Zé e josé eram amigos de fé e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos
na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não
tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez
(Zé e José - Zé Geraldo/Marcão Lima)
30 de mai. de 2007
29 de mai. de 2007
O Dia do Cachorro Louco
"Eu não alimento nada duvidoso"
Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.
"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente"
Você já teve o seu?
"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"
Claro que teve.
"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"
E o que você faz nesses dias?
"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"
Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.
"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"
Não portar uma arma é a primeira lição.
"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"
Porque, depois, negar, não adianta.
Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".
E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".
(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)
28 de mai. de 2007
Ao que Chegou (porque a vida sempre chega)
O ovo
Oculta-se no ovo
a quentura do novo,
o avesso do frio,
o encanto macio
do sol fazendo "piu".
Entre a gema e a clara
A finura do fio
Da vida que não se viu.
Essa é minha e dela, ninguém tasca.
22 de mai. de 2007
Etel Frota
Tinha uma fita guardada no meu armário.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.
Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.
O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.

E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.

Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90
"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro
Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão
Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.
Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.
O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.
E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.
Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90
"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro
Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão
Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.
21 de mai. de 2007
Amenas
Estou com Oswaldo Montenegro por tudo que é lado, circulando. Derna o dia que o vi ao vivo e a cores, depois de o quê? Bem uma década. Uma foto, do show que assisti, não no dia que assisti.

Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).
--------------
O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.
-------------
A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.
Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).
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O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.
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A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.
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20 de mai. de 2007
O Cristo e o Chicletão
Já votou no Cristo? Não? Vote! Custa nada, gente. Confesso, porém, que fiquei me coçando para não votar nas Estátuas da Ilha de Páscoa. Ó céus, esta minha língua, que me impede de ser uma boa cabo eleitoral para o que ou quem quer que seja, humpf... Depois vou lá votar com outro email (sim, fica registrado um email no voto, humpf.)

O Cristo.

O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",
O Cristo.
O Moai.
A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",
Sobre gordos : uma breve teoria
Jôka escreveu um comment sobre gordos ao qual respondi, e depois fiquei pensando: muita gente não se diz gorda porque não sente que é gorda. Sente que está gorda, mas não que é gorda. Eu pelo menos sou assim (isso porque não sou gorda, "estou gordinha", kkkkkk, ;-P).
Sério.
Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.
Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.
A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.
Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...
Sério.
Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.
Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.
A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.
Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...
16 de mai. de 2007
22:11
"Tudo pode ser resolvido na conversa, menos a morte".
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
--------------
O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
--------------
Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
--------------
Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".
Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.
Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.
Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.
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O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.
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Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.
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Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.
A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.
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13 de mai. de 2007
Dona Judite
Dona Judite, venha cá. Bom dia, mãe. Espere. Não levante ainda, só porque chamei. Esqueceu? Não tenho mais cinco anos, até eu já parei de atender sua neta tão prontamente, e ela já vai fazer nove. Está frio ainda. São cinco e trinta da manhã. Não gostamos muito de dormir, você sabe (a genética é implacável).
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?

Para todas vocês também.
Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!
Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.
Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!
Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.
"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)
Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.
A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.
Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.
Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?
Para todas vocês também.
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10 de mai. de 2007
Baracho, Lia, ciranda e povo
Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:

Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.

Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.

O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)
Medonho.
Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:
Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.
Márcio Melo - Imagem captada aqui.
Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.
O Velho Baracho - Rei da Ciranda
Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.
Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.
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9 de mai. de 2007
Minha nova "ídala"
Recomendo aos pequenos. Ótimo também aos maiores que tenham o estranho hábito masoquista de só escolher médicos que tenham o estranho hábito sádico de deixar seus pacientes por duas, três horas esperando. Não, eu não tenho nenhum, mesmo que leve, retardo mental - diagnosticado, pelo menos, não! - eu juro.
25 de abr. de 2007
Baby, It´s cold outside
Cinelândia: fazia bastante tempo que não criava coragem para assistir filme de boxe, derna os tempos em que ainda se ia ao São Luiz, para ser exata, e eu lá fui a um "Rocky" desses da vida (um dos últimos). Sim, isto aconteceu a coisa de quase duas décadas atrás. Sim, falo daqueles trocentos filmes de boxe do Stallone. Por acaso, peguei A Luta pela Esperança do começo na HBO, um para o qual, confesso, sempre fazia muxoxo ao ver na prateleira. Não me arrependi. Lindo filme, impecável nos itens que mais me atraem: elenco e fotografia. Com um belo enredo, forte e tocante. É, nada como o velho e bom cinemão americano para uma criatura como eu que ultimamente anda muito interessada nos alternativos (filmes, claro).
Bem que o Russel Crowe mereceria uma foto aqui, porém não encontrei nenhuma a altura. Vai uma do Paul Giamatti, que não limpa a vista, é verdade, e é preferível falante e em ação, mas enfim, sua atuação é excepcional no filme (melhor que a do Russel, em minha opinião). Presença merecida no Maio. Por sinal, taí um ator que me agrada, sempre, sempre.
Bem que o Russel Crowe mereceria uma foto aqui, porém não encontrei nenhuma a altura. Vai uma do Paul Giamatti, que não limpa a vista, é verdade, e é preferível falante e em ação, mas enfim, sua atuação é excepcional no filme (melhor que a do Russel, em minha opinião). Presença merecida no Maio. Por sinal, taí um ator que me agrada, sempre, sempre.
24 de abr. de 2007
14 anos
Aldeia.
Não de índios, de quase índios, ou de seres que desejariam ser índios, como nós.
Uma capela. Um som de flauta e tambores.
Uma alegria forte e segura no ar, no céu e no verde que cercava a gente.
E esse laço insolúvel, que não veio apenas desta terra.
Eu estou certa.
Amor que foi feito prá durar.
18 de abr. de 2007
Senhoras
Comediante não deveria morrer. Não só no Brasil, concordo, Conde. Sim, precisamos de alegria. Principalmente num dia em que morrem 22 em tiroteios no Rio, trinta e poucos em uma faculdade americana. Dirão que todos os dias há crimes de morte, carnificinas, maldade e terror, mas eu pretendo continuar a sofrer e indignar-me com isso. Melhor ter que mudar de canal para que o dia termine bem, que assistir sem sentir. Sim, melhor seria fazer algo, mas ainda não tenho tal ferramenta.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.

-----------
Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.
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Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.
À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.
11 de abr. de 2007
"Abre as asas sobre nós"
"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam" (Santo Agostinho de Hipona)

Dois Irmãos - Fernando de Noronha
Cada pessoa possui seu caminho.
Eu estou certa disso.
Por vezes, contudo, quando se quer bem ao outro, vê-se à média distância que aquele pegou certa estrada, e a angústia, por vezes, é inevitável.
Mas por quê?
Cada qual constrói o seu caminho.
Que amarra é essa que nos impede de ver o mundo em leque, ou mais, usando os olhos do outro?
Que certeza incerta é esta que nos leva a crer que somos infalíveis em nossos percepções?
Não é que porque somos altamente falíveis (o que de fato somos, apenas não é esta a melhor resposta a esta pergunta, ou nem sempre é o melhor momento para pensar-se assim), é que o mundo é uma casa de espelhos. O que nos proporciona (ou nos impõe?) este eterno mirar, olhar, olhar-se, supor, julgar, julgar-se, o que somos, o que é o outro. Somos escravos em nossa arrogância de seres pensantes, racionais; nossa mente, se por um lado nos liberta, de outro nos subjuga. Ou é o sentimento que faz isso. Quando se quer bem, se teme pelo outro. E este temor é uma pedra no caminho. Do outro. Mas o caminho não é nosso, é do outro. Tem que deixar que nele se ande à medida que se molda as pedras do chão.
Pensando isso tudo e a canção passando na mente:
“Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu sou remo
Você âncora
No mar precisa coragem
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu canto na maré cheia
Você na maré vazante
Nada importa vamos nós
Brincando de navegantes
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem”
(BRINCANDO - Alexandre Leão / Mabel Velloso)
Eu estou certa disso.
Por vezes, contudo, quando se quer bem ao outro, vê-se à média distância que aquele pegou certa estrada, e a angústia, por vezes, é inevitável.
Mas por quê?
Cada qual constrói o seu caminho.
Que amarra é essa que nos impede de ver o mundo em leque, ou mais, usando os olhos do outro?
Que certeza incerta é esta que nos leva a crer que somos infalíveis em nossos percepções?
Não é que porque somos altamente falíveis (o que de fato somos, apenas não é esta a melhor resposta a esta pergunta, ou nem sempre é o melhor momento para pensar-se assim), é que o mundo é uma casa de espelhos. O que nos proporciona (ou nos impõe?) este eterno mirar, olhar, olhar-se, supor, julgar, julgar-se, o que somos, o que é o outro. Somos escravos em nossa arrogância de seres pensantes, racionais; nossa mente, se por um lado nos liberta, de outro nos subjuga. Ou é o sentimento que faz isso. Quando se quer bem, se teme pelo outro. E este temor é uma pedra no caminho. Do outro. Mas o caminho não é nosso, é do outro. Tem que deixar que nele se ande à medida que se molda as pedras do chão.
Pensando isso tudo e a canção passando na mente:
“Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu sou remo
Você âncora
No mar precisa coragem
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu canto na maré cheia
Você na maré vazante
Nada importa vamos nós
Brincando de navegantes
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem”
(BRINCANDO - Alexandre Leão / Mabel Velloso)
Dois Irmãos - Fernando de Noronha
10 de abr. de 2007
Uma pausa
Pausas são seres importantes, necessários. Só um barril rolando ladeira abaixo não entende isto (e uma boa parte da humanidade também, parcela na qual muitas vezes me incluo). Quando pára, é para destrambelhar-se contra a árvore ao pé do morro. Paremos, pois, porque não somos barril. O suficiente, contudo, para que não se aproxime a má hora em que os fantasmas vem prá nos pegar. Ui.
Esse ritmo é o mais difícil de tudo. Parar. Seguir. Concluir, ou não. Retomar. Ou Começar. Ou Prosseguir. Respirar antigamente era mais fácil.
-------------
Pausa serve para que se leia boas coisas como esta: "Eu acho que o simples fato do sujeito desejar o poder já é sinal de uma alma corrompida". Ulalá. Ou ainda: "E se fores chão para essa idéia de que a hora é sempre agora, ela há de vicejar e espalhar raízes por todo teu corpo até se tornar uma árvore repleta de frutos e sombra vasta onde o tempo abolido virá descansar seus sonhos de morto". Café já é bom (apesar de andar cogitando sobre descafeinados), impresso, então, não tem prá ninguém. Parabéns, parabéns, parabéns, de novo.
Tem tanta gente talentosa neste mundo que fico sinceramente bestificada com a espécie humana. Lido ainda hoje no Biscoito: "Não há melhor negócio que a vida. A gente a óbtem a troco de nada". Verdade das puras.
Esse ritmo é o mais difícil de tudo. Parar. Seguir. Concluir, ou não. Retomar. Ou Começar. Ou Prosseguir. Respirar antigamente era mais fácil.
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Pausa serve para que se leia boas coisas como esta: "Eu acho que o simples fato do sujeito desejar o poder já é sinal de uma alma corrompida". Ulalá. Ou ainda: "E se fores chão para essa idéia de que a hora é sempre agora, ela há de vicejar e espalhar raízes por todo teu corpo até se tornar uma árvore repleta de frutos e sombra vasta onde o tempo abolido virá descansar seus sonhos de morto". Café já é bom (apesar de andar cogitando sobre descafeinados), impresso, então, não tem prá ninguém. Parabéns, parabéns, parabéns, de novo.
Tem tanta gente talentosa neste mundo que fico sinceramente bestificada com a espécie humana. Lido ainda hoje no Biscoito: "Não há melhor negócio que a vida. A gente a óbtem a troco de nada". Verdade das puras.
7 de abr. de 2007
Páscoa
Ok, ok.
Ando mesmo meio avessa a posts comemorativos. Porém sou uma pessoa educada (até parece), portanto:
Boa Páscoa a quem desejou-me o mesmo.
Boa Páscoa a quem não o fez (até porque eu mesma não o fiz a ninguém, daí que estamos quites).
Mas pouco chocolate, que esse negócio é ótimo e péssimo, ok?
Há três ovos na geladeira e um por chegar, mas tenho resistido bem já que doces não são meu forte.
Portanto, flores. É, flores. Imaginem que tem uns ovinhos escondidos por aí, dos pequenos, ok?

Hummm... Pensando bem, do jeito que é grande esse campo, e vocês vão andar tanto, ok, ok, que sejam grandes e imensos ovos. Desses de 750gr. Ó céus, que barbaridade.
Recados.
Seu Jôka: tá dando chabu quando tento comentar na sua Avenida. Deve ser a lata véia aqui de casa. Mas, sim, a Cindy ficou uma gata de Coelhinha da Páscoa. Sabe que temos uma gata que deve ser irmã siamesa da Cindy? Priscila. Exceto pelo rabo, que o rabo da Priscila é um estouro, imenso e frocado, lindíssimo. Além do que, a Cindy me parece muito mais educada que a Priscila, a Priscila é meio bandoleira, é dessas que pode sair demais de casa toda hora, direito ambulatorial, entende? Só que ela não mora conosco, claro, mas com a vovó (digamos que ela é um bicho virtual que temos), pois se assim fosse ela já teria fugido pelo pé de mulungu, e eu odeio tela de proteção, já tirei a tempo a da varanda, desde que a filhota criou juízo.
Dona Luci: no seu caso, não consegui fazer o primeiro comentário de um post, por que será? De qql forma, era só para dizer que não sei quem é esse Michael que você falou, juro. E ainda sobre gatos: eu já tive uma gata preta, linda, chamada Piná. Faz uns vinte anos isso. Ela vivia na terra dos gatos, a casa da vovó. Ela era um estouro, a Piná era...
Ando mesmo meio avessa a posts comemorativos. Porém sou uma pessoa educada (até parece), portanto:
Boa Páscoa a quem desejou-me o mesmo.
Boa Páscoa a quem não o fez (até porque eu mesma não o fiz a ninguém, daí que estamos quites).
Mas pouco chocolate, que esse negócio é ótimo e péssimo, ok?
Há três ovos na geladeira e um por chegar, mas tenho resistido bem já que doces não são meu forte.
Portanto, flores. É, flores. Imaginem que tem uns ovinhos escondidos por aí, dos pequenos, ok?
Hummm... Pensando bem, do jeito que é grande esse campo, e vocês vão andar tanto, ok, ok, que sejam grandes e imensos ovos. Desses de 750gr. Ó céus, que barbaridade.
Recados.
Seu Jôka: tá dando chabu quando tento comentar na sua Avenida. Deve ser a lata véia aqui de casa. Mas, sim, a Cindy ficou uma gata de Coelhinha da Páscoa. Sabe que temos uma gata que deve ser irmã siamesa da Cindy? Priscila. Exceto pelo rabo, que o rabo da Priscila é um estouro, imenso e frocado, lindíssimo. Além do que, a Cindy me parece muito mais educada que a Priscila, a Priscila é meio bandoleira, é dessas que pode sair demais de casa toda hora, direito ambulatorial, entende? Só que ela não mora conosco, claro, mas com a vovó (digamos que ela é um bicho virtual que temos), pois se assim fosse ela já teria fugido pelo pé de mulungu, e eu odeio tela de proteção, já tirei a tempo a da varanda, desde que a filhota criou juízo.
Dona Luci: no seu caso, não consegui fazer o primeiro comentário de um post, por que será? De qql forma, era só para dizer que não sei quem é esse Michael que você falou, juro. E ainda sobre gatos: eu já tive uma gata preta, linda, chamada Piná. Faz uns vinte anos isso. Ela vivia na terra dos gatos, a casa da vovó. Ela era um estouro, a Piná era...
5 de abr. de 2007
Dinheiro velho, mas sempre Dinheiro
Idec orienta poupadores prejudicados pelo Plano Bresser - Brasília - Os brasileiros que tinham caderneta de poupança à época do Plano Bresser, em junho de 1987, têm até o dia 31 de maio para pedir ressarcimento das perdas provocadas pelo pacote econômico. Segundo economistas, a reposição terá um valor máximo de 25%.O assunto volta à tona no momento em que está para expirar o prazo para os que se sentiram lesados entrarem com ações judiciais. Em 31 de maio, o plano completa 20 anos, tempo máximo aceito pela Justiça para ações de ressarcimento
Mais aqui.
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4 de abr. de 2007
Abril
Desejosa de escutar aquela do Toquinho :"As cores de abril, os ares de anil, o mundo se abriu em flor". Abril. Ufa. Por que "ufa"? Simplesmente porque sim, simples assim.
Desejosa de palavras. Depois de secar a mente e o corpo, secar a alma.
--------
O garoto magrinho na cadeira à frente, do outro lado da recepção do consultório, olhou-me e começou, como se o fizesse para si mesmo, mas eu soube imediatamente pelo seu olhar que não:
- A gente veio antes mas a médica mandou vir de novo, a gente tem que ficar parado na máquina, e pererei, pererei, pererei...
Não resisti, tive que responder: magrinho, bonitinho, moreninho (inho, inho, inho). Cara de jogador de futebol. Roupa bem usada e maior que o corpo (o que me lembrou Harry dentro das largas calças e camisas do Duda). Do irmão.
O irmão veio no faro. Grande, gorducho, moreno, espaçoso, esfuziante. Inegavelmente afeminado. O velho esbelto, jeans e camisa clara de algodão, compenetradamente debruçado sobre seu palmtop, canetinha em punho, espichou para gente o olho esquerdo em uma fração de segundo. Afinal a tarde estava ficando divertida.
- Ele falou primeiro com a senhora ou a senhora falou primeiro com ele?
"Hummm, temos problemas", meu sexto sentido sussurou. Irmãos são bichos esquisitos, às vezes. Não pretendo ser cagueta* de ninguém, ora pois, pois.
- Eu não lembro mais, quem falou primeiro, fui eu ou você?
O menininho ergueu olhos sinceros para o alto.
-Fui eu.
O irmão aboletou-se na cadeira ao meu lado, falante e à vontade. "Olha, a gente vai entrar numa máquina para testar a *cabeça*" (um gesto amplo e deslumbrado sobre o cocoruto perfeitamente arredondado, semi-raspado). E pererei, pererei, pererei. Quando perguntei se ele gostava de conversar (adultos são mesmo idiotas), ele tomou o celular da minha mão.
-Olha! É igual ao de fulano! - e avançou no palmtop.
Com isso, a mãe apareceu, de verde, um enorme vestido verde, da cor do zoiudinho. Mandou sentar ao seu lado ou apanhava. Ele sentou. Seguiu-se aquela conversinha básica de mãe, ao pé do ouvido, eu admirando a moça sem constrangimento. Tive pena do garoto, mas durou pouco, porque em cinco minutos ele já estava ao lado do velho a espiar algo que este apontava na tela miúda com a caneta prateada, um ar tranquilo de avô acostumado. Filhos e mães às vezes se entendem, é um fato.
-Se ele falar apanha - a mãe avisou, puxando conversa. Ressonância magnética para os garotos. Não tive coragem de perguntar porquê, lógico.
O menino calado, ao lado do velho. Isso sim é mãe, o resto é bagaço, pensei.
- Eu pedi a médica para dar anestesia para ele, mas ela disse que não pode.
Que pena. Pena tripla. Da mãe, da moça que ia fazer a ressonância, e de terem me chamado para o exame. Quando saí, só restou mesmo um papo monótono, sobre crianças hiper-ativas e doenças da tiróide, com uma senhora de cabelos crespos que quando fui embora me desejou felicidades. Muito boazinha, mas os garotos haveriam prolongado este post. Agradeçam a ela!
*(Alcagüete, delator - no linguajar nordestinense)
---------
Ouço lá dentro os Backyardigans e suas cantilenas atravessadas. Fofos, vejam. Deus sabe que o mero ruído de desenho animado quase sempre me deixa enjoada (que exagero), mas estes papagaiozinhos são mesmo uma graça...

"A-ha!". Adorei esse episódio, confesso.
Desejosa de palavras. Depois de secar a mente e o corpo, secar a alma.
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O garoto magrinho na cadeira à frente, do outro lado da recepção do consultório, olhou-me e começou, como se o fizesse para si mesmo, mas eu soube imediatamente pelo seu olhar que não:
- A gente veio antes mas a médica mandou vir de novo, a gente tem que ficar parado na máquina, e pererei, pererei, pererei...
Não resisti, tive que responder: magrinho, bonitinho, moreninho (inho, inho, inho). Cara de jogador de futebol. Roupa bem usada e maior que o corpo (o que me lembrou Harry dentro das largas calças e camisas do Duda). Do irmão.
O irmão veio no faro. Grande, gorducho, moreno, espaçoso, esfuziante. Inegavelmente afeminado. O velho esbelto, jeans e camisa clara de algodão, compenetradamente debruçado sobre seu palmtop, canetinha em punho, espichou para gente o olho esquerdo em uma fração de segundo. Afinal a tarde estava ficando divertida.
- Ele falou primeiro com a senhora ou a senhora falou primeiro com ele?
"Hummm, temos problemas", meu sexto sentido sussurou. Irmãos são bichos esquisitos, às vezes. Não pretendo ser cagueta* de ninguém, ora pois, pois.
- Eu não lembro mais, quem falou primeiro, fui eu ou você?
O menininho ergueu olhos sinceros para o alto.
-Fui eu.
O irmão aboletou-se na cadeira ao meu lado, falante e à vontade. "Olha, a gente vai entrar numa máquina para testar a *cabeça*" (um gesto amplo e deslumbrado sobre o cocoruto perfeitamente arredondado, semi-raspado). E pererei, pererei, pererei. Quando perguntei se ele gostava de conversar (adultos são mesmo idiotas), ele tomou o celular da minha mão.
-Olha! É igual ao de fulano! - e avançou no palmtop.
Com isso, a mãe apareceu, de verde, um enorme vestido verde, da cor do zoiudinho. Mandou sentar ao seu lado ou apanhava. Ele sentou. Seguiu-se aquela conversinha básica de mãe, ao pé do ouvido, eu admirando a moça sem constrangimento. Tive pena do garoto, mas durou pouco, porque em cinco minutos ele já estava ao lado do velho a espiar algo que este apontava na tela miúda com a caneta prateada, um ar tranquilo de avô acostumado. Filhos e mães às vezes se entendem, é um fato.
-Se ele falar apanha - a mãe avisou, puxando conversa. Ressonância magnética para os garotos. Não tive coragem de perguntar porquê, lógico.
O menino calado, ao lado do velho. Isso sim é mãe, o resto é bagaço, pensei.
- Eu pedi a médica para dar anestesia para ele, mas ela disse que não pode.
Que pena. Pena tripla. Da mãe, da moça que ia fazer a ressonância, e de terem me chamado para o exame. Quando saí, só restou mesmo um papo monótono, sobre crianças hiper-ativas e doenças da tiróide, com uma senhora de cabelos crespos que quando fui embora me desejou felicidades. Muito boazinha, mas os garotos haveriam prolongado este post. Agradeçam a ela!
*(Alcagüete, delator - no linguajar nordestinense)
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Ouço lá dentro os Backyardigans e suas cantilenas atravessadas. Fofos, vejam. Deus sabe que o mero ruído de desenho animado quase sempre me deixa enjoada (que exagero), mas estes papagaiozinhos são mesmo uma graça...
"A-ha!". Adorei esse episódio, confesso.
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29 de mar. de 2007
Momento Terapêutico ou TPMêutico
Peças, peças, peças. Processuais. São deliciosas, mas cansam, ai, ai, ai.
-----------------
Um basicozinho para relaxar.
Sou ácida.
Sou afável.
Me perco
entre estes dois espaços.
-----------------
O Bial declamou no paredãozão (q horror gramatical) dessa semana (não, não o vejo, mas o ouço de lá de dentro, o que me fez lembrar) aquele poema da Cecília que de tão triste não postarei aqui completo, para não atrair coisa ruim, com aquele final lindíssimo (porque eu sempre acho coisas tristes bonitas, que péssimo), que de tão lindo impossível não postar: "Eu não dei por essa mudança/tão simples, tão certa, tão fácil/Em que espelho ficou perdida a minha face?". Com isto, o Pedro-Miau-Bicho-Ruim, sabidíssimo, conseguiu amolecer milhões de corações femininos Brasil afora, só prá variar.
Prova de resistência na última prova de líder da temporada com duas mulé e um "macho dominante" (alguém leu esta teoria numa revista dessas aí? Época, eu acho.), estão querendo testar o que? Experimentos científicos ao vivo?
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Um basicozinho para relaxar.
Sou ácida.
Sou afável.
Me perco
entre estes dois espaços.
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O Bial declamou no paredãozão (q horror gramatical) dessa semana (não, não o vejo, mas o ouço de lá de dentro, o que me fez lembrar) aquele poema da Cecília que de tão triste não postarei aqui completo, para não atrair coisa ruim, com aquele final lindíssimo (porque eu sempre acho coisas tristes bonitas, que péssimo), que de tão lindo impossível não postar: "Eu não dei por essa mudança/tão simples, tão certa, tão fácil/Em que espelho ficou perdida a minha face?". Com isto, o Pedro-Miau-Bicho-Ruim, sabidíssimo, conseguiu amolecer milhões de corações femininos Brasil afora, só prá variar.
Prova de resistência na última prova de líder da temporada com duas mulé e um "macho dominante" (alguém leu esta teoria numa revista dessas aí? Época, eu acho.), estão querendo testar o que? Experimentos científicos ao vivo?
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