26 de nov. de 2011
16 de nov. de 2011
Outra
Aproveitando o bem-estar!
"Eu sou primeiro,
Eu sou mais leve,
Eu sou mais eu
Do mesmo modo como é verdadeiro
O diamante que você me deu."
(Caetano Veloso)
"Eu sou primeiro,
Eu sou mais leve,
Eu sou mais eu
Do mesmo modo como é verdadeiro
O diamante que você me deu."
(Caetano Veloso)
11 de nov. de 2011
Uma grande cantora
A gente reconhece quando alguém veio prá ficar por mais que 15 minutos.
Show.
Difícil escolher 3 melhores. Sinceramente. É tudo muito bom.
E o hit. Arrasante.
Não poderia faltar o comentário óbvio. Gorda? Ela é linda!
Show.
Difícil escolher 3 melhores. Sinceramente. É tudo muito bom.
E o hit. Arrasante.
Não poderia faltar o comentário óbvio. Gorda? Ela é linda!
4 de nov. de 2011
31 de out. de 2011
Lembrando meu vô, no #diadrummond
A hora do cansaço
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar. (CDA)
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar. (CDA)
29 de out. de 2011
Mais um
Em homenagem a Ana Laura, que nem bem eu acabara de postar o teste do livro, postou no Facebook esse do Fernando Pessoa. Aí eu não resisti...
Que poema de Fernando Pessoa você é?
Apontamento, Álvaro de Campos
“A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmo, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Que poema de Fernando Pessoa você é?
Apontamento, Álvaro de Campos
“A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.
Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?
Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmo, não conscientes deles.
Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.
Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Que livro nacional você é?
No #DiadoLivro, faz aí: Que livro você é?
O que achei mais legal aqui foi não apenas o teste, mas o fato de haver me indicado um livro que eu nunca leria. Parabéns a quem o criou!
Eu sou...

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.
Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.
O que achei mais legal aqui foi não apenas o teste, mas o fato de haver me indicado um livro que eu nunca leria. Parabéns a quem o criou!
Eu sou...
Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.
Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.
9 de out. de 2011
Dia de limpeza
Dando uma ordenada na lista de blogs amigos. Tava mais que precisando, considerando que nem lembro a quantos anos não faço isso...
Estranho como tanta gente agora só abre seu conteúdo para convidados. Me parece bem avesso ao ritmo atual do cyberespaço - a privacidade é cada vez mais uma exceção. Talvez seja até uma reação natural. Enfim, cada um com seu qual, cada macaco no seu quadrado - é assim que deve ser. De alguns gostaria de me manter assinante, mas este já é outro departamento, para outra bat-hora e outro bat-local. Quem quiser me mande convite, que atualizo a lista.
Uma sensação forte que percebo ainda é: um blogueiro de verdade dificilmente vai deixar de ser. Assim, a maior parte dos blogs que acompanho a tantos anos continua lá, firme e forte, alguns bem atualizados, outros nao. Você o abandona às vezes, mantendo-o apenas a pão e água, unicamente para que você mesmo e outros continuem a saber que ele ainda existe, ainda que ninguém te leia. Contudo, um fato do qual não resta dúvida alguma para mim hoje é: blog, quando espelho do dono, não dá para apagar, como não dá para tirar o reflexo do espelho!
Boa noite de domingo, e uma ótima semana pros passantes!
Estranho como tanta gente agora só abre seu conteúdo para convidados. Me parece bem avesso ao ritmo atual do cyberespaço - a privacidade é cada vez mais uma exceção. Talvez seja até uma reação natural. Enfim, cada um com seu qual, cada macaco no seu quadrado - é assim que deve ser. De alguns gostaria de me manter assinante, mas este já é outro departamento, para outra bat-hora e outro bat-local. Quem quiser me mande convite, que atualizo a lista.
Uma sensação forte que percebo ainda é: um blogueiro de verdade dificilmente vai deixar de ser. Assim, a maior parte dos blogs que acompanho a tantos anos continua lá, firme e forte, alguns bem atualizados, outros nao. Você o abandona às vezes, mantendo-o apenas a pão e água, unicamente para que você mesmo e outros continuem a saber que ele ainda existe, ainda que ninguém te leia. Contudo, um fato do qual não resta dúvida alguma para mim hoje é: blog, quando espelho do dono, não dá para apagar, como não dá para tirar o reflexo do espelho!
Boa noite de domingo, e uma ótima semana pros passantes!
8 de out. de 2011
Música é que nem borboleta
Siapaixonando por esse tal de Marcelo Jeneci.
Essa é ainda melhor.
Se não aguentar, corra.
A MPB tá salva, o cara do Youtube tá certo.
Essa é ainda melhor.
Se não aguentar, corra.
A MPB tá salva, o cara do Youtube tá certo.
7 de out. de 2011
Hope - Emily Dickinson
Ouvi no rádio - traduzida. Adorei. Para guardar.
Hope is the thing with feathers
That perches in the soul,
And sings the tune without the words,
And never stops at all,
And sweetest in the gale is heard;
And sore must be the storm
That could abash the little bird
That kept so many warm.
I've heard it in the chillest land,
And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity,
It asked a crumb of me.
- Emily Dickinson
Esperança é a coisa com penas
Que se empoleira na alma
E canta um som sem palavras
E nunca, mas nunca, pára,
E mais doce é ouvida no vendaval;
E dura precisa ser a tempestade
Que poderia desanimar o passarinho
Que mantém aquecidos a tantos.
Já o ouvi nas terras mais geladas
E nos mares mais estranhos,
Entretanto nunca, mesmo no desespero,
Ele pediu uma migalha a mim.
Hope is the thing with feathers
That perches in the soul,
And sings the tune without the words,
And never stops at all,
And sweetest in the gale is heard;
And sore must be the storm
That could abash the little bird
That kept so many warm.
I've heard it in the chillest land,
And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity,
It asked a crumb of me.
- Emily Dickinson
Esperança é a coisa com penas
Que se empoleira na alma
E canta um som sem palavras
E nunca, mas nunca, pára,
E mais doce é ouvida no vendaval;
E dura precisa ser a tempestade
Que poderia desanimar o passarinho
Que mantém aquecidos a tantos.
Já o ouvi nas terras mais geladas
E nos mares mais estranhos,
Entretanto nunca, mesmo no desespero,
Ele pediu uma migalha a mim.
3 de out. de 2011
Selecionado...
... o poeminha abaixo no 2o TOC140 POESIA NO TWITTER.
VARANDA
O mar entrou com o céu
na sala vazia
e ficou por ali.
Não saiu nunca mais.
Feliz!
VARANDA
O mar entrou com o céu
na sala vazia
e ficou por ali.
Não saiu nunca mais.
Feliz!
30 de set. de 2011
As melhores do Renato
Parece cocaína, mas é só tristeza.
Mentir prá si mesmo é sempre a pior mentira.
Quando se aprende a amar,o mundo passa a ser seu.
Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem.
Sei que faço isso pra esquecer: eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente.
Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
Descompasso, desperdício, herdeiros são agora da virtude que perdemos
Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só.
Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.
Destes dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.
Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas e esperamos que um dia
nossas vidas possam se encontrar.
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir
Frases soltas do Renato Russo. Deu saudade. Culpa do Rock in Rio. Salve, poeta primeiro da minha geração. Depois vem o Cazuza.
Mentir prá si mesmo é sempre a pior mentira.
Quando se aprende a amar,o mundo passa a ser seu.
Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem.
Sei que faço isso pra esquecer: eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente.
Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
Descompasso, desperdício, herdeiros são agora da virtude que perdemos
Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só.
Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.
Destes dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.
Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas e esperamos que um dia
nossas vidas possam se encontrar.
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir
Frases soltas do Renato Russo. Deu saudade. Culpa do Rock in Rio. Salve, poeta primeiro da minha geração. Depois vem o Cazuza.
15 de set. de 2011
Dúvida cruel
Em que década mesmo começou a ser considerado ridículo ser romântico? Foi nos anos 90? Esqueci...
5 de set. de 2011
Todo poema tem sua semente no sentir ou na ideia? Não sei dizer. Mudo tanto e tão constantemente, que os ritos da palavra tornam-se nebulosos... Assim, de onde vem os poemas? Não vem dos acontecimentos, disse o poeta. Vem do momento translúcido que se vislumbra, estende-se a palma e lá brilha ele, mas tão fugaz... Como um sonho brando, tão difícil de recordar na manhã que segue... Súbito entre uma inspiração e uma expiração teu olho fixa o vazio ao longe... Ele reina tão sombrio naquela paisagem, árdua a visão estreita-se em busca... Pronto, se não o captura, passou...

Fonte
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?"
(CDA)
Fonte
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?"
(CDA)
4 de set. de 2011
Estou com saudades da Marisa Monte
Assistindo uma entrevista no Jô com o Arnaldo Antunes, imediatamente me lembrei de quem? Da Marisa Monte, lógico. E cheguei a conclusão de que estou com saudades dela. Gente, por onde anda a Marisa Monte? Mande notícias, Marisa.
Prá relembrar aqueles shows memoráveis.
Marisa Monte - Volte Para O Seu Lar/Borboleta por EMI_Music
Prá matar.
Prá relembrar aqueles shows memoráveis.
Marisa Monte - Volte Para O Seu Lar/Borboleta por EMI_Music
Prá matar.
21 de ago. de 2011
7 de ago. de 2011
3 de ago. de 2011
Lord Henry Wotton* em várias versões
Qual você prefere?

Colin Firth - 2009

George Saunders - 1945
Dúvida imbecil, né?
*Lord Henry Wotton - aqui

Colin Firth - 2009

George Saunders - 1945
Dúvida imbecil, né?
*Lord Henry Wotton - aqui
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