Último Segundo - Supremo decide que réu só pode ser preso após condenação final
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta que o réu tem direito a recorrer em liberdade em caso de sentença de prisão até que estejam esgotadas todas as possibilidades de recurso, ainda que já tenha condenação em segunda instância.
A decisão nasceu a partir do julgamento da concessão de habeas-corpus em favor do agricultor Omar Coelho Vitor, condenado em segunda instância a sete anos de prisão por tentativa de homicídio, em Minas Gerais. Ele pedia ao STF efeito suspensivo à execução de sua pena, ou seja, que ele não fosse preso até o esgotamento de todos os recursos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinha negado ao agricultor pedido semelhante.
Essa decisão, porém, não exclui a possibilidade de um réu ficar preso, mediante um decreto de prisão preventiva de um juiz, sob justificativa de que a liberdade pode colocar em risco outras pessoas ou de que o acusado pode ter interferência em inquéritos e a possibilidade de cometer outro crime. Foi neste sentido o voto do relator da ação, ministro Eros Grau, seguido pelos ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello.
Do site do STF.
Do nosso ministro maior:
"Eu tenho dados decorrentes da atividade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que são impressionantes. Apesar dessa inefetividade (da Justiça), o Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos, dados de 2008, dos quais 189 mil são presos provisórios, muitos deles há mais de dois, mais de três anos, como se tem encontrado nesses mutirões do CNJ. E se nós formos olhar por estado, a situação é ainda mais grave. Nós vamos encontrar em alguns estados 80% dos presos nesse estágio provisório [prisão provisória]”.
“Nos mutirões realizado pelo CNJ encontraram-se presos no estado Piauí que estavam há mais de três anos presos provisoriamente sem denúncia apresentada”, relatou ainda o ministro. “No estado do Piauí há até uma singularidade. A Secretaria de Segurança do Estado concebeu um tal inquérito de capa preta, que significa que a Polícia diz para a Justiça que não deve soltar aquela pessoa. É um mundo de horrores a Justiça criminal brasileira. Muitas vezes com a conivência da Justiça e do Ministério Público”.
“Dos habeas corpus conhecidos no Tribunal, nós tivemos a concessão de 355”, informou o presidente do STF. “Isto significa mais de um terço dos habeas corpus. Depois de termos passado, portanto, por todas as instâncias – saindo do juiz de primeiro grau, passando pelos TRFs ou pelos Tribunais de Justiça, passando pelo STJ – nós temos esse índice de concessão de habeas corpus. Entre REs e AIs [agravos de instrumento] tratando de tema criminal, há 1.749, dos quais 300 interpostos pelo MP. Portanto, não é um número tão expressivo.
De modo que eu tenho a impressão de que há meios e modos de lidar com este tema a partir da própria visão ampla da prisão preventiva para que, naqueles casos mais graves, e o próprio legislador aqui pode atuar, e eu acho que há propostas nesse sentido de redimensionar o sentido da prisão preventiva, inclusive para torná-la mais precisa, porque, obviamente, dá para ver que há um abuso da prisão preventiva”, assinalou Gilmar Mendes. 'O ministro Celso de Mello tem liderado na Turma lições quanto aos crimes de bagatela. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo'.
Portanto – concluiu –, não se cumprem minimamente aquela comunicação ao juiz para que ela atenda ou observe os pressupostos da prisão preventiva. A prisão em flagrante só deve ser mantida se de fato estiverem presentes os pressupostos da prisão preventiva. Do contrário, o juiz está obrigado, por força constitucional, a relaxar [a prisão]. De modo que estou absolutamente certo de que esta é uma decisão histórica e importante do Tribunal."
Não tenho nenhuma dúvida, doutor, das repercussões desta decisão. É isso: o Judiciário chuta de cá, o Executivo de lá, e nessa pelada seguimos...
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
5 de fev. de 2009
13 de nov. de 2008
Apenas uma rápida palavra...
... sobre Ônibus 174 (o documentário) (já que a Tata se interessou) .

Assista. Todo brasileiro deveria assistir.
Coisas que me chamaram muito a atenção no filme: primeiro, ter sido mostrado como, a partir de determinado momento do sequestro, relacionavam-se o algoz e as vítimas. Síndrome de Estocolmo, claro. Contudo, foi interessante observar como essa simpatia não se desenvolveu entre Sandro, o sequestrador, e a professora Geísa, a passageira morta. A tensão é constante entre os dois, ao contrário do que ocorre com outras passageiras que ele também utilizou como "escudo".
A passagem final do filme, que disseca o assassinato da Geísa em muitos ângulos, em câmara lenta, é perfeita, em especial após termos visto a cena com balbúrdia e sem foco, o que leva a crer que ficará por aí...
A cena do assassinato do Sandro dentro do camburão policial é extremamente chocante. Um soco mesmo no estômago. Se eu não visse com meus olhos, provavelmente não acreditaria que foi como foi, diante assim das câmeras.
A conclusão de tudo isso é: este fato, ocorrido a oito anos atrás, mostrou a fragilidade da nossa polícia, de maneira gritante. Que em nada foi alterada, pelo que se viu no episódio da garota Eloá...
Assista. Todo brasileiro deveria assistir.
Coisas que me chamaram muito a atenção no filme: primeiro, ter sido mostrado como, a partir de determinado momento do sequestro, relacionavam-se o algoz e as vítimas. Síndrome de Estocolmo, claro. Contudo, foi interessante observar como essa simpatia não se desenvolveu entre Sandro, o sequestrador, e a professora Geísa, a passageira morta. A tensão é constante entre os dois, ao contrário do que ocorre com outras passageiras que ele também utilizou como "escudo".
A passagem final do filme, que disseca o assassinato da Geísa em muitos ângulos, em câmara lenta, é perfeita, em especial após termos visto a cena com balbúrdia e sem foco, o que leva a crer que ficará por aí...
A cena do assassinato do Sandro dentro do camburão policial é extremamente chocante. Um soco mesmo no estômago. Se eu não visse com meus olhos, provavelmente não acreditaria que foi como foi, diante assim das câmeras.
A conclusão de tudo isso é: este fato, ocorrido a oito anos atrás, mostrou a fragilidade da nossa polícia, de maneira gritante. Que em nada foi alterada, pelo que se viu no episódio da garota Eloá...
16 de out. de 2008
Mais ou menos
Acho que vou passar mais ou menos um mês sem micro em casa. Logo agora que voltei a me divertir com este negócio. Tudo por causa da *porra* do notebook de apenas 2 meses que resolveu estar com o leitor de cd quebrado. A *porra* da HP vai mandá-lo a São Paulo para consertar. A SÃO PAULO. Estou em Recife. Odeio a globalização, e as grandes empresas.
Não entendo mais esse mundo. Não há jeito.
(Perdoem os palavrões, deve ser a TPM. Não gosto de escrever, embora fale bastante.)
-----------
Não entendo este mundo quando vejo na televisão que : (1)um pai e uma mãe tiveram sua filha de 15 anos sequestrada; (2)sua filha foi solta; (3)sua filha retornou ao local do crime para participar das negociações para que a outra refém fosse solta; (3) acabou ficando lá, de novo.
Aqui.
Não consigo entender coisas como esta. Que diacho de pai e mãe são esses? Que polícia é esta?
------------
Voltei a ler notícias. Não sei porquê.
------------
Não tenho sorte com micros novos, definitivamente. Casa de ferreiro, espeto de pau.
Ó céus, como vai ser com a pós ead? Que quizila! Só pensei nisto agora!
Não entendo mais esse mundo. Não há jeito.
(Perdoem os palavrões, deve ser a TPM. Não gosto de escrever, embora fale bastante.)
-----------
Não entendo este mundo quando vejo na televisão que : (1)um pai e uma mãe tiveram sua filha de 15 anos sequestrada; (2)sua filha foi solta; (3)sua filha retornou ao local do crime para participar das negociações para que a outra refém fosse solta; (3) acabou ficando lá, de novo.
Aqui.
Não consigo entender coisas como esta. Que diacho de pai e mãe são esses? Que polícia é esta?
------------
Voltei a ler notícias. Não sei porquê.
------------
Não tenho sorte com micros novos, definitivamente. Casa de ferreiro, espeto de pau.
Ó céus, como vai ser com a pós ead? Que quizila! Só pensei nisto agora!
22 de abr. de 2008
Da varanda de casa
Domingo, umas oito horas da noite.
Moro numa esquina bem movimentada, salvo em alguns feriados mais mortos, como este 21 de abril. A antiquíssima lanchonete Zooburger não estava cheia, como é normal depois de jogos dos times locais, mas havia alguns cara-pálidas por ali. Eu, já de pijama, espiava a noite. Marido via tv na sala. Filhota no computador. Todos meio ressacados da estrada e da modorra de uma véspera de segunda-feira sem compromissos, graças a Deus.
Eu estava meio lerda, é verdade. Desatenta ao que se passava. Mas de repente um objeto pipocou (mera ilustração, não se preocupem) na cena borrada em minha mente. Este aí.

Pronto, despertei. E foi rápido.
A primeira reação é de fuga. Fatal, batata. Ocultei-me atrás da parede e alertei os de casa. Moro em um segundo andar. A cena passava-se do outro lado da rua, exatamente em frente à minha varanda, exatamente na frente da lanchonete. As vítimas - homem grisalho, mulher madura, moças (duas) e menina da idade da minha - desciam de um automóvel para um inocente lanche de fim de domingo, quando dois homens aproximaram-se e abordaram o motorista com a arma.
Passei a imaginar porque estariam ali. O domingo talvez fora muito chato. Na eterna crise da classe média, o lazer é dos primeiros dispensados. A mulher fizera almoço naquele dia. "À noite não cozinho". O homem, para agradar a família, "à noite saimos para lanchar". A Zooburger é boa, barata, tradicional. Para família grande, ideal.
Idéias estapafúrdias e despropositadas, perdoem, queridos leitores.
Como me escondi atrás da parede enquanto pedia "Ligue para o 190!", perdi alguns segundos da cena. Ao retornar, havia uma certa confusão com meus personagens. Alguém falou "bolsa!". A menina queria voltar ao carro e uma das mulheres impedia. Parecia haver algum desentendimento funesto entre o homem grisalho e o homem armado, um negro, magro, com camisa rubro-negra (apenas um detalhe útil e informado a posteriori ao 190). Depois, percebendo o primeiro o que desejava o segundo, mostrou-lhe e entregou a carteira.
Na lanchonete, só então os poucos clientes entendiam o que se passava e corriam para a área interna desta, com gritos. Pela reação, parecia que acabara de haver um tiroteio, o que não foi o caso. Nada mais natural, é certo. Eis a razão porque admiro até hoje o profissionalismo de "meu assaltante". Recordam? Fui assaltada em outubro. O homem de jaqueta, o "dono do meu carro", foi "exemplar", ninguém percebeu o que se passava, ainda que fosse quase dia claro, a esquina estivesse tão agitada e com tantas pessoas próximo. Apenas um rapaz viu, pelo que pude perceber.
Aqui, em nossa cena, os assaltantes partiam no automóvel prata, "Polo Sedan Prata", conforme gritou-me sua dona, atendendo a meus gritos na varanda. Era o 190.
Espiei algumas vezes o local do crime, após o telefonema concluído. Ficou tudo muito calmo, rapidamente. Rapidamente mesmo.
Depois, foi ir para cama e ver o casal Nardoni na televisão. Mentindo? Tétrico.

Que domingo.
Moro numa esquina bem movimentada, salvo em alguns feriados mais mortos, como este 21 de abril. A antiquíssima lanchonete Zooburger não estava cheia, como é normal depois de jogos dos times locais, mas havia alguns cara-pálidas por ali. Eu, já de pijama, espiava a noite. Marido via tv na sala. Filhota no computador. Todos meio ressacados da estrada e da modorra de uma véspera de segunda-feira sem compromissos, graças a Deus.
Eu estava meio lerda, é verdade. Desatenta ao que se passava. Mas de repente um objeto pipocou (mera ilustração, não se preocupem) na cena borrada em minha mente. Este aí.
Pronto, despertei. E foi rápido.
A primeira reação é de fuga. Fatal, batata. Ocultei-me atrás da parede e alertei os de casa. Moro em um segundo andar. A cena passava-se do outro lado da rua, exatamente em frente à minha varanda, exatamente na frente da lanchonete. As vítimas - homem grisalho, mulher madura, moças (duas) e menina da idade da minha - desciam de um automóvel para um inocente lanche de fim de domingo, quando dois homens aproximaram-se e abordaram o motorista com a arma.
Passei a imaginar porque estariam ali. O domingo talvez fora muito chato. Na eterna crise da classe média, o lazer é dos primeiros dispensados. A mulher fizera almoço naquele dia. "À noite não cozinho". O homem, para agradar a família, "à noite saimos para lanchar". A Zooburger é boa, barata, tradicional. Para família grande, ideal.
Idéias estapafúrdias e despropositadas, perdoem, queridos leitores.
Como me escondi atrás da parede enquanto pedia "Ligue para o 190!", perdi alguns segundos da cena. Ao retornar, havia uma certa confusão com meus personagens. Alguém falou "bolsa!". A menina queria voltar ao carro e uma das mulheres impedia. Parecia haver algum desentendimento funesto entre o homem grisalho e o homem armado, um negro, magro, com camisa rubro-negra (apenas um detalhe útil e informado a posteriori ao 190). Depois, percebendo o primeiro o que desejava o segundo, mostrou-lhe e entregou a carteira.
Na lanchonete, só então os poucos clientes entendiam o que se passava e corriam para a área interna desta, com gritos. Pela reação, parecia que acabara de haver um tiroteio, o que não foi o caso. Nada mais natural, é certo. Eis a razão porque admiro até hoje o profissionalismo de "meu assaltante". Recordam? Fui assaltada em outubro. O homem de jaqueta, o "dono do meu carro", foi "exemplar", ninguém percebeu o que se passava, ainda que fosse quase dia claro, a esquina estivesse tão agitada e com tantas pessoas próximo. Apenas um rapaz viu, pelo que pude perceber.
Aqui, em nossa cena, os assaltantes partiam no automóvel prata, "Polo Sedan Prata", conforme gritou-me sua dona, atendendo a meus gritos na varanda. Era o 190.
Espiei algumas vezes o local do crime, após o telefonema concluído. Ficou tudo muito calmo, rapidamente. Rapidamente mesmo.
Depois, foi ir para cama e ver o casal Nardoni na televisão. Mentindo? Tétrico.
Que domingo.
4 de nov. de 2007
Notícias do Brasil
O Maio anda chato, vazio e sem canções novas sequer (salvo os livros na cabeceira que incluí na barra lateral), mas sua dona não. Não é preguiça. Digamos que é no aguardo de inspiração.
------------
Amanhã defesa da mono. Desejem-me sorte. Um tantinho fará bem.
------------

Cliquem na imagem que tem de onde veio (ela é minha amiga, divulgo com prazer - foi na Palpi). Lá, tem de onde veio. Vamos falar de direitos autorais (um tema chato, eu acho). Quem começou a blogar com este selo acima? Quem teve a idéia? Difícil!
Quem quiser salvaguardar seus direitos autorais, que ponha na imagem, se é que algum juiz consideraria isso suficiente numa briga verdadeira(kkkkkkkkkkkkk). Ok, ok, imagens na internet são protegidas por direitos autorais. Apenas agradeceria ser informada sobre a forma de controle destes supostos direitos autorais. Há registro? Quem me garante que todos que se arvoram em proprietários de imagens e textos o são de fato? Quem controla isso? Direitos são facas de dois gumes, aprendam, meros mortais que assim mereçam sem nomeados.
Outro dia coloquei o selo "Gentileza gera Gentileza" ao lado. Já o vi em outros blogs. Nem ligo. Eu o copiei de uma página sobre o Profeta Gentileza, a arte é dele próprio. A idéia de usá-lo como selo creio ter sido minha. Não tenho certeza. Difícil ter certeza neste ambiente dos blogs. E aí, como ficamos? Não ficamos. Aqui no Maio há poemas meus, de minha autoria. Corro o risco ver um livro de fulaninho(a) com os pobres poemas ali contidos? Corro. Não fiz nada para protegê-los. Estão na internet, um ambiente livre, sim, com direitos autorais protegidos por lei, mas direito necessita de prova, jamais esqueçam. E olha: no dia que eu quiser fazer qualquer coisa seriamente, não será num blog que eu postarei. Sorry. Conselho se dá, ouve quem quer.
Ademais, cá entre nós, caros colegas, vamos nos proteger de quem realmente oferece perigo, kkkk, não desta modesta blogueira que vos fala.
Resumidamente, pois: alguns acontecimentos para mim apenas esboçam um sinal de explícita grosseira insensata. Com a qual já perdi tempo em demasia. Me poupem. Não é por isso que tenho escrito pouco.
------------
A propósito: gostei deste cartaz, mas não gostei de outros que constam no site indicado no selo. Entrem por própria conta e risco e avaliem. Tirem suas conclusões.
------------
Vamos falar de gentileza porque GENTILEZA GERA GENTILEZA e VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA.
Cliquem e saibam o que é Gentileza. Sei lá, se quiserem, que quem tem filho barbado é gato. Humpf. :-P.
------------
Amanhã defesa da mono. Desejem-me sorte. Um tantinho fará bem.
------------
Cliquem na imagem que tem de onde veio (ela é minha amiga, divulgo com prazer - foi na Palpi). Lá, tem de onde veio. Vamos falar de direitos autorais (um tema chato, eu acho). Quem começou a blogar com este selo acima? Quem teve a idéia? Difícil!
Quem quiser salvaguardar seus direitos autorais, que ponha na imagem, se é que algum juiz consideraria isso suficiente numa briga verdadeira(kkkkkkkkkkkkk). Ok, ok, imagens na internet são protegidas por direitos autorais. Apenas agradeceria ser informada sobre a forma de controle destes supostos direitos autorais. Há registro? Quem me garante que todos que se arvoram em proprietários de imagens e textos o são de fato? Quem controla isso? Direitos são facas de dois gumes, aprendam, meros mortais que assim mereçam sem nomeados.
Outro dia coloquei o selo "Gentileza gera Gentileza" ao lado. Já o vi em outros blogs. Nem ligo. Eu o copiei de uma página sobre o Profeta Gentileza, a arte é dele próprio. A idéia de usá-lo como selo creio ter sido minha. Não tenho certeza. Difícil ter certeza neste ambiente dos blogs. E aí, como ficamos? Não ficamos. Aqui no Maio há poemas meus, de minha autoria. Corro o risco ver um livro de fulaninho(a) com os pobres poemas ali contidos? Corro. Não fiz nada para protegê-los. Estão na internet, um ambiente livre, sim, com direitos autorais protegidos por lei, mas direito necessita de prova, jamais esqueçam. E olha: no dia que eu quiser fazer qualquer coisa seriamente, não será num blog que eu postarei. Sorry. Conselho se dá, ouve quem quer.
Ademais, cá entre nós, caros colegas, vamos nos proteger de quem realmente oferece perigo, kkkk, não desta modesta blogueira que vos fala.
Resumidamente, pois: alguns acontecimentos para mim apenas esboçam um sinal de explícita grosseira insensata. Com a qual já perdi tempo em demasia. Me poupem. Não é por isso que tenho escrito pouco.
------------
A propósito: gostei deste cartaz, mas não gostei de outros que constam no site indicado no selo. Entrem por própria conta e risco e avaliem. Tirem suas conclusões.
------------
Vamos falar de gentileza porque GENTILEZA GERA GENTILEZA e VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA.
Cliquem e saibam o que é Gentileza. Sei lá, se quiserem, que quem tem filho barbado é gato. Humpf. :-P.
24 de out. de 2007
Quereres
Quero não ser violada,
não ser agredida,
não ser usurpada.
Quero ir e vir como deseje.
Quero apenas coisas simples como vêem.
Ser reconhecida pelo que faço.
Um jardim simples para cultivar.
É bem pouco o que peço.
Quero não precisar pedir o que tantos necessitam buscar:
saciar o corpo de alimento e água,
a cama, o teto, de abrigar,
a pele de vestir.
O mais difícil, eu até quero também, como é notório -
meus amigos,
meus quereres,
minha estrela,
minha estrada,
algumas quimeras que aqueçam a alma,
um tanto de sinceridade.
Já quis mais - sempre se quer na juventude -
um mundo mais amplo, mais claro, humano.
Quero ainda -
mas não quero mais com o vigor necessário.
Fui vencida,
eu confesso.
Sou fraca e não sou patética, dispenso demagogias.

Ontem, perto das 18:30h, estacionava próximo ao Parque da Jaqueira quando roubaram meu carro. Eu estava dentro dele, de cabeça baixa, ajeitando o tênis antes de ir caminhar na praça - fiz uma rotina que já repeti milhares de ocasiões. Estacionei no mesmo lugar de sempre - uma das quatro últimas vagas à direita de quem chega ao Parque da Jaqueira pela Rua Simão Mendes. Ouvi um barulho forte do lado direito, olhei, um homem alto, moreno e forte, de capacete de motoqueiro e jaqueta preta batia no vidro com uma grande pistola prateada. Levei dois segundos - um para entender, outro para pensar em ir embora (o carro ainda estava ligado) e desistir - antes de abrir a porta e descer, cedendo-lhe o carro. A chave ficou na ignição. Enquanto me levantava, peguei o celular que estava no banco do carona, ele tomou de minha mão, abrindo-a. "Fique calmo, eu dou", ele disse. "Eu estou calmo", ele respondeu.
Foi rápido, eficiente, projetado. Ele levou o carro e seu comparsa ficou na moto observando-me atravessar a rua, meio tonta. Fui embora e ele continuou lá.
Eram dois homens em uma ação comum, foi este meu sentimento. Eu era a única que estava sem o roteiro e minhas falas da peça. Ou não.
A foto acima extraí do blog PEBodyCount. Trata-se do projeto Marcas da Violência, "que consiste em marcar - com tinta vermelha a imagem de um corpo com a palavra "BASTA" - todos os locais de homicídios do Recife. Já são mais de 30 marcas por todas as regiões (Sul, Norte, Oeste e Centro) da capital."
Não me ocorreu nada fisicamente, felizmente. Mas enfim, havia uma arma em cena - e muitas coisas poderiam haver acontecido, é fato, e felizmente não aconteceram.
não ser agredida,
não ser usurpada.
Quero ir e vir como deseje.
Quero apenas coisas simples como vêem.
Ser reconhecida pelo que faço.
Um jardim simples para cultivar.
É bem pouco o que peço.
Quero não precisar pedir o que tantos necessitam buscar:
saciar o corpo de alimento e água,
a cama, o teto, de abrigar,
a pele de vestir.
O mais difícil, eu até quero também, como é notório -
meus amigos,
meus quereres,
minha estrela,
minha estrada,
algumas quimeras que aqueçam a alma,
um tanto de sinceridade.
Já quis mais - sempre se quer na juventude -
um mundo mais amplo, mais claro, humano.
Quero ainda -
mas não quero mais com o vigor necessário.
Fui vencida,
eu confesso.
Sou fraca e não sou patética, dispenso demagogias.
Ontem, perto das 18:30h, estacionava próximo ao Parque da Jaqueira quando roubaram meu carro. Eu estava dentro dele, de cabeça baixa, ajeitando o tênis antes de ir caminhar na praça - fiz uma rotina que já repeti milhares de ocasiões. Estacionei no mesmo lugar de sempre - uma das quatro últimas vagas à direita de quem chega ao Parque da Jaqueira pela Rua Simão Mendes. Ouvi um barulho forte do lado direito, olhei, um homem alto, moreno e forte, de capacete de motoqueiro e jaqueta preta batia no vidro com uma grande pistola prateada. Levei dois segundos - um para entender, outro para pensar em ir embora (o carro ainda estava ligado) e desistir - antes de abrir a porta e descer, cedendo-lhe o carro. A chave ficou na ignição. Enquanto me levantava, peguei o celular que estava no banco do carona, ele tomou de minha mão, abrindo-a. "Fique calmo, eu dou", ele disse. "Eu estou calmo", ele respondeu.
Foi rápido, eficiente, projetado. Ele levou o carro e seu comparsa ficou na moto observando-me atravessar a rua, meio tonta. Fui embora e ele continuou lá.
Eram dois homens em uma ação comum, foi este meu sentimento. Eu era a única que estava sem o roteiro e minhas falas da peça. Ou não.
A foto acima extraí do blog PEBodyCount. Trata-se do projeto Marcas da Violência, "que consiste em marcar - com tinta vermelha a imagem de um corpo com a palavra "BASTA" - todos os locais de homicídios do Recife. Já são mais de 30 marcas por todas as regiões (Sul, Norte, Oeste e Centro) da capital."
Não me ocorreu nada fisicamente, felizmente. Mas enfim, havia uma arma em cena - e muitas coisas poderiam haver acontecido, é fato, e felizmente não aconteceram.
21 de set. de 2007
Pega Um Pega Geral
10 de jun. de 2007
"Dançar, ora não dançar"
Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
-------------
Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
-------------
Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:

-------------
Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse"
-------------
Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.
-------------
Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:
"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."
Eu gostei. Por isso, divulgo.
Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?
Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:
-------------
Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.
29 de mai. de 2007
O Dia do Cachorro Louco
"Eu não alimento nada duvidoso"
Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.
"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente"
Você já teve o seu?
"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"
Claro que teve.
"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"
E o que você faz nesses dias?
"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"
Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.
"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"
Não portar uma arma é a primeira lição.
"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"
Porque, depois, negar, não adianta.
Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".
E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".
(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)
18 de abr. de 2007
Senhoras
Comediante não deveria morrer. Não só no Brasil, concordo, Conde. Sim, precisamos de alegria. Principalmente num dia em que morrem 22 em tiroteios no Rio, trinta e poucos em uma faculdade americana. Dirão que todos os dias há crimes de morte, carnificinas, maldade e terror, mas eu pretendo continuar a sofrer e indignar-me com isso. Melhor ter que mudar de canal para que o dia termine bem, que assistir sem sentir. Sim, melhor seria fazer algo, mas ainda não tenho tal ferramenta.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.

-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.
-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
1 de mar. de 2007
Priscila
Esta moça a mim ensina: o nome Priscila significa:
PRIMITIVA.
O dicionário ensina:
PRI.MI.TI.VO
adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.
Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.

Quem será a próxima?
"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira
Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)
PRIMITIVA.
O dicionário ensina:
PRI.MI.TI.VO
adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.
Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.
Quem será a próxima?
"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira
Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)
18 de mai. de 2006
São Paulo
Um bom relato a ser lido, por uma paulistana que viveu tudo aquilo. Ela diz assim:
"Hoje as coisas ainda não estão normais. O que parece é que todos estão fazendo um esforço para voltar à rotina. Mas alguma coisa o paulistano perdeu nessa história. Ainda não sei o que foi. Não foi segurança, porque a cidade, como qualquer metrópole, nunca foi totalmente segura. Não foi também a calma. Mas talvez tenha sido aquele mínimo de tranqüilidade, aquela que nos leva a fazer planos simples, como onde tomar uma cerveja com os amigos no dia seguinte."
(Vilma - do blog Enfim, meu blog)
"Hoje as coisas ainda não estão normais. O que parece é que todos estão fazendo um esforço para voltar à rotina. Mas alguma coisa o paulistano perdeu nessa história. Ainda não sei o que foi. Não foi segurança, porque a cidade, como qualquer metrópole, nunca foi totalmente segura. Não foi também a calma. Mas talvez tenha sido aquele mínimo de tranqüilidade, aquela que nos leva a fazer planos simples, como onde tomar uma cerveja com os amigos no dia seguinte."
(Vilma - do blog Enfim, meu blog)
Assinar:
Postagens (Atom)