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31 de ago. de 2013

Reflexos de uma tarde gris

Algumas pessoas vêm ao mundo, vocês olha suas fotos (fotos são tão fáceis nesses dias!), são tão perfeitas, naturais, simples, puras! Somos nós os antinaturais. Os que desejam desvirtuar a harmonia. Os cujos sonhos maculam as noites. Os inquietos da vigília. Aqueles, os outros, permanecem em suas redomas de fantasias e cores. Que direito temos nós de tirá-los de lá? Quebrar o vidro? Nenhum. Deixa eles lá.

4 de nov. de 2011

Um desabafo

Tem amigo safado quem pode.

9 de jan. de 2011

Eu já tô com o pé nessa estrada, qualquer dia a gente se vê

No exato momento mo exato instante
Em que nós mergulhamos
É preciso entender
Que não estamos somente matando
Nossa fome na paixão
Pois o suor que escorre, não seca, não morre
E não pode e nem deve nunca ser em vão
São memórias de doce e de sal
Nosso bem, nosso mal
Gotas de recordação
E é importante que nos conheçamos a fundo
E saibamos quanto nos necessitamos
Pois eis aqui o fim o começo
A dor e a alegria, eis a noite, eis o dia
É a primeira vez, é de novo, outra vez
Sem ser novamente
É o passado somado ao presente
Colorindo o futuro que tanto buscamos
Por favor, compreendamos que é o
Princípio de tudo
Batendo com força em nossos corações
E é importante que nós dois saibamos
Que a vida está mais que nunca em nossas mãos
E assim nessa hora devemos despir
O que seja vaidade, o que seja orgulho
E do modo mais franco de ser
Vamos juntos no nosso mergulho


(Mergulho, Gonzaguinha)

6 de jan. de 2011

Rápidas

Tenho perguntas tão óbvias sobre certos temas que não me resta dúvida alguma sobre minha completa ignorância sobre tudo e um pouco mais. Por exemplo, se eu contratei um serviço internet 3G de 3GB, e consumi 9MB, me restam (3GB - 9MB), é isto? Hahahahaha. Essa conta eu sei fazer, mas é isto?

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Ainda não vi HP7 - parte 1, acreditem.


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Não sei mais escrever em mais de 144 caracteres, vocês percebem, certo? Este post é puro fruto de certa crise de abstinência twitteriana, claro. De qualquer maneira não precisar resumir os textos é sempre muito bom. Distrair o pensamento com frases longas também é sempre uma paisagem.

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Sou eu mesma que vos escreve, acreditem.

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Estive pensando porque escrevo tão pouco ultimamente. Não é falta de tempo, ou foco no estudo (infelizmente), ou só culpa do twitter (ando usando pouco), ou só por ter enjoado. É culpa da terapia, sim senhor, que abandonei, mas fiz por alguns meses, claro. Palmas para mim. Beijos para vocês.

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Falar em foco, lhes desejo foco no novo ano, e a mim, também, me desejem. Ando precisada. E felicidades. Isto aí é só para o caso de eu demorar a aparecer, mas não que isso só venha a acontecer ano que vem...

18 de nov. de 2010

O tempo é um pássaro branco...
que passa...
mas não vai embora nunca...


11 de ago. de 2010

Do dia

A medida de sua sanidade está em sua crença nas frases do biscoito da sorte.
Alguém me indica um bom, online? Eu tinha um, mas perdi na noite dos tempos. Do orkut não vale.

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A curiosidade cansa. Além do mais, mata gatos.

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O sistema de comentários do blogger é uma bomba. Relógio. Bum.

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A propósito, ficou muito globalizado o mundo dos blogs na minha ausência. Recebi um comment em russo e... sorry, eu não falo russo. A gente arranha no máximo um idioma reconhecível de primeira.

Podem me chamar de anti-social, eu devo ser mesmo.

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Senhor blogger, cadê o botão "Escrever" que estava aqui? O gato comeu? A propósito, jogo no gato amanhã?

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Por fim, juro que vou contar o número de letras dos itens acima. A impressão que tenho é de que todos tem no máximo 140 caracteres...

5 de ago. de 2010

Quando o espelho já não é mais seu conhecido, é quando você sabe: chegou a hora de abandonar quem fui.

Choque brutal. O que houve, que ocorreu, quem é este? Onde "seu frescor e seu riso, tonta alegria do teu dorso no cio" ?

Quando tudo anda tão rasteiro quanto a porta da cozinha de tinta opaca, os esmaltes em suas unhas já não enganam ninguém, o tempo caminha em sua direção, e você apenas agoniza a sua espera.

Apenas teu pulso reage...








Um poema de um tempo tão antigo, que nem sei mais que estação era aquela...




O Armário


Desejo tonto de tua mão na nuca,
dores em continência, bem ao meu alcance,
estes cristais, a prateleira,
o vôo do pássaro quando abro a gaveta,
o graveto em seu bico:
estas inutilidades todas que os sentimentos ditam,
acúmulo de afeto, tesouros e pardais.
Recomeçar o poema. Vem de novo a roda, a vida,
o primeiro beijo,
eu gosto deste teu terno,
às sete no ponto de ônibus,
guardo tantos papéis, quanto(s) seria(m) necessário(s) ?
Desejo tonto de tua nuca no dorso,
um emblema antigo, eu ainda era menina,
eu ainda sou menina,
adormeço sobre o tremor de meus pensamentos,
busco saber em que canto do armário a tenho perdida,
seu frescor e seu riso,
tonta alegria do teu dorso no cio.

2 de dez. de 2009

Do dia, de noite, quase dia

Em algum parênteses do cyberespaço (Twitter, Orkut, afins...) li na data de hoje : a felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca. Variantes, após algumas buscas: a falta de memória é um atalho para a felicidade. Concordei com tudo. Mas a teoria me levou a uma conclusão tétrica, incorreta e confusa, além de imprópria ao horário. Que seria: o passado é necessariamente infeliz. Somos todos infelizes, pois que apenas esquecendo é possível a felicidade. *Suspiro*, como diria a Lu.

Ou seja, somos a geração da depressão.

Eu, hein. Hoje não, violão.


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Na contrapartida, "e-vem" Seu Jôka com o lindo poema: "Tente a lógica. Mas se ela falhar, tente a magia". Isso ultimamente não funciona bem comigo (pois é prerrogativa tão somente da juventude, me parece, que as tolices se convertam em maravilhas), mas é bem bonito, e o belo, há que se apreciar...


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Agora eu durmo.

6 de nov. de 2009

"El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor"



29 de out. de 2009

Downzinha

O coro grita estridente:
"vai à missa, vai à praça!
deixa a tristeza passar!"

Passa nada.
Só passa mesmo a banda e a uva-passa.






Do Frango Albino




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UPDATE - Prá que, hein?
É mesmo que fazer gol contra, pelamordedeus...
E quem tem um amigo como tu num precisa disso não...



11 de ago. de 2009

Despedida

Faz dois minutos me deu uma tristeza funda só de lembrar da música do Roberto "Despedida" ("Já está chegando a hora de ir/lálálá-lálálála-lálálá" - o resto você sabe), e fui obviamente olhar a cartela de anticoncepcionais para calcular se já era TPM.

Era, claro. É.

Mas claro que nem tudo é tão sem sentido. Afinal, acho que até o fim do ano vão haver algumas despedidas. Deve ser por isso.

No mundo virtual esse negócio de ir embora quase não existe. Ou existe, mas depende só de sua vontade e mais raro de forças externas. Quer dizer, espelha uma realidade interna das criaturas bem mais difícil de ser compreendida.

Ui, viajei.

Fui.

21 de jul. de 2009

Quando leio...

... certos posts por aí, começo a pensar que talvez não seja mais humana. Esta capacidade de me expor, como perdi.

Não sei se é bom ou ruim, e porque este tom de desengano, se tantas vezes é pelo que mais anseio. Não sentir tanto. Mas não expor não importa em não sentir.

Muito confuso para uma noite de inverno. Espera que passa.



Homenagem a este post do Lôro.

14 de jul. de 2009

Porque a água vem da mágoa? A água, que é fonte do belo, do puro, do límpido, do regojizo. Mas a fonte, quando verte, é que há mágoa. A fonte da inspiração.

O belo vem do triste. A arte também vem.

Eu sou desta escola, é uma pena.


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UPDATE - Pesquisa em amplos meios (Twitter, Blog, afins): O que vc faz quando triste? Se recolhe, chora, afoga no trabalho? Qual a melhor opção? Responsam, sim?

15 de jun. de 2009

Ando meio desligado

Projetos são tábuas nas quais a gente se agarra e não quer mais largar (no meio do oceano? Afe. Mas sim, porque não. Isto contudo dá outro parágrafo, e vai de encontro ao processo). É preciso, necessário, absolutamente imprescindível, crer, a despeito de todos os desvios, surda, cega e loucamente.

O fato, contudo, é que neste meio tempo vai batendo uma solidão da porra.

Talvez seja nisto que pensou o Paulo Coelho quando criou aquele título que me intriga, "O Vencedor está Só".

Hahaha, vencedor, sim, modéstia, não, faz parte do processo.

Sim, sim, eu estou meio louca, faz parte do processo.

E eu estava pensando agora a pouco numa canção que é a minha cara neste momento e esqueci. E não é "Ando meio desligado". E não é "Feliz Cantar" (a música da Duda da novela, sô) que bate infeliz na minha cachola a dias.

4 de jun. de 2009



Uma concha não é tão vazia...
Apenas me ocorreu...





É que tem mais poesia na melancolia que na serenidade. Que às vezes me dá esta saudade esquisita ...



(Sim, eu sei, telegrafia agora é com o Twitter. Mas é que não nos acomodamos um ao outro...)



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Da minha vizinha. Prá segurar o fôlego poético.



poeminha cínico


mesmo o mais cinzento dos domingos
diz-se azul quando amanhece

ainda que em meio a terremotos
maremotos tempestades

mesmo o amor mais corrosivo sabe
a mel quando engatinha

ainda que respingue sangue e fel
a cada passo

mais importa o prometido que o
que encerra

à luz dos dias a crua e cínica
e vã realidade

sendo assim seguem sempre azuis
e doces os amores e os domingos -

a propaganda é a alma do negócio
bem se sabe



(Márcia Maia)

25 de mai. de 2009

Aniversário

Eu me sinto velha a muito tempo em muitos sentidos. Em especial neste sentido que me faz querer ver o tempo passar logo; o que, de maneira contraditória, no fundo é uma manifestação da minha imaturidade, da minha adolescência tardia, desta saudade dos sonhos que não me abandona. Então desejando ser velha, sou apenas uma criança, na verdade. Pois que outro é o desejo da criança? Crescer, sempre.

Mas o que tanto anseio na idade? "Folhas, paciência e grandes raízes", diria o poeta. Sim. Uma paz que julgo merecida; a morte do afã da beleza, essa vilã que apavora; o ser simples que sou sem que me exijam nada além. Vivenciar os dias, um a cada vez, sem a falta de fôlego da vitória ou a depressão do fracasso. Tão somente ser, estar, viver, no âmago da permanência liberta de amarras. Como são os bichos, que não se atormentam em ansiedades se saciados, acasalados, descansados. Tão pouco incomodar-se com os cruéis que chamam a isto sobrevida. É deles particularmente dos quais livrar-me-á o tempo, este amante fiel.

Ah, os outros... Sejam eles em verdade o inferno que meu terror supõe, ou não, deles o tempo sem dúvida livrar-me-á. Que sejam meros figurantes, a protagonista serei para sempre eu, eximida de culpa.

E assim, ausente dos demais, mais próxima deles estarei. "Com um sorriso nos lábios".

Feliz aniversário. Como é bom estar aqui.

16 de abr. de 2009

Eu tenho, você também

Uma coisa preciso não esquecer: eu tenho amigos. É só procurar.
Procure-os e você encontrará. (Nossa, isso parece biscoito da sorte chinês.)




(Uma gracinha prá fechar o dia) Fonte

13 de fev. de 2009

Fevereiro à tarde

Estou com uma preguiça monstra para utilidades e uma vontade irresistível de falar de tudo e de todos.

Muito desejo de comentar todos estes filmes do Oscar que não vi e quero ver (fazia anos que não considerava possivelmente bons tantos filmes que estivessem na telona, sério - tive férias com cinema toda semana, uma das poucas vantagens de tê-las passado em uma cidade com poucas opções culturais).

Desejo de falar daquela modelo sobre quem li na Veja, aquela, como é mesmo? A Giselle Bündchen king-size , digo, plus-size! Fluvia Lacerda. Isso é nome de modelo?

Estou contudo irresponsável demais, por ser a única coisa possível quando é fevereiro.

Sou onda em demasia, a alegria vem, a tristeza vai, penso em oito letras e ouço metais em minha cabeça.

Tarantantan-tanranrantanranran-tanranrantanranran-tantantanTAAAANTAAAAN!

Eu vou este ano prá lua, "de chapéu de sol aberto pelas ruas" porque "eu quero entrar na folia, meu bem, você sabe lá o que é isso?"

Ok, ok, para concluir, Fluvia Lacerda. Tamanho 48!











Porque "nem toda brasileira é bunda", gente!





É uma pena não ter uma foto da moça frevando, para fechar com chave de ouro o post!

10 de fev. de 2009

Deixa eu falar

Menos de uma semana de férias findas e a cobra já tá fumando.



Claro que já estão querendo puxar meu tapete. Nunca fui muito boa mesmo em tê-lo sob os pés, tava até estranhando o fofinho sob a sola tanto tempo. Bom, prometi a mim mesma não pensar nesta parte. Vamos a outros problemas mais lights.

Hoje estacionaram duas vezes na minha entrada de carros do prédio. Primeiro um caminhão da prefeitura, destes de limpeza de árvores. O FDP de bigode branco dormia ao volante, uma da tarde. Menino esperando para ser levado a escola. Eu passei direto e só vi o miserável dormindo depois de passar, tive de dar a volta no quarteirão para dar o escândalo na buzina.

Seis e pouco da tarde vejo que desta vez uma FDP de cabelo louro pintado estacionou ocupando metade da entrada. Em 10 minutos preciso sair. Fiquei aqui bufando na janela até a FDP2, o que só aconteceu eu estava na porta, coma chave na mão.

Pensando melhor, tive até sorte.

O trânsito de Recife, pelamordedeus, está cada dia mais insuportável. Enlouquecedor, intrasitável, demoníaco, estão todos ficando loucos. Eu estou ficando louca com o trânsito.

Ontem me sequestraram. Isso, isso, isso. O pobre do meu pai passou 40 minutos com o FDP3 no telefone e a FDP4 gritando que era eu, e por favor papai me salvasse. Foi sério, até o número da conta do FDP3 meu pai pegou, gente.

Prá completar a ligação era a cobrar e todo mundo tinha sotaque carioca.

Tem dois prédios em obras na minha rua. Eu disse DOIS BATE-ESTACAS. Num deles tem uma buzina enlouquecida que toca às 7, 12, 14 e 17, e o FDP5 de vez em quando coloca a música do Sport prá tocar! Prá completar, eu moro no segundo andar e sou alérgica prá cacete. É FODA. Eu QUERO uma casa no campo.

Filhota chega em casa e me conta que o menino que ela gostava ano passado (que eu sei que ela gostou, porque me contou, aha) convidou todo mundo de sua sala para o aniversário, menos ela. Claro que estamos falando do FDP6.

Fiquei mais triste que ela, confesso. Detesto estas crueldades adolescentes, porque não mexem com o filho dos outros? Tudo bem, deve ser a lua. Inferno astral não pode, já que meu aniversário é só em maio.

Aijisus, eu nasci prá ser feliz, pode ser ou tá difícil? Assim o remedinho não dá conta não senhor.

Ok, ok, fechando o muro das lamentações.





Amanhã reabrimos às sete.






Puxa vida, Charlie Brown!