Chovendo. Eu olho prá ele.
- Cê gosta de chuva ou sol?
- Eu gosto de macarrão.
Moral da história: nunca tente confundir uma criança.
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19 de jun. de 2010
25 de set. de 2008
Brincando de boneca...
22 de set. de 2008
Memória musical
Porque na Ana Maria Braga (não vou mais chamá-la de Brega, afinal virei sua cliente, e isto seria uma deselegância...) passou o Washington Olivetto e seu clássico e perfeito o primeiro Valisére a gente nunca esquece, quando vi (essas associaçôes intermináveis que só a internet nos proporciona, afe), estava no Youtube procurando outro clássico da propaganda, "Todo floresta vira uma festa/quando o iogurte é Parmalat". E... não achei. Isso, isso, isso. O que me fez concluir que minha memória musical talvez seja diferenciada da imensa maioria das pessoas, só talvez. Afinal, não há como minha mente não recorrer imediatamente a esta canção quando se fala em Mamíferos da Parmalat. Eu não lembro de "o elefante é fã de Parmalat", ora bolas (digo, lembro, mas não é a memória primeira, capisce?).
Onde é que estava esta gente toda a, sei lá, 10, 15 anos atrás?
Tudo isto me fez sentir como naquele filme em que a mocinha está numa loja e de repente não há mais ninguém ali. Ela pega o carro para chegar em casa e as ruas estão vazias. Ui.
Já que estou aqui e no Youtube, vai aí outra gracinha. Chuá, chuá!
Onde é que estava esta gente toda a, sei lá, 10, 15 anos atrás?
Tudo isto me fez sentir como naquele filme em que a mocinha está numa loja e de repente não há mais ninguém ali. Ela pega o carro para chegar em casa e as ruas estão vazias. Ui.
Já que estou aqui e no Youtube, vai aí outra gracinha. Chuá, chuá!
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9 de jul. de 2008
Bolo da Clarota
Ficou meio misturado, porque o painel foi com o Daniel Radcliffe "de hoje" e o bolo, como vêem, com o menininho Harry Potter que ele foi a alguns anos atrás... Mas, enfim... Deu tudo certo.
E estava uma delícia.
Esta vela do lado esquerdo da foto é que foi uma loucura, a danada começa a tocar "Parabéns para Você' e só pára depois de três dias, segundo Antônio, o garçom. Claro que não quis fazer o teste, dei um jeito chegando em casa...
---------------
Não consigo mais editar comments no haloscan, alguém sabe prumode?
26 de jun. de 2008
Fim de linha
O causo é que a filhota completa 10 anos mês vindouro.
E escolheu que tema prá festa?
Harry Potter, óbvio. É cobra criada.
E o causo é que não tem mais papel de arroz do Harry Potter no mercado local.
Acreditam?
A moçoila da loja aqui em frente (eu tenho sorte, moro no paraíso, tem tudo perto, até loja de itens de festa) disse que devolveu os que tinha ao fornecedor, pois não está mais tendo saída.
Numa das maiores loja de produtos de festa do Recife que eu conheço não encontrei. Na verdade não só não havia papel de arroz, não havia nada HP para festas. Copinho, guardanapo, convite, chapéu, saquinho de bombons. Um desastre.
Resta ir ao centro da cidade, tarefa a qual estou tangenciando com a melhor cara-de-pau que possuo. Já falei para filhota que há uma ma-ra-vi-lho-sa torta Floresta Negra, que representará nada mais nada menos que a Floresta Proibida. "Ah, mãe, então a gente bota o Castelo de Hogwarts nela né?" Tsc tc, aí já são outros quinhentos... Minha habilidade para mimos como estes é Nota 0, ela já devia estar acostumada.

E aí, rola um "papel de arroz" HP na internet? Prumode já fui no Buscapé, no Submarino, Mercado Livre e Arremate. Nem nem.
Acabou-se Harry Potter, minha gente. Agora as coisas só se animam em novembro.
O jeito é explicar a fihota que estamos na entressafra. E longa. E das últimas.
E escolheu que tema prá festa?
Harry Potter, óbvio. É cobra criada.
E o causo é que não tem mais papel de arroz do Harry Potter no mercado local.
Acreditam?
A moçoila da loja aqui em frente (eu tenho sorte, moro no paraíso, tem tudo perto, até loja de itens de festa) disse que devolveu os que tinha ao fornecedor, pois não está mais tendo saída.
Numa das maiores loja de produtos de festa do Recife que eu conheço não encontrei. Na verdade não só não havia papel de arroz, não havia nada HP para festas. Copinho, guardanapo, convite, chapéu, saquinho de bombons. Um desastre.
Resta ir ao centro da cidade, tarefa a qual estou tangenciando com a melhor cara-de-pau que possuo. Já falei para filhota que há uma ma-ra-vi-lho-sa torta Floresta Negra, que representará nada mais nada menos que a Floresta Proibida. "Ah, mãe, então a gente bota o Castelo de Hogwarts nela né?" Tsc tc, aí já são outros quinhentos... Minha habilidade para mimos como estes é Nota 0, ela já devia estar acostumada.
E aí, rola um "papel de arroz" HP na internet? Prumode já fui no Buscapé, no Submarino, Mercado Livre e Arremate. Nem nem.
Acabou-se Harry Potter, minha gente. Agora as coisas só se animam em novembro.
O jeito é explicar a fihota que estamos na entressafra. E longa. E das últimas.
8 de mai. de 2008
Rapidinhas (mais ou menos)
Após a-n-o-s fiz uma cama-de-gato.
Lembram? Aquela brincadeira a dois, com linha, que passava na novela.
Que novela? Não lembro. Tinha na abertura da novela. Um doce prá quem lembrar que novela era.
Pois é, foi filhota que me ensinou. Eu tentava ensiná-la a anos, só que tinha esquecido um pequeno detalhe.
Tão vendo aí a velhice? Começa quando os filhos começam a ensinar a gente as coisas.
Para completar, fui procurar no Youtube cama de gato e não achei a tradicional. Mas achei isso. Estão vendo como o mundo está louco?
---------
Será que vocês já sabem que Meu Filho mudou de lar? Meu Filho andava comendo muito, e como se alimenta apenas de comida fresca (frutas e verduras), tinha que ser reposta duas a três vezes ao dia. Quando a gente viajava, viagens curtas de dois dias (fazemos sempre), o pobre podia morrer de fome. Preferi morrer de saudades a matá-lo de fome, enfim.
Para lembrar meu filho. Não posso ver um melãozinho na geladeira que dá um nó no peito.
---------
Alucinação. Prefere qual?
Eu estou na dúvida.
(O goear perde a senha fácil? Prumode tive que criar novo, agora, tentando usar o usuário antigo...)
Lembram? Aquela brincadeira a dois, com linha, que passava na novela.
Que novela? Não lembro. Tinha na abertura da novela. Um doce prá quem lembrar que novela era.
Pois é, foi filhota que me ensinou. Eu tentava ensiná-la a anos, só que tinha esquecido um pequeno detalhe.
Tão vendo aí a velhice? Começa quando os filhos começam a ensinar a gente as coisas.
Para completar, fui procurar no Youtube cama de gato e não achei a tradicional. Mas achei isso. Estão vendo como o mundo está louco?
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Será que vocês já sabem que Meu Filho mudou de lar? Meu Filho andava comendo muito, e como se alimenta apenas de comida fresca (frutas e verduras), tinha que ser reposta duas a três vezes ao dia. Quando a gente viajava, viagens curtas de dois dias (fazemos sempre), o pobre podia morrer de fome. Preferi morrer de saudades a matá-lo de fome, enfim.
Para lembrar meu filho. Não posso ver um melãozinho na geladeira que dá um nó no peito.
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Alucinação. Prefere qual?
Eu estou na dúvida.
(O goear perde a senha fácil? Prumode tive que criar novo, agora, tentando usar o usuário antigo...)
O azeite e as dificuldades da vida moderna
Viver está ficando muito difícil.

Fonte
Não, não vou falar sobre a morte, como pode supor a imagem (bonitinha, né? Só colei por isso, prumode ilustrar "o ovo" - tentativas de compor um post decente depois de anos!).
Vou falar do azeite.
Não bastasse o ovo, que agora não é mais vilão e pode ser comido, salvo engano, todos os dias (e fico eu numa encruzilhada porque ensinei a filhota que só se deve comer 2, no máximo, 3 vezes na semana), agora vem o azeite.
No passado, azeite era um item muito caro. Agora, mais popular, e sabidamente uótimo para a saúde (reduz o raio do colesterol ruim!), sofisticou-se também (um contrasenso, ademais, algo ser popular e ser complexo, coisas deste tempo que definitivamente não é mais o meu): agora só presta o azeite extra virgem. Não compre nenhum outro, não presta.
No passado, o único azeite que prestava era o Gallo. Ótimo. Caréssimo, lembram? Olha ele aí. Acho linda a embalagem, confesso. Deve ser o subconsciente que me diz isso, já que era um símbolo de riqueza consumir azeite Gallo.

Não existia Gallo Extra Virgem. Contudo, o mercado é implacável, teve pois o Gallo que modernizar-se, na corrida da concorrência. Resumindo: virou extra virgem. Taí.

Mas não é suficiente ser extra virgem, agora. Sabe por que? Por que o azeite tem que ser "extra virgem, primeira prensagem a frio". Ééééééé. Acabam de informar-me por email. "Procure o extra virgem, primeira prensagem a frio". Eu aguento?
Quer dizer, quem pode viver com tanta informação na cachola? Como se não bastasse eu ter que lembrar telefones, datas de aniversários, senhas, rotinas, legislações e horários de remédios, as pessoas inventam e fornecem cada vez mais informação para acumular. Tenho um amigo que lê os rótulos de tudo que compra. Prá que? Que loucura é essa?
Era da informação do escambau. Isso cansa.
Depois ninguém sabe porque estamos tantos fadados a envelhecer com Alzheimer. Nada me tira a idéia de que sobrecarregamos nosso cérebro com informação demais. Prevenir a doença mantendo "o cérebro ativo em atividades como leitura e trabalhos que exijam atenção e concentração"? Pois sim! Descanso para o cérebro, que é uma máquina como outra: congestionada, pifa! Quer não pifar? ESVAZIE-A.
O meu único problema é conseguir.
Ah, só mais essa: adoro azeite. Eu tinha que dizer.
Fonte
Não, não vou falar sobre a morte, como pode supor a imagem (bonitinha, né? Só colei por isso, prumode ilustrar "o ovo" - tentativas de compor um post decente depois de anos!).
Vou falar do azeite.
Não bastasse o ovo, que agora não é mais vilão e pode ser comido, salvo engano, todos os dias (e fico eu numa encruzilhada porque ensinei a filhota que só se deve comer 2, no máximo, 3 vezes na semana), agora vem o azeite.
No passado, azeite era um item muito caro. Agora, mais popular, e sabidamente uótimo para a saúde (reduz o raio do colesterol ruim!), sofisticou-se também (um contrasenso, ademais, algo ser popular e ser complexo, coisas deste tempo que definitivamente não é mais o meu): agora só presta o azeite extra virgem. Não compre nenhum outro, não presta.
No passado, o único azeite que prestava era o Gallo. Ótimo. Caréssimo, lembram? Olha ele aí. Acho linda a embalagem, confesso. Deve ser o subconsciente que me diz isso, já que era um símbolo de riqueza consumir azeite Gallo.
Não existia Gallo Extra Virgem. Contudo, o mercado é implacável, teve pois o Gallo que modernizar-se, na corrida da concorrência. Resumindo: virou extra virgem. Taí.
Mas não é suficiente ser extra virgem, agora. Sabe por que? Por que o azeite tem que ser "extra virgem, primeira prensagem a frio". Ééééééé. Acabam de informar-me por email. "Procure o extra virgem, primeira prensagem a frio". Eu aguento?
Quer dizer, quem pode viver com tanta informação na cachola? Como se não bastasse eu ter que lembrar telefones, datas de aniversários, senhas, rotinas, legislações e horários de remédios, as pessoas inventam e fornecem cada vez mais informação para acumular. Tenho um amigo que lê os rótulos de tudo que compra. Prá que? Que loucura é essa?
Era da informação do escambau. Isso cansa.
Depois ninguém sabe porque estamos tantos fadados a envelhecer com Alzheimer. Nada me tira a idéia de que sobrecarregamos nosso cérebro com informação demais. Prevenir a doença mantendo "o cérebro ativo em atividades como leitura e trabalhos que exijam atenção e concentração"? Pois sim! Descanso para o cérebro, que é uma máquina como outra: congestionada, pifa! Quer não pifar? ESVAZIE-A.
O meu único problema é conseguir.
Ah, só mais essa: adoro azeite. Eu tinha que dizer.
2 de abr. de 2008
23 de mar. de 2008
Sem palavras
Percebem? Só letrinhas soltas.
Ah, mas Feliz Páscoa prá todos. Aqui tudo na paz. Aliás, estive uns dias fora, lá em Pasárgada, o lugar para onde vou, Dona Kênia. "Lá sou amigo do rei", num sabe?
----------
Pergunta básica? Por que todos conseguem comprar passagens em promoção pela internet e eu não? Paciência pouca?
----------
Falar em interrogações, anturdia descobri que estou velha meeessssmoooo. Minha filha agora me ensina português. Errei uma questão de concurso sobre "por que", "por quê", "porque". Ela veio me tirar dúvidas. Fiquei muitíssimo indignada em não saber mais algo que um dia soube, confesso.
13 de fev. de 2008
Do sertão e otros
Ok, ok. Confesso. Pouca coisa me move, mas este bichinho aí me surpreendeu e, sim, forneceu uma alegria imediata. Ainda que seja triste vê-lo aprisionado. Mas, enfim, se o soltam, agora, ele não dura muito...
Falar de bichinho, estou com saudades de Meu Filho, que está em férias conjugais de sua dona. Deve ser isto este vazio, :-).
Ó, céus, trazei Meu Filho nesta sexta-feira ao lar... Eis sua fotos mais recentes, em uma atividade intelectual e, na sequência, subindo pelas paredes (ou melhor, descendo), não de saudades maternas, ainda.
Outra alegria imediata do dia: a notícia da gravidez de uma amiga que vinha tentando a tempos, tempos. Deu um pipoco no meu coração, e uma brisa macia invadiu-me completamente, por alguns minutos...
Sobre o assunto, olha o bebê... Bebê, bebê, bebê... Não, eu não sucumbirei novamente, eu adoro ser titia...
ps.: O tamanduazinho também é bebê...
25 de jan. de 2008
Adolescentes...
Porque sempre fotografam com os dedinhos em "V"?
Porque sempre esgotam as memórias com fotos iguais?
Porque falam tanto e o tempo todo?
Porque se alimentam tão mal?
Porque dormem tanto?
Porque estão tão certos de ser o shopping o melhor lugar do mundo?
Porque existem, afinal?
Óóóóó, céus!
Adolescentes: as nuvens deste céu.
O que é pior, um adolescente ou um pré-adolescente?
Um pré-adolescente, um adolescente e um pré-pré!
Sobre adolescentes: só é bom ser. Eu que sei.
23 de set. de 2007
A foto do dia. A canção do dia.
A navegar
a trinta nós
recuem barracudas
aqui vamos nós!
Salvamos medusas ou os siris
Ou bicho maior!
(Mas de cauda bem menor!)
(...)
Nós enfrentamos qualquer vilão
mesmo sem armas
saímos na mão!
Quem precisar
vai nos chamar
e a qualquer hora!
(Eu posso ir embora?)
(...)
Vencemos aqui qualquer valentão
Rachamos ao meio até o LEÃO
A luta é feroz!
(É fácil prá nós!)
(Trechos da canção Valente Dupla Tip e Dash, do Do filme da Disney A Pequena Sereia 2, que devo ter assistido umas 500 vezes entre os anos de 2000 a 2003... Filhos... )
UPDATE :Vilmetes disse: estou com medo do rebaixamento!
Eu digo: disso eu entendo, não temas. Nossa amizade é tudo, contudo: não sei se posso torcer pelo Corinthias sábado, preciso consultar meus alfarrábios! Confesso que sou péssima em cálculos futebolísticos, e esta tabela está muito embolada!
Porém, uma mensagem de paz: Vilmetes, o campeonato só acaba quando termina, tu num sabia não? Alvirubras saudações!
8 de set. de 2007
Tardio Sete de Setembro
Uma prática que tive por aqui no passado: postar os logotipos comemorativos do Google. Agora é no Orkut.

Gostei. Não que eu ligue muito, como a maioria dos brasileiros, para o 7 de Setembro - que afinal, no fundo no fundo todos sabemos que não significou muito. Mas gostei do logotipo.
---------------
Por uma coincidência, nossa conversa de mãe e filha ontem era (por sugestão dela):
-Mãe, "se você tivesse que nascer em outro país do mundo, em qual seria?"
E desta vieram muitas variações, entre as quais, "se você tivesse que nascer em um país da América Central, em qual seria?" (o qual ela respondeu "Panamá", e quando eu quis saber a razão, "porque fica mas perto da América do Sul").
Sinta que a criaturinha está encantada com geografia. Afinal, convenceu o avô a dar-lhe o lindo e antiquíssimo atlas que usei a mais de vinte anos atrás.
Mas, retornando, o fato é que, à suas indagações, não soube responder. Ou melhor soube: "Não sei". É fato. Não queria ter nascido noutro lugar senão o Brasil, apesar dos pesares. Apesar do Renan. Apesar do mensalão. E tudo mais que não mais relacionarei aqui (senão a monografia não sai).
Gosto tanto do Brasil que ontem, assistindo o Globo Repórter sobre Portugal (isto faz sentido? Falar sobre Portugal no dia da independência? Taí, nossa independência), quis algo que nunca quisera. Conhecer Portugal. Parabéns a grobo-que-te-faz-de-bobo. No dia da independência me fez querer conhecer Portugal.
Não foram por causa dos doces. Talvez por causa do presunto defumado que vi sendo preparado. Foi por causa da seguinte máxima "Quando chegar em Lisboa, você terá a sensação de que já esteve aqui".
Ah, me encantei. Esse meu sentido de permanência é que me acaba.
Pois é, não consegui pensar em muitos lugares, com muito esforço, onde quereria ter nascido e vivido. "Talvez, Espanha, ou Itália". Tudo latino. "Na América do Sul, só Chile". Ó, céus, que faço, O Brasil é o país do futuro.
Não sei se foi porque, falando do amiguinho francês, ela disse que queria ter nascido em outro lugar.
Paro por aqui. Me empolguei. Eu só ia mesmo postar o logo do Orkut.
Ok. Duas canções bem opostas. Uma vai no sub-title.
"Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração
Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil
Me diz, me diz como ser feliz em outro lugar
Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar"
(Ivan Lins - Meu País)

Gostei. Não que eu ligue muito, como a maioria dos brasileiros, para o 7 de Setembro - que afinal, no fundo no fundo todos sabemos que não significou muito. Mas gostei do logotipo.
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Por uma coincidência, nossa conversa de mãe e filha ontem era (por sugestão dela):
-Mãe, "se você tivesse que nascer em outro país do mundo, em qual seria?"
E desta vieram muitas variações, entre as quais, "se você tivesse que nascer em um país da América Central, em qual seria?" (o qual ela respondeu "Panamá", e quando eu quis saber a razão, "porque fica mas perto da América do Sul").
Sinta que a criaturinha está encantada com geografia. Afinal, convenceu o avô a dar-lhe o lindo e antiquíssimo atlas que usei a mais de vinte anos atrás.
Mas, retornando, o fato é que, à suas indagações, não soube responder. Ou melhor soube: "Não sei". É fato. Não queria ter nascido noutro lugar senão o Brasil, apesar dos pesares. Apesar do Renan. Apesar do mensalão. E tudo mais que não mais relacionarei aqui (senão a monografia não sai).
Gosto tanto do Brasil que ontem, assistindo o Globo Repórter sobre Portugal (isto faz sentido? Falar sobre Portugal no dia da independência? Taí, nossa independência), quis algo que nunca quisera. Conhecer Portugal. Parabéns a grobo-que-te-faz-de-bobo. No dia da independência me fez querer conhecer Portugal.
Não foram por causa dos doces. Talvez por causa do presunto defumado que vi sendo preparado. Foi por causa da seguinte máxima "Quando chegar em Lisboa, você terá a sensação de que já esteve aqui".
Ah, me encantei. Esse meu sentido de permanência é que me acaba.
Pois é, não consegui pensar em muitos lugares, com muito esforço, onde quereria ter nascido e vivido. "Talvez, Espanha, ou Itália". Tudo latino. "Na América do Sul, só Chile". Ó, céus, que faço, O Brasil é o país do futuro.
Não sei se foi porque, falando do amiguinho francês, ela disse que queria ter nascido em outro lugar.
Paro por aqui. Me empolguei. Eu só ia mesmo postar o logo do Orkut.
Ok. Duas canções bem opostas. Uma vai no sub-title.
"Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração
Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil
Me diz, me diz como ser feliz em outro lugar
Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar"
(Ivan Lins - Meu País)
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11 de ago. de 2007
Para alguns, a paternidade é uma oportunidade para reaver valores esquecidos ao longo da estrada. Há crianças que são verdadeiramente anjos caídos na vida de pessoas que delas necessitam, para acender uma luz na escuridão, abrir uma fenda na muralha, erguer uma ponte sobre o rio caudaloso.
Pense nisto.
Feliz dia dos pais aos passantes e ficantes.
Pense nisto.
Feliz dia dos pais aos passantes e ficantes.
8 de ago. de 2007
Pérola, da Risqué
-Mãe.
-Oi.
-Você compra um esmalte para mim?
-Compro. Mas é melhor comprar quando você for comigo para escolher a cor, né?
-Não, mãe, não precisa, eu já sei o que eu quero, compra o Pérola, da Risqué, porque é bem bonito, cintilante, pererei-pererei-pererei...
Pausa. Um 'hein' bem dado sopra fundo em minh’alma. Desde quando filhota de 9 anos sabe nome de esmalte?
-Quando foi que você viu esse esmalte?
-Numa loja do shopping.
Desde quando ela fica olhando nome de esmalte em loja do shopping? Eu não sei nome de esmalte! Quem é essa estranha?
Içami Tiba falava no domingão do gordão que, na atualidade, as gerações se renovam a cada 5 anos. O que significa dizer que entre mim e ela há o abismo de 5 gerações. E um pedacinho d’outra. Argh.
Ok, ok. Tinha esquecido. Crises histéricas assim por conta de um simples esmaltezinho são típicos de mãe. Ressalve-se: mães de gerações anteriores à geração-tudo-pela-estética.
Eis o culpado. Até que é bonitinho...

E eu ainda fazendo merchan para esse povo!
-Oi.
-Você compra um esmalte para mim?
-Compro. Mas é melhor comprar quando você for comigo para escolher a cor, né?
-Não, mãe, não precisa, eu já sei o que eu quero, compra o Pérola, da Risqué, porque é bem bonito, cintilante, pererei-pererei-pererei...
Pausa. Um 'hein' bem dado sopra fundo em minh’alma. Desde quando filhota de 9 anos sabe nome de esmalte?
-Quando foi que você viu esse esmalte?
-Numa loja do shopping.
Desde quando ela fica olhando nome de esmalte em loja do shopping? Eu não sei nome de esmalte! Quem é essa estranha?
Içami Tiba falava no domingão do gordão que, na atualidade, as gerações se renovam a cada 5 anos. O que significa dizer que entre mim e ela há o abismo de 5 gerações. E um pedacinho d’outra. Argh.
Ok, ok. Tinha esquecido. Crises histéricas assim por conta de um simples esmaltezinho são típicos de mãe. Ressalve-se: mães de gerações anteriores à geração-tudo-pela-estética.
Eis o culpado. Até que é bonitinho...
E eu ainda fazendo merchan para esse povo!
29 de jul. de 2007
10 de jun. de 2007
"Dançar, ora não dançar"
Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
-------------
Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
-------------
Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:

-------------
Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
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Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
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Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:
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Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
28 de mai. de 2007
Ao que Chegou (porque a vida sempre chega)
O ovo
Oculta-se no ovo
a quentura do novo,
o avesso do frio,
o encanto macio
do sol fazendo "piu".
Entre a gema e a clara
A finura do fio
Da vida que não se viu.
Essa é minha e dela, ninguém tasca.
16 de mai. de 2007
22:11
"Tudo pode ser resolvido na conversa, menos a morte".
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
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O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
--------------
Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
--------------
Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
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O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
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Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
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Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
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13 de mai. de 2007
Dona Judite
Dona Judite, venha cá. Bom dia, mãe. Espere. Não levante ainda, só porque chamei. Esqueceu? Não tenho mais cinco anos, até eu já parei de atender sua neta tão prontamente, e ela já vai fazer nove. Está frio ainda. São cinco e trinta da manhã. Não gostamos muito de dormir, você sabe (a genética é implacável).
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?

Para todas vocês também.
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?
Para todas vocês também.
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