26 de jan. de 2006

Depois das últimas

O mundo pop desde a adolescência me atraiu, e a atração permaneceu com a idade - porque a alma manteve-se burra e jovem mesmo superada a barreira dos trinta. Porém, há algo que não consigo entender: a MTV. Eu começo a assistir e até suporto alguns minutos, mas logo logo me vem a mente a seguinte questão: qual o problema com esse povo? Prá que tanta máscara? Fico muitas vezes com dúvidas sobre onde termina a face e começa a capa, e vice-versa... Mas não é apenas com o mundo pop que tenho tal problema, afinal...

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O acaso vai me proteger enquanto eu ficar distraído

Sempre que escuto o verso penso em mim mesma, e em meus trinta e poucos anos. Foi assim: no dia em que comecei a pensar muito no que faria depois, a fila, que andava que era uma beleza, começou a empacar. O destino não gosta muito que nele se ponha rédeas, eis a verdade. Certo está o Zeca Pagodinho, que deixa a vida o levar.

Mas na vera, na vera, não acredito em nada disso que escrevi. Não sou tão burrinha assim, ora pois pois.

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Sinceramente, como vocês aguentam tanta choradeira minha? Eu hein, Rosa.

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Roberta Sá cantando Bossa Nova faz você esquecer que a muitos anos está enjoada de Bossa Nova. Prá valer. Se quiserem ouvir, apitem - eu tenho, graças a doce Mari do Céu.

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No trânsito, antes do carro virar uma esquina movimentada. Ela disse: “Deus deve ter muito trabalho para olhar todo mundo, né, mãe?” . Foi a que propósito mesmo? Lembrei. Vieram limpar o párabrisa – neguei. “É porque você não tem trocado, né?” “Também, mas também porque é perigoso abrir o vidro aqui.” “Por que?” “Pode ter ladrão.” Daí, ela veio com a frase. Recife, a cidade mais violenta do Brasil, dissem...



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Notaram que eu voltei, né? Eu sou um prato de papa, definitivamente. Só não venham cobrar assiduidade, pelamordedeus. E coisa trabalhosa, Deus me ajude a não inventar. Ah, adivinhem em que momento resolvi voltar? Não, não foi com o que o Jôka escreveu tão bonito lá nos comments, foi quase. Foi escutando um comercial de carnaval na televisão. Ô, doida, sô... Mais especificamente, a Spock Frevo Orquestra, boa toda. Então, vendo o comercial, percebi que não resistiria a falar aqui sobre o carnaval da terrinha. Irresistível. O que não tem jeito, solucionado está. Eu adoro frevo, adoro música, e adoro blogar. E adoro vocês também. E muitas outras pessoas. Mil beijos.

18 de jan. de 2006

O último Tocando na Cachola?

Faz dias que quero postar isso aqui. Já tá mais que na hora, certo? Tá muito difícil manter esse blog, o pobre não merece ser tão abandonado. Bom, sendo assim, me despeço. Até segunda ordem, quem sabe. Chorem não, senão eu também choro quando tocar na cachola essa aqui... Piegas? Fazer o quê, se é o que eu sou...



"Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu andar
Vou lembrar de você
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus
Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
mas agora adeus
"
(Despedida - Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

15 de jan. de 2006

O melhor dos blogs - num giro de 10 minutos

Juntar imagem e palavra nem sempre funciona como nesta GIF encontrada no blog dessa criatura linda (que eu não consigo nunca chamar de vaca, é contra os princípios dessa nordestina abestada, embora eu ache uma fofa imagem a imagem da vaquinha)...



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Do sítio do Nilson, o Nosso Quintana, poesia que se respira...

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O sempre bom Canoa Furada, do Marcus, voltando de viagem... Tem foto de casa de cabeça prá baixo, música do Madre Deus e notícias sobre falsos programas anti-spyware(ui) ...

8 de jan. de 2006

Pernambucanidades

Restauração do Chanteclair tem nova alteração - Projeto teve orçamento reduzido e sofreu mudança na arrumação interna do edifício. Café-concerto foi retirado da proposta

A restauração do Conjunto Chanteclair, novela que se desenrola há quase cinco anos, foi novamente alterada. Desta vez a mudança recai sobre o valor da obra e a arrumação interna do edifício, que ocupa um quarteirão na esquina do Cais da Alfândega com a Avenida Marquês de Olinda, no Bairro do Recife.




Conjunto Chanteclair? Como são chiques estes arquitetos e investidores... Gente, o Chanteclair era o mais chique puteiro do Recife! Olha, que eu conheço antigos frequentadores, hehehehehe!

Mudando de assunto, bem que eu queria ver uma fotinha do dito-cujo cabaré (da fachada, gente, da fachada...)...


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Um baita de bom fotoblog da minha cidade. Visitem e percam o fôlego.

Update - Link corrigido, Dom Jôka!

Domingueiras

Se você se conforma, a vida vira uma bosta. Pense nisso, olhe o sol de domingo e vá fritar seu peixe, Dona Maria, que a fila tá andando.

Amanheci com cara de livro de auto-ajuda, ora pois pois.

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Coleções: de cabelos, de sementes, de chaveiros. A última onda da imperatriz aqui de casa.

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Nessa noite os boêmios de plantão me agraciaram com Beatles a noite toda, um primor. Até compensou essa britadeira que acordou cedo (para os outros, não para mim) e tirou Helena Meirelles da cachola na matinal.

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Li na Cássia que Gil e Caê andam brigando por conta de verbas do Ministério. E agora o Caetano quer ser ministro tambémé? Hahahahahahahahah. Nossa, que precipitação, confesso que nem sei direito do que se trata (ando com uma preguiça para assuntos sérios assim...) “No entretanto”, estou me coçando para saber direito, é vero...

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Anos e anos de “Ruindows” e continuo sem compreendê-lo (ô, relação conturbada): prumode tem que travar o Internet Explorer quando trava o AVG? Eca. Os computadores lembram demais os seres humanos (é o velho problema da criatura imitar o criador).

Prá tu, o "Tocando na Cachola" de hoje

Conheci muitas pessoas doces ao longo da vida; elas se sucederam, infinitamente, o tempo todo. A minha premissa é: sou uma pessoinha do bem, daí atraio gente boa (e foda-se a modéstia - foram vocês que me deram esse apelido, eu não tenho nada com isso, sou uma peste). Sim, concluindo, os semelhantes se atraem (o que não exclui a máxima absoluta inversa, “os opostos se atraem” – ainda que haja quem creia que "eles não se misturam", heheheh).

Então, sempre foi assim. A minha passagem por esse mundico tem sido marcada pela presença de algumas criaturas que eu jamais esquecerei - ainda que do aniversário delas, de vez em quando, eu esqueça. Então. Tem certa pessoa que foi uma das primeiras que apareceu assim, feito uma paisagem bonita para a gente apreciar, ficar olhando, se emocionando o tempo todo, de tanto olhar. Eu era bem bobinha na época, fiquei besta com tudo aquilo. Foi minha melhor amiga um bom tempo, eu ainda a considero assim, não sei se a recíproca é verdadeira, mas não me preocupo com isso. Ela brilhava todo o tempo, e quem estava perto era automaticamente sugado para seu buraco-negro-de-luz. Essa música me lembra ela, sem um pingo de sacanagem, por favor.
E me traz fatalmente até ele, aí na foto.



"Luz e sentido e palavra -
Palavra é que o coração não pensa.

Ontem faltou água
Anteontem faltou luz
Teve torcida gritando quando a luz voltou.
Não falo como você fala
Mas vejo bem o que você me diz.

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo
Prefiro acreditar no mundo do meu jeito.
E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?

O que sinto muitas vezes faz sentido
E outras vezes não descubro o motivo
Que me explica porque é que não consigo
Ver sentido no que sinto, o que procuro
O que desejo e o que faz parte do meu mundo.

O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo.
Vai, vem embora e volta:
todos têm, todos têm
suas próprias razões.

Qual foi a semente que você plantou?
Tudo acontece ao mesmo tempo
Nem eu mesmo sei direito
O que está acontecendo
E daí, de hoje em diante,
Todo dia vai ser o dia mais importante.

Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer: estarei aqui.

Não digo nada, espero o vendaval passar.
Por enquanto eu não sei - o que você me falou
Me fez rir e pensar.
Por que estou tão preocupado por estar tão preocupado assim?

Mesmo se eu cantasse
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções do mundo...
Sou bicho do mato mas,
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer: estarei aqui.

Ou então não terá jamais a chave do meu coração.
(Eu era um lobisomem juvenil - Renato Russo)

5 de jan. de 2006

Dois Brasileiros

Já é uma certa tradição aqui no Maio os posts sobre filmes brasileiros, e muitas vezes aos pares, correto? Comecemos o ano, ora pois pois. Dos filmes, um é assistível; o outro, nem tanto, mas vale a pena assistir. Durma-se com tamanho barulho.

Mais uma vez Amor é o primeiro, com os globais Dan “Tom Hanks” Stulbach e a gostosona Juliana “bota gostosona nisso” Paes, a Boa. Uma comédia romântica com todos os pontos, is, circunflexos, e vírgulas. Muitas vírgulas. Funciona para alguns, os ultra-românticos como eu, por exemplo, até segundo aviso. Tem ritmo, portanto funciona também para os que meramente buscam diversão, ainda mais com uma “estampa” daquelas, Dona Juliana. Como diria o Faustão, dessa vez seu marido vai assistir com gosto uma comédia romântica com a senhora, madame, não tenha dúvidas. Mais tarde, ele vai até sonhar com o filme, heheheheheh... No resumo da ópera, todos ganham, esteja certa!

Nininanão, não vou colar fotinha (in)decente da moça por aqui não, usem a imaginação! Ou o Google!

Passada a animação, resta a realidade. A Juliana Paes trabalha mal, algo que ela até vinha escondendo direitinho (ao menos prá mim!), nos últimos tempos, depois da fama (Alguém lembra dela antes da fama? Eu lembro). Ela tenta, tenta, a pobrezinha, mas não consegue espantar o exagero, no papel de uma porra-louquinha apaixonada por um certinho durante vinte e cinco anos. Ela é tão fraca como comediante quanto é linda e sensual nas cenas calientes. E nas cenas dramáticas ela é um desacerto só. Resumindo, ela só é “boa” mesmo no filme na hora de trepar. Sério. Coitada.

O Dan Stulbach também se esforça, e o resultado de seu esforço é bem mais satisfatório que o da moça, embora pudesse ser melhor. É um ator que me agrada, não por parecer com Tom Hanks (o que seria óbvio demais!), nem mesmo porque de vez em quando o confundo com o Caco Ciocler (outro global de que definitivamente gosto, com ponto final). Eu o acho interessante desde os tempos em que dava raquetadas naquela moça da novela das oito, por ser o tipo de ator que veste com completude os papéis que lhe entregam. Nem sei se isto é o ideal, pois, sendo assim, parece que não sobra nada da alma do ator na hora de encenação, certo? É como colocar uma máscara que encobre seu dono. Mas, enfim, aprecio atores com tal característica.

No filme, porém, o Dan podia estar melhor. Também sobra exagero na sua atuação em muitos momentos da trama. Resta que o personagem ficou estereotipado, tal como a a outra protagonista; se foi intencional por parte da direção, não sei, o fato é que o resultado é ruim.

No mais, apesar de tudo, o filme tem ritmo, e prende. A história é gostosa, repito, para os românticos. Não por conta da trilha sonora, que não ajuda. Há boas músicas, porém mal colocadas, pecou-se por excesso também na tentativa de mostrar com elas a passagem do tempo. Há alguns bons coadjuvantes, como a mãe carioca do Dan (ali sim, uma comediante em carne e osso), ou a esposa soçaite obviamente mal-amada, ainda que não intencionalmente mal-amada.

Está bom deste filme, falei muito. O segundo filme é Cronicamente Inviável. Muita gente que viu agora deverá suspirar e pensar “Vixe...”. Ou não. Mas, enfim, é “vixe” mesmo...

Cronicamente Inviável é um filme estranho e de difícil digestão. É do tipo ame ou odeie ou fique na dúvida (eu sou deste último time). Começando pelo seu formato, que mistura ficção e documentário, de uma modo pouco convencional. Não se trata de jogar cenas reais como cenário para o enredo (o que é comum em filmes que se passam em momentos históricos, por exemplo), a escolha foi pelo modelo de documentário narrado num filme ficcional, que não fala nadica de ficção, e sim de realidade, a mais pura e cruel. Durma-se... Muito esquisito mesmo, só vendo para entender. Sobre algumas cenas, tive inclusive dúvida se eram reais ou não, de tanta autenticidade que traziam.

Os atores não são problema neste filme, mas também não são, nem de perto, as vedetes. São só elementos da engrenagem. E funcionam. Não há Protagonistas, com maiúscula, mas há alguns personagens importantes. O mesmo Dan Stulbach, na pele do moço-do-Sul-que-vem-fazer-a-vida–no-Sudeste-e-que-se-atrapalha. A Dira Paes, sempre Dira Paes. Sou apaixonada por essa atriz, sem sacanagem. Ela tá perfeita, como sempre, um reloginho, eu diria. Daniel Filho, Betty Goffman, Cécil Thyré, todos muito bem. Sem problema.

O foco deste filme são seus temas. O melhor, seu tema. O carro-chefe. O Brasil e sua inviabilidade, resumindo. Como expliquei para minha irmã, Cronicamente Inviável trata de tudo que há de ruim no país. Tráfico de crianças, tráfico de órgãos. Prostituição. Hipocrisia. Exploração de minorias, em todos os sentidos. É um bom filme, mas de difícil digestão e compreensão, repito. Eu precisarei ver mais uma vez para falar mais. Fico por aqui, portanto. Em todo caso, vale a pena arriscar.

4 de jan. de 2006

"Aiaiai, minha pipa tá no ar"



Conta aí uma, tu já empinou papagaio? Sem sacanagem (esqueçam o Sandro Becker, por favor - para quem não sabe, ele é o autor desta que está no título e de algumas outras pérolas do cancioneiro brega nordestino, e quase morreu de fazer sucesso lá pelo fim da década de 70). Pois se não já empinou, não sabe o que está perdendo.

Descobrir certos prazeres depois de velha é mesmo uma delícia, senhores. Na próxima encarnação eu vou nascer homem, está decidido, e vou poder brincar na rua quando for criança, porque afinal, o tempo é algo relativo, e eu voltarei no passado...

Telemar

A razão da minha ausência está aqui. Agradeço o link a Naomi, já que no site da Telemar consta o velho gráfico do tarifação por pulsos" - acredite se quiser...

Pára tudo.

Acabo de ter a brilhante idéia de discar o 103 da Telemar, onde um moço simpático (hein?) explicou-me que ainda não está vingando a cobrança por minuto alardeada na mídia. Que será em janeiro, mas a Telemar ainda não sabe quando começa. Mas que será em janeiro (o que contraria a informação ouvida em certo telejornal de que iniciaria em março), sim, senhora. E que ninguém a Anatel ainda não contou a Telemar qual será a tarifa.

Hein?

30 de dez. de 2005

Feliz ano novo, sim senhor

O que há de bom nas crises é que, com elas, se aprende. Um dia, se aprende, estou certa disso. Pode custar, eis a parte ruim. A parte boa é que o aprendizado dura para todo sempre.

Não sou emissora de tv para fazer retrospectiva, mas .. eita ano difícil esse de 2005, hein? "Algo me diz" (o que será, meu Deus?) que foi assim para a grande maioria das pessoas. Crise na economia, na política, essas "pequenas coisas" (riam, leitores) que se refletem em nossas vidas, esmagando a realidade bruta do day by day dos não-poderosos. Sim, eu sei, que você está - e eu também estou - emputecido com os doze mil e não sei quanto que está nos bolsos dos congressistas, para engordar o reveillon deles. Também não esqueci que 2006 será mais um ano de puxa-saquismo daqueles, até, quiça, quinze de novembro. Mas, isso não é tudo na vida, né? Ah, vocês sabem disso, eu sei que sabem...

Lá vem a boba alegre, dirão vocês... Ela já já chega, não se decepcionem...

Sabem o que é bom se pensar quando a cabeça quer estourar com tudo isso “e um pouco mais” (bote “um pouco mais” nisso!)? Quando você caminha, quem é que sente as pedrinhas na sola do pé? Na hora de olhar o mundo, são os outros que olham por você? E se admiram com, sei lá, o azul do céu, uma pessoa bonita que passa, a chuva caindo nas árvores?

Quando não se tem mais para onde ir, é bom pensar: quem vive a sua vida é você. É, quem paga suas contas (ou não) é você, e é você também que lava suas calcinhas e cuecas (ou a sua mulher ou empregada ou a sua máquina de lavar, vai, dá no mesmo, foi você que arranjou o acerto). Quando chega a hora de votar, o dedão que se enfia no teclado é o seu. É isto mesmo, eu acredito na máxima “cada povo tem o governo que merece”. Seu filho é malcriado? Quem o criou mal foi você. E seu casamento está uma boa merda? A culpa é de vocês. É isso aí. Vamos parar com essa onda de colocar a culpa no próximo. Eis minha dica de final de ano.

Antes que fale mais alguma merda, um parênteses (mais um). Falo tudo isso com a ciência de saber, *mais ou menos*, quem está a ler esse blog. Não somos os desprovidos de tudo. Ainda não aconteceu a tal inclusão digital no nosso país, e sei que não há como os verdadeiramente excluídos estarem por aqui - o que me deixa triste. Se estiverem, espero que perdoem as palavras. De fato, me parece um contrasenso que isto ocorra, mas enfim... Resumindo: eu não estou falando com quem não pode mesmo mover as linhas da própria vida. Sim, você que imagina serem elas uma invenção talvez da Globo ou da Heloísa Helena, elas existem. Se você puder andar de ônibus numa linha suburbana de alguma grande cidade, de preferência no centro antigo, talvez entenda do que falo. Uma outra boa dica talvez seja pegar alguma estrada que corte a região canavieira no Nordeste (tá, eu sei que essa é mais difícil...). Entrar num favela pode ser um risco, mas vai com certeza te ensinar algumas coisas.

Por outro lado, tenham cuidado para não se incluirem na categoria a que me referi. É um perigo, corram se virem essa idéia no seu caminho. Avaliem bem o significado da expressão “excluído”. Não é porque você não tem computador ou internet em casa que você é o excluído de que falo. Ou porque você ande de ônibus: eu ando de vez em quando de ônibus, e nem em sonho sou uma excluída.

Fim do parênteses. Ponto.

Minha mensagem de final de ano não está nada bonita, né? Não, não, não, eu não estou chateada, está tudo bem legal. Eu continuo querendo muito muito mesmo que vocês todos tenham um reveillon maravilhoso, sim, senhor, e que todos os desejos de seus corações se realizem no novo ano que está chegando. Mas dêem um forcinha para a pobre da vida, né? Papai-do-céu é pai, não é padrasto, mas nem pai aguenta tudo sempre, não é mesmo? Por mim, vou fazer tudo para ajudar ele (o pai) e ela (a mãe-vida).

27 de dez. de 2005

Pense numa homenagem...

Terra - Ronaldinho vira personagem de Mauricio de Sousa

O melhor jogador do mundo na atualidade vai ganhar o universo dos quadrinhos no traço de Maurício de Sousa. O desenhista vai a Porto Alegre nesta quarta junto do jogador Ronaldinho Gaúcho para o lançamento do personagem "Ronaldinho", o novo integrante da Turma da Mônica.

Se bem que eu ainda preferiria o Robinho... Obviamente, o gaúcho dá muito mais traço (visualmente falando...).

25 de dez. de 2005

Do meu amor e eu

Porque recordar é viver, sempre.

"E se hoje não fosse essa estrada
Se a noite não tivesse tanto atalho
O amanhã não fosse tão distante
Solidão seria nada pra você

Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir o seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama... outra vez

Meu reflexo não consigo ver na água
Nem fazer canções sem nenhuma dor
Nem ouvir o eco dos meus passos
Nem lembrar meu nome quando alguém chamou

Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir o seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama... outra vez

Há beleza no rio do meu canto
Há beleza em tudo o que há no céu
Porém nada com certeza é mais bonito
Quando lembro dos olhos do meu bem

Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir o seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama... outra vez
"
(O Amanhã é Distante - Bob Dylan - versão: Geraldo Azevedo/Babau)

Cuma, Babau?

Aos Filhos de Capricórnio



"Madrepérola de cor
a teimosia tá no ar
signo da terra, da percussão
a dúvida não tem lugar
signo de capricórnio, ser
como se fosse escalar
a montanha negra do dia a dia
não saberia sonhar
signo da segurança total
signo da persistência, e afinal
na versão mais infinita do ser
capricórnio inda precisa aprender
que da estranha forma do caracol
foi que se inventou a clave de sol
simbolismo do prazer
tudo mágica ser"
(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

Eis o signo do homem da montanha d'água, alguém conhece o homem da montanha d'água?

Rapidinhas da noite alta

O Repórter Vesgo tem um blog. Isso, isso, isso. Mas tá sem atualização desde setembro. O Rodrigo Scarpa também. Mas tá fora do ar. Oxe. Então porque tô postando isso aqui?

Consta no blog citado que a comunidade orkutiana do Vesgo já tem mais de 190 mil associados. Não fui lá checar, óbvio. Mas pensei numa comparação interessante. São João do Tigre das brenhas paraibanas tem pouco mais de 4.500. Hein?

Não dá para acreditar que tem São João do Tigre na Wikipédia. Tô pasma.

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"Não diga nada sobre meus defeitos, eu não me lembro mais quem me deixou assim". Eita, nó... Não estranhem, tô blogando alto.

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Não, não fui assistir ao Baile do Menino Deus no centro da cidade, de novo, mais uma vez. Sim, foi por uma boa causa.

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Cheiro de bacon fritando. Quem é o miserento que tá me fazendo esse favor? Comeu pouca porcaria no natal, foi?

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Sim, eu sei, estou devendo o post aos filhos de capricórnio. Deus querendo e a carroça ajudando ele sai ainda hoje (gostaram da nova versão política-religiosamente correta do velho ditado?). Quiça antes que os pobre interneteiros-sem-banda-larga fiquem sem o são-domingos-e-feriados-do-pulso-único.

Eu quero a tradução (decente, por favor)

"Todas las mañanas que viví
todas las calles donde me escondí
el encantamiento de un amor
el sacrificio de mis padres
los zapatos de charol.

Los domingos en el club
sólo que Cristo sigue allí en la cruz
las columnas en la catedral
y la tribuna grita gol el lunes por La Capital.
Todos yiran y yiran
todos bajo el sol
se proyecta la vida
mariposa technicolor.

Cada vez que me miras
cada sensación
se proyecta la vida
mariposa technicolor.

Y sus caras de resignación
los ví felices llenos de dolor
ellas cocinaban arroz
se levantaba sus principios de
sutil emperador.

Todo al fin sucedió
sólo que el tiempo no los esperó
la melancolía de morir en este mundo
y de vivir sin una estúpida razón
todos yiran y yiran
todos bajo el sol
se proyecta la vida
mariposa technicolor.

Cada vez que me miras
cada sensación
se proyecta la vida
mariposa technicolor.

Yo te conozco de antes
desde antes del ayer
yo te conozco de antes
cuando me fui no me alejé
llevo la voz cantante
llevo la luz del tren
llevo un destino errante
llevo tus marcas en mi piel
y hoy sólo te vuelo a ver
y hoy sólo te vuelo a ver.
"

(Sempre, sempre, Fito Paez - Mariposa Technicolor)

23 de dez. de 2005

Plantão extra. De natal.

Meus queridos.
Não dava para deixar passar o natal sem uma palavrinha, por rápida que fosse, para os amigos virtuais amados que me acompanham no dia-a-dia dos dias do ano que não é feito apenas por dias de natal, ano-novo, festa, aniversário e afins, certo?
Isso aqui deve ser quase como um casamento (vixe, que meda, hehehehe...) na saúde e na doença, creio eu.
Então, desejo a todos um natal com todas as coisas boas que possam alegrar o coração de cada coração que vem aqui me ler durante o ano todo.
Que o menino Deus não saia nunca de junto de todos vocês, com direito a anjinhos, sinos, renas e papais-noéis. E para quem não "apreceia" a tudo isso, que venha com aquilo que faça os olhinhos de todos vocês brilharem...



"José carpinteiro
procura agasalho
Maria descansa
Tão linda nas palhas
Belém abre as portas
Banhada de luz
A estrela já trouxe o menino Jesus"
(Baile do Menino Deus - Uma brincadeira de natal)

21 de dez. de 2005

Hollydays

Estamos de férias. Primeiro, eu, depois, ele, o Maio. Talvez, quem sabe, tenhamos um Plantão extra, ou outro. Ou não.

18 de dez. de 2005

A realidade incontestável...

... é que tô sentindo uma saudade fudida dos meus amigos queridos.

Não vou postar aqui mais música deles, só o que posso é contar a que tá tocando na cachola : Blue Riviera. Sá, Rodrix & Guarabira de novo mais uma vez.

Vou ali correndo escrever para uma pessoa que está além-mar...

17 de dez. de 2005

Tocando na cachola



"Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida

dentro da baleia a vida é tão mais fácil
nada incomoda o silêncio e a paz de jonas
quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora
a baleia é mais segura que um grande navio

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida
até subir pro céu
"
(Mestre Jonas, Sá Rodrix & Guarabira)

'Por coincidência', assisti hoje na Cultura (CineClub Brasil) Durval Discos (filme brasileiro 'bastantemente' recomendável - se você não se importa muito com uma boa dose de doideira), em cuja trilha sonora consta essa preciosidade musical. Site oficial : este.

Ah, teve também Dois Filhos de Francisco esta semana, e eu chorei sim na cena das crianças em cas... ops, não conto. Vão ver e chorem também. Destaque especial para a Dira Paes, como sempre (para mim, é das melhores da atualidade). Gostei do filme, e até da trilha sonora (música caipira mais tradicional), mesmo de É o amor. Não que eu vá comprar um disco do Zezé de Camargo e Luciano por conta disso, certo, mas a trilha talvez até eu comprasse, num sabe, se o dinheiro sobrasse...

E o mulungu rendeu posts...

... ainda que não dê frutos, Cássia.

Muito bem, bem, bem.

"MULUNGU - Erythrina Mulungu
Planta originária do Nordeste brasileiro, com propriedades calmantes. "
(Da página da UFMS, . Bem boa a relação, vale uma olhada.)

Sobre as propriedades calmantes: de fato. Já foi experimentada nesta casa a colocação de folhas dentro da fronha, para debelar a insônia (não, fui eu a cobaia, :-P). Funciona verdadeiramente.

Parênteses.

Antes de qualquer coisa: há duas espécies de "Mulungus". Uma com flores grandes, vermelho-coral. Essa aqui. Não confundir com o meu mulungu, que tem "as flores menores, normalmente mais claras e possui sementes de cor parda.

Nativa desde São Paulo e Mato Grosso do Sul até Tocantis e Bahia.Esta espécie é usada popularmente como medicinal, inseticida e veneno para peixe.Desta espécie usa-se a casca (a semente é mais tóxica) como sedativo para ansiedade, tosse nervosa, agitação psicomotora e insônia; asma, bronquite, hepatite, gengivite, inflamações hepáticas e esplênicas, febres intermitentes.

Secar bem a casca (à sombra ou dentro de saco de papel) e transforme-a em pó. Coloque uma colher das de sobremesa do pó e coloque em uma xícara média. Adicione água fervente. Espere esfriar e beba antes de deitar, para insônia. Para os demais fins pode-se usar de 12 em 12 hs.
(fonte)"

Vou ver se experimento fazer o chá. Se descobrir como tirar as sementes, aceito encomendas. Hummm, acho que já sei a quem perguntar...