24 de out. de 2006

Muito bem, senhores e senhoras...

... agora me respondam firmemente, e desta mesma firmeza envolvam a menina dos olhos ao fitarem essa fuça pálida (o sol, o sol não chega): o que vocês fazem aqui? Pegando urucubaca internáutica?

O que as pessoas procuram num blog? Procuram o que? O que eu faço aqui, eu sei. Vocês, não sei.

Vamos lá, circulando, circulando. A Sweet anda sem inspiração para nada que não seja fungar, tossir, espirrar, gastar dinheiro com remédio e aborrecer-se com médicos. Atchim!



Minto. Entre um cochilo e outro, a única coisa para que me restou tempo foi assistir este aqui: O Mercador de Veneza. Um belo diálogo sobre clemência e justiça, na cena do julgamento. A família toda gostou. Não percam.

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Mais um mistério orkutiano a ser decifrado: na minha página consta que existem 9 recados, mas, acessando o link, tem apenas um lá. Aquele gato amarelo passou por ali e comeu 8 recados?

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Tem mais. O blogger agora se recusa a publicar de imediato os posts. Não sei quanto tempo depois entram no ar as mensagens. Bom, né?

20 de out. de 2006

Este blog está doente.

Desculpem.

Voltem mais tarde.

(letras do Elomar no sub-title)

17 de out. de 2006

Manda quem pode ou prefere; obedece-se, mas pera lá

Ser pau-mandado é da minha natureza, é correto.

Mas tem dias que isso cansa, blergh.

Pior ainda quando se observa gente sendo mandada de forma pior que aquela que te aplicam, sem justificativa e, pior, sem autoridade moral.

Pau-mandada sou, porque prefiro ser. Curvar-me, curvo-me. Mas demais, não. Senão, se mostra os fundos, dizia vovó (ou sei lá quem), o que não é de minha natureza, definitivamente. Mandem, mas mandem com juízo, delicadeza, sapiência, espírito de equipe. E pelo amor de Deus, mandem podendo mandar, olhando nos olhos. Senão, baby, fica difícil, e a porca torce o rabo, ah, se torce. Tem aprendido a torcer. O que é muito mais fácil quando a porca não tem o rabo preso (thanks, God).

Orkutem, digo não Orkutem

Cuma se apaga todos os recados de uma só vez nessa joça de Orkut aonde ainda estou? Sem ir de um por um?

A última aborrescência foi uma mensagem de uma moça com camisa do Brasil e calcinha me dizendo que a minha foto fora selecionada para a comunidade Sexo entre Amigos do Orkut. Daí que eu podia remover o trem da foto, era só clicar aqui. Ai, meus sais. A culpa é minha, que ainda não saí da joça.

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Update - Não perguntem como: apareceu uma opção para apagar tudo na tela de recados do meu orkut. Sinistro.

16 de out. de 2006

Cadê a blogueira que tava aqui?



O gato comeu.

(Sim, conheço o ditado correto, mas sou contra roedores e recuso-me a postar fotos desses seres imprestáveis aqui no Maio. Ademais, Deus me livre de ser comida por um.)

9 de out. de 2006

Algumas

Descobri a poucos dias o Blog do Zé Dirceu. Blergh. Achei muito ruim. E chato. Ah, sim, esperei algo bom ao entrar lá.

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Outubro é um mês de nome muito lindo. Porque será que gosto? Vem simplesmente do fato de ser o oitavo mês do ano. Deve ser porque sou dos pares 4 e 8. (É definitivo: falta-me assunto, falta-me assunto, falta-me assunto, mas, ó, como adoro escrever aqui).

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Revi Feitiço da Lua neste final de semana. Um filme perfeito, delicioso. Um filme de atores, comediantes de linha. Amo em especial Olympia Dukakis e sua matrona italiana, ainda capaz de apetites masculinos. Cher e Nicholas Cage são coadjuvantes, para mim. Claramente Cher possui seu brilho próprio ostentado nas longas pernas finas sobre sapatos de veludo vermelho, e aquela capa linda, negra, cabelos imensos e aquela cara fenomenal (fenomenal e indescritível, exótica demais para ser dita)... mas, enfim, não há comparação...

"-Não importa o que você faça, Cosmo, você vai morrer como todos nós.
-Obrigada, Rose.
"

Um brinde a Rose!



Sabe onde queria vê-la? Em HP. Ela estaria bem em qualquer papel. Porque não lembraram dela?

Ah, sim, ia esquecendo: a lua esteve em alta por aqui neste final de semana. É verdade. "Que bella luna!" (corrijam o italianês, se for o caso!)

Aos Filhos de Libra (Balança Universal)




"Era de libra como a lua vista assim é de cor de sal
era de libra como a luz das sete estrelas
forma algum sinal
era de libra quando dá um passo atrás
pra caminhar legal
era a balança universal
era harmonia como o ritmo da vida e o carnaval
era de libra como a brisa quando passa
e ondula o trigal
mas tinha medo de saber que o jogo da verdade
era fatal
era a balança universal
era de libra e amava a paz e a justiça natural
era de libra pra poder unir a idéia
ao seu material
o simbolismo da figura da mulher
paixão arterial
era a balança universal
era de libra como a valsa, o antigo Egito e afinal
era de libra e tem a crença da beleza
e do encanto geral
a natureza da firmeza e oscilação
a simpatia e tal
era a balança universal"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

Elementos de libra estão a minha volta todo o tempo. Não consigo definir que são eles para mim. São amigos ou rivais, não sei. Sei que são, estão. Reconheço suas referências nestas páginas de vida que escrevo ao longo dos dias, decerto. São exemplos e contra-exemplos, decerto. Como a realidade, que é sempre boa e má, todo o tempo.

Este post está dedicado a seu expoente maior. Ela nunca saberá, mas tudo bem, isto realmente não faz diferença.

7 de out. de 2006

Praia, luar, amigos...




... e um amor-amigo permanente, consistente, amante, acompanhante...

Um amor que eu devo merecer.

Ao mundo que me foi ofertado, devo desmesuradamente. Devo um agradecimento imprescindível, que permaneça aqui nestas palavras, e através do sempre...

"Nós que revidamos a tristeza juntos
e alimentamos a beleza juntos
pra progredirmos em fazer amor.
Nós que agradecemos à emoção traçada,
conjeturando em sensações caladas
pelos tributos do sorriso e dor.
Eu, que divulguei a minha mão na tua,
pra ter em ti a salvação tão nua
que me agasalha neste espanto a sós.
Tu, que respondestes ao que eu tinha em mente
pra alimentar meu ar, meu ambiente
e me aceitou por complemento a nós...
Ah, nós
!"
(Johnny Alf)

Palpi, o caminho está sempre muito perto de nós. Não esqueça. E vamos ser felizes, que Deus é pai, não é padrasto, mulher.

Um bom final de sábado para todos.

5 de out. de 2006

Musicais



Me gusta. Don´t know why?, kkkkkkkkkkk

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Ela me lembra um pouco a cantorinha de High School Musical. Não mintam que não conhecem High School Musical. A filhota é fissurada. Eu aprovo o namoro. Melhor que namorar um Rebelde. Só não aprovei a versãobrasileiraaecsãopaulo que já surgiu. Muito fraquinha, não sei quem são os responsáveis.

3 de out. de 2006

Tô cansada de ser chata por aqui.

Sugestões?

Eu sinto que isso pode me melhorar, dentro de minha velha teoria de ser o blog terapia, porque não tô me aguentando mais .

Chutar o pau da barraca é uma boa idéia?

Rir demais chegando ao limite do desespero (só ao limite, sem ultrapassar...)?

Aguardo no comments seus palpites (lembrou-me a Palpiteira; vou lá ver se ela me dá um bom...).

Uma bom sorriso para começar:



(mas pelo menos eu tento)

Hoje

Por que as pessoas ficam se enganando? Será solidão demais? Por que eu não consigo entender isso? Por que eu não consigo enganar ninguém? Consigo?

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É triste que criem uma comunidade no Orkut chamada "Já tomei banho de chuva" e só se fale nela sobre a Cicarelli.

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Hoje estou sentindo mais uma vez uma saudade fudida dos meus amigos. Tenho muitos poucos. Perder os poucos que existem dá uma sensação de buraco, funda como não-sei-quê.

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Recebi um texto do Carta Capital com entrevista do Chico Buarque sobre o Lula e o PT de que acho que gostei. Mente flutuante não consegue saber se gosta de nada, no máximo fica no achar.

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Não consigo perceber quando faço mal às pessoas e quando não faço. Que coisa estranha. Eu que sempre me percebi alguém bom. E sempre vivo a pedir desculpas por tudo. Mas sou muito grossa tantas vezes, eu sei. E quanto mais confusa a mente, mais cruel, de forma imperceptível. É defesa, também.

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Ó céus, essa sessão analítica que não cessa nunca. Sinceramente, eu não sei como vocês me aguentam. Quem precisa me aguentar é quem eu pago para que me aguente. E enquanto isso, a vida passa, como um rio, com suas pontes cobertas nas pequenas telas noturnas, seus dias quentes, suas buscas, seus blogs, perdas e renúncias; e eu, postada, observando a passagem da correnteza, como a garça sobre o mastro reto à saída do Capibaribe. A face muda. Ainda bem que ainda não esqueci minhas asas. Por enquanto, elas prosseguem coladas ao corpo.

28 de set. de 2006



Olhei a pouco esta face na televisão e um nó me subiu à garganta.
Porque lembrei que foram outros os olhos com que a assisti quatro anos passados, e em outros quadriênios anteriores, no tempo em que eu e tantos outros acreditavam em algo.
Não porque ele sabia, especificamente.
Porque não consigo mais extrair desses olhos uma certeza que era extrema ante o reflexo dos outros olhos que o fitavam.
Esta face me lembra outras faces.
Invadiu-me um perplexidade sem raiva, ódio, temor,
mas transbordante de uma amargura muito surda que virou lágrima.
Uma desesperança profunda quanto ao futuro, um cair os pés na terra afinal, de que a juventude acabou em mim.
Sentimento estranho, opresso, para quem reluta permanentemente a afastar-se de um furor que era meu, e parece que já não é mais.
Sentimento associado a tantas outras perdas pessoais, encantos que se foram, aguardando que a trilha de flores que se tornou deserta se torne estrada madura.
Estou ficando velha.
Finalmente a frase da canção é verdadeira e sei que é exato isto o que ocorre, aquilo que supúnhamos não seria nosso destino: “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.
Não sei que futuro haverá para minha filha. Luto dia a dia para que exista um futuro permanentemente a sua frente, mas agora duvido demais. Queria que ela fosse por tantos anos crente como fui. Mas não sei se isto será possível.

26 de set. de 2006

Ética em tudo

Lendo Dona Vera, soube da Blogagem Coletiva sobre Ética proposta por Laura em seu até então para mim desconhecido Laura Vive (parabéns pelo blog e pela iniciativa, Laura, nesses tempos de tão intenso vazio de Bem , e mais especificamente "momento depressivo" nacional no que tange a política - adorei a expressão). Não estou inscrita na blogagem e não ando disposta, como a maioria, a discutir política, mas enfim, estava escrevendo sobre algo e percebi que era sobre ética que falava.

Era esse o texto:

Vou-lhes dizer algo: tenham sempre muito cuidado com bondade excessiva. Pode parecer estranho esta fala, vinda de minha boca, pois sei ser exatamente esta a impressão que muitos tem de mim ( e vai ver por isso mesmo alguns de mim desconfiam, no caso, os menos espertos). O fato, porém, é que sou exatamente aquilo que demonstro ser - uma pomba-lesa - fazer o quê? Uma idiota em estado puro. Não, não se trata de crise de auto-estima (no máximo, um tico), porque possuo decerto uma espécie de orgulho por esse estado de pureza que, embora dificulte a vida, me fortalece tantas vezes. Mas, voltando ao começo, quero lhes dizer que duvidem. É uma tola que vos fala. Duvidem, sempre. Duvidem da pele de carneiro que reluz sobre os ombros alheios, porque raramente ela escorrega. Duvidem da prestimosidade em excesso, do zelo em excesso, da atenção em excesso. Humildade em excesso: também é mau sinal. Este é um exercício que muitos aprendem e põem em prática por inconsciente necessidade de sobrevivência, talvez. Ou não (essa minha eterna tendência a ver tudo com bons olhos me mata). Mas enfim. É uma forma cruel de lidar com os que são verdadeiramente crentes nas virtudes. Deixar-se envolver por este jogo machuca tais crenças e confunde os valores.

No fim das contas, ética não é algo segmentado, que se deva esperar dos políticos e dos administradores. Ética é um exercício contínuo e que se confunde com o ar que respiramos, e que devemos vivenciar a cada passo que damos, cada vez que olhamos alguém ao nosso lado. Incrível como somos capazes de desvirtuar, sem nos dar conta disso, as relações mais próximas que cultivamos, e fazer mal ao próximo sem disso nos aperceber. Há situações culturais tradicionalmente consideradas normais que na verdade expressam esse "atraso ético" que vivemos (péssima expressão, de fato, mas sei que vocês entenderam). É o pai e a mãe que instigam o consumismo nos filhos com promessas de mil presentes, gerando monstrinhos que apenas comprendem o verbo ter. É a moça seminua que transita na calçada vendendo sua imagem sem conteúdo, e de tal forma aquele sentimento se cristaliza nela que, realmente, ela passa a não conseguir desenvolver conteúdo algum mais, e tantos dissem: "Qual o problema em mostrar o corpo? Quanto puritanismo!". É o macho que crê poder guiar suas atitudes junto à mulher pelo que dita seus hormônios, a despeito do sentimento alheio, porque, enfim, nos dias de hoje, sexo é tudo. É o pagar aos "serviços" do flanelinha de rua que "toma conta" da sua rua, pois é ele seu dono. É o olhar por cima seus subalternos, depreciando-os sem emitir som. Enfim, poderia passar o resto da noite a enumerar situações. Resumo, porém, como a seguinte máxima: esse é o mundo construído por nós. Não pelos políticos, que são, de fato, seus maiores beneficiados. Mas eles não são senão o reflexo daquilo que permitimos que sejam. Reflexo das atitudes que temos ou que admitimos nos outros. Se cada um pensasse apenas 10 minutos por dia nisso, quem sabe teríamos um mundo melhor e seríamos mais felizes...

24 de set. de 2006

Estou cansada do incessante ir e vir dos dias.
Estou cansada.
Preciso de enlace, não sou navio sem porto.
Preciso de chama, não sou vela apagada.
Curvas demais me assustam na estrada que avisto.
Quero mãos que me afaguem na eternidade dos sonhos que acalentei.
Sou um ser de faces a fitar-me, e soprei todas as tochas do caminho.
Sumiram todos.
Não sei abraçar a escuridão.

23 de set. de 2006

Ora pois pois

Então, serei eu a única criatura cibernética a não ver a Dona Cica furnicando na Espanha? É graça. Pior que eu só soube hoje do dito fato, até escutei que acontecera algo a moça que andava impressionando a todos, mas não fui muito atrás, certo? Bom, YouTube tirou o vídeo do ar ("This video has been removed due to terms of use violation"). Nem percam seu tempo indo lá. Ah, esqueci, todo mundo já viu, menos eu.

Não vou ver em nenhum outro lugar. Ando paranóica com internet depois que virei vítima de hackers roubadores de senhas bancárias. Foi, virei. E o fato é que minha curiosidade era muito mais para saber até que ponto a garota chegou. A Dona Cica não tem jeito mesmo. Vá gostar de aparecer assim na China, sô.

E está aqui a chamada porque, afinal, Dona Cica já foi figurinha fácil(ops) aqui no Maio, nos bons tempos em que meu bom-humor produzia o Segunda-Fútil. Tem cadeira cativa neste blog. Ademais, sou maria-vai-com-as-outras, e dez em dez blogs publicaram sobre a brincadeirinha praieira da Cica.

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Outro dia foi a Juliana Paes. Não soube muito bem dos detalhes. Parece que a moça saiu prá balada sem calcinha e pimba! O fotógrafo pegou. Depois foi chorar, no Faustão. Parece que foi. Mas que fofo. Esse pessoal famoso não aprende que é famoso, não é? Tão bobinhos.

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Falar em YouTube, andam todos viciados nele, não estou certa? A cada três posts, a Querida fala dele. Imagem é tudo neste mundo, é certo. Por isso nem todos apreciam um blog basicamente escrevinhado como o da Vilmetes, mas deviam (citação retribuída, Vilma! Beijo!).

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Ainda não tenho candidato a Deputado Estadual. E meus brios de pessoa politizada começam a devorar-me com esta preocupação sobre votar em branco. Recifenses, colegas, indiquem uma boa candidata a Deputada Estadual (uma candidata boa, não).

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Fiquei satisfeita com tudo, de repente. Não sei porque. Ah, desculpem, eu sei.

Gostaram das abobrinhas? Melhores, né? Melhores que esta pasmaceira de letrinha de música e poeminha. Será a mudança zodiacal? Ah, sim: acho que já é hora da série "Aos Filhos".

19 de set. de 2006

Que pena...



... ele não veio dormir na minha árvore hoje...

Bem-te-vis são guardiões desta cidade. Eles estão por todos os lugares; há os menores, que o povo chama sibitos (são todos bem-te-vis para mim) ; e os belos, grandes, elegantes. Este que dormia ontem no galho ao lado da varanda não era dos menores, e estava todo arrepiado de sono...

"Bem te vi, bem te vi/andar por um jardim em flor/chamando os bichos de amor..." Jardim da Fantasia.

Inscrevi-me a tempos numa lista de observadores de pássaros para me inteirar mais da prática, entretanto nunca resta tempo para isto, humpf... Fico apenas no amadorismo solitário de alguns minutos na tarde de minha árvore e alguns domingos eventuais no parque...

E você, que pássaros estão na sua árvore? Tem árvore por aí?

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Update - Ele voltou hoje à noite!

Ele dorme aí dentro... Ou quase.. Essa é a goiabeira namorada do mulungu...

Cuidado

Um blog exige um cuidado que, no momento, não estou podendo dispensar a este.

Desculpem.

Mas, sabem, de repente é até bom.

Além do mais, estou numa gripe daquelas que só se tem a cada dez anos, e num sem-fim de ocupações que estão me tirando da mente mil coisas, entre elas as idéias.

E como dizia o Belchior na voz da Elis: "viver é melhor que sonhar".

É?

Sim, é. Tem que ser.

11 de set. de 2006

Retrato

Tenho essa tez leve,
branda, limpa e renovável:
a vida passa
e permaneço.
Não me tocam a flor da alma os anos com vigor ou destempero.
É alto o preço?
Saberei.
Não é perfume o acento impávido do não, contudo.
Pouco tenho, muito possuo.
Ao findar, seremos todos terra.
Eu
já sou terra.
Sei emergir de um recanto distante em mim que desconheço,
do qual não me perco mesmo nos sonhos.
E que me envolve e reaviva a face,
o brilho,
o riso,
a criança que cultivo no reflexo dos olhos que trago.
Sou teu contraposto.
Ponto.
Não teu contraponto.

Ela merece...

... um post, ainda que pequeno, só dela.




Vão vê-la, colegas.

9 de set. de 2006

Discorrendo sobre temas alheios. E outras do dia

Porque afinal eu leio os blogs alheios, ainda que nem sempre...

Lidos, levantem o dedo.

-Eu tenho escolhidos também três dos cinco cargos a eleger em outubro. Não sei ainda prá presidente, porque será (meda meda meda)? Vou votar no partido do Gabeira (PV) para que ele (o partido) permaneça no congresso, pois afinal, considero importante que as minorias relativamente sérias se façam presentes. Mas basicamente por isto, se tiverem algo muito mal a falar do partido me contem (meda meda meda). Ah, e quero uma candidata (mulher!) para Deputada Estadual em Recife, mas ainda num achei uma a altura.

-Eu quero rodízio de sopa em Recife, por favore. Empresários da gastronomia recifense, leiam Maio, 26.

-Essa capa azul do Chico, tinha em vinil lá em casa. Eu não vou falar desse assunto que você falou.

Está altamente panelinha e umbigal esse post, sorry. Quem entendeu, entendeu, quem não entendeu, não vai entender nunca. Blog é coisa de gente doida, estão aqui porque querem.

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-Tia, eu vou fazer cocô (onde mesmo fica o acento?).

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Sinceramente, o sitemeter é confiável?

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Estou seca por safra potteriana.

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-Tia, eu estou fazendo cocô (Porque as crianças necessitam tanto de confirmação, Senhor?).

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Afinal, assisti A Máquina, do João Falcão, baseado em história da Adriana Falcão; filme sobre o qual falei por tanto tempo aqui. Não sei se gostei muito, precisava rever em outra época. Tenho que comentar aqui, certo? Tanto que enchi o saco com isso nos últimos anos. A peça é bem melhor. A história é muito boa, não sei se foi porém uma boa idéia transformá-la em filme. Elenco: o Paulo Autran, como sempre, não necessita de maiores comentários, bom para se lascar; a Mariana Ximenes não engoli muito bem, mas pelo menos seu sotaque não ficou dos piores. Colocaram lá o Aramis Trindade e o Lázaro Ramos meio que mais para encher linguiça, me pareceu, coisa de panelinha. Estão muito bons, mas são apenas coadjuvantes. Destaque: a Gislaine (Fabiana Karla), como a mãe do Antônio. Vamo' rir que é bom. O ator (novato?) que é o protagonista não é mau, mas enfim, seu nome é Gustavo Falcão (filho, sobrinho, o quê?). Ah, gente, 'xa prá lá. Família é tudo, eu que sei.

Tô meio ruim para apreciações de fato, ultimamente, desprezem minhas palavras.

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-Quem é britânico nasceu aonde?

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Imagem do dia:




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Ando doida para fazer testes, mandem.

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-Fez!

7 de set. de 2006

Os bodes e os bodes

Deu bode na criança-carroça que fito neste dado instante... Vejam nós dois juntos, não formamos um belo par?



E deu outros bodes...

Deu uma bodada inteira por essas bandas, para ser exata.

Mas tá tudo bom, mesmo tendo falecido o faniquiteiro do homem das cobras... Rapaz, fiquei chocada... E eu que nadei em cima de um casal romântico de arraias anos atrás, vôte...

Olha, o Google não sabe o que é um bode, boto lá na busca de imagens e vem tudo, menos bode, vôte... Que bode...



Achei... O Google só sabe o que é cabra...

Falar em bode, cês já comeram carne de bode? Hummmmm....

Olhaí, o faniquiteiro...



Eu achava lindas suas botinhas... Digo, acho...

Sim, ando muito assimétrica ultimamente.

A frase em voga é: há males que vem para bem. Vejam como foi bom a carrocinha aqui pifar de vez. Ressuscitou, modisqué até que tá animadinho...



Plantão extra - O Clodovil é candidato a Deputado Federal! "Meu amorzinho", vai dar lêlê!

2 de set. de 2006

Mistérios II - A fala de uma tola e crente criatura, talvez, espero que não

Há mistérios em todos o seres? Não há mistérios nos pássaros. Eles chegam em fulgor à minha árvore. Seus trinados afogam-me em paz, seus corpos são leves entre verdes e galhos. Confundo-os com folhas e borboletas, em minha humana pressa que pouco vê e nada sabe, mas busca. São livres suas asas, sem códigos, percebo. Assim é o tempo, a vida, a natureza, de que somos parte, o ser que somos. Não há códigos. Há livros abertos, basta lê-los. Saber-se pássaro, apenas, é o que nos cabe. Desvendar as amarras, dissolver as trincheiras, ver-se inteiro, sem maus presságios. Cessar o repetir-se, “assim é, assim é”. Tudo parece ser o que cremos ser - e isto ofusca, e faz esquecer: é essencialmente bom o ser, qual o beija-flor que pousa na fina rama. Somos ave. Esses pequenos que retornam ao meu chamado. Não fomos criados à imagem e semelhança do turvo. Somos água límpida, de nascente, que mana. Lembre-se, és nascente. E toda nascente mana, exala, bem que é divino, que não nos pertence, que não se pode perder - é bem de todos, do todo de que somos parte...

31 de ago. de 2006

Aos Filhos de Virgem




"Virgem como a natureza do desconhecido
virgem como quem se muda e como quem virá
virgem como a fruta esperando a tal mordida
virgem como o garoto que espera atento a hora do jantar
virgem como a nuvem que ainda não choveu e o guia
e como é virgem toda noite enquanto o dia não pintar
virgem como a tela branca da pintora linda ainda é virgem
como a lua antes do sol iluminar
virgem como o olho de quem não dormiu e o guia
virgem como a planta do pé de quem não andar
virgem como o pássaro desvirginou o dia
quando desenhou no céu o mapa de onde o sol pode brilhar
virgem como a música do cantor que era mudo
e como o passarinho é virgem quando não puder voar
virgem como a bailarina sem coreografia
e como a pérola azulada que ainda não saiu do mar"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

27 de ago. de 2006

Mistérios...

Alguém nos ajuda a decifrar os mistérios dessa canção?

1)o de obter a mp3. Ah, trata-se de música talvez do Renato Teixeira(?) sobre a qual falei aqui ano passado, "Mistérios". Para os preguiçosos com clicks: "O melhor mistério é ver mistérios/ai de mim, senhora natureza humana/olhar as coisas como são, quem dera..." Lembram?

2)será mesmo do Renato Teixeira a composição?

Leitor(es) (será que tá em alguma trilha de novela e eu não sei, hehehe) andam a procura, e eu bem que gostaria de tê-la também. Caso alguém tenha a mp3, envie ao maio26@gmail.com. Ficaríamos agradecidos.

Mistérios é uma palavra que me persegue. Não é a primeira música com esse título(será esse o título? Outro mistério...) que amo, embora essa aqui da Joyce seja bem mais do coração...

22 de ago. de 2006

Curtíssimas

Ó como é bobinha a vida... Ó como somos bobinhos, nós, seus donos, a valorizar tão pequenas coisas...

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Não há quem não melhore com a mente ocupada. Por isso tão estranha é a teoria dos que praticam a meditação. Esvaziar a mente, ora pois pois... Sábio o povo: "mente vazia, oficina do diabo!". Mas não, não abandonei a idéia da meditação. Só ando preferindo o parque.

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Afinal: ser mãe é ser um gravador? Sim ou não?

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Acreditem ou não, ainda não vi O Código da Vinci. A cópia pirata que tenho é péssima, não consigo passar do Louvre... Eu nem ligo, "ando meio desligada"... Digo, andava...

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Prometo que hoje começo a leitura dos blogs amigos. Mesmo que não termine hoje...

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Sério, parece que a Angelina saiu de casa. Demorou... Fim do casal Sr. e Sra. Smith? Coincidência...

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Enfim, a criaturinha que gerei está sob a ducha. Depois ainda dissem que toda vida se inicia na água...

21 de ago. de 2006

Segunda

Chega uma hora que fica difícil não ver, não entender, ser a eterna idiota que de nada se apercebe. A infância já passou.

O sórdido está em todas as partes. É preciso saber para afastar-se, proteger-se. E não adentrar na lama. Por mais que os sentimentos falem alto e tentem se impor, é preciso dizer quem manda. Por mais que doa. Um dia passa. E afinal, a vida não é apenas o que nos oprime. É preciso recordar que ela está lá fora apenas esperando que se rompa a crosta de desesperança em que se entra sozinho, não se sabe porque.

Parênteses. Não se sabe porque, mas a vida tem sua razões. Deve ter.

Boa segunda para todos. Vou começar minha semana agora, a partir dessas palavras. É tudo questão de atitude. Tem que ser.

19 de ago. de 2006

Corre...

Já escolheu seu sonho?
















(Imagem captada aqui)


Escolheu? Não?

Pois então corre, senão ele te escolhe...

De Culinária

Almoço com cunhado e irmã achinesando o cardápio.

Carne acebolada e risoto chop-suey.

À noite tivemos gororoba no menu.

Percebem gororoba?

Uma frigideirada com tudo cozido que tenhas na geladeira. No caso rolou arroz com cenoura, farofa de cuscuz, quiabinho refogado. Tudo com dois ovos-lindos fritos (ovo lindo = ovo com tempero verde - leia-se tomate, cebola, cebolinha e coentro, que somos nordestinos). Pitéu.

Amanhã teremos peixe, receita que aprendi em programa televisivo local de gastronomia. Retire a espinha de um peixe serra inteiro, tempere com limão e sal. Faça uma farofa de jerimum com camarão. Recheie. Congele(!) por uma hora. Frite. Não sei se caberá na frigideira. Azeite nele (como prefiro, sem pena ou piedade).

Receita de um famoso restaurante do Point de Galinhas.

Cozinhar não só é arte como também é terapia.

17 de ago. de 2006

Crepúsculo

A tarde
invade a
tarde
que invade a
noite que
invade a
tarde.
A tarde é teia que
desce
azul
tecendo a bruma.
A casa inteira
imersa em sombras.
À noite
a tarde finda
e arde,
instalada em matéria outra
mais densa, aquosa e íntima.



Ao som deste rio.

Leitores

Acho maravilhoso que tenha gente me lendo em lugares como Pedra Azul(MG), Ilhéus(BA) - onde já morei!, Peru, Três Corações(MG?) e Nilópolis(RJ). Obrigada!

O mundo é grande, a internet é grande, eu não a mereço.

Mesmo que nem sempre tenha o que ser lido aqui, voltem. Juro que eu serei uma blogueira melhor, assim que der. É que não ando disposta a aborrecer ninguém ultimamente, acreditem... Bjs...

10 de ago. de 2006

"Hoje é sexta-feira"...

... prá mim, não sei para você...

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Quer ler coisas lindas e arrepiantes? Leia esse moço estrangeiro. Lindo ao vivo, na tela e nas letras. Letras tão boas que deixo vocês sairem daqui para irem lá sem o Maio ficar pendurado...

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Quer ser bichinho? Tá'qui ó... Eu? Deu águia na cabeça. Sei não, eu águia... Isso deve estar aí prumode eu não consegui me identificar com o Garfield, a Tartaruga Ninja ou



Você é uma águia!

A águia é o símbolo maior das aves e representa um estado superior elevado. Isto quer dizer que você tem grande facilidade para meditar e entrar em contato com o divino. Este é o grande mergulho da águia. Sua coragem e força são admiráveis. Você é capaz de voar e criar, sem perder a noção de onde fica o chão (o que é muito bom!). A águia também está associada à paternidade, sendo uma pessoa que cuida muito bem dos seus filhos.


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Quer ler mais? Tem não... Beijinhos. Tô meio seca de idéias com esse retorno às aulas..

5 de ago. de 2006

The question is

Dá para o Maio tocar música (tipo eu trocar de mp3 quando quiser)?

Quanto custa fazer um template exclusivo?

Nunca a interrogues

Quanto mais se passam os anos (e com eles iludo-me que aproxima-se a madureza), mais me apercebo com consciência de uma verdade que chegava na juventude por mera intuição: a vida nos leva, e contra este rio não nos cabe navegar. Há que seguir a correnteza. Comigo, foi sempre assim. Decidi muito pouco, compreendo - é leve meu coração, e deixo que a vida me carregue. Foi assim no amor, na vida familiar, na vida, na estrada. Tive sorte: sempre, ao lançar os braços em torno, tocava essa redoma de luz ou plasma na qual me mantêm. Não indaguem-me por que a sei: ela está aqui. A vida nunca me veio com despudor, com falta de medida, sou grata. Retribuo razoavelmente, assim penso. Não é assim com todos que se segue. A vida tem poder para fazer macio e fazer com dor, e há tantos a quem espanca quantos a quem agrada. Não somos, nenhum de nós, intactos a seu toque. A quem já não aconteceu algo cujo propósito escapou à lógica? Os acontecimentos são seus sopros, doces, ou medonhos. A fala popular revela, com sabedoria: "tem Deus seus próprios desígnios"; e é Deus a vida. A vida tem seus próprios motivos, sigilosos a nossa carcaça imperfeita e humana. Feridas se abrem, feridas se fecham, umas passam, outras duram, algumas não fecham nunca (porque será?). Assim é. Porque preciso passar por isto? Por que tem que ser assim? Não nos cabe entender, ainda. “Segue teu destino, rega tuas plantas, ama tuas rosas”, dizia o poeta. Cabe viver, resistir, empreender, transformar dor em sorriso, afirmar nossa grandeza, ainda que reféns sejamos dessa senhora. Um dia compreenderemos. É preciso crer, e obedecer à vida. Ela é maior do que somos, mas nos ama. Um dia, tocaremos suas vestes e ela sorrirá, alçando-nos a sua altitude e soltando nossos laços. Livres, planaremos junto a seus corpos e a ela nos fundiremos pela eternidade do universo.




Imagem captada aqui

"Mas serenamente
imita o Olimpo
no teu coração:
os deuses são deuses
porque não se pensam."
(Fernando Pessoa)

4 de ago. de 2006

Letrinhas das antigas do Guilherme Arantes no sub-title, percebem? Só de antes dos anos 80, hehehehe.

Queria colocar essa aqui, mas não cabe...

1 de ago. de 2006

Rapidinhas das oito (melhor que a novela das oito, ademais)

Cá entre nós: tem algo muito de podre no Gmail, né não? É aquela vez estória: quanto mais alto a árvore, maior o tombo. E este se aproxima, me parece.

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Quem aqui gosta de Guilherme Arantes das antigas, levante a mão. Aquelas coisinhas adolescentes tipo "sair com a cara e a coragem da casa dos pais" ou "Mas ela não quer, mas ela não pode o pai dela não quer, o pai dela não deixa". Por favor, não me façam achar que só eu conheço, porque me sentirei em uma ilha deserta e distante se assim for.

Não, eu não gosto de Guilherme Arantes hoje, eu toco. Digo, da figura. Ficou sinceramente muito esquisito. Ô, preconceito. Mas vou confessar que não parei para ouvir coisas novas suas. Vou ver se tomo vergonha na cara. É um mal de que sofro em termos de música, quando alguém já fez coisas muito boas no passado eu não me preocupo em acompanhar suas atualizações.

Nossa, tinha coisas lindas que ele fazia. Espero que tenha mantido a qualidade.

"Qual, qual de vocês não acha belo
quando ela desce,
quando ela deixa tudo translúcido?
"
(A Cidade e a Neblina)

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Minha filha anda muito afro. Ou então baixou um santo a La Bo Derek na menina. Só vive de trancinhas logo na franja, uma graça. Toda vez comento isto com ela e preciso explicar quem é Bo DerexDerek(!). Deixa mostrar-lhe uma fotinha:



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Atualidades: ando péssimas quanto a elas. Parei sinceramente muuiiiiiiitooooooo de ver jornal. Tô ficando velha e cansada de tudo isso. Ah, eu sei, eu sempre achei muito feio o alienar-se do mundo; mas, que fazer, deve ser efeito deste inferno astral que está findando. De política, nem sei em quem vou votar ainda. De crimes, casos sensacionalistas (vide Dona Suzane) também. Problemas da cidade, é sempre tudo mesmice. Futebol? Eu não acredito nessa de Dunga como técnico da seleção. Muito oba-oba e pouca lógica, certo? Um novato na seleção... Bom, vai ver que dá certo, sabe-se lá os desígnios celestiais...

Fiquei sinceramente tocada com as demissões na Varig. Ó, senhor, eu sei o que é isto...

Agora, o Fidel adoecer e o irmão assumir, isto definitivamente merece um link. Porque chega a ser cômico. Entretanto, não deixo de admirar a fortaleza e história deste homem. Ainda que cheio de erros.

Recado para si mesma - e para quem aqui passar.



Viva.
Desamarre as desnecessidades.
Visualize apenas o que realmente importa.
Desfrute das benesses da natureza.
Corra, caminhe em meio a elas.
Dê espaço ao corpo que te foi ofertado.
Ame aos seus.
Ame aos que te amam.
Ame aos que amas.
Recolha os pequenos males inúteis que te tentam assolar.
Busque saídas, não importa quais.
Esqueça dos preconceitos ao procurá-las.
Reze.
Seja benzida, rezada, ungida.
Ouça música.
Relaxe, renove-se, revigore-se.
Afaste o lodo.
Afaste a dor.
Eles não levam a nada.
Observa tuas posses,
da terra, do ar.
Viva a vida que ela está cá para ser vivida.
Basta um pequeno passo.
E principalmente:
TENTE SER DIVERTIDA.
Por ninguém aguenta gente sorumbática.
Nem mesmo você se aguenta, desse jeito, Maria.

27 de jul. de 2006

Elas...



... a quem de direito.

24 de jul. de 2006

Aos Filhos de Leão



"Cada diamante ama o sândalo e o cravo
ama o ouro, e alaranjado
o globo azul rodeia o sol
cada diamante imita a mágica
das tropicais florestas
onde reina o leão, Deus dos animais
cada brilho seu reflete o coração dourado
o fogo, o poder, a vitalidade, o pai
cada raio seu forma uma rua
que vai dar na luz da lua
doces caminhos astrais"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

23 de jul. de 2006

"Carne e unha", como diria o Fábio Jr.

A vida é este eterno zigzag onde tudo, ao final, sempre se encaixa.



Pense nisso de lá que eu penso de cá.

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Ando lendo Brida. Não sou exatamente chegada a Paulo Coelho; de fato leio-o no momento muito mais por falta de opções. O livro, entretanto, traz idéias interessantes com as quais comungaria sem maiores dificuldades numa primeira análise superficial, o que torna uma pena para mim o fato de estar achando-o chatinho por conta do excessivo ocultismo que é próprio desse autor. Idéias como aquela acerca de ser o universo uma imensa colcha de retalhos formada por átomos eternamente a mover-se entre os seres e objetos que o compõem; ou a outra máxima, mais romântica ainda, de que na verdade nossas almas se dividem indefinidamente – a única explicação plausível para o aumento da população mundial, do início da humanidade até aqui – de maneira que não há apenas uma alma gêmea, mas muitas, porque estão "espalhados" em outros corpos nossos "pedaços"; digo, nossa essência. Belo, de fato. Me atrai. Esta realidade realmente justifica o amor, a empatia, a afinidade – seria tudo uma questão de reconhecimento de si mesmo no outro. Não dá nenhuma dica, porém, sobre de onde vem o ódio, a antipatia, a estranheza.

Por outro lado, a idéia do "reconhecimento" demonstra ser o homem essencialmente um ente do egoísmo, não acham? Afinal, não gostaríamos dos outros por aquilo que são, mas por aquilo que possuem de nós mesmos. Argh. É sempre assim. Ver o âmago do que aparenta perfeição muitas vezes revela o fel.

Não posso deixar de pensar que o espiritismo oferece melhor explicação para o "causo" do aumento da população. Como se sabe, essa doutrina crê na existência de muitos mundos, planos, que se graduam, conforme a evolução espiritual dos seres que neles estão (vide "A Viagem", a novela, que acabou sexta). Assim, pode-se pensar que a terra está em "alta" na cadeia de universos paralelos (por isto tanta gente!), visto que as almas migram entre estes espaços.

O espiritismo se apresenta muito mais lógico também na explicação dos sentimentos que envolvem os homens em suas relações. Amor e ódio vem do convívio de vidas passadas; o ódio, ademais, ainda se expressa muitas vezes na forma de carma. No fim dos tempos, precisaremos ter todas nossas diferenças acertadas. Bem melhor. O espiritismo é uma ciência do otimismo, sim, senhor. Visa entender o mundo com base na evolução.

De toda forma, não estou muito certa de que as duas "teorias" (serão?) se excluem. Logo, nada de mal em encher-me os olhos estas premissas do Paulo Coelho. Somos todos parte do mesmo tecido, como falam os ecologistas quando traduzem o termo meio ambiente. Somos todos um mesmo organismo. Estranho preocupar-se com detalhes... Ah, ia esquecendo... São eles que formam o todo.

21 de jul. de 2006

"Eu estou muito cansado do peso da minha cabeça"

Desculpem, mas restam-me poucos lugares para correr na hora do aperto...

E conforme concordei com a Anna V. (leiam seus bons textos!), blog é terapia. Então, liguem as "ouças" que ando carregada.

Já tiveram a sensação de que um lugar e suas pessoas lhe fazem mal?

Como a gente faz num caso desses, principalmente quando não dá para "desligá-los" facilmente? Vai prá macumba? Psicólogo? Reza?

Sorry, dia ruim... Minha recarga de férias estão indo embora cedo, muito cedo...

18 de jul. de 2006

Fitinhas. Cassetes. Alembrou-se?

Não é que a piveta aqui da casa ganhou no seu niver um micro-system, num sabe, que tem toca-fitas, num sabe?



Desencavei as velhinhas da toca. Aquelas que a gente num passado não tão distante assim preparávamos com amor e carinho para nós mesmos ou para outros por quem sentíamos amor e carinho (era uma delícia). Aquelas que não ouvia a décadas (mentira, anos) prumode o toca-fitas quebrara.

Tive que apresentar para a fihota. "Filhota, fita cassete. Fita cassete, filhota". A menina não alcançou a era analógica.

Não me digam por favore que gravar cd dá no mesmo. Não dá. Não para alguém totalmente analógico como eu.

Lá vai o Rod Stewart... "Listen to my heart "... "Premeiro" teve dancinha no banheiro com Give me Love, com Dona Marisa dos Montes. Já ouviram? Ó, Deus, como adorava e adoro esta, escutei umas cinco vezes neste revival. Pena que algumas preciosidades estão depauperadas, como James Taylor ("Ô Mexico, the sun so hot, I forgot to go home!") ou Eric Clapton ("Before you acuse me/take a look at your self!" - esta não achei a letra no Google, acreditem). Mas a imensa maioria está em bom estado, afinal, estamos falando de analógicos, senhoras e senhores. Seres quase para sempre (Menos, criança, menos...)

A propósito do assunto, aviso aos iniciados do Maio que tenho um blog sobre meus discos de vinis. Desatualizado, é verdade, mas querido...

17 de jul. de 2006

Ai que preguiça que dá essa vida

Voltei...



... mas estou totalmente fora de ritmo...



Morram de inveja desse praião onde passei os últimos dez dias... Barra de São Miguel... Alagoas, Brasil...



Eita que até o relógio quebrou...



Desculpem se faltar por aqui, ainda estou fora do tempo e do espaço, graças a Deus...

27 de jun. de 2006

Rapidinhas de férias

Muitos, muitos novos posts na nossa Cozinha Potteriana, o blog que eu, a Lu, a Bruna, o Marcus e a Maria. Andava meio em baixa, mas a Lu foi lá e deu uma melhorada no marasmo. Só me resta divulgar o pobrezinho... Vão lá saber a última da Dona Jo e dêem seu pitacos (eu já dei o meu...)

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Sobre a Copa: confesso que ando mais animada após as vitórias da primeira fase, em especial na última, contra o Japão. Espero que este sentimento não acabe hoje as 12:00h. Qual o seu placar? Sendo otimista, arrisco um 2x1, mas no fundo, no fundo depois do jogo Suiça X Ucrânia de ontem começo a sonhar com pênaltis, argh...

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Como se pode depreender do título do post, estou em férias, gerais. Nos dez dias seguintes a próxima quinta-feira talvez tornem-se escassos os posts aqui. Motivo: Maceió, minha sereia... Sair um pouco deste mundo e esquecer suas esquinas... Quem sabe lá anda fazendo mais sol...

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Sim, pois Recife não é mais a mesma. Chove descaradamente e faz frio. Mudanças climáticas deste nosso planeta. Ando hibernante. Fui ao interior pelas festas juninas e só queria dormir em pleno meio-dia (efeito não apenas das noitadas, mas principalmente do tempo gélido). Gosto não de estar assim.

26 de jun. de 2006

Aos Filhos de Câncer



"Caranguejo, signo da última estação
Do segundo lugar
Do primeiro desejo
Que não há
Como dissimulando se esconder no porão
Caranguejo da canceriana solidão de horizontalizar
Do canteiro de beijos que não dá
Como dissimulando se esconder no porão do ser
Caranguejo cada vez que a gente se encontrar no cio
Pode ser que não, mas eu quase adivinho
Que no coração alguém vai batucar
Caranguejo signo de quem só me chama de filho
E do meu coração, e do Gilberto Gil
Caetano é leão e sempre vai reinar (pois é)
Caranguejo símbolo da réplica fusão
Do que não caberá
Mas no primeiro ensejo brilhará
Como volatizando se ascender um balão
Caranguejo símbolo da réplica fusão
Do que não caberá
Mas no primeiro ensejo brilhará
Como volatizando se ascender um balão
Pro céu."

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

21 de jun. de 2006

"Ah! o amor!"* ... ou o romântico, como queiram

Sofro de uma tendência irreversível de alcance e efeitos, em determinadas ocasiões, alarmentes: sou uma romântica. Entendo muito bem, portanto, este ser apaixonado, silencioso, afeito a explosões internas e raras erupções, devastadoras quando efetivadas. A lava, contudo, não queima o romântico, e ele nunca se cansa de desejar as chamas, mistura dor e prazer num não-sei-quê enlouquecido que é prato cheio aos psicanalistas da alma humana.

Sou, contudo, uma romântica cética, em lapsos de lucidez que me acometem mais vezes, acredito eu, que aos demais românticos: sei que deve haver uma justificante patologia psíquica a explicar o romântico. Deve ser o ascendente em capricórnio que leva-me a pensar assim. Também não me perguntem, astrologicamente falando, de onde vem este romantismo, visto que geminianos, salvo engano, não são essencialmente românticos – borboleteiam mais que amam. Isto não "herdei" de meu signo astral, possuo as provas (que não interessam aos senhores e senhoras conhecer). Deve haver alguma lua em vênus em meu mapa astral, imagino, pois, e um dia ainda o faço (o mapa astral), para confirmar.

O romântico é um figura datada, atemporal, para ele os séculos não se passam. Há sempre aquele ideal de beleza inatingível, algo que apenas ele compreende, nem mesmo os outros apaixonados. É um ser sozinho, portanto, sempre. Por mais amantes que possua, pois julgo eu que o amor do romântico nada tem a ver com sexo. Deve existir romântico "de tuia" atolado até o pescoço em aventuras meramente sexuais. Sexo, não esqueçam, serve em demasia como válvula para todo tipo de loucura, até mesmo desta chamada "ser romântico".

Sendo sozinho, o romântico é alguém que está sempre a espera. É um expectador. Espera um chamado, uma sombra, um vulto, uma voz, uma canção, porta que bate, telefone que toca, um olhar diverso, uma palavra numa tela. Não sabe nem o que espera, mas espera. Neste sentido, o romântico é definitivamente um bobo, pois o mundo, vocês sabem, é esta selva de pedra nossa de cada dia. Muito pouco romântico é o mundo. Por mais que as rádios não parem de tocar canções de amor, e nas novelas todo mundo se apaixone toda hora (por pessoas diferente, é certo), e todo semana uma nova comédia romântica seja lançada nos cinemas, o fato é que o "mundo moderno" (assim mesmo entre aspas, pois visto como ser único e mitológico) odeia o amor. Não há nada neste nosso mundo moderno que dê nem sequer um palito de fósforo de confiança ao amor. O amor, para este mundo, é de fato uma boa duma merda.

Ando obcecada pelo texto do Arnaldo Jabor que gerou o sucesso da Rita Lee, “Amor é prosa, sexo é poesia”. Já postei a canção duas vezes aqui. O livro encontra-se neste momento ao meu lado (tô curtindo). O Jabor concorda comigo quando fala: "O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos". Sim, correto. Porém eu acrescentaria ser uma construção inconsciente. No começo. Pois é também um jogo que alimentamos e apreciamos jogar, ele nos diverte mesmo quando sofremos com ele. Tem algo de masô(quista) nisto, portanto, daí seu "quê" patológico. O romântico é um incorrigível, é o hipertenso que come sal, o diabético que come açucar. É um viciado, um caso perdido, não há jeito para o romântico. Plagiando o Jabor, quem souber o jeito, emails para maio26@gmail.com...


* O suspiro saiu daqui.


Ouvindo essa romântica (com a moça, não com os moços, por favor)...

20 de jun. de 2006

Where are you, Scooby Doo?

Cá estou em busca de inspiração. Não que não existam outras coisas a serem feitas, é que acho que o Maio anda abandonado. Sem muito assunto, mas desejando agraciar meu parco e querido grupo de meia dúzia de leitores com algumas palavras interessantes. Só me resta escutar esta aqui, gentilmente cedida pela Naomi em sua ouvateca, e aguardar que o santo baixe:

"Wuthering Heights
Kate Bush

Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green.
You had a temper like my jealousy:
Too hot, too greedy.
How could you leave me,
When I needed to possess you?
I hated you. I loved you, too.

Bad dreams in the night
You told me I was going to lose the fight,
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights.

Heathcliff, it's me, Cathy, I've come home. I´m so cold,
let me in-a-your window."

(O resto aqui)

Eu, em minha santa ignorância, fiquei com a interrogação na cabeça "quem diabos é Heathcliff e Cathy", e uma leve sensação de que se tratam de personagens de "O Morro dos Ventos Uivantes" ; como é que acertei, se nunca li o livro e a expressão "Wuthering Heights" não me diz nada além de "alturas" - "wuthering" não foi traduzido pelo Michaelis - é que não sei. Coisas da mente, este ser poderoso, misterioso, e que nos habita, ademais, segundo Osho (sim, para ele não somos nem nosso corpo nem nossa mente, mas nossa alma, e podemos nos separar desses dois primeiros por meio da meditação, uau). Taí, comecei sem saber o que falar, já estamos agora a cem por hora, mas eu juro que não fumei, cheirei ou tomei nada... O que Kate Bush e Osho possuem em comum não me perguntem, entretanto... Vão lá ler a Vilma que é o melhor que vocês fazem...

13 de jun. de 2006

"Que bonito é..."

Querem matar o Zagalo, meu Jesus. Sim, eu o vi no Jornal Nacional, chorando e beijando uma pequena estatueta de Santo Antônio que tirou do bolso. O que me fez recordar antes de mais nada: o dia do santo não foi ontem, é hoje, treze de junho - um engano plenamente justificável se partido de uma nordestina, já que na terrinha os santos juninos são sempre comemorados na véspera. Isto não é ilógico, acrecento, é coisa de gente que é muito trabalhadora (ao contrário do que possa parecer), mas também muito festeira, de maneira que a festa inicia na noite anterior, após a labuta, e dá para dormir direitinho para acordar cedo no dia posterior.


Foto hospedada em v-brazil

Mas voltando ao início, querem matar o Zagalo. Não há como se explicar que hajam levado um homem capaz de fazer aquilo diante das câmeras a Copa do Mundo, onde, de toda forma, a emoção será imensa, seja para o bem ou para mal. A vitória ou a derrota. E prá completar, a estréia é no dia do santo de devoção do homem. Ou não era, o homem virou devoto depois que viu a data, visto ser o número treze sua fissura. Que nada. A fissura do velho é mesmo a bolinha rolando sobre a grama verde. Paixão levada ao extremo exato, além do que.

Por coincidência, escutei de um amigo hoje o seguinte comentário, sobre o jogo de virada da Austrália sobre o Japão, nos oito minutos finais do jogo: que pesando os dois lados, o resultado deveria ter sido 1x1, porque o Japão jogara bem até perto do fim, depois a Austrália se superou, logo, houve equilíbrio. Discordei como sempre com um patada (ô, sina), com a idéia que aqui transcrevo: o meu amigo não consegue ver a beleza maior existente no futebol. Não é? Essa coisa trágica, de folhetim, que encanta, emociona, faz o povo berrar e enlouquecer: um time, em oito minutos, empurrar três gols numa equipe até então dominante. Qual o potencial inconsciente de um fato assim? Gente, a superação! A perda frustrante de um lado, a vitória exaltante do outro. Competição ferrenha: o campo gramado, local onde tudo é possível. O futebol é feito a vida. Ou como se quer a vida, não sei. Já sei: como é a vida de fato, pronto. Só que nem todo mundo consegue ver a vida como ela é de fato: possível.

Pronto, peguei o vírus. Com filosofia, não tem como não pegar.



Notinha: acabo de ler na Vera sobre o pedido de prisão pela Justiça italiana do Cafu, capitão da seleção, envolvido em um processo de falsificação de documentos. Caraca! Esse povo é mesmo louco por futebol, e a doença não é só brasileira! Concordo plenamente com a Vera e completo: estão se borrando de medo do Brasil. O que, em minha ótica, é preocupante, porque o medo é um combustível poderoso, quando consegue pegar fogo...

12 de jun. de 2006

Essa noite eu quero ir mais além

Ando tão ótima que nem tenho sentido vontade de escrever, para quem se preocupou. Nem lendo blog alheio, um horror, perceberam, né? Vou tentar me emendar. Perdi um tempão sem ler, ver filme, passear, agora, "se eu puder, eu vou me divertir". Se for com a Copa, que seja. Com festa de São João. Com quatro livros pegos de qualquer jeito na biblioteca. De qualquer jeito, vai, que estou a fim. E estou de férias, breve, completas.

Muito bem, daí que amanhã temos Brasil e Croácia. Porque todo mundo não pára de lembrar algo que todo mundo já sabe? Dez em dez propagandas lembram a Copa, e as pessoas não cansam de usar verde e amarelo, essa combinação muita feia. Além do que, que esquisita essa obsessão brasileira... Já a senti (e não nego que ela poderá voltar), estando, porém, de fora, na beira, dá para ver como é esquisita. É uma esquizofrenia, na verdade. De minha parte, já gastei os três contos devidos com uma bandeirinha para a filhota (dessas de colocar no carro, mas acho meio ridícula e não sei colocar, nem perderei tempo tentando fazê-lo). Tá de bom tamanho.

Hoje é Dia de Namorados, data com a qual nunca me liguei nem quando era namorada... digo, mesmo ainda o sendo. Sim, voltei a ser namorada, tão fofo e tão bom. Eu recomendo aos casais longamente casados, portanto, e fica tal dica como mensagem do dia dos namorados. Como chegar a tal estágio, é uma outra e longa história, que não conto: "cada um com o cada um dos outros" (como diria meu sobrinho-afilhado de cinco anos), digo, cada um com seu cada um. Mas voltando a data, sinceramente, prefiro lembrá-la como Dia de Santo Antônio. Alguém aê se recorda que este é o seu dia? Sim, é, e pensar em 12 de junho como seu dia a mim parece levar a duas vertentes bem mais interessantes que aquela única associada ao Dia dos Namorados, no caso, a comercial (dia de comprar presente e gastar dindin, inventado pelos lojistas-capitalistas, isso de ser dia de celebrar o amor é mera balela): primeiro a religiosa, porque santo é santo. Pensar em coisas de Deus é sempre bom, e os ateus que se calem. Adispois, tem a vertente cultural. Santo Antônio é festa do povo, da gente da minha terra, e prestigiar o povo, o folclore e cultura nunca é mau. Por tudo isso, vai aí a cara do santinho. Protetor dos pobres, "ajudador" na busca de objetos ou pessoas perdidas, e, de quebra, o amigo nas causas do coração.

8 de jun. de 2006

Porque buscar o mínimo, quando se tem o máximo?
De onde essa venda nos olhos que afasta da real verdade que há, positiva?
Porque desejar o que já se possui, de melhor quilate?
O desejo é uma mola irracional, potência infinita sem finalidade alguma...
Muitas vezes, é o próprio enxergar-se que está nublado, o que deriva em ingerência do querer, querer minguado, retraído, sem sincronia com o ser, que, embora não se amesquinhe, tem a visão de si próprio obscurecida... É o não amar-se que desagua em tal lodaçal. Então, deseja-se o pouco, o surdo e o mudo, o pequeno, o ensimesmado, o que tem o falso aspecto de amor. Não há concorrência entre sentimentos miúdos - como tal querer - e o amor de fato. Aos que não o conhecem, o amor de fato, não estou a altura de uma introdução. Nem sempre está aqui. Difícil defini-lo, difícil materializá-lo. Existe, porém, é fato. Não se indaga sobre as razões de tal certeza. Quem quiser conhece-lo, que o procure. Aviso que ninguém o encontra engrandecendo o próprio ego com sentimentos inúteis.

Detesto a experiência de fraqueza, porque não é de minha natureza este estar em mim. Ocorre de escorregar nela, mas não está em mim. Desejo o puro, o nobre, o franco, o forte, o vero. Sempre foi isso, de tal não me afasto. Abomino o descrente, o lasso, o que se desconhece e não se busca, o que se prende ao pobre e o que não se rende ao digno. Ao que se repete infindas vezes: "sou pequeno, sou pequeno, sou pequeno". Eu, não. Sou grande, forte e aço. Quem pretende-la, que se esforce e aprenda tal força. Não é da minha natureza também, mas se me faz bem ligar o "foda-se", eu ligo, e sigo na paz.

"A paz invadindo meu coração de repente me encheu de paz"


1 de jun. de 2006

Hello, babies

Ufa. Voltei. Andava com saudade das coisas normais da vida. O foco em um único problema é um saco que nem toda cabeça suporta. "Bom é mesmo amar em paz".

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A vida... Vou lhes dizer uma coisa: a vida é estranha. Mas é boa. Alguma razão há para todos os acontecimentos que nos cercam, ainda que, aparentemente, não. Aprender com eles talvez seja o mais importante.

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Não deu nem tempo de postar aqui, e já estão acabando com a festa da Suzaninha na tv. Que pena. Vivo querendo ir a um tribunal do júri (tenho me revelado péssima aluna), nunca tenho, porém, tempo.

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Já falei que tenho certeza de que o Brasil vai se dar mal nesta Copa? Está lançado a pergunta aos blogueiros amigos: vocês acham que o Brasil vai ou não vai pro Hexa? Eu adoro de paixão Copa do Mundo, mas não estou conseguindo me animar com esta e comprar brinco e colar verde-amarelo (argh), primeiro porque são horrorosos, segundo porque estou certa de que será perda de dinheiro.

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A Vera disse que um homem descobriu quem nasceu primeiro: foi o ovo, não a galinha. Ai, que emoção, vou correndo contar a Clarinha.

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E agora, falo de que? De mais nada, vou estudar. Tichaus.

30 de mai. de 2006

É raro...

... mas há vida sim nos emails que às vezes recebemos.

Para refletir um pouco sobre esta realidade(?) que vivenciamos neste mundo de telas e fios. Para nunca nos perdermos do verdadeiro mundo.

"Mundo virtual

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
-Não tenho, menino.
-Só uma moedinha para comprar um pão.
-Esta bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.

Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

-Tio, pede para colocar margarina e queijo também.
Percebo que o menino tinha ficado ali.
-Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito
ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer. Digo que esta tudo bem.. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele. Então ele sentou á minha frente e perguntou:
-Tio o que está fazendo?
-Estou lendo uns e-mails.
-O que são e-mails?
-São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse):
-É como se fosse uma carta, só que via Internet.
-Tio você tem Internet?
-Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.
-O que é Internet ?
-É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar,aprender. Tem
de tudo no mundo virtual.
-E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
-Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar,tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
-Legal isso.. Gostei!
-Mocinho, você entendeu que é virtual?
-Sim, também vivo neste mundo virtual.
-Você tem computador?
-Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu do água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, de natal e eu indo ao colégio para virar medico um dia. Isso é virtual não é tio?
Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado tio você é legal!".
Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!
"

24 de mai. de 2006

Aos Filhos de Gêmeos em Maio, 26



"Curioso, dispersivo
Você sempre tem algo a dizer
Signo dos opostos
Signo dos vizinhos
Gêmeos há de ser:
Cada planeta, cada riso
Em cada esquina que houver
Cada extremo reunido
Cada homem gêmeo da mulher.
Gêmeos como a luz do dia
É vizinha do anoitecer
Gêmeos chuva, e quem diria
O sol que brilhará
Dor e prazer
Cada planeta, cada riso
Em cada esquina que houver
Cada extremo reunido
Cada homem gêmeo da mulher
"
(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)



Parabéns prá você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida!


Este pobre blog tem a infelicidade de completar anos na mesma data de sua dona, uma criatura (do bem) que nunca tem tempo para ele em seu mais importante dia. Sim, amanhã será um dia longo, graças a Deus. Portanto, 25 de maio, para vocês, é 26 de maio, e está aqui o que deveria estar amanhã. Fazer o quê. Tó um pedaço do bolo que a Luci me deu ano que passou, congelei, e trago de volta para vocês:





Meus caros amigos, aproveito meu aniversário para agradecer a presença de todos que vem aqui ler estas abobrinhas que com amor escrevo. Hoje num tem discurso, estou meio que disposta a ser feliz amanhã.

Beijos mil.

23 de mai. de 2006

Amor revelado não é amor: é uma estrada chamada paixão, ao fim da qual abre-se o trevo que encaminha ao amor real ou a destruição. Destruição do que esteja ao alcance. Amor real que dispensa apresentação.

Amor tem hora de chegar. É como escreve o poeta, "amor é sorte". Mas não chega do nada. Constrói-se, é empenho. Plantar e colher. Nem sempre se colhe, feita a semeadura, porém. O plantar é apenas paixão. Sem a sorte, "o dedo de Deus", que escolhe os agraciados, não vinga a semente; colheita, amor, não há, restando a paixão finda em terra nua.

É longo e numeroso o dedo de Deus, muitos ele escolhe. O respirar da terra, contudo, é sabedoria só daqueles que ama as próprias mãos. Amor é ser de melindres, odeia solidão. Não entra onde já não está, na forma da luz própria irradiada do ser que se conheceu e se encontrou. Há, pois, que buscar-se, na busca pelo amor. Que amor é conhecimento; e conhecimento é tempo; e o tempo, este nunca se finda no semear renovado de cada estação. Aos apaixonados da desilusão não sobra, portanto, apenas o enervar-se nos campos desérticos do desamor, dos desejos sem freios, dos poços negros da melancolia. É paciente o criador maior com suas criaturas, incansável e amoroso. Está sempre a estender suas benesses e distribuir os presentes da sorte a seus filhos amados.


"Amor é um livro, sexo é esporte
Sexo é escolha, amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão, sexo é pagão
Amor é latifúndio, sexo é invasão
Amor é divino, sexo é animal
Amor é bossa nova, sexo é carnaval
Amor é para sempre, sexo também
Sexo é do bom, amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um, sexo é dois
Sexo antes, amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
"
(Arnaldo Jabor/Rita Lee/Roberto Carvalho)

19 de mai. de 2006

Sexta-feira



Um dia frio, destes intensamente raros nesta cidade caldeirão. Acordar cedo, estranhamente disposta. Recusar a água. Sorver a solidão de neblina da matina de poucos seres à rua, na saída para a vida quase sossego. Sentir-se bem.

Ter prazer em atividades corriqueiras. Rir dos patos que buscam se abrigar sob o teto para homens, alheios ao belo jardim que lhes serve. Ouvir jovens palavras de conhecimento. Ser vista. Ouvir semblantes maduros a disser seus dias. Calar-se, aprendiz.

Aborrecer-se por coisas pequenas, logo passam. Pés n’água.

Chegar. Aguardar. Rever. Deixar-se estar em paz, movimento que retorna sossego no olhar do outro. Chamar. Confraternizar, ver o riso, sorver sorrisos. Ser abraçada. Ouvir e falar e ouvir e falar.

Decidir sem ilusões. Reter a breve gota de caos que se agita. Sorvê-la. Seguir.

Retornar aos seus. Paredes que serenam, aquecem. Conceder-se prazeres. Um livro, uma rede. Algumas páginas, pensamentos mansos. Um sono, um sonho.

A noite chega, sem pressa. E nada espero.

Bom final de semana para todos vocês.

18 de mai. de 2006

Vírus no Orkut?

Abro o MSN por acaso (mesmo, não tenho o hábito) e me deparo com um email do hotmail: Élida escreveu um recado. Como conheço uma Élida, vou lá ver. De repente, peralá... Não conheço esta Élida. Prá completar a moça me convida para visitar seu blog, pois ela instalou uma webcam onde poderei ver seu "corpo lindo e sensual". Eu mereço... Mas não estou aqui contando isto tudo de graça, para vocês irem procurar a Élida no Orkut. Ocorre que o link que a moça indicava apontava para outro página (colocando o mouse sobre o link, sem clicar, surge o endereço de direcionamento), o que é uma ocorrência típica do envio de vírus por email. Em geral, o link real é um poço de contaminação viral. Ou seja, a prática parece estar se disseminando também nos recados do Orkut. Fiquem atentos, usuários do Orkut interessados em corpos lindos e sensuais...

Maio não é só choro e vela, também é utilidade pública...

São Paulo

Um bom relato a ser lido, por uma paulistana que viveu tudo aquilo. Ela diz assim:

"Hoje as coisas ainda não estão normais. O que parece é que todos estão fazendo um esforço para voltar à rotina. Mas alguma coisa o paulistano perdeu nessa história. Ainda não sei o que foi. Não foi segurança, porque a cidade, como qualquer metrópole, nunca foi totalmente segura. Não foi também a calma. Mas talvez tenha sido aquele mínimo de tranqüilidade, aquela que nos leva a fazer planos simples, como onde tomar uma cerveja com os amigos no dia seguinte."
(Vilma - do blog Enfim, meu blog)
Trazer a alegria à alguém é sempre um ato que se eleva em meio à balbúrdia qualquer, sem nos retirar energia, porém. Ao contrário. Um gesto ou palavra que faz bem e, se por um instante o outro te olha e sorri, esta troca destaca-se da realidade como prêmio raro, brilha, e tudo em torno não mais possui som, cor, forma ou movimento. Incólume ao que resta abaixo, o bem que se fez é cristal agora parte de outro véu, em uma natureza próxima, não mais entretanto presente neste planeta...

""Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
(Fernando Pessoa)

17 de mai. de 2006

13 de mai. de 2006

Essa moça...

... se chama talento.

Uma breve amostra do que vocês podem encontrar no blog Meus Rabiscos, da Lu Farias, minha parceira querida, e uma ilustradora e desenhista porreta!






Lu, mudando só um pouquinho de assunto, não vá trocar a música pelo desenho, hein?

11 de mai. de 2006

Aos Filhos de Touro



"Topei com a estrela bailarina na rua
dançando um rock
em frente a uma vitrine, toda sexy,
vidrada num anúncio de batom no vidro,
preso com durex (dura lex - sed lex).
Um carro, um vestido e um brinco de ouro,
presente de um rico industrial do signo de touro
(dura lex - sed lex)

Quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão.
Quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão,
haja bom tempo ou não."

(Oswaldo Montenegro/Xico Chaves - do musical A Dança dos Signos)

Agora, Aragorn, a interpretação para Dona Lu (oia, num se nega pedido de Dona Lu, visse...). A máxima conclusão que pude extrair em gestos rápidos foi a de que, pelo jeito, o Oswaldo não gostou de nenhuma taurina...

Ah, Dona Lu, eu me lembrei da sua foto na banheira, lendo esta letra, juro por Deus, kkkkkkkkkkk...

10 de mai. de 2006

"Era uma vez um lobo mau..."

Hoje me lembrei do Lobo Bobo. Que coisa estranha compreender por meio de uma ferramenta tão pouco humana, como esta máquina que está diante de meus olhos, que não é a vida esta mera realidade que estes mesmos olhos enxergam. Este entrecruzar de energias que se completa nesta rede é uma prova disto. E energia não se vai quando se vão as pessoas que a reteram enquanto neste solo. O Lobo Bobo é a prova disto. Ele se foi e a gente nunca o viu, mas ele esteve aqui e permaneceu um pedaço dele na gente. Olha que poder nisto que ele escreveu, antes de ir embora.



"Há vezes em que a dor de existir é tão intensa, que precisamos morrer um pouco. Matar o que há dentro de nós mesmos não é tarefa banal. Disse um velho sábio americano de pseudônimo Mark Twain: "Na dúvida, diga a verdade". Lidar com a realidade por vezes é tão duro, que precisamos nos esconder dela. Há aqueles que enchem a cara, outros que se enfiam nas drogas... outros, como eu, fantasiam vidas inexistentes e as vivem como se reais fossem. Por anos, assumi uma personalidade que realmente era minha, mas vivendo em corpo algum. Muitos dos amigos que fiz desde então, tem a certeza absoluta que eu sou mesmo aquele aventureiro impulsivo, inconsequente, apaixonado e incontrolável. Talvez o seja, mas somente em minha mente. Vivi dentro de sonhos por não suportar a medíocre vida que me foi dada. Pois bem... foi duro ter que matar o Lobo. Mas ele já estava dando sinais que destruiria algo mais que eu mesmo. Começara a ser não somente a figura mítica montada na sua Harley Davidson e por opção morando no campo, refúgio seguro para seu descanso, mas tomava forma... destruidora e tátil, inescrupulosa e vil, ao se apresentar real e não virtual. Podem alguns pensar que uma mentirinha virtual é bobagem, não faz mal à ninguém, mas à mim fez. E se não sou desperto por insight fulminante, arrastaria outros ao abismo comigo. Não mais... não mais... No more lies. Por mais tediosa e desinteressante que seja a minha vida, é a única que tenho."

É mórbido falar da morte e dos mortos? Não é. A vida é aprendizado e a morte e a vida se completam. Preocupa-me que, os que me lêem e, hoje sei, gostam de mim, imaginem tragicidade em meu instante. Não é. Estou num momento especial da minha vida. Estou desfazendo um duro nó. Está sendo bom. Eu queria que todos vocês também desfizessem os nós que desatam as suas vidas, junto comigo, porque nossa energia está no ar, e é ela que mantem este mundo vivo.

9 de mai. de 2006

Conselho do dia

Quer ser feliz?
Viver bem a vida?
Destrua seus mitos
e siga para a alegria.



"Vejo, exato,
do sol que me ofusca,
o lampejo,
e que diz sem cessar,
cão maldito,
destrói de uma vez este mito.
"
(o nome do poeta não pode ser dito e não é o meu nome)

Faz-me rir...

Alguém com uma piada boa aí prá contar? Dessas feitas prá esquecer uma besteira cometida (isso "inxiste", sô?)...

7 de mai. de 2006

Vamos brincar de roda?



"Fui na Espanha
buscar o meu chapéu.
Azul e branco,
da cor daquele céu.

Olha a palma, palma, palma.
Olha o pé, pé é pé.
Olha a roda, roda, roda,
carangueijo peixe é.

Carangueijo não é peixe.
Carangueijo peixe é.
Carangueijo so é peixe
na enchente da maré.

Samba crioula
que veio da Bahia,
pega a criança
e joga na bacia.

A bacia é de ouro
ariada com sabão
e depois de ariada
enxuga no roupão.

O roupão é de seda,
camisinha de filó.
Cada um pega seu par
e toma a benção da vovó.
"


Não me pergunte de onde veio este post. Deve ter sido algum recado invisível que recebi (ui). Não importa. Importa a alegria que a idéia da brincadeira de roda passa. Pureza, riqueza de sentimento. Sinto-me viva - estou feliz - eis a mensagem do brinquedo de roda. De quebra, faz-me recordar o belo trabalho sobre Cantigas de Roda da minha amiguinha linda, advogada dos menores, escritora, Rebeca Duarte. Para divulgar o bom, sempre é tempo, nunca é tarde. Não vai ser fácil encontrar o trabalho, aviso - o que é bom, é raro, vocês sabem.

Bom início de semana a todos!

4 de mai. de 2006

De internet

Eu nunca pensei que ia dizer isso, mas, enfim, é mais uma prova de que não se deve dizer "dessa água não beberei" : graças a Telemar (Plano de Minutos), acho que vou estar mais presente por aqui daqui em diante. É, eu sei falar mal, mas também sei falar bem. Well, o tal plano tem opção de Internet Discada Gratuita, não conta dentro da franquia de minutos do plano o que se consome em internet. Será que enfim teremos a tão falada democratização da internet? A minha
próxima conta dirá...

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Esquisito isso das visualizações de perfil que o Orkut adotou agora. Definitivamente. Saber que Perfumes Real veio me visitar... Hein? Bem esquizofrênico isso...

2 de mai. de 2006

Oswaldo Montenegro...



... e a pergunta que não quer calar, caros leitores ...

Pru mode tanto ódio em vossos corações?

O "béchano"...

A Paloma (Duarte) gosta dele...

Está lançada a temporada de teses, por favore aperfeiçoem vossas idéias... Adispois do cumê eu penso nisso melhor, kkkkkkkkkkk...