... sobre Ônibus 174 (o documentário) (já que a Tata se interessou) .
Assista. Todo brasileiro deveria assistir.
Coisas que me chamaram muito a atenção no filme: primeiro, ter sido mostrado como, a partir de determinado momento do sequestro, relacionavam-se o algoz e as vítimas. Síndrome de Estocolmo, claro. Contudo, foi interessante observar como essa simpatia não se desenvolveu entre Sandro, o sequestrador, e a professora Geísa, a passageira morta. A tensão é constante entre os dois, ao contrário do que ocorre com outras passageiras que ele também utilizou como "escudo".
A passagem final do filme, que disseca o assassinato da Geísa em muitos ângulos, em câmara lenta, é perfeita, em especial após termos visto a cena com balbúrdia e sem foco, o que leva a crer que ficará por aí...
A cena do assassinato do Sandro dentro do camburão policial é extremamente chocante. Um soco mesmo no estômago. Se eu não visse com meus olhos, provavelmente não acreditaria que foi como foi, diante assim das câmeras.
A conclusão de tudo isso é: este fato, ocorrido a oito anos atrás, mostrou a fragilidade da nossa polícia, de maneira gritante. Que em nada foi alterada, pelo que se viu no episódio da garota Eloá...
Num fim de tarde, no último dia útil de uma semana repleta, é macio dirigir pelas ruas mais antigas da cidade, sempre cheias de gente. Tem uma poesia incoerente nisto, eu sei. Mas é a sensação de pertencer a um lugar, de estar em casa, de saber aonde vai, o que está fazendo, que há um lar que te espera, alguém que te espera. É tão poderosamente básico isto para minha felicidade interna, que chego a temer pela possível, ainda que improvável, futura ausência de qualquer destes elementos. Paranóia? Paranóia. Está diagnosticado (este meu desejo intrigante de me descascar é que ainda não está).
A sexta-feira é e sempre será o melhor dia do mundo.
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É muito estranho perceber que alguém que observou sua dor em algum momento antigo, e que agora passa por algo assemelhado, procura seu olhar para silenciosamente dizer "olhe, estou passando por isso, o que eu faço?".
Eu ainda não aprendi a reagir corretamente nestas situações. Desconheço a medida ideal. Não há meio termo para minha sinceridade ingênua e desfocada. Por mais que tente podar-me, é inútil, e se insisto me perco. Não sou ouvinte, sou centro. Não sou alguém para os outros, sou alguém para mim mesma, o que é terrível e comprova minhas muitas lacunas: ainda volto muito para este planeta, podem crer. O monstruoso em tudo está que internamente uma voz me diz "você está certa". E estou tão plenamente convicta desta realidade de concreto armado, é o ó do borogodó...
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Estou muito confessional, concordo. Foi quanto a consulta? Como você não disse nada, pode me dar um desconto?
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Só para alegrar um pouco o ambiente, um comentário desconexo, sobre cinema brasileiro (uma das especialidades do Maio, como sabem): assisti Bezerra de Menezes e achei muito chato, o que é bem incomum para mim, uma apreciadora dos filmes brasileiros, mesmo os mais cabeça (que palavra antiquada, senhor). Para completar, eu o assisti numa noite de sábado, na sessão saideira, o que acho algo muito chato para se fazer numa noite de sábado. Quer dizer: na realidade eu a muito não fizera, e tinha uma certa curiosidade por rever a sensação. E, por fim, resumo o resultado: vai demorar muuuuuuito para que eu volte a fazer.
Mas, voltando ao filme: é muito estranho que eu não consiga aqui extrair dele nenhum elemento interessante, porque, digamos, sou uma verdadeira devota ao nosso cinema. Sempre encontro algo bom em qualquer filme brasileiro. Neste, contudo, só posso dizer uma coisa: é um filme do Carlos Vereza, interpretando... ele mesmo. Que é uma personalidade muito legal, mas que, enfim, é apenas ele mesmo. Bem que eu preferi ver HellBoy 2 (esta não é uma boa crítica, mas quero vê-lo de todo jeito), mas meu voto foi vencido... Del Toro vai ter que me esperar mais um pouco...
Outro na fila é Ensaio sobre a Cegueira (não precisa link, precisa? Tô numa preguiça...). Mas este tenho que escolher um dia muito bom para assistir, pelo que li por aí...
Tasco aqui o trailler de HellBoy II. Ai que vontade que dá!
Falar em cinema, hoje fui assistir Meu Nome não é Johnny. Ando muitíssimo abusada com muitas coisas ultimamente, entre elas cinema, ando sem paciência e sem encontrar filmes que me agradem. Velhice. Mas realmente Meu Nome não é Johnny é completamente recomendável. Sem encanto, mas tecnicamente excelente. E didático, além de tudo. Além do que, assistir Selton Mello atuando é sempre um prazer. Plac-plac-plac.
Ah, que novela tétrica, essa das oito. Até a música, a distância, já enjoa. Sim, esse pianinho com orquestra. Mané Carlos, tem pena do povo, sô. Pobrezinhos dos viciados nela. A única coisa que me apetece um tanto é saber se essa menina com bulimia vai ficar boa (vai, é claro, é novela) , ainda que anoréxicas me deixem nervosa (porque eu fui em outra encarnação, sabem?). Mas ela com essa cara de não-sei-quê comendo biscoito na cama, é de amargar. Ainda mais adispois do pai barbudo de seu namoradinho lindo tê-lo levado para escolher garotas-de-programas-de-boate e o rapaz ter pedido um táxi. Isso ainda existe, sinceramente? Pai levar filho prá virar homem? Tenha dó, Seu Mané...
Só tô aqui esperando Redentor. Que eu sei que não será muito bom, mas, enfim, experimentarei. Pelo menos o elenco é bom.
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Ontem, ao menos, pude gargalhar com a Marinete algemada à cama...
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Agora, está naquela musiquinha da mulher-cantando-com-um-ovo-na-boca. Aquela, que é igual a do dia que rasparam a cabeça da Carolina Dickeman na outra novela do Mané. Aquela novela, que é igual a essa.
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'Cabou. Depoimentos. Vou ao cinema nacional.
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Ia sisquecendo. Estão anunciando a Trilha Sonora Lounge, da novela do Mané. O que é isso mesmo que não lembro mais?
Update - Ê filminho ruim, sô. Nem vi até o fim. Ainda bem que vacilei todas as vezes que pegava a caixa na locadora.
Recebi este texto enorme da Martha Medeiros, Nossa Vida, a Melhor Resposta, que não postarei aqui como faria em outros tempos por amor à alguns leitores que já disseram “não vou ler, muito grande” (eu lembro, viu, Palpi, ;-)). Martha Medeiros, uma boa moça... Querendo, leiam. O único lugar em que o encontrei no Google foi neste blog Entrelaços, post do dia 12/11. Bem que vale o trabalho, se você já não recebeu por email (o que é bastante provável).
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Explicação para o comentário do post "Os Filhos de Escorpião" ("O Derradeiro"): essa série começou com Sagitário (Oi, Lula!) então, vocês que gostam de horóscopo como eu sabem que acabou. Que pena. Só são doze os signos. Já tô com saudade.
Fiz um grande esforço ontem à noite para rever o Daniel de Oliveira na pele do Cazuza, apenas para ter saudades do Lauro Corona e pela trilha sonora, com a qual não me contenho. Obviamente não são as únicas coisas boas do filme, enfim... Bom, na parte em que ele adoece não vi mais, porque não gosto. Ademais, tinha pego o último dvd de Anos Rebeldes. Foi justa a troca, rever a Heloísa sendo alvejada e o João Alfredo voltando do exílio...
Olha aê a linda criança... Com o Falabella e a Lucélia Santos.
Lauro Corona
... e a segunda criança linda...
Daniel de Oliveira
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Por fim, a frase do dia, ou da semana, do mês, sei lá (desculpem, mas não posso dormir sem esta): cada um só dá o que tem. Mas não é mesmo?
Porque afinal eu leio os blogs alheios, ainda que nem sempre...
Lidos, levantem o dedo.
-Eu tenho escolhidos também três dos cinco cargos a eleger em outubro. Não sei ainda prá presidente, porque será (meda meda meda)? Vou votar no partido do Gabeira (PV) para que ele (o partido) permaneça no congresso, pois afinal, considero importante que as minorias relativamente sérias se façam presentes. Mas basicamente por isto, se tiverem algo muito mal a falar do partido me contem (meda meda meda). Ah, e quero uma candidata (mulher!) para Deputada Estadual em Recife, mas ainda num achei uma a altura.
-Eu quero rodízio de sopa em Recife, por favore. Empresários da gastronomia recifense, leiam Maio, 26.
-Essa capa azul do Chico, tinha em vinil lá em casa. Eu não vou falar desse assunto que você falou.
Está altamente panelinha e umbigal esse post, sorry. Quem entendeu, entendeu, quem não entendeu, não vai entender nunca. Blog é coisa de gente doida, estão aqui porque querem.
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-Tia, eu vou fazer cocô (onde mesmo fica o acento?).
-Tia, eu estou fazendo cocô (Porque as crianças necessitam tanto de confirmação, Senhor?).
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Afinal, assisti A Máquina, do João Falcão, baseado em história da Adriana Falcão; filme sobre o qual falei por tanto tempo aqui. Não sei se gostei muito, precisava rever em outra época. Tenho que comentar aqui, certo? Tanto que enchi o saco com isso nos últimos anos. A peça é bem melhor. A história é muito boa, não sei se foi porém uma boa idéia transformá-la em filme. Elenco: o Paulo Autran, como sempre, não necessita de maiores comentários, bom para se lascar; a Mariana Ximenes não engoli muito bem, mas pelo menos seu sotaque não ficou dos piores. Colocaram lá o Aramis Trindade e o Lázaro Ramos meio que mais para encher linguiça, me pareceu, coisa de panelinha. Estão muito bons, mas são apenas coadjuvantes. Destaque: a Gislaine (Fabiana Karla), como a mãe do Antônio. Vamo' rir que é bom. O ator (novato?) que é o protagonista não é mau, mas enfim, seu nome é Gustavo Falcão (filho, sobrinho, o quê?). Ah, gente, 'xa prá lá. Família é tudo, eu que sei.
Tô meio ruim para apreciações de fato, ultimamente, desprezem minhas palavras.