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1 de jul. de 2009

Prá não dizer que não escrevo...

O Bom dia IX já foi..

Então vamos ao VIII.









Bom dia VIII


A festa do canto
não aguarda a manhã que se aproxima.
Duelo, dança, diálogo?
Os pássaros se sabem.
Não são homens,
estes seres que apenas interrogam.
Encorpa-se o azul com os pingos gordos e lentos,
que a luz entorna no manto.


28 de abr. de 2009

Bom dia X, X dias depois






Fonte.



Bom dia X

Tão cedo
e vem a manhã
três e madrugada.
Inda nem foi o ébrio e desesperado último da festa.
A luz desliga o som,
a brisa insone cala a noite e o sonho do poeta.







Agora tributário. Nada poético, claro.

15 de abr. de 2009

Bom dia XI

Como ando, conforme já informado, bastantemente focada em alguns projetos, para não deletarem o blog(!), vou postar por aqui os meus poemas "Bom dia".

E já estou no décimo primeiro, kcilda!

Bom, espero que gostem deles como gosto de escrevê-los. São poemas da madrugada, de quando acordo muito cedo e vejo o dia da minha varanda.

Vou começar de trás para frente. Este foi de anteontem.





Fonte.


Bom dia XI

Sob a chuva e o céu azul
às cinco horas do dia
até os prédios não são cinza.
Refletem-se na sarjeta e no brilho das folhas,
como as luzes que restam e o fusca vermelho.
Os fios aos postes: são colares que se desfazem,
gotas lentas, aborrecidas,
que correm até secarem ao chão.

15 de nov. de 2007

Bom dia IX


Imagem captada aqui.


Adormeço com boêmios,
desperto com bem-te-vis.
Os postes ainda brilham amarelamente
suas luzes frias contra o cinza dia vindo.
Casais despedem-se do amor.
Meninos dormem em cantos menores.
Toca a canção,
gotas cantam sobre o jardim.
Pisca o semáforo
atrás da folhagem.
Vermelho.
Amarelo
Verde: bom dia.

29 de out. de 2005

O rio

Um rio corre. A força de mistério desta verdade não se traduz. Um rio corre. Assim também as palavras. Palavras são seres de água e seres de sombra. Corredeiras, porém. À noite se evadem e vão semear poemas.



Clique na imagem e leia um desassombro.
Clique
aqui e ouça.
Quer mais?
Aqui.
É pouco? Eis o
cardápio. Enjoy yourself...


Depois de tudo isso, impossível não citar este rapaz... Ciao (porque assisti este)... Fiquem com meu bom dia.



Bom dia IV

É fria a madrugada insone.
Gesta mornamente, em paisagem alheia,
o calor do dia.
Bicicletas tremulam aos portões.
São lassos os diálogos cantantes da matina:
arrastam corpos
e tecem esta frágil, translúcida, vigilante redoma.
Não é gélida a brisa que tomba flores claras.
Um sino seco, avarandado, desperta,
à luz crescente.
Distante ladra o cão em contraponto.
Os homens dormem;
não falam os que se atrevem.
Estendem, porém, aos poucos, braços dormentes contra a teia iluminada.
Raios sem culpa alardeiam: é tempo. Chegada a hora.
Bom dia.

15 de set. de 2004

Bom dia III

A sensação de perda e esquecimento só aumenta o buraco do vazio. Não lembro quando escrevi o poema abaixo, só sei que não faz tanto tempo, lembrança que piora o sentimento. E onde estão minhas varetas de jogar I Ching que não encontro? "O tempo passa e atravessa avenidas..."



Bom dia III

Cinzotunarmente,
desperta o dia.
Os insones adormecem.
Primeiras bicicletas
comandam a neblina.
Ladrares, cantares, motores.
Veículo que utiliza
- útil dia –
corta a brisa.
Solidão de caminhante.
Profusão de passarinhos.
Difusão de luz na nuvem,
bandeirolas iluminadas,
bandeirolas dançarinas.
Passa o cantor da matina,
passa o cãozinho e seu dono.
Vingou a manhã:
bom dia.