15 de abr. de 2008

Ladrão que rouba ladrão!

No tempo que era uma pré-adolescente (preteen, nos dias de hoje, afe), lá no Colégio fizemos uma peça sobre essa frase (que disseram ser do Rui Barbosa, tenho porém minhas dúvidas)...

Apenas para justificar a colagem de minha foto gerada pelo Warholizer(!), que roubei da Palpi, que roubou daqui...

Roubar, palavra feia. Não se aplica a este mundo de internet. É que não me acostumo, embora esqueça de indicar fontes de vez em quando e já tenha levado minhas cacetadas...






















Hehehehe, gostei da brincadeira.


------


Vou falar de algo que não ia: outro dia apareceu-me aqui certa criatura a falar que falo muita abobrinha, mas disse isso sem delicadeza alguma (ou amanheceu de TPM ou não deu umazinha, a criatura, naquele dia). Bani, e não me arrependo. Respondo agora, contudo, mais calma: criatura, falo abobrinha mesmo. E você lê e se presta a fazer três comentários sobre isto porque não tem mais a fazer, ou tem, como eu, porém possui uma personalidade por um lado bastante adolescente que utiliza para relaxar de sua vida estressante. O que sei, contudo, é que minha atitude é milhares melhor que a sua, porque pelo menos não lembro de aqui ofender a Seu Ninguém, diferente de você (se já o fiz, os amigos podem recordar, os inimigos vão catar coquinhos). Então querida(o), espalhe amor. Não à guerra, tá? Ou então vai lá, dá uma, depois volta melhorzinha.

(Não sei porque só penso que isso é coisa de mulher, que preconceito...)

13 de abr. de 2008

Diva

Maria Bethânia é feia mas no palco, de longe, fica bonita, porque é elegante, charmosa e sensual, acreditem. E canta com explosão e completo domínio de tudo e de todos, inclusive da Omara. A Omara que me desculpe. Mas é que ela não é para um showzaço-produçãozaço daqueles. Ideal para algo mais intimista. A voz dela é pequena para um teatro imenso, ou talvez essa questão foi mal tratada pela produção. Aliás foi a única coisa ruim do show. Não se ouvia bem a Omara. No mais, tudo perfeito.

Quando a Bethânia começou a cantar, fiquei por alguns minutos arrepiada. Ótimo, ótimo, ótimo, como adoro essa sensação.

Não tirei fotos, mas todas as trocentas pessoas que lá estavam tiraram. É um espetáculo a parte, do alto as dezenas de celulares acesos, lindo. Pegando emprestado, pois.



Fonte: aqui.

5 de abr. de 2008

Eu vou!




Depois conto.



2 de abr. de 2008

Mãe...

... por filha artista.





Gostou?

1 de abr. de 2008

April Fool´s Day

Ok, ok, o Dia da Mentira é um dia alegre e gracioso. Dia de pregar peças, não é? As crianças adoram. É o Dia das Mentirinhas, podemos dizer. Já os demais dias, todos eles, são Dias da Mentira. Mentimos diariamente, sendo básico para a vivência social, às vezes uma necessidade, e para alguns um prazer ou vício. Fica ao gosto do freguês. Há até mesmo o "mentir para si mesmo", natural nos tolos, românticos, cegos, indisciplinados, e por aí vai. Por exemplo, passei o dia inteiro a mentir para mim mesmo que esta noite estudaria e cá estou. Como vêem, mentir é tão comum que se poderia mudar o dicionário : mentira seria apenas o anverso da verdade quando ofende, intensamente. Porque a verdade é algo muito, muito fugaz. A verdade é o verdadeiro mistério da vida. "Ai de mim senhora natureza humana". "Olhar as coisas como são, quem dera..."



Loki, Deus nórdico dos truques e brincadeiras.


"Mentira lo que dice
Mentira lo que da
Mentira lo que hace
Mentira lo que va

La Mentira..

Mentira la mentira
Mentira la verdad
Mentira lo que cuece
Bajo la oscuridad

Mentira, Mentira, la Mentira

Mentira el amor
Mentira el sabor
Mentira la que manda
Mentira comanda

Mentira, Mentira, la Mentira

Mentira la tristeza
Cuando empieza
Mentira no se va
Mentira, Mentira

La Mentira...

Mentira no se borra
Mentira no se olvida
Mentira, la mentira

Mentira cuando llega
Mentira nunca se va

Mentira

Mentira la mentira
Mentira la verdad

Todo es mentira en este mundo
Todo es mentira la verdad
Todo es mentira yo me digo
Todo es mentira ¿Por qué será?
"
(Mentira - Manu Chao)

27 de mar. de 2008

Mistérios, again

Me lançaram um desafio.

Cumprido (Salve, salve, Santa Mula). De quebra ainda aprendi a usar o Goear.

Escutem, tá?

Agora esse mistério pelo menos acabou.


Tristeza

Nunca sei realmente se a música me salva ou me mata.

Se é boa ou má companhia. Porque alivia mas também magoa. Por que a beleza tem que ser sempre assim? Ou é apenas um reflexo do repositório dela que sou?

25 de mar. de 2008

Joyce canta...

... saudades de fim de tarde!

Ê manteiga derretida véia!


"De quem falo me acha direita
Se casa comigo, se rola e se deita
Me namora quando não devia
E quando eu queria me deixa na mesa
De quem falo me fala macio
E finge que entende o que nem escutou
Me adora e me quer tão somente
Enquanto que mente é o que acreditou
Esse homem que passa na rua
Que encontro na festa e me vira a cabeça
É aquele que me quer só sua
E ao mesmo tempo que eu seja mais uma
De quem falo ele é feio e bonito
Mais velho e menino, meu melhor amigo
É o homem da cor brasileira
a loucura e a besteira que dorme comigo.
"
(Da Cor Brasileira - Joyce)




Captado aqui.


----------


Essa conversa de manteiga derretida me lembrou a cena que vi naquele programa de pegadinhas da noitinha ("Sorria, você está na Record!"). Um casal de velhinhos se beija apaixonadamente num shopping e todos ficavam olhando, espantados.

Tenho pensado na velhice, ultimamente. É fatal que um dia se pense nela, na verdade é necessário. Já não tenho mais vinte anos (apesar da carinha de 22, kkkk), tô chegando aos quarenta, e não serei a primeira a ficar para semente. Não sinto isso, mas é fato. Não sentindo, pois, que eu pense ao menos um pouco na velhice. Na velhice não. No passar do tempo. Assim é um bom começo.

Olho minha pele firme e penso: vai enrugar. Olhe sua mãe, criatura. Muito estranho tudo isso será, melhor então preparar o terreno. Será que não mais quererei beijar na boca um dia, de tão velha que estarei? Só porque minha boca vai estar murcha? Acho difícil, espero que não. Hoje escutei uma frase de alguém que não aprecio que talvez expresse o paradoxo de ser velho: "ter uma mente de vinte num corpo de sessenta é um problema". Rapaz, deve ser mesmo. Já começo a perceber tal desavença. Talvez a Palpi tenha que me ensinar um bocado de seus OMMMMMMMSSSS para que eu consiga passar por mais essa. Afinal, a última metamorfose quase me quebra: sair da adolescência. É, saí outro dia. Quer dizer, creio que saí. Saí? Saí nada. Hoje de tarde 'tava mandando torpedo pelo celular... Aijisus, não acredito que contei isso....

23 de mar. de 2008

Sem palavras





Percebem? Só letrinhas soltas.


Ah, mas Feliz Páscoa prá todos. Aqui tudo na paz. Aliás, estive uns dias fora, lá em Pasárgada, o lugar para onde vou, Dona Kênia. "Lá sou amigo do rei", num sabe?


----------

Pergunta básica? Por que todos conseguem comprar passagens em promoção pela internet e eu não? Paciência pouca?


----------


Falar em interrogações, anturdia descobri que estou velha meeessssmoooo. Minha filha agora me ensina português. Errei uma questão de concurso sobre "por que", "por quê", "porque". Ela veio me tirar dúvidas. Fiquei muitíssimo indignada em não saber mais algo que um dia soube, confesso.

13 de mar. de 2008

Fito

Inocentemente, fui escutar uma das antigas e idolatradas do Fito Paez, a da Mariposa, ao lado.

Findei escutando outras, e vendo alguns vídeos que julgo serem de músicas mais recentes.

Estou aqui embasbacada de tão boas (as músicas) e bons (os vídeos).

Primeiro posto o vídeo de Si Es Amor. Além de lindíssima a canção (o piano de Fito cada vez melhor), o vídeo é excelente. Vale a pena ver.


"y si es amor, comeremos en la misma mesa
y si es amor, lo que nunca compartimos
las vidas que no vivimos juntos, las miradas que esquivamos
las mentiras que dañaron
nada nos importará si es amor…
"





Agora, El cuarto de al lado. Não preciso repetir as palavras.


"La vida es la reina madre de la inmensidad
La que agita las fieras, la que acerca los corazones
La música es la reina madre y no se hable más
Silencio que a llegado ella con sus alas y flores
"


12 de mar. de 2008

Chove chuva que vai pingando
Pingos de chuva que brilham no ar.





É na chuva que vai chegando
Toda a floresta começa a cantar.





Sua canção, sua canção
Pling, ploc, pling, ploc.






Homenagem ao Bambi. Quer dizer, na verdade à beleza e à canção.







Canção completa.

Fotos de Bonito-PE.


------------


A mente nos engana permanentemente. Sou a testemunha viva disto, em todo tipo de questão, das básicas enganações musicais a outras enganações mais sérias. Olha como essa música estava guardada na cachola.


Pinga pinga chuvinha
pinga pinga chuvinha no céu a bailar
Pingos pingos de prata
Pinga pinga cantando a canção do amor
Pinga chuvinha pinga
Pinga chuvinha pinga
dindon dindon



Fala sério... Felizmente a internet existe, este momumento à memória humana. Ou anti-monumento? Prova da nossa incompetência em se tratando de ter memória?

11 de mar. de 2008

Birthdays

Apesar de todo inferno.
Todo calor.
Meninos de rua jogando malabares nos sinais. Sorrindo ou não de rostos grudados nos vidros do carros.
Trânsito caótico.
Violência.
Crescimento desordenado, com tudo que pode surgir de bom e mau em uma cidade que literalmente explode.

Apesar de tudo, Recife é linda e inesquecível. Entra no sangue da gente de um jeito que fica muito difícil de sair.

Vou sentir saudades quando daqui me for. Principalmente destas ruas que foram um dia amenas, da região em que vivo: Aflitos, Rosarinho, Espinheiro. Parque da Jaqueira. O rio. Tá bom, vou me lascar de saudades. Mas ainda falta um pouco, infelizmente, contudo (é um sentimento dúbio). De qualquer maneira, eu sempre soube mesmo que não ia ficar para sempre.




Parque da Jaqueira - captada aqui.


Ai, eu ia esquecendo a razão de tudo isso.

FELIZ ANIVERSÁRIO, cidade linda!

Presentinho:



Como certos bichos,
necessito caminhar estas ruas,
espalhar meu odor e reconhecê-lo entre seus quintais.
As pedras percebem meus passos,
amoldam-se ao peso do corpo.
Os muros são livres
e vagam comigo ao que percorrem meu sussurro.
É leve o sol,a brisa, as faces
que tocam minha pele com olhos serenos
por estes caminhos perpetuamente cravados na memória. .
Reflito-os e transcendo-os.
São seus jardim meus corredores,
minha cama suas esquinas,
sua praça minha mesa farta.
Jamais estarei distante deste lugar.




-----------


O outro aniversariante do período é Meu Filho. Completou um ano de casa hoje (Recife completará 471 amanhã, 12 de março). Quem diria... Só não cresceu muito, coitado, embora aparente boa saúde.

7 de mar. de 2008

Não precisava, mas...

Aquele último post, veio-me a posteriori a idéia, já estava perfeito para o Dia da Mulé. Afinal, que mulher não se encantaria ouvindo o Matt Damon chamando-a "doce namorada"? Nenhuma, né?

Por quê?

Porque, em linhas básicas toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz. Verdade. A pura verdade, Dona Rita... Mulheres não querem poder. Não querem dinheiro. Sexo. Fama. Querem não. Mesmo aquelas que tem, e parecem que fizeram tudo para conseguir. São as "Britney Spears" da vida. "Mães assassinas, filhas de Maria, Polícias femininas, nazijudias, gatas gatunas, queengas no cio, esposas drogadas". Mulheres só querem ser amadas. Vejam só que criaturas tolas. O pior é que nos achamos o máximo por sermos assim, e me incluo no rol. "Margareth Thatchers" são exceções que só confirmam a regra.

Quando estava na primeira facul, anos atrás, alguém me mandou ler Educar para a submissão. Ali estava tudo dito. Fomos criadas para isso. Séculos e séculos de opressão. Foi? Será? Eu tenho algumas dúvidas, porque sou (ou fui) suficientemente aguerrida para duvidar. Ando meio vaca, mas não esqueci algumas coisitas. E, sinceramente, meu sexto sentido me diz que isto não é apenas fruto de condicionamento. Somos vacas porque nascemos para ser. Sabe aquela mensagem que rola direto via email sobre o anjo, a mulher ? Pois é.

E para completar, somos lindas. Não somos? Uma amostra, com a Britney.





E com esta que para mim é a mais bela. Sinceramente, não são apenas os homens que adoram a mulher, Deus também nos ama.



Letícia Sabatella


Uma última verdade, contudo, é esta: embora sejamos amadas pelos homens e por Deus, não nos compreendem ("Toda mulher se faz de coitada", kkkk). Estou muito certa disso. Quem nos entende? Só mesmo os compositores. Ah, os compositores. O Guilherme Arantes, por exemplo. É.


"Que mistério pode haver, na lágrima de uma mulher
Quando abre os seus segredos
Que momentos de aflição há no tremor da sua mão
Onde esconde os seus medos
"


Então, amigas, neste 08 de março, de novo, e pelos dias que se seguem, desejo apenas que vocês sejam muito amadas. Muito, muito, mesmo. Beijos.

5 de mar. de 2008





----



O Jôka chamando-me Sweet Valentine lembrou-me a razão deste apelido (Sweet) com que assino o blog. Na verdade foi justamente da música My Funny Valentine que ele veio, e a razão foi tão somente por ser meu nome Valentina. Presente do caro amigo Nuno (como vai a Su e a prole?), da quase inativa (pena...) lista enanenes. Daí a apaixonar-me pela canção foi fácil, encantadora como ela é. Ainda mais na voz suave e insegura do Matt Damon. Do filme The Talented Mr. Ripley, mas não preciso colar link, decerto vocês já assistiram. Aproveitem a canção para sonhar. Porque "sonhar é simples", afinal. E porque tem de haver algo bom e belo nesta vida, ah, se tem.

4 de mar. de 2008

O Saco

Tem problemas na vida com os quais você precisa lidar como se esvaziasse um saco.



Um saco enorme cheio de tranqueira. Quem o encheu, em geral, foi você mesmo.

Você precisa esvaziar aos poucos, não é uma boa virar de uma vez e secá-lo, pois sua casa pode ficar um lixo. Bom, esta na verdade é apenas uma estratégia, outros preferirão mesmo o barraco e seja o que Deus quiser. A escolha é do freguês.

Ai ai ai, eu gostaria demais de ser menos metafísica, mas isto não é comigo. Sou estranha mesmo. Pior que tenho plena consciência de que isto é coisa de quem não tem o que fazer. O fato contudo é que tenho. Logo, resta-me tão somente a via da justificativa "isto é coisa de quem não tem problema". Problemas sérios, como falta de dinheiro, falta de saúde. Problema, não há quem não os tenha. Mas só valem mesmo a pena estes aí. Os demais são mero lixo, infelizmente algumas vezes não deteriorável.

27 de fev. de 2008

Meus queridos leitores...

... que levantaram o dedo e aos que não...

Amo-os todos vocês, do infinito fundo (e é fundo, acreditem, até tanto que muitas vezes nele me perco) do meu coração.


24 de fev. de 2008

Fotos do fim-de-semana

Tive uma excelente idéia para um post neste fim-de-semana, contudo a esqueci completamente. Uma pena, pois era realmente boa. Assim sendo, seguem fotos que tirei, fingindo que sei tirá-las.



Flores de plástico não morrem.



Que fruta é essa? É um mistério antigo, como os muitos que me habitam.



Olha ela aí de novo.




Uma pausa na vida de fotógrafa para leitura. Uma foto a "la orkut", kkk.



Não sei sinceramente porque continuo escrevendo aqui. Deve ser tão somente para não decepcionar minhas duas últimas leitoras. Obrigada, queridas.

22 de fev. de 2008

Fazenda Felisberto

Sabem aquele lugar que eu sempre visito no sertão?

Tem uma página agora na internet sobre ele, feita por meu afilhado (Que orgulho). Um lindo garoto, aliás, de cabelos louros cacheados, desses que vieram ao mundo para atrapalhar a vidas fêmeas. Mas enfim... visitem São João do Tigre clicando na foto!


21 de fev. de 2008

Poeminha

Meu amigo "Dan Stulbach" mandou-me, olha que belo. Flor Bela Espanca. Que seria de nós sem os amigos verdadeiros?


"Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...

Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela,a soluçar..."

19 de fev. de 2008

"Alertem todos os alarmas que o homem que eu era voltou"

"Queridos Amigos", nova mini-série da Globo.



Gostou?

Eu, sim.

Era já esperado. Gostar desta temática é mesmo a minha cara. Para completar, o personagem principal (Dan Stulbach, na foto) lembra-me muitíssimo um queridíssimo amigo. Contudo, duvidei de que realmente me agradaria, considerando meus pensamentos mais recentes sobre ser a mídia televisão um desperdício de criatividade. A cena inicial porém já me prendeu completamente. E tem ainda a força do texto da Maria Adelaide Amaral. Vamos apenas ver se aguento acompanhar até o final, por conta do horário, e se a qualidade se manterá pelos 24 capítulos que faltam, ou se será como novela, que muitas vezes (em outros tempos eu diria sempre) tem um primeiro bom capítulo e péssimos seguintes. Recomendo, por enquanto.

14 de fev. de 2008

Diga

Onde eu seco esse oceano?
Onde espremo esse limão?
Onde abrigo esta louca?
Esta noite, quando acaba?
Este frio, um dia passa?
Ou vira tudo
palavra,
insônia,
desproteção?

13 de fev. de 2008

Do sertão e otros







Ok, ok. Confesso. Pouca coisa me move, mas este bichinho aí me surpreendeu e, sim, forneceu uma alegria imediata. Ainda que seja triste vê-lo aprisionado. Mas, enfim, se o soltam, agora, ele não dura muito...


Falar de bichinho, estou com saudades de Meu Filho, que está em férias conjugais de sua dona. Deve ser isto este vazio, :-).
Ó, céus, trazei Meu Filho nesta sexta-feira ao lar... Eis sua fotos mais recentes, em uma atividade intelectual e, na sequência, subindo pelas paredes (ou melhor, descendo), não de saudades maternas, ainda.








Outra alegria imediata do dia: a notícia da gravidez de uma amiga que vinha tentando a tempos, tempos. Deu um pipoco no meu coração, e uma brisa macia invadiu-me completamente, por alguns minutos...


Sobre o assunto, olha o bebê... Bebê, bebê, bebê... Não, eu não sucumbirei novamente, eu adoro ser titia...





ps.: O tamanduazinho também é bebê...

O Orkut é uma bomba

Não tentem usar o programa para upload de múltiplas fotos do Orkut. Tentei usar, o que aconteceu? Deu erro algumas vezes, mas não percebi que as fotos tinham sido carregadas. Resumindo: tive que apagar pelo menos umas vinte fotos duplicadas do álbum. Sem direito a delete múltiplo... Eu não tenho mais idade para isto, entre outras coisas...

11 de fev. de 2008

Declaração

Algumas coisas mudaram em mim nos últimos tempos. É público, notório e imutável em meu ser, ainda que meu sorriso permaneça o mesmo, o risonho tom de voz inalterável, e todos estejam absolutamente certos de que sou exatamente a mesmíssima criatura com quem cruzavam a poucos anos passados (como fosse isto possível, tola...)

Hoje creio menos,
vibro menos,
durmo mais,
deixo-estar mais ("Let it be"),
aceito mais...

... por exemplo o tédio, a angústia, dor, solidão, todos estas quinquilharias. Espero que esvazie, não me debato mais, choro como sempre fiz, até que passe, mas agora não resisto, não pretendo resistir. Deixo que doa.

Não me recordo de ter sido em tempo algum tão permissiva assim com o que não deveria suportar. Mas é uma forma de sobrevivência, de fato. A gente acaba descobrindo, um dia, que não é uma "superstar". Aprende a suportar como maneira de preservar a própria sanidade. Aprende que é apenas um ser humano comum não agraciado pelo toque de um anjo concededor de proteção especial, intocável. Sou atingível. Vulnerável. O que menos imaginaria pode me consumir.

Às vezes, tenho minhas dúvidas sobre se passará e se voltarei a sonhar, vibrar, enriquecer-me, acreditar, como antes. Como se fosse má a mudança que se deu. Talvez não, porém. Talvez amadurecer seja isso. Ou talvez esta idéia seja tão somente meu antigo instinto de boba alegre desejando um retorno tímido... improvável, contudo. Melhor assim.

Tudo está tão bem sedimentado em mim que mesmo escrever sobre isto não me afeta, como faria, tempos atrás.

"Let it be..."

8 de fev. de 2008

Ó, eu não acredito

Vejam o clássico do cinema que eu sou, no teste pego lá na Batata.



Vocês acreditam?


-------------------


Falar em cinema, hoje fui assistir Meu Nome não é Johnny. Ando muitíssimo abusada com muitas coisas ultimamente, entre elas cinema, ando sem paciência e sem encontrar filmes que me agradem. Velhice. Mas realmente Meu Nome não é Johnny é completamente recomendável. Sem encanto, mas tecnicamente excelente. E didático, além de tudo. Além do que, assistir Selton Mello atuando é sempre um prazer. Plac-plac-plac.


30 de jan. de 2008

Carnaval 2008

Céus, até aqui as tradições.

Maio,26 sem carnaval não é Maio,26, então "voilá".

Em 2007 houve um lindo post. "É um mar de fantasias da mente os frevos que cantamos no carnaval..." Ulalá. Frevo realmente me emociona com seus metais...

Podiam gravar apenas os instrumentais dos frevos famosos (gosto de selecionar os metais mentalmente, é dos poucos instrumentais que realmente gosto de ouvir). Bobagem. É só comprar cds das orquestras de frevo, como da Spok Frevo Orquestra. Das melhores. Não deixa a dever a nada que possa haver da música da melhor qualidade já criada pela raça humana.

Em 2006 foi a imagem que predominou no meu carnaval. A pedidos. Não brinquei (razões delicadas), mas ele esteve aqui.

Em 2005 não houve, não recordo porque. Mas só não teve aqui, porque sempre tem carnaval todo ano em minha vida (salvo 2006). Até em mais este ano estranho que começa. Eu digo: tem, tem, tem. Aí tem. Tem que ter. "Vai ter que dar, vai ter que dar" (a velha insistência - nesta hora entre até samba).

A Mangueira vai de Pernambuco e Frevo? Ok, este ano não sou Beija Flor. Sou pseudo-torcedora, pois a uns 20 anos não assisto um desfile.

Ô post inútil este...

Vão a porra, melancolias súbitas e desregradas, que os clarins vão tocar.

Assim...




"Se você chegasse, morena
Sem abrir a porta
Sem tocar no trinco
Dando cambalhotas no ar
E trouxesse a vida
Na ponta dos dedos
E a felicidade
Sem nenhum segredo
Se cantasse um samba
E dançasse um frevo
E na primeira troça, morena
Me desse um beijo"
(A Misteriosa - Alceu Valença)


Vão prá esbórnia, colegas, que é bom e faz bem nesse mundo-lêlê sem vez nem voz.

28 de jan. de 2008

Ando assim...



Num desejo louco de hibernar indefinidamente...

Devem ser os hormônios, em baixa, ou alta, sei lá...


---------




Hoje é dia Lego?

25 de jan. de 2008

Adolescentes...



Porque sempre fotografam com os dedinhos em "V"?
Porque sempre esgotam as memórias com fotos iguais?
Porque falam tanto e o tempo todo?
Porque se alimentam tão mal?
Porque dormem tanto?
Porque estão tão certos de ser o shopping o melhor lugar do mundo?
Porque existem, afinal?
Óóóóó, céus!

Adolescentes: as nuvens deste céu.





O que é pior, um adolescente ou um pré-adolescente?

Um pré-adolescente, um adolescente e um pré-pré!


Sobre adolescentes: só é bom ser. Eu que sei.

Emergindo...

... desse mar ...




e desse sol...





Completamente fora de tempo...


UPDATE:

A única produção das férias:


Adormeço.
Apenas as tensas cajaranas observam.
Atrás delas o azul,
mais nada.
Silêncio de sol e vento.


As únicas conclusões das férias: findo HP7 e metade do livro do Norton Juster. O infantil.



NEW UPDATE: Con, Praia de Paripueira - AL.

28 de dez. de 2007

Mergulhando

nas férias...



Só volto em um mês...

Assim espero...

Tichaus...

22 de dez. de 2007




F E L I Z N A T A L !!!



Entrei no clima!

Coisas da natureza humana...

20 de dez. de 2007

Falando a verdade

Final de ano, eu sempre adorei, mas ultimamente, pensem num quipropró.

É aquela coisa maluca dos sentimentos, já normalmente a flor da pele em criaturas esdrúxulas como a que vos fala, enlouquecem por completo.

Chora-se quando a filha-pirralha que brigou com a colega lhe dá um abraço erguendo-a no ar, dizendo ambas "amigas!".

Chora-se ouvindo música ins-tru-men-tal de comercial.

Não se pode ficar só por muito tempo. Dá choro e solidão.

Tem que pegar o telefone para chorar. É foda.

Chora-se por porra nenhuma, eis a verdade.

Para completar, toma-se remédio um dia, cerveja no outro, pensem num lascação.

Só achando graça, definitivamente.

Todo mundo querendo se confraternizar, você também, é das mais animadas.

Ligando o modo FODA-SE. Talvez.

Desculpem o desabafo, mas final de ano, não dá.





!!!!!B U M!!!!!!



Copiando com descaramento mas com créditos...

... algo que me fez bem ler.

Espero que faça bem a mais gente, por isso reproduzo.

"De que outra forma deveríamos amar, se não como se fosse a última vez? Porque o amor é ardiloso e exige dedicação, ardor e entrega para crescer plenamente. De que outra maneira beijar a pessoa amada, se não como se ela fosse a única? Porque o objeto (ou seria o sujeito?) do amor pede devoção e cumplicidade, sob o risco de sentirmos na boca um travo de amargor, rancor e dor. De que outro jeito descansar, se não como um príncipe? Porque nós somos os soberanos das inúmeras realizações diárias que executamos em casa, na escola, na rua ou no trabalho. E se é arroz-e-feijão que se tem para comer, por que não fazê-lo como se fosse o máximo? Não, não é questão de resignar-se com o pouco, mas de ser grato pelo que a vida está oferecendo naquele momento. Festejar a abundância, qualquer um faz. Difícil é enxergar algo onde os outros vêem nada. Tudo isso parece utopia? Pois para mim, são elementos essenciais do prólogo de uma história de vida feliz, que eu procuro escrever todos os dias, uma linha de cada vez. É claro que, em alguns momentos, monossílabos, hiatos, verbos de ligação e pontos finais imperam em parágrafos frios e curtos. Mas há também os capítulos longos, repletos de ditongos, contrações, objetos diretos e indiretos, apostos, parênteses e reticências. Se o final for feliz, melhor. Porque o que interessa mesmo é que o conteúdo dessa escrita seja rico em detalhes e emoções. "

Escrito pelo Demas, do excelente blog Buarqueando, sobre a canção "Construção", do Chico Buarque.

Um bom natal para todos os passantes, ficantes, e para todos os que verdadeiramente amo, de muitas maneiras diversas.

16 de dez. de 2007

Filho...




e mãe...





Filho e mãe.






Procês verem que Kaká prossegue.

E que eu existo, diacho.

Não sou feia feito nessa foto, kkk. É meu pior ângulo, digamos. É leseira não mostrar a cara em blog? É né? Bom, agora já foi, assim meio de banda mas foi.

13 de dez. de 2007

Interação

Um leitor da Palpi dizia "Num mundo em que a regra é interação cada vez maior..."

Ui, chega deu um calafrio.

Em mim, que interajo tão pouco.

Vai ver é a solução dos meus problemas.

Eu queria ser feito essa música:

"No dia em que eu vim mimbora
minha mãe chorava em ai
minha avó chorava em ui
e eu nem olhava prá trás
"

Quando eu for gente grande vou ser igual a essa música. Por que não sou. Sou essa:

"Amo esta isla, soy del Caribe
jamás podría pisar tierra firme,
porque me inhibe.
"

ou essa

"é como tocar o mesmo violão
e nele compor uma nova canção
"

Sou moto-contínuo.

Você, que música é você?

Negros

Não sou sinceramente adepta da temática Consciência Negra, defesa da minoria negra, cotas para negros.

Não sou adepta de defesa de minorias. É uma antipatia por causas diversas deste calibre, porque filosoficamente, creio, não as considero corretas. Se o princípio é de que somos todos iguais, tratemo-nos todos iguais. Sim, sou boa estudante de Direito (agora mais não, sou uma Bela., concluí o curso, mas ainda não tirei a roupa de estudante!), sei o que é o princípio da igualdade, "tratar igual os iguais, e desigual os desiguais". Isto, porém, não me convence, ainda.

É puramente intuitivo, contudo. Não sou dura, portanto. Sou flexível, convencível. É que ultimamente debates políticos cada vez me interessam menos. Culpa do Lula, também, e da velhice, eu acho.

Por isso, a exceção. Para o moço-propaganda da tropa da Consciência Negra.

Lázaro Ramos.





Aí, negão.

Que acho lindo, que admiro. Não é por ser negro, ou branco, ou cinza. Uma das coisas que me desengacha da causa negra é isto: o excesso. Que eles consideram necessário, pelo que entendo. Por exemplo: chamar alguém de "negão" é racismo. Somos afro-americanos (eu, inclusive, a neguinha aqui). Me poupem. Desconhecem que pode ser expressão de carinho e não de preconceito? Assim como chamar de "galego" (termo muito comum na minha terra para designar gente branca e loura)? Eu hein.

Além do mais, para os defensores da causa todos os negros aparentemente são bons. Ou melhor, deixa eu me corrigir: não se deve diferenciá-los por serem negros. Contudo, eles próprios se diferenciam no momento em que solicitam vagas extras e privilegiadas nas universidades. Por motivos históricos, pelos quais os negros tiveram menos chances de boas condições de vida, logo merecem melhor acesso à educação. Durma-se com tal barulho. Esquizofrênico demais para que eu entenda e compartilhe. Embora seja uma pessoa muitas vezes dual até demais (infelizmente), vai ver que sou eu que não alcanço: não excluo tal possibilidade, é certo.

Mas que eles tem um lindo e maravilhoso garoto-propaganda, isto eles têm. A Taís Araújo que deu sorte.

Ê bicho besta, bicho mulher. Todo esse lelê para dizer que o negão é lindo e maravilhoso. Negão, negão, negão. Viva a nossa raça, viva a nossa cor. Kkkk.

9 de dez. de 2007

Domingo

Domingo de manhã, passando pela frente, de repente decidimos entrar.





Hum, fazia tempo que não entrava aqui. Para comprar batinha hippie, bem antes dessa última volta à moda, já finda. Pelo menos uns quinze anos. Casa da Cultura, no centro da cidade.





Lá dentro quase não se ouve português. Italiano, inglês, um sotaque forte saxão e desconhecido. Estranhíssimo. Os ônibus de turismo param na entrada de uma de suas "raios", o nome que se dá a cada um de seus longos corredores. O prédio tem forma de cruz, o que é no mínimo tétrico, considerando que foi por muitos anos um presídio, onde esteve, por exemplo, preso Graciliano Ramos (viram Memórias do Cárcere? Grande filme)





Nas antigas celas funcionam lojas de artesanato. Tudo muito lindo, obviamente. Para turista, obviamente, caríssimo. Mas estou programando uma ida até lá para comprar batinhas hippie, ainda mais baratas ao menos que no shopping. E mais bonitas. Não tirei fotos internas das lojas, que são lindas, porque nem pensei em postá-las no blog, ocorreu-me depois. E como este artesanato aos meus olhos já é tão usual... Não é novidade. Me interessou mais nesta visita a arquitetura do prédio, que eu considero perfeita. Adorava subir as escadas, mas, como vocês podem ver, instalaram ali recentemente elevadores. Tres chic.





Mais fotos. Aproveitem, porque estive lendo não sei onde que a internet em alguns anos sofreram um "bum" pelo excesso de imagens e arquivos que em seus servidores trafegam, de maneira que talvez eu comece a rarear com imagens. A segunda foto tirei a uns dois anos, em um passeio pelo Capibaribe. Foi tirada do rio.





8 de dez. de 2007

Dia de Nossa Senhora da Conceição



Rezai por nós, Senhora.

Porque nem só de pão vive o homem.

2 de dez. de 2007



Não parece, mas estou aqui!