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6 de ago. de 2008

De hoje

Conhecer-se é uma arma estranha, única e poderosa.

E um caminho tortuoso.

Sem volta.

Pense nisso.

(Que insight estranho, eu hein).


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Perdoem os patrulhadores, pois confesso: a-do-rei os dois últimos capítulos da novela das 8. Das 9, digo. Nada como uma boa no-ve-la, com closes e caras e bocas, heroínas e vilãs, filhas desprezando mães, mulheres encharcadas na chuva, loucos ao volante, gritos, gente no hospital, enfim, um fuzuê digno de Janete Clair. Isso, isso, isso. Bota prá rachar na concorrência, Dona Globo.

Coisa esquisita de se dizer, mas enfim...

O único problema é se o autor (cujo nome nem sei, realmente) vai conseguir manter o pique sem enjoar o público. Quase impossível, de fato.


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Hoje, numa breve pausa interjornadas, ocorreu-me uma dúvida existencial : que espécie de coisa define o temperamento? Genética? Vidas passadas? História de vida?

Só porque conversei um pouquinho sobre maternidade, com alguém que disse sonhar ter muitos filhos derna muito pirrotota (não vou explicar o que é, por favor, entendam), e não os teve (ficou no sagrado dois) por expressa falta de tempo (não de fazer os meninos, obviamente, de criá-los). Tanto que já acordou chorando de alegria ao sonhar que estava grávida do terceiro. Contou-me que só brincava de boneca quando era criança.

O que me fez lembrar uma amiguinha de filhota que por anos foi obcecada por um bebezão-boneco, que carregava para onde ia: escola, casa dos outros, shopping; enfim, uma agonia. O bebezão tinha bolsa, fralda (de verdade), mamadeira, carrinho, de vez em quando ela levava tudo para a escola.

Nem precisa dizer que, para mim - que quando criança nunca fui adepta destes seres estranhos, as bonecas - tudo isso realmente parece que se passou em marte. Os leitores mais antigos do blog talvez recordem este traço da minha personalidade - feminina, mas nem tanto. Bonecas para mim eram as de papel, por quem eu era apaixonada. E olhem lá, não foram por muitos anos que durou essa paixão.

Então, diante de tantas diferenças que nos assolam, só me restou o velha dilema: por que somos tão diferentes? O que é que nos define?

E você, que corrente segue? Biológica? Reencarnation ? Sociológica? Ou um mix de tudo isso?

28 de mai. de 2008

E agora?

"Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de trilhões de vidas após a morte. 'Você vai passar a eternidade perguntando: É você, mamãe?’, até finalmente encontrá-la. 'Não somos biologicamente tão superiores aos animais como imaginávamos 2 000 anos atrás. É uma arrogância humana', continuou meu amigo biólogo, 'achar que só nós merecemos uma segunda vida."


Trecho de artigo do Stephen Kanitz, publicado na Edição 2061 da Veja. Leia-o completo aqui.






E agora? Acredito em que, diante desta argumentação que me parece irrefutável?


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Dica: muito bons os artigos do Stephen Kanitz, e podem ser lidos não no site da Veja (que é exclusivo para assinantes), mas neste link seu que indiquei. Estão ordenados por tema aqui. Gosto daqueles sobre família, em especial. "A Escolha do seu Par", "Amor e Lealdade" e "O Cérebro Sexual", entre tantos. Está dada a dica. Depois me aventurarei nos outros temas.

20 de mai. de 2007

Sobre gordos : uma breve teoria

Jôka escreveu um comment sobre gordos ao qual respondi, e depois fiquei pensando: muita gente não se diz gorda porque não sente que é gorda. Sente que está gorda, mas não que é gorda. Eu pelo menos sou assim (isso porque não sou gorda, "estou gordinha", kkkkkk, ;-P).

Sério.

Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.

Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.

A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.

Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...

23 de jul. de 2006

"Carne e unha", como diria o Fábio Jr.

A vida é este eterno zigzag onde tudo, ao final, sempre se encaixa.



Pense nisso de lá que eu penso de cá.

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Ando lendo Brida. Não sou exatamente chegada a Paulo Coelho; de fato leio-o no momento muito mais por falta de opções. O livro, entretanto, traz idéias interessantes com as quais comungaria sem maiores dificuldades numa primeira análise superficial, o que torna uma pena para mim o fato de estar achando-o chatinho por conta do excessivo ocultismo que é próprio desse autor. Idéias como aquela acerca de ser o universo uma imensa colcha de retalhos formada por átomos eternamente a mover-se entre os seres e objetos que o compõem; ou a outra máxima, mais romântica ainda, de que na verdade nossas almas se dividem indefinidamente – a única explicação plausível para o aumento da população mundial, do início da humanidade até aqui – de maneira que não há apenas uma alma gêmea, mas muitas, porque estão "espalhados" em outros corpos nossos "pedaços"; digo, nossa essência. Belo, de fato. Me atrai. Esta realidade realmente justifica o amor, a empatia, a afinidade – seria tudo uma questão de reconhecimento de si mesmo no outro. Não dá nenhuma dica, porém, sobre de onde vem o ódio, a antipatia, a estranheza.

Por outro lado, a idéia do "reconhecimento" demonstra ser o homem essencialmente um ente do egoísmo, não acham? Afinal, não gostaríamos dos outros por aquilo que são, mas por aquilo que possuem de nós mesmos. Argh. É sempre assim. Ver o âmago do que aparenta perfeição muitas vezes revela o fel.

Não posso deixar de pensar que o espiritismo oferece melhor explicação para o "causo" do aumento da população. Como se sabe, essa doutrina crê na existência de muitos mundos, planos, que se graduam, conforme a evolução espiritual dos seres que neles estão (vide "A Viagem", a novela, que acabou sexta). Assim, pode-se pensar que a terra está em "alta" na cadeia de universos paralelos (por isto tanta gente!), visto que as almas migram entre estes espaços.

O espiritismo se apresenta muito mais lógico também na explicação dos sentimentos que envolvem os homens em suas relações. Amor e ódio vem do convívio de vidas passadas; o ódio, ademais, ainda se expressa muitas vezes na forma de carma. No fim dos tempos, precisaremos ter todas nossas diferenças acertadas. Bem melhor. O espiritismo é uma ciência do otimismo, sim, senhor. Visa entender o mundo com base na evolução.

De toda forma, não estou muito certa de que as duas "teorias" (serão?) se excluem. Logo, nada de mal em encher-me os olhos estas premissas do Paulo Coelho. Somos todos parte do mesmo tecido, como falam os ecologistas quando traduzem o termo meio ambiente. Somos todos um mesmo organismo. Estranho preocupar-se com detalhes... Ah, ia esquecendo... São eles que formam o todo.