30 de jul. de 2007

Felicidade
me traz poemas e flores,
e não exige razões.
A vida é boa para ser vivida
porque preenche minh'alma.



Mulher na Janela - Salvador Dali


"Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.
"
(Canção Amiga - Drummond)

29 de jul. de 2007

Mãe

Caiu-me ao colo a estrela,
levei-a ao peito e grudou.
Pronto.
Bastou.
Engravidou-me.



Captada aqui. Não consegui descobrir a autoria, sorry.

27 de jul. de 2007

O Vendedor de Palavras

Este é um plágio descarado do que encontrei no Mão na Kumbuka da Ana Laura. Mas sou tão apaixonada por palavras que me rendi. Leiam.





O vendedor de palavras

por Fábio Reynol

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical".

Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica.

Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.

Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.

- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras? - O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento, se temos poucas palavras pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. são como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina, com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou, passou por aqui sorrateira,.olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade, mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa, assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão, então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?

25 de jul. de 2007

Filim calango...




... no meio das flores gigantes do jardim ...





Update - Sobre alimentação de Meu Filho: ama comer coentro e banana, mas também come couve, cebolinha, cenoura ralada e alface, embora este último eu evite o quanto posso (muito agrotóxico). Gosta de maçã também, e uva. Salsa eu já dei, mas ele não gostou. Essas outras plantas que você citou (agrião, orégano e alecrim) são muito chiques e meio difíceis de conseguir, mas quando tiver uma oportunidade eu tento dar...

21 de jul. de 2007

Que a terra lhe seja leve?

A pergunta que me faço incessantemente desde que soube do fato é: qual será a sensação de se ter a morte, por muitos, comemorada (a premissa, logicamente, é a da vida após a morte, dahn) ? E por que ninguém mostra isso no jornal? Parabéns, mais uma vez, ao Carta Capital



Morre o coronel
por Rodrigo Martins
ACM teve insuficiência cardíaca. Bahia decreta cinco dias de luto



Influente presença no cenário político brasileiro das últimas décadas, o senador baiano Antonio Carlos Magalhães morreu na manhã desta sexta-feira, em São Paulo, vítima de insuficiência cardíaca. O parlamentar estava internado no Instituto do Coração desde 13 de junho, após passar mal no plenário do Congresso Nacional e buscar tratamento na capital paulista. O governo da Bahia decretou luto oficial de cinco dias e o corpo será velado no Palácio da Aclamação, em Salvador. Ele será sepultado no Cemitério do Campo Santo, ao lado do filho Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.

Sempre próximo do poder, ACM esteve ao lado de Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek. Após o golpe de 1964, serviu com afinco aos militares. Sobreviveu ao fim da ditadura, transitando no meio de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. A sanha de agarrar-se ao governo de plantão levou o senador a ensaiar uma aproximação com o presidente Lula, mas a tentativa não resistiu ao primeiros meses da gestão petista. Durante a crise política de 2005, com as denúncias do suposto esquema do mensalão, o parlamentar tornou-se um dos mais ferrenhos opositores do governo.

ACM também exerceu um longo período de predomínio político na Bahia, onde os interesses privados do oligarca se confundem com os do Estado. Três vezes governador, ele elegeu praticamente todos os mandatários do estado nas últimas três décadas, fora dois interregnos, com as eleições de Waldir Pires, em 1986, e de Jaques Wagner, no ano passado.

Nascido em 4 de setembro de 1927, ACM fez faculdade de Medicina, mas nunca exerceu a profissão. Teve passagem pelo movimento estudantil e iniciou a vida política na extinta UDN, partido que o elegeu deputado federal por duas vezes. Em 1967, os militares o nomearam prefeito de Salvador. Com o respaldo da ditadura, assumiu o governo da Bahia em duas ocasiões (1971-75 e 1979-82), desta vez com a bandeira da Arena.

Com o fim do regime militar, filiou-se ao PDS. Durante as eleições indiretas para presidente, em 1984, rompeu com a canditatura do colega de partido Paulo Maluf e declarou apoio a Tancredo Neves. Pouco depois, arregimentou dissidentes do PDS para fundar o Partido da Frente Liberal. Assumiu o Ministério das Comunicações em 1985, durante o governo de José Sarney, onde permaneceu por cinco anos. A marca registrada de sua gestão foi a distribuição desenfreada de concessões de rádio e tevê em troca de apoio político à extensão do mandato de Sarney de 4 para 5 anos. Uma das principais favorecidas pela manobra foi a Rede Globo, que possui sócios da família do senador na Bahia.

ACM elegeu-se governador do estado em 1990, desta vez com o voto popular. Em 1995, conquistou uma vaga no Senado. Renunciou ao mandato em 2001, após ser acusado de manipular o painel eletrônico da Casa. Reconduzido ao cargo no ano seguinte, o parlamentar manteve a força do carlismo no plano regional, elegendo afilhados políticos em prefeituras e no governo baiano. O senador também é acusado de comandar um esquema para espionar telefonemas de desafetos políticos e de uma ex-amante.

No Senado, ele será substituído por ACM Filho, seu suplente. O outro integrante da família no Congresso é o deputado federal ACM Neto.

19 de jul. de 2007

"É muita água, é magoa, a gente pode se afogar"

Uma coisa aprendi nos últimos meses (aprendizado para a vida inteira): chorar é um ato anti-social. Sim, correto. Triste (não chorem), mas verdadeiro. O choro subverte de tal maneira o ambiente em seu redor, mais intensamente que se fosse ele uma bomba que explodira a janela. Um grito é mais bem-vindo. Uma agressão choca, mas não oprime: gera um estampido de revolta nos que a assistem, não há terror. Uma queda é sinônimo de risos e relaxamento. O choro não. Quando alguém chora, as paredes também ficam molhadas. Todos olham ao redor como se uma grande inundação estivesse prestes a derrubar a sala, e seu reboar já se ouvisse vindo, vindo. O choro traz medo a quem o fita. Talvez seja apenas medo da lágrima pessoal, contida, a que não se verte. O choro recorda a todos que ela existe dentro de qualquer um, e poderá a qualquer momento não resistir. É angustiante em demasia tal constatação, da qual, ao menos por ora, está liberto aquele ao centro do turbilhão.





Quem chora é prisioneiro em sua própria máscara revelada. É de nudez o sentimento. O corpo porém não apresenta a verdadeira saúde que possui, há carne viva aos olhos alheios. Sim, todos vêem carne viva. A cena é dantesca.





Aquele que chora deve evitar espelhos. Deve evitar o tato e a voz humana. Apenas um bálsamo é eficiente: o ar. Respirar cura choro. Ar é água se compreendem, pois que da mesma essência são.





O choro traz paz. Transtornos também - pois transgredir a norma não é fácil - mas sobretudo paz. Não dá para pensar sempre, porém, naquilo que se deve ou não se deve fazer. Fôssemos máquinas, seria diferente. Não somos; portanto, há tempos em nossas vidas de se fazer o que é possível. Apenas. Paciência. O Super-Homem e a Mulher-Maravilha estão aí para serem os fortes que não podemos, sempre, ser.

18 de jul. de 2007

A Ordem da Fênix

Sabe aqueles posts imensos que sempre escrevo quando os filmes potterianos são lançados? Aqueles, que ningué lê (admitam)? Tá , na Cozinha, um sobre HP e a Ordem da Fênix. Nem eu gostei muito dele (do post, não do filme, do filme gostei), mas enfim, tá lá. Prá não quebrar a tradição.

17 de jul. de 2007

Voltei!



Não parece, mas é verdade.

1 de jul. de 2007

Domingo Fútil, graças a Deus

A lata nova agora tomou vergonha na cara. Foram quarenta e cinco dias de luta, mas, enfim, curamos o câncer.

É assim que eu te quero, bichinha.

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Hoje o Brasil joga na Copa América, né? Vixe... Nem parece...

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Um fato estranho, e raro: não tomamos café ainda. Serão onze em breve. Não somos dessa tribo não. Por isso que tô a mais ou menos uma hora sentindo gosto de sanduíche-de-sanduicheira-nova-queijo-escorrendo-pela-chapa. Assim não há regime que aguente.

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Meu Filho (para quem não se alembra, filim calango, como diz a Luci - vou adotar a expressão) também num comeu ainda. Tô muito preocupada. Igual a Dora/Denise Fraga do Auto da Compadecida: "a bichinha, num comeu nada ainda, só um cuscuzinho com leite - ai, cuscuzinho com leite (Chicó e Grilo) -, um tiquinho de papa, coisa pouca". Se Meu Filho morre, vou ter mandar rezar missa EM LATIM, sô.

Agora, falando sério, este domingo-que-não-chove-querendo-chover tá pedindo uma reprise do Auto, valendo. A segunda da semana. Tô viciando de novo?

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De férias no micro (não devia, era para estar sendo uma boa acadêmica, mas não): criei um lindo avatar no site dos Simpsons (desenho que eu não gosto, mas a Lu mandou, eu obedeço, hahahah). Com cabelos azuis e tudo (uma licença poética, digamos, e uma homenagem ao azul). Agora a burróide aqui não sabe salvar prumode o site é todo em Adobe Flash (não vale copy/paste). Vou ter esperar que esperar a Lu ler, ter pena e me ensinar, como sempre, kkkkk.

Eu queria mesmo era um desses do Backyardigans. Eu quero, eu quero, eu quero.

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A mula: fui procurar Meet the Flinstones (no subtitle - tá bom, o subtitle é móvel : "when we are with the flinstones..." Lembrou ou quer que desenhe?). A versão tradicional. Daí, duas horas depois, tá lá o arquivo. Feliz, vou escutar: piada. É uma versão disco em castelhano. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Muito boa! Mas de quem, eu num sei. Será a versão para Los Picapiedra do B-52 (do fundo do baú, B52!)? Viva a internet!

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Hoje está mesmo sendo um dia ótimo, altamente produtivo em termos blogais. Acabo de aprender, por exemplo, por acaso (esse mouse é muito rápido, esse micro também), o que é 'blockquote'. Errando e aprendendo, como na vida, num é uótimo?

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Antes que o post acabe (afinal, esta manhã começou eu lendo fofoca de novela) : o Edvaldo da novela das oito vai morrer, né saco? Saco, saco, saco. Pobre nem em novela pode enricar, que matam logo, vixe. E é a megera clonada quem (que? Meu Deus, e essa criatura é uma acadêmica, senhor) vai matar.

(Detalhezinho besta: o nome da foto do Edvaldo no link acima é "olavomorre.jpg. Isso é que é vilão que se preze, até o webeditor quer matar, sô).

E "por incrível que pareça, Fred e Camila se divertem muito na lua-de-mel, que acontece no Taiti"1 (loucuras de acadêmica, essa nota) . Isso já passou? Perdi a novela nos últimos dias semana. Só vi mesmo vovô morrendo (que cena de desastre ma-ra-vi-lho-sa) e rico-empresário na pré-comilança de pequena-empresária-mas-legal-porque-afinal-se-trata-da-Glória-Pires. Rico empresário tá ficando bonzinho, tão esquisito. Só não é mais (esqisito) prumode se trata do Tony Ramos...

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Eu estou pensando em deixar de ser chata por aqui. Tá bom de desgracência, "quem gosta de tristeza é o diabo". Para ver se minha meia dúzia de leitores fiéis voltam a ser fiéis. Argh. Essa foi prá se lascar. Tá bom, depois dessa, eu tenho que ir comer.

25 de jun. de 2007

Degaldina

"A casa renascia de suas cinzas e eu navegava no amor de Degaldina com uma intensidade e uma felicidade que jamais conheci em minha vida anterior. Graças a ela enfrentei pela primeira vez meu ser natural enquanto transcorriam meus noventa anos. Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minha cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco"

Já que me faltam palavras (dez dias sem blog, estou enferrujada), uso as do Garcia Márquez (salve, salve!), que têm me encantado nos últimos dias.

15 de jun. de 2007

Prá adoçar o azedume do dia...

... sorrisos, coisas fáceis...


Porque rir nem sempre é o melhor remédio, muitas vezes é o único ...




Sorriso comestível ou sorriso-comercial-de-escova-de-dente ou "o sorriso perfeito", como queiram.




Sorriso gato 1.




Sorriso gato 2, ulalá.




Sorriso cruz-credo. Credo em cruz, vixe...




Sorriso gat(inho) 3. Fofo.




Sorriso aparentemente lindo, mas no fundo no fundo enigmático. Observem a expressão de dor de barriga da linda criança. Observem o detalhe da rosinha escondendo a caquinha que tá escorrendo. Eca.




O sorriso da cabrita. Que linda, adorei. Pena que o meu filho-calango é lindo, mas não sorri. Será que se eu insistir bastante um dia aprende, tal como aprendeu a atender ao meu assobio?



E tu, já deu um sorriso hoje? Eu não. Tô começando agora.





E é?
Só não sorria alto demais, que isto muito irrita os mal-humorados, daí eles levam uma pá de horas para soltarem o primeiro sorriso...

10 de jun. de 2007

"Dançar, ora não dançar"

Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:

"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse
"

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Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.

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Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:


"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."


Eu gostei. Por isso, divulgo.

Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?

Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:



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Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.

6 de jun. de 2007

De noite

Sonho de consumo:


Fonte: MSN.

Não é de hoje que sonho com isso. Nos últimos vinte anos, com certeza.

No teu coração paredes são aquários
e tudo em torno vive
quando parece dormir.
No teu coração estás só em teu aquário
e os peixes velam por ti e teu fascínio
de florestas e ninfas,
castelos, corais.


Faz uma data, cidadão... Não ponho o resto aqui, é teen em demasia.

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O Ariano me tirou o sono ontem. Ia dormir quando o encontrei no Jô: imperdível. O Jô é apaixonado pelo Ariano, todos sabem. Eu também. Não me canso de ouvir suas besteiras (audácia!), desde o dia distante em que o vi falando numa colação de grau de uma amiga. De lá prá cá, tive a sorte de o ver ao vivo em outra ocasião, ao lado do mesmo Jô. Estou aqui já me coçando para ver A Pedra do Reino (não tem página na Globo.com ainda, não sei porque).

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Pena que capotei no terceiro bloco.

O livro, eu já tive na mãos, mas impossibilitada de ler. Dia 12 de junho na noitada estréia, pois, A Pedra do Reino.




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Falar em livros, presentinhos gostados demais. De pai e madrasta boa.





Fofos.

5 de jun. de 2007

Da matina, apenas para relaxar

Verdade do dia: na monografia, quase tudo se copia, se combina. Triste, mas verídico. Veteranas e veteranas, aceito conselhos.

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Conforme já dizia o Sérgio Reis, "panela velha é que faz comida boa". A lata véia é atacada, a bichinha, anda me dando momentos de aborrecimento, maiores que o da véia lata lerda. Isto porque estou necessitada como nunca de uma lata, seja ela como estiver, justo. Não estou podendo dispensar. Vou ter que aguentar suas crises de TPM sem esbofeteá-la até 16 de junho, rezem por mim. Aqui só quem pode ter sou eu.

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O Emule é uma mula só por conta da minha conexão discada "plano-minutos-da- Telemar-navegue-sem-limites" (isto vai acabar, tem que acabar)? Tipo, encontra tudo e não baixa nada? Porque encontra, se não baixa? Não encontre, por favor, expectativa é o fim da picada. Detestável.

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Depois de tantas poucas e boas, só mesmo o Zé Rodrix para me fazer rir. E eu ainda falo mal da mula. Detalhe: o único local no Google que me indicou a letra dessa música foi o sempre bom blog Sounds of Silence. Das antigas. Eu nem ia postar a letra, para não encher a telinha de vocês demais, mas, em homenagem ao Zé...

"Eu me perdi muito tempo
Dizendo bobagens, fazendo bobagem também
Eu gritava tão alto
E não pintava ninguém... Ninguém...

Mas como toda laranja cortada no meio
É feita de duas metades
Eu tinha certeza que um dia
Eu ia encontrar alguém

Enquanto isso eu fumava e bebia
E quebrava a cabeça
Batendo a cabeça nos muros
Eu deixei tantos furos
Que já nem dá prá entender

Mas você veio de longe
Pisando mansinho
Dizendo uma poucas verdades
Que eu hoje em dia só tenho olhos prá você

E você é o meu exército da salvação
Meu guarda- chuva
O Melhoral prá essa dor de cabeça
Minha estrada pro paraíso

Meu salva- vidas...
O meu juízo final...
Minha ressurreição
Meu exército da salvação
"
(Exército da Salvação - Zé Rodrix/mais alguém?)

2 de jun. de 2007

Corra, Lola, Corra

Sinceramente, já ouvira falar tudo de bom sobre este filme e nunca conseguira ver completo, o que me impedia de compreender do que se tratava (quem já o assistiu entende o que digo). Porém sempre que via aquelas cenas da moça de tatuagem na barriga e calça verde em corrida desabalada, pensava: que filme chato deve ser. Pura ignorância. Não é, é na verdade excepcional. Não falarei mais nada sobre ele, porque não é um filme muito fácil de ser comentado, muito menos no momento para mim (repleta, atolada em ocupações, até a tampa, nem perguntem o que estou fazendo aqui, o que fiz a pouco assistindo-o, enfim. Sou uma irresponsável). Recomendo fortemente.



Lola, em um raro momento de repouso.


Estranho. Só agora percebo a mensagem. No filme, Lola corre muito - mas, ao final, foi tudo desnecessário. Hum. Significativo?

Desculpem o spoiler. De qualquer maneira, esse filme já está tão batido que acho que todos já viram, portanto me sinto devidamente perdoada.

30 de mai. de 2007

Na Cachola

Zé e josé eram amigos de fé e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos

na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não
tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez

(Zé e José - Zé Geraldo/Marcão Lima)

29 de mai. de 2007

O Dia do Cachorro Louco





"Eu não alimento nada duvidoso"


Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.


"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente
"


Você já teve o seu?


"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"



Claro que teve.


"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"



E o que você faz nesses dias?


"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"



Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.


"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"




Não portar uma arma é a primeira lição.


"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"




Porque, depois, negar, não adianta.



Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".



E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".



(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)

28 de mai. de 2007

Ao que Chegou (porque a vida sempre chega)



O ovo

Oculta-se no ovo
a quentura do novo,
o avesso do frio,
o encanto macio
do sol fazendo "piu".
Entre a gema e a clara
A finura do fio
Da vida que não se viu.

Essa é minha e dela, ninguém tasca.

22 de mai. de 2007

Etel Frota

Tinha uma fita guardada no meu armário.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.

Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.

O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.



E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.


Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90

"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro

Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão

Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.

21 de mai. de 2007

Amenas

Estou com Oswaldo Montenegro por tudo que é lado, circulando. Derna o dia que o vi ao vivo e a cores, depois de o quê? Bem uma década. Uma foto, do show que assisti, não no dia que assisti.



Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).

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O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.

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A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.