29 de mar. de 2007
Momento Terapêutico ou TPMêutico
Peças, peças, peças. Processuais. São deliciosas, mas cansam, ai, ai, ai.
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Um basicozinho para relaxar.
Sou ácida.
Sou afável.
Me perco
entre estes dois espaços.
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O Bial declamou no paredãozão (q horror gramatical) dessa semana (não, não o vejo, mas o ouço de lá de dentro, o que me fez lembrar) aquele poema da Cecília que de tão triste não postarei aqui completo, para não atrair coisa ruim, com aquele final lindíssimo (porque eu sempre acho coisas tristes bonitas, que péssimo), que de tão lindo impossível não postar: "Eu não dei por essa mudança/tão simples, tão certa, tão fácil/Em que espelho ficou perdida a minha face?". Com isto, o Pedro-Miau-Bicho-Ruim, sabidíssimo, conseguiu amolecer milhões de corações femininos Brasil afora, só prá variar.
Prova de resistência na última prova de líder da temporada com duas mulé e um "macho dominante" (alguém leu esta teoria numa revista dessas aí? Época, eu acho.), estão querendo testar o que? Experimentos científicos ao vivo?
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Um basicozinho para relaxar.
Sou ácida.
Sou afável.
Me perco
entre estes dois espaços.
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O Bial declamou no paredãozão (q horror gramatical) dessa semana (não, não o vejo, mas o ouço de lá de dentro, o que me fez lembrar) aquele poema da Cecília que de tão triste não postarei aqui completo, para não atrair coisa ruim, com aquele final lindíssimo (porque eu sempre acho coisas tristes bonitas, que péssimo), que de tão lindo impossível não postar: "Eu não dei por essa mudança/tão simples, tão certa, tão fácil/Em que espelho ficou perdida a minha face?". Com isto, o Pedro-Miau-Bicho-Ruim, sabidíssimo, conseguiu amolecer milhões de corações femininos Brasil afora, só prá variar.
Prova de resistência na última prova de líder da temporada com duas mulé e um "macho dominante" (alguém leu esta teoria numa revista dessas aí? Época, eu acho.), estão querendo testar o que? Experimentos científicos ao vivo?
27 de mar. de 2007
"Quem ama o feio bonito lhe parece" ou "Minha flor, meu bebê" (escolham o título - este é um blog às vezes democrático)

Creio que o amor nos torna competentes em novos talentos, quando o objeto destas expressões é o ser amado, concordam?

Onde foi mesmo que ouvi a expressão "zoiudinho da mamãe"?

Gostaram? O modelo também ajuda, vamos e venhamos...
Não foi amor a primeira vista, mas agora, mal podemos viver um sem o outro. Ando rezando bastante para que São Francisco me dê juízo de maneira a não aprontar nenhuma asneira como aquela do passado.

Quem foi mesmo que falou que "meu" (a cria que não nos leia, pois anda ela deveras enciumada de nossa intimidade) bichinho não é bonito? Quanto preconceito, gente, com répteis. Meu bebê não só é bonito, como fotogênico, vêem? Sou uma mãe coruja. Digo, sou uma mãe calango. Iguana, vá lá.
Ok, ok, é ridículo chamar um calango de bebê. Mas o amor é assim, gente, que se faz disto?
Bela, a vida pode até não ser sempre, mas a natureza o é, todo dia, toda hora!
22 de mar. de 2007
Seu Dia
A água arrepiada pelo vento
A água e seu cochicho
A água e seu rugido
A água e seu silêncio
A água me contou muitos segredos
Guardou os meus segredos
Refez os meus desenhos
Trouxe e levou meus medos
A grande mãe me viu num quarto cheio d'água
Num enorme quarto lindo e cheio d'água
E eu nunca me afogava
O mar total e eu dentro do eterno ventre
E a voz do meu pai, voz de muita águas
Depois o rio passa
Eu e água, eu e água
Eu
Cachoeira, lago, onda, gota
Chuva miúda, fonte, neve, mar
A vida que me é dada
Eu e água
Água
Lava as mazelas do mundo
E lava a minha alma
(Eu e Água - Caetano Veloso)
Porque é hoje é Dia Internacional da Água.
Momento reflexão, claro: porque coisas que realmente importam necessitam de uma data no calendário para serem lembradas? Hein, hein?
21 de mar. de 2007
Frases do dia
Ouvida hoje: "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim". Henfil.
Confirmada no www.frasesfamosas.com.br. Ótimo site.
De lá outra ótima do mesmo Henfil (impagável): "O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."
Lida hoje, de novo: "Entrego, confio, aceito e e agradeço.". Hermógenes. Uma bela biografia.
Confirmada no www.frasesfamosas.com.br. Ótimo site.
De lá outra ótima do mesmo Henfil (impagável): "O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."
Lida hoje, de novo: "Entrego, confio, aceito e e agradeço.". Hermógenes. Uma bela biografia.
20 de mar. de 2007
Rapidíssimas
Analy está no paredão. Coitadinha... Até que durou, a bichinha... Ela e o Alan Pierre eram meu preferidos. Esse povo sem graça eu adoro, porque será (KKKKKKK)? Fora a Rita Lee, claro. E o Ney Matogrosso, claro.
Hoje, um professor que dispensa comentários (mentira) perguntou: "afinal, o que vocês aprendem com o BBB?" Fiquei matutando cá comigo e conclui, cheia de maturidade: porra nenhuma. A pura verdade, no fundo no fundo. Pobrezinha dessa geração. Olha o sujo falando do mal-lavado aí, gente...
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E como não poderia deixar de ser, o Maio também é Utilidade Pública: Lívia, amiga, como você não deixou email, respondo via post mesmo. A foto da flor amarela veio dessa fonte. Se você entrar na Home Page verá que trata-se de um site de design, quem sabe não consegue algo melhor por lá? Peguei no Google a tempo e não sei nada sobre ela. Sim, sou uma péssima blogueira, não ponho fontes das fotos, só das pinturas/gravuras, tentarei corrigir-me a partir de agora. No próximo post, essa foto da Rita vai sem crédito mesmo, sô...
Hoje, um professor que dispensa comentários (mentira) perguntou: "afinal, o que vocês aprendem com o BBB?" Fiquei matutando cá comigo e conclui, cheia de maturidade: porra nenhuma. A pura verdade, no fundo no fundo. Pobrezinha dessa geração. Olha o sujo falando do mal-lavado aí, gente...
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E como não poderia deixar de ser, o Maio também é Utilidade Pública: Lívia, amiga, como você não deixou email, respondo via post mesmo. A foto da flor amarela veio dessa fonte. Se você entrar na Home Page verá que trata-se de um site de design, quem sabe não consegue algo melhor por lá? Peguei no Google a tempo e não sei nada sobre ela. Sim, sou uma péssima blogueira, não ponho fontes das fotos, só das pinturas/gravuras, tentarei corrigir-me a partir de agora. No próximo post, essa foto da Rita vai sem crédito mesmo, sô...
"Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir"
"Guerrilheiro, forasteiro, ôrra meu!"
Vixe, com eu adoro esse refrão...
Porque adoro Rita Lee. Deu prá perceber? Cadê ela, hein? Derna o tempo que eu assistia Saia Justa que não a vejo. Faz uma data, cidadão...
Este amor é antigo, eu tinha 12 anos. "Vamos, vamos ao show!". Foi vê-la "brotando" (literalmente) do piso do palco, vestida de cor-de-rosa e esvoaçante, cantando... o que mesmo? "Lança-perfume"? Acho q sim... Pronto. Aí eu me apaixonei. Foi mais ou menos assim que estava ela:

A Rita vai fazer 40 anos de carreira, que máximo (será por isso que comecei a pensar tanto nela?). Uma grife chamada Rosa Chá está lançando uma coleção em sua homenagem, que máximo. "As estampas, assinadas pela grafiteira paulista Nina, trazem desenhos de Rita e ícones de seu universo. " Ulalá!
Ulalá nada! Esta é bem melhor: "A roqueira Rita Lee será homenageada ainda este ano pela galerista paulistana Regina Boni- ex-mulher do diretor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Regina prepara uma exposição com todos os figurinos de Rita Lee durante seus quarenta anos de carreira. Regina está recuperando o acervo de roupas da cantora desde a época de 'Os Mutantes', banda que impulsionou sua carreira musical entre 1966 e 1972, passando pelo grupo que fundou, 'Tutti Frutti', até os dias de hoje." Tirem fotos para mim, ok? Taí, não é o que a Rita tá fazendo, mas pelo menos o que tão fazendo prá Rita.
Será que as ombreiras da foto acima estarão lá? Ulalá!
Acabo de usar pela primeira vez o Google Notícias. Que mocinha estou ficando.

Olha a Rita aí de novo. Rita, eu te amo! Pronto surtei. Me deu até vontade de cantar: "A Rita levou meu sorriso/no sorriso dela meu assunto"... Não, essa não é a cara da Rita. Melhor essa: "Rita abre a janela/pensa na vida dela/abre a boca de sono/não sabe o que vai dar".
p.s.: Esse seria apenas um pequeno tópico do post das terças-feira. Mas, enfim, isto é impossível em se tratando de Dona Rita Lee Jones. Demorou um pouco mas percebi.
Vixe, com eu adoro esse refrão...
Porque adoro Rita Lee. Deu prá perceber? Cadê ela, hein? Derna o tempo que eu assistia Saia Justa que não a vejo. Faz uma data, cidadão...
Este amor é antigo, eu tinha 12 anos. "Vamos, vamos ao show!". Foi vê-la "brotando" (literalmente) do piso do palco, vestida de cor-de-rosa e esvoaçante, cantando... o que mesmo? "Lança-perfume"? Acho q sim... Pronto. Aí eu me apaixonei. Foi mais ou menos assim que estava ela:
A Rita vai fazer 40 anos de carreira, que máximo (será por isso que comecei a pensar tanto nela?). Uma grife chamada Rosa Chá está lançando uma coleção em sua homenagem, que máximo. "As estampas, assinadas pela grafiteira paulista Nina, trazem desenhos de Rita e ícones de seu universo. " Ulalá!
Ulalá nada! Esta é bem melhor: "A roqueira Rita Lee será homenageada ainda este ano pela galerista paulistana Regina Boni- ex-mulher do diretor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Regina prepara uma exposição com todos os figurinos de Rita Lee durante seus quarenta anos de carreira. Regina está recuperando o acervo de roupas da cantora desde a época de 'Os Mutantes', banda que impulsionou sua carreira musical entre 1966 e 1972, passando pelo grupo que fundou, 'Tutti Frutti', até os dias de hoje." Tirem fotos para mim, ok? Taí, não é o que a Rita tá fazendo, mas pelo menos o que tão fazendo prá Rita.
Será que as ombreiras da foto acima estarão lá? Ulalá!
Acabo de usar pela primeira vez o Google Notícias. Que mocinha estou ficando.
Olha a Rita aí de novo. Rita, eu te amo! Pronto surtei. Me deu até vontade de cantar: "A Rita levou meu sorriso/no sorriso dela meu assunto"... Não, essa não é a cara da Rita. Melhor essa: "Rita abre a janela/pensa na vida dela/abre a boca de sono/não sabe o que vai dar".
p.s.: Esse seria apenas um pequeno tópico do post das terças-feira. Mas, enfim, isto é impossível em se tratando de Dona Rita Lee Jones. Demorou um pouco mas percebi.
12 de mar. de 2007
Há um novo hóspede na casa...
Estamos em fase de adaptação...
É realmente algo que jamais pensei possuir em casa. Mas enfim, crianças são seres que vieram ao mundo para nos surpreender e alegrar, de fato. A idéia não me desagradou por completo, apenas me trouxe uma preocupaçãozinha a mais para rotina. Uma a mais, uma a menos, é o de menos...
10 de mar. de 2007
O Sol em Si

Diana Pequeno canta Caymmi.
Canta Catulo.
Canta Villa-Lobos.
E canta, finalmente, O Sol em Si,
Que viagem... Essa música é inédita, humpf. Eu devo ter sonhado com ela, ou me lembrou alguma outra, muito antiga. Na verdade a canção tem sabor de música antiga.
Diana Pequeno gravou Cantigas em 2001, após tantos anos sem gravar, doze exatamente (o último é de 1989). O ano atual é 2007. Por onde anda essa moça, gente? Ô realidade pavorosa essa da cultura em nosso pobre país...
O disco baixei no tétrico mas por vezes útil Orkut, nos tempos em que eu o suportava. Não sei como passei tantos meses com esta pérola guardada sem admirá-la...
A quem queira mais Diana, tem mais Diana aqui, o quase sempre completo CliqueMusic (quase porque lá não consta o Cantigas dentre os discos que podem ter pequenos trechos das faixas ouvidos... ).
8 de mar. de 2007
Mulheres
Apesar de minha firme decisão acerca de que o certo seria gastarmos toda nossa energia feminina no sentido de transformar este Dia Internacional da Mulher que inventaram (já que o inventaram) num feriado maravilhoso onde nada fizéssemos, (vamos, esforcemo-nos por aprender um pouco da objetividade masculina, senhoras e senhoritas!), e apenas os homens trabalhassem, vamos lá a mais uma viagem das letras. Porque vício é vício, fazer o quê.
Mulheres são seres de uma docilidade complexa à compreensão da mente do sexo oposto. No olhar que se leva até elas, confundir este dado com ausência de potencialidade, força, ou sabedoria, é um erro difícil de ser transposto. Como se já não bastasse ser tarefa quase sobre-humana entender a mente do outro em geral, já está mais ou menos estabelecido pela ciência: temos cérebros diferentes em demasia. Não porque o nosso tenha o tamanho de uma azeitona, animais (eu sei que alguns lembraram a piada, porque é difícil mesmo para vocês não ser imbecil quase sempre). Custa tentar nos entender uns aos outros. E cansa.
Sendo assim, vamos vivendo como é possível. As mulheres com seus artifícios, mazelas e sapiências, além desse olhar tão infinito sobre quase tudo, e os homens crendo ter o poder absoluto sobre o mundo, o universo, o céu e as estrelas, mas sendo como nós apenas meros mortais que se esforçaram bastante por todas estas gerações para dominar, o que é louvável (não nos esqueçamos contudo da ajudinha extra que lhes concedeu a natureza, claro). Minto. Os homens entendem sim, eles entendem. Apenas a imensa maioria não consegue expressar este entendimento e está presa demais aos ranços banhados na testosterona que os habitam permanentemente (o que deve ser uma verdadeira escravidão, estou certa, e tenho até pena. Claro que a maioria não entenderá mais este sentimento feminino, o de pena, e jurará que sou uma mulher mal-amada, kkkkkk).
Mulheres, todas elas, merecem esta canção. Cantem para elas. Escutem a ela.
Por Brilho (Oswaldo Montenegro)
Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel
Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal
E rosas. Porque como já disse alguém que entende de mulher: "toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas". Quase todas. Cada uma colha esta para si.

Captada aqui. Josepha Gonsalez.
Mulheres são seres de uma docilidade complexa à compreensão da mente do sexo oposto. No olhar que se leva até elas, confundir este dado com ausência de potencialidade, força, ou sabedoria, é um erro difícil de ser transposto. Como se já não bastasse ser tarefa quase sobre-humana entender a mente do outro em geral, já está mais ou menos estabelecido pela ciência: temos cérebros diferentes em demasia. Não porque o nosso tenha o tamanho de uma azeitona, animais (eu sei que alguns lembraram a piada, porque é difícil mesmo para vocês não ser imbecil quase sempre). Custa tentar nos entender uns aos outros. E cansa.
Sendo assim, vamos vivendo como é possível. As mulheres com seus artifícios, mazelas e sapiências, além desse olhar tão infinito sobre quase tudo, e os homens crendo ter o poder absoluto sobre o mundo, o universo, o céu e as estrelas, mas sendo como nós apenas meros mortais que se esforçaram bastante por todas estas gerações para dominar, o que é louvável (não nos esqueçamos contudo da ajudinha extra que lhes concedeu a natureza, claro). Minto. Os homens entendem sim, eles entendem. Apenas a imensa maioria não consegue expressar este entendimento e está presa demais aos ranços banhados na testosterona que os habitam permanentemente (o que deve ser uma verdadeira escravidão, estou certa, e tenho até pena. Claro que a maioria não entenderá mais este sentimento feminino, o de pena, e jurará que sou uma mulher mal-amada, kkkkkk).
Mulheres, todas elas, merecem esta canção. Cantem para elas. Escutem a ela.
Por Brilho (Oswaldo Montenegro)
Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel
Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal
E rosas. Porque como já disse alguém que entende de mulher: "toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas". Quase todas. Cada uma colha esta para si.
Captada aqui. Josepha Gonsalez.
7 de mar. de 2007
Ave
Sou o que sou
e sou o que posso -
profundamente
nada além desejo.
Ser fera, ser bicho...
isto não me cabe.
Não figuro – protagonizo meus dias.
Espero, sim,
mas também passo -
aprendi com os dias e as esquinas.
São doces as asas que se abrem em mim na despedida,
do alto tudo reconheço.
É serena e seca a brisa em meus pêlos,
suave e leve o calor que me atinge -
esplendidamente alcanço a manhã em livre vôo.
Jamais me perco.
É o sentido das aves que habita-me
e dia a dia
acrescenta em mim as cores
que aos olhos inflamam.
6 de mar. de 2007
Curtas às Terças
Toda terça é dia de post nesta casa, assim espero.
Terça é O dia livre, bem. Ao menos por enquanto (durará pouco, eu sei,a julgar pelo tanto que ando programando para ela, humpf).
----------------
Da série Frases da Semana:
"Os velhos ensinam os jovens a envelhecer. E a morrer".
Ouvido em um documentário sobre, lógico, a Terceira Idade. Chamo "a Melhor Idade"? Como eles preferem ser chamados? Minha mãe não prefere nada, que bobagem é essa de nomear diferente gente só em função da idade? Já começa aí a diferenciação?
Lindo documentário. No canal do Sesc. Pena que vi pela metade e não sei o nome. Também desconheço o nome do autor da frase, só guardei a própria, infelizmente.
Vendo este filme, fiquei aqui sonhando com um longo artigo sobre velhice e beleza. Não vai dar, mas creio que vale a pena cantar a pedra: não é chocante que seja principalmente contra isso que necessitam lutar os velhos, a ditadura da beleza imposta pela atual sociedade?
----------------
Prosseguindo nas frases. Para desafiar nos parcos leitores questionamentos:
Um post é uma fotografia de um momento da alma. É quase como um poema.
Blogar é uma forma pública de terapia.
O que dissem?
----------------
Apenas assisti cinco minutos da nova das oito e saí com uma sensação ruim na boca do estômago: será possível que estão tentando mais uma vez vender o Rio de Janeiro e o mercado da prostituição desta nossa "idolatrada, salve, salve" Nação? Mas será o Benedito? Com este título ("Paraíso Tropical"!), conseguem enganar?" Ou será o contrário, talvez? Veremos. Se tivermos saco.
----------------
Biscoito Chinês
"Uma bela flor é incompleta sem suas folhas".
Mas claro.
Não posso entrar na Querida que demoro muito na net. O link do biscoito veio de lá, mas acho que já o postei por aqui. Estou quase certa, para ser exata.
----------------
Falar na Querida, mais um tópico.
Todo blogueiro é um jornalista frustrado? Quando vou na Querida, sempre penso nisso (não que seja este o caso dela, obviamente; sem intrigas, por favor). Eu sou, eu sei, fazer o quê? "Sorrir e aceitar", simplesmente. Gostaram da expressão tanto quanto eu? Tirei-a daqui. Trouxe da Naomi, de onde mais poderia ter saído tal pérola?
----------------
A percepção que cada um forma sobre a realidade é muito diversa. Diversa demais. Eu devia ter percebido isto a mais tempo, acho. Teria ajudado muito, ora bolas.
----------------
E finalmente, o link pro blog da Leandra Leal, esta moça com quem me preocupei, após saber que andou nas páginas de fofocas por conta de sua excessiva exposição na internet. Relato brevemente o causo aos mais desavisados: a moça, atriz global da recentemente conclusa novela das 8, possui um blog, Alice me Persegue, no qual, parece, andou falando mal de alguns coleguinhas do folhetim (a megera-sexy Sandra-Danielle-Winnits, mais especificamente). Resultado, caiu na boca do povo. Uma moça tão boa. Namorada do Lirinha do Cordel do Fogo Encantado... será que ainda é?
Terça é O dia livre, bem. Ao menos por enquanto (durará pouco, eu sei,a julgar pelo tanto que ando programando para ela, humpf).
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Da série Frases da Semana:
"Os velhos ensinam os jovens a envelhecer. E a morrer".
Ouvido em um documentário sobre, lógico, a Terceira Idade. Chamo "a Melhor Idade"? Como eles preferem ser chamados? Minha mãe não prefere nada, que bobagem é essa de nomear diferente gente só em função da idade? Já começa aí a diferenciação?
Lindo documentário. No canal do Sesc. Pena que vi pela metade e não sei o nome. Também desconheço o nome do autor da frase, só guardei a própria, infelizmente.
Vendo este filme, fiquei aqui sonhando com um longo artigo sobre velhice e beleza. Não vai dar, mas creio que vale a pena cantar a pedra: não é chocante que seja principalmente contra isso que necessitam lutar os velhos, a ditadura da beleza imposta pela atual sociedade?
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Prosseguindo nas frases. Para desafiar nos parcos leitores questionamentos:
Um post é uma fotografia de um momento da alma. É quase como um poema.
Blogar é uma forma pública de terapia.
O que dissem?
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Apenas assisti cinco minutos da nova das oito e saí com uma sensação ruim na boca do estômago: será possível que estão tentando mais uma vez vender o Rio de Janeiro e o mercado da prostituição desta nossa "idolatrada, salve, salve" Nação? Mas será o Benedito? Com este título ("Paraíso Tropical"!), conseguem enganar?" Ou será o contrário, talvez? Veremos. Se tivermos saco.
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Biscoito Chinês
"Uma bela flor é incompleta sem suas folhas".
Mas claro.
Não posso entrar na Querida que demoro muito na net. O link do biscoito veio de lá, mas acho que já o postei por aqui. Estou quase certa, para ser exata.
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Falar na Querida, mais um tópico.
Todo blogueiro é um jornalista frustrado? Quando vou na Querida, sempre penso nisso (não que seja este o caso dela, obviamente; sem intrigas, por favor). Eu sou, eu sei, fazer o quê? "Sorrir e aceitar", simplesmente. Gostaram da expressão tanto quanto eu? Tirei-a daqui. Trouxe da Naomi, de onde mais poderia ter saído tal pérola?
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A percepção que cada um forma sobre a realidade é muito diversa. Diversa demais. Eu devia ter percebido isto a mais tempo, acho. Teria ajudado muito, ora bolas.
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E finalmente, o link pro blog da Leandra Leal, esta moça com quem me preocupei, após saber que andou nas páginas de fofocas por conta de sua excessiva exposição na internet. Relato brevemente o causo aos mais desavisados: a moça, atriz global da recentemente conclusa novela das 8, possui um blog, Alice me Persegue, no qual, parece, andou falando mal de alguns coleguinhas do folhetim (a megera-sexy Sandra-Danielle-Winnits, mais especificamente). Resultado, caiu na boca do povo. Uma moça tão boa. Namorada do Lirinha do Cordel do Fogo Encantado... será que ainda é?
1 de mar. de 2007
Priscila
Esta moça a mim ensina: o nome Priscila significa:
PRIMITIVA.
O dicionário ensina:
PRI.MI.TI.VO
adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.
Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.

Quem será a próxima?
"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira
Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)
PRIMITIVA.
O dicionário ensina:
PRI.MI.TI.VO
adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.
Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.
Quem será a próxima?
"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira
Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela
A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)
27 de fev. de 2007
Mundo blog
Achar num par de dias consecutivos dois blogs bons é fato merecedor de postagem nova.
Bicho Solto.
Café Impresso.
Lindas existências...
Bicho Solto.
Café Impresso.
Lindas existências...
25 de fev. de 2007
The question is
O medo é um dado importante de nossa personalidade. Já disseram (e quanto): "o medo protege". Mas sua ausência também nos permite alcançar algumas estrelas às quais o acesso é limitado. E então, estaremos eternamente sujeitos à superfície terrestre? E presos à velha pendenga "somos homens... somos ratos..." ?
A decisão pela renúncia ao medo é, como todas as demais com que nos surpreende a vida, contudo, pessoal. Por mais que possa doer a alguns, e tantas vezes a nós mesmos.
Uma vez, quando tudo era muito nublado, eu decidi ser feliz, conscientemente. Decidir pela felicidade é uma constante em minha existência, devo adiantar. Mas nunca fora tão deliberada a decisão, porque, em mim, até então, só o sentido de preservação e sobrevivência poderia ativar tal consciência. Fugindo da bruma, da morte, do terror, da dor e da doença, eu disse: eu serei feliz. Porque em meus olhos eu via que não nascera para a morte. Quem quer que tenha me feito, em mim colocara a alegria, como, afinal, acredito que o fez em todas suas criaturas este criador. Apenas para alguns é um tanto, ou muito mais, difícil perceber esta verdade - tudo fruto desta vilã, a Ignorância, a quem detesto.
Não houve afronta ao medo, naquele dia. O que havia a perder não era meu ainda. Hoje, eu sei, há; e nem por isto me abandona a serenidade. De qualquer forma, este mundo é repleto e meu também.
Às vezes, sobreviver é também seguir a corrente que chega e não somente bebê-la; banhar-se em suas águas e ser purificado. Com a corrente, a vida vem, e passa. Ou vamos ou ficamos. Vamos.
Um belo domingo para todos vocês.
"Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que fazer com eles, cabe a você resolver" (Quem poderia ter escrito? Adivinhem? Está logo ao lado a resposta...)
A decisão pela renúncia ao medo é, como todas as demais com que nos surpreende a vida, contudo, pessoal. Por mais que possa doer a alguns, e tantas vezes a nós mesmos.
Uma vez, quando tudo era muito nublado, eu decidi ser feliz, conscientemente. Decidir pela felicidade é uma constante em minha existência, devo adiantar. Mas nunca fora tão deliberada a decisão, porque, em mim, até então, só o sentido de preservação e sobrevivência poderia ativar tal consciência. Fugindo da bruma, da morte, do terror, da dor e da doença, eu disse: eu serei feliz. Porque em meus olhos eu via que não nascera para a morte. Quem quer que tenha me feito, em mim colocara a alegria, como, afinal, acredito que o fez em todas suas criaturas este criador. Apenas para alguns é um tanto, ou muito mais, difícil perceber esta verdade - tudo fruto desta vilã, a Ignorância, a quem detesto.
Não houve afronta ao medo, naquele dia. O que havia a perder não era meu ainda. Hoje, eu sei, há; e nem por isto me abandona a serenidade. De qualquer forma, este mundo é repleto e meu também.
Às vezes, sobreviver é também seguir a corrente que chega e não somente bebê-la; banhar-se em suas águas e ser purificado. Com a corrente, a vida vem, e passa. Ou vamos ou ficamos. Vamos.
Um belo domingo para todos vocês.
"Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que fazer com eles, cabe a você resolver" (Quem poderia ter escrito? Adivinhem? Está logo ao lado a resposta...)
23 de fev. de 2007
Curtas - Televizices
BiBiBi I (ou BBB, se preferem) - enfim o jogo começou pesadamente, e já era tempo. Com direito à briga e carão do Bial. Será que começara já e só eu não percebera (porque andava desinteressada mesmo, não vinha assistindo)? Logo no começo veio-me certa impressão de que erraram na escolha do grupo, excessivamente homogêneo, e ainda a intuição-certeza (tenham paciência com o vocabulário desta moça sempre, por favore) de que houve muita manipulação além da medida (porque que sempre houve a gente sabe) na sua escolha. Fiquei com cisma de que o programa buscou abertamente fazer um "programa para maiores", trazendo casais que já entraram com roteiro pré-definido. O que, como telespectadora, me aborrece.
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BiBiBi II - Fui ao site do Jean, aquele, vencedor do BBB5, recordam? Aquele que admitiu a homossexualidade ao vivo, esse mesmo. O que me levou a desejar mais uma vez ler aquele seu livro que vi no supermercado, Ainda Lembro. Recordo de haver buscado me entender com o exemplar mas, enfim, não surgiu aquele desejo irresistível de mergulhar na leitura. Devolvi à prateleira. Talvez hoje não devolvesse.
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Das Oito - Fiquei surpresa com o capítulo de hoje da novelinha das 8. Digno do horário. Com direito à alma penada falando com filho e filha, discurso do Tarcísio Meira, audiência com escândalo e ainda ouvida de testemunhas que são na verdade competentes advogados das partes que as arrolaram. Em novela é tudo ótimo, pode tudo. Estou preguiçosa para relatar com detalhes, mas enfim, prendeu-me. O capítulo.
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BiBiBi II - Fui ao site do Jean, aquele, vencedor do BBB5, recordam? Aquele que admitiu a homossexualidade ao vivo, esse mesmo. O que me levou a desejar mais uma vez ler aquele seu livro que vi no supermercado, Ainda Lembro. Recordo de haver buscado me entender com o exemplar mas, enfim, não surgiu aquele desejo irresistível de mergulhar na leitura. Devolvi à prateleira. Talvez hoje não devolvesse.
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Das Oito - Fiquei surpresa com o capítulo de hoje da novelinha das 8. Digno do horário. Com direito à alma penada falando com filho e filha, discurso do Tarcísio Meira, audiência com escândalo e ainda ouvida de testemunhas que são na verdade competentes advogados das partes que as arrolaram. Em novela é tudo ótimo, pode tudo. Estou preguiçosa para relatar com detalhes, mas enfim, prendeu-me. O capítulo.
15 de fev. de 2007
Como diria o Fred (dos Flinstones)...
VIIIIIILLLLLLLLMMMMMMMMMAAAAAAAAA!
Hoje é aniversário dessa moça linda e loura chamada Vilma. Merece post especial, sem bolo, mas com flores! E um beijo de quem diz: minha flor, continue assim! Bj!
Hoje é aniversário dessa moça linda e loura chamada Vilma. Merece post especial, sem bolo, mas com flores! E um beijo de quem diz: minha flor, continue assim! Bj!
13 de fev. de 2007
Fevereiro
Apoteoses emocionantes são próprias do gênero. É assim com o bom frevo que o Mestre Capiba consagrou.

"De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, EU VOU!
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender (deixa o barco correr)"
(De Chapéu-de-sol Aberto - Capiba)
E nem por isso deixa de haver melancolia e saudade. Aliás, são algumas das mais bonitas as que cantam despedidas, porque afinal "É de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar!" (É de Fazer Chorar - Luiz Bandeira)(*):
"Adeus, adeus minha gente
que já cantamos bastante
Recife adormecia
ficava a sonhar
Ao som da triste melodia!"
(Evocação No. 01 - Felinto Nunes)
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir"
(Último Regresso)
Esta página eu recomendo aos que querem conhecer mais, salvo pelo fato de cometer este erro (*): a canção "É de Fazer Chorar" é, como aqui está, de Luiz Bandeira, mas o site informa ser de Capiba. E olha que o Governo do Estado patrocina (ou apoia apenas, talvez) a página. Ulalá!
10 de fev. de 2007
Frevo! 100 anos!
Gilberto Gil
Ney Matogrosso.
Lenine
Vanessa da Mata.
Luiz Melodia.
Maria Rita.
Elba Ramalho.
Alceu Valença.
Geraldo Azevedo
Antônio da Nóbrega.
Silvério Pessoa
Geraldo Maia
Sim, sim, foi um belo presente. E é claro que os não acostumados ao gênero (os não-pernambucanos, lógico!) se esforçaram por interpretar este filho da terra que, cá entre nós, exige mais da voz humana do que pode imaginar o observador comum. Confesso que cheguei a ficar arrepiada com a bela Vanessa da Mata (esta boneca tem manual!) a ecoar ao vento, à praça : "Eu vou!". Em alguns momentos o público, generoso, percebia as dificuldades dos artistas e ajudava. Isso foi bem bonito. Porque afinal, no final de tudo, para o coração, ao menos, o que vale é a intenção.
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9 de fev. de 2007
Curtas
Ainda estou decidindo se gostei ou não do novo blogger. Afinal, parece-me que ele e o Opera não se entendem muito bem, e eu ando preguiçosa com coisas assim: abrir aqui, não funcionar, ter que abrir lá. Ok, ok, é uma versão beta. E só não ter mais aquelas odiosas e lentas republicações já foi muito bom. Também gostei das listas, só não ando paciente para atualizar nada.
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Um blog que reúne boa seleção de crônicas: Entrelaços. Leiam a de 06/02/2007, sobre o Big Brother. Eles só não tem links diretos para os posts (como se chama mesmo?) por lá.
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Sempre achei graça na expressão "pensando na morte da bezerra". Assim, aprendi a dizer a muito tempo: "está pensando na morte da bezerra?". E com o tempo surgiram variações: "e a bezerra, morreu de quê?". De onde surgem tais expressões? Sou curiosa sobre coisas desse tipo. Hoje em dia, sabendo como sei perfeitamente o que significa a frase, já não a digo automaticamente: ou melhor, digo, porém no segundo posterior percebo exatamente aquilo que compreendi sobre a criatura que está ali a pensar sobre o óbito do pobre animal. A isto chamo aprendizado ou amadurecimento, como queiram. Eu sei que não demonstro que aconteça isto comigo mas, enfim, ocorre, vez ou outra.
Entenderam? Não? Paciência.
Esta não foi tão curta.
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Curto porém foi o post. Os posts - é sabido, contudo (kkkk) - como os poemas, tem vida própria: sabe lá o postador o que virá nele quando escreve a primeira palavra!
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Um blog que reúne boa seleção de crônicas: Entrelaços. Leiam a de 06/02/2007, sobre o Big Brother. Eles só não tem links diretos para os posts (como se chama mesmo?) por lá.
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Sempre achei graça na expressão "pensando na morte da bezerra". Assim, aprendi a dizer a muito tempo: "está pensando na morte da bezerra?". E com o tempo surgiram variações: "e a bezerra, morreu de quê?". De onde surgem tais expressões? Sou curiosa sobre coisas desse tipo. Hoje em dia, sabendo como sei perfeitamente o que significa a frase, já não a digo automaticamente: ou melhor, digo, porém no segundo posterior percebo exatamente aquilo que compreendi sobre a criatura que está ali a pensar sobre o óbito do pobre animal. A isto chamo aprendizado ou amadurecimento, como queiram. Eu sei que não demonstro que aconteça isto comigo mas, enfim, ocorre, vez ou outra.
Entenderam? Não? Paciência.
Esta não foi tão curta.
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Curto porém foi o post. Os posts - é sabido, contudo (kkkk) - como os poemas, tem vida própria: sabe lá o postador o que virá nele quando escreve a primeira palavra!
5 de fev. de 2007
Reentré
Do que você gosta?
Preliminarmente: de listas.
O que faz aproximar-me do que não gosto: a cópia.
Que seja. Eu avisei, Vilminha ;-).
Escritos, escritas.
Carnaval, pão e manteiga.
Um jambo roxo, de suculência.
Um suco de pitangas pequenas e ultra-doces recém colhidas
em frente à casa.
Um sossego de uma tarde fresca. Uma rede.
Praia em pôr-de-sol ou nascente. Pôr-de-sol e nascente :
não precisa de mais nada.
Seja caústico ou agridoce o cenário.
Palavras que findam assim: lealdade, verdade.
Outras palavras com mesmo fim.
Concha com som de mar lá dentro.
Descobrir um poema,
um livro, uma canção.
Dias sem fim.
Escolher sem pressa no controle e pegar "aquele" filme do começo.
Sair de casa.
Voltar prá casa.
Estrada, céu, mato, planta.
Caminhar com calma,
um café com calma.
Um pãozinho com manteiga. Quente.
A manteiga derrete salgada umedecendo o branco do miolo, a casca que quebra.
Depois de voltar quando disse "vou ali comprar pão",
indagar "Quer pão?".
O sorriso dos meus. A saudade dos meus.
"O aconchego na cama, a luz apagada". Pés na cama.
Edredon. Arcon.
"Uma Mente Brilhante".
Uma varanda.
Achar o pequeno pássaro entre as folhas.
Aguardar com paciência o movimento que não é do vento.
Ele surge em cores.
Mergulhos. Sal na água, nos olhos. Horas de sal. Boiar em transe.
Cheiro de terra molhada.
Molharem a terra e disserem: "eu adoro esse cheiro".
Sonhar com números.
A pele da criança, o calor do corpo do homem.
O sol queimar e mudar a cor.
A ordem das coisas.
A casa limpa, brilhante.
Água, muita água.
O mar que é feminino.
O céu que sempre muda e no entanto é perfeito.
"Ilusões". Richard Bach.
"Bom dia . Bom dia mesmo".
Preliminarmente: de listas.
O que faz aproximar-me do que não gosto: a cópia.
Que seja. Eu avisei, Vilminha ;-).
Escritos, escritas.
Carnaval, pão e manteiga.
Um jambo roxo, de suculência.
Um suco de pitangas pequenas e ultra-doces recém colhidas
em frente à casa.
Um sossego de uma tarde fresca. Uma rede.
Praia em pôr-de-sol ou nascente. Pôr-de-sol e nascente :
não precisa de mais nada.
Seja caústico ou agridoce o cenário.
Palavras que findam assim: lealdade, verdade.
Outras palavras com mesmo fim.
Concha com som de mar lá dentro.
Descobrir um poema,
um livro, uma canção.
Dias sem fim.
Escolher sem pressa no controle e pegar "aquele" filme do começo.
Sair de casa.
Voltar prá casa.
Estrada, céu, mato, planta.
Caminhar com calma,
um café com calma.
Um pãozinho com manteiga. Quente.
A manteiga derrete salgada umedecendo o branco do miolo, a casca que quebra.
Depois de voltar quando disse "vou ali comprar pão",
indagar "Quer pão?".
O sorriso dos meus. A saudade dos meus.
"O aconchego na cama, a luz apagada". Pés na cama.
Edredon. Arcon.
"Uma Mente Brilhante".
Uma varanda.
Achar o pequeno pássaro entre as folhas.
Aguardar com paciência o movimento que não é do vento.
Ele surge em cores.
Mergulhos. Sal na água, nos olhos. Horas de sal. Boiar em transe.
Cheiro de terra molhada.
Molharem a terra e disserem: "eu adoro esse cheiro".
Sonhar com números.
A pele da criança, o calor do corpo do homem.
O sol queimar e mudar a cor.
A ordem das coisas.
A casa limpa, brilhante.
Água, muita água.
O mar que é feminino.
O céu que sempre muda e no entanto é perfeito.
"Ilusões". Richard Bach.
"Bom dia . Bom dia mesmo".
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