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4 de jun. de 2010

Uma imagem vale por 1000 palavras



Né?

Olha, a idade é uma tirana. Começam a lhe ocorrer coisas inimagináveis.

Humpf.

Monossilábica. Curta e grossa.

Faz frio.

Subjugada pelo twitter.

12 de mar. de 2009

Afe

"Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente"

Nos dias que dá, lógico, seu Almir.

Ok, ok, estou aqui para morrer por mil e uma inutilidades que apenas me levarão a sabe-Deus-onde.

O que estou precisando mesmo é de um ouvido paciente. Na falta vou de blog. É uma pena que esteja tudo se tornando tão complicado para todos; o fato indubitável, contudo, é que sempre temos a sensação de que o reflexo é pior em nós, que tudo só acontece conosco, essas coisitas bestas. É da condição do homem. Como se todo mundo não tivesse uma, duas ou muitas malas sem alça para carregar. Como se as frustações não se transformassem em veneno na língua da maior parte das pessoas, mas só das que nos cercam.

Ah, um vai-se-danar resolve muito bem alguns problemas, merda de educação. Um por dia, para ser exato. Um para cada antipatia em seu caminho, é o que te desejo, e o que me desejo. O tempo da delicadeza cansa a beleza.

10 de fev. de 2009

Deixa eu falar

Menos de uma semana de férias findas e a cobra já tá fumando.



Claro que já estão querendo puxar meu tapete. Nunca fui muito boa mesmo em tê-lo sob os pés, tava até estranhando o fofinho sob a sola tanto tempo. Bom, prometi a mim mesma não pensar nesta parte. Vamos a outros problemas mais lights.

Hoje estacionaram duas vezes na minha entrada de carros do prédio. Primeiro um caminhão da prefeitura, destes de limpeza de árvores. O FDP de bigode branco dormia ao volante, uma da tarde. Menino esperando para ser levado a escola. Eu passei direto e só vi o miserável dormindo depois de passar, tive de dar a volta no quarteirão para dar o escândalo na buzina.

Seis e pouco da tarde vejo que desta vez uma FDP de cabelo louro pintado estacionou ocupando metade da entrada. Em 10 minutos preciso sair. Fiquei aqui bufando na janela até a FDP2, o que só aconteceu eu estava na porta, coma chave na mão.

Pensando melhor, tive até sorte.

O trânsito de Recife, pelamordedeus, está cada dia mais insuportável. Enlouquecedor, intrasitável, demoníaco, estão todos ficando loucos. Eu estou ficando louca com o trânsito.

Ontem me sequestraram. Isso, isso, isso. O pobre do meu pai passou 40 minutos com o FDP3 no telefone e a FDP4 gritando que era eu, e por favor papai me salvasse. Foi sério, até o número da conta do FDP3 meu pai pegou, gente.

Prá completar a ligação era a cobrar e todo mundo tinha sotaque carioca.

Tem dois prédios em obras na minha rua. Eu disse DOIS BATE-ESTACAS. Num deles tem uma buzina enlouquecida que toca às 7, 12, 14 e 17, e o FDP5 de vez em quando coloca a música do Sport prá tocar! Prá completar, eu moro no segundo andar e sou alérgica prá cacete. É FODA. Eu QUERO uma casa no campo.

Filhota chega em casa e me conta que o menino que ela gostava ano passado (que eu sei que ela gostou, porque me contou, aha) convidou todo mundo de sua sala para o aniversário, menos ela. Claro que estamos falando do FDP6.

Fiquei mais triste que ela, confesso. Detesto estas crueldades adolescentes, porque não mexem com o filho dos outros? Tudo bem, deve ser a lua. Inferno astral não pode, já que meu aniversário é só em maio.

Aijisus, eu nasci prá ser feliz, pode ser ou tá difícil? Assim o remedinho não dá conta não senhor.

Ok, ok, fechando o muro das lamentações.





Amanhã reabrimos às sete.






Puxa vida, Charlie Brown!

5 de fev. de 2009

Sinceramente, senhores ministros...

Último Segundo - Supremo decide que réu só pode ser preso após condenação final

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta que o réu tem direito a recorrer em liberdade em caso de sentença de prisão até que estejam esgotadas todas as possibilidades de recurso, ainda que já tenha condenação em segunda instância.

A decisão nasceu a partir do julgamento da concessão de habeas-corpus em favor do agricultor Omar Coelho Vitor, condenado em segunda instância a sete anos de prisão por tentativa de homicídio, em Minas Gerais. Ele pedia ao STF efeito suspensivo à execução de sua pena, ou seja, que ele não fosse preso até o esgotamento de todos os recursos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinha negado ao agricultor pedido semelhante.

Essa decisão, porém, não exclui a possibilidade de um réu ficar preso, mediante um decreto de prisão preventiva de um juiz, sob justificativa de que a liberdade pode colocar em risco outras pessoas ou de que o acusado pode ter interferência em inquéritos e a possibilidade de cometer outro crime. Foi neste sentido o voto do relator da ação, ministro Eros Grau, seguido pelos ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello.

Do site do STF.



Do nosso ministro maior:

"Eu tenho dados decorrentes da atividade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que são impressionantes. Apesar dessa inefetividade (da Justiça), o Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos, dados de 2008, dos quais 189 mil são presos provisórios, muitos deles há mais de dois, mais de três anos, como se tem encontrado nesses mutirões do CNJ. E se nós formos olhar por estado, a situação é ainda mais grave. Nós vamos encontrar em alguns estados 80% dos presos nesse estágio provisório [prisão provisória]”.

“Nos mutirões realizado pelo CNJ encontraram-se presos no estado Piauí que estavam há mais de três anos presos provisoriamente sem denúncia apresentada”, relatou ainda o ministro. “No estado do Piauí há até uma singularidade. A Secretaria de Segurança do Estado concebeu um tal inquérito de capa preta, que significa que a Polícia diz para a Justiça que não deve soltar aquela pessoa. É um mundo de horrores a Justiça criminal brasileira. Muitas vezes com a conivência da Justiça e do Ministério Público”.

“Dos habeas corpus conhecidos no Tribunal, nós tivemos a concessão de 355”, informou o presidente do STF. “Isto significa mais de um terço dos habeas corpus. Depois de termos passado, portanto, por todas as instâncias – saindo do juiz de primeiro grau, passando pelos TRFs ou pelos Tribunais de Justiça, passando pelo STJ – nós temos esse índice de concessão de habeas corpus. Entre REs e AIs [agravos de instrumento] tratando de tema criminal, há 1.749, dos quais 300 interpostos pelo MP. Portanto, não é um número tão expressivo.

De modo que eu tenho a impressão de que há meios e modos de lidar com este tema a partir da própria visão ampla da prisão preventiva para que, naqueles casos mais graves, e o próprio legislador aqui pode atuar, e eu acho que há propostas nesse sentido de redimensionar o sentido da prisão preventiva, inclusive para torná-la mais precisa, porque, obviamente, dá para ver que há um abuso da prisão preventiva”, assinalou Gilmar Mendes. 'O ministro Celso de Mello tem liderado na Turma lições quanto aos crimes de bagatela. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo'.

Portanto – concluiu –, não se cumprem minimamente aquela comunicação ao juiz para que ela atenda ou observe os pressupostos da prisão preventiva. A prisão em flagrante só deve ser mantida se de fato estiverem presentes os pressupostos da prisão preventiva. Do contrário, o juiz está obrigado, por força constitucional, a relaxar [a prisão]. De modo que estou absolutamente certo de que esta é uma decisão histórica e importante do Tribunal."




Não tenho nenhuma dúvida, doutor, das repercussões desta decisão. É isso: o Judiciário chuta de cá, o Executivo de lá, e nessa pelada seguimos...

16 de abr. de 2008

Sai



Fome
Barriga do homem
Não é sua casa
Dor!
Peito do homem
Não é seu apart-hotel
Medo
Cabeça do homem
Não é sua praia
Infelicidade
A vida do homem
Não é seu metrô
Sai sai sai
Sai sai sai
Dá licença!

(Chico César)

15 de abr. de 2008

Ladrão que rouba ladrão!

No tempo que era uma pré-adolescente (preteen, nos dias de hoje, afe), lá no Colégio fizemos uma peça sobre essa frase (que disseram ser do Rui Barbosa, tenho porém minhas dúvidas)...

Apenas para justificar a colagem de minha foto gerada pelo Warholizer(!), que roubei da Palpi, que roubou daqui...

Roubar, palavra feia. Não se aplica a este mundo de internet. É que não me acostumo, embora esqueça de indicar fontes de vez em quando e já tenha levado minhas cacetadas...






















Hehehehe, gostei da brincadeira.


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Vou falar de algo que não ia: outro dia apareceu-me aqui certa criatura a falar que falo muita abobrinha, mas disse isso sem delicadeza alguma (ou amanheceu de TPM ou não deu umazinha, a criatura, naquele dia). Bani, e não me arrependo. Respondo agora, contudo, mais calma: criatura, falo abobrinha mesmo. E você lê e se presta a fazer três comentários sobre isto porque não tem mais a fazer, ou tem, como eu, porém possui uma personalidade por um lado bastante adolescente que utiliza para relaxar de sua vida estressante. O que sei, contudo, é que minha atitude é milhares melhor que a sua, porque pelo menos não lembro de aqui ofender a Seu Ninguém, diferente de você (se já o fiz, os amigos podem recordar, os inimigos vão catar coquinhos). Então querida(o), espalhe amor. Não à guerra, tá? Ou então vai lá, dá uma, depois volta melhorzinha.

(Não sei porque só penso que isso é coisa de mulher, que preconceito...)

24 de out. de 2007

Quereres

Quero não ser violada,
não ser agredida,
não ser usurpada.
Quero ir e vir como deseje.
Quero apenas coisas simples como vêem.
Ser reconhecida pelo que faço.
Um jardim simples para cultivar.
É bem pouco o que peço.
Quero não precisar pedir o que tantos necessitam buscar:
saciar o corpo de alimento e água,
a cama, o teto, de abrigar,
a pele de vestir.
O mais difícil, eu até quero também, como é notório -
meus amigos,
meus quereres,
minha estrela,
minha estrada,
algumas quimeras que aqueçam a alma,
um tanto de sinceridade.
Já quis mais - sempre se quer na juventude -
um mundo mais amplo, mais claro, humano.
Quero ainda -
mas não quero mais com o vigor necessário.
Fui vencida,
eu confesso.
Sou fraca e não sou patética, dispenso demagogias.




Ontem, perto das 18:30h, estacionava próximo ao Parque da Jaqueira quando roubaram meu carro. Eu estava dentro dele, de cabeça baixa, ajeitando o tênis antes de ir caminhar na praça - fiz uma rotina que já repeti milhares de ocasiões. Estacionei no mesmo lugar de sempre - uma das quatro últimas vagas à direita de quem chega ao Parque da Jaqueira pela Rua Simão Mendes. Ouvi um barulho forte do lado direito, olhei, um homem alto, moreno e forte, de capacete de motoqueiro e jaqueta preta batia no vidro com uma grande pistola prateada. Levei dois segundos - um para entender, outro para pensar em ir embora (o carro ainda estava ligado) e desistir - antes de abrir a porta e descer, cedendo-lhe o carro. A chave ficou na ignição. Enquanto me levantava, peguei o celular que estava no banco do carona, ele tomou de minha mão, abrindo-a. "Fique calmo, eu dou", ele disse. "Eu estou calmo", ele respondeu.

Foi rápido, eficiente, projetado. Ele levou o carro e seu comparsa ficou na moto observando-me atravessar a rua, meio tonta. Fui embora e ele continuou lá.

Eram dois homens em uma ação comum, foi este meu sentimento. Eu era a única que estava sem o roteiro e minhas falas da peça. Ou não.

A foto acima extraí do blog PEBodyCount. Trata-se do projeto Marcas da Violência, "que consiste em marcar - com tinta vermelha a imagem de um corpo com a palavra "BASTA" - todos os locais de homicídios do Recife. Já são mais de 30 marcas por todas as regiões (Sul, Norte, Oeste e Centro) da capital."

Não me ocorreu nada fisicamente, felizmente. Mas enfim, havia uma arma em cena - e muitas coisas poderiam haver acontecido, é fato, e felizmente não aconteceram.

18 de set. de 2007

Frase do Dia 2

Quem gosta de tristeza é o diabo!
(A Compadecida, em O Auto da Compadecida, o filme)


21 de jul. de 2007

Que a terra lhe seja leve?

A pergunta que me faço incessantemente desde que soube do fato é: qual será a sensação de se ter a morte, por muitos, comemorada (a premissa, logicamente, é a da vida após a morte, dahn) ? E por que ninguém mostra isso no jornal? Parabéns, mais uma vez, ao Carta Capital



Morre o coronel
por Rodrigo Martins
ACM teve insuficiência cardíaca. Bahia decreta cinco dias de luto



Influente presença no cenário político brasileiro das últimas décadas, o senador baiano Antonio Carlos Magalhães morreu na manhã desta sexta-feira, em São Paulo, vítima de insuficiência cardíaca. O parlamentar estava internado no Instituto do Coração desde 13 de junho, após passar mal no plenário do Congresso Nacional e buscar tratamento na capital paulista. O governo da Bahia decretou luto oficial de cinco dias e o corpo será velado no Palácio da Aclamação, em Salvador. Ele será sepultado no Cemitério do Campo Santo, ao lado do filho Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.

Sempre próximo do poder, ACM esteve ao lado de Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. Após o golpe de 1964, serviu com afinco aos militares. Sobreviveu ao fim da ditadura, transitando no meio de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. A sanha de agarrar-se ao governo de plantão levou o senador a ensaiar uma aproximação com o presidente Lula, mas a tentativa não resistiu ao primeiros meses da gestão petista. Durante a crise política de 2005, com as denúncias do suposto esquema do mensalão, o parlamentar tornou-se um dos mais ferrenhos opositores do governo.

ACM também exerceu um longo período de predomínio político na Bahia, onde os interesses privados do oligarca se confundem com os do Estado. Três vezes governador, ele elegeu praticamente todos os mandatários do estado nas últimas três décadas, fora dois interregnos, com as eleições de Waldir Pires, em 1986, e de Jaques Wagner, no ano passado.

Nascido em 4 de setembro de 1927, ACM fez faculdade de Medicina, mas nunca exerceu a profissão. Teve passagem pelo movimento estudantil e iniciou a vida política na extinta UDN, partido que o elegeu deputado federal por duas vezes. Em 1967, os militares o nomearam prefeito de Salvador. Com o respaldo da ditadura, assumiu o governo da Bahia em duas ocasiões (1971-75 e 1979-82), desta vez com a bandeira da Arena.

Com o fim do regime militar, filiou-se ao PDS. Durante as eleições indiretas para presidente, em 1984, rompeu com a canditatura do colega de partido Paulo Maluf e declarou apoio a Tancredo Neves. Pouco depois, arregimentou dissidentes do PDS para fundar o Partido da Frente Liberal. Assumiu o Ministério das Comunicações em 1985, durante o governo de José Sarney, onde permaneceu por cinco anos. A marca registrada de sua gestão foi a distribuição desenfreada de concessões de rádio e tevê em troca de apoio político à extensão do mandato de Sarney de 4 para 5 anos. Uma das principais favorecidas pela manobra foi a Rede Globo, que possui sócios da família do senador na Bahia.

ACM elegeu-se governador do estado em 1990, desta vez com o voto popular. Em 1995, conquistou uma vaga no Senado. Renunciou ao mandato em 2001, após ser acusado de manipular o painel eletrônico da Casa. Reconduzido ao cargo no ano seguinte, o parlamentar manteve a força do carlismo no plano regional, elegendo afilhados políticos em prefeituras e no governo baiano. O senador também é acusado de comandar um esquema para espionar telefonemas de desafetos políticos e de uma ex-amante.

No Senado, ele será substituído por ACM Filho, seu suplente. O outro integrante da família no Congresso é o deputado federal ACM Neto.

30 de out. de 2006

Dias de Luta

Estou naqueles dias de "queroquevocêmeaqueçanesseinvernoequetudomaisváproinferno". Mas é para ir mesmo, sem passagem de volta. Muito, muito, muito bom.

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Gostei muito da vitória do Lula, sim, algum problema? E da vitória do Eduardo Campos, de quebra. Não dá mais para vestir bandeira e pintar a cara, e nem acho que será possível tão cedo, mas enfim, ser feliz importa. Muito. Quem preferir que fique pensando e falando mal, que eu vou ali sorrir para as margaridas, combinado?

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Tudo isso deve vir disto. Ah, tão delícia. Nem quero pensar no espanto que é ver como nosso país mudou, meu Deus. Com toda desgraça, éramos felizes e não sabíamos. Porque deu tudo tão errado? Tinha tudo para dar certo (não, não tinha, senão, tinha dado). Não existia programinha da MTV chamado "A Fila Anda". Não existia Orkut (essa loucura obtusa, neurótica, histérica, graças a Deus abandonei essa merda), a Cicarelli não existia. O Manoel Carlos não existia, e O Profeta não era essa criatura loura-e-inexpressiva-com-cara-de-anjo, mas o Carlos Augusto Strasser (lembram?). Todos eram sinceros, autênticos e tentavam ser felizes. Não se sobrevivia, se vivia. Sabe do que mais? Essa espécie está fadada à extinção. Tente salvar-se e amar aos seus enquanto não chegamos lá. Ainda é possível.