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10 de fev. de 2010

Minhas Sombrinhas tão na Avenida




Ok, entrei no clima.

Bom carnaval, crianças do Brasil!

1 de out. de 2009

Recife à beira-rio by filhota (ou mãe é bicho besta)























Vindo à Recife, não deixe da andar no catamarã!

14 de jan. de 2009

Ai...

... Q me deu uma saudade...




Fonte.



Deve ser fevereiro chegando...




Fonte.



Amor incondicional!




Fonte.

12 de mar. de 2008

Chove chuva que vai pingando
Pingos de chuva que brilham no ar.





É na chuva que vai chegando
Toda a floresta começa a cantar.





Sua canção, sua canção
Pling, ploc, pling, ploc.






Homenagem ao Bambi. Quer dizer, na verdade à beleza e à canção.







Canção completa.

Fotos de Bonito-PE.


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A mente nos engana permanentemente. Sou a testemunha viva disto, em todo tipo de questão, das básicas enganações musicais a outras enganações mais sérias. Olha como essa música estava guardada na cachola.


Pinga pinga chuvinha
pinga pinga chuvinha no céu a bailar
Pingos pingos de prata
Pinga pinga cantando a canção do amor
Pinga chuvinha pinga
Pinga chuvinha pinga
dindon dindon



Fala sério... Felizmente a internet existe, este momumento à memória humana. Ou anti-monumento? Prova da nossa incompetência em se tratando de ter memória?

11 de mar. de 2008

Birthdays

Apesar de todo inferno.
Todo calor.
Meninos de rua jogando malabares nos sinais. Sorrindo ou não de rostos grudados nos vidros do carros.
Trânsito caótico.
Violência.
Crescimento desordenado, com tudo que pode surgir de bom e mau em uma cidade que literalmente explode.

Apesar de tudo, Recife é linda e inesquecível. Entra no sangue da gente de um jeito que fica muito difícil de sair.

Vou sentir saudades quando daqui me for. Principalmente destas ruas que foram um dia amenas, da região em que vivo: Aflitos, Rosarinho, Espinheiro. Parque da Jaqueira. O rio. Tá bom, vou me lascar de saudades. Mas ainda falta um pouco, infelizmente, contudo (é um sentimento dúbio). De qualquer maneira, eu sempre soube mesmo que não ia ficar para sempre.




Parque da Jaqueira - captada aqui.


Ai, eu ia esquecendo a razão de tudo isso.

FELIZ ANIVERSÁRIO, cidade linda!

Presentinho:



Como certos bichos,
necessito caminhar estas ruas,
espalhar meu odor e reconhecê-lo entre seus quintais.
As pedras percebem meus passos,
amoldam-se ao peso do corpo.
Os muros são livres
e vagam comigo ao que percorrem meu sussurro.
É leve o sol,a brisa, as faces
que tocam minha pele com olhos serenos
por estes caminhos perpetuamente cravados na memória. .
Reflito-os e transcendo-os.
São seus jardim meus corredores,
minha cama suas esquinas,
sua praça minha mesa farta.
Jamais estarei distante deste lugar.




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O outro aniversariante do período é Meu Filho. Completou um ano de casa hoje (Recife completará 471 amanhã, 12 de março). Quem diria... Só não cresceu muito, coitado, embora aparente boa saúde.

9 de dez. de 2007

Domingo

Domingo de manhã, passando pela frente, de repente decidimos entrar.





Hum, fazia tempo que não entrava aqui. Para comprar batinha hippie, bem antes dessa última volta à moda, já finda. Pelo menos uns quinze anos. Casa da Cultura, no centro da cidade.





Lá dentro quase não se ouve português. Italiano, inglês, um sotaque forte saxão e desconhecido. Estranhíssimo. Os ônibus de turismo param na entrada de uma de suas "raios", o nome que se dá a cada um de seus longos corredores. O prédio tem forma de cruz, o que é no mínimo tétrico, considerando que foi por muitos anos um presídio, onde esteve, por exemplo, preso Graciliano Ramos (viram Memórias do Cárcere? Grande filme)





Nas antigas celas funcionam lojas de artesanato. Tudo muito lindo, obviamente. Para turista, obviamente, caríssimo. Mas estou programando uma ida até lá para comprar batinhas hippie, ainda mais baratas ao menos que no shopping. E mais bonitas. Não tirei fotos internas das lojas, que são lindas, porque nem pensei em postá-las no blog, ocorreu-me depois. E como este artesanato aos meus olhos já é tão usual... Não é novidade. Me interessou mais nesta visita a arquitetura do prédio, que eu considero perfeita. Adorava subir as escadas, mas, como vocês podem ver, instalaram ali recentemente elevadores. Tres chic.





Mais fotos. Aproveitem, porque estive lendo não sei onde que a internet em alguns anos sofreram um "bum" pelo excesso de imagens e arquivos que em seus servidores trafegam, de maneira que talvez eu comece a rarear com imagens. A segunda foto tirei a uns dois anos, em um passeio pelo Capibaribe. Foi tirada do rio.





15 de nov. de 2007

Maravalhas, digo, Maravilhas. De Pernambuco.

"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
"
(O Guardado de Rebanhos - X
Fernando Pessoa - Poemas de Alberto Caeiro)



O JC lançou a campanha As 7 Maravilhas de Pernambuco, que é uma bela idéia para se divulgar as belezas deste "meu rio", fomentando uma forma de se ganhar dinheiro que é para mim das mais justas, agradáveis e excelentes idéias de se ser capitalista, o turismo. Divulgo aqui, contudo, principalmente não só por isto... mas por amor a terrinha!

Votem, mesmo que não conheçam, que eu dou certificado de garantia! :-)

Minhas dicas?

Votei em :

Noronha
Bairro do Recife Antigo
Praia dos Carneiros
Santuário de Cimbres
Pontes do Recife
Feira de Caruaru
Olinda

Mas votaria sem pesar algum ainda nos dois indicados Brennand (Oficina e Instituto), no Mercado de São José (retrato do Recife e seu povo!), nas Cachoeiras de Bonito, Casa da Cultura (minha adolescência!), e Praia de Boa Viagem (a melhor praia urbana do mundo, kkk! Melhor que as do Rio, Jôka, pois aqui o banho é uótimo, a água é quente!)

Não sei porque não incluiram a Rua da Aurora.



Fonte: Volunteer Brazil

24 de ago. de 2007

Pros não pernambucanos e outras abobrinhas

Quem conhece essa fruta?





Pernambucanos, contenham-se. Que eu quero medir a popularidade do ... ops...

Tem um cheiro delicioso, maravilhoso, que incensa todo o ambiente. E é supimpa o sabor (dos meus prediletos).

Não vale procurar no goole a cara do bicho (também, haja paciência).

A flor. Maravilha,né?






O chão sob a árvore em tempo de flor.






UPDATE - A FRUTA É O JAMBO!

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Estão gostando da série "Frutas"? Ela está aqui porque sou uma filha obediente. Como preciso perder peso, meu pai disse: "encha a geladeira de frutas". Estou enchendo não só a geladeira.

A idéia (até agora inconsciente) é me dar fome de frutas. Melhor que ouvir o Lineu elogiar o cozido que Marilda comprou para enganar Nêne e ficar deitada sonhando com cozido, argh (ok, ok, se não assistiram "A Grande Família" não vão entender nada).

Falar em perder peso, achei outro dia um blog de uma moça que perdeu muitos quilos e, diz ela, o blog ajudou. Todo dia ela contava t-u-d-o sobre o regime: quanto perdeu, o que sentiu, quando se pesou, enfins. Um diário de fato. "Ó!", pensei. Será?

Se preocupem não que não tenho paciência para isso. Não ando com paciência e tempo nem para o regime. O tempo para estar aqui eu arranjo porque vício é vício...

21 de ago. de 2007

Frutas prá Lu

Lu, estou didática hoje. Quando o assunto agrada, eu adoro ser (didática).



O umbu. Faz-se com ele um delicioso doce no sertão, chamado umbuzada, com leite e açucar, que alguns da terra chamam "iogurte de umbu". O umbu é um fruto maravilhoso. Na época de safra, os pés ficam tão carregados que não há como utilizar-se tudo sem enjoar, ainda que seja tão delicioso e abençoado. Entrar no mato nos finais de semana para colhê-los é diversão apreciada entre os sertanejos. Fazer isto é mesmo uma delícia, além do que a árvore é uma fonte de alimento e saúde sem igual.

Em alguns lugares do interior do Nordeste, mais "desenvolvidos" que o alto sertão, onde a oferta de alimento é mais ampla, é desvalorizado. Ninguém os colhe, ficam para os bichos. Meu hábito anual é: vou à Caruaru apenas para colhê-los e congelá-los. Não necessita ser feito polpa, eu os congelo em sacos, e consumo durante meses.

A árvore é bela. Na seca, não seca. Sua raiz - a batata do umbu - é escavada pelos bodes, que a retiram porque armazena água. Com isto, a quantidade de árvores está diminuindo por todo Nordeste.

Ô saudade da terrinha...



A siriguela. Muito parecida com o cajá. Aprecio mais este último, também mais comum em Pernambuco. Tive uma infância regada por esta fruta, havia um lindo pé atrás do prédio onde morava, era uma festa...



A carambola (sei que você conhece, mas enfim, são tão bonitas!). Muito boa pros rins. Tem de tuia na casa de mamã.


Hummmm, segundo post seguido sobre comida. E regime que é bom, nada. Cruz credo...

9 de ago. de 2007

Meu Maracatu pesa 1 Tonelada!

Tava zapeando ontem na televisão quando parei no Later with Holland, um programa que gosto de assistir por conta das atrações musicais que lá estão. Em geral só gente boa, célebre, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Bom, estava tendo uma entrevista com Paul Simon, fiquei vendo como ele está velhinho, esperando que tocasse, mas creio que isto já havia acontecido. Qual não foi a primeira surpresa contudo, quando, logo em seguida, o inglesão desajeitado anunciou 'Nason Zombi'.

Para nós, Nação Zumbi.

Fiquei realmente encantada e muito orgulhosa. Minha terra tem palmeiras onde canta o uirapuru. É estranho, por outro lado, esse sentimento de estranheza quando deparo-me com o seguinte pensamento: como somos bons! Haja sentimento de inferioridade de terceiro mundo, argh!

O programa é muito bem produzido. O cenário tem dois ou mais palcos, onde as atrações se apresentam. Não fizeram feio, os meninos do Nação, apresentando-se ao lado de nomes como David Gilmour, Crosby and Nash e Elvis Costello. Uhu!


O vídeo do YouTube.

Aqui, detalhes sobre o programa completo. Que curiosamente foi gravado em 26 de maio de 2006. Ou seja, foi uma espécie de presente de aniversário recebido a posteriori. Gostei.

10 de mai. de 2007

Baracho, Lia, ciranda e povo

Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:

"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)

Medonho.

Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:





Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.



Márcio Melo - Imagem captada aqui.


Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.



O Velho Baracho - Rei da Ciranda


Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.

Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.

13 de fev. de 2007

Fevereiro

É um mar de fantasias da mente os frevos que cantamos no carnaval. Nunca foi segredo minha paixão por estas canções. Escute a orquestra que anuncia : "Eu quero entrar na folia, meu bem/você sabe lá o que é isso?". Mas, "ah, meu bem, sem você, não há carnaval/vamos cair no passo e a vida gozar" (Hino de Batutas de São José - João Santiago). O drama está instalado.






Carnaval é uma entrega absoluta e coletiva em que a magia é tão real que assusta muitos dos pobres seres mortais que este planeta habita. Natural, adianto. A embriaguez, para apaixonados como eu, independe de substâncias, odores, líquidos, ervas. O sincopado do surdo a marcar a melodia em torno dos metais é o primeiro copo, o primeiro cigarro : "a nossa vida é um carnaval", inicia a marcha. Até a apoteose desesperada: "vê, colombinas azuis a sorrir!" (Turbilhão - Moacyr Franco).

Apoteoses emocionantes são próprias do gênero. É assim com o bom frevo que o Mestre Capiba consagrou.



"De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, EU VOU!
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender (deixa o barco correr)
"
(De Chapéu-de-sol Aberto - Capiba)

E nem por isso deixa de haver melancolia e saudade. Aliás, são algumas das mais bonitas as que cantam despedidas, porque afinal "É de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar!" (É de Fazer Chorar - Luiz Bandeira)(*):

"Adeus, adeus minha gente
que já cantamos bastante
Recife adormecia
ficava a sonhar
Ao som da triste melodia!
"
(Evocação No. 01 - Felinto Nunes)

e ainda Getúlio Cavalcanti:

"Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir"
(Último Regresso)

.

Esta página eu recomendo aos que querem conhecer mais, salvo pelo fato de cometer este erro (*): a canção "É de Fazer Chorar" é, como aqui está, de Luiz Bandeira, mas o site informa ser de Capiba. E olha que o Governo do Estado patrocina (ou apoia apenas, talvez) a página. Ulalá!

10 de fev. de 2007

Frevo! 100 anos!

Gilberto Gil
Ney Matogrosso.
Lenine
Vanessa da Mata.
Luiz Melodia.
Maria Rita.
Elba Ramalho.
Alceu Valença.
Geraldo Azevedo
Antônio da Nóbrega.
Silvério Pessoa
Geraldo Maia

Sim, sim, foi um belo presente. E é claro que os não acostumados ao gênero (os não-pernambucanos, lógico!) se esforçaram por interpretar este filho da terra que, cá entre nós, exige mais da voz humana do que pode imaginar o observador comum. Confesso que cheguei a ficar arrepiada com a bela Vanessa da Mata (esta boneca tem manual!) a ecoar ao vento, à praça : "Eu vou!". Em alguns momentos o público, generoso, percebia as dificuldades dos artistas e ajudava. Isso foi bem bonito. Porque afinal, no final de tudo, para o coração, ao menos, o que vale é a intenção.