromissos, graças a Deus.
Eu estava meio lerda, é verdade. Desatenta ao que se passava. Mas de repente um objeto pipocou (mera ilustração, não se preocupem) na cena borrada em minha mente. Este aí.

Pronto, despertei. E foi rápido.
A primeira reação é de fuga. Fatal, batata. Ocultei-me atrás da parede e alertei os de casa. Moro em um segundo andar. A cena passava-se do outro lado da rua, exatamente em frente à minha varanda, exatamente na frente da lanchonete. As vítimas - homem grisalho, mulher madura, moças (duas) e menina da idade da minha - desciam de um automóvel para um inocente lanche de fim de domingo, quando dois homens aproximaram-se e abordaram o motorista com a arma.
Passei a imaginar porque estariam ali. O domingo talvez fora muito chato. Na eterna crise da classe média, o lazer é dos primeiros dispensados. A mulher fizera almoço naquele dia. "À noite não cozinho". O homem, para agradar a família, "à noite saimos para lanchar". A Zooburger é boa, barata, tradicional. Para família grande, ideal.
Idéias estapafúrdias e despropositadas, perdoem, queridos leitores.
Como me escondi atrás da parede enquanto pedia "Ligue para o 190!", perdi alguns segundos da cena. Ao retornar, havia uma certa confusão com meus personagens. Alguém falou "bolsa!". A menina queria voltar ao carro e uma das mulheres impedia. Parecia haver algum desentendimento funesto entre o homem grisalho e o homem armado, um negro, magro, com camisa rubro-negra (apenas um detalhe útil e informado a posteriori ao 190). Depois, percebendo o primeiro o que desejava o segundo, mostrou-lhe e entregou a carteira.
Na lanchonete, só então os poucos clientes entendiam o que se passava e corriam para a área interna desta, com gritos. Pela reação, parecia que acabara de haver um tiroteio, o que não foi o caso. Nada mais natural, é certo. Eis a razão porque admiro até hoje o profissionalismo de "meu assaltante". Recordam? Fui assaltada em outubro. O homem de jaqueta, o "dono do meu carro", foi "exemplar", ninguém percebeu o que se passava, ainda que fosse quase dia claro, a esquina estivesse tão agitada e com tantas pessoas próximo. Apenas um rapaz viu, pelo que pude perceber.
Aqui, em nossa cena, os assaltantes partiam no automóvel prata, "Polo Sedan Prata", conforme gritou-me sua dona, atendendo a meus gritos na varanda. Era o 190.
Espiei algumas vezes o local do crime, após o telefonema concluído. Ficou tudo muito calmo, rapidamente. Rapidamente mesmo.
Depois, foi ir para cama e ver o casal Nardoni na televisão. Mentindo? Tétrico.

Que domingo.
Moro numa esquina bem movimentada, salvo em alguns feriados mais mortos, como este 21 de abril. A antiquíssima lanchonete Zooburger não estava cheia, como é normal depois de jogos dos times locais, mas havia alguns cara-pálidas por ali. Eu, já de pijama, espiava a noite. Marido via tv na sala. Filhota no computador. Todos meio ressacados da estrada e da modorra de uma véspera de segunda-feira sem compromissos, graças a Deus.
Eu estava meio lerda, é verdade. Desatenta ao que se passava. Mas de repente um objeto pipocou (mera ilustração, não se preocupem) na cena borrada em minha mente. Este aí.
Pronto, despertei. E foi rápido.
A primeira reação é de fuga. Fatal, batata. Ocultei-me atrás da parede e alertei os de casa. Moro em um segundo andar. A cena passava-se do outro lado da rua, exatamente em frente à minha varanda, exatamente na frente da lanchonete. As vítimas - homem grisalho, mulher madura, moças (duas) e menina da idade da minha - desciam de um automóvel para um inocente lanche de fim de domingo, quando dois homens aproximaram-se e abordaram o motorista com a arma.
Passei a imaginar porque estariam ali. O domingo talvez fora muito chato. Na eterna crise da classe média, o lazer é dos primeiros dispensados. A mulher fizera almoço naquele dia. "À noite não cozinho". O homem, para agradar a família, "à noite saimos para lanchar". A Zooburger é boa, barata, tradicional. Para família grande, ideal.
Idéias estapafúrdias e despropositadas, perdoem, queridos leitores.
Como me escondi atrás da parede enquanto pedia "Ligue para o 190!", perdi alguns segundos da cena. Ao retornar, havia uma certa confusão com meus personagens. Alguém falou "bolsa!". A menina queria voltar ao carro e uma das mulheres impedia. Parecia haver algum desentendimento funesto entre o homem grisalho e o homem armado, um negro, magro, com camisa rubro-negra (apenas um detalhe útil e informado a posteriori ao 190). Depois, percebendo o primeiro o que desejava o segundo, mostrou-lhe e entregou a carteira.
Na lanchonete, só então os poucos clientes entendiam o que se passava e corriam para a área interna desta, com gritos. Pela reação, parecia que acabara de haver um tiroteio, o que não foi o caso. Nada mais natural, é certo. Eis a razão porque admiro até hoje o profissionalismo de "meu assaltante". Recordam? Fui assaltada em outubro. O homem de jaqueta, o "dono do meu carro", foi "exemplar", ninguém percebeu o que se passava, ainda que fosse quase dia claro, a esquina estivesse tão agitada e com tantas pessoas próximo. Apenas um rapaz viu, pelo que pude perceber.
Aqui, em nossa cena, os assaltantes partiam no automóvel prata, "Polo Sedan Prata", conforme gritou-me sua dona, atendendo a meus gritos na varanda. Era o 190.
Espiei algumas vezes o local do crime, após o telefonema concluído. Ficou tudo muito calmo, rapidamente. Rapidamente mesmo.
Depois, foi ir para cama e ver o casal Nardoni na televisão. Mentindo? Tétrico.
Que domingo.
16 de abr. de 2008
Sai
Fome
Barriga do homem
Não é sua casa
Dor!
Peito do homem
Não é seu apart-hotel
Medo
Cabeça do homem
Não é sua praia
Infelicidade
A vida do homem
Não é seu metrô
Sai sai sai
Sai sai sai
Dá licença!
(Chico César)
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