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10 de jun. de 2007

"Dançar, ora não dançar"

Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:

"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse
"

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Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.

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Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:


"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."


Eu gostei. Por isso, divulgo.

Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?

Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:



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Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.

20 de mar. de 2007

"Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir"

"Guerrilheiro, forasteiro, ôrra meu!"

Vixe, com eu adoro esse refrão...

Porque adoro Rita Lee. Deu prá perceber? Cadê ela, hein? Derna o tempo que eu assistia Saia Justa que não a vejo. Faz uma data, cidadão...

Este amor é antigo, eu tinha 12 anos. "Vamos, vamos ao show!". Foi vê-la "brotando" (literalmente) do piso do palco, vestida de cor-de-rosa e esvoaçante, cantando... o que mesmo? "Lança-perfume"? Acho q sim... Pronto. Aí eu me apaixonei. Foi mais ou menos assim que estava ela:



A Rita vai fazer 40 anos de carreira, que máximo (será por isso que comecei a pensar tanto nela?). Uma grife chamada Rosa Chá está lançando uma coleção em sua homenagem, que máximo. "As estampas, assinadas pela grafiteira paulista Nina, trazem desenhos de Rita e ícones de seu universo. " Ulalá!

Ulalá nada! Esta é bem melhor: "A roqueira Rita Lee será homenageada ainda este ano pela galerista paulistana Regina Boni- ex-mulher do diretor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Regina prepara uma exposição com todos os figurinos de Rita Lee durante seus quarenta anos de carreira. Regina está recuperando o acervo de roupas da cantora desde a época de 'Os Mutantes', banda que impulsionou sua carreira musical entre 1966 e 1972, passando pelo grupo que fundou, 'Tutti Frutti', até os dias de hoje." Tirem fotos para mim, ok? Taí, não é o que a Rita tá fazendo, mas pelo menos o que tão fazendo prá Rita.

Será que as ombreiras da foto acima estarão lá? Ulalá!

Acabo de usar pela primeira vez o Google Notícias. Que mocinha estou ficando.



Olha a Rita aí de novo. Rita, eu te amo! Pronto surtei. Me deu até vontade de cantar: "A Rita levou meu sorriso/no sorriso dela meu assunto"... Não, essa não é a cara da Rita. Melhor essa: "Rita abre a janela/pensa na vida dela/abre a boca de sono/não sabe o que vai dar".


p.s.: Esse seria apenas um pequeno tópico do post das terças-feira. Mas, enfim, isto é impossível em se tratando de Dona Rita Lee Jones. Demorou um pouco mas percebi.