1 de out. de 2004

52 urnas irregulares são apreendidas



Domingo, antes das sete da matina, como milhares de brasileiros, estarei me encaminhando a uns dos inúmeros prédios que abrigam sessões eleitorais por esse país afora. Eu só trabalhei até hoje em duas eleições, mas me sinto mais ou menos tarimbada no serviço, que é muito fácil e exige um mínimo de atenção. Recordo a rotina inicial: chegamos, procuramos os administradores de prédio, localizamos o presidente de nossa seção, buscamos o material, incluindo a urna eletrônica, que tiramos da caixa, instalamos, enfim... Da primeira vez que trabalhei, aconteceu que a presidente da mesa atrasou e, como 1ª mesária, me adiantei a receber tudo. Enquanto isto ocorria, a presidente chegou, e eu a acompanhei muito de perto, pois não sou de ficar de braços cruzados em nenhuma situação. É por essas e outras, que uma notícia dessas me deixa de orelha em pé. Nunca acreditei muito no nosso sistema eleitoral, e só acho que piorou com essa automatização, na qual, pelos parcos conhecimentos de informática adquiridos por mim em quase quinze anos mexendo muito mal nessas maquininhas infernais, não posso me dar ao direito confiar...

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