10 de ago. de 2006

"Hoje é sexta-feira"...

... prá mim, não sei para você...

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Quer ler coisas lindas e arrepiantes? Leia esse moço estrangeiro. Lindo ao vivo, na tela e nas letras. Letras tão boas que deixo vocês sairem daqui para irem lá sem o Maio ficar pendurado...

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Quer ser bichinho? Tá'qui ó... Eu? Deu águia na cabeça. Sei não, eu águia... Isso deve estar aí prumode eu não consegui me identificar com o Garfield, a Tartaruga Ninja ou



Você é uma águia!

A águia é o símbolo maior das aves e representa um estado superior elevado. Isto quer dizer que você tem grande facilidade para meditar e entrar em contato com o divino. Este é o grande mergulho da águia. Sua coragem e força são admiráveis. Você é capaz de voar e criar, sem perder a noção de onde fica o chão (o que é muito bom!). A águia também está associada à paternidade, sendo uma pessoa que cuida muito bem dos seus filhos.


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Quer ler mais? Tem não... Beijinhos. Tô meio seca de idéias com esse retorno às aulas..

5 de ago. de 2006

The question is

Dá para o Maio tocar música (tipo eu trocar de mp3 quando quiser)?

Quanto custa fazer um template exclusivo?

Nunca a interrogues

Quanto mais se passam os anos (e com eles iludo-me que aproxima-se a madureza), mais me apercebo com consciência de uma verdade que chegava na juventude por mera intuição: a vida nos leva, e contra este rio não nos cabe navegar. Há que seguir a correnteza. Comigo, foi sempre assim. Decidi muito pouco, compreendo - é leve meu coração, e deixo que a vida me carregue. Foi assim no amor, na vida familiar, na vida, na estrada. Tive sorte: sempre, ao lançar os braços em torno, tocava essa redoma de luz ou plasma na qual me mantêm. Não indaguem-me por que a sei: ela está aqui. A vida nunca me veio com despudor, com falta de medida, sou grata. Retribuo razoavelmente, assim penso. Não é assim com todos que se segue. A vida tem poder para fazer macio e fazer com dor, e há tantos a quem espanca quantos a quem agrada. Não somos, nenhum de nós, intactos a seu toque. A quem já não aconteceu algo cujo propósito escapou à lógica? Os acontecimentos são seus sopros, doces, ou medonhos. A fala popular revela, com sabedoria: "tem Deus seus próprios desígnios"; e é Deus a vida. A vida tem seus próprios motivos, sigilosos a nossa carcaça imperfeita e humana. Feridas se abrem, feridas se fecham, umas passam, outras duram, algumas não fecham nunca (porque será?). Assim é. Porque preciso passar por isto? Por que tem que ser assim? Não nos cabe entender, ainda. “Segue teu destino, rega tuas plantas, ama tuas rosas”, dizia o poeta. Cabe viver, resistir, empreender, transformar dor em sorriso, afirmar nossa grandeza, ainda que reféns sejamos dessa senhora. Um dia compreenderemos. É preciso crer, e obedecer à vida. Ela é maior do que somos, mas nos ama. Um dia, tocaremos suas vestes e ela sorrirá, alçando-nos a sua altitude e soltando nossos laços. Livres, planaremos junto a seus corpos e a ela nos fundiremos pela eternidade do universo.




Imagem captada aqui

"Mas serenamente
imita o Olimpo
no teu coração:
os deuses são deuses
porque não se pensam."
(Fernando Pessoa)

4 de ago. de 2006

Letrinhas das antigas do Guilherme Arantes no sub-title, percebem? Só de antes dos anos 80, hehehehe.

Queria colocar essa aqui, mas não cabe...

1 de ago. de 2006

Rapidinhas das oito (melhor que a novela das oito, ademais)

Cá entre nós: tem algo muito de podre no Gmail, né não? É aquela vez estória: quanto mais alto a árvore, maior o tombo. E este se aproxima, me parece.

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Quem aqui gosta de Guilherme Arantes das antigas, levante a mão. Aquelas coisinhas adolescentes tipo "sair com a cara e a coragem da casa dos pais" ou "Mas ela não quer, mas ela não pode o pai dela não quer, o pai dela não deixa". Por favor, não me façam achar que só eu conheço, porque me sentirei em uma ilha deserta e distante se assim for.

Não, eu não gosto de Guilherme Arantes hoje, eu toco. Digo, da figura. Ficou sinceramente muito esquisito. Ô, preconceito. Mas vou confessar que não parei para ouvir coisas novas suas. Vou ver se tomo vergonha na cara. É um mal de que sofro em termos de música, quando alguém já fez coisas muito boas no passado eu não me preocupo em acompanhar suas atualizações.

Nossa, tinha coisas lindas que ele fazia. Espero que tenha mantido a qualidade.

"Qual, qual de vocês não acha belo
quando ela desce,
quando ela deixa tudo translúcido?
"
(A Cidade e a Neblina)

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Minha filha anda muito afro. Ou então baixou um santo a La Bo Derek na menina. Só vive de trancinhas logo na franja, uma graça. Toda vez comento isto com ela e preciso explicar quem é Bo DerexDerek(!). Deixa mostrar-lhe uma fotinha:



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Atualidades: ando péssimas quanto a elas. Parei sinceramente muuiiiiiiitooooooo de ver jornal. Tô ficando velha e cansada de tudo isso. Ah, eu sei, eu sempre achei muito feio o alienar-se do mundo; mas, que fazer, deve ser efeito deste inferno astral que está findando. De política, nem sei em quem vou votar ainda. De crimes, casos sensacionalistas (vide Dona Suzane) também. Problemas da cidade, é sempre tudo mesmice. Futebol? Eu não acredito nessa de Dunga como técnico da seleção. Muito oba-oba e pouca lógica, certo? Um novato na seleção... Bom, vai ver que dá certo, sabe-se lá os desígnios celestiais...

Fiquei sinceramente tocada com as demissões na Varig. Ó, senhor, eu sei o que é isto...

Agora, o Fidel adoecer e o irmão assumir, isto definitivamente merece um link. Porque chega a ser cômico. Entretanto, não deixo de admirar a fortaleza e história deste homem. Ainda que cheio de erros.

Recado para si mesma - e para quem aqui passar.



Viva.
Desamarre as desnecessidades.
Visualize apenas o que realmente importa.
Desfrute das benesses da natureza.
Corra, caminhe em meio a elas.
Dê espaço ao corpo que te foi ofertado.
Ame aos seus.
Ame aos que te amam.
Ame aos que amas.
Recolha os pequenos males inúteis que te tentam assolar.
Busque saídas, não importa quais.
Esqueça dos preconceitos ao procurá-las.
Reze.
Seja benzida, rezada, ungida.
Ouça música.
Relaxe, renove-se, revigore-se.
Afaste o lodo.
Afaste a dor.
Eles não levam a nada.
Observa tuas posses,
da terra, do ar.
Viva a vida que ela está cá para ser vivida.
Basta um pequeno passo.
E principalmente:
TENTE SER DIVERTIDA.
Por ninguém aguenta gente sorumbática.
Nem mesmo você se aguenta, desse jeito, Maria.

27 de jul. de 2006

Elas...



... a quem de direito.

24 de jul. de 2006

Aos Filhos de Leão



"Cada diamante ama o sândalo e o cravo
ama o ouro, e alaranjado
o globo azul rodeia o sol
cada diamante imita a mágica
das tropicais florestas
onde reina o leão, Deus dos animais
cada brilho seu reflete o coração dourado
o fogo, o poder, a vitalidade, o pai
cada raio seu forma uma rua
que vai dar na luz da lua
doces caminhos astrais"

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

23 de jul. de 2006

"Carne e unha", como diria o Fábio Jr.

A vida é este eterno zigzag onde tudo, ao final, sempre se encaixa.



Pense nisso de lá que eu penso de cá.

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Ando lendo Brida. Não sou exatamente chegada a Paulo Coelho; de fato leio-o no momento muito mais por falta de opções. O livro, entretanto, traz idéias interessantes com as quais comungaria sem maiores dificuldades numa primeira análise superficial, o que torna uma pena para mim o fato de estar achando-o chatinho por conta do excessivo ocultismo que é próprio desse autor. Idéias como aquela acerca de ser o universo uma imensa colcha de retalhos formada por átomos eternamente a mover-se entre os seres e objetos que o compõem; ou a outra máxima, mais romântica ainda, de que na verdade nossas almas se dividem indefinidamente – a única explicação plausível para o aumento da população mundial, do início da humanidade até aqui – de maneira que não há apenas uma alma gêmea, mas muitas, porque estão "espalhados" em outros corpos nossos "pedaços"; digo, nossa essência. Belo, de fato. Me atrai. Esta realidade realmente justifica o amor, a empatia, a afinidade – seria tudo uma questão de reconhecimento de si mesmo no outro. Não dá nenhuma dica, porém, sobre de onde vem o ódio, a antipatia, a estranheza.

Por outro lado, a idéia do "reconhecimento" demonstra ser o homem essencialmente um ente do egoísmo, não acham? Afinal, não gostaríamos dos outros por aquilo que são, mas por aquilo que possuem de nós mesmos. Argh. É sempre assim. Ver o âmago do que aparenta perfeição muitas vezes revela o fel.

Não posso deixar de pensar que o espiritismo oferece melhor explicação para o "causo" do aumento da população. Como se sabe, essa doutrina crê na existência de muitos mundos, planos, que se graduam, conforme a evolução espiritual dos seres que neles estão (vide "A Viagem", a novela, que acabou sexta). Assim, pode-se pensar que a terra está em "alta" na cadeia de universos paralelos (por isto tanta gente!), visto que as almas migram entre estes espaços.

O espiritismo se apresenta muito mais lógico também na explicação dos sentimentos que envolvem os homens em suas relações. Amor e ódio vem do convívio de vidas passadas; o ódio, ademais, ainda se expressa muitas vezes na forma de carma. No fim dos tempos, precisaremos ter todas nossas diferenças acertadas. Bem melhor. O espiritismo é uma ciência do otimismo, sim, senhor. Visa entender o mundo com base na evolução.

De toda forma, não estou muito certa de que as duas "teorias" (serão?) se excluem. Logo, nada de mal em encher-me os olhos estas premissas do Paulo Coelho. Somos todos parte do mesmo tecido, como falam os ecologistas quando traduzem o termo meio ambiente. Somos todos um mesmo organismo. Estranho preocupar-se com detalhes... Ah, ia esquecendo... São eles que formam o todo.

21 de jul. de 2006

"Eu estou muito cansado do peso da minha cabeça"

Desculpem, mas restam-me poucos lugares para correr na hora do aperto...

E conforme concordei com a Anna V. (leiam seus bons textos!), blog é terapia. Então, liguem as "ouças" que ando carregada.

Já tiveram a sensação de que um lugar e suas pessoas lhe fazem mal?

Como a gente faz num caso desses, principalmente quando não dá para "desligá-los" facilmente? Vai prá macumba? Psicólogo? Reza?

Sorry, dia ruim... Minha recarga de férias estão indo embora cedo, muito cedo...

18 de jul. de 2006

Fitinhas. Cassetes. Alembrou-se?

Não é que a piveta aqui da casa ganhou no seu niver um micro-system, num sabe, que tem toca-fitas, num sabe?



Desencavei as velhinhas da toca. Aquelas que a gente num passado não tão distante assim preparávamos com amor e carinho para nós mesmos ou para outros por quem sentíamos amor e carinho (era uma delícia). Aquelas que não ouvia a décadas (mentira, anos) prumode o toca-fitas quebrara.

Tive que apresentar para a fihota. "Filhota, fita cassete. Fita cassete, filhota". A menina não alcançou a era analógica.

Não me digam por favore que gravar cd dá no mesmo. Não dá. Não para alguém totalmente analógico como eu.

Lá vai o Rod Stewart... "Listen to my heart "... "Premeiro" teve dancinha no banheiro com Give me Love, com Dona Marisa dos Montes. Já ouviram? Ó, Deus, como adorava e adoro esta, escutei umas cinco vezes neste revival. Pena que algumas preciosidades estão depauperadas, como James Taylor ("Ô Mexico, the sun so hot, I forgot to go home!") ou Eric Clapton ("Before you acuse me/take a look at your self!" - esta não achei a letra no Google, acreditem). Mas a imensa maioria está em bom estado, afinal, estamos falando de analógicos, senhoras e senhores. Seres quase para sempre (Menos, criança, menos...)

A propósito do assunto, aviso aos iniciados do Maio que tenho um blog sobre meus discos de vinis. Desatualizado, é verdade, mas querido...

17 de jul. de 2006

Ai que preguiça que dá essa vida

Voltei...



... mas estou totalmente fora de ritmo...



Morram de inveja desse praião onde passei os últimos dez dias... Barra de São Miguel... Alagoas, Brasil...



Eita que até o relógio quebrou...



Desculpem se faltar por aqui, ainda estou fora do tempo e do espaço, graças a Deus...

27 de jun. de 2006

Rapidinhas de férias

Muitos, muitos novos posts na nossa Cozinha Potteriana, o blog que eu, a Lu, a Bruna, o Marcus e a Maria. Andava meio em baixa, mas a Lu foi lá e deu uma melhorada no marasmo. Só me resta divulgar o pobrezinho... Vão lá saber a última da Dona Jo e dêem seu pitacos (eu já dei o meu...)

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Sobre a Copa: confesso que ando mais animada após as vitórias da primeira fase, em especial na última, contra o Japão. Espero que este sentimento não acabe hoje as 12:00h. Qual o seu placar? Sendo otimista, arrisco um 2x1, mas no fundo, no fundo depois do jogo Suiça X Ucrânia de ontem começo a sonhar com pênaltis, argh...

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Como se pode depreender do título do post, estou em férias, gerais. Nos dez dias seguintes a próxima quinta-feira talvez tornem-se escassos os posts aqui. Motivo: Maceió, minha sereia... Sair um pouco deste mundo e esquecer suas esquinas... Quem sabe lá anda fazendo mais sol...

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Sim, pois Recife não é mais a mesma. Chove descaradamente e faz frio. Mudanças climáticas deste nosso planeta. Ando hibernante. Fui ao interior pelas festas juninas e só queria dormir em pleno meio-dia (efeito não apenas das noitadas, mas principalmente do tempo gélido). Gosto não de estar assim.

26 de jun. de 2006

Aos Filhos de Câncer



"Caranguejo, signo da última estação
Do segundo lugar
Do primeiro desejo
Que não há
Como dissimulando se esconder no porão
Caranguejo da canceriana solidão de horizontalizar
Do canteiro de beijos que não dá
Como dissimulando se esconder no porão do ser
Caranguejo cada vez que a gente se encontrar no cio
Pode ser que não, mas eu quase adivinho
Que no coração alguém vai batucar
Caranguejo signo de quem só me chama de filho
E do meu coração, e do Gilberto Gil
Caetano é leão e sempre vai reinar (pois é)
Caranguejo símbolo da réplica fusão
Do que não caberá
Mas no primeiro ensejo brilhará
Como volatizando se ascender um balão
Caranguejo símbolo da réplica fusão
Do que não caberá
Mas no primeiro ensejo brilhará
Como volatizando se ascender um balão
Pro céu."

(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

21 de jun. de 2006

"Ah! o amor!"* ... ou o romântico, como queiram

Sofro de uma tendência irreversível de alcance e efeitos, em determinadas ocasiões, alarmentes: sou uma romântica. Entendo muito bem, portanto, este ser apaixonado, silencioso, afeito a explosões internas e raras erupções, devastadoras quando efetivadas. A lava, contudo, não queima o romântico, e ele nunca se cansa de desejar as chamas, mistura dor e prazer num não-sei-quê enlouquecido que é prato cheio aos psicanalistas da alma humana.

Sou, contudo, uma romântica cética, em lapsos de lucidez que me acometem mais vezes, acredito eu, que aos demais românticos: sei que deve haver uma justificante patologia psíquica a explicar o romântico. Deve ser o ascendente em capricórnio que leva-me a pensar assim. Também não me perguntem, astrologicamente falando, de onde vem este romantismo, visto que geminianos, salvo engano, não são essencialmente românticos – borboleteiam mais que amam. Isto não "herdei" de meu signo astral, possuo as provas (que não interessam aos senhores e senhoras conhecer). Deve haver alguma lua em vênus em meu mapa astral, imagino, pois, e um dia ainda o faço (o mapa astral), para confirmar.

O romântico é um figura datada, atemporal, para ele os séculos não se passam. Há sempre aquele ideal de beleza inatingível, algo que apenas ele compreende, nem mesmo os outros apaixonados. É um ser sozinho, portanto, sempre. Por mais amantes que possua, pois julgo eu que o amor do romântico nada tem a ver com sexo. Deve existir romântico "de tuia" atolado até o pescoço em aventuras meramente sexuais. Sexo, não esqueçam, serve em demasia como válvula para todo tipo de loucura, até mesmo desta chamada "ser romântico".

Sendo sozinho, o romântico é alguém que está sempre a espera. É um expectador. Espera um chamado, uma sombra, um vulto, uma voz, uma canção, porta que bate, telefone que toca, um olhar diverso, uma palavra numa tela. Não sabe nem o que espera, mas espera. Neste sentido, o romântico é definitivamente um bobo, pois o mundo, vocês sabem, é esta selva de pedra nossa de cada dia. Muito pouco romântico é o mundo. Por mais que as rádios não parem de tocar canções de amor, e nas novelas todo mundo se apaixone toda hora (por pessoas diferente, é certo), e todo semana uma nova comédia romântica seja lançada nos cinemas, o fato é que o "mundo moderno" (assim mesmo entre aspas, pois visto como ser único e mitológico) odeia o amor. Não há nada neste nosso mundo moderno que dê nem sequer um palito de fósforo de confiança ao amor. O amor, para este mundo, é de fato uma boa duma merda.

Ando obcecada pelo texto do Arnaldo Jabor que gerou o sucesso da Rita Lee, “Amor é prosa, sexo é poesia”. Já postei a canção duas vezes aqui. O livro encontra-se neste momento ao meu lado (tô curtindo). O Jabor concorda comigo quando fala: "O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos". Sim, correto. Porém eu acrescentaria ser uma construção inconsciente. No começo. Pois é também um jogo que alimentamos e apreciamos jogar, ele nos diverte mesmo quando sofremos com ele. Tem algo de masô(quista) nisto, portanto, daí seu "quê" patológico. O romântico é um incorrigível, é o hipertenso que come sal, o diabético que come açucar. É um viciado, um caso perdido, não há jeito para o romântico. Plagiando o Jabor, quem souber o jeito, emails para maio26@gmail.com...


* O suspiro saiu daqui.


Ouvindo essa romântica (com a moça, não com os moços, por favor)...

20 de jun. de 2006

Where are you, Scooby Doo?

Cá estou em busca de inspiração. Não que não existam outras coisas a serem feitas, é que acho que o Maio anda abandonado. Sem muito assunto, mas desejando agraciar meu parco e querido grupo de meia dúzia de leitores com algumas palavras interessantes. Só me resta escutar esta aqui, gentilmente cedida pela Naomi em sua ouvateca, e aguardar que o santo baixe:

"Wuthering Heights
Kate Bush

Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green.
You had a temper like my jealousy:
Too hot, too greedy.
How could you leave me,
When I needed to possess you?
I hated you. I loved you, too.

Bad dreams in the night
You told me I was going to lose the fight,
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights.

Heathcliff, it's me, Cathy, I've come home. I´m so cold,
let me in-a-your window."

(O resto aqui)

Eu, em minha santa ignorância, fiquei com a interrogação na cabeça "quem diabos é Heathcliff e Cathy", e uma leve sensação de que se tratam de personagens de "O Morro dos Ventos Uivantes" ; como é que acertei, se nunca li o livro e a expressão "Wuthering Heights" não me diz nada além de "alturas" - "wuthering" não foi traduzido pelo Michaelis - é que não sei. Coisas da mente, este ser poderoso, misterioso, e que nos habita, ademais, segundo Osho (sim, para ele não somos nem nosso corpo nem nossa mente, mas nossa alma, e podemos nos separar desses dois primeiros por meio da meditação, uau). Taí, comecei sem saber o que falar, já estamos agora a cem por hora, mas eu juro que não fumei, cheirei ou tomei nada... O que Kate Bush e Osho possuem em comum não me perguntem, entretanto... Vão lá ler a Vilma que é o melhor que vocês fazem...

13 de jun. de 2006

"Que bonito é..."

Querem matar o Zagalo, meu Jesus. Sim, eu o vi no Jornal Nacional, chorando e beijando uma pequena estatueta de Santo Antônio que tirou do bolso. O que me fez recordar antes de mais nada: o dia do santo não foi ontem, é hoje, treze de junho - um engano plenamente justificável se partido de uma nordestina, já que na terrinha os santos juninos são sempre comemorados na véspera. Isto não é ilógico, acrecento, é coisa de gente que é muito trabalhadora (ao contrário do que possa parecer), mas também muito festeira, de maneira que a festa inicia na noite anterior, após a labuta, e dá para dormir direitinho para acordar cedo no dia posterior.


Foto hospedada em v-brazil

Mas voltando ao início, querem matar o Zagalo. Não há como se explicar que hajam levado um homem capaz de fazer aquilo diante das câmeras a Copa do Mundo, onde, de toda forma, a emoção será imensa, seja para o bem ou para mal. A vitória ou a derrota. E prá completar, a estréia é no dia do santo de devoção do homem. Ou não era, o homem virou devoto depois que viu a data, visto ser o número treze sua fissura. Que nada. A fissura do velho é mesmo a bolinha rolando sobre a grama verde. Paixão levada ao extremo exato, além do que.

Por coincidência, escutei de um amigo hoje o seguinte comentário, sobre o jogo de virada da Austrália sobre o Japão, nos oito minutos finais do jogo: que pesando os dois lados, o resultado deveria ter sido 1x1, porque o Japão jogara bem até perto do fim, depois a Austrália se superou, logo, houve equilíbrio. Discordei como sempre com um patada (ô, sina), com a idéia que aqui transcrevo: o meu amigo não consegue ver a beleza maior existente no futebol. Não é? Essa coisa trágica, de folhetim, que encanta, emociona, faz o povo berrar e enlouquecer: um time, em oito minutos, empurrar três gols numa equipe até então dominante. Qual o potencial inconsciente de um fato assim? Gente, a superação! A perda frustrante de um lado, a vitória exaltante do outro. Competição ferrenha: o campo gramado, local onde tudo é possível. O futebol é feito a vida. Ou como se quer a vida, não sei. Já sei: como é a vida de fato, pronto. Só que nem todo mundo consegue ver a vida como ela é de fato: possível.

Pronto, peguei o vírus. Com filosofia, não tem como não pegar.



Notinha: acabo de ler na Vera sobre o pedido de prisão pela Justiça italiana do Cafu, capitão da seleção, envolvido em um processo de falsificação de documentos. Caraca! Esse povo é mesmo louco por futebol, e a doença não é só brasileira! Concordo plenamente com a Vera e completo: estão se borrando de medo do Brasil. O que, em minha ótica, é preocupante, porque o medo é um combustível poderoso, quando consegue pegar fogo...

12 de jun. de 2006

Essa noite eu quero ir mais além

Ando tão ótima que nem tenho sentido vontade de escrever, para quem se preocupou. Nem lendo blog alheio, um horror, perceberam, né? Vou tentar me emendar. Perdi um tempão sem ler, ver filme, passear, agora, "se eu puder, eu vou me divertir". Se for com a Copa, que seja. Com festa de São João. Com quatro livros pegos de qualquer jeito na biblioteca. De qualquer jeito, vai, que estou a fim. E estou de férias, breve, completas.

Muito bem, daí que amanhã temos Brasil e Croácia. Porque todo mundo não pára de lembrar algo que todo mundo já sabe? Dez em dez propagandas lembram a Copa, e as pessoas não cansam de usar verde e amarelo, essa combinação muita feia. Além do que, que esquisita essa obsessão brasileira... Já a senti (e não nego que ela poderá voltar), estando, porém, de fora, na beira, dá para ver como é esquisita. É uma esquizofrenia, na verdade. De minha parte, já gastei os três contos devidos com uma bandeirinha para a filhota (dessas de colocar no carro, mas acho meio ridícula e não sei colocar, nem perderei tempo tentando fazê-lo). Tá de bom tamanho.

Hoje é Dia de Namorados, data com a qual nunca me liguei nem quando era namorada... digo, mesmo ainda o sendo. Sim, voltei a ser namorada, tão fofo e tão bom. Eu recomendo aos casais longamente casados, portanto, e fica tal dica como mensagem do dia dos namorados. Como chegar a tal estágio, é uma outra e longa história, que não conto: "cada um com o cada um dos outros" (como diria meu sobrinho-afilhado de cinco anos), digo, cada um com seu cada um. Mas voltando a data, sinceramente, prefiro lembrá-la como Dia de Santo Antônio. Alguém aê se recorda que este é o seu dia? Sim, é, e pensar em 12 de junho como seu dia a mim parece levar a duas vertentes bem mais interessantes que aquela única associada ao Dia dos Namorados, no caso, a comercial (dia de comprar presente e gastar dindin, inventado pelos lojistas-capitalistas, isso de ser dia de celebrar o amor é mera balela): primeiro a religiosa, porque santo é santo. Pensar em coisas de Deus é sempre bom, e os ateus que se calem. Adispois, tem a vertente cultural. Santo Antônio é festa do povo, da gente da minha terra, e prestigiar o povo, o folclore e cultura nunca é mau. Por tudo isso, vai aí a cara do santinho. Protetor dos pobres, "ajudador" na busca de objetos ou pessoas perdidas, e, de quebra, o amigo nas causas do coração.

8 de jun. de 2006

Porque buscar o mínimo, quando se tem o máximo?
De onde essa venda nos olhos que afasta da real verdade que há, positiva?
Porque desejar o que já se possui, de melhor quilate?
O desejo é uma mola irracional, potência infinita sem finalidade alguma...
Muitas vezes, é o próprio enxergar-se que está nublado, o que deriva em ingerência do querer, querer minguado, retraído, sem sincronia com o ser, que, embora não se amesquinhe, tem a visão de si próprio obscurecida... É o não amar-se que desagua em tal lodaçal. Então, deseja-se o pouco, o surdo e o mudo, o pequeno, o ensimesmado, o que tem o falso aspecto de amor. Não há concorrência entre sentimentos miúdos - como tal querer - e o amor de fato. Aos que não o conhecem, o amor de fato, não estou a altura de uma introdução. Nem sempre está aqui. Difícil defini-lo, difícil materializá-lo. Existe, porém, é fato. Não se indaga sobre as razões de tal certeza. Quem quiser conhece-lo, que o procure. Aviso que ninguém o encontra engrandecendo o próprio ego com sentimentos inúteis.

Detesto a experiência de fraqueza, porque não é de minha natureza este estar em mim. Ocorre de escorregar nela, mas não está em mim. Desejo o puro, o nobre, o franco, o forte, o vero. Sempre foi isso, de tal não me afasto. Abomino o descrente, o lasso, o que se desconhece e não se busca, o que se prende ao pobre e o que não se rende ao digno. Ao que se repete infindas vezes: "sou pequeno, sou pequeno, sou pequeno". Eu, não. Sou grande, forte e aço. Quem pretende-la, que se esforce e aprenda tal força. Não é da minha natureza também, mas se me faz bem ligar o "foda-se", eu ligo, e sigo na paz.

"A paz invadindo meu coração de repente me encheu de paz"


1 de jun. de 2006

Hello, babies

Ufa. Voltei. Andava com saudade das coisas normais da vida. O foco em um único problema é um saco que nem toda cabeça suporta. "Bom é mesmo amar em paz".

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A vida... Vou lhes dizer uma coisa: a vida é estranha. Mas é boa. Alguma razão há para todos os acontecimentos que nos cercam, ainda que, aparentemente, não. Aprender com eles talvez seja o mais importante.

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Não deu nem tempo de postar aqui, e já estão acabando com a festa da Suzaninha na tv. Que pena. Vivo querendo ir a um tribunal do júri (tenho me revelado péssima aluna), nunca tenho, porém, tempo.

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Já falei que tenho certeza de que o Brasil vai se dar mal nesta Copa? Está lançado a pergunta aos blogueiros amigos: vocês acham que o Brasil vai ou não vai pro Hexa? Eu adoro de paixão Copa do Mundo, mas não estou conseguindo me animar com esta e comprar brinco e colar verde-amarelo (argh), primeiro porque são horrorosos, segundo porque estou certa de que será perda de dinheiro.

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A Vera disse que um homem descobriu quem nasceu primeiro: foi o ovo, não a galinha. Ai, que emoção, vou correndo contar a Clarinha.

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E agora, falo de que? De mais nada, vou estudar. Tichaus.

30 de mai. de 2006

É raro...

... mas há vida sim nos emails que às vezes recebemos.

Para refletir um pouco sobre esta realidade(?) que vivenciamos neste mundo de telas e fios. Para nunca nos perdermos do verdadeiro mundo.

"Mundo virtual

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
-Não tenho, menino.
-Só uma moedinha para comprar um pão.
-Esta bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.

Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

-Tio, pede para colocar margarina e queijo também.
Percebo que o menino tinha ficado ali.
-Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito
ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer. Digo que esta tudo bem.. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele. Então ele sentou á minha frente e perguntou:
-Tio o que está fazendo?
-Estou lendo uns e-mails.
-O que são e-mails?
-São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse):
-É como se fosse uma carta, só que via Internet.
-Tio você tem Internet?
-Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.
-O que é Internet ?
-É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar,aprender. Tem
de tudo no mundo virtual.
-E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.
-Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar,tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
-Legal isso.. Gostei!
-Mocinho, você entendeu que é virtual?
-Sim, também vivo neste mundo virtual.
-Você tem computador?
-Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu do água para ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, de natal e eu indo ao colégio para virar medico um dia. Isso é virtual não é tio?
Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado tio você é legal!".
Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!
"

24 de mai. de 2006

Aos Filhos de Gêmeos em Maio, 26



"Curioso, dispersivo
Você sempre tem algo a dizer
Signo dos opostos
Signo dos vizinhos
Gêmeos há de ser:
Cada planeta, cada riso
Em cada esquina que houver
Cada extremo reunido
Cada homem gêmeo da mulher.
Gêmeos como a luz do dia
É vizinha do anoitecer
Gêmeos chuva, e quem diria
O sol que brilhará
Dor e prazer
Cada planeta, cada riso
Em cada esquina que houver
Cada extremo reunido
Cada homem gêmeo da mulher
"
(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)



Parabéns prá você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida!


Este pobre blog tem a infelicidade de completar anos na mesma data de sua dona, uma criatura (do bem) que nunca tem tempo para ele em seu mais importante dia. Sim, amanhã será um dia longo, graças a Deus. Portanto, 25 de maio, para vocês, é 26 de maio, e está aqui o que deveria estar amanhã. Fazer o quê. Tó um pedaço do bolo que a Luci me deu ano que passou, congelei, e trago de volta para vocês:





Meus caros amigos, aproveito meu aniversário para agradecer a presença de todos que vem aqui ler estas abobrinhas que com amor escrevo. Hoje num tem discurso, estou meio que disposta a ser feliz amanhã.

Beijos mil.

23 de mai. de 2006

Amor revelado não é amor: é uma estrada chamada paixão, ao fim da qual abre-se o trevo que encaminha ao amor real ou a destruição. Destruição do que esteja ao alcance. Amor real que dispensa apresentação.

Amor tem hora de chegar. É como escreve o poeta, "amor é sorte". Mas não chega do nada. Constrói-se, é empenho. Plantar e colher. Nem sempre se colhe, feita a semeadura, porém. O plantar é apenas paixão. Sem a sorte, "o dedo de Deus", que escolhe os agraciados, não vinga a semente; colheita, amor, não há, restando a paixão finda em terra nua.

É longo e numeroso o dedo de Deus, muitos ele escolhe. O respirar da terra, contudo, é sabedoria só daqueles que ama as próprias mãos. Amor é ser de melindres, odeia solidão. Não entra onde já não está, na forma da luz própria irradiada do ser que se conheceu e se encontrou. Há, pois, que buscar-se, na busca pelo amor. Que amor é conhecimento; e conhecimento é tempo; e o tempo, este nunca se finda no semear renovado de cada estação. Aos apaixonados da desilusão não sobra, portanto, apenas o enervar-se nos campos desérticos do desamor, dos desejos sem freios, dos poços negros da melancolia. É paciente o criador maior com suas criaturas, incansável e amoroso. Está sempre a estender suas benesses e distribuir os presentes da sorte a seus filhos amados.


"Amor é um livro, sexo é esporte
Sexo é escolha, amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão, sexo é pagão
Amor é latifúndio, sexo é invasão
Amor é divino, sexo é animal
Amor é bossa nova, sexo é carnaval
Amor é para sempre, sexo também
Sexo é do bom, amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um, sexo é dois
Sexo antes, amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
"
(Arnaldo Jabor/Rita Lee/Roberto Carvalho)

19 de mai. de 2006

Sexta-feira



Um dia frio, destes intensamente raros nesta cidade caldeirão. Acordar cedo, estranhamente disposta. Recusar a água. Sorver a solidão de neblina da matina de poucos seres à rua, na saída para a vida quase sossego. Sentir-se bem.

Ter prazer em atividades corriqueiras. Rir dos patos que buscam se abrigar sob o teto para homens, alheios ao belo jardim que lhes serve. Ouvir jovens palavras de conhecimento. Ser vista. Ouvir semblantes maduros a disser seus dias. Calar-se, aprendiz.

Aborrecer-se por coisas pequenas, logo passam. Pés n’água.

Chegar. Aguardar. Rever. Deixar-se estar em paz, movimento que retorna sossego no olhar do outro. Chamar. Confraternizar, ver o riso, sorver sorrisos. Ser abraçada. Ouvir e falar e ouvir e falar.

Decidir sem ilusões. Reter a breve gota de caos que se agita. Sorvê-la. Seguir.

Retornar aos seus. Paredes que serenam, aquecem. Conceder-se prazeres. Um livro, uma rede. Algumas páginas, pensamentos mansos. Um sono, um sonho.

A noite chega, sem pressa. E nada espero.

Bom final de semana para todos vocês.

18 de mai. de 2006

Vírus no Orkut?

Abro o MSN por acaso (mesmo, não tenho o hábito) e me deparo com um email do hotmail: Élida escreveu um recado. Como conheço uma Élida, vou lá ver. De repente, peralá... Não conheço esta Élida. Prá completar a moça me convida para visitar seu blog, pois ela instalou uma webcam onde poderei ver seu "corpo lindo e sensual". Eu mereço... Mas não estou aqui contando isto tudo de graça, para vocês irem procurar a Élida no Orkut. Ocorre que o link que a moça indicava apontava para outro página (colocando o mouse sobre o link, sem clicar, surge o endereço de direcionamento), o que é uma ocorrência típica do envio de vírus por email. Em geral, o link real é um poço de contaminação viral. Ou seja, a prática parece estar se disseminando também nos recados do Orkut. Fiquem atentos, usuários do Orkut interessados em corpos lindos e sensuais...

Maio não é só choro e vela, também é utilidade pública...

São Paulo

Um bom relato a ser lido, por uma paulistana que viveu tudo aquilo. Ela diz assim:

"Hoje as coisas ainda não estão normais. O que parece é que todos estão fazendo um esforço para voltar à rotina. Mas alguma coisa o paulistano perdeu nessa história. Ainda não sei o que foi. Não foi segurança, porque a cidade, como qualquer metrópole, nunca foi totalmente segura. Não foi também a calma. Mas talvez tenha sido aquele mínimo de tranqüilidade, aquela que nos leva a fazer planos simples, como onde tomar uma cerveja com os amigos no dia seguinte."
(Vilma - do blog Enfim, meu blog)
Trazer a alegria à alguém é sempre um ato que se eleva em meio à balbúrdia qualquer, sem nos retirar energia, porém. Ao contrário. Um gesto ou palavra que faz bem e, se por um instante o outro te olha e sorri, esta troca destaca-se da realidade como prêmio raro, brilha, e tudo em torno não mais possui som, cor, forma ou movimento. Incólume ao que resta abaixo, o bem que se fez é cristal agora parte de outro véu, em uma natureza próxima, não mais entretanto presente neste planeta...

""Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
(Fernando Pessoa)

17 de mai. de 2006

13 de mai. de 2006

Essa moça...

... se chama talento.

Uma breve amostra do que vocês podem encontrar no blog Meus Rabiscos, da Lu Farias, minha parceira querida, e uma ilustradora e desenhista porreta!






Lu, mudando só um pouquinho de assunto, não vá trocar a música pelo desenho, hein?

11 de mai. de 2006

Aos Filhos de Touro



"Topei com a estrela bailarina na rua
dançando um rock
em frente a uma vitrine, toda sexy,
vidrada num anúncio de batom no vidro,
preso com durex (dura lex - sed lex).
Um carro, um vestido e um brinco de ouro,
presente de um rico industrial do signo de touro
(dura lex - sed lex)

Quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão.
Quando é touro é um meio fecundo
em cada semente plantada um sorriso de gratidão,
haja bom tempo ou não."

(Oswaldo Montenegro/Xico Chaves - do musical A Dança dos Signos)

Agora, Aragorn, a interpretação para Dona Lu (oia, num se nega pedido de Dona Lu, visse...). A máxima conclusão que pude extrair em gestos rápidos foi a de que, pelo jeito, o Oswaldo não gostou de nenhuma taurina...

Ah, Dona Lu, eu me lembrei da sua foto na banheira, lendo esta letra, juro por Deus, kkkkkkkkkkk...

10 de mai. de 2006

"Era uma vez um lobo mau..."

Hoje me lembrei do Lobo Bobo. Que coisa estranha compreender por meio de uma ferramenta tão pouco humana, como esta máquina que está diante de meus olhos, que não é a vida esta mera realidade que estes mesmos olhos enxergam. Este entrecruzar de energias que se completa nesta rede é uma prova disto. E energia não se vai quando se vão as pessoas que a reteram enquanto neste solo. O Lobo Bobo é a prova disto. Ele se foi e a gente nunca o viu, mas ele esteve aqui e permaneceu um pedaço dele na gente. Olha que poder nisto que ele escreveu, antes de ir embora.



"Há vezes em que a dor de existir é tão intensa, que precisamos morrer um pouco. Matar o que há dentro de nós mesmos não é tarefa banal. Disse um velho sábio americano de pseudônimo Mark Twain: "Na dúvida, diga a verdade". Lidar com a realidade por vezes é tão duro, que precisamos nos esconder dela. Há aqueles que enchem a cara, outros que se enfiam nas drogas... outros, como eu, fantasiam vidas inexistentes e as vivem como se reais fossem. Por anos, assumi uma personalidade que realmente era minha, mas vivendo em corpo algum. Muitos dos amigos que fiz desde então, tem a certeza absoluta que eu sou mesmo aquele aventureiro impulsivo, inconsequente, apaixonado e incontrolável. Talvez o seja, mas somente em minha mente. Vivi dentro de sonhos por não suportar a medíocre vida que me foi dada. Pois bem... foi duro ter que matar o Lobo. Mas ele já estava dando sinais que destruiria algo mais que eu mesmo. Começara a ser não somente a figura mítica montada na sua Harley Davidson e por opção morando no campo, refúgio seguro para seu descanso, mas tomava forma... destruidora e tátil, inescrupulosa e vil, ao se apresentar real e não virtual. Podem alguns pensar que uma mentirinha virtual é bobagem, não faz mal à ninguém, mas à mim fez. E se não sou desperto por insight fulminante, arrastaria outros ao abismo comigo. Não mais... não mais... No more lies. Por mais tediosa e desinteressante que seja a minha vida, é a única que tenho."

É mórbido falar da morte e dos mortos? Não é. A vida é aprendizado e a morte e a vida se completam. Preocupa-me que, os que me lêem e, hoje sei, gostam de mim, imaginem tragicidade em meu instante. Não é. Estou num momento especial da minha vida. Estou desfazendo um duro nó. Está sendo bom. Eu queria que todos vocês também desfizessem os nós que desatam as suas vidas, junto comigo, porque nossa energia está no ar, e é ela que mantem este mundo vivo.

9 de mai. de 2006

Conselho do dia

Quer ser feliz?
Viver bem a vida?
Destrua seus mitos
e siga para a alegria.



"Vejo, exato,
do sol que me ofusca,
o lampejo,
e que diz sem cessar,
cão maldito,
destrói de uma vez este mito.
"
(o nome do poeta não pode ser dito e não é o meu nome)

Faz-me rir...

Alguém com uma piada boa aí prá contar? Dessas feitas prá esquecer uma besteira cometida (isso "inxiste", sô?)...

7 de mai. de 2006

Vamos brincar de roda?



"Fui na Espanha
buscar o meu chapéu.
Azul e branco,
da cor daquele céu.

Olha a palma, palma, palma.
Olha o pé, pé é pé.
Olha a roda, roda, roda,
carangueijo peixe é.

Carangueijo não é peixe.
Carangueijo peixe é.
Carangueijo so é peixe
na enchente da maré.

Samba crioula
que veio da Bahia,
pega a criança
e joga na bacia.

A bacia é de ouro
ariada com sabão
e depois de ariada
enxuga no roupão.

O roupão é de seda,
camisinha de filó.
Cada um pega seu par
e toma a benção da vovó.
"


Não me pergunte de onde veio este post. Deve ter sido algum recado invisível que recebi (ui). Não importa. Importa a alegria que a idéia da brincadeira de roda passa. Pureza, riqueza de sentimento. Sinto-me viva - estou feliz - eis a mensagem do brinquedo de roda. De quebra, faz-me recordar o belo trabalho sobre Cantigas de Roda da minha amiguinha linda, advogada dos menores, escritora, Rebeca Duarte. Para divulgar o bom, sempre é tempo, nunca é tarde. Não vai ser fácil encontrar o trabalho, aviso - o que é bom, é raro, vocês sabem.

Bom início de semana a todos!

4 de mai. de 2006

De internet

Eu nunca pensei que ia dizer isso, mas, enfim, é mais uma prova de que não se deve dizer "dessa água não beberei" : graças a Telemar (Plano de Minutos), acho que vou estar mais presente por aqui daqui em diante. É, eu sei falar mal, mas também sei falar bem. Well, o tal plano tem opção de Internet Discada Gratuita, não conta dentro da franquia de minutos do plano o que se consome em internet. Será que enfim teremos a tão falada democratização da internet? A minha
próxima conta dirá...

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Esquisito isso das visualizações de perfil que o Orkut adotou agora. Definitivamente. Saber que Perfumes Real veio me visitar... Hein? Bem esquizofrênico isso...

2 de mai. de 2006

Oswaldo Montenegro...



... e a pergunta que não quer calar, caros leitores ...

Pru mode tanto ódio em vossos corações?

O "béchano"...

A Paloma (Duarte) gosta dele...

Está lançada a temporada de teses, por favore aperfeiçoem vossas idéias... Adispois do cumê eu penso nisso melhor, kkkkkkkkkkk...

27 de abr. de 2006

Aos Filhos de Áries

Nossa, falhei feiosamente com o zodíaco e os arianos desta feita. Sei, já estamos nos dias de Touro (vixe, vai ter mais chifre por aqui), foi mal, Bié... Lá vai... Taurinos , aguardem, que darei breve pausa para não ficar sem graça dois signos agarrados. Me alembrem, se for o caso...



"Áries o primeiro signo
Do carneiro apaixonado
Tem em Marte seu designo
E no fogo seu reinado
Nas estrelas seu delírio
Seu amor enciumado
Nos limites seu martírio
Seu mistério revelado
Louco signo das correntes
De emoções arrebatas
Ariana dos repentes
Explosões descontroladas
Ariana como o fogo
Nunca será dominada
Decisiva como o jogo
E a primeira namorada
Signo da sinceridade
Da vermelha cor do dia
Signo da velocidade
Da impulsão e eu nem sabia
Que era tanta madrugada
A derramar no coração
Como a rosa serenada
Se transforma e pinga ao chão
Derretendo ao fogo da paixão"


(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

I say Hi (eu disse HI, não HIGH)


(Fonte: Luísa Cortesão - Lindos!)

You say yes, I say no,
You say stop,
I say GO GO GO
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t why you say goodbye I say hello.
I say high, you say low.
You say why and I say I don’t know.
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello.
Why, why, why, why, why, why, do you
Say goodbye, goodbye, bye, bye.
Oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello.
You say yes, I say no (I say yes but I may mean no)
You say stop and I say go, go, go (I can stay till it’s time to go)
Oh, oh no.
You say goodbye and I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
I don’t know why you say goodbye I say hello, hello, hello.
Hello, hello, hello.
Hello, hello, hello.
Hela, heba, helloa.

(precisa dizer de quem ? Os Beatles, sô. Lennon & McCartney. Precisa de link?)

Dando as caras para minha querida meia dúzia de leitores...

Jôka, meu nêgo, 'guenta aí a letrinha de música!

18 de abr. de 2006

Auto-ajuda, sim senhor

Muitas vezes, um texto brota na mente por mero descuido. É um vício de feroz descontrole este de disseminar idéias com palavras. Por isso os blogs (claro, na minha teoria eles também são terapia, mas isto vocês já sabem, mandem a notinha). Foi assim com o que está a seguir...

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Por que se fala tanto nos dias de hoje em auto-ajuda? Antes de mais nada, porque precisamos de ajuda, lógico. Mais óbvio ainda: é um mundo de mesquinheza e isolamento este que habitamos. Vivemos para nós mesmos – cada vez mais se faz rara a possibilidade de olhar ao lado e dizer: "olha, tenho este problema aqui, conversa comigo". Culpa nossa, diga-se de passagem, que tememos a procura. Mas também, como fazer isso? "Fulano se encontra afogado em crises, dá um tempo..." Um tempo, respondo, eu dou, o que não posso é viver bem no meio da ansiedade, depressão, baixa auto-estima, indecisão – estas pedras eficazes no caminho nosso de cada dia. Vamos nos auto-ajudar então, ora pois pois, que é o melhor a fazer para prosseguir em meio a selva. Sem exploração comercial, por favor. Botemos prá subir sozinhos mesmos.

Penso tais abobrinhas enquanto busco no velho e bom Google: "inteligência emocional". Meio batido, eu sei, o livro, a idéia, tudo bastante velho. Com certeza, saiu da crista da onda, faz tempo. Foi, contudo, o que ocorreu a esta velha aqui na tentativa de entender alguns realidades indesejáveis que tem constatado em sua existência de trinta e poucos anos. Aquela relativamente-recente-inadequação-profissional- corrosiva-dos-dias-contínuos. O antigo sentimento-súbito-de-solidão-sem-razão-aparente, que já não assusta tanto, mas ainda dá seus botes. Os demônios invisíveis, enfim. O "Poema em Linha Reta" a esbofetear com altivez os ouvidos da mente: "Nunca conheci quem tivesse levado porrada./Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. ". Que baita ilusão... Olho em torno e observo o vazio das minhas considerações tétricas. É tão simples. Auto-cacetadas, muito choro e vela, logo o espelho comenta: "Mas que otária..." Como é possível crer em tantos pensamentos pecaminosos sobra a incapacidade do ser? "É ilógico, minha filha, cadê ele o sentido?", continua. "Veja você, olhe ao redor... ". "Debrei, doida", diria o borracheiro (não aquele bobão da novela das 8). O fato singelo é que nós sabemos as respostas a tudo que indagamos. É tão simples, tão simples, que enjoa. Nós sabemos. A gente só quer um afago, ouvir a mamãe dizer: "não, meu amor, não é isso, olha só...". Mas como a mamãe também tem seus problemas...

Vocês dirão: isso é coisa de gente criada com vó (no meu caso, uma mãe tão doce quanto uma vó). É fato, é coisa de gente criada com vó, fazer o quê? Cada qual com seu qual. Mesmo nisso fomos privilegiados, a gente teve "vó". Mais uma razão para abandonar as choramingas. Mas, no fim, fazer o quê, se o corpo se ressente da falta de carinho? O fato é: apenas o carinho não está disponível todo tempo, ou o prazer, tem que correr atrás! A felicidade não vem correndo descabelada da rua e gritando: "Cheguei!". Agradecer o que se possui é sempre um bom começo, enxergar o que se fez, ver que tudo não passa de uma péssima impressão de um dia ruim. Como aquela de que se queixa o Chico na canção:

"Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu,
a gente estancou de repente
ou foi o mundo então que cresceu?
"
(Roda Viva – Chico Buarque)

Pois é, colegas, este versos seriam o único suspiro do post deste dia sorumbático que está findando melhorado. No fim das contas, eles apareceram aqui. Mas com uma função menos destrutiva, o que é sempre bom. Lamentar-se, perdoem a expressão os muitos pudicos, é uma boa duma porra, olha que sei do que falo. Então, como costumo dizer, vá fritar seu peixe, Dona Maria, que a fila tá andando. E você não tá fora dela, minha nêga, porque você está aqui, comendo do roçado...



Ui, que terminou desbocado o post...

17 de abr. de 2006

Me explicando e rodando por aí

Muito bem, Brasil, voltemos a velha rotina após estes dias de lambança.

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Ando veramente preguiçosa de escrever por aqui, eis a verdade real sobre este blog. Quando penso em algo, nada ajuda: máquina, gente, ambiente. Tenham paciência, queridos.

Também não tenho lido nada, só estudando para as provas, findas antes do feriado e com não muito bons resultados. Filmes? Vi Cidade Baixa (minha velha mania por brasileiros...): bom e ruim. Filme sem final direito me chateia. Forte, pesado, tirem as crianças da sala. Bons atores, também, Lázaro Ramos e Wagner Moura (tá melhorando esse menino). De fato, porém, não uma excelente escolha para a páscoa.

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Para compensar um tico a ausência:

-postei na Cozinha, que anda um pouquinho abandonado. Também HP anda sem novidades...

-tenho sido um pouco mais assídua na leitura dos blogs amigos (vão lá ver nos vossos sitemeters). Prumode pegar inspiração. Vi lindas fotos de estátuas lá no Marcos, vão lá ver. Olhem esta e se animem a ver o resto:



Vera tem falado muito em índios, tema que também me encanta. Aquela mça no post de hoje é uma índia, não? Linda foto. E há artesanato Caigangue por lá também.

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Muito bem, o dever me chama...

10 de abr. de 2006

Ilustrando


O umbu.


O umbuzeiro - a árvore da vida e da fartura de frutos.


O maxixe - a hortaliça, não a dança.

8 de abr. de 2006

Sabáticas (como diria a Lu)

Falando no comentário da Mônica, que vocês comeram hoje? (ando tão preocupada com alimentos ultimamente, que doida...) Eis a dieta do sábado, para compensar os efeitos do excesso de búfalo nas artérias (como se fosse necessário, considerando isto aqui). Amanhã a gente retoma os trabalhos do último fimde:

Arroz integral
Feijão de soja (devidamente temperado como o nosso básico feijão mulatinho)
Peixe
Salada verde
Maxixe refogado (uma delícia, se quiserem Dona Lúcia passa a receita)
Suco de umbu (óbvio)

Porque diabos estou a contar isso não sei, os psicológos de loucos da internet que digam. Bom, mas para valer de alguma coisa, resta saber que tem valido a pena algumas mudanças alimentares. Perdi mais de 2 quilos sem sentir, só ruminando mais (ou seja, comendo mais grão, cereal e mato). Né bom? E de barriga cheia.

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Para Tua Aurinha, pelo seu aniversário:


Clica no presente, sô! (não dá para beber, comer ou cheirar, mas dá prá ler)

Beijo, linda!

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E complementando, tem gente nova aqui em casa. Ó só:



Ai, foi muito apelo... Ligações telefônicas diárias com a pergunta martelante: "quando eu vou ganhar meu bicho?" Pior que já tô encantada com as coisinhas, achando-as lindas só porque comem, argh... Sim, as coisinhas : loucura das loucuras, é um casal...

Os problemas também começaram cedo. Já perderam a Íris por cinco minutos dentro de casa. Ulalá...

Curioso... o Lêdo Ivo, poeta de que falei aí embaixo, parece um jabuti, não parece? Ê mundo doido... Não, eu não fumo nada, eu sei que parece, mas não fumo...

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Bom, talvez apareça um daqueles meus posts malucos e sorumbáticos daqui a pouco. Se der saco, pois a idéia já tá indo embora, depois de tanto lero-lero... Ainda sobre posts: gente, acho que cada vez mais serão fruto dos dias inúteis, não dos úteis. Sim, filtros, filtros... Como viver sem eles?

2 de abr. de 2006

Desse bicho...



... é tudo bom de se comer...







O melhor é o último... ai, 'cabou, peninha...

Jôka, meus triglicerídeos estão em 59, LOL! Daí que, imagine o que acompanhou a bufalança (comilança de búfalo)?

Estou com remorsos, porém, ai, meus sais... Digo, meus açucares(gramáticos, está correto isto?)... Prumode tinha farofinha acompanhando, tb, e pão e afins churrasqueirais...

1 de abr. de 2006

Bom sábado com Lêdo Ivo

Hoje amanheci comentadora de vossas senhorias, perceberam?

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Minha taxa de Glicose, em jejum de doze horas, deu 91, sendo o limite máximo 99, tá lá no exame. Diagnósticos? Algum diabético a vista dá uma dica? Eita, q tá ligado o hipocondômetro... Que chato, vou ter que levar o exame à doutora querida...

Muito mal isso, considerando que estou naquelas fases cozinhadeiras, de inventar modas: pão de queijo, umbuzada e despensa cheíssima... Até comprar trigo para kibe comprei (só não deu coragem ainda, hhehehe...)

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De manhã passava na Cultura um documentário sobre Lêdo Ivo, poeta que não conhecia até então, mas com quem , apesar de aparentar ser um velho bem chato (não mentirei), me identifiquei enquanto leitora de poesia, e, por que não dizer, poeta (fraquinha, mas poeta). Ó só:

"Condição para Aceitar

Que a morte me lembre
um mar transparente,
só assim a aceito:
silêncio final
dentro de meu peito,
perfeição de vagas
brancas e caladas,
paisagem abolida
no horizonte raso
do mar sem coqueiros,
vazio do mundo
após a palavra
que quis dizer tudo
e não disse nada
."

"Nasci num lugar anfíbio, de águas, lagoas e ilhas, num Nordeste de terras moles e peganhentas, de mangues e caranguejos, e de meninos barrigudos que comem barro. Este é o meu universo, aquele que procuro fixar por intermédio da arte e da linguagem." (O poeta é alagoano - terra que está se chegando...)

E para entrar em abril (lindo, lindo, lindo!)...

"SONETO DE ABRIL

Agora que é abril, e o mar se ausenta,
secando-se em si mesmo como um pranto,
vejo que o amor que te dedico aumenta
seguindo a trilha de meu próprio espanto.

Em mim, o teu espírito apresenta
todas as sugestões de um doce encanto
que em minha fonte não se dessedenta
por não ser fonte d'água, mas de canto.

Agora que é abril, e vão morrer
as formosas canções dos outros meses,
assim te quero, mesmo que te escondas:

amar-te uma só vez todas as vezes
em que sou carne e gesto, e fenecer
como uma voz chamada pelas ondas.
"


Ave Maria, não tenho nada desse homem aqui em casa. Dei um rolé no Google e num primeiro momento não vislumbro nada mais substancial, em termos de textos dele. Quem tiver, grite. A biblioteca vai me salvar em breve, deixem passar essas defesas indiretas de mérito e aulas. Aliás, não sei que faz aqui a conversar potocas, tenho provas na semana e amanhã é dia de branco, para mim...

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Vocês andam aborrecidos com tanta poesia por aqui, não andam não? Eu também. Fazer o quê, né? "Eu canto porque o instante existe/e a minha vida está completa./ Não sou alegre nem sou triste: sou poeta." (Motivo - Cecília Meireles) (olha ele aí de novo, o vício...)

O velho, para concluir:



Lindo, né? Tô apaixonada...

27 de mar. de 2006

Há sentimentos que tem a mesma duração e a intensidade daqueles que nos chegam com a audição de uma música que nos toca.

Segui-los é sempre um erro. Sejam eles bons ou maus. Porque, como música, foram feitos para sobreviver em um instante, e serem mágicos ou destrutivos apenas naquele espaço de tempo que ocupam.

25 de mar. de 2006

Momento Saco Laranja*

(ou será momento Edson Cordeiro?)

... porque eu também sou uma "Barbie girl, in my Barbie world"**, "das vez"...


Barbie Colecionável Sweet Valentine

*O Saco Laranja é o saco onde a Bruna põe as bonecas da coleção dela!

23 de mar. de 2006

Dia de música. Dia de Poesia.

"Antes de fechar a porta e ir embora
não me venha dizer que está levando tudo
que deseja deixar
Pegue o seu medo e tristeza
e escreva nas páginas do livro deixado em cima da mesa
e não se esqueça
é preciso que um dia se vá prá que outro dia
amanheça...

Não esbarre na louça e repare no jardim
as plantas subindo pro céu
Nunca deixe de cantar a brisa
E de voltar quando queira

Não perca a altura do vôo, nem se desvaneça
O tempo é concreto e se você tem pressa
Não perca a cabeça

É preciso que um dia se vá prá que outro dia amanheça...
"
(Sérgio Sá - não sei o título desta música, que foi gravada por Jane Duboc a muitos anos atrás)



Aplico na veia
sem calma sequer aparente
minha dose diária de paixão.
Indispensável e absoluta,
Ela se ergue em acorde de majestade nas tardes amenas.
Tem graça de cordeiro ficto e destrói-me o frescor.
Mas reverbera na alma.

20 de mar. de 2006

Do dia

O banco mais popular do país assumindo, no país, as atividades do cartão de crédito menos popular, uau... O mundo muda, anotar para não esquecer...

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Piadinha político-sócio-economicamente incorreta, enviada por email por ela (piadas são uma raridade aqui, mas, enfim, rir muitas vezes é não apenas o melhor remédio, e sim o único jeito...):

PLURAIS

1 advogado = um doutor
2 advogados = um escritório
3 advogados = uma reunião
4 advogados = uma quadrilha

1 arquiteto = uma bicha
2 arquitetos = uma bicha e um carnavalesco
3 arquitetos = uma bicha, um carnavalesco e um cabeleireiro
4 arquitetos = uma festa gay

1 carioca = 1 surfista
2 cariocas = 2 surfistas
3 cariocas = 1 boca de fumo
4 cariocas = um arrastão

1 gaúcho = um cabra macho, tchê !
2 gaúchos = uma briga de faca
3 gaúchos = um rodeio
4 gaúchos = uma parada gay

1 baiano = um escritor famoso
2 baianos = uma luta de capoeira
3 baianos = um grupo de axé
4 baianos = um terreiro de macumba

1 paulista = uma micro- indústria
2 paulistas = uma indústria de médio porte
3 paulistas = uma indústria de grande porte
4 paulistas = uma catástrofe ecológica

1 paraíba = um porteiro
2 paraíbas = repentistas tirando versos
3 paraíbas = um canteiro de obras
4 paraíbas = um caminhão de pau-de-arara indo para São Paulo

1 chinês = uma lavanderia
2 chineses = uma pastelaria
3 chineses = uma equipe de pingue-pongue
4 chineses = uma explosão demográfica

1 italiano = um jornaleiro
2 italianos = uma pizzaria
3 italianos = um ensaio de ópera
4 italianos = novela das oito

1 português = uma piada
2 portugueses = duas piadas
3 portugueses = três piadas
4 portugueses = quatro piadas

1 argentino = um alvo móvel
2 argentinos = dois alvos móveis
3 argentinos = melhor usar uma metralhadora
4 argentinos = time do corinthians

1 bêbado = um desajustado
2 bêbados = uma despedida de solteiro
3 bêbados = uma festa de formatura
4 bêbados = uma vitória da seleção

1 estudante = o futuro da União
2 estudantes = uma república em formação
3 estudantes = uma passeata
4 estudantes = um bando de desempregados

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Estou aqui a ler estupefata o blog Superego e, coisa mais esquisita, gostando... Sim, sim, há ali fotos do Gil usando uma malhinha com tapa-sexo; o seu criador (o jornalista Galvão) diz que não vê sentido em artesanato; mas o fato é que aprecio sinceridade. Hoje li dois textos sobre aparências - uma entrevista que me mandou a minha mana, com o Roberto Shinyashiki, e outro texto contido neste blog. É o tema do dia. A frase do dia: "Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se
tornou parecer
", do Shinyashiki. Ah, no Superego li sobre a Bruna Surfistinha : a moça é candidata à vaga na Academia Brasileira de Letras. Jesus. O pessoal do Pânico é vidente...

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Paraa minha filhota: sim, amor, o outono começa hoje, foi a Querida que me disse...

18 de mar. de 2006

Da noite, às dez horas

Eita, é boa essa novela. Boniiiiiiitaaaaa.... Qualidade digital, nível de produção de novela das oito, quiçá mini-série, me parece... É a concorrência...

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Véspera de São José. Amanhã, aos que não sabem, é o dia em que, crê o sertanejo, chovendo, será ano bom para a plantação. Se estiver, pelo sertão, o calor premonitor de chuva que está aqui na terrinha, Deus permita se repita o aguaceiro do fim-de-semana do atoleiro nas bandas das terras secas...

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Fui à missa (trigésimo dia da morte do meu sogro), o que não acontecia desde a última missa por defunto, e fiquei muito feliz por haver saído de lá tão leve. Das vez, recomendo. É uma pena que sempre esqueça que não faz mal nenhum ir à igreja vez ou outra, a depender do padre, é claro...

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Na viagem da última semana, reconheci no velho Inácio um personagem do Graciliano Ramos. Juro. Queria que vocês o ouvissem conversando. Ah, a Gabi já viu, eu acho.

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A Máquina, o filme (não colo link aqui, já falei muito dele), estréia dia 23 do corrente. Não entendi muito bem o slogan dos cartazes, "O Amor é o Combustível", hein? Não, não, não, não percebi o clima da peça nesta frase... Muito menos agradou-me ser a heroína protagonizada pela Mariana Ximenes, aquela Raísa-funkeira...

No mesmo dia chega o dvd de HP6 ao mercado, enfim Clarota verá e eu reverei. Muitos bons shows sendo divulgados na terrinha: Zeca Baleiro (07/04), Vanessa da Mata (25/03). Justo agora, no ápice das vacas magras...

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Heloísa Helena é mesmo pré-candidata à presidente ? Uia... (vai ter entrevista com ela na segunda na Cultura)

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Sem grana pra ir ao teatro? Senta que lá vem comédia, nas noites de sábado da Cultura, dez da noite... Vai sem preconceito que tem coisa boa. Deixa eu ir ver...

Pessoa e Chinelate. Juntos.


Fonte: aqui.

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a Lua toda
Brilha, porque alta vive.
"
(Fernando Pessoa)

16 de mar. de 2006

Em busca do livro desejado

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Tu já sabia? Eu não. Sim, é isso, o Google está com versão beta no ar de buscador de e-books.Parece-me que só tem até agora livro em inglês. Considerando que, ao buscar por "Machado de Assis" o sistema encontra "Esau and Jacob" (in english, sacou?)...

15 de mar. de 2006

Aos Filhos de Peixes



"É peixe quando pula e descortina
A clara possibilidade de mudar de opinião
É peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
Inverte a coisa, embola o pensamento e então ...
É peixe quando o germe da loucura
Se transforma em claridade e anda pela contramão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação
É peixe quando salta o precipício da responsabilidade
Ee tem uma queda pra ilusão
É peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
E carrega o mundo com a mão
É peixe quando a luz do misticismo
Se transforma na procura do princípio e da razão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação"


(Oswaldo Montenegro - do musical A Dança dos Signos)

14 de mar. de 2006

O Atoleiro

É o seguinte.

Há coisas na vida que se precisa fazer sem que exista uma aparente explicação. Surge o impulso e aí... você vai. Obviamente muitos pensarão que estou a referir-me a sacanagens (que fixação, hein, gentem? Minha ou de vocês?), não é porém o caso (este é um blog familiar, não esqueçam).

Eis de onde saiu o atoleiro. De um impulso.

Preliminarmente devo dizer que este post desconjuntado foi imaginado a princípio como aqueles lindos guias que a Lu costuma postar, sobre suas experiências familiares: o que NÃO fazer para se ter um final de semana perfeito em família, e por aí vai. É impossível fugir `à personalidade e tentar forçar o plágio, entretanto. É impossível, pessoas, jamais se enganem.

O fato é que, súbito, após uma semana descaradamente complicada, e no afã pelo final de semana feliz em família, numa manhã de sábado eu me encontrei numa daquelas típicas situações-cômicas-depois-que-passam: eu, em minha batinha nova de algodão branco, a velha calça jeans capri preferida e os brincos combinando, os pés enlameados por conta de outros dois atoleiros, trepada na porta aberta sobre o pneu traseiro suspenso no ar de um carro que tinha a roda dianteira oposta atolada na lama, cuidando para não queimar o braço no capô que ardia, gritando "vai, vai, vai", pulando do meu posto feito uma doida, avaliando em segundos o estado geral da tragédia, e confirmando ao motorista "vai, vai, vai que dá"! E, milagre dos milagres, sendo a autora intelectual (ei, e braçal também, parcialmente!)da tirada do carro do atoleiro.

Graças a mim, eu sei. Eu sou danada mesmo, foi o que eu ouvi.

Que é que se ganha em tirar um carro do atoleiro? Não parece óbvio? Auto estima nunca fez mal a seu ninguém, né mesmo? Nem te ligo se a mancha de barro da batinha não sair...

Além disso, no caso específico, talvez não a benção de um final de semana perfeito em família, mas:

-a alegria de assistir um açude sangrar, e vê-la (ela de novo, a alegria) estampada na cara de toda uma gente;
-o privilégio de dormir duas noites numa imensa e antiga casa de fazenda sem energia elétrica (sempre não, mas uma vez perdida faz um bem e não vai te matar, eu recomendo);
-mostrar ao filho o que é um grilo, isso é essencial para o prosseguir da existência, gente!;
-e esquecer de tudo, esquecer de tudo, esquecer de tudo que cerca essa vidinha nossa de cada dia, porque até os problemas se cansam da gente, num sabe?

Fora as lições clichê: não se pode dominar a natureza; e viver novas experiências sempre importa. Além das filosofias: a noção do que é a perfeição é bem relativa e subjetiva...

Longa a sessão de hoje, não foi? Já sei, meu tempo terminou...

10 de mar. de 2006

Ai, tô cansada.
Acho que vou seguir o conselho do Lenine, num sabe (Do it!)?

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Cadê minha lateral do blog?

Lembrança

Ser lembrado é sempre uma benção e um desafio, uau! Cês sabem que eu gosto, né... E achei ótima a convocação, porque refresca um pouquinho isso aqui, com esse calorão pós-momesmo que anda fazendo em Recife!

Adorei, meninas Ana e Maria, a simultânea lembrança desta que vos fala.

"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog."

1-Essa é batata. Roer unhas. Inclusive pensava eu ainda hoje em, quando surgisse a coragem, postar sobre o assunto...

2-Tocar no ombro das pessoas, quando passo por elas. Eu sei, muita gente odeia. Fazer o quê, estou ficando velha, mudar antigos hábitos é cada vez mais um problema...

3-Cantar, sempre que posso.

4-Sair arrumando as coisas por onde passo, dentro de casa. Isso já se tornou um sintoma daquelas coisinhas de nome feio de que falam os psicólogos, psiquiatras, terapeutas? Tô sem o mínimo tempo de procurar o nome, gentem....

5-Lavar os pés antes de dormir, não interessa onde esteja. Foi mamãe que ensinou, ô, vício...

Como regulamentos existem para serem quebrados (QUÁQUÁRÁQUAQUA), vou subverter um pouquinho a ordem e não indicar ninguém pro jogo. Não é por ser anti-social não, ou qualquer outra coisa que o valha, é falta de tempo aliada à preguiça de pensar mesmo... Sintam-se livres para entrar na ciranda... e isso é mesmo muito bom, para que a gente lembre da velha ciranda (a de dançar) em que todos são convidados!!!!!!!!

8 de mar. de 2006

Cheeeeiiiiiiiiirrroooo!!!!!

Prás mulheres todas desse mundão internáutico!!!!!!!!!!!!

6 de mar. de 2006

Prá relaxar - BBBzices

Taí um paredão em que não sei em quem votar. É apenas o segundo em que interesso em fazê-lo (votar), ademais. Pitacos?

4 de mar. de 2006

Prá Gabi

Para uma Gabi Rosa Flor.

Não sei se devia postar este. Mas, enfim, é belo, e me ocorreu, ainda que não seja o melhor a ser dito. Espero que seja, como espero que tudo passe, porque tudo passa, sempre. E você, como deusa que é, sempre foi, deverá compreender isto. Se estiver tudo errado, me perdoe. Se não servir para este momento, que sirva como a certeza de
que estou aqui, e permanentemente estarei.

"Segue o teu destino.
Rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas,
o resto é a sombra
de árvores alheias.

A realidade
sempre é mais ou menos
do que nós queremos.
Só nós somos sempre
iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
dizer-te. A resposta
está além dos deuses.

Mas serenamente
imita o Olimpo
no teu coração.
Os deuses são deuses
porque não pensam.
"
(Fernando Pessoa)

1 de mar. de 2006

Foi bom, meu bem?

Sabe o que é bom nessa vida? O bom é que o bem sempre se revela e surpreende. O bem sempre está ali, persistente, presente, onipotente.



Não peças jamais a santos, ou a Ave Maria, sinais. Não existem sinais. Existe a vida a desdobrar-se eternamente, em sua infinda beleza a mostrar-se. A vida se basta, e tudo se ajusta perante a vida. Busca o simples, afasta a falácia, o complexo. Escreve linhas por obediência à tua fé na palavra. Acredita na verdade, infinitamente. Reza teus salmos e nada temas. Ama o que deves amar e esquece os ritos em que não crês. Tua fé é tua vida e verdade. Há mundos muitos que se interpõem, e se sucedem, e se igualam, ainda que diversos. Dorme agora. E vela pelos teus, dentro dos teus sonhos.
(Cabo Branco, nesta madrugada)