27 de mar. de 2007

"Quem ama o feio bonito lhe parece" ou "Minha flor, meu bebê" (escolham o título - este é um blog às vezes democrático)



Creio que o amor nos torna competentes em novos talentos, quando o objeto destas expressões é o ser amado, concordam?





Onde foi mesmo que ouvi a expressão "zoiudinho da mamãe"?




Gostaram? O modelo também ajuda, vamos e venhamos...

Não foi amor a primeira vista, mas agora, mal podemos viver um sem o outro. Ando rezando bastante para que São Francisco me dê juízo de maneira a não aprontar nenhuma asneira como aquela do passado.






Quem foi mesmo que falou que "meu" (a cria que não nos leia, pois anda ela deveras enciumada de nossa intimidade) bichinho não é bonito? Quanto preconceito, gente, com répteis. Meu bebê não só é bonito, como fotogênico, vêem? Sou uma mãe coruja. Digo, sou uma mãe calango. Iguana, vá lá.

Ok, ok, é ridículo chamar um calango de bebê. Mas o amor é assim, gente, que se faz disto?

Bela, a vida pode até não ser sempre, mas a natureza o é, todo dia, toda hora!

22 de mar. de 2007

Seu Dia



A água arrepiada pelo vento
A água e seu cochicho
A água e seu rugido
A água e seu silêncio

A água me contou muitos segredos
Guardou os meus segredos
Refez os meus desenhos
Trouxe e levou meus medos

A grande mãe me viu num quarto cheio d'água
Num enorme quarto lindo e cheio d'água
E eu nunca me afogava

O mar total e eu dentro do eterno ventre
E a voz do meu pai, voz de muita águas
Depois o rio passa
Eu e água, eu e água
Eu

Cachoeira, lago, onda, gota
Chuva miúda, fonte, neve, mar
A vida que me é dada
Eu e água

Água
Lava as mazelas do mundo
E lava a minha alma

(Eu e Água - Caetano Veloso)

Porque é hoje é Dia Internacional da Água.

Momento reflexão, claro: porque coisas que realmente importam necessitam de uma data no calendário para serem lembradas? Hein, hein?

21 de mar. de 2007

Frases do dia

Ouvida hoje: "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim". Henfil.

Confirmada no www.frasesfamosas.com.br. Ótimo site.

De lá outra ótima do mesmo Henfil (impagável): "O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."

Lida hoje, de novo: "Entrego, confio, aceito e e agradeço.". Hermógenes. Uma bela biografia.

20 de mar. de 2007

Rapidíssimas

Analy está no paredão. Coitadinha... Até que durou, a bichinha... Ela e o Alan Pierre eram meu preferidos. Esse povo sem graça eu adoro, porque será (KKKKKKK)? Fora a Rita Lee, claro. E o Ney Matogrosso, claro.

Hoje, um professor que dispensa comentários (mentira) perguntou: "afinal, o que vocês aprendem com o BBB?" Fiquei matutando cá comigo e conclui, cheia de maturidade: porra nenhuma. A pura verdade, no fundo no fundo. Pobrezinha dessa geração. Olha o sujo falando do mal-lavado aí, gente...

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E como não poderia deixar de ser, o Maio também é Utilidade Pública: Lívia, amiga, como você não deixou email, respondo via post mesmo. A foto da flor amarela veio dessa fonte. Se você entrar na Home Page verá que trata-se de um site de design, quem sabe não consegue algo melhor por lá? Peguei no Google a tempo e não sei nada sobre ela. Sim, sou uma péssima blogueira, não ponho fontes das fotos, só das pinturas/gravuras, tentarei corrigir-me a partir de agora. No próximo post, essa foto da Rita vai sem crédito mesmo, sô...

"Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir"

"Guerrilheiro, forasteiro, ôrra meu!"

Vixe, com eu adoro esse refrão...

Porque adoro Rita Lee. Deu prá perceber? Cadê ela, hein? Derna o tempo que eu assistia Saia Justa que não a vejo. Faz uma data, cidadão...

Este amor é antigo, eu tinha 12 anos. "Vamos, vamos ao show!". Foi vê-la "brotando" (literalmente) do piso do palco, vestida de cor-de-rosa e esvoaçante, cantando... o que mesmo? "Lança-perfume"? Acho q sim... Pronto. Aí eu me apaixonei. Foi mais ou menos assim que estava ela:



A Rita vai fazer 40 anos de carreira, que máximo (será por isso que comecei a pensar tanto nela?). Uma grife chamada Rosa Chá está lançando uma coleção em sua homenagem, que máximo. "As estampas, assinadas pela grafiteira paulista Nina, trazem desenhos de Rita e ícones de seu universo. " Ulalá!

Ulalá nada! Esta é bem melhor: "A roqueira Rita Lee será homenageada ainda este ano pela galerista paulistana Regina Boni- ex-mulher do diretor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Regina prepara uma exposição com todos os figurinos de Rita Lee durante seus quarenta anos de carreira. Regina está recuperando o acervo de roupas da cantora desde a época de 'Os Mutantes', banda que impulsionou sua carreira musical entre 1966 e 1972, passando pelo grupo que fundou, 'Tutti Frutti', até os dias de hoje." Tirem fotos para mim, ok? Taí, não é o que a Rita tá fazendo, mas pelo menos o que tão fazendo prá Rita.

Será que as ombreiras da foto acima estarão lá? Ulalá!

Acabo de usar pela primeira vez o Google Notícias. Que mocinha estou ficando.



Olha a Rita aí de novo. Rita, eu te amo! Pronto surtei. Me deu até vontade de cantar: "A Rita levou meu sorriso/no sorriso dela meu assunto"... Não, essa não é a cara da Rita. Melhor essa: "Rita abre a janela/pensa na vida dela/abre a boca de sono/não sabe o que vai dar".


p.s.: Esse seria apenas um pequeno tópico do post das terças-feira. Mas, enfim, isto é impossível em se tratando de Dona Rita Lee Jones. Demorou um pouco mas percebi.

12 de mar. de 2007

Há um novo hóspede na casa...



Estamos em fase de adaptação...

É realmente algo que jamais pensei possuir em casa. Mas enfim, crianças são seres que vieram ao mundo para nos surpreender e alegrar, de fato. A idéia não me desagradou por completo, apenas me trouxe uma preocupaçãozinha a mais para rotina. Uma a mais, uma a menos, é o de menos...

10 de mar. de 2007

O Sol em Si


Diana Pequeno canta Caymmi.
Canta Catulo.
Canta Villa-Lobos.
E canta, finalmente, O Sol em Si, que brotou dos recônditos mais fundos desta minha mente velha. Meu deus, devo ter escutado essa a uns vinte anos atrás...
Que viagem... Essa música é inédita, humpf. Eu devo ter sonhado com ela, ou me lembrou alguma outra, muito antiga. Na verdade a canção tem sabor de música antiga.

Diana Pequeno gravou Cantigas em 2001, após tantos anos sem gravar, doze exatamente (o último é de 1989). O ano atual é 2007. Por onde anda essa moça, gente? Ô realidade pavorosa essa da cultura em nosso pobre país...

O disco baixei no tétrico mas por vezes útil Orkut, nos tempos em que eu o suportava. Não sei como passei tantos meses com esta pérola guardada sem admirá-la...

A quem queira mais Diana, tem mais Diana aqui, o quase sempre completo CliqueMusic (quase porque lá não consta o Cantigas dentre os discos que podem ter pequenos trechos das faixas ouvidos... ).

8 de mar. de 2007

Mulheres

Apesar de minha firme decisão acerca de que o certo seria gastarmos toda nossa energia feminina no sentido de transformar este Dia Internacional da Mulher que inventaram (já que o inventaram) num feriado maravilhoso onde nada fizéssemos, (vamos, esforcemo-nos por aprender um pouco da objetividade masculina, senhoras e senhoritas!), e apenas os homens trabalhassem, vamos lá a mais uma viagem das letras. Porque vício é vício, fazer o quê.

Mulheres são seres de uma docilidade complexa à compreensão da mente do sexo oposto. No olhar que se leva até elas, confundir este dado com ausência de potencialidade, força, ou sabedoria, é um erro difícil de ser transposto. Como se já não bastasse ser tarefa quase sobre-humana entender a mente do outro em geral, já está mais ou menos estabelecido pela ciência: temos cérebros diferentes em demasia. Não porque o nosso tenha o tamanho de uma azeitona, animais (eu sei que alguns lembraram a piada, porque é difícil mesmo para vocês não ser imbecil quase sempre). Custa tentar nos entender uns aos outros. E cansa.

Sendo assim, vamos vivendo como é possível. As mulheres com seus artifícios, mazelas e sapiências, além desse olhar tão infinito sobre quase tudo, e os homens crendo ter o poder absoluto sobre o mundo, o universo, o céu e as estrelas, mas sendo como nós apenas meros mortais que se esforçaram bastante por todas estas gerações para dominar, o que é louvável (não nos esqueçamos contudo da ajudinha extra que lhes concedeu a natureza, claro). Minto. Os homens entendem sim, eles entendem. Apenas a imensa maioria não consegue expressar este entendimento e está presa demais aos ranços banhados na testosterona que os habitam permanentemente (o que deve ser uma verdadeira escravidão, estou certa, e tenho até pena. Claro que a maioria não entenderá mais este sentimento feminino, o de pena, e jurará que sou uma mulher mal-amada, kkkkkk).

Mulheres, todas elas, merecem esta canção. Cantem para elas. Escutem a ela.


Por Brilho (Oswaldo Montenegro)

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel

Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal



E rosas. Porque como já disse alguém que entende de mulher: "toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas". Quase todas. Cada uma colha esta para si.



Captada aqui. Josepha Gonsalez.

7 de mar. de 2007

Ave

A minha alma não se retrai.
Sou o que sou
e sou o que posso -
profundamente
nada além desejo.
Ser fera, ser bicho...
isto não me cabe.
Não figuro – protagonizo meus dias.
Espero, sim,
mas também passo -
aprendi com os dias e as esquinas.
São doces as asas que se abrem em mim na despedida,
do alto tudo reconheço.
É serena e seca a brisa em meus pêlos,
suave e leve o calor que me atinge -
esplendidamente alcanço a manhã em livre vôo.
Jamais me perco.
É o sentido das aves que habita-me
e dia a dia
acrescenta em mim as cores
que aos olhos inflamam.



6 de mar. de 2007

Curtas às Terças

Toda terça é dia de post nesta casa, assim espero.
Terça é O dia livre, bem. Ao menos por enquanto (durará pouco, eu sei,a julgar pelo tanto que ando programando para ela, humpf).

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Da série Frases da Semana:

"Os velhos ensinam os jovens a envelhecer. E a morrer".

Ouvido em um documentário sobre, lógico, a Terceira Idade. Chamo "a Melhor Idade"? Como eles preferem ser chamados? Minha mãe não prefere nada, que bobagem é essa de nomear diferente gente só em função da idade? Já começa aí a diferenciação?

Lindo documentário. No canal do Sesc. Pena que vi pela metade e não sei o nome. Também desconheço o nome do autor da frase, só guardei a própria, infelizmente.

Vendo este filme, fiquei aqui sonhando com um longo artigo sobre velhice e beleza. Não vai dar, mas creio que vale a pena cantar a pedra: não é chocante que seja principalmente contra isso que necessitam lutar os velhos, a ditadura da beleza imposta pela atual sociedade?

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Prosseguindo nas frases. Para desafiar nos parcos leitores questionamentos:

Um post é uma fotografia de um momento da alma. É quase como um poema.

Blogar é uma forma pública de terapia.

O que dissem?

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Apenas assisti cinco minutos da nova das oito e saí com uma sensação ruim na boca do estômago: será possível que estão tentando mais uma vez vender o Rio de Janeiro e o mercado da prostituição desta nossa "idolatrada, salve, salve" Nação? Mas será o Benedito? Com este título ("Paraíso Tropical"!), conseguem enganar?" Ou será o contrário, talvez? Veremos. Se tivermos saco.

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Biscoito Chinês
"Uma bela flor é incompleta sem suas folhas".

Mas claro.

Não posso entrar na Querida que demoro muito na net. O link do biscoito veio de lá, mas acho que já o postei por aqui. Estou quase certa, para ser exata.

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Falar na Querida, mais um tópico.

Todo blogueiro é um jornalista frustrado? Quando vou na Querida, sempre penso nisso (não que seja este o caso dela, obviamente; sem intrigas, por favor). Eu sou, eu sei, fazer o quê? "Sorrir e aceitar", simplesmente. Gostaram da expressão tanto quanto eu? Tirei-a daqui. Trouxe da Naomi, de onde mais poderia ter saído tal pérola?

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A percepção que cada um forma sobre a realidade é muito diversa. Diversa demais. Eu devia ter percebido isto a mais tempo, acho. Teria ajudado muito, ora bolas.

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E finalmente, o link pro blog da Leandra Leal, esta moça com quem me preocupei, após saber que andou nas páginas de fofocas por conta de sua excessiva exposição na internet. Relato brevemente o causo aos mais desavisados: a moça, atriz global da recentemente conclusa novela das 8, possui um blog, Alice me Persegue, no qual, parece, andou falando mal de alguns coleguinhas do folhetim (a megera-sexy Sandra-Danielle-Winnits, mais especificamente). Resultado, caiu na boca do povo. Uma moça tão boa. Namorada do Lirinha do Cordel do Fogo Encantado... será que ainda é?

1 de mar. de 2007

Priscila

Esta moça a mim ensina: o nome Priscila significa:


PRIMITIVA.



O dicionário ensina:


PRI.MI.TI.VO

adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.



Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.






Quem será a próxima?


"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela

A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira

Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela

A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira
"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)

27 de fev. de 2007

Mundo blog

Achar num par de dias consecutivos dois blogs bons é fato merecedor de postagem nova.

Bicho Solto.

Café Impresso.

Lindas existências...

25 de fev. de 2007

The question is

O medo é um dado importante de nossa personalidade. Já disseram (e quanto): "o medo protege". Mas sua ausência também nos permite alcançar algumas estrelas às quais o acesso é limitado. E então, estaremos eternamente sujeitos à superfície terrestre? E presos à velha pendenga "somos homens... somos ratos..." ?

A decisão pela renúncia ao medo é, como todas as demais com que nos surpreende a vida, contudo, pessoal. Por mais que possa doer a alguns, e tantas vezes a nós mesmos.

Uma vez, quando tudo era muito nublado, eu decidi ser feliz, conscientemente. Decidir pela felicidade é uma constante em minha existência, devo adiantar. Mas nunca fora tão deliberada a decisão, porque, em mim, até então, só o sentido de preservação e sobrevivência poderia ativar tal consciência. Fugindo da bruma, da morte, do terror, da dor e da doença, eu disse: eu serei feliz. Porque em meus olhos eu via que não nascera para a morte. Quem quer que tenha me feito, em mim colocara a alegria, como, afinal, acredito que o fez em todas suas criaturas este criador. Apenas para alguns é um tanto, ou muito mais, difícil perceber esta verdade - tudo fruto desta vilã, a Ignorância, a quem detesto.

Não houve afronta ao medo, naquele dia. O que havia a perder não era meu ainda. Hoje, eu sei, há; e nem por isto me abandona a serenidade. De qualquer forma, este mundo é repleto e meu também.

Às vezes, sobreviver é também seguir a corrente que chega e não somente bebê-la; banhar-se em suas águas e ser purificado. Com a corrente, a vida vem, e passa. Ou vamos ou ficamos. Vamos.

Um belo domingo para todos vocês.




"Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que fazer com eles, cabe a você resolver" (Quem poderia ter escrito? Adivinhem? Está logo ao lado a resposta...)

23 de fev. de 2007

Curtas - Televizices

BiBiBi I (ou BBB, se preferem) - enfim o jogo começou pesadamente, e já era tempo. Com direito à briga e carão do Bial. Será que começara já e só eu não percebera (porque andava desinteressada mesmo, não vinha assistindo)? Logo no começo veio-me certa impressão de que erraram na escolha do grupo, excessivamente homogêneo, e ainda a intuição-certeza (tenham paciência com o vocabulário desta moça sempre, por favore) de que houve muita manipulação além da medida (porque que sempre houve a gente sabe) na sua escolha. Fiquei com cisma de que o programa buscou abertamente fazer um "programa para maiores", trazendo casais que já entraram com roteiro pré-definido. O que, como telespectadora, me aborrece.

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BiBiBi II - Fui ao site do Jean, aquele, vencedor do BBB5, recordam? Aquele que admitiu a homossexualidade ao vivo, esse mesmo. O que me levou a desejar mais uma vez ler aquele seu livro que vi no supermercado, Ainda Lembro. Recordo de haver buscado me entender com o exemplar mas, enfim, não surgiu aquele desejo irresistível de mergulhar na leitura. Devolvi à prateleira. Talvez hoje não devolvesse.

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Das Oito - Fiquei surpresa com o capítulo de hoje da novelinha das 8. Digno do horário. Com direito à alma penada falando com filho e filha, discurso do Tarcísio Meira, audiência com escândalo e ainda ouvida de testemunhas que são na verdade competentes advogados das partes que as arrolaram. Em novela é tudo ótimo, pode tudo. Estou preguiçosa para relatar com detalhes, mas enfim, prendeu-me. O capítulo.

15 de fev. de 2007

Como diria o Fred (dos Flinstones)...

VIIIIIILLLLLLLLMMMMMMMMMAAAAAAAAA!

Hoje é aniversário dessa moça linda e loura chamada Vilma. Merece post especial, sem bolo, mas com flores! E um beijo de quem diz: minha flor, continue assim! Bj!

13 de fev. de 2007

Fevereiro

É um mar de fantasias da mente os frevos que cantamos no carnaval. Nunca foi segredo minha paixão por estas canções. Escute a orquestra que anuncia : "Eu quero entrar na folia, meu bem/você sabe lá o que é isso?". Mas, "ah, meu bem, sem você, não há carnaval/vamos cair no passo e a vida gozar" (Hino de Batutas de São José - João Santiago). O drama está instalado.






Carnaval é uma entrega absoluta e coletiva em que a magia é tão real que assusta muitos dos pobres seres mortais que este planeta habita. Natural, adianto. A embriaguez, para apaixonados como eu, independe de substâncias, odores, líquidos, ervas. O sincopado do surdo a marcar a melodia em torno dos metais é o primeiro copo, o primeiro cigarro : "a nossa vida é um carnaval", inicia a marcha. Até a apoteose desesperada: "vê, colombinas azuis a sorrir!" (Turbilhão - Moacyr Franco).

Apoteoses emocionantes são próprias do gênero. É assim com o bom frevo que o Mestre Capiba consagrou.



"De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, EU VOU!
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender (deixa o barco correr)
"
(De Chapéu-de-sol Aberto - Capiba)

E nem por isso deixa de haver melancolia e saudade. Aliás, são algumas das mais bonitas as que cantam despedidas, porque afinal "É de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar!" (É de Fazer Chorar - Luiz Bandeira)(*):

"Adeus, adeus minha gente
que já cantamos bastante
Recife adormecia
ficava a sonhar
Ao som da triste melodia!
"
(Evocação No. 01 - Felinto Nunes)

e ainda Getúlio Cavalcanti:

"Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir"
(Último Regresso)

.

Esta página eu recomendo aos que querem conhecer mais, salvo pelo fato de cometer este erro (*): a canção "É de Fazer Chorar" é, como aqui está, de Luiz Bandeira, mas o site informa ser de Capiba. E olha que o Governo do Estado patrocina (ou apoia apenas, talvez) a página. Ulalá!

10 de fev. de 2007

Frevo! 100 anos!

Gilberto Gil
Ney Matogrosso.
Lenine
Vanessa da Mata.
Luiz Melodia.
Maria Rita.
Elba Ramalho.
Alceu Valença.
Geraldo Azevedo
Antônio da Nóbrega.
Silvério Pessoa
Geraldo Maia

Sim, sim, foi um belo presente. E é claro que os não acostumados ao gênero (os não-pernambucanos, lógico!) se esforçaram por interpretar este filho da terra que, cá entre nós, exige mais da voz humana do que pode imaginar o observador comum. Confesso que cheguei a ficar arrepiada com a bela Vanessa da Mata (esta boneca tem manual!) a ecoar ao vento, à praça : "Eu vou!". Em alguns momentos o público, generoso, percebia as dificuldades dos artistas e ajudava. Isso foi bem bonito. Porque afinal, no final de tudo, para o coração, ao menos, o que vale é a intenção.

9 de fev. de 2007

Curtas

Ainda estou decidindo se gostei ou não do novo blogger. Afinal, parece-me que ele e o Opera não se entendem muito bem, e eu ando preguiçosa com coisas assim: abrir aqui, não funcionar, ter que abrir lá. Ok, ok, é uma versão beta. E só não ter mais aquelas odiosas e lentas republicações já foi muito bom. Também gostei das listas, só não ando paciente para atualizar nada.

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Um blog que reúne boa seleção de crônicas: Entrelaços. Leiam a de 06/02/2007, sobre o Big Brother. Eles só não tem links diretos para os posts (como se chama mesmo?) por lá.

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Sempre achei graça na expressão "pensando na morte da bezerra". Assim, aprendi a dizer a muito tempo: "está pensando na morte da bezerra?". E com o tempo surgiram variações: "e a bezerra, morreu de quê?". De onde surgem tais expressões? Sou curiosa sobre coisas desse tipo. Hoje em dia, sabendo como sei perfeitamente o que significa a frase, já não a digo automaticamente: ou melhor, digo, porém no segundo posterior percebo exatamente aquilo que compreendi sobre a criatura que está ali a pensar sobre o óbito do pobre animal. A isto chamo aprendizado ou amadurecimento, como queiram. Eu sei que não demonstro que aconteça isto comigo mas, enfim, ocorre, vez ou outra.

Entenderam? Não? Paciência.

Esta não foi tão curta.

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Curto porém foi o post. Os posts - é sabido, contudo (kkkk) - como os poemas, tem vida própria: sabe lá o postador o que virá nele quando escreve a primeira palavra!

5 de fev. de 2007

Reentré

Do que você gosta?

Preliminarmente: de listas.
O que faz aproximar-me do que não gosto: a cópia.
Que seja. Eu avisei, Vilminha ;-).

Escritos, escritas.
Carnaval, pão e manteiga.
Um jambo roxo, de suculência.
Um suco de pitangas pequenas e ultra-doces recém colhidas
em frente à casa.
Um sossego de uma tarde fresca. Uma rede.
Praia em pôr-de-sol ou nascente. Pôr-de-sol e nascente :
não precisa de mais nada.
Seja caústico ou agridoce o cenário.
Palavras que findam assim: lealdade, verdade.
Outras palavras com mesmo fim.
Concha com som de mar lá dentro.
Descobrir um poema,
um livro, uma canção.
Dias sem fim.
Escolher sem pressa no controle e pegar "aquele" filme do começo.
Sair de casa.
Voltar prá casa.
Estrada, céu, mato, planta.
Caminhar com calma,
um café com calma.
Um pãozinho com manteiga. Quente.
A manteiga derrete salgada umedecendo o branco do miolo, a casca que quebra.
Depois de voltar quando disse "vou ali comprar pão",
indagar "Quer pão?".
O sorriso dos meus. A saudade dos meus.
"O aconchego na cama, a luz apagada". Pés na cama.
Edredon. Arcon.
"Uma Mente Brilhante".
Uma varanda.
Achar o pequeno pássaro entre as folhas.
Aguardar com paciência o movimento que não é do vento.
Ele surge em cores.
Mergulhos. Sal na água, nos olhos. Horas de sal. Boiar em transe.
Cheiro de terra molhada.
Molharem a terra e disserem: "eu adoro esse cheiro".
Sonhar com números.
A pele da criança, o calor do corpo do homem.
O sol queimar e mudar a cor.
A ordem das coisas.
A casa limpa, brilhante.
Água, muita água.
O mar que é feminino.
O céu que sempre muda e no entanto é perfeito.
"Ilusões". Richard Bach.
"Bom dia . Bom dia mesmo".

21 de dez. de 2006

"So this is christmas"

O natal pode ter muitos significados inadequadamente a ele atribuídos. É um fato com o qual nos resta conviver (ou não, de preferência). O maior significado da festa, porém, está nas pessoas. Para isso ele existe. "Para lembrar e ser lembrados", como dizia o poeta. E este blog é, para mim, além de palavras e canções, pessoas. As três coisas de que mais gosto no mundo.



Feliz Natal para todos!

12 de dez. de 2006

Quirino

No subtitle : versos do Jessier Quirino, poeta paraibano aloprado de que, estou certa, já falei por aqui, e que está com página nova no ar. Muito boa, por sinal, vale a visita. Apenas não o faça com o Opera, que não vai...

O homi..




Vem dele (embora seja dito popular, esclareço) a frase do dia e da semana: "conselho e tabaco, só se dá a quem pede".


6 de dez. de 2006

Quarta

No quengo: faz dias (desde que vi Anos Rebeldes, para ser exata) que, de vez em quando, vem a minha cabeça o discurso do Vandré: "Se vocês pensam ... que me apoiam... vaiando... gente... gente... por favor... tem uma coisa só... a vida não se resume a festivais".

Ui...

Não precisa falar quem é Vandré, a pobre criatura, precisa? O Wiki fala por mim.


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Na internet - 1: acabo de ler na Wikipedia que existe no mundo 50 milhões de blogs. Eu disse 50 MILHÕES. Ui.


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Na internet - 2: artigo no site no minimo sobre as capas das revistas masculinas da semana (vão lá correndo ver, animais). O mais engraçado de tudo é ver homens sugerindo tendências e buscando tecer lerdas filosofias acerca de um tema simples, tosco e imutável: homens querem ver mulheres nuas. Mais hilário ainda perceber que os homens pensam que as mulheres se enganam sobre isso. Bom, por essas e outras é que sempre aviso: cuidado, homens. Quando mandarmos em tudo, não estou muito certa sobre o que sobrará para vocês... Bom, quem avisa amigo é.


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No cinema: esse eu quero ver. O Labirinto do Fauno. Guilherme del Toro também filmou HellBoy, cês viram? Eu vi e gostei. Uma foto que vale estar aqui:




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Na tv : ontem entrou para minha lista de filmes-a-ver-completos (o mal de ver filme na tv é perder o final; e o mal do cinéfilo é o sono, eu repito) este Adaptação. Eu já o paquerava na prateleira da locadora a tempos, agora o flerte é definitivo. Bom, só para ver Meryl Streep já valeria a pena, o fato entretanto é que, apesar de toda loucura típica dos filmes que buscam ser uma história dentro da história (vejam sinopse, se gostarem de spoilers e quiserem entender melhor a trama meio amalucada), o filme me pegou. O final, que não vi, aparentemente é uma bomba, mas mesmo isso condiz, ao que me parece, com o que pretenderam os autores da obra. Muito interessante. A propósito, eu não gostei de Quero Ser John Malkovich, da mesma dupla diretor/roteirista Spike Jonze/Charlie Kaufman.

Uma foto da musa para amenizar o blá-blá-blá:

4 de dez. de 2006

Dicionário de Pessoas

amiga - Si
branquinha - Brí
carnaval - Con
Copa - Jôka
Dércio - Ci
escrota - Vi
Europa - Lu
irmã - Gabi
mangá - Lu
mocinha - Qué
pequena - Nil
ruivinha - Vilmetes
sapato - Gil
vaquinha -

"Sigunda"

Eu tenho mesmo um problema com dar ordens: nem o blogger me obedece logo, né uma merda?

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A postou 101 Coisas sobre ela e também me deu uma vontade de fazer, mas me deu uma preguiiiiiça... Essa mania de lista que me persegue, vixe... Mas essa preguiça...

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Também ando com muita preguiça de postar coisas que valham a pena. Deve ser preguiça-de-final-de-ano. Cês tem? Eu tenho, todo ano. Não é depressão-de-fim-de-ano que tanta gente tem (porque adoro natal e ano novo), é preguiça mesmo. Ok, ok, é canseira. Tem uma lista(!) de coisas prá fazer que só faço agora ano que vem, claro. Em 2006, agora, só o essencial. Dane-se o mais.

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Além de preguiçosa, ando altamente pornofônica neste fim de ano. Sorry, babies (prá quem não gosta de palavrão, claro). Apesar disso eu sou uma mocinha educadinha, acreditem, quando não me enchem o saco.

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Falar em preguiça, eu ainda tenho uma prova quinta-feira. Apesar disso, não abri um livro hoje. Segunda sem lei. Beijos a todos. Vou ali dar aula de matemática.

2 de dez. de 2006

Coisas da tela e da semana

"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
"
(Drummond - Poema de Sete Faces)

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Sonhar com banquete faz a gente acordar empanzido. Faz sim. Ou se trata apenas de se ter comido muito antes de dormir e meramente a realidade se reflete no sonho. Talvez.

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Jung não concordaria com isto. É, comecei a pensar nesse cara depois de ver um filme em que ele está. Jornada da Alma. Recomendadíssimo, altamente. Bem falou a moça da locadora (que é, diga-se de passagem, das melhores atendentes de locadora que eu já vi): "como esse filme não passou na sua vida até aqui?". Estranho mesmo, porque não é tão novo(2002) e é bem certo que foi um filme com que me entendi, mas nunca tinha pensado em pegar nem mesmo havido ouvido falar. Completando, estou apaixonada pela atriz que interpreta a protagonista, Sabina Spielrein. Que mulher fascinante, senhores, e que atriz (Emília Fox, não conhecia...). Bravo.





Na foto, a cena, em minha opinião, mais comovente do filme.

O link do Adoro Cinema, só para não quebrar o hábito.

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Mercy! Está passando Uma Linda Mulher (precisa de link? Seria subestimar os leitores...) na tv aberta. Que milagre, o filme é legendado.

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O Opera, o browser, cá entre nós, merece um parênteses aqui. Teria perdido este post à pouco não fosse ele. Cliquei no link do Jung no editor do blogger, mas, ao voltar, o post estava inteirinho, cabeça, troncos e membros. Ó céus, o inferno do blogueiro é perder um post, vocês sabem.

27 de nov. de 2006

Não li, não li, não li

Eu já tinha ouvido muito falar sobre o blog da Laura, tá, confesso. Mas sinceramente não recordo se já tinha ido lá. Agora, fui, e não devo mais esquecer. E, lá, não me perguntaram, mas, enfim, eu responderei quais foram os livros que não li até o fim:

-O Mundo de Sofia, obviamente.
-O Senhor dos Anéis, obviamente.
-e o pobre coitado A Maçã no Escuro, da Clarice Lispector, uma autora que é um túmulo para mim, infelizmente. Digo, não conseguimos nos entender (à exceção nos seus contos!), e, salvo engano, comprei o livro só porque achei um título lindo em demasia. Lá está ele, o livro, vigilante, a repreender-me. Vou doá-lo a biblioteca amanhã, se não parar com isso...

Bom, é claro que houveram outros livros, mas por hora não recordo. E você, que livros insuportáveis já passaram por sua vida?

22 de nov. de 2006



Silêncio da noite que dorme.
O respirar leve da casa.
Sossego da ave na planta.
Só o asfalto a ressonar displicentemente.

Da Globo

Ah, que novela tétrica, essa das oito. Até a música, a distância, já enjoa. Sim, esse pianinho com orquestra. Mané Carlos, tem pena do povo, sô. Pobrezinhos dos viciados nela. A única coisa que me apetece um tanto é saber se essa menina com bulimia vai ficar boa (vai, é claro, é novela) , ainda que anoréxicas me deixem nervosa (porque eu fui em outra encarnação, sabem?). Mas ela com essa cara de não-sei-quê comendo biscoito na cama, é de amargar. Ainda mais adispois do pai barbudo de seu namoradinho lindo tê-lo levado para escolher garotas-de-programas-de-boate e o rapaz ter pedido um táxi. Isso ainda existe, sinceramente? Pai levar filho prá virar homem? Tenha dó, Seu Mané...

Só tô aqui esperando Redentor. Que eu sei que não será muito bom, mas, enfim, experimentarei. Pelo menos o elenco é bom.

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Ontem, ao menos, pude gargalhar com a Marinete algemada à cama...

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Agora, está naquela musiquinha da mulher-cantando-com-um-ovo-na-boca. Aquela, que é igual a do dia que rasparam a cabeça da Carolina Dickeman na outra novela do Mané. Aquela novela, que é igual a essa.

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'Cabou. Depoimentos. Vou ao cinema nacional.

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Ia sisquecendo. Estão anunciando a Trilha Sonora Lounge, da novela do Mané. O que é isso mesmo que não lembro mais?


Update - Ê filminho ruim, sô. Nem vi até o fim. Ainda bem que vacilei todas as vezes que pegava a caixa na locadora.

20 de nov. de 2006

Médio

Arrumei mais ou menos os links dos blogs amigos. Eu disse mais ou menos (cá entre nós, ô tarefazinha sacal, sô). Aproveito a oportunidade para, de público, pedir desculpas aos muitos que não tenho visitado nos últimos meses. É que sou uma pessoa relapsa mesmo, fazer o quê... Ah, vocês também são, né (alguns, que eu tenho os meus fiéis, eu sei...)

O pavão



Posta-se à sombra o pavão,
tecendo com o bico, para o sol, sua longa paisagem de ave.
Empertiga-se finda a triagem,
recordando para si a própria imagem.
É alto, único e sóbrio.
Caminha imune à cobiça dos seres circundantes que o observam, trêmulos:
porque se sabe.

18 de nov. de 2006

Todo mundo espera alguma coisa
(sábado à noite)

Palavras, essas coisinhas que coçam.

(Faz dias tá na cabeça, humpf)

"Bom dia: eu dizia à moça
que de longe me sorria.
Bom dia: mas da distância
ela nem me respondia.
"
(Drummond)

T'aqui completo, achado num blog tão lindo, tão lindo, pena que aparentemente a moça não escreve mais lá.

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Juntas à música, palavras são um desengano.

(Outra, que começou agora)

"Hoje o tempo está mais firme, abre mais meu apetite
Cura e seca minha bronquite algumas folhas de hortelã
Vamos circular na praça, prenda bem esse cansaço
'Inda vou passar no Estácio, o Estácio pode me querer
"

Seu Melodia.

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Porém, definitivamente, a música do fimde foi essa, não foi, amore?

"Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem

Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Cleópatra, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem
"

"Vôte, eu, hein", dirão os leitores... "A criatura pirou de vez.". Não, não, eu tô quase ótima. E a música também é ótima.

Chatterton é esse aqui, prá quem não sabia, como eu.

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Mudando de pau prá cacete: não tem um santo ou santa aí assinante da Veja que mande para mim (no maio26@gmail.com) a reportagem sobre blogs que saiu dia desses? Sim, acho que foi na Veja. É, quero ler. Auto-conhecimento é tudo, vocês não sabiam?


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Ah, antes que eu esqueça: eis um trauma vencido. Alvirubras (lindo nome, não?) saudações. Agora vou aos sonhos, que o dia foi longo. B'as noites.

16 de nov. de 2006

Oito Anos

Ó céus... Ó idade...

Porque as coisas tem nome normal e nome científico?
Posso dizer porque acho?
Porque eu não posso tirar minha sujeira das unhas com os dentes?
O que são germes?
Quem é esse aí na foto?
Mãe, quanto é um patins?
Posso ir prá casa de Bela?
O que é "logotipo"?
O que é "trincheira"?
O que é "casual"?
O que é "atitude"?
Porque eu não posso olhar isso?

Qualquer semelhança com essa aqui NÃO é mera coincidência.

14 de nov. de 2006

Mais um, na linha batida mas boa dos textos de auto-ajuda. E outras coisinhas mais.

Recebi este texto enorme da Martha Medeiros, Nossa Vida, a Melhor Resposta, que não postarei aqui como faria em outros tempos por amor à alguns leitores que já disseram “não vou ler, muito grande” (eu lembro, viu, Palpi, ;-)). Martha Medeiros, uma boa moça... Querendo, leiam. O único lugar em que o encontrei no Google foi neste blog Entrelaços, post do dia 12/11. Bem que vale o trabalho, se você já não recebeu por email (o que é bastante provável).

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Explicação para o comentário do post "Os Filhos de Escorpião" ("O Derradeiro"): essa série começou com Sagitário (Oi, Lula!) então, vocês que gostam de horóscopo como eu sabem que acabou. Que pena. Só são doze os signos. Já tô com saudade.

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Explicação para os últimos sub-titles: música do Zé Geraldo, "a Terra de Gibran".

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Fiz um grande esforço ontem à noite para rever o Daniel de Oliveira na pele do Cazuza, apenas para ter saudades do Lauro Corona e pela trilha sonora, com a qual não me contenho. Obviamente não são as únicas coisas boas do filme, enfim... Bom, na parte em que ele adoece não vi mais, porque não gosto. Ademais, tinha pego o último dvd de Anos Rebeldes. Foi justa a troca, rever a Heloísa sendo alvejada e o João Alfredo voltando do exílio...

Olha aê a linda criança... Com o Falabella e a Lucélia Santos.



Lauro Corona


... e a segunda criança linda...



Daniel de Oliveira


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Por fim, a frase do dia, ou da semana, do mês, sei lá (desculpem, mas não posso dormir sem esta): cada um só dá o que tem. Mas não é mesmo?

13 de nov. de 2006

Aos Filhos de Escorpião - O Derradeiro




"É o reino da força
Vermelho é a cor do teu coração
Ferro em brasa na casa da morte
É o escorpião
A força criadora que habita o mundo
O animal da auto-regeneração
O homem que renova, signo fecundo
O fim planta o início
É a transmutação
Cabala do grande sinal
Cabala da força do ...."

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

9 de nov. de 2006

Teseu e o minotauro

Voltou-se o minotauro para o herói, isto bem no meio do labirinto, e expôs, às gargalhadas:

-Entendo tão perfeitamente este quê em seu sorriso, caro herói, mas, infelizmente este é um labirinto. Reconhece o termo? La-bi-rin-to. “l-a-la-b-i-bi-r-i-n-rin-t-o-to”. Sabe o que é, querido? Pode se entrar, não se pode sair. E eu, sabe o que sou? Mi-no-tau-ro. Precisa soletrar?

O herói bem que tentou relaxar a musculatura, mas mordeu o lábio. Muito imperceptivelmente. Tem mil olhos porém o minotauro.

O novelo coçava em suas mãos.

“Não tenho tempo para pensar”, suspirou a mente do herói, antes de cravar longamente entre os olhos do monstro a espada mágica com que Ariadne lhe presenteara...


7 de nov. de 2006

Um chamado desses...

... e euzinha não atender?

Nem morta.

Vai, Cecília, canta teu canto, ainda que triste, porque é seu dia. Porque vou lhes contar um segredo, não é fácil encontrar um poema alegre da Cecília. A Cecília é uma poetisa da tristeza, o que não é uma pena para a arte, mas deve sim ter sido para ela. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar isto, vejam! Uma pedra preciosa!
Quase penso eu não ser dela. Mas é, sim. Gostei tanto que vou colar numa parede lá em casa, heheheh...

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.



Ops. Quase esqueço. Fui chamada para a Blogagem Coletiva pelo Lino. Agradeço a lembrança!

30 de out. de 2006

Dias de Luta

Estou naqueles dias de "queroquevocêmeaqueçanesseinvernoequetudomaisváproinferno". Mas é para ir mesmo, sem passagem de volta. Muito, muito, muito bom.

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Gostei muito da vitória do Lula, sim, algum problema? E da vitória do Eduardo Campos, de quebra. Não dá mais para vestir bandeira e pintar a cara, e nem acho que será possível tão cedo, mas enfim, ser feliz importa. Muito. Quem preferir que fique pensando e falando mal, que eu vou ali sorrir para as margaridas, combinado?

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Tudo isso deve vir disto. Ah, tão delícia. Nem quero pensar no espanto que é ver como nosso país mudou, meu Deus. Com toda desgraça, éramos felizes e não sabíamos. Porque deu tudo tão errado? Tinha tudo para dar certo (não, não tinha, senão, tinha dado). Não existia programinha da MTV chamado "A Fila Anda". Não existia Orkut (essa loucura obtusa, neurótica, histérica, graças a Deus abandonei essa merda), a Cicarelli não existia. O Manoel Carlos não existia, e O Profeta não era essa criatura loura-e-inexpressiva-com-cara-de-anjo, mas o Carlos Augusto Strasser (lembram?). Todos eram sinceros, autênticos e tentavam ser felizes. Não se sobrevivia, se vivia. Sabe do que mais? Essa espécie está fadada à extinção. Tente salvar-se e amar aos seus enquanto não chegamos lá. Ainda é possível.

25 de out. de 2006

Conselhos ao findar da tarde

Se conselho fosse coisa que prestasse, se vendia, mas vamos lá. A Sweet é confiável.

Uma foto para eternizar o momento, como seria nos piores cartões de amor.



Tenha prazer ao alimentar-se, isto é muito importante. Só quem já perdeu a fome sabe a importância que há nesta faculdade humana. Animais comem por necessidade. Não comemos por necessidade apenas. Ter paladar é estar vivo, é não ser um suicida.

Durma. Pelo amor de Deus, durma. "A noite foi feita para dormir”, dizia um filósofo que conheci (“Nem tudo em torno do buraco é beira", ele também dizia). Não dormir é degradar tudo que Deus nos concedeu. A noite não é escura à toa. Não dormir é afronta e açoite. Uma atitude nada bela, e devoradora. Os bichos sabem disso; nós, bestas humanas, é que desaprendemos a lição. Por isso, se precisar, tome remedinho (mas não acostume), mas durma. Lembre como mamãe ensinou quando você era bebê. Crianças não sabem dormir, muitas. Ficam numa excitação de dar dó. Tem que ficar calma. Respirar. Luz apagada. Tem que ter mão quentinha, sentir a lembrança da respiração materna, recorde a dela. Ainda não tem para vender, mas arranjem uma penseira*. Fictícia que seja, mas arranjem. Essa parte é essencial.

Jamais se prive daquilo que lhe agrada em benefício de livrar-se de sentimentos indesejáveis. Entenderam? Melhor que sim, porque não vou explicar mais que isso. O fato é que essa estratégia não funciona, simplesmente. Acaba você sem fazer nada que goste, e para quê? Punir-se, o que é uma bosta. Deixe isso pro povo da Opus Deis, pela mãe do guarda.

Este negócio de internet, cá entre nós, é coisa de doido, e paranóico. Se ainda puderem, esqueçam. Blog, nem pensar. Com o tempo, você vai aprendendo mais, e vai se afundando, pode crer. Eu ando meio arrependida de tudo isso. Como eu disse, isso é conselho. Que eu dou para mim mesma, muitas vezes. Querendo, aproveitem.

Agora, se não tiver mais jeito (eu disse que blog é coisa de louco, continuam a ler por própria conta e risco), leiam a Fal. A Fal e Os Malvados. E a Ithildin também. Tutti buona gente.

Arranje um bicho para observar. Nem que seja seu filho. Eu ando a dias maluca com a idéia de ver meu passarinho chegando aqui ao galho (o danadinho continua solteiro - segundo alguém que mora comigo e entende tudo de aves, conforme reza a lenda - quando alguma passarinha lhe der mole ele sumirá, o ingrato). Mas não tenho aquelas câmeras supimpas da Discovery Channel para postar na varanda, e tenho mais que fazer todo dia após as dezessete. A propósito, alguém sabe a hora exata em que os passarinhos dormem? Porque eles acordam às quatro e meia da matina, eu já contei no relógio.

Não tenho mais nenhum conselho para dar. Ainda bem, né? Podem respirar agora.


*Aos não iniciados na literatura potteriana: penseira é o objeto mágico onde Dumbledore deposita seus pensamentos e memórias, para organizá-los. É uma bacia mágica, sacumé? Meu sonho de consumo mais precioso, cá entre nós... Até já sonhei que um dia inventarão um chip que fará algo assemelhado...


A Penseira.

Está expondo

O Jôka está expondo aqui e não posso deixar de divulgar, certo?

Parabéns, Dom Jôka!

24 de out. de 2006

Muito bem, senhores e senhoras...

... agora me respondam firmemente, e desta mesma firmeza envolvam a menina dos olhos ao fitarem essa fuça pálida (o sol, o sol não chega): o que vocês fazem aqui? Pegando urucubaca internáutica?

O que as pessoas procuram num blog? Procuram o que? O que eu faço aqui, eu sei. Vocês, não sei.

Vamos lá, circulando, circulando. A Sweet anda sem inspiração para nada que não seja fungar, tossir, espirrar, gastar dinheiro com remédio e aborrecer-se com médicos. Atchim!



Minto. Entre um cochilo e outro, a única coisa para que me restou tempo foi assistir este aqui: O Mercador de Veneza. Um belo diálogo sobre clemência e justiça, na cena do julgamento. A família toda gostou. Não percam.

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Mais um mistério orkutiano a ser decifrado: na minha página consta que existem 9 recados, mas, acessando o link, tem apenas um lá. Aquele gato amarelo passou por ali e comeu 8 recados?

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Tem mais. O blogger agora se recusa a publicar de imediato os posts. Não sei quanto tempo depois entram no ar as mensagens. Bom, né?

20 de out. de 2006

Este blog está doente.

Desculpem.

Voltem mais tarde.

(letras do Elomar no sub-title)

17 de out. de 2006

Manda quem pode ou prefere; obedece-se, mas pera lá

Ser pau-mandado é da minha natureza, é correto.

Mas tem dias que isso cansa, blergh.

Pior ainda quando se observa gente sendo mandada de forma pior que aquela que te aplicam, sem justificativa e, pior, sem autoridade moral.

Pau-mandada sou, porque prefiro ser. Curvar-me, curvo-me. Mas demais, não. Senão, se mostra os fundos, dizia vovó (ou sei lá quem), o que não é de minha natureza, definitivamente. Mandem, mas mandem com juízo, delicadeza, sapiência, espírito de equipe. E pelo amor de Deus, mandem podendo mandar, olhando nos olhos. Senão, baby, fica difícil, e a porca torce o rabo, ah, se torce. Tem aprendido a torcer. O que é muito mais fácil quando a porca não tem o rabo preso (thanks, God).

Orkutem, digo não Orkutem

Cuma se apaga todos os recados de uma só vez nessa joça de Orkut aonde ainda estou? Sem ir de um por um?

A última aborrescência foi uma mensagem de uma moça com camisa do Brasil e calcinha me dizendo que a minha foto fora selecionada para a comunidade Sexo entre Amigos do Orkut. Daí que eu podia remover o trem da foto, era só clicar aqui. Ai, meus sais. A culpa é minha, que ainda não saí da joça.

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Update - Não perguntem como: apareceu uma opção para apagar tudo na tela de recados do meu orkut. Sinistro.

16 de out. de 2006

Cadê a blogueira que tava aqui?



O gato comeu.

(Sim, conheço o ditado correto, mas sou contra roedores e recuso-me a postar fotos desses seres imprestáveis aqui no Maio. Ademais, Deus me livre de ser comida por um.)

9 de out. de 2006

Algumas

Descobri a poucos dias o Blog do Zé Dirceu. Blergh. Achei muito ruim. E chato. Ah, sim, esperei algo bom ao entrar lá.

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Outubro é um mês de nome muito lindo. Porque será que gosto? Vem simplesmente do fato de ser o oitavo mês do ano. Deve ser porque sou dos pares 4 e 8. (É definitivo: falta-me assunto, falta-me assunto, falta-me assunto, mas, ó, como adoro escrever aqui).

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Revi Feitiço da Lua neste final de semana. Um filme perfeito, delicioso. Um filme de atores, comediantes de linha. Amo em especial Olympia Dukakis e sua matrona italiana, ainda capaz de apetites masculinos. Cher e Nicholas Cage são coadjuvantes, para mim. Claramente Cher possui seu brilho próprio ostentado nas longas pernas finas sobre sapatos de veludo vermelho, e aquela capa linda, negra, cabelos imensos e aquela cara fenomenal (fenomenal e indescritível, exótica demais para ser dita)... mas, enfim, não há comparação...

"-Não importa o que você faça, Cosmo, você vai morrer como todos nós.
-Obrigada, Rose.
"

Um brinde a Rose!



Sabe onde queria vê-la? Em HP. Ela estaria bem em qualquer papel. Porque não lembraram dela?

Ah, sim, ia esquecendo: a lua esteve em alta por aqui neste final de semana. É verdade. "Que bella luna!" (corrijam o italianês, se for o caso!)

Aos Filhos de Libra (Balança Universal)




"Era de libra como a lua vista assim é de cor de sal
era de libra como a luz das sete estrelas
forma algum sinal
era de libra quando dá um passo atrás
pra caminhar legal
era a balança universal
era harmonia como o ritmo da vida e o carnaval
era de libra como a brisa quando passa
e ondula o trigal
mas tinha medo de saber que o jogo da verdade
era fatal
era a balança universal
era de libra e amava a paz e a justiça natural
era de libra pra poder unir a idéia
ao seu material
o simbolismo da figura da mulher
paixão arterial
era a balança universal
era de libra como a valsa, o antigo Egito e afinal
era de libra e tem a crença da beleza
e do encanto geral
a natureza da firmeza e oscilação
a simpatia e tal
era a balança universal"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

Elementos de libra estão a minha volta todo o tempo. Não consigo definir que são eles para mim. São amigos ou rivais, não sei. Sei que são, estão. Reconheço suas referências nestas páginas de vida que escrevo ao longo dos dias, decerto. São exemplos e contra-exemplos, decerto. Como a realidade, que é sempre boa e má, todo o tempo.

Este post está dedicado a seu expoente maior. Ela nunca saberá, mas tudo bem, isto realmente não faz diferença.

7 de out. de 2006

Praia, luar, amigos...




... e um amor-amigo permanente, consistente, amante, acompanhante...

Um amor que eu devo merecer.

Ao mundo que me foi ofertado, devo desmesuradamente. Devo um agradecimento imprescindível, que permaneça aqui nestas palavras, e através do sempre...

"Nós que revidamos a tristeza juntos
e alimentamos a beleza juntos
pra progredirmos em fazer amor.
Nós que agradecemos à emoção traçada,
conjeturando em sensações caladas
pelos tributos do sorriso e dor.
Eu, que divulguei a minha mão na tua,
pra ter em ti a salvação tão nua
que me agasalha neste espanto a sós.
Tu, que respondestes ao que eu tinha em mente
pra alimentar meu ar, meu ambiente
e me aceitou por complemento a nós...
Ah, nós
!"
(Johnny Alf)

Palpi, o caminho está sempre muito perto de nós. Não esqueça. E vamos ser felizes, que Deus é pai, não é padrasto, mulher.

Um bom final de sábado para todos.

5 de out. de 2006

Musicais



Me gusta. Don´t know why?, kkkkkkkkkkk

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Ela me lembra um pouco a cantorinha de High School Musical. Não mintam que não conhecem High School Musical. A filhota é fissurada. Eu aprovo o namoro. Melhor que namorar um Rebelde. Só não aprovei a versãobrasileiraaecsãopaulo que já surgiu. Muito fraquinha, não sei quem são os responsáveis.

3 de out. de 2006

Tô cansada de ser chata por aqui.

Sugestões?

Eu sinto que isso pode me melhorar, dentro de minha velha teoria de ser o blog terapia, porque não tô me aguentando mais .

Chutar o pau da barraca é uma boa idéia?

Rir demais chegando ao limite do desespero (só ao limite, sem ultrapassar...)?

Aguardo no comments seus palpites (lembrou-me a Palpiteira; vou lá ver se ela me dá um bom...).

Uma bom sorriso para começar:



(mas pelo menos eu tento)

Hoje

Por que as pessoas ficam se enganando? Será solidão demais? Por que eu não consigo entender isso? Por que eu não consigo enganar ninguém? Consigo?

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É triste que criem uma comunidade no Orkut chamada "Já tomei banho de chuva" e só se fale nela sobre a Cicarelli.

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Hoje estou sentindo mais uma vez uma saudade fudida dos meus amigos. Tenho muitos poucos. Perder os poucos que existem dá uma sensação de buraco, funda como não-sei-quê.

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Recebi um texto do Carta Capital com entrevista do Chico Buarque sobre o Lula e o PT de que acho que gostei. Mente flutuante não consegue saber se gosta de nada, no máximo fica no achar.

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Não consigo perceber quando faço mal às pessoas e quando não faço. Que coisa estranha. Eu que sempre me percebi alguém bom. E sempre vivo a pedir desculpas por tudo. Mas sou muito grossa tantas vezes, eu sei. E quanto mais confusa a mente, mais cruel, de forma imperceptível. É defesa, também.

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Ó céus, essa sessão analítica que não cessa nunca. Sinceramente, eu não sei como vocês me aguentam. Quem precisa me aguentar é quem eu pago para que me aguente. E enquanto isso, a vida passa, como um rio, com suas pontes cobertas nas pequenas telas noturnas, seus dias quentes, suas buscas, seus blogs, perdas e renúncias; e eu, postada, observando a passagem da correnteza, como a garça sobre o mastro reto à saída do Capibaribe. A face muda. Ainda bem que ainda não esqueci minhas asas. Por enquanto, elas prosseguem coladas ao corpo.

28 de set. de 2006



Olhei a pouco esta face na televisão e um nó me subiu à garganta.
Porque lembrei que foram outros os olhos com que a assisti quatro anos passados, e em outros quadriênios anteriores, no tempo em que eu e tantos outros acreditavam em algo.
Não porque ele sabia, especificamente.
Porque não consigo mais extrair desses olhos uma certeza que era extrema ante o reflexo dos outros olhos que o fitavam.
Esta face me lembra outras faces.
Invadiu-me um perplexidade sem raiva, ódio, temor,
mas transbordante de uma amargura muito surda que virou lágrima.
Uma desesperança profunda quanto ao futuro, um cair os pés na terra afinal, de que a juventude acabou em mim.
Sentimento estranho, opresso, para quem reluta permanentemente a afastar-se de um furor que era meu, e parece que já não é mais.
Sentimento associado a tantas outras perdas pessoais, encantos que se foram, aguardando que a trilha de flores que se tornou deserta se torne estrada madura.
Estou ficando velha.
Finalmente a frase da canção é verdadeira e sei que é exato isto o que ocorre, aquilo que supúnhamos não seria nosso destino: “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.
Não sei que futuro haverá para minha filha. Luto dia a dia para que exista um futuro permanentemente a sua frente, mas agora duvido demais. Queria que ela fosse por tantos anos crente como fui. Mas não sei se isto será possível.

26 de set. de 2006

Ética em tudo

Lendo Dona Vera, soube da Blogagem Coletiva sobre Ética proposta por Laura em seu até então para mim desconhecido Laura Vive (parabéns pelo blog e pela iniciativa, Laura, nesses tempos de tão intenso vazio de Bem , e mais especificamente "momento depressivo" nacional no que tange a política - adorei a expressão). Não estou inscrita na blogagem e não ando disposta, como a maioria, a discutir política, mas enfim, estava escrevendo sobre algo e percebi que era sobre ética que falava.

Era esse o texto:

Vou-lhes dizer algo: tenham sempre muito cuidado com bondade excessiva. Pode parecer estranho esta fala, vinda de minha boca, pois sei ser exatamente esta a impressão que muitos tem de mim ( e vai ver por isso mesmo alguns de mim desconfiam, no caso, os menos espertos). O fato, porém, é que sou exatamente aquilo que demonstro ser - uma pomba-lesa - fazer o quê? Uma idiota em estado puro. Não, não se trata de crise de auto-estima (no máximo, um tico), porque possuo decerto uma espécie de orgulho por esse estado de pureza que, embora dificulte a vida, me fortalece tantas vezes. Mas, voltando ao começo, quero lhes dizer que duvidem. É uma tola que vos fala. Duvidem, sempre. Duvidem da pele de carneiro que reluz sobre os ombros alheios, porque raramente ela escorrega. Duvidem da prestimosidade em excesso, do zelo em excesso, da atenção em excesso. Humildade em excesso: também é mau sinal. Este é um exercício que muitos aprendem e põem em prática por inconsciente necessidade de sobrevivência, talvez. Ou não (essa minha eterna tendência a ver tudo com bons olhos me mata). Mas enfim. É uma forma cruel de lidar com os que são verdadeiramente crentes nas virtudes. Deixar-se envolver por este jogo machuca tais crenças e confunde os valores.

No fim das contas, ética não é algo segmentado, que se deva esperar dos políticos e dos administradores. Ética é um exercício contínuo e que se confunde com o ar que respiramos, e que devemos vivenciar a cada passo que damos, cada vez que olhamos alguém ao nosso lado. Incrível como somos capazes de desvirtuar, sem nos dar conta disso, as relações mais próximas que cultivamos, e fazer mal ao próximo sem disso nos aperceber. Há situações culturais tradicionalmente consideradas normais que na verdade expressam esse "atraso ético" que vivemos (péssima expressão, de fato, mas sei que vocês entenderam). É o pai e a mãe que instigam o consumismo nos filhos com promessas de mil presentes, gerando monstrinhos que apenas comprendem o verbo ter. É a moça seminua que transita na calçada vendendo sua imagem sem conteúdo, e de tal forma aquele sentimento se cristaliza nela que, realmente, ela passa a não conseguir desenvolver conteúdo algum mais, e tantos dissem: "Qual o problema em mostrar o corpo? Quanto puritanismo!". É o macho que crê poder guiar suas atitudes junto à mulher pelo que dita seus hormônios, a despeito do sentimento alheio, porque, enfim, nos dias de hoje, sexo é tudo. É o pagar aos "serviços" do flanelinha de rua que "toma conta" da sua rua, pois é ele seu dono. É o olhar por cima seus subalternos, depreciando-os sem emitir som. Enfim, poderia passar o resto da noite a enumerar situações. Resumo, porém, como a seguinte máxima: esse é o mundo construído por nós. Não pelos políticos, que são, de fato, seus maiores beneficiados. Mas eles não são senão o reflexo daquilo que permitimos que sejam. Reflexo das atitudes que temos ou que admitimos nos outros. Se cada um pensasse apenas 10 minutos por dia nisso, quem sabe teríamos um mundo melhor e seríamos mais felizes...

24 de set. de 2006

Estou cansada do incessante ir e vir dos dias.
Estou cansada.
Preciso de enlace, não sou navio sem porto.
Preciso de chama, não sou vela apagada.
Curvas demais me assustam na estrada que avisto.
Quero mãos que me afaguem na eternidade dos sonhos que acalentei.
Sou um ser de faces a fitar-me, e soprei todas as tochas do caminho.
Sumiram todos.
Não sei abraçar a escuridão.

23 de set. de 2006

Ora pois pois

Então, serei eu a única criatura cibernética a não ver a Dona Cica furnicando na Espanha? É graça. Pior que eu só soube hoje do dito fato, até escutei que acontecera algo a moça que andava impressionando a todos, mas não fui muito atrás, certo? Bom, YouTube tirou o vídeo do ar ("This video has been removed due to terms of use violation"). Nem percam seu tempo indo lá. Ah, esqueci, todo mundo já viu, menos eu.

Não vou ver em nenhum outro lugar. Ando paranóica com internet depois que virei vítima de hackers roubadores de senhas bancárias. Foi, virei. E o fato é que minha curiosidade era muito mais para saber até que ponto a garota chegou. A Dona Cica não tem jeito mesmo. Vá gostar de aparecer assim na China, sô.

E está aqui a chamada porque, afinal, Dona Cica já foi figurinha fácil(ops) aqui no Maio, nos bons tempos em que meu bom-humor produzia o Segunda-Fútil. Tem cadeira cativa neste blog. Ademais, sou maria-vai-com-as-outras, e dez em dez blogs publicaram sobre a brincadeirinha praieira da Cica.

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Outro dia foi a Juliana Paes. Não soube muito bem dos detalhes. Parece que a moça saiu prá balada sem calcinha e pimba! O fotógrafo pegou. Depois foi chorar, no Faustão. Parece que foi. Mas que fofo. Esse pessoal famoso não aprende que é famoso, não é? Tão bobinhos.

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Falar em YouTube, andam todos viciados nele, não estou certa? A cada três posts, a Querida fala dele. Imagem é tudo neste mundo, é certo. Por isso nem todos apreciam um blog basicamente escrevinhado como o da Vilmetes, mas deviam (citação retribuída, Vilma! Beijo!).

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Ainda não tenho candidato a Deputado Estadual. E meus brios de pessoa politizada começam a devorar-me com esta preocupação sobre votar em branco. Recifenses, colegas, indiquem uma boa candidata a Deputada Estadual (uma candidata boa, não).

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Fiquei satisfeita com tudo, de repente. Não sei porque. Ah, desculpem, eu sei.

Gostaram das abobrinhas? Melhores, né? Melhores que esta pasmaceira de letrinha de música e poeminha. Será a mudança zodiacal? Ah, sim: acho que já é hora da série "Aos Filhos".

19 de set. de 2006

Que pena...



... ele não veio dormir na minha árvore hoje...

Bem-te-vis são guardiões desta cidade. Eles estão por todos os lugares; há os menores, que o povo chama sibitos (são todos bem-te-vis para mim) ; e os belos, grandes, elegantes. Este que dormia ontem no galho ao lado da varanda não era dos menores, e estava todo arrepiado de sono...

"Bem te vi, bem te vi/andar por um jardim em flor/chamando os bichos de amor..." Jardim da Fantasia.

Inscrevi-me a tempos numa lista de observadores de pássaros para me inteirar mais da prática, entretanto nunca resta tempo para isto, humpf... Fico apenas no amadorismo solitário de alguns minutos na tarde de minha árvore e alguns domingos eventuais no parque...

E você, que pássaros estão na sua árvore? Tem árvore por aí?

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Update - Ele voltou hoje à noite!

Ele dorme aí dentro... Ou quase.. Essa é a goiabeira namorada do mulungu...

Cuidado

Um blog exige um cuidado que, no momento, não estou podendo dispensar a este.

Desculpem.

Mas, sabem, de repente é até bom.

Além do mais, estou numa gripe daquelas que só se tem a cada dez anos, e num sem-fim de ocupações que estão me tirando da mente mil coisas, entre elas as idéias.

E como dizia o Belchior na voz da Elis: "viver é melhor que sonhar".

É?

Sim, é. Tem que ser.

11 de set. de 2006

Retrato

Tenho essa tez leve,
branda, limpa e renovável:
a vida passa
e permaneço.
Não me tocam a flor da alma os anos com vigor ou destempero.
É alto o preço?
Saberei.
Não é perfume o acento impávido do não, contudo.
Pouco tenho, muito possuo.
Ao findar, seremos todos terra.
Eu
já sou terra.
Sei emergir de um recanto distante em mim que desconheço,
do qual não me perco mesmo nos sonhos.
E que me envolve e reaviva a face,
o brilho,
o riso,
a criança que cultivo no reflexo dos olhos que trago.
Sou teu contraposto.
Ponto.
Não teu contraponto.

Ela merece...

... um post, ainda que pequeno, só dela.




Vão vê-la, colegas.

9 de set. de 2006

Discorrendo sobre temas alheios. E outras do dia

Porque afinal eu leio os blogs alheios, ainda que nem sempre...

Lidos, levantem o dedo.

-Eu tenho escolhidos também três dos cinco cargos a eleger em outubro. Não sei ainda prá presidente, porque será (meda meda meda)? Vou votar no partido do Gabeira (PV) para que ele (o partido) permaneça no congresso, pois afinal, considero importante que as minorias relativamente sérias se façam presentes. Mas basicamente por isto, se tiverem algo muito mal a falar do partido me contem (meda meda meda). Ah, e quero uma candidata (mulher!) para Deputada Estadual em Recife, mas ainda num achei uma a altura.

-Eu quero rodízio de sopa em Recife, por favore. Empresários da gastronomia recifense, leiam Maio, 26.

-Essa capa azul do Chico, tinha em vinil lá em casa. Eu não vou falar desse assunto que você falou.

Está altamente panelinha e umbigal esse post, sorry. Quem entendeu, entendeu, quem não entendeu, não vai entender nunca. Blog é coisa de gente doida, estão aqui porque querem.

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-Tia, eu vou fazer cocô (onde mesmo fica o acento?).

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Sinceramente, o sitemeter é confiável?

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Estou seca por safra potteriana.

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-Tia, eu estou fazendo cocô (Porque as crianças necessitam tanto de confirmação, Senhor?).

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Afinal, assisti A Máquina, do João Falcão, baseado em história da Adriana Falcão; filme sobre o qual falei por tanto tempo aqui. Não sei se gostei muito, precisava rever em outra época. Tenho que comentar aqui, certo? Tanto que enchi o saco com isso nos últimos anos. A peça é bem melhor. A história é muito boa, não sei se foi porém uma boa idéia transformá-la em filme. Elenco: o Paulo Autran, como sempre, não necessita de maiores comentários, bom para se lascar; a Mariana Ximenes não engoli muito bem, mas pelo menos seu sotaque não ficou dos piores. Colocaram lá o Aramis Trindade e o Lázaro Ramos meio que mais para encher linguiça, me pareceu, coisa de panelinha. Estão muito bons, mas são apenas coadjuvantes. Destaque: a Gislaine (Fabiana Karla), como a mãe do Antônio. Vamo' rir que é bom. O ator (novato?) que é o protagonista não é mau, mas enfim, seu nome é Gustavo Falcão (filho, sobrinho, o quê?). Ah, gente, 'xa prá lá. Família é tudo, eu que sei.

Tô meio ruim para apreciações de fato, ultimamente, desprezem minhas palavras.

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-Quem é britânico nasceu aonde?

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Imagem do dia:




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Ando doida para fazer testes, mandem.

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-Fez!

7 de set. de 2006

Os bodes e os bodes

Deu bode na criança-carroça que fito neste dado instante... Vejam nós dois juntos, não formamos um belo par?



E deu outros bodes...

Deu uma bodada inteira por essas bandas, para ser exata.

Mas tá tudo bom, mesmo tendo falecido o faniquiteiro do homem das cobras... Rapaz, fiquei chocada... E eu que nadei em cima de um casal romântico de arraias anos atrás, vôte...

Olha, o Google não sabe o que é um bode, boto lá na busca de imagens e vem tudo, menos bode, vôte... Que bode...



Achei... O Google só sabe o que é cabra...

Falar em bode, cês já comeram carne de bode? Hummmmm....

Olhaí, o faniquiteiro...



Eu achava lindas suas botinhas... Digo, acho...

Sim, ando muito assimétrica ultimamente.

A frase em voga é: há males que vem para bem. Vejam como foi bom a carrocinha aqui pifar de vez. Ressuscitou, modisqué até que tá animadinho...



Plantão extra - O Clodovil é candidato a Deputado Federal! "Meu amorzinho", vai dar lêlê!

2 de set. de 2006

Mistérios II - A fala de uma tola e crente criatura, talvez, espero que não

Há mistérios em todos o seres? Não há mistérios nos pássaros. Eles chegam em fulgor à minha árvore. Seus trinados afogam-me em paz, seus corpos são leves entre verdes e galhos. Confundo-os com folhas e borboletas, em minha humana pressa que pouco vê e nada sabe, mas busca. São livres suas asas, sem códigos, percebo. Assim é o tempo, a vida, a natureza, de que somos parte, o ser que somos. Não há códigos. Há livros abertos, basta lê-los. Saber-se pássaro, apenas, é o que nos cabe. Desvendar as amarras, dissolver as trincheiras, ver-se inteiro, sem maus presságios. Cessar o repetir-se, “assim é, assim é”. Tudo parece ser o que cremos ser - e isto ofusca, e faz esquecer: é essencialmente bom o ser, qual o beija-flor que pousa na fina rama. Somos ave. Esses pequenos que retornam ao meu chamado. Não fomos criados à imagem e semelhança do turvo. Somos água límpida, de nascente, que mana. Lembre-se, és nascente. E toda nascente mana, exala, bem que é divino, que não nos pertence, que não se pode perder - é bem de todos, do todo de que somos parte...

31 de ago. de 2006

Aos Filhos de Virgem




"Virgem como a natureza do desconhecido
virgem como quem se muda e como quem virá
virgem como a fruta esperando a tal mordida
virgem como o garoto que espera atento a hora do jantar
virgem como a nuvem que ainda não choveu e o guia
e como é virgem toda noite enquanto o dia não pintar
virgem como a tela branca da pintora linda ainda é virgem
como a lua antes do sol iluminar
virgem como o olho de quem não dormiu e o guia
virgem como a planta do pé de quem não andar
virgem como o pássaro desvirginou o dia
quando desenhou no céu o mapa de onde o sol pode brilhar
virgem como a música do cantor que era mudo
e como o passarinho é virgem quando não puder voar
virgem como a bailarina sem coreografia
e como a pérola azulada que ainda não saiu do mar"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

27 de ago. de 2006

Mistérios...

Alguém nos ajuda a decifrar os mistérios dessa canção?

1)o de obter a mp3. Ah, trata-se de música talvez do Renato Teixeira(?) sobre a qual falei aqui ano passado, "Mistérios". Para os preguiçosos com clicks: "O melhor mistério é ver mistérios/ai de mim, senhora natureza humana/olhar as coisas como são, quem dera..." Lembram?

2)será mesmo do Renato Teixeira a composição?

Leitor(es) (será que tá em alguma trilha de novela e eu não sei, hehehe) andam a procura, e eu bem que gostaria de tê-la também. Caso alguém tenha a mp3, envie ao maio26@gmail.com. Ficaríamos agradecidos.

Mistérios é uma palavra que me persegue. Não é a primeira música com esse título(será esse o título? Outro mistério...) que amo, embora essa aqui da Joyce seja bem mais do coração...

22 de ago. de 2006

Curtíssimas

Ó como é bobinha a vida... Ó como somos bobinhos, nós, seus donos, a valorizar tão pequenas coisas...

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Não há quem não melhore com a mente ocupada. Por isso tão estranha é a teoria dos que praticam a meditação. Esvaziar a mente, ora pois pois... Sábio o povo: "mente vazia, oficina do diabo!". Mas não, não abandonei a idéia da meditação. Só ando preferindo o parque.

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Afinal: ser mãe é ser um gravador? Sim ou não?

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Acreditem ou não, ainda não vi O Código da Vinci. A cópia pirata que tenho é péssima, não consigo passar do Louvre... Eu nem ligo, "ando meio desligada"... Digo, andava...

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Prometo que hoje começo a leitura dos blogs amigos. Mesmo que não termine hoje...

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Sério, parece que a Angelina saiu de casa. Demorou... Fim do casal Sr. e Sra. Smith? Coincidência...

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Enfim, a criaturinha que gerei está sob a ducha. Depois ainda dissem que toda vida se inicia na água...

21 de ago. de 2006

Segunda

Chega uma hora que fica difícil não ver, não entender, ser a eterna idiota que de nada se apercebe. A infância já passou.

O sórdido está em todas as partes. É preciso saber para afastar-se, proteger-se. E não adentrar na lama. Por mais que os sentimentos falem alto e tentem se impor, é preciso dizer quem manda. Por mais que doa. Um dia passa. E afinal, a vida não é apenas o que nos oprime. É preciso recordar que ela está lá fora apenas esperando que se rompa a crosta de desesperança em que se entra sozinho, não se sabe porque.

Parênteses. Não se sabe porque, mas a vida tem sua razões. Deve ter.

Boa segunda para todos. Vou começar minha semana agora, a partir dessas palavras. É tudo questão de atitude. Tem que ser.

19 de ago. de 2006

Corre...

Já escolheu seu sonho?
















(Imagem captada aqui)


Escolheu? Não?

Pois então corre, senão ele te escolhe...

De Culinária

Almoço com cunhado e irmã achinesando o cardápio.

Carne acebolada e risoto chop-suey.

À noite tivemos gororoba no menu.

Percebem gororoba?

Uma frigideirada com tudo cozido que tenhas na geladeira. No caso rolou arroz com cenoura, farofa de cuscuz, quiabinho refogado. Tudo com dois ovos-lindos fritos (ovo lindo = ovo com tempero verde - leia-se tomate, cebola, cebolinha e coentro, que somos nordestinos). Pitéu.

Amanhã teremos peixe, receita que aprendi em programa televisivo local de gastronomia. Retire a espinha de um peixe serra inteiro, tempere com limão e sal. Faça uma farofa de jerimum com camarão. Recheie. Congele(!) por uma hora. Frite. Não sei se caberá na frigideira. Azeite nele (como prefiro, sem pena ou piedade).

Receita de um famoso restaurante do Point de Galinhas.

Cozinhar não só é arte como também é terapia.

17 de ago. de 2006

Crepúsculo

A tarde
invade a
tarde
que invade a
noite que
invade a
tarde.
A tarde é teia que
desce
azul
tecendo a bruma.
A casa inteira
imersa em sombras.
À noite
a tarde finda
e arde,
instalada em matéria outra
mais densa, aquosa e íntima.



Ao som deste rio.

Leitores

Acho maravilhoso que tenha gente me lendo em lugares como Pedra Azul(MG), Ilhéus(BA) - onde já morei!, Peru, Três Corações(MG?) e Nilópolis(RJ). Obrigada!

O mundo é grande, a internet é grande, eu não a mereço.

Mesmo que nem sempre tenha o que ser lido aqui, voltem. Juro que eu serei uma blogueira melhor, assim que der. É que não ando disposta a aborrecer ninguém ultimamente, acreditem... Bjs...