Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasil. Mostrar todas as postagens
16 de jun. de 2010
3 de jan. de 2010
Projeto Enchentes - Divulgando
Pessoas: divulgando o Projeto Enchentes, organizado por twitteiros como a @cristalk e o @ikegalli, reunindo informações numa "malha digital que servirá como suporte à áreas atingidas. Na prática, o site terá mapas (do Google Maps) das áreas atingidas, das áreas de risco e também de lugares seguros e abrigos. O site também funcionará como centralizador de notícias de jornais e também de relatos enviados pelos próprios usuários sobre os acontecimentos. A ferramenta terá os contatos dos órgãos públicos que podem ajudar: defesa civil, bombeiros, hospitais. E, por fim, terá uma seção de doação e voluntariado – a idéia é, inclusive, fazer um rastreamento desse tipo de ajuda para evitar desvios e desperdícios."
Do Estadao.

Fonte da foto.
Breve, o blog do Projeto.
UPDATE - O site do Projeto: Projeto Enchentes
Do Estadao.
Fonte da foto.
UPDATE - O site do Projeto: Projeto Enchentes
18 de abr. de 2009
19 de mar. de 2009
Raposa do Sol
Sai prá lá, cara-pálida.
Porque tem dia que ainda é dia de índio.
Notícias STF - "Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Rádio Justiça destaca: Raposa Serra do Sol será ocupada só por índios
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da ação que questionava a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Por maioria, os ministros decidiram que a demarcação do território deverá ser contínua e a saída dos produtores rurais que ocupam a terra deve ser imediata, mas supervisionada pelo relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, com apoio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. "
5 de fev. de 2009
Sinceramente, senhores ministros...
Último Segundo - Supremo decide que réu só pode ser preso após condenação final
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta que o réu tem direito a recorrer em liberdade em caso de sentença de prisão até que estejam esgotadas todas as possibilidades de recurso, ainda que já tenha condenação em segunda instância.
A decisão nasceu a partir do julgamento da concessão de habeas-corpus em favor do agricultor Omar Coelho Vitor, condenado em segunda instância a sete anos de prisão por tentativa de homicídio, em Minas Gerais. Ele pedia ao STF efeito suspensivo à execução de sua pena, ou seja, que ele não fosse preso até o esgotamento de todos os recursos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinha negado ao agricultor pedido semelhante.
Essa decisão, porém, não exclui a possibilidade de um réu ficar preso, mediante um decreto de prisão preventiva de um juiz, sob justificativa de que a liberdade pode colocar em risco outras pessoas ou de que o acusado pode ter interferência em inquéritos e a possibilidade de cometer outro crime. Foi neste sentido o voto do relator da ação, ministro Eros Grau, seguido pelos ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello.
Do site do STF.
Do nosso ministro maior:
"Eu tenho dados decorrentes da atividade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que são impressionantes. Apesar dessa inefetividade (da Justiça), o Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos, dados de 2008, dos quais 189 mil são presos provisórios, muitos deles há mais de dois, mais de três anos, como se tem encontrado nesses mutirões do CNJ. E se nós formos olhar por estado, a situação é ainda mais grave. Nós vamos encontrar em alguns estados 80% dos presos nesse estágio provisório [prisão provisória]”.
“Nos mutirões realizado pelo CNJ encontraram-se presos no estado Piauí que estavam há mais de três anos presos provisoriamente sem denúncia apresentada”, relatou ainda o ministro. “No estado do Piauí há até uma singularidade. A Secretaria de Segurança do Estado concebeu um tal inquérito de capa preta, que significa que a Polícia diz para a Justiça que não deve soltar aquela pessoa. É um mundo de horrores a Justiça criminal brasileira. Muitas vezes com a conivência da Justiça e do Ministério Público”.
“Dos habeas corpus conhecidos no Tribunal, nós tivemos a concessão de 355”, informou o presidente do STF. “Isto significa mais de um terço dos habeas corpus. Depois de termos passado, portanto, por todas as instâncias – saindo do juiz de primeiro grau, passando pelos TRFs ou pelos Tribunais de Justiça, passando pelo STJ – nós temos esse índice de concessão de habeas corpus. Entre REs e AIs [agravos de instrumento] tratando de tema criminal, há 1.749, dos quais 300 interpostos pelo MP. Portanto, não é um número tão expressivo.
De modo que eu tenho a impressão de que há meios e modos de lidar com este tema a partir da própria visão ampla da prisão preventiva para que, naqueles casos mais graves, e o próprio legislador aqui pode atuar, e eu acho que há propostas nesse sentido de redimensionar o sentido da prisão preventiva, inclusive para torná-la mais precisa, porque, obviamente, dá para ver que há um abuso da prisão preventiva”, assinalou Gilmar Mendes. 'O ministro Celso de Mello tem liderado na Turma lições quanto aos crimes de bagatela. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo'.
Portanto – concluiu –, não se cumprem minimamente aquela comunicação ao juiz para que ela atenda ou observe os pressupostos da prisão preventiva. A prisão em flagrante só deve ser mantida se de fato estiverem presentes os pressupostos da prisão preventiva. Do contrário, o juiz está obrigado, por força constitucional, a relaxar [a prisão]. De modo que estou absolutamente certo de que esta é uma decisão histórica e importante do Tribunal."
Não tenho nenhuma dúvida, doutor, das repercussões desta decisão. É isso: o Judiciário chuta de cá, o Executivo de lá, e nessa pelada seguimos...
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta que o réu tem direito a recorrer em liberdade em caso de sentença de prisão até que estejam esgotadas todas as possibilidades de recurso, ainda que já tenha condenação em segunda instância.
A decisão nasceu a partir do julgamento da concessão de habeas-corpus em favor do agricultor Omar Coelho Vitor, condenado em segunda instância a sete anos de prisão por tentativa de homicídio, em Minas Gerais. Ele pedia ao STF efeito suspensivo à execução de sua pena, ou seja, que ele não fosse preso até o esgotamento de todos os recursos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tinha negado ao agricultor pedido semelhante.
Essa decisão, porém, não exclui a possibilidade de um réu ficar preso, mediante um decreto de prisão preventiva de um juiz, sob justificativa de que a liberdade pode colocar em risco outras pessoas ou de que o acusado pode ter interferência em inquéritos e a possibilidade de cometer outro crime. Foi neste sentido o voto do relator da ação, ministro Eros Grau, seguido pelos ministros Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello.
Do site do STF.
Do nosso ministro maior:
"Eu tenho dados decorrentes da atividade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que são impressionantes. Apesar dessa inefetividade (da Justiça), o Brasil tem um índice bastante alto de presos. São 440 mil presos, dados de 2008, dos quais 189 mil são presos provisórios, muitos deles há mais de dois, mais de três anos, como se tem encontrado nesses mutirões do CNJ. E se nós formos olhar por estado, a situação é ainda mais grave. Nós vamos encontrar em alguns estados 80% dos presos nesse estágio provisório [prisão provisória]”.
“Nos mutirões realizado pelo CNJ encontraram-se presos no estado Piauí que estavam há mais de três anos presos provisoriamente sem denúncia apresentada”, relatou ainda o ministro. “No estado do Piauí há até uma singularidade. A Secretaria de Segurança do Estado concebeu um tal inquérito de capa preta, que significa que a Polícia diz para a Justiça que não deve soltar aquela pessoa. É um mundo de horrores a Justiça criminal brasileira. Muitas vezes com a conivência da Justiça e do Ministério Público”.
“Dos habeas corpus conhecidos no Tribunal, nós tivemos a concessão de 355”, informou o presidente do STF. “Isto significa mais de um terço dos habeas corpus. Depois de termos passado, portanto, por todas as instâncias – saindo do juiz de primeiro grau, passando pelos TRFs ou pelos Tribunais de Justiça, passando pelo STJ – nós temos esse índice de concessão de habeas corpus. Entre REs e AIs [agravos de instrumento] tratando de tema criminal, há 1.749, dos quais 300 interpostos pelo MP. Portanto, não é um número tão expressivo.
De modo que eu tenho a impressão de que há meios e modos de lidar com este tema a partir da própria visão ampla da prisão preventiva para que, naqueles casos mais graves, e o próprio legislador aqui pode atuar, e eu acho que há propostas nesse sentido de redimensionar o sentido da prisão preventiva, inclusive para torná-la mais precisa, porque, obviamente, dá para ver que há um abuso da prisão preventiva”, assinalou Gilmar Mendes. 'O ministro Celso de Mello tem liderado na Turma lições quanto aos crimes de bagatela. Em geral se encontram pessoas presas no Brasil porque furtaram uma escova de dentes, um chinelo'.
Portanto – concluiu –, não se cumprem minimamente aquela comunicação ao juiz para que ela atenda ou observe os pressupostos da prisão preventiva. A prisão em flagrante só deve ser mantida se de fato estiverem presentes os pressupostos da prisão preventiva. Do contrário, o juiz está obrigado, por força constitucional, a relaxar [a prisão]. De modo que estou absolutamente certo de que esta é uma decisão histórica e importante do Tribunal."
Não tenho nenhuma dúvida, doutor, das repercussões desta decisão. É isso: o Judiciário chuta de cá, o Executivo de lá, e nessa pelada seguimos...
13 de jan. de 2009
Afinal, o que te interessa?
A Marta, eleita pela terceira vez melhor jogadora de futebol do mundo?

Sim, começo a incorporar os orgulhos alagoanos. Nunca se aproximará do pernambucano, mas... enfim... voilà!
E de que vale todo esse orgulho?
Não sei, a mim é o que interessa. Ao menos este universo é mais meu que esse que pretende a Globo me proporcionar (e à toda população brasileira, ora essa!) a partir de hoje a noite com seu BBB, certo? Bons tempos do BBB leiam aqui
Ademais, que posso fazer se a vitória "dos frascos e dos comprimidos" nunca me poupa da comoção, e se encheram-se d'água os "zoim" com o telejornal da tarde? Afinal, caraca, alguém sabe o que significa vir de um lugar como Dois Riachos (lindo nome)? No linguajar chulo da minha ascendência paterna, não é pouca merda, é penico cheio (perdoem os muito puros).
Em 2005, o salário médio mensal dos riachenses era de R$ 153,63 (64,00% do salário mínimo nacional). No ranking de desenvolvimento dos municípios brasileiros, Dois Riachos estava em 5.330º lugar. Existiam 5.561 municípios em nosso país na época. Lá não tinha hospital nem escola de ensino médio, nem universidade, claro. E das 2.594 residências apenas 1.585 tinham banheiro, sendo que apenas 5 possuiam ligação ao esgoto geral. Dureza, colega.
Dados do CPRM.
Será que hoje, passado três anos e meio já tem hospital em Dois Riachos? Improvável. Se a Marta ter ganho esse prêmio colocar Dois Riachos no mapa e com isso Dois Riachos ganhar um hospital, que se chame Hospital Marta ... Silva, lógico!
Isto tudo me interessa! E a você?
Sim, começo a incorporar os orgulhos alagoanos. Nunca se aproximará do pernambucano, mas... enfim... voilà!
E de que vale todo esse orgulho?
Não sei, a mim é o que interessa. Ao menos este universo é mais meu que esse que pretende a Globo me proporcionar (e à toda população brasileira, ora essa!) a partir de hoje a noite com seu BBB, certo? Bons tempos do BBB leiam aqui
Ademais, que posso fazer se a vitória "dos frascos e dos comprimidos" nunca me poupa da comoção, e se encheram-se d'água os "zoim" com o telejornal da tarde? Afinal, caraca, alguém sabe o que significa vir de um lugar como Dois Riachos (lindo nome)? No linguajar chulo da minha ascendência paterna, não é pouca merda, é penico cheio (perdoem os muito puros).
Em 2005, o salário médio mensal dos riachenses era de R$ 153,63 (64,00% do salário mínimo nacional). No ranking de desenvolvimento dos municípios brasileiros, Dois Riachos estava em 5.330º lugar. Existiam 5.561 municípios em nosso país na época. Lá não tinha hospital nem escola de ensino médio, nem universidade, claro. E das 2.594 residências apenas 1.585 tinham banheiro, sendo que apenas 5 possuiam ligação ao esgoto geral. Dureza, colega.
Dados do CPRM.
Será que hoje, passado três anos e meio já tem hospital em Dois Riachos? Improvável. Se a Marta ter ganho esse prêmio colocar Dois Riachos no mapa e com isso Dois Riachos ganhar um hospital, que se chame Hospital Marta ... Silva, lógico!
Isto tudo me interessa! E a você?
13 de nov. de 2008
Apenas uma rápida palavra...
... sobre Ônibus 174 (o documentário) (já que a Tata se interessou) .

Assista. Todo brasileiro deveria assistir.
Coisas que me chamaram muito a atenção no filme: primeiro, ter sido mostrado como, a partir de determinado momento do sequestro, relacionavam-se o algoz e as vítimas. Síndrome de Estocolmo, claro. Contudo, foi interessante observar como essa simpatia não se desenvolveu entre Sandro, o sequestrador, e a professora Geísa, a passageira morta. A tensão é constante entre os dois, ao contrário do que ocorre com outras passageiras que ele também utilizou como "escudo".
A passagem final do filme, que disseca o assassinato da Geísa em muitos ângulos, em câmara lenta, é perfeita, em especial após termos visto a cena com balbúrdia e sem foco, o que leva a crer que ficará por aí...
A cena do assassinato do Sandro dentro do camburão policial é extremamente chocante. Um soco mesmo no estômago. Se eu não visse com meus olhos, provavelmente não acreditaria que foi como foi, diante assim das câmeras.
A conclusão de tudo isso é: este fato, ocorrido a oito anos atrás, mostrou a fragilidade da nossa polícia, de maneira gritante. Que em nada foi alterada, pelo que se viu no episódio da garota Eloá...
Assista. Todo brasileiro deveria assistir.
Coisas que me chamaram muito a atenção no filme: primeiro, ter sido mostrado como, a partir de determinado momento do sequestro, relacionavam-se o algoz e as vítimas. Síndrome de Estocolmo, claro. Contudo, foi interessante observar como essa simpatia não se desenvolveu entre Sandro, o sequestrador, e a professora Geísa, a passageira morta. A tensão é constante entre os dois, ao contrário do que ocorre com outras passageiras que ele também utilizou como "escudo".
A passagem final do filme, que disseca o assassinato da Geísa em muitos ângulos, em câmara lenta, é perfeita, em especial após termos visto a cena com balbúrdia e sem foco, o que leva a crer que ficará por aí...
A cena do assassinato do Sandro dentro do camburão policial é extremamente chocante. Um soco mesmo no estômago. Se eu não visse com meus olhos, provavelmente não acreditaria que foi como foi, diante assim das câmeras.
A conclusão de tudo isso é: este fato, ocorrido a oito anos atrás, mostrou a fragilidade da nossa polícia, de maneira gritante. Que em nada foi alterada, pelo que se viu no episódio da garota Eloá...
13 de mai. de 2008
Mulheres no governo
Outro dia vi uma foto recente da Marina Silva e fiquei impressionada com o envelhecimento que ela demonstrava. Cabelo branco, aparência cansada. Estava péssima a criatura. Nesta foto ela ainda me parece bem (deve ser antiga)
Não me surpreendeu portanto ao ouvir hoje na CBN sobre seu pedido de demissão, mesmo sem estar acompanhando as crises pelas quais sua gestão tem passado (conflitos com bancadas ruralistas e posturas do governo referentes a políticas de preservação do meio ambiente em contraponto à política desenvolvimentista, basicamente). A notícia me chamou a atenção por ser a Marina um dos poucos expoentes do Governo Lula que ainda me interessava, me passava completa confiança, não havia se dobrado, digamos, aos novos tempos. Adaptou-se com coerência. Uma biografia irrepreensível, resumindo. O comentarista falava sobre o perfil de credibilidade que ela dava a pasta do Meio Ambiente, e como será difícil substituí-la a altura, no cenário internacional, principalmente. Porque hoje em dia, embora o Brasil não reflita esta realidade externa, o Meio Ambiente tem toda influência nas questões econômicas e na dinâmica do mercado.
Uma pena, Seu Lula. A última moicana abandonou o barco.
Será que ela vai para a oposição?
-------------
A outra criatura que me chamou atenção nos últimos tempos foi a Dilma Roussef. Claro, em sua bombástica aparição no Congresso, semana passada, que assisti na Tv Senado. Realmente sua firmeza impressiona. Ainda estou analisando o seu currículo, em minha tendência natural de apostar em mulheres no poder. Se ela for mesmo candidata, capaz de votar nela...
-------------
E nessa onda de pensar em política (fazia tempo), também hoje ouvindo a CBN encontrei a Luciana Azevedo, minha vereadora. Será que ela se candidata esse ano? Prumode está na Fundarpe... E aí, voto em quem? Mulher, por favor!
24 de out. de 2007
Quereres
Quero não ser violada,
não ser agredida,
não ser usurpada.
Quero ir e vir como deseje.
Quero apenas coisas simples como vêem.
Ser reconhecida pelo que faço.
Um jardim simples para cultivar.
É bem pouco o que peço.
Quero não precisar pedir o que tantos necessitam buscar:
saciar o corpo de alimento e água,
a cama, o teto, de abrigar,
a pele de vestir.
O mais difícil, eu até quero também, como é notório -
meus amigos,
meus quereres,
minha estrela,
minha estrada,
algumas quimeras que aqueçam a alma,
um tanto de sinceridade.
Já quis mais - sempre se quer na juventude -
um mundo mais amplo, mais claro, humano.
Quero ainda -
mas não quero mais com o vigor necessário.
Fui vencida,
eu confesso.
Sou fraca e não sou patética, dispenso demagogias.

Ontem, perto das 18:30h, estacionava próximo ao Parque da Jaqueira quando roubaram meu carro. Eu estava dentro dele, de cabeça baixa, ajeitando o tênis antes de ir caminhar na praça - fiz uma rotina que já repeti milhares de ocasiões. Estacionei no mesmo lugar de sempre - uma das quatro últimas vagas à direita de quem chega ao Parque da Jaqueira pela Rua Simão Mendes. Ouvi um barulho forte do lado direito, olhei, um homem alto, moreno e forte, de capacete de motoqueiro e jaqueta preta batia no vidro com uma grande pistola prateada. Levei dois segundos - um para entender, outro para pensar em ir embora (o carro ainda estava ligado) e desistir - antes de abrir a porta e descer, cedendo-lhe o carro. A chave ficou na ignição. Enquanto me levantava, peguei o celular que estava no banco do carona, ele tomou de minha mão, abrindo-a. "Fique calmo, eu dou", ele disse. "Eu estou calmo", ele respondeu.
Foi rápido, eficiente, projetado. Ele levou o carro e seu comparsa ficou na moto observando-me atravessar a rua, meio tonta. Fui embora e ele continuou lá.
Eram dois homens em uma ação comum, foi este meu sentimento. Eu era a única que estava sem o roteiro e minhas falas da peça. Ou não.
A foto acima extraí do blog PEBodyCount. Trata-se do projeto Marcas da Violência, "que consiste em marcar - com tinta vermelha a imagem de um corpo com a palavra "BASTA" - todos os locais de homicídios do Recife. Já são mais de 30 marcas por todas as regiões (Sul, Norte, Oeste e Centro) da capital."
Não me ocorreu nada fisicamente, felizmente. Mas enfim, havia uma arma em cena - e muitas coisas poderiam haver acontecido, é fato, e felizmente não aconteceram.
não ser agredida,
não ser usurpada.
Quero ir e vir como deseje.
Quero apenas coisas simples como vêem.
Ser reconhecida pelo que faço.
Um jardim simples para cultivar.
É bem pouco o que peço.
Quero não precisar pedir o que tantos necessitam buscar:
saciar o corpo de alimento e água,
a cama, o teto, de abrigar,
a pele de vestir.
O mais difícil, eu até quero também, como é notório -
meus amigos,
meus quereres,
minha estrela,
minha estrada,
algumas quimeras que aqueçam a alma,
um tanto de sinceridade.
Já quis mais - sempre se quer na juventude -
um mundo mais amplo, mais claro, humano.
Quero ainda -
mas não quero mais com o vigor necessário.
Fui vencida,
eu confesso.
Sou fraca e não sou patética, dispenso demagogias.
Ontem, perto das 18:30h, estacionava próximo ao Parque da Jaqueira quando roubaram meu carro. Eu estava dentro dele, de cabeça baixa, ajeitando o tênis antes de ir caminhar na praça - fiz uma rotina que já repeti milhares de ocasiões. Estacionei no mesmo lugar de sempre - uma das quatro últimas vagas à direita de quem chega ao Parque da Jaqueira pela Rua Simão Mendes. Ouvi um barulho forte do lado direito, olhei, um homem alto, moreno e forte, de capacete de motoqueiro e jaqueta preta batia no vidro com uma grande pistola prateada. Levei dois segundos - um para entender, outro para pensar em ir embora (o carro ainda estava ligado) e desistir - antes de abrir a porta e descer, cedendo-lhe o carro. A chave ficou na ignição. Enquanto me levantava, peguei o celular que estava no banco do carona, ele tomou de minha mão, abrindo-a. "Fique calmo, eu dou", ele disse. "Eu estou calmo", ele respondeu.
Foi rápido, eficiente, projetado. Ele levou o carro e seu comparsa ficou na moto observando-me atravessar a rua, meio tonta. Fui embora e ele continuou lá.
Eram dois homens em uma ação comum, foi este meu sentimento. Eu era a única que estava sem o roteiro e minhas falas da peça. Ou não.
A foto acima extraí do blog PEBodyCount. Trata-se do projeto Marcas da Violência, "que consiste em marcar - com tinta vermelha a imagem de um corpo com a palavra "BASTA" - todos os locais de homicídios do Recife. Já são mais de 30 marcas por todas as regiões (Sul, Norte, Oeste e Centro) da capital."
Não me ocorreu nada fisicamente, felizmente. Mas enfim, havia uma arma em cena - e muitas coisas poderiam haver acontecido, é fato, e felizmente não aconteceram.
21 de set. de 2007
Pega Um Pega Geral
12 de set. de 2007
Matou a moral do senado...
... e foi prá igreja rezar.

Fatos como estes não são absolutamente ruins para a sociedade decadente que somos.
Quem sabe não provoca no povo o sentimento de indignação perdido não se sabe onde...
Ontem escutava no rádio uma delaração de certo jurista (não recordo qual) sobre a falência de nosso sistema de representação parlamentar, e como é conflitante o modelo com o movimento de interatividade tão presente nas novas gerações. Achei maravilhosa a temática.
Não deixa de ser uma luz no fim do túnel, bem longe, mas uma luz...
Update
Os três senadores pernambucanos votaram pela cassação, segundo o Terra Notícias (roubado da Lu) : Jarbas Vasconcelos, Marcos Maciel, Sérgio Guerra. Todos da oposição, lógico.
No link do Terra você pode conferir o seu senador, que merda, ou não, fez.
Fatos como estes não são absolutamente ruins para a sociedade decadente que somos.
Quem sabe não provoca no povo o sentimento de indignação perdido não se sabe onde...
Ontem escutava no rádio uma delaração de certo jurista (não recordo qual) sobre a falência de nosso sistema de representação parlamentar, e como é conflitante o modelo com o movimento de interatividade tão presente nas novas gerações. Achei maravilhosa a temática.
Não deixa de ser uma luz no fim do túnel, bem longe, mas uma luz...
Update
Os três senadores pernambucanos votaram pela cassação, segundo o Terra Notícias (roubado da Lu) : Jarbas Vasconcelos, Marcos Maciel, Sérgio Guerra. Todos da oposição, lógico.
No link do Terra você pode conferir o seu senador, que merda, ou não, fez.
8 de set. de 2007
Tardio Sete de Setembro
Uma prática que tive por aqui no passado: postar os logotipos comemorativos do Google. Agora é no Orkut.

Gostei. Não que eu ligue muito, como a maioria dos brasileiros, para o 7 de Setembro - que afinal, no fundo no fundo todos sabemos que não significou muito. Mas gostei do logotipo.
---------------
Por uma coincidência, nossa conversa de mãe e filha ontem era (por sugestão dela):
-Mãe, "se você tivesse que nascer em outro país do mundo, em qual seria?"
E desta vieram muitas variações, entre as quais, "se você tivesse que nascer em um país da América Central, em qual seria?" (o qual ela respondeu "Panamá", e quando eu quis saber a razão, "porque fica mas perto da América do Sul").
Sinta que a criaturinha está encantada com geografia. Afinal, convenceu o avô a dar-lhe o lindo e antiquíssimo atlas que usei a mais de vinte anos atrás.
Mas, retornando, o fato é que, à suas indagações, não soube responder. Ou melhor soube: "Não sei". É fato. Não queria ter nascido noutro lugar senão o Brasil, apesar dos pesares. Apesar do Renan. Apesar do mensalão. E tudo mais que não mais relacionarei aqui (senão a monografia não sai).
Gosto tanto do Brasil que ontem, assistindo o Globo Repórter sobre Portugal (isto faz sentido? Falar sobre Portugal no dia da independência? Taí, nossa independência), quis algo que nunca quisera. Conhecer Portugal. Parabéns a grobo-que-te-faz-de-bobo. No dia da independência me fez querer conhecer Portugal.
Não foram por causa dos doces. Talvez por causa do presunto defumado que vi sendo preparado. Foi por causa da seguinte máxima "Quando chegar em Lisboa, você terá a sensação de que já esteve aqui".
Ah, me encantei. Esse meu sentido de permanência é que me acaba.
Pois é, não consegui pensar em muitos lugares, com muito esforço, onde quereria ter nascido e vivido. "Talvez, Espanha, ou Itália". Tudo latino. "Na América do Sul, só Chile". Ó, céus, que faço, O Brasil é o país do futuro.
Não sei se foi porque, falando do amiguinho francês, ela disse que queria ter nascido em outro lugar.
Paro por aqui. Me empolguei. Eu só ia mesmo postar o logo do Orkut.
Ok. Duas canções bem opostas. Uma vai no sub-title.
"Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração
Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil
Me diz, me diz como ser feliz em outro lugar
Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar"
(Ivan Lins - Meu País)

Gostei. Não que eu ligue muito, como a maioria dos brasileiros, para o 7 de Setembro - que afinal, no fundo no fundo todos sabemos que não significou muito. Mas gostei do logotipo.
---------------
Por uma coincidência, nossa conversa de mãe e filha ontem era (por sugestão dela):
-Mãe, "se você tivesse que nascer em outro país do mundo, em qual seria?"
E desta vieram muitas variações, entre as quais, "se você tivesse que nascer em um país da América Central, em qual seria?" (o qual ela respondeu "Panamá", e quando eu quis saber a razão, "porque fica mas perto da América do Sul").
Sinta que a criaturinha está encantada com geografia. Afinal, convenceu o avô a dar-lhe o lindo e antiquíssimo atlas que usei a mais de vinte anos atrás.
Mas, retornando, o fato é que, à suas indagações, não soube responder. Ou melhor soube: "Não sei". É fato. Não queria ter nascido noutro lugar senão o Brasil, apesar dos pesares. Apesar do Renan. Apesar do mensalão. E tudo mais que não mais relacionarei aqui (senão a monografia não sai).
Gosto tanto do Brasil que ontem, assistindo o Globo Repórter sobre Portugal (isto faz sentido? Falar sobre Portugal no dia da independência? Taí, nossa independência), quis algo que nunca quisera. Conhecer Portugal. Parabéns a grobo-que-te-faz-de-bobo. No dia da independência me fez querer conhecer Portugal.
Não foram por causa dos doces. Talvez por causa do presunto defumado que vi sendo preparado. Foi por causa da seguinte máxima "Quando chegar em Lisboa, você terá a sensação de que já esteve aqui".
Ah, me encantei. Esse meu sentido de permanência é que me acaba.
Pois é, não consegui pensar em muitos lugares, com muito esforço, onde quereria ter nascido e vivido. "Talvez, Espanha, ou Itália". Tudo latino. "Na América do Sul, só Chile". Ó, céus, que faço, O Brasil é o país do futuro.
Não sei se foi porque, falando do amiguinho francês, ela disse que queria ter nascido em outro lugar.
Paro por aqui. Me empolguei. Eu só ia mesmo postar o logo do Orkut.
Ok. Duas canções bem opostas. Uma vai no sub-title.
"Aqui é o meu país
Nos seios da minha amada
Nos olhos da perdiz
Na lua, na invernada
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Do céu ao coração
Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil
Me diz, me diz como ser feliz em outro lugar
Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar"
(Ivan Lins - Meu País)
Marcadores:
brasil,
comida,
crianças,
festividades,
fundo do baú,
legião,
mono,
música
2 de set. de 2007
Com a palavra, o Exmo. Sr. Dr. Juiz...
As férias de 60 dias do Judiciário - Luiz Guilherme Marques (Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Juiz de Fora - MG).
A ENCICLOPÉDIA JURÍDICA LEIB SOIBELMAN informa sobre a expressão férias:
(dir. trb.)
Período em que o trabalhador repousa de suas atividades normais.
Como se sabe, cada membro do Judiciário tem direito, atualmente, a 60 dias de férias.
Não irei apresentar nenhum quadro comparativo com as demais profissões, para não melindrar ninguém. Proponho-me apenas analisar a situação específica do Judiciário.
1) A complexidade do trabalho.
O trabalho dos juízes não é puramente burocrático, mecânico, automatizado, reduzível ao bater de alguns carimbos. Realmente, são pouquíssimos os processos em que a solução é simples, imediata. A imensa maioria dos casos exige estudo sobre as questões de fato e questões de Direito, que, como todo mundo sabe, são a análise das provas produzidas nos autos e do Direito aplicável.
Nem sempre é fácil a análise das questões de fato, devido, muitas vezes, à intenção condenável das partes de encobrir ou desacreditar provas produzidas pela parte contrária e destacar, ou até forjar, provas que lhe interessam.
(...)
Mal suportando a sobrecarga de esforço mental e tensão emocional, muitos juízes chegam a fazer uso permanente de tranqüilizantes e medicamentos para dormir como ferramentas de apoio para suportar o dia-a-dia da profissão.
Em conclusão: se os juízes tiverem suas férias reduzidas para 30 dias (como pretendem alguns afoitos, revoltados ou inconseqüentes), não teremos condições de nos refazer do desgaste do dia-a-dia e, dentro de pouco tempo, muitos de nós estarão aposentados por invalidez com problemas cardíacos, hipertensão arterial, distúrbios do sistema nervoso etc. Então, ao invés de aumentarmos a produção e melhor atendermos os jurisdicionados, teremos exatamente o contrário, com os poucos sadios trabalhando no lugar dos inúmeros inválidos e valetudinários...
Sem muitos comentários. Precisa?
Está tudo aqui... Para quem conseguir ir até o fim sem morrer de raiva.
A melhor frase do texto, creio eu, é: "Não irei apresentar nenhum quadro comparativo com as demais profissões, para não melindrar ninguém."
Mas essa aqui também é muito boa: "Mal suportando a sobrecarga de esforço mental e tensão emocional, muitos juízes chegam a fazer uso permanente de tranqüilizantes e medicamentos para dormir como ferramentas de apoio para suportar o dia-a-dia da profissão." Que situação esdrúxula, ó céus!
Ninguém merece...
A ENCICLOPÉDIA JURÍDICA LEIB SOIBELMAN informa sobre a expressão férias:
(dir. trb.)
Período em que o trabalhador repousa de suas atividades normais.
Como se sabe, cada membro do Judiciário tem direito, atualmente, a 60 dias de férias.
Não irei apresentar nenhum quadro comparativo com as demais profissões, para não melindrar ninguém. Proponho-me apenas analisar a situação específica do Judiciário.
1) A complexidade do trabalho.
O trabalho dos juízes não é puramente burocrático, mecânico, automatizado, reduzível ao bater de alguns carimbos. Realmente, são pouquíssimos os processos em que a solução é simples, imediata. A imensa maioria dos casos exige estudo sobre as questões de fato e questões de Direito, que, como todo mundo sabe, são a análise das provas produzidas nos autos e do Direito aplicável.
Nem sempre é fácil a análise das questões de fato, devido, muitas vezes, à intenção condenável das partes de encobrir ou desacreditar provas produzidas pela parte contrária e destacar, ou até forjar, provas que lhe interessam.
(...)
Mal suportando a sobrecarga de esforço mental e tensão emocional, muitos juízes chegam a fazer uso permanente de tranqüilizantes e medicamentos para dormir como ferramentas de apoio para suportar o dia-a-dia da profissão.
Em conclusão: se os juízes tiverem suas férias reduzidas para 30 dias (como pretendem alguns afoitos, revoltados ou inconseqüentes), não teremos condições de nos refazer do desgaste do dia-a-dia e, dentro de pouco tempo, muitos de nós estarão aposentados por invalidez com problemas cardíacos, hipertensão arterial, distúrbios do sistema nervoso etc. Então, ao invés de aumentarmos a produção e melhor atendermos os jurisdicionados, teremos exatamente o contrário, com os poucos sadios trabalhando no lugar dos inúmeros inválidos e valetudinários...
Sem muitos comentários. Precisa?
Está tudo aqui... Para quem conseguir ir até o fim sem morrer de raiva.
A melhor frase do texto, creio eu, é: "Não irei apresentar nenhum quadro comparativo com as demais profissões, para não melindrar ninguém."
Mas essa aqui também é muito boa: "Mal suportando a sobrecarga de esforço mental e tensão emocional, muitos juízes chegam a fazer uso permanente de tranqüilizantes e medicamentos para dormir como ferramentas de apoio para suportar o dia-a-dia da profissão." Que situação esdrúxula, ó céus!
Ninguém merece...
27 de ago. de 2007
Todos Processados
Recebidas as denúncias do 'núcleo político' (também) do esquema do mensalão: José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Por corrupção ativa. Amanhã, prosseguirá com a apreciação acerca de formação de quadrilha pelas quais os mesmos foram denunciados. Ulalá.
Diante do oba-oba, apenas reflito sobre a máxima da sabedoria popular: "Quem nunca comeu mel, quando come, se lambuza!". Faltou à cúpula do primeiro Governo Lula sabedoria para a manipulação política, não resta dúvida... Sobrou incompetência para a marginalidade, pode crer! Não está no sangue deste povo, como das velhas raposas de outrora!
Update - Não é meu hábito comentar comentários em post, mas, respondendo ao comment de Rubens, gostei do que escrevi e achei que mais gente poderia gostar também:
Rubens disse - "Que esperança... indiciados sim... punidos? Nunca serão. De que vale indiciar um ou quarenta e um? Só aumenta a vergonha que todos sentimos ao nos vermos novamente enganados. Será que há esperança?"
Ieu respondo - Well, não recordo de haver falado sobre esperança, embora em mim, porque é da essência dela (a esperança) seja a última que morre, ela permaneça, embora diferente. O que aconteceu é que minha esperança parece cada dia mais distante, e não sei se chegarei a ver seus reflexos, espero apenas que minha filha veja... Também não acredito em condenação. Mas apenas o fato do STF, um tribunal notoriamente político, haver se pronunciado em um primeiro vislumbre desejoso de correção, já é um alento. Ou, talvez, como você diz, só mais uma enganação. O tempo dirá.
Diante do oba-oba, apenas reflito sobre a máxima da sabedoria popular: "Quem nunca comeu mel, quando come, se lambuza!". Faltou à cúpula do primeiro Governo Lula sabedoria para a manipulação política, não resta dúvida... Sobrou incompetência para a marginalidade, pode crer! Não está no sangue deste povo, como das velhas raposas de outrora!
Update - Não é meu hábito comentar comentários em post, mas, respondendo ao comment de Rubens, gostei do que escrevi e achei que mais gente poderia gostar também:
Rubens disse - "Que esperança... indiciados sim... punidos? Nunca serão. De que vale indiciar um ou quarenta e um? Só aumenta a vergonha que todos sentimos ao nos vermos novamente enganados. Será que há esperança?"
Ieu respondo - Well, não recordo de haver falado sobre esperança, embora em mim, porque é da essência dela (a esperança) seja a última que morre, ela permaneça, embora diferente. O que aconteceu é que minha esperança parece cada dia mais distante, e não sei se chegarei a ver seus reflexos, espero apenas que minha filha veja... Também não acredito em condenação. Mas apenas o fato do STF, um tribunal notoriamente político, haver se pronunciado em um primeiro vislumbre desejoso de correção, já é um alento. Ou, talvez, como você diz, só mais uma enganação. O tempo dirá.
17 de ago. de 2007
Sobre o "apagão aéreo"(?), sobre a manipulação da opinião pública pela mídia,...
... e ainda uma reflexão coerente sobre as crises do Governo Lula.
Excelente texto sobre tudo isso aí. Longo, mas válido, confiem na Sweet.
A invenção da Crise.
Marilena Chauí, afinal.
Sou sua fã derna os tempos de O que é ideologia ... Que por sinal, não se encontra mais aqui, onde está meu exemplar? Argh...
Este é meu momento relax entre um parágrafo e outro da monografia, aproveitem...

Sra. Chauí
Excelente texto sobre tudo isso aí. Longo, mas válido, confiem na Sweet.
A invenção da Crise.
Marilena Chauí, afinal.
Sou sua fã derna os tempos de O que é ideologia ... Que por sinal, não se encontra mais aqui, onde está meu exemplar? Argh...
Este é meu momento relax entre um parágrafo e outro da monografia, aproveitem...
Sra. Chauí
21 de jul. de 2007
Que a terra lhe seja leve?
A pergunta que me faço incessantemente desde que soube do fato é: qual será a sensação de se ter a morte, por muitos, comemorada (a premissa, logicamente, é a da vida após a morte, dahn) ? E por que ninguém mostra isso no jornal? Parabéns, mais uma vez, ao Carta Capital

Morre o coronel
por Rodrigo Martins
ACM teve insuficiência cardíaca. Bahia decreta cinco dias de luto
Influente presença no cenário político brasileiro das últimas décadas, o senador baiano Antonio Carlos Magalhães morreu na manhã desta sexta-feira, em São Paulo, vítima de insuficiência cardíaca. O parlamentar estava internado no Instituto do Coração desde 13 de junho, após passar mal no plenário do Congresso Nacional e buscar tratamento na capital paulista. O governo da Bahia decretou luto oficial de cinco dias e o corpo será velado no Palácio da Aclamação, em Salvador. Ele será sepultado no Cemitério do Campo Santo, ao lado do filho Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.
Sempre próximo do poder, ACM esteve ao lado de Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. Após o golpe de 1964, serviu com afinco aos militares. Sobreviveu ao fim da ditadura, transitando no meio de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. A sanha de agarrar-se ao governo de plantão levou o senador a ensaiar uma aproximação com o presidente Lula, mas a tentativa não resistiu ao primeiros meses da gestão petista. Durante a crise política de 2005, com as denúncias do suposto esquema do mensalão, o parlamentar tornou-se um dos mais ferrenhos opositores do governo.
ACM também exerceu um longo período de predomínio político na Bahia, onde os interesses privados do oligarca se confundem com os do Estado. Três vezes governador, ele elegeu praticamente todos os mandatários do estado nas últimas três décadas, fora dois interregnos, com as eleições de Waldir Pires, em 1986, e de Jaques Wagner, no ano passado.
Nascido em 4 de setembro de 1927, ACM fez faculdade de Medicina, mas nunca exerceu a profissão. Teve passagem pelo movimento estudantil e iniciou a vida política na extinta UDN, partido que o elegeu deputado federal por duas vezes. Em 1967, os militares o nomearam prefeito de Salvador. Com o respaldo da ditadura, assumiu o governo da Bahia em duas ocasiões (1971-75 e 1979-82), desta vez com a bandeira da Arena.
Com o fim do regime militar, filiou-se ao PDS. Durante as eleições indiretas para presidente, em 1984, rompeu com a canditatura do colega de partido Paulo Maluf e declarou apoio a Tancredo Neves. Pouco depois, arregimentou dissidentes do PDS para fundar o Partido da Frente Liberal. Assumiu o Ministério das Comunicações em 1985, durante o governo de José Sarney, onde permaneceu por cinco anos. A marca registrada de sua gestão foi a distribuição desenfreada de concessões de rádio e tevê em troca de apoio político à extensão do mandato de Sarney de 4 para 5 anos. Uma das principais favorecidas pela manobra foi a Rede Globo, que possui sócios da família do senador na Bahia.
ACM elegeu-se governador do estado em 1990, desta vez com o voto popular. Em 1995, conquistou uma vaga no Senado. Renunciou ao mandato em 2001, após ser acusado de manipular o painel eletrônico da Casa. Reconduzido ao cargo no ano seguinte, o parlamentar manteve a força do carlismo no plano regional, elegendo afilhados políticos em prefeituras e no governo baiano. O senador também é acusado de comandar um esquema para espionar telefonemas de desafetos políticos e de uma ex-amante.
No Senado, ele será substituído por ACM Filho, seu suplente. O outro integrante da família no Congresso é o deputado federal ACM Neto.
Morre o coronel
por Rodrigo Martins
ACM teve insuficiência cardíaca. Bahia decreta cinco dias de luto
Influente presença no cenário político brasileiro das últimas décadas, o senador baiano Antonio Carlos Magalhães morreu na manhã desta sexta-feira, em São Paulo, vítima de insuficiência cardíaca. O parlamentar estava internado no Instituto do Coração desde 13 de junho, após passar mal no plenário do Congresso Nacional e buscar tratamento na capital paulista. O governo da Bahia decretou luto oficial de cinco dias e o corpo será velado no Palácio da Aclamação, em Salvador. Ele será sepultado no Cemitério do Campo Santo, ao lado do filho Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.
Sempre próximo do poder, ACM esteve ao lado de Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. Após o golpe de 1964, serviu com afinco aos militares. Sobreviveu ao fim da ditadura, transitando no meio de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. A sanha de agarrar-se ao governo de plantão levou o senador a ensaiar uma aproximação com o presidente Lula, mas a tentativa não resistiu ao primeiros meses da gestão petista. Durante a crise política de 2005, com as denúncias do suposto esquema do mensalão, o parlamentar tornou-se um dos mais ferrenhos opositores do governo.
ACM também exerceu um longo período de predomínio político na Bahia, onde os interesses privados do oligarca se confundem com os do Estado. Três vezes governador, ele elegeu praticamente todos os mandatários do estado nas últimas três décadas, fora dois interregnos, com as eleições de Waldir Pires, em 1986, e de Jaques Wagner, no ano passado.
Nascido em 4 de setembro de 1927, ACM fez faculdade de Medicina, mas nunca exerceu a profissão. Teve passagem pelo movimento estudantil e iniciou a vida política na extinta UDN, partido que o elegeu deputado federal por duas vezes. Em 1967, os militares o nomearam prefeito de Salvador. Com o respaldo da ditadura, assumiu o governo da Bahia em duas ocasiões (1971-75 e 1979-82), desta vez com a bandeira da Arena.
Com o fim do regime militar, filiou-se ao PDS. Durante as eleições indiretas para presidente, em 1984, rompeu com a canditatura do colega de partido Paulo Maluf e declarou apoio a Tancredo Neves. Pouco depois, arregimentou dissidentes do PDS para fundar o Partido da Frente Liberal. Assumiu o Ministério das Comunicações em 1985, durante o governo de José Sarney, onde permaneceu por cinco anos. A marca registrada de sua gestão foi a distribuição desenfreada de concessões de rádio e tevê em troca de apoio político à extensão do mandato de Sarney de 4 para 5 anos. Uma das principais favorecidas pela manobra foi a Rede Globo, que possui sócios da família do senador na Bahia.
ACM elegeu-se governador do estado em 1990, desta vez com o voto popular. Em 1995, conquistou uma vaga no Senado. Renunciou ao mandato em 2001, após ser acusado de manipular o painel eletrônico da Casa. Reconduzido ao cargo no ano seguinte, o parlamentar manteve a força do carlismo no plano regional, elegendo afilhados políticos em prefeituras e no governo baiano. O senador também é acusado de comandar um esquema para espionar telefonemas de desafetos políticos e de uma ex-amante.
No Senado, ele será substituído por ACM Filho, seu suplente. O outro integrante da família no Congresso é o deputado federal ACM Neto.
29 de mai. de 2007
O Dia do Cachorro Louco
"Eu não alimento nada duvidoso"
Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.
"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente"
Você já teve o seu?
"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"
Claro que teve.
"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"
E o que você faz nesses dias?
"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"
Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.
"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"
Não portar uma arma é a primeira lição.
"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"
Porque, depois, negar, não adianta.
Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".
E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".
(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)
20 de mai. de 2007
O Cristo e o Chicletão
Já votou no Cristo? Não? Vote! Custa nada, gente. Confesso, porém, que fiquei me coçando para não votar nas Estátuas da Ilha de Páscoa. Ó céus, esta minha língua, que me impede de ser uma boa cabo eleitoral para o que ou quem quer que seja, humpf... Depois vou lá votar com outro email (sim, fica registrado um email no voto, humpf.)

O Cristo.

O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",
O Cristo.
O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",
10 de mai. de 2007
Baracho, Lia, ciranda e povo
Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:

Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.

Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.

O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:
Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.
Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.
O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
Marcadores:
brasil,
carnaval,
crianças,
cultura popular,
dança,
fundo do baú,
música,
pernambuco
18 de abr. de 2007
Senhoras
Comediante não deveria morrer. Não só no Brasil, concordo, Conde. Sim, precisamos de alegria. Principalmente num dia em que morrem 22 em tiroteios no Rio, trinta e poucos em uma faculdade americana. Dirão que todos os dias há crimes de morte, carnificinas, maldade e terror, mas eu pretendo continuar a sofrer e indignar-me com isso. Melhor ter que mudar de canal para que o dia termine bem, que assistir sem sentir. Sim, melhor seria fazer algo, mas ainda não tenho tal ferramenta.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.

-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.
-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
Assinar:
Postagens (Atom)