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17 de mar. de 2009

De que me serve...

... uma cara feia?
... um ar sorumbático?
... um pensar no pior?

Um sorriso para vocês.





O Garfield é bem adequado.


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O pêndulo é assim mesmo, vai prá lá, vem prá cá.

Como na canção "tá quente/tá frio/tá frio/tá quente/dizia meu tio/que a vida da gente/é como a corrente na beira do rio/às vezes tá quente/às vezes tá frio"

Não sei porque ando com tal mania de esquecer coisas assim.

Prá tudo há um jeito. Menos pro Clodovil.

Por falar em Sítio do Picapau Amarelo, breve sessão nostalgia prá sacudir os neurônios.





O minotauro, meu predileto. "Um cheiro de vaca mocha misturada com cheirinho de gente"...

2 de dez. de 2008

Os melhores musicais do cinema - Feed me Seymour!




Sempre pensei que a fome canina da planta carnívora de Little Shop of Horrors fosse na verdade uma alusão ao vício. Qualquer vício.

Provavelmente não somente pela frase célebre ("Feed me Seymour!"), mas pelo tom underground e apelativo de Audrey II pedindo comida ("Must be blood, must be fresh", argh!) em ritmo blueseiro.

Deu para perceber que é dos meus musicais preferidos. Depois dessa só Steve Martin cantando a música do dentista, e Suddenly Seymour.

Ah, a abertura também é ótima.

28 de nov. de 2008

La Favorita

Quando liguei a TV, pulou dela a cara da Cilene - a "mãe" chorona de A Favorita - para variar chorando.

Elizângela.





Você, criatura com menos de 25 anos, provavelmente não entenderá quem era a Elizângela trinta anos atrás - mas para ter uma vaga idéia do que estou falando, pense na Juliana Paes : nos anos 70/80, a Juliana Paes era a Elizângela. Elizângela era "um estouro". "De parar o trânsito", dizia-se. Ela era linda, uma unanimidade nacional, em especial por ter o padrão da mulher brasileira - morena, longos cabelos pretos, uma Iracema moderna.

Por tudo isso, por ter mantido em meu inconsciente essa imagem de beleza feminina ideal e inabalável, toda vez que assisto a Elizângela-Cilene chorando me assusto.

Não sei se porque a Elizângela não aparenta seguir o padrão das atrizes quinquagenárias, sexagenárias da atualidade - todas repletas de botox, cirurgias, maquiagem pesada, magérrimas. A Elizângela tem bundão, papada e bolsas sob os olhos - ainda assim, é uma figura bonita para uma mulher de 53 anos, e eu não teria tais impressões não fosse ela uma artista da televisão. Fico imaginando o que faz a Elizângela nadar contra a corrente, contudo. Será que ser padrão de beleza por tanto tempo a fez cansada desta rotina? Bom, se é assim, a atriz não pode jamais ser comparada com a Glória Menezes, por exemplo, que de tão esticada deve ter pregas embaixo da franja, a despeito de ter idade para ser avó da Elizângela (exagero...).

Por tudo isso, a Elizângela merece um aplauso. Por ter sido tão linda e, dentro das possibilidades que lhe permite a condição humana, continuar linda, já que o sorriso não envelhece.





E para completar, olha a recordação que ela nos proporciona. Definitivamente do fundo do baú, estava debaixo das mais antigas revistas...


5 de nov. de 2008

Coisa de gente velha

Eu fui buscar a letra dessa canção ("Lá em mauá/Teresópolis/Pirinópolis/Armação de Búzios...") que está na cachola (e por isso foi para o subtitle) e cheguei a um fórum qualquer desses da vida em que 4 criaturas conversavam sobre que música é essa.

E fiquei boba, porque "no tempo que eu era menina lá em Barbacena" (outro bordão que, breve, apenas os da minha geração entenderão, se é que já não é assim) todo mundo a conhecia.

Quando digo todo mundo significa dizer toda a população brasileira. 100% das pessoas que habitam este país, capisce? Tocava muito nas rádios, que eram então o principal veículo de divulgação musical (fora isso era a tv, e com internet nem sequer sonhávamos), e continuou tocando por muitos e muitos anos.

Só então, observando ou vivendo situações como esta, me apercebo do quanto, na verdade, vivemos em guetos não só físicos, mas também temporais, e nem sempre atentamos para isto.

Como a mudança sempre chega independentemente de nosso desejo, percepção, reação, ou seja lá o quê me ocorra dizer.

A fila simplesmente anda. Os trens correm nos trilhos. O tempo passa, só "a poupança Bamerindus continua numa boa" (ai, Meu Deus, mais um ser desconhecido, para muitos, em especial considerando que nem mesmo o Bamerindus existe mais).

Ai de quem não corre atrás dele. O tempo.

A grande estranheza para quem vive estes dias, mas viveu outros, com certeza é a rapidez com que tudo se transforma. E a grande verdade é que vai dando uma saudade... Não que não seja tão bom tudo o que nos oferece essa tal "mudernidade", longe de mim tal heresia, afinal, sou uma viciada em um de seus principais frutos, a internet! O fato, porém, é que era tão bom também! Tudo tinha um sabor novo, e experimentar a tantos intervalos uma nova música que nunca ouvira, encantar-se com um livro por estar diante dele em uma prateleira de livraria, sem jamais ter lido sobre ele, ir a um cinema só porque era o que estava passando e ao final apaixonar-se, poxa, que filme... Estar de madrugada em frente a televisão e nossa, imaginem o que passava no Corujão (kkkkkkkk)! Espantar-se com aquela notícia e falar dela por dias, descobrir o que não se sabia em uma enciclopédia, numa conversa com amigos, sem esta disponibilidade tão intensa que temos hoje em dia. No fundo, no fundo, com o tempo, isto cansa. O que me leva a concluir que não há nada de inteligente no que estamos fazendo de nós mesmos. Ou não.

Boa noite. Durma-se com tal barulho.

14 de out. de 2008

Cláudia

Porque fui comentar na Fal sobre seu novo livro (Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite), findei no site da Cláudia (porque na edição de outubro tem a Fal na seção sobre livros), respondendo este teste, que revelou-me:




Qual é o seu perfil profissional?

"Você é ou está próxima de ser uma pessoa que buscará sua receita em investimentos, usando como ponto de partida o empreendedorismo."





O que casou perfeitamente com o comentário que sobre mim fizeram outro dia, sobre eu ter uma atitude de quem poderia ter seu próprio negócio.

Não é a toa que não me adapte nunca, por mais que o tempo passe, com as mazelas do serviço público...



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E eu já ia esquecendo, entre tantas associações, o objetivo do post: eu já leio Cláudia a uns 25 anos, posso dizer que sou uma leitora fiel. A nostalgia das minhas leituras adolescentes (mamãe era assinante) tal foi que assinei a revista também, recentemente, por 3 anos. Aliás, é minha nova mania, revistas (assinei 5), que me afastou dos livros, infelizmente. Não dá tempo para tudo.



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Que post maluco...

22 de set. de 2008

Memória musical

Porque na Ana Maria Braga (não vou mais chamá-la de Brega, afinal virei sua cliente, e isto seria uma deselegância...) passou o Washington Olivetto e seu clássico e perfeito o primeiro Valisére a gente nunca esquece, quando vi (essas associaçôes intermináveis que só a internet nos proporciona, afe), estava no Youtube procurando outro clássico da propaganda, "Todo floresta vira uma festa/quando o iogurte é Parmalat". E... não achei. Isso, isso, isso. O que me fez concluir que minha memória musical talvez seja diferenciada da imensa maioria das pessoas, só talvez. Afinal, não há como minha mente não recorrer imediatamente a esta canção quando se fala em Mamíferos da Parmalat. Eu não lembro de "o elefante é fã de Parmalat", ora bolas (digo, lembro, mas não é a memória primeira, capisce?).

Onde é que estava esta gente toda a, sei lá, 10, 15 anos atrás?

Tudo isto me fez sentir como naquele filme em que a mocinha está numa loja e de repente não há mais ninguém ali. Ela pega o carro para chegar em casa e as ruas estão vazias. Ui.

Já que estou aqui e no Youtube, vai aí outra gracinha. Chuá, chuá!



25 de ago. de 2008

Satisfaction Guaranteed

Segunda-feira em meio a um estranho surto beatlemaníaco.





Porque é satisfação garantida...


Pensando que não vi este ainda...

14 de jun. de 2008

Memorial Globo

Ok, ok.

A canção no subtitle se deve a minha visita ao site Memorial Globo, que tão logo vi sendo anunciado tive vontade de conhecer. Aí, fui lá... viajei claro, em outros tempos. E não pode faltar a busca à novela Paraíso, em que eu era fis-su-ra-da nos meus 12 anos. Crianças, vocês não estão entendendo: eu era verdadeiramente enlouquecida pela Santinha e o Filho do Diabo, tal e qual a geração atual se dilacera com High Schooll Musical. Que menudos o quê! Eu adorava era a novela!


Olha a Santinha aí!


No site da Globo, dá para ver a abertura da novela. Pena que não dê para transportar para cá. Menino, que coisa michuruca! E o pior é que só aparece o Kadu Moliterno andando de moto para cima e para baixo, o que era aquilo? O homem era peão de rodeio!

Ah, não lembro mesmo se fazia algum sentido aquela abertura. Só sei que quando o Ney começava "Quem sabe um coração...", eu entrava em transe, hahahaha... Boas lembranças! Sinceramente, já não fazem mais novelas como antigamente...

Ando bem noveleira ultimamente, notaram, né... Humpf.

Memorial Globo, irei mais vezes. Quem sabe visitar o Concertos para a Juventude... Pena que não liberem trechos dos programas... Libera, Mãe Globo!

Jôka tá com sorte que não achei no Imee a música do Ney, senão ia prá trilha do Maio. HAHAHAHAHAH

12 de mar. de 2008

Chove chuva que vai pingando
Pingos de chuva que brilham no ar.





É na chuva que vai chegando
Toda a floresta começa a cantar.





Sua canção, sua canção
Pling, ploc, pling, ploc.






Homenagem ao Bambi. Quer dizer, na verdade à beleza e à canção.







Canção completa.

Fotos de Bonito-PE.


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A mente nos engana permanentemente. Sou a testemunha viva disto, em todo tipo de questão, das básicas enganações musicais a outras enganações mais sérias. Olha como essa música estava guardada na cachola.


Pinga pinga chuvinha
pinga pinga chuvinha no céu a bailar
Pingos pingos de prata
Pinga pinga cantando a canção do amor
Pinga chuvinha pinga
Pinga chuvinha pinga
dindon dindon



Fala sério... Felizmente a internet existe, este momumento à memória humana. Ou anti-monumento? Prova da nossa incompetência em se tratando de ter memória?

8 de nov. de 2007

Dia 8

A morte aproxima os afastados. É um movimento novo na rotina dos dias. Por medo, talvez: recordamo-nos que a morte virá para todos. Ou talvez seja lembrança. Somos criaturas sem fé e memória. Lembramos dos que se foram, os cuidados vêm. A vida é exigente. Não cabe lembrar-mo-nos um dos outros sempre, no vasto universo dos que passam. Daí vem uma foto que ficará na retina por muitos e muitos dias. Talvez por isto valha a pena viver a vida sem perdas. Buscando seu sumo e trazendo para si os que se quer bem. Tendo apreço, carinho, delicadeza, suavidade. Se eu não posso te ver sempre, que ao ver-te seja gentil, alegre, zeloso da tua presença. Que eu jamais erga para ti a voz alta das minhas torturas íntimas, de meus traumas irremediáveis, de minhas frustrações legítimas, mas minhas, não suas.



Saudades dos saraus em que você cantava assim:

"Oh! tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia
Veio ao meu encontro
Já raiou o dia
Vamos viajar.
Vamos indo de carona
Na garupa leve
Do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe
Lá do fim do mar.

Vamos visitar a estrela
Da manhã raiada
Que pensei perdida,
Pela madrugada
Mas que vai escondida
Querendo brincar.
Senta nessa nuvem clara,
Minha poesia,
Anda se prepara,
Traz uma cantiga
Vamos espalhando
Música no ar.

Olha quantas aves brancas,
Minha poesia
Dançam nossa valsa,
Pelo céu que o dia
Faz todo bordado
De raio de sol.
Oh! Poesia me ajude,
Vou colher avencas
Lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza
De jardins do céu.

Mas pode ficar tranqüila,
Minha poesia,
Pois nós voltaremos
Numa estrela guia
Num clarão de lua
Quando serenar.
Ou talvez até quem sabe,
Nós só voltaremos
No cavalo baio
No alazão da noite
Cujo o nome é raio,
Raio de luar."

(Viagem - João de Aquino/Paulo César Pinheiro)

15 de set. de 2007

Renato



Um poeta verdadeiro
É um ser que implanta-se sob nossa pele
Aguarda em nossa pálpebras na forma de choro
Está conosco o tempo todo
E apenas deságua nas horas mortas,
Nas horas de sonho,
Nos dias de vida,
Em momentos eternos que a canção liberta.




Bingo! Acertou a globo com o especial apresentado na noite de ontem, Por Toda Minha Vida.

Chorar foi natural, certamente. Afinal, não tinha muito que fazer além de chorar assistindo aquele final. O filho escolhendo Perfeição a canção preferida. O choro incontido de mãe e irmã. O depoimento absolutamente tocante de seus parceiro de música, Dado Villa-Lobos (lindo! Tanto que mereceria uma foto aqui, mas deixa para lá). E Marcelo Bonfá dizendo "ele era nossa gasolina". Sorry, babies, mas a Globo me faz de boba.

A mais, recomendo: leiam as palavras de Marcelo Fróes sobre Renato. "Nasceu dali uma amizade que infelizmente demorei a perceber." Bem lindo.

Desculpem, mas estou muito marcada (porque há pessoas que nos provocam ardor?). Fotos. O álbum completo aqui.


Com mamãe.


Com maninha.


Com bananas (ele as apreciava. Ops, escapou. Linda foto.)


Com o belo.


Renato é o poeta definitivo de minha geração. Não tenho dúvidas sobre isso. O único problema é se divide ou não o título com o Caju. Divide, creio. Vejam como eram belos e felizes juntos. O Caju com certeza deixava o Renato feliz, parece claro.







"De tarde quero descansar,
chegar ate a praia e ver
se o vento ainda está forte e vai
ser bom subir nas pedras
sei
que faço isso pra esquecer
eu deixo a onda me acertar
e o vento vai levando tudo embora.

Agora está tão longe,
vê,
a linha do horizonte me distrai
"
(Vento no Litoral)

8 de set. de 2007

Tardio Sete de Setembro

Uma prática que tive por aqui no passado: postar os logotipos comemorativos do Google. Agora é no Orkut.



Gostei. Não que eu ligue muito, como a maioria dos brasileiros, para o 7 de Setembro - que afinal, no fundo no fundo todos sabemos que não significou muito. Mas gostei do logotipo.

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Por uma coincidência, nossa conversa de mãe e filha ontem era (por sugestão dela):

-Mãe, "se você tivesse que nascer em outro país do mundo, em qual seria?"

E desta vieram muitas variações, entre as quais, "se você tivesse que nascer em um país da América Central, em qual seria?" (o qual ela respondeu "Panamá", e quando eu quis saber a razão, "porque fica mas perto da América do Sul").

Sinta que a criaturinha está encantada com geografia. Afinal, convenceu o avô a dar-lhe o lindo e antiquíssimo atlas que usei a mais de vinte anos atrás.

Mas, retornando, o fato é que, à suas indagações, não soube responder. Ou melhor soube: "Não sei". É fato. Não queria ter nascido noutro lugar senão o Brasil, apesar dos pesares. Apesar do Renan. Apesar do mensalão. E tudo mais que não mais relacionarei aqui (senão a monografia não sai).

Gosto tanto do Brasil que ontem, assistindo o Globo Repórter sobre Portugal (isto faz sentido? Falar sobre Portugal no dia da independência? Taí, nossa independência), quis algo que nunca quisera. Conhecer Portugal. Parabéns a grobo-que-te-faz-de-bobo. No dia da independência me fez querer conhecer Portugal.

Não foram por causa dos doces. Talvez por causa do presunto defumado que vi sendo preparado. Foi por causa da seguinte máxima "Quando chegar em Lisboa, você terá a sensação de que já esteve aqui".

Ah, me encantei. Esse meu sentido de permanência é que me acaba.

Pois é, não consegui pensar em muitos lugares, com muito esforço, onde quereria ter nascido e vivido. "Talvez, Espanha, ou Itália". Tudo latino. "Na América do Sul, só Chile". Ó, céus, que faço, O Brasil é o país do futuro.

Não sei se foi porque, falando do amiguinho francês, ela disse que queria ter nascido em outro lugar.

Paro por aqui. Me empolguei. Eu só ia mesmo postar o logo do Orkut.

Ok. Duas canções bem opostas. Uma vai no sub-title.


"Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração

Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil

Me diz, me diz como ser feliz em outro lugar

Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar
"
(Ivan Lins - Meu País)

6 de jun. de 2007

De noite

Sonho de consumo:


Fonte: MSN.

Não é de hoje que sonho com isso. Nos últimos vinte anos, com certeza.

No teu coração paredes são aquários
e tudo em torno vive
quando parece dormir.
No teu coração estás só em teu aquário
e os peixes velam por ti e teu fascínio
de florestas e ninfas,
castelos, corais.


Faz uma data, cidadão... Não ponho o resto aqui, é teen em demasia.

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O Ariano me tirou o sono ontem. Ia dormir quando o encontrei no Jô: imperdível. O Jô é apaixonado pelo Ariano, todos sabem. Eu também. Não me canso de ouvir suas besteiras (audácia!), desde o dia distante em que o vi falando numa colação de grau de uma amiga. De lá prá cá, tive a sorte de o ver ao vivo em outra ocasião, ao lado do mesmo Jô. Estou aqui já me coçando para ver A Pedra do Reino (não tem página na Globo.com ainda, não sei porque).

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Pena que capotei no terceiro bloco.

O livro, eu já tive na mãos, mas impossibilitada de ler. Dia 12 de junho na noitada estréia, pois, A Pedra do Reino.




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Falar em livros, presentinhos gostados demais. De pai e madrasta boa.





Fofos.

22 de mai. de 2007

Etel Frota

Tinha uma fita guardada no meu armário.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.

Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.

O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.



E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.


Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90

"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro

Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão

Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.

13 de mai. de 2007

Dona Judite

Dona Judite, venha cá. Bom dia, mãe. Espere. Não levante ainda, só porque chamei. Esqueceu? Não tenho mais cinco anos, até eu já parei de atender sua neta tão prontamente, e ela já vai fazer nove. Está frio ainda. São cinco e trinta da manhã. Não gostamos muito de dormir, você sabe (a genética é implacável).

Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!

Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.

Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!

Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.

"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)

Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.

A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.

Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.

Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?





Para todas vocês também.

10 de mai. de 2007

Baracho, Lia, ciranda e povo

Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:

"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)

Medonho.

Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:





Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.



Márcio Melo - Imagem captada aqui.


Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.



O Velho Baracho - Rei da Ciranda


Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.

Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.

10 de mar. de 2007

O Sol em Si


Diana Pequeno canta Caymmi.
Canta Catulo.
Canta Villa-Lobos.
E canta, finalmente, O Sol em Si, que brotou dos recônditos mais fundos desta minha mente velha. Meu deus, devo ter escutado essa a uns vinte anos atrás...
Que viagem... Essa música é inédita, humpf. Eu devo ter sonhado com ela, ou me lembrou alguma outra, muito antiga. Na verdade a canção tem sabor de música antiga.

Diana Pequeno gravou Cantigas em 2001, após tantos anos sem gravar, doze exatamente (o último é de 1989). O ano atual é 2007. Por onde anda essa moça, gente? Ô realidade pavorosa essa da cultura em nosso pobre país...

O disco baixei no tétrico mas por vezes útil Orkut, nos tempos em que eu o suportava. Não sei como passei tantos meses com esta pérola guardada sem admirá-la...

A quem queira mais Diana, tem mais Diana aqui, o quase sempre completo CliqueMusic (quase porque lá não consta o Cantigas dentre os discos que podem ter pequenos trechos das faixas ouvidos... ).

19 de set. de 2006

Que pena...



... ele não veio dormir na minha árvore hoje...

Bem-te-vis são guardiões desta cidade. Eles estão por todos os lugares; há os menores, que o povo chama sibitos (são todos bem-te-vis para mim) ; e os belos, grandes, elegantes. Este que dormia ontem no galho ao lado da varanda não era dos menores, e estava todo arrepiado de sono...

"Bem te vi, bem te vi/andar por um jardim em flor/chamando os bichos de amor..." Jardim da Fantasia.

Inscrevi-me a tempos numa lista de observadores de pássaros para me inteirar mais da prática, entretanto nunca resta tempo para isto, humpf... Fico apenas no amadorismo solitário de alguns minutos na tarde de minha árvore e alguns domingos eventuais no parque...

E você, que pássaros estão na sua árvore? Tem árvore por aí?

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Update - Ele voltou hoje à noite!

Ele dorme aí dentro... Ou quase.. Essa é a goiabeira namorada do mulungu...

4 de ago. de 2006

Letrinhas das antigas do Guilherme Arantes no sub-title, percebem? Só de antes dos anos 80, hehehehe.

Queria colocar essa aqui, mas não cabe...