15 de jun. de 2007

Prá adoçar o azedume do dia...

... sorrisos, coisas fáceis...


Porque rir nem sempre é o melhor remédio, muitas vezes é o único ...




Sorriso comestível ou sorriso-comercial-de-escova-de-dente ou "o sorriso perfeito", como queiram.




Sorriso gato 1.




Sorriso gato 2, ulalá.




Sorriso cruz-credo. Credo em cruz, vixe...




Sorriso gat(inho) 3. Fofo.




Sorriso aparentemente lindo, mas no fundo no fundo enigmático. Observem a expressão de dor de barriga da linda criança. Observem o detalhe da rosinha escondendo a caquinha que tá escorrendo. Eca.




O sorriso da cabrita. Que linda, adorei. Pena que o meu filho-calango é lindo, mas não sorri. Será que se eu insistir bastante um dia aprende, tal como aprendeu a atender ao meu assobio?



E tu, já deu um sorriso hoje? Eu não. Tô começando agora.





E é?
Só não sorria alto demais, que isto muito irrita os mal-humorados, daí eles levam uma pá de horas para soltarem o primeiro sorriso...

10 de jun. de 2007

"Dançar, ora não dançar"

Santa Rita de Sampa pregou. Sou sua discípula obediente:

"Dance, dance, dance
Faça como Isadora
Que ficou na história
Por dançar como bem quisesse
"

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Ela quer faixas para as madeixas, recém cortadas. Dêem-lhe faixas. Ela está tão bela, o tempo passou e nem percebi. O "fruto que eu colherei" floresce.

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Perceberam o selo ao lado? O novo? Não comento a barra lateral, em geral, mas esta inclusão é merecedora: trata-se do blog PEBodyCount, organizado por jornalistas pernambucanos para tratar especificamente do problema da violência na terrinha amada e castigada. O PEBodyCount se apresenta assim:


"O PEbodycount nasce da inquietação. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas à bala, em sentimento de que é possível construir saídas coletivas. Acreditamos que não basta indignação. Os caminhos existem e descobri-los é uma missão difícil. Mas possível. É preciso iniciar o percurso. O PEbodycount apresenta-se como uma ferramenta para ajudar a trilhar estes caminhos. Não queremos apenas contar cadáveres. Queremos também contar histórias e ajudar a mudar realidades. O blog é uma organização apartidária e sem fins lucrativos. O PEbodycount é um ponto de confluência de análises, críticas, denúncias e sugestões para implementação de políticas de segurança pública. O espaço aberto funciona, terminantemente, como um centro irradiador de cobrança diante do quadro de alarme. Cada morte registrada no contador alimenta a cobrança e, especialmente, a busca por saídas coletivas. A necessidade de utilizar o nome em inglês num Estado culturalmente tão forte se impõe ao fato de que o site une-se ao Riobodycount e Iraqbodycount, locais onde os mortos já começaram a ser contabilizados e divulgados diariamente na internet."


Eu gostei. Por isso, divulgo.

Pode parecer mórbida a idéia do contador de homicídios, mas é impactante, funcional e, creio, conscientizadora. No meio da semana eu a espiei (como tenho feito quase diariamente) e, recordo, o contador estava em 384. Hoje, está em 411. Guerra civil, senhores. Silenciosa demais, pior de tudo. Quando eclodir ferozmente teremos favelas sitiadas como no Rio?

Esta foi a faixa que vi na Av. João de Barros, ali pela altura do conservatório, manhã dessas. E que me chamou a atenção para o blog e a campanha:



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Preciso parar urgentemente com a mula, ou pelo menos de procurar o Zé por lá, se quiser que essa monografia saia. Apresento-lhes O Pó da Estrada no sub-title.

6 de jun. de 2007

De noite

Sonho de consumo:


Fonte: MSN.

Não é de hoje que sonho com isso. Nos últimos vinte anos, com certeza.

No teu coração paredes são aquários
e tudo em torno vive
quando parece dormir.
No teu coração estás só em teu aquário
e os peixes velam por ti e teu fascínio
de florestas e ninfas,
castelos, corais.


Faz uma data, cidadão... Não ponho o resto aqui, é teen em demasia.

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O Ariano me tirou o sono ontem. Ia dormir quando o encontrei no Jô: imperdível. O Jô é apaixonado pelo Ariano, todos sabem. Eu também. Não me canso de ouvir suas besteiras (audácia!), desde o dia distante em que o vi falando numa colação de grau de uma amiga. De lá prá cá, tive a sorte de o ver ao vivo em outra ocasião, ao lado do mesmo Jô. Estou aqui já me coçando para ver A Pedra do Reino (não tem página na Globo.com ainda, não sei porque).

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Pena que capotei no terceiro bloco.

O livro, eu já tive na mãos, mas impossibilitada de ler. Dia 12 de junho na noitada estréia, pois, A Pedra do Reino.




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Falar em livros, presentinhos gostados demais. De pai e madrasta boa.





Fofos.

5 de jun. de 2007

Da matina, apenas para relaxar

Verdade do dia: na monografia, quase tudo se copia, se combina. Triste, mas verídico. Veteranas e veteranas, aceito conselhos.

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Conforme já dizia o Sérgio Reis, "panela velha é que faz comida boa". A lata véia é atacada, a bichinha, anda me dando momentos de aborrecimento, maiores que o da véia lata lerda. Isto porque estou necessitada como nunca de uma lata, seja ela como estiver, justo. Não estou podendo dispensar. Vou ter que aguentar suas crises de TPM sem esbofeteá-la até 16 de junho, rezem por mim. Aqui só quem pode ter sou eu.

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O Emule é uma mula só por conta da minha conexão discada "plano-minutos-da- Telemar-navegue-sem-limites" (isto vai acabar, tem que acabar)? Tipo, encontra tudo e não baixa nada? Porque encontra, se não baixa? Não encontre, por favor, expectativa é o fim da picada. Detestável.

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Depois de tantas poucas e boas, só mesmo o Zé Rodrix para me fazer rir. E eu ainda falo mal da mula. Detalhe: o único local no Google que me indicou a letra dessa música foi o sempre bom blog Sounds of Silence. Das antigas. Eu nem ia postar a letra, para não encher a telinha de vocês demais, mas, em homenagem ao Zé...

"Eu me perdi muito tempo
Dizendo bobagens, fazendo bobagem também
Eu gritava tão alto
E não pintava ninguém... Ninguém...

Mas como toda laranja cortada no meio
É feita de duas metades
Eu tinha certeza que um dia
Eu ia encontrar alguém

Enquanto isso eu fumava e bebia
E quebrava a cabeça
Batendo a cabeça nos muros
Eu deixei tantos furos
Que já nem dá prá entender

Mas você veio de longe
Pisando mansinho
Dizendo uma poucas verdades
Que eu hoje em dia só tenho olhos prá você

E você é o meu exército da salvação
Meu guarda- chuva
O Melhoral prá essa dor de cabeça
Minha estrada pro paraíso

Meu salva- vidas...
O meu juízo final...
Minha ressurreição
Meu exército da salvação
"
(Exército da Salvação - Zé Rodrix/mais alguém?)

2 de jun. de 2007

Corra, Lola, Corra

Sinceramente, já ouvira falar tudo de bom sobre este filme e nunca conseguira ver completo, o que me impedia de compreender do que se tratava (quem já o assistiu entende o que digo). Porém sempre que via aquelas cenas da moça de tatuagem na barriga e calça verde em corrida desabalada, pensava: que filme chato deve ser. Pura ignorância. Não é, é na verdade excepcional. Não falarei mais nada sobre ele, porque não é um filme muito fácil de ser comentado, muito menos no momento para mim (repleta, atolada em ocupações, até a tampa, nem perguntem o que estou fazendo aqui, o que fiz a pouco assistindo-o, enfim. Sou uma irresponsável). Recomendo fortemente.



Lola, em um raro momento de repouso.


Estranho. Só agora percebo a mensagem. No filme, Lola corre muito - mas, ao final, foi tudo desnecessário. Hum. Significativo?

Desculpem o spoiler. De qualquer maneira, esse filme já está tão batido que acho que todos já viram, portanto me sinto devidamente perdoada.

30 de mai. de 2007

Na Cachola

Zé e josé eram amigos de fé e sentimentos
Se ajudavam nos momentos difíceis, sorriam juntos

na felicidade
Os pés no chão, o tempo a favor
Namoro com as moças bonitas, noites e luas no interior
Ser feliz incomoda aos que são amargos
Alguns pais carrancudos lhes chamavam vagabundos
Sejam como nós diziam eles
Pela primeira vez Zé e José se embriagaram
Não entenderam a culpa agora instalada nos seus corações
Aprisionados foram aos compromissos apenas os domingos
programados para serem livres
Livres pra pensarem na segunda feira quando estariam
atrás dos balcões
Cabeças treinadas pra competir, sementes de toda ambição
José, José progrediu calculista e frio sorriso plástico
Freqüentava a câmara e o senado, enganava o povo, não
tinha amigos
Fez um pacto com o diabo e se perdeu na escuridão
E o Zé? Zé não se deu bem no comércio
Se apaixonou por uma viola que ganhou de um "véio" bêbado
Que lhe contou uma história sobre a cor dos sete mares
E de tesouros escondidos no peito do próprio homem
Lhe disse também:
- Cante ao mundo o que vier do fundo do seu coração
E a luz se fez

(Zé e José - Zé Geraldo/Marcão Lima)

29 de mai. de 2007

O Dia do Cachorro Louco





"Eu não alimento nada duvidoso"


Todo mundo tem seu dia de cão raivoso.


"Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente
"


Você já teve o seu?


"Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão"



Claro que teve.


"E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente"



E o que você faz nesses dias?


"Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente"



Saber o que fazer é importante; mais ainda, porém, saber o que não fazer.


"Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente"




Não portar uma arma é a primeira lição.


"Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente"




Porque, depois, negar, não adianta.



Porque "Cada policial é o responsável por sua arma e por sua munição".



E finalmente, porque "ela é cega, ela é burra, ela é explosão, ela fere rente, ela vai, ela fica, a minha bala ela fere rente".



(A Balada do Cachorro Louco - Lenine, Lula Queiroga E Chico Neves)

28 de mai. de 2007

Ao que Chegou (porque a vida sempre chega)



O ovo

Oculta-se no ovo
a quentura do novo,
o avesso do frio,
o encanto macio
do sol fazendo "piu".
Entre a gema e a clara
A finura do fio
Da vida que não se viu.

Essa é minha e dela, ninguém tasca.

22 de mai. de 2007

Etel Frota

Tinha uma fita guardada no meu armário.
No meio de coisas de mulher.
Caixinhas. Fitas (de papel, de tecido). Sabonetes de maracujá recebidos num aniversário distante.
Tarrachas de brincos. Brincos. Pingentes perdidos.
Alguns papéis, poucos (coisas pelas quais tenho apreço).
Uma fita, cassete, aguardando um leitor, por muitos anos.
O leitor chegou, vai fazer um ano.
Eu esqueci a fita, confesso.
Minto, não esqueci, estava guardada para o dia certo de ouvir.
O dia chegou. Me deixando abestada com tanta boniteza.

Ela, Etel, já esteve aqui, em setembro.

O download de Lyricas - A Construção da Canção pode ser feito aqui.



E a canção no subtitle é dela (letra). Por esta sou totalmente apaixonada.


Degas - Bailarinas subiendo las escaleras. 1886-90

"Movimento,
Sapatilha
Toda esta aflição
Palco escuro
Sobe o pano
Bate o coração
Pra tontear no peito o sofrimento
Fazer-me músculo, tensão
Rodopiar assim
Perder de mim
O rastro
Só prá seguir então
Atônita
Pés pelas mãos e esta paixão
Que me incendeia
Fogueira
Braseiro

Tão sozinha
Andarilha
Assoalho e pó
De repente
Nesta ilha
Não ficar mais só
Poder dançar envolta nesta luz
Buscar então todos azuis
E mergulhar no azul
Estar no azul
Inteira
Depois ficar assim
Tão cálida
Maravilhar num pas-de-deux
Me transformar no azul
Tocar no azul
Coa mão

Bailarina
Andarilha
Dança o coração..."
(Bailarina - Etel Frota/Lydio Roberto) - Ouça no link.

21 de mai. de 2007

Amenas

Estou com Oswaldo Montenegro por tudo que é lado, circulando. Derna o dia que o vi ao vivo e a cores, depois de o quê? Bem uma década. Uma foto, do show que assisti, não no dia que assisti.



Fofoca: Paloma Duarte quer que o Oswaldo faça um menino nela. Ou seja, não, Gabi, eles não separaram, eu que sonhei (nada contra Paloma, eu só tive mesmo a impressão que tinha lido sobre isso).

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O clã dos ACM, mais uma vez, com manguinhas de fora. Ô raça.

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A lata nova chegou, e é ótima. Mas de vez em quando dá umas reinicializadas sem razão. Nada é perfeito, tem jeito não. Certa pessoa me diria que "é a condição humana". Ai, meus sais.

20 de mai. de 2007

O Cristo e o Chicletão

Já votou no Cristo? Não? Vote! Custa nada, gente. Confesso, porém, que fiquei me coçando para não votar nas Estátuas da Ilha de Páscoa. Ó céus, esta minha língua, que me impede de ser uma boa cabo eleitoral para o que ou quem quer que seja, humpf... Depois vou lá votar com outro email (sim, fica registrado um email no voto, humpf.)



O Cristo.


O Moai.

A foto me fez lembrar deste aqui . "Afinal, cadê meu chicletão?",

Sobre gordos : uma breve teoria

Jôka escreveu um comment sobre gordos ao qual respondi, e depois fiquei pensando: muita gente não se diz gorda porque não sente que é gorda. Sente que está gorda, mas não que é gorda. Eu pelo menos sou assim (isso porque não sou gorda, "estou gordinha", kkkkkk, ;-P).

Sério.

Mas obviamente há os que são e os que estão. Essa gordona aí que você falou é outra conversa. E realmente, parando para pensar, normalmente elas dissem que comem pouco. Porque será? Negação, né? E talvez tão arraigada que nem percebem, ou não lidam bem com o problema e preferem não acreditar em médico. E muitas tem mesmo problema endócrino, não sejamos também tão malvados assim.

Agora, não falando dos obesos, mas dos que estão com sobrepeso (linguajar de médico...), há a história do parâmetro.

A história do parâmetro é assim. Cada pessoa possui um parâmetro sobre o que significa ser gordo. Isto vem de muito tempo, e em geral cada geração tem seu parâmetro, ou seja, o parâmetro pessoal está associado ao parâmetro da geração. Na minha geração (dos que tem entre 30 e 40), o parâmetro não era tão restritivo quanto para as gerações mais jovens, ou seja, você não se sentia gordo se estava só um pouco acima daquilo que chama a medicina "estar com sobrepeso". E na da geração de meus pais e, na sequência, dos meus avós, menos restritivo ainda. Tanto é assim, que não se ouvia falar em doenças como bulimia e anorexia, salvo numa modelo ou outra. Aí entra o dedo da ciência e medicina, pois como a gente sabe muito mudou no que estas duas descobriram sobre o corpo humano e como mantê-lo jovem por mais tempo, o que passa indiscutivelmente na questão do peso. Todo mundo sabe que sobrepeso é fator de menor saúde.

Fora o parâmetro das gerações tem o parâmetro pessoal que, em minha opinião, é muito marcado pelo que a família trasmitiu. Numa família de gordinhos ninguém se sente muito gordo, salvo quando sai do "seio familiar" (kkkkkk). O que de fato não considero de todo mal, já que a pressão do mundo de hoje é muito excessiva nessa cobrança do ser magro. Este mecanismo protege um pouco as crianças contra essa ditadura (o que, notoriamente, nem sempre está associado à saúde, mas muito mais à estética). Por outro lado, tudo demais não presta, a gente sabe. E a família ensinar que ser gordo é bom só para proteger contra o mundo, tenha santa paciência, isso não serve...

16 de mai. de 2007

22:11

"Tudo pode ser resolvido na conversa, menos a morte".

Foi o que disse o Ricardo Valois, presidente do Náutico, semana passada, sobre a celeuma em torno do programa Todos com a Nota (programa do governo Dudu Campos - cada R$ 100,00 em notas fiscais o cidadão troca por um ingresso para os jogos da Série A - Brasileirão). "O clube estava contestando o percentual de ingressos que teria de reservar para o Governo do Estado, no programa Todos com a Nota, que trocará cupons fiscais por entradas nos jogos. O Timbu argumentou que não poderia oferecer 50% dos ingressos (ou seja, dez mil lugares) para o programa, pois ficaria sem receitas para pagar o elenco. O governo pretende pagar R$ 9 por ingresso trocado".

Pois não é que resolveram? Não sei se com "conversa", mas aparentemente se resolveu. O Estádio dos Aflitos consta como posto de troca do Todos com a Nota, conforme reza o PE360.

Sabedoria de presidente de clube de futebol é sentença.

Sem gracinhas, Kênia, senão te bloqueio o comment, kkkk.

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O papa chegou, não beijou o chão, passou (e como!), rezou missa, mandou recado, e o Maio não se pronunciou, até então. Mas foi que fiquei com excesso de papa naqueles cinco dias, verdadeiramente empapada, como boa parte dos brasileiros, aliás, provavelmente. O papa provou que é pop, pelo menos no Brasil. E viva a Globo. Quanto a mim, fiquei desconfiadíssima com aquilo do papa não ter sotaque algum. Muito esquisito. Mas gostei da missa em Aparecida, que tirou até a F1 do ar. Um papa mesmo sem sotaque é melhor que o Galvão Bueno tendo como fundo o "zzzziiimmm" "zzzziiimmm" dos carrinhos de corrida. Detesto.

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Estou em fase de despedida. Ainda não acredito que me livrarei da lata véia. Ó nós. Pensando bem, não terei saudades, mas nostalgia sim, é certo. Mas, coleguinha, vai com Deus. Porque na vida tudo é passageiro, mesmo que dure. Ou melhor, menos cobrador e passageiro.

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Não vi, mas a coleguinha da filhota foi ao Faustão no domingo, no quadro Boquinha Livre, e a filhota veio contar que Faustão a chamou de gorda. Mas que imbeciloso, pensei imediatamente. Isso deve ser complexo de gordo, não? Bom pro pai e prá mãe, que pagam o mico de ir na onda da filha, que se dana para o Projac, prumode ser chamada de gorda.

A historinha me lembrou frase lida ind'outro dia : "Pior que uma magra, só mesmo uma ex-gordinha". Coisa de gente malvada, claro. Eita povo ruim, sô. Olha, que doentes.

13 de mai. de 2007

Dona Judite

Dona Judite, venha cá. Bom dia, mãe. Espere. Não levante ainda, só porque chamei. Esqueceu? Não tenho mais cinco anos, até eu já parei de atender sua neta tão prontamente, e ela já vai fazer nove. Está frio ainda. São cinco e trinta da manhã. Não gostamos muito de dormir, você sabe (a genética é implacável).

Não levante ainda. Primeiro, faça suas orações, meditações e alongamentos no leito. Tem muitos por quem rezar, só não esqueça de si própria, ok? Sempre é tempo de se acostumar com isso. Tem pressa não, tá tão bom aqui. Aí tá? Adivinhe? Lembra aquele disco que você tinha? Viva Vanusa? Lembrei dele inteiro esta semana. Ah, como eu o ouvia, e a culpa é sua que eu goste de Vanusa. Mãe, pelamordedeus, uma criatura em pleno século XXI gostar de Vanusa? Que mico. Culpa sua. Como de muitas outras coisas. O Gaiarsa está certo!

Lá vem você, arrastando chinelos. Há anos não a vejo descalça, porque será? Por causa do quintal. Você não pode cair de novo, não esqueça. De que coisas gosto por culpa sua? Roberto Carlos, por exemplo. Acordar de manhã e adorar ouvir na cozinha o radinho de pilha afirmando: "não me canso/de falar/que te amo/não vou ser triste/nem vou chorar/por mais ninguém". Ó, dó! Felizmente, escapei das antigas, você também não gosta mais. É culpa sua eu saber todas as letras antigas do Rei.

Ah, um minuto. Mãe, estão soltando fogos! Mãe, como você está importante! São para você, você sabe. 102 anos da coisa, coisa nenhuma!

Agora, estou ouvindo da Vanusa aquela famosíssima, deixa eu cantar para você. Será que você gosta dela? É a sua cara.

"Eu quero sair/Eu quero falar/Eu quero ensinar o vizinho a cantar/Nas manhãs de setembro" (Manhãs de Setembro - Vanusa e Mário Campanha)

Revista Cláudia. Lembrei. Outra coisa que gosto por culpa sua. Mãe, que foi aquilo? Revista Cláudia me educou! Ok, ok, Revista Cláudia é uma boa revista. Ensina a ser mulher (kkk). E esse jeito de ser tão boazinha com todos ao ponto de me darem este apelido Sweet por aqui? Quem me ensinou? Você! Está vendo, tudo culpa sua.

A culpa é das massagens nos pés que você me fazia quando estava doente. E de só sair do quarto depois que eu dormisse. E havia ocasiões em que acordei com você ali ainda.

Mãe. Hoje acordei com alguém entrando no quarto. Sua Estrela. Entrou, deu aqueles abraços que nos derretem, sentada na cama e inclinando-se sobre meu peito como se fosse dormir ali mesmo. Depois saiu. Que coisa boa, linda, maravilhosa. É por isso que você me ama tanto, agora eu sei. A história se repete.

Já já eu chego. Fica com Deus, até lá. Feliz Dia das Mães, todos os dias. Ah, você não sabe o que é isso, mas tem musiquinha no sub-title para você, ok?





Para todas vocês também.

10 de mai. de 2007

Baracho, Lia, ciranda e povo

Acordei e assisti no telejornal da manhã a típica notícia que me agrada: hoje, Baracho completaria 100 anos, se vivo fosse. Baracho é conhecido como o Rei da Ciranda. Compositor, poeta popular, autor da famossíssima "Ciranda de Lia" (de Itamaracá). Sobre a canção, a triste história:

"A mais conhecida música de Baracho é Ciranda de Lia, feita para a cirandeira Lia de Itamaracá, e foi por muitos anos tida como de autoria de Teca Calazans, inclusive pela própria Lia. Mas Teca, que há anos mora na França, nega que tenha algo a ver com a feitura da música, diz que apenas a gravou, num pot-pourri de cirandas, em 1967, pela Rozenblit: 'Eu aprendi a música quando passei um tempo em Itamaracá, com Lia, nos anos 60', afirma Teca Calazans. 'A gente só recebeu dinheiro de pai por esta música, mesmo assim, quando Lia de Itamaracá gravou. Recebemos umas três vezes, depois não veio mais nada', conta Severina Baracho, ou Bia, 54 anos, que veio criança com Antônio Baracho, para Abreu e Lima." (Do mesmo JC)

Medonho.

Mas voltemos à alegria. Eis a bela Lia de Itamaracá. Pena não haver achado uma foto dela como a vi pela manhã, com longas tranças:





Sobre ciranda: cê não tem idéia do que é? Ó, que peninha: tentarei explicar. Não, não falo simplesmente sobre pessoas dançando em roda, sejam adultos ou crianças. Falo do sentimento que a ciranda traz ao coração. A música tem um ritmo seguro, o pé é atraído ao centro da roda, em dança, no momento em que o surdo(?) realiza a marcação. Tem jeito de onda do mar batendo com força na pedra mesmo, apenas de forma um tanto mais acelerada que o natural. O corpo se alegra, e todos sorriem. É MUITO bom. Os gringos no carnaval enlouquecem com ela. Se puder, um dia experimente.



Márcio Melo - Imagem captada aqui.


Isso tudo me traz uma lembrança antiga, de ver essa cena numa praia não tão repleta de pessoas, numa noite que não poderia esquecer. Relembro de chegar, criança, com pai e irmãs, naquele afã que a gente só tem mesmo na infância, de viver coisas nvas e boas, sem receio algum. Com certeza deve ter acontecido. É muito real o recordado.



O Velho Baracho - Rei da Ciranda


Tenho orgulho do orgulho do povo pernambucano por sua terra e por seu jeito de ser. Creio ser este um privilégio de que nem todos os conjuntos humanos usufruem com o vigor que nos caracteriza: possuir uma cultura forte, bem demarcada, sadia, e, mais importante de tudo, viva, ilesa não, mas resistente, permanente, lutadora, presente. Dá uma sensação boa de "pertencimento" (não creio que tal palavra exista, mas vá lá) na gente viver em meio a tudo isso. Sentir que do centro da pobreza, da miséria, do desengano e da desesperança, é possível erguer-se um gigante que não se deixa abater por pouco, compreendem? Porque não se trata de um mero Davi (sem querer desmerecer - e já desmerecendo - o herói). É um Golias mesmo, mas do bem. Pode até encolher-se muitas vezes, mas em sua essência é um gigante.

Esses pensamentos me trazem uma aroma danado de fevereiro. E ainda é maio, ó céus.

9 de mai. de 2007

Minha nova "ídala"



Recomendo aos pequenos. Ótimo também aos maiores que tenham o estranho hábito masoquista de só escolher médicos que tenham o estranho hábito sádico de deixar seus pacientes por duas, três horas esperando. Não, eu não tenho nenhum, mesmo que leve, retardo mental - diagnosticado, pelo menos, não! - eu juro.

25 de abr. de 2007

Baby, It´s cold outside

Cinelândia: fazia bastante tempo que não criava coragem para assistir filme de boxe, derna os tempos em que ainda se ia ao São Luiz, para ser exata, e eu lá fui a um "Rocky" desses da vida (um dos últimos). Sim, isto aconteceu a coisa de quase duas décadas atrás. Sim, falo daqueles trocentos filmes de boxe do Stallone. Por acaso, peguei A Luta pela Esperança do começo na HBO, um para o qual, confesso, sempre fazia muxoxo ao ver na prateleira. Não me arrependi. Lindo filme, impecável nos itens que mais me atraem: elenco e fotografia. Com um belo enredo, forte e tocante. É, nada como o velho e bom cinemão americano para uma criatura como eu que ultimamente anda muito interessada nos alternativos (filmes, claro).

Bem que o Russel Crowe mereceria uma foto aqui, porém não encontrei nenhuma a altura. Vai uma do Paul Giamatti, que não limpa a vista, é verdade, e é preferível falante e em ação, mas enfim, sua atuação é excepcional no filme (melhor que a do Russel, em minha opinião). Presença merecida no Maio. Por sinal, taí um ator que me agrada, sempre, sempre.

24 de abr. de 2007

14 anos



Aldeia.
Não de índios, de quase índios, ou de seres que desejariam ser índios, como nós.
Uma capela. Um som de flauta e tambores.
Uma alegria forte e segura no ar, no céu e no verde que cercava a gente.
E esse laço insolúvel, que não veio apenas desta terra.
Eu estou certa.
Amor que foi feito prá durar.

18 de abr. de 2007

Senhoras

Comediante não deveria morrer. Não só no Brasil, concordo, Conde. Sim, precisamos de alegria. Principalmente num dia em que morrem 22 em tiroteios no Rio, trinta e poucos em uma faculdade americana. Dirão que todos os dias há crimes de morte, carnificinas, maldade e terror, mas eu pretendo continuar a sofrer e indignar-me com isso. Melhor ter que mudar de canal para que o dia termine bem, que assistir sem sentir. Sim, melhor seria fazer algo, mas ainda não tenho tal ferramenta.

Voltando a Dona Nair (ah, essa minha mania de me perder): ok, ok. Compreendo que São Pedro e os anjinhos também queiram rir. Vai com Deus, Dona Nair.



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Atrizes idosas são em geral seres maravilhosos mesmo (aliás, minto: seres idosos são assim. Isto rende outro post, porém, e o dever me aguarda). Ontem foi dia de novela. Primeiro porque à tarde, na recepção do consultório, vi a face da Nair na da tarde. Não pude ouvi-la (atendente de consultório sempre deixa baixinho o som para não incomodar ninguém, principalmente o médico), salvo a sua gargalhada. Também pudera.

À noite, "O Profeta". Laura Cardoso interpretando uma avó prestes a surrar o neto delinquente, dentro da delegacia. Um esplendor. Sou louca por ela desde a reprise de "Chocolate com Pimenta" (ah, férias que te quero), a vovózinha da Ana Francisca.

11 de abr. de 2007

"Abre as asas sobre nós"

"Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos o sejam" (Santo Agostinho de Hipona)

Cada pessoa possui seu caminho.
Eu estou certa disso.
Por vezes, contudo, quando se quer bem ao outro, vê-se à média distância que aquele pegou certa estrada, e a angústia, por vezes, é inevitável.
Mas por quê?
Cada qual constrói o seu caminho.
Que amarra é essa que nos impede de ver o mundo em leque, ou mais, usando os olhos do outro?
Que certeza incerta é esta que nos leva a crer que somos infalíveis em nossos percepções?
Não é que porque somos altamente falíveis (o que de fato somos, apenas não é esta a melhor resposta a esta pergunta, ou nem sempre é o melhor momento para pensar-se assim), é que o mundo é uma casa de espelhos. O que nos proporciona (ou nos impõe?) este eterno mirar, olhar, olhar-se, supor, julgar, julgar-se, o que somos, o que é o outro. Somos escravos em nossa arrogância de seres pensantes, racionais; nossa mente, se por um lado nos liberta, de outro nos subjuga. Ou é o sentimento que faz isso. Quando se quer bem, se teme pelo outro. E este temor é uma pedra no caminho. Do outro. Mas o caminho não é nosso, é do outro. Tem que deixar que nele se ande à medida que se molda as pedras do chão.

Pensando isso tudo e a canção passando na mente:


Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu sou remo
Você âncora
No mar precisa coragem
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu canto na maré cheia
Você na maré vazante
Nada importa vamos nós
Brincando de navegantes
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem

(BRINCANDO - Alexandre Leão / Mabel Velloso)




Dois Irmãos - Fernando de Noronha

10 de abr. de 2007

Uma pausa

Pausas são seres importantes, necessários. Só um barril rolando ladeira abaixo não entende isto (e uma boa parte da humanidade também, parcela na qual muitas vezes me incluo). Quando pára, é para destrambelhar-se contra a árvore ao pé do morro. Paremos, pois, porque não somos barril. O suficiente, contudo, para que não se aproxime a má hora em que os fantasmas vem prá nos pegar. Ui.

Esse ritmo é o mais difícil de tudo. Parar. Seguir. Concluir, ou não. Retomar. Ou Começar. Ou Prosseguir. Respirar antigamente era mais fácil.

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Pausa serve para que se leia boas coisas como esta: "Eu acho que o simples fato do sujeito desejar o poder já é sinal de uma alma corrompida". Ulalá. Ou ainda: "E se fores chão para essa idéia de que a hora é sempre agora, ela há de vicejar e espalhar raízes por todo teu corpo até se tornar uma árvore repleta de frutos e sombra vasta onde o tempo abolido virá descansar seus sonhos de morto". Café já é bom (apesar de andar cogitando sobre descafeinados), impresso, então, não tem prá ninguém. Parabéns, parabéns, parabéns, de novo.

Tem tanta gente talentosa neste mundo que fico sinceramente bestificada com a espécie humana. Lido ainda hoje no Biscoito: "Não há melhor negócio que a vida. A gente a óbtem a troco de nada". Verdade das puras.

7 de abr. de 2007

Páscoa

Ok, ok.
Ando mesmo meio avessa a posts comemorativos. Porém sou uma pessoa educada (até parece), portanto:

Boa Páscoa a quem desejou-me o mesmo.
Boa Páscoa a quem não o fez (até porque eu mesma não o fiz a ninguém, daí que estamos quites).
Mas pouco chocolate, que esse negócio é ótimo e péssimo, ok?
Há três ovos na geladeira e um por chegar, mas tenho resistido bem já que doces não são meu forte.

Portanto, flores. É, flores. Imaginem que tem uns ovinhos escondidos por aí, dos pequenos, ok?



Hummm... Pensando bem, do jeito que é grande esse campo, e vocês vão andar tanto, ok, ok, que sejam grandes e imensos ovos. Desses de 750gr. Ó céus, que barbaridade.

Recados.

Seu Jôka: tá dando chabu quando tento comentar na sua Avenida. Deve ser a lata véia aqui de casa. Mas, sim, a Cindy ficou uma gata de Coelhinha da Páscoa. Sabe que temos uma gata que deve ser irmã siamesa da Cindy? Priscila. Exceto pelo rabo, que o rabo da Priscila é um estouro, imenso e frocado, lindíssimo. Além do que, a Cindy me parece muito mais educada que a Priscila, a Priscila é meio bandoleira, é dessas que pode sair demais de casa toda hora, direito ambulatorial, entende? Só que ela não mora conosco, claro, mas com a vovó (digamos que ela é um bicho virtual que temos), pois se assim fosse ela já teria fugido pelo pé de mulungu, e eu odeio tela de proteção, já tirei a tempo a da varanda, desde que a filhota criou juízo.

Dona Luci: no seu caso, não consegui fazer o primeiro comentário de um post, por que será? De qql forma, era só para dizer que não sei quem é esse Michael que você falou, juro. E ainda sobre gatos: eu já tive uma gata preta, linda, chamada Piná. Faz uns vinte anos isso. Ela vivia na terra dos gatos, a casa da vovó. Ela era um estouro, a Piná era...

5 de abr. de 2007

Dinheiro velho, mas sempre Dinheiro

Idec orienta poupadores prejudicados pelo Plano Bresser - Brasília - Os brasileiros que tinham caderneta de poupança à época do Plano Bresser, em junho de 1987, têm até o dia 31 de maio para pedir ressarcimento das perdas provocadas pelo pacote econômico. Segundo economistas, a reposição terá um valor máximo de 25%.O assunto volta à tona no momento em que está para expirar o prazo para os que se sentiram lesados entrarem com ações judiciais. Em 31 de maio, o plano completa 20 anos, tempo máximo aceito pela Justiça para ações de ressarcimento


Mais aqui.

4 de abr. de 2007

Abril

Desejosa de escutar aquela do Toquinho :"As cores de abril, os ares de anil, o mundo se abriu em flor". Abril. Ufa. Por que "ufa"? Simplesmente porque sim, simples assim.

Desejosa de palavras. Depois de secar a mente e o corpo, secar a alma.

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O garoto magrinho na cadeira à frente, do outro lado da recepção do consultório, olhou-me e começou, como se o fizesse para si mesmo, mas eu soube imediatamente pelo seu olhar que não:

- A gente veio antes mas a médica mandou vir de novo, a gente tem que ficar parado na máquina, e pererei, pererei, pererei...

Não resisti, tive que responder: magrinho, bonitinho, moreninho (inho, inho, inho). Cara de jogador de futebol. Roupa bem usada e maior que o corpo (o que me lembrou Harry dentro das largas calças e camisas do Duda). Do irmão.

O irmão veio no faro. Grande, gorducho, moreno, espaçoso, esfuziante. Inegavelmente afeminado. O velho esbelto, jeans e camisa clara de algodão, compenetradamente debruçado sobre seu palmtop, canetinha em punho, espichou para gente o olho esquerdo em uma fração de segundo. Afinal a tarde estava ficando divertida.

- Ele falou primeiro com a senhora ou a senhora falou primeiro com ele?

"Hummm, temos problemas", meu sexto sentido sussurou. Irmãos são bichos esquisitos, às vezes. Não pretendo ser cagueta* de ninguém, ora pois, pois.

- Eu não lembro mais, quem falou primeiro, fui eu ou você?

O menininho ergueu olhos sinceros para o alto.

-Fui eu.

O irmão aboletou-se na cadeira ao meu lado, falante e à vontade. "Olha, a gente vai entrar numa máquina para testar a *cabeça*" (um gesto amplo e deslumbrado sobre o cocoruto perfeitamente arredondado, semi-raspado). E pererei, pererei, pererei. Quando perguntei se ele gostava de conversar (adultos são mesmo idiotas), ele tomou o celular da minha mão.

-Olha! É igual ao de fulano! - e avançou no palmtop.

Com isso, a mãe apareceu, de verde, um enorme vestido verde, da cor do zoiudinho. Mandou sentar ao seu lado ou apanhava. Ele sentou. Seguiu-se aquela conversinha básica de mãe, ao pé do ouvido, eu admirando a moça sem constrangimento. Tive pena do garoto, mas durou pouco, porque em cinco minutos ele já estava ao lado do velho a espiar algo que este apontava na tela miúda com a caneta prateada, um ar tranquilo de avô acostumado. Filhos e mães às vezes se entendem, é um fato.

-Se ele falar apanha - a mãe avisou, puxando conversa. Ressonância magnética para os garotos. Não tive coragem de perguntar porquê, lógico.

O menino calado, ao lado do velho. Isso sim é mãe, o resto é bagaço, pensei.

- Eu pedi a médica para dar anestesia para ele, mas ela disse que não pode.

Que pena. Pena tripla. Da mãe, da moça que ia fazer a ressonância, e de terem me chamado para o exame. Quando saí, só restou mesmo um papo monótono, sobre crianças hiper-ativas e doenças da tiróide, com uma senhora de cabelos crespos que quando fui embora me desejou felicidades. Muito boazinha, mas os garotos haveriam prolongado este post. Agradeçam a ela!


*(Alcagüete, delator - no linguajar nordestinense)

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Ouço lá dentro os Backyardigans e suas cantilenas atravessadas. Fofos, vejam. Deus sabe que o mero ruído de desenho animado quase sempre me deixa enjoada (que exagero), mas estes papagaiozinhos são mesmo uma graça...



"A-ha!". Adorei esse episódio, confesso.

29 de mar. de 2007

Momento Terapêutico ou TPMêutico

Peças, peças, peças. Processuais. São deliciosas, mas cansam, ai, ai, ai.

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Um basicozinho para relaxar.

Sou ácida.
Sou afável.
Me perco
entre estes dois espaços.


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O Bial declamou no paredãozão (q horror gramatical) dessa semana (não, não o vejo, mas o ouço de lá de dentro, o que me fez lembrar) aquele poema da Cecília que de tão triste não postarei aqui completo, para não atrair coisa ruim, com aquele final lindíssimo (porque eu sempre acho coisas tristes bonitas, que péssimo), que de tão lindo impossível não postar: "Eu não dei por essa mudança/tão simples, tão certa, tão fácil/Em que espelho ficou perdida a minha face?". Com isto, o Pedro-Miau-Bicho-Ruim, sabidíssimo, conseguiu amolecer milhões de corações femininos Brasil afora, só prá variar.

Prova de resistência na última prova de líder da temporada com duas mulé e um "macho dominante" (alguém leu esta teoria numa revista dessas aí? Época, eu acho.), estão querendo testar o que? Experimentos científicos ao vivo?

27 de mar. de 2007

"Quem ama o feio bonito lhe parece" ou "Minha flor, meu bebê" (escolham o título - este é um blog às vezes democrático)



Creio que o amor nos torna competentes em novos talentos, quando o objeto destas expressões é o ser amado, concordam?





Onde foi mesmo que ouvi a expressão "zoiudinho da mamãe"?




Gostaram? O modelo também ajuda, vamos e venhamos...

Não foi amor a primeira vista, mas agora, mal podemos viver um sem o outro. Ando rezando bastante para que São Francisco me dê juízo de maneira a não aprontar nenhuma asneira como aquela do passado.






Quem foi mesmo que falou que "meu" (a cria que não nos leia, pois anda ela deveras enciumada de nossa intimidade) bichinho não é bonito? Quanto preconceito, gente, com répteis. Meu bebê não só é bonito, como fotogênico, vêem? Sou uma mãe coruja. Digo, sou uma mãe calango. Iguana, vá lá.

Ok, ok, é ridículo chamar um calango de bebê. Mas o amor é assim, gente, que se faz disto?

Bela, a vida pode até não ser sempre, mas a natureza o é, todo dia, toda hora!

22 de mar. de 2007

Seu Dia



A água arrepiada pelo vento
A água e seu cochicho
A água e seu rugido
A água e seu silêncio

A água me contou muitos segredos
Guardou os meus segredos
Refez os meus desenhos
Trouxe e levou meus medos

A grande mãe me viu num quarto cheio d'água
Num enorme quarto lindo e cheio d'água
E eu nunca me afogava

O mar total e eu dentro do eterno ventre
E a voz do meu pai, voz de muita águas
Depois o rio passa
Eu e água, eu e água
Eu

Cachoeira, lago, onda, gota
Chuva miúda, fonte, neve, mar
A vida que me é dada
Eu e água

Água
Lava as mazelas do mundo
E lava a minha alma

(Eu e Água - Caetano Veloso)

Porque é hoje é Dia Internacional da Água.

Momento reflexão, claro: porque coisas que realmente importam necessitam de uma data no calendário para serem lembradas? Hein, hein?

21 de mar. de 2007

Frases do dia

Ouvida hoje: "Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim". Henfil.

Confirmada no www.frasesfamosas.com.br. Ótimo site.

De lá outra ótima do mesmo Henfil (impagável): "O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."

Lida hoje, de novo: "Entrego, confio, aceito e e agradeço.". Hermógenes. Uma bela biografia.

20 de mar. de 2007

Rapidíssimas

Analy está no paredão. Coitadinha... Até que durou, a bichinha... Ela e o Alan Pierre eram meu preferidos. Esse povo sem graça eu adoro, porque será (KKKKKKK)? Fora a Rita Lee, claro. E o Ney Matogrosso, claro.

Hoje, um professor que dispensa comentários (mentira) perguntou: "afinal, o que vocês aprendem com o BBB?" Fiquei matutando cá comigo e conclui, cheia de maturidade: porra nenhuma. A pura verdade, no fundo no fundo. Pobrezinha dessa geração. Olha o sujo falando do mal-lavado aí, gente...

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E como não poderia deixar de ser, o Maio também é Utilidade Pública: Lívia, amiga, como você não deixou email, respondo via post mesmo. A foto da flor amarela veio dessa fonte. Se você entrar na Home Page verá que trata-se de um site de design, quem sabe não consegue algo melhor por lá? Peguei no Google a tempo e não sei nada sobre ela. Sim, sou uma péssima blogueira, não ponho fontes das fotos, só das pinturas/gravuras, tentarei corrigir-me a partir de agora. No próximo post, essa foto da Rita vai sem crédito mesmo, sô...

"Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir"

"Guerrilheiro, forasteiro, ôrra meu!"

Vixe, com eu adoro esse refrão...

Porque adoro Rita Lee. Deu prá perceber? Cadê ela, hein? Derna o tempo que eu assistia Saia Justa que não a vejo. Faz uma data, cidadão...

Este amor é antigo, eu tinha 12 anos. "Vamos, vamos ao show!". Foi vê-la "brotando" (literalmente) do piso do palco, vestida de cor-de-rosa e esvoaçante, cantando... o que mesmo? "Lança-perfume"? Acho q sim... Pronto. Aí eu me apaixonei. Foi mais ou menos assim que estava ela:



A Rita vai fazer 40 anos de carreira, que máximo (será por isso que comecei a pensar tanto nela?). Uma grife chamada Rosa Chá está lançando uma coleção em sua homenagem, que máximo. "As estampas, assinadas pela grafiteira paulista Nina, trazem desenhos de Rita e ícones de seu universo. " Ulalá!

Ulalá nada! Esta é bem melhor: "A roqueira Rita Lee será homenageada ainda este ano pela galerista paulistana Regina Boni- ex-mulher do diretor da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Regina prepara uma exposição com todos os figurinos de Rita Lee durante seus quarenta anos de carreira. Regina está recuperando o acervo de roupas da cantora desde a época de 'Os Mutantes', banda que impulsionou sua carreira musical entre 1966 e 1972, passando pelo grupo que fundou, 'Tutti Frutti', até os dias de hoje." Tirem fotos para mim, ok? Taí, não é o que a Rita tá fazendo, mas pelo menos o que tão fazendo prá Rita.

Será que as ombreiras da foto acima estarão lá? Ulalá!

Acabo de usar pela primeira vez o Google Notícias. Que mocinha estou ficando.



Olha a Rita aí de novo. Rita, eu te amo! Pronto surtei. Me deu até vontade de cantar: "A Rita levou meu sorriso/no sorriso dela meu assunto"... Não, essa não é a cara da Rita. Melhor essa: "Rita abre a janela/pensa na vida dela/abre a boca de sono/não sabe o que vai dar".


p.s.: Esse seria apenas um pequeno tópico do post das terças-feira. Mas, enfim, isto é impossível em se tratando de Dona Rita Lee Jones. Demorou um pouco mas percebi.

12 de mar. de 2007

Há um novo hóspede na casa...



Estamos em fase de adaptação...

É realmente algo que jamais pensei possuir em casa. Mas enfim, crianças são seres que vieram ao mundo para nos surpreender e alegrar, de fato. A idéia não me desagradou por completo, apenas me trouxe uma preocupaçãozinha a mais para rotina. Uma a mais, uma a menos, é o de menos...

10 de mar. de 2007

O Sol em Si


Diana Pequeno canta Caymmi.
Canta Catulo.
Canta Villa-Lobos.
E canta, finalmente, O Sol em Si, que brotou dos recônditos mais fundos desta minha mente velha. Meu deus, devo ter escutado essa a uns vinte anos atrás...
Que viagem... Essa música é inédita, humpf. Eu devo ter sonhado com ela, ou me lembrou alguma outra, muito antiga. Na verdade a canção tem sabor de música antiga.

Diana Pequeno gravou Cantigas em 2001, após tantos anos sem gravar, doze exatamente (o último é de 1989). O ano atual é 2007. Por onde anda essa moça, gente? Ô realidade pavorosa essa da cultura em nosso pobre país...

O disco baixei no tétrico mas por vezes útil Orkut, nos tempos em que eu o suportava. Não sei como passei tantos meses com esta pérola guardada sem admirá-la...

A quem queira mais Diana, tem mais Diana aqui, o quase sempre completo CliqueMusic (quase porque lá não consta o Cantigas dentre os discos que podem ter pequenos trechos das faixas ouvidos... ).

8 de mar. de 2007

Mulheres

Apesar de minha firme decisão acerca de que o certo seria gastarmos toda nossa energia feminina no sentido de transformar este Dia Internacional da Mulher que inventaram (já que o inventaram) num feriado maravilhoso onde nada fizéssemos, (vamos, esforcemo-nos por aprender um pouco da objetividade masculina, senhoras e senhoritas!), e apenas os homens trabalhassem, vamos lá a mais uma viagem das letras. Porque vício é vício, fazer o quê.

Mulheres são seres de uma docilidade complexa à compreensão da mente do sexo oposto. No olhar que se leva até elas, confundir este dado com ausência de potencialidade, força, ou sabedoria, é um erro difícil de ser transposto. Como se já não bastasse ser tarefa quase sobre-humana entender a mente do outro em geral, já está mais ou menos estabelecido pela ciência: temos cérebros diferentes em demasia. Não porque o nosso tenha o tamanho de uma azeitona, animais (eu sei que alguns lembraram a piada, porque é difícil mesmo para vocês não ser imbecil quase sempre). Custa tentar nos entender uns aos outros. E cansa.

Sendo assim, vamos vivendo como é possível. As mulheres com seus artifícios, mazelas e sapiências, além desse olhar tão infinito sobre quase tudo, e os homens crendo ter o poder absoluto sobre o mundo, o universo, o céu e as estrelas, mas sendo como nós apenas meros mortais que se esforçaram bastante por todas estas gerações para dominar, o que é louvável (não nos esqueçamos contudo da ajudinha extra que lhes concedeu a natureza, claro). Minto. Os homens entendem sim, eles entendem. Apenas a imensa maioria não consegue expressar este entendimento e está presa demais aos ranços banhados na testosterona que os habitam permanentemente (o que deve ser uma verdadeira escravidão, estou certa, e tenho até pena. Claro que a maioria não entenderá mais este sentimento feminino, o de pena, e jurará que sou uma mulher mal-amada, kkkkkk).

Mulheres, todas elas, merecem esta canção. Cantem para elas. Escutem a ela.


Por Brilho (Oswaldo Montenegro)

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel

Onda vá,
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
e onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal



E rosas. Porque como já disse alguém que entende de mulher: "toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas". Quase todas. Cada uma colha esta para si.



Captada aqui. Josepha Gonsalez.

7 de mar. de 2007

Ave

A minha alma não se retrai.
Sou o que sou
e sou o que posso -
profundamente
nada além desejo.
Ser fera, ser bicho...
isto não me cabe.
Não figuro – protagonizo meus dias.
Espero, sim,
mas também passo -
aprendi com os dias e as esquinas.
São doces as asas que se abrem em mim na despedida,
do alto tudo reconheço.
É serena e seca a brisa em meus pêlos,
suave e leve o calor que me atinge -
esplendidamente alcanço a manhã em livre vôo.
Jamais me perco.
É o sentido das aves que habita-me
e dia a dia
acrescenta em mim as cores
que aos olhos inflamam.



6 de mar. de 2007

Curtas às Terças

Toda terça é dia de post nesta casa, assim espero.
Terça é O dia livre, bem. Ao menos por enquanto (durará pouco, eu sei,a julgar pelo tanto que ando programando para ela, humpf).

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Da série Frases da Semana:

"Os velhos ensinam os jovens a envelhecer. E a morrer".

Ouvido em um documentário sobre, lógico, a Terceira Idade. Chamo "a Melhor Idade"? Como eles preferem ser chamados? Minha mãe não prefere nada, que bobagem é essa de nomear diferente gente só em função da idade? Já começa aí a diferenciação?

Lindo documentário. No canal do Sesc. Pena que vi pela metade e não sei o nome. Também desconheço o nome do autor da frase, só guardei a própria, infelizmente.

Vendo este filme, fiquei aqui sonhando com um longo artigo sobre velhice e beleza. Não vai dar, mas creio que vale a pena cantar a pedra: não é chocante que seja principalmente contra isso que necessitam lutar os velhos, a ditadura da beleza imposta pela atual sociedade?

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Prosseguindo nas frases. Para desafiar nos parcos leitores questionamentos:

Um post é uma fotografia de um momento da alma. É quase como um poema.

Blogar é uma forma pública de terapia.

O que dissem?

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Apenas assisti cinco minutos da nova das oito e saí com uma sensação ruim na boca do estômago: será possível que estão tentando mais uma vez vender o Rio de Janeiro e o mercado da prostituição desta nossa "idolatrada, salve, salve" Nação? Mas será o Benedito? Com este título ("Paraíso Tropical"!), conseguem enganar?" Ou será o contrário, talvez? Veremos. Se tivermos saco.

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Biscoito Chinês
"Uma bela flor é incompleta sem suas folhas".

Mas claro.

Não posso entrar na Querida que demoro muito na net. O link do biscoito veio de lá, mas acho que já o postei por aqui. Estou quase certa, para ser exata.

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Falar na Querida, mais um tópico.

Todo blogueiro é um jornalista frustrado? Quando vou na Querida, sempre penso nisso (não que seja este o caso dela, obviamente; sem intrigas, por favor). Eu sou, eu sei, fazer o quê? "Sorrir e aceitar", simplesmente. Gostaram da expressão tanto quanto eu? Tirei-a daqui. Trouxe da Naomi, de onde mais poderia ter saído tal pérola?

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A percepção que cada um forma sobre a realidade é muito diversa. Diversa demais. Eu devia ter percebido isto a mais tempo, acho. Teria ajudado muito, ora bolas.

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E finalmente, o link pro blog da Leandra Leal, esta moça com quem me preocupei, após saber que andou nas páginas de fofocas por conta de sua excessiva exposição na internet. Relato brevemente o causo aos mais desavisados: a moça, atriz global da recentemente conclusa novela das 8, possui um blog, Alice me Persegue, no qual, parece, andou falando mal de alguns coleguinhas do folhetim (a megera-sexy Sandra-Danielle-Winnits, mais especificamente). Resultado, caiu na boca do povo. Uma moça tão boa. Namorada do Lirinha do Cordel do Fogo Encantado... será que ainda é?

1 de mar. de 2007

Priscila

Esta moça a mim ensina: o nome Priscila significa:


PRIMITIVA.



O dicionário ensina:


PRI.MI.TI.VO

adj. 1 Relativo ao princípio. 2 De primeira origem; que apareceu em primeiro lugar; dos primeiros tempos; inicial. 3 Original; inaugural; primordial; rudimentar; rude. 4 Diz-se dos povos em estado natural (por oposição a civilizado). 5 Diz-se da Igreja dos primeiros tempos do Cristianismo. 6 Gram. Diz-se da palavra que serve de radical, e da qual muitas são derivadas. 7 Diz-se dos tempos do verbo que servem para formar outros. 8 Geol. Designativo dos terrenos correspondentes aos tempos mais antigos da Terra, resultantes da primeira solidificação da crosta terrestre. 9 Fig. Diz-se das cores (em número de sete) do espectro solar.



Priscila porém não é a primeira. Nem será a última.






Quem será a próxima?


"Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela

A bruxa acendeu o fogo
Se cuida, rapaziada
Tem mandinga de cabôco
Mandando nessa parada
Garrafada de serpente
Despacho de cachoeira
Quanto mais o fogo sobe
Mais a panela cheira

Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela

A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera
Chacina no Centro-Oeste
E guerrilha na fronteira
Emboscada na avenida
Tiro e queda na ladeira
Mas feitiço é bumerangue
Perseguindo a feiticeira
"
(Lenine, Bráulio Tavares e Sérgio Natureza)

27 de fev. de 2007

Mundo blog

Achar num par de dias consecutivos dois blogs bons é fato merecedor de postagem nova.

Bicho Solto.

Café Impresso.

Lindas existências...

25 de fev. de 2007

The question is

O medo é um dado importante de nossa personalidade. Já disseram (e quanto): "o medo protege". Mas sua ausência também nos permite alcançar algumas estrelas às quais o acesso é limitado. E então, estaremos eternamente sujeitos à superfície terrestre? E presos à velha pendenga "somos homens... somos ratos..." ?

A decisão pela renúncia ao medo é, como todas as demais com que nos surpreende a vida, contudo, pessoal. Por mais que possa doer a alguns, e tantas vezes a nós mesmos.

Uma vez, quando tudo era muito nublado, eu decidi ser feliz, conscientemente. Decidir pela felicidade é uma constante em minha existência, devo adiantar. Mas nunca fora tão deliberada a decisão, porque, em mim, até então, só o sentido de preservação e sobrevivência poderia ativar tal consciência. Fugindo da bruma, da morte, do terror, da dor e da doença, eu disse: eu serei feliz. Porque em meus olhos eu via que não nascera para a morte. Quem quer que tenha me feito, em mim colocara a alegria, como, afinal, acredito que o fez em todas suas criaturas este criador. Apenas para alguns é um tanto, ou muito mais, difícil perceber esta verdade - tudo fruto desta vilã, a Ignorância, a quem detesto.

Não houve afronta ao medo, naquele dia. O que havia a perder não era meu ainda. Hoje, eu sei, há; e nem por isto me abandona a serenidade. De qualquer forma, este mundo é repleto e meu também.

Às vezes, sobreviver é também seguir a corrente que chega e não somente bebê-la; banhar-se em suas águas e ser purificado. Com a corrente, a vida vem, e passa. Ou vamos ou ficamos. Vamos.

Um belo domingo para todos vocês.




"Cada pessoa, todos os fatos de sua vida, ali estão porque você os pôs ali. O que fazer com eles, cabe a você resolver" (Quem poderia ter escrito? Adivinhem? Está logo ao lado a resposta...)

23 de fev. de 2007

Curtas - Televizices

BiBiBi I (ou BBB, se preferem) - enfim o jogo começou pesadamente, e já era tempo. Com direito à briga e carão do Bial. Será que começara já e só eu não percebera (porque andava desinteressada mesmo, não vinha assistindo)? Logo no começo veio-me certa impressão de que erraram na escolha do grupo, excessivamente homogêneo, e ainda a intuição-certeza (tenham paciência com o vocabulário desta moça sempre, por favore) de que houve muita manipulação além da medida (porque que sempre houve a gente sabe) na sua escolha. Fiquei com cisma de que o programa buscou abertamente fazer um "programa para maiores", trazendo casais que já entraram com roteiro pré-definido. O que, como telespectadora, me aborrece.

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BiBiBi II - Fui ao site do Jean, aquele, vencedor do BBB5, recordam? Aquele que admitiu a homossexualidade ao vivo, esse mesmo. O que me levou a desejar mais uma vez ler aquele seu livro que vi no supermercado, Ainda Lembro. Recordo de haver buscado me entender com o exemplar mas, enfim, não surgiu aquele desejo irresistível de mergulhar na leitura. Devolvi à prateleira. Talvez hoje não devolvesse.

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Das Oito - Fiquei surpresa com o capítulo de hoje da novelinha das 8. Digno do horário. Com direito à alma penada falando com filho e filha, discurso do Tarcísio Meira, audiência com escândalo e ainda ouvida de testemunhas que são na verdade competentes advogados das partes que as arrolaram. Em novela é tudo ótimo, pode tudo. Estou preguiçosa para relatar com detalhes, mas enfim, prendeu-me. O capítulo.

15 de fev. de 2007

Como diria o Fred (dos Flinstones)...

VIIIIIILLLLLLLLMMMMMMMMMAAAAAAAAA!

Hoje é aniversário dessa moça linda e loura chamada Vilma. Merece post especial, sem bolo, mas com flores! E um beijo de quem diz: minha flor, continue assim! Bj!

13 de fev. de 2007

Fevereiro

É um mar de fantasias da mente os frevos que cantamos no carnaval. Nunca foi segredo minha paixão por estas canções. Escute a orquestra que anuncia : "Eu quero entrar na folia, meu bem/você sabe lá o que é isso?". Mas, "ah, meu bem, sem você, não há carnaval/vamos cair no passo e a vida gozar" (Hino de Batutas de São José - João Santiago). O drama está instalado.






Carnaval é uma entrega absoluta e coletiva em que a magia é tão real que assusta muitos dos pobres seres mortais que este planeta habita. Natural, adianto. A embriaguez, para apaixonados como eu, independe de substâncias, odores, líquidos, ervas. O sincopado do surdo a marcar a melodia em torno dos metais é o primeiro copo, o primeiro cigarro : "a nossa vida é um carnaval", inicia a marcha. Até a apoteose desesperada: "vê, colombinas azuis a sorrir!" (Turbilhão - Moacyr Franco).

Apoteoses emocionantes são próprias do gênero. É assim com o bom frevo que o Mestre Capiba consagrou.



"De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, EU VOU!
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender (deixa o barco correr)
"
(De Chapéu-de-sol Aberto - Capiba)

E nem por isso deixa de haver melancolia e saudade. Aliás, são algumas das mais bonitas as que cantam despedidas, porque afinal "É de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar!" (É de Fazer Chorar - Luiz Bandeira)(*):

"Adeus, adeus minha gente
que já cantamos bastante
Recife adormecia
ficava a sonhar
Ao som da triste melodia!
"
(Evocação No. 01 - Felinto Nunes)

e ainda Getúlio Cavalcanti:

"Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir"
(Último Regresso)

.

Esta página eu recomendo aos que querem conhecer mais, salvo pelo fato de cometer este erro (*): a canção "É de Fazer Chorar" é, como aqui está, de Luiz Bandeira, mas o site informa ser de Capiba. E olha que o Governo do Estado patrocina (ou apoia apenas, talvez) a página. Ulalá!

10 de fev. de 2007

Frevo! 100 anos!

Gilberto Gil
Ney Matogrosso.
Lenine
Vanessa da Mata.
Luiz Melodia.
Maria Rita.
Elba Ramalho.
Alceu Valença.
Geraldo Azevedo
Antônio da Nóbrega.
Silvério Pessoa
Geraldo Maia

Sim, sim, foi um belo presente. E é claro que os não acostumados ao gênero (os não-pernambucanos, lógico!) se esforçaram por interpretar este filho da terra que, cá entre nós, exige mais da voz humana do que pode imaginar o observador comum. Confesso que cheguei a ficar arrepiada com a bela Vanessa da Mata (esta boneca tem manual!) a ecoar ao vento, à praça : "Eu vou!". Em alguns momentos o público, generoso, percebia as dificuldades dos artistas e ajudava. Isso foi bem bonito. Porque afinal, no final de tudo, para o coração, ao menos, o que vale é a intenção.

9 de fev. de 2007

Curtas

Ainda estou decidindo se gostei ou não do novo blogger. Afinal, parece-me que ele e o Opera não se entendem muito bem, e eu ando preguiçosa com coisas assim: abrir aqui, não funcionar, ter que abrir lá. Ok, ok, é uma versão beta. E só não ter mais aquelas odiosas e lentas republicações já foi muito bom. Também gostei das listas, só não ando paciente para atualizar nada.

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Um blog que reúne boa seleção de crônicas: Entrelaços. Leiam a de 06/02/2007, sobre o Big Brother. Eles só não tem links diretos para os posts (como se chama mesmo?) por lá.

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Sempre achei graça na expressão "pensando na morte da bezerra". Assim, aprendi a dizer a muito tempo: "está pensando na morte da bezerra?". E com o tempo surgiram variações: "e a bezerra, morreu de quê?". De onde surgem tais expressões? Sou curiosa sobre coisas desse tipo. Hoje em dia, sabendo como sei perfeitamente o que significa a frase, já não a digo automaticamente: ou melhor, digo, porém no segundo posterior percebo exatamente aquilo que compreendi sobre a criatura que está ali a pensar sobre o óbito do pobre animal. A isto chamo aprendizado ou amadurecimento, como queiram. Eu sei que não demonstro que aconteça isto comigo mas, enfim, ocorre, vez ou outra.

Entenderam? Não? Paciência.

Esta não foi tão curta.

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Curto porém foi o post. Os posts - é sabido, contudo (kkkk) - como os poemas, tem vida própria: sabe lá o postador o que virá nele quando escreve a primeira palavra!

5 de fev. de 2007

Reentré

Do que você gosta?

Preliminarmente: de listas.
O que faz aproximar-me do que não gosto: a cópia.
Que seja. Eu avisei, Vilminha ;-).

Escritos, escritas.
Carnaval, pão e manteiga.
Um jambo roxo, de suculência.
Um suco de pitangas pequenas e ultra-doces recém colhidas
em frente à casa.
Um sossego de uma tarde fresca. Uma rede.
Praia em pôr-de-sol ou nascente. Pôr-de-sol e nascente :
não precisa de mais nada.
Seja caústico ou agridoce o cenário.
Palavras que findam assim: lealdade, verdade.
Outras palavras com mesmo fim.
Concha com som de mar lá dentro.
Descobrir um poema,
um livro, uma canção.
Dias sem fim.
Escolher sem pressa no controle e pegar "aquele" filme do começo.
Sair de casa.
Voltar prá casa.
Estrada, céu, mato, planta.
Caminhar com calma,
um café com calma.
Um pãozinho com manteiga. Quente.
A manteiga derrete salgada umedecendo o branco do miolo, a casca que quebra.
Depois de voltar quando disse "vou ali comprar pão",
indagar "Quer pão?".
O sorriso dos meus. A saudade dos meus.
"O aconchego na cama, a luz apagada". Pés na cama.
Edredon. Arcon.
"Uma Mente Brilhante".
Uma varanda.
Achar o pequeno pássaro entre as folhas.
Aguardar com paciência o movimento que não é do vento.
Ele surge em cores.
Mergulhos. Sal na água, nos olhos. Horas de sal. Boiar em transe.
Cheiro de terra molhada.
Molharem a terra e disserem: "eu adoro esse cheiro".
Sonhar com números.
A pele da criança, o calor do corpo do homem.
O sol queimar e mudar a cor.
A ordem das coisas.
A casa limpa, brilhante.
Água, muita água.
O mar que é feminino.
O céu que sempre muda e no entanto é perfeito.
"Ilusões". Richard Bach.
"Bom dia . Bom dia mesmo".